Deputados apontam falhas em “aulão” do governo no Mineirão

A ausência do secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, de audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia para a qual havia sido convocado, foi criticada pelos parlamentares presentes. Mesmo sem o secretário, a reunião foi realizada, na manhã desta quarta-feira (26/11/25), no Plenarinho II da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A presidenta da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), a deputada Lohanna (PV) e os deputados Professor Cleiton (PV) e Leleco Pimentel (PT) aprovaram requerimentos com pedidos de informações à Secretaria de Educação e renovaram a convocação do secretário para falar dos planos da pasta e também de um “aulão” sobre inteligência artificial (IA) promovido pelo governo estadual no estádio Mineirão. Por meio de um ofício, Rossieli Soares solicitou que a audiência seja marcada para nova data e justificou sua ausência em função de compromissos previamente agendados em São Paulo. O requerimento de audiência aprovado pela comissão previa originalmente a apresentação pelo secretário do plano de trabalho da pasta para a educação básica e superior. Entretanto, a comissão também pretendia ouvir Rossieli Soares a respeito do “aulão” sobre inteligência artificial. No evento, promovido pelo Governo de Minas em parceria com a empresa Google for Education, no estádio Mineirão, no dia 19/11/25, foram registrados conflitos entre os estudantes. Conforme matérias veiculadas na imprensa, uma confusão generalizada tomou conta das cadeiras do Mineirão. Vídeos do momento registraram brigas e agressões, que provocaram ferimentos e desmaios em alunos e professores, socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Participantes relataram a ausência de agentes de segurança em número adequado para um evento daquele porte. A deputada Beatriz Cerqueira apresentou denúncia ao Ministério Público Estadual, por meio da 23ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, solicitando instauração de procedimento investigatório para apurar a efetiva responsabilidade de todos os agentes envolvidos, sejam eles públicos ou não, na organização do “aulão” de IA.

Defesa Civil faz alerta para cuidados durante as chuvas

Com a chegada do período chuvoso a Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Defesa Civil, está intensificando as ações de combate a alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e transbordamento de córregos. Durante todo o ano diversas ações preventivas foram realizadas e, com a chegada das chuvas, equipes do município têm percorrido os locais que apresentam histórico de ocorrências. É importante que a população redobre a atenção neste período. A Prefeitura recomenda que todos acompanhem os alertas oficiais e adotem medidas para evitar riscos. Para manter a segurança em casa, algumas ações são essenciais como a limpeza de calhas, telhados e ralos, além do reforço em muros e barrancos. Durante as chuvas fortes, é recomendado, se possível, evitar sair de casa em caso de alerta de tempestade. Em caso de situação de alagamento, é recomendado não atravessar, à pé ou de carro, áreas alagadas, ainda que a água esteja baixa. Nesta situação, é necessário procurar abrigo seguro, longe de árvores, postes e estruturas metálicas. Em caso de emergência, o cidadão pode acionar a Defesa Civil através do número 199. Como forma preventiva, qualquer pessoa pode enviar uma mensagem de texto SMS para o número 40199 e realizar o cadastro da sua rua através do CEP. Por meio do cadastro, são repassados gratuitamente alertas da Defesa Civil. De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Anderson Chaves, é necessário que a população faça o cadastro e não negligencie os alertas. “Hoje a tecnologia é uma ferramenta a mais para prevenir acidentes. É importante que todos tomem precauções”, explica.

Brasil deu ‘lição de democracia’ ao mundo, diz Lula sobre prisão de Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (26) que o Brasil “deu uma lição de democracia ao mundo” ao concluir o julgamento do núcleo central da trama golpista que resultou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. As afirmações foram feitas durante cerimônia no Palácio do Planalto, onde foi sancionada a lei que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Segundo Lula, o desfecho do caso — que terminou com o trânsito em julgado das condenações e a ordem de prisão para Bolsonaro e outros investigados — simboliza a força das instituições brasileiras. “Ontem este país deu uma lição de democracia ao mundo, sem um alarde. A Justiça brasileira mostrou sua força, não se amedrontou com ameaças de fora e fez um julgamento primoroso, sem uma denúncia de oposição”, afirmou o presidente diante de ministros, parlamentares aliados e assessores. Esta foi a primeira vez que Lula se manifestou após o Supremo Tribunal Federal encerrar definitivamente o processo. Ele destacou que o sentido do momento não está na prisão em si, mas no que considera um marco institucional: “Pela primeira vez você tem alguém preso por ameaça de golpe, tem quatro generais e um ex-presidente, numa democracia que vale para todos e não é privilégio de alguém. Estou feliz não pela prisão de alguém, mas por ver que o Brasil estava maduro para exercer sua democracia”. A declaração ocorreu durante a sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O presidente interrompeu o discurso econômico para abordar o julgamento, tema que dominou o noticiário político desde a véspera.

Lula sanciona lei que isenta o IR para quem ganha até R$ 5 mil

A medida também estabelece descontos graduais para rendas de até R$ 7.350 mensais e tributa rendas anuais acima de R$ 600 mil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 26, a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e estabelece descontos para rendas de até R$ 5 mil e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. O Planalto estima que 15 milhões de contribuintes serão beneficiados. A decisão do presidente marca mais um passo na tentativa do governo de reforçar sua agenda distributiva sem abandonar, ao menos no discurso, a responsabilidade fiscal. A conta, porém, não fecha sozinha. Para compensar a renúncia tributária, o governo aciona o ado oposto da tabela: contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil enfrentarão uma alíquota extra que pode chegar a 10%. A lei também passa a tributar em 10% lucros e dividendos remetidos ao exterior, um movimento que aproxima o sistema brasileiro das práticas internacionais, embora ainda tímido quando comparado a países da OCDE. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que “a unanimidade é a demonstração de que, quando o bem comum está acima de interesses menores, é possível, sim, unir o país em torno de grandes causas. Segundo ele, era “imperioso” sancionar o projeto ainda em 2025. Haddad destacou que o governo está prestes a entregar “a menor inflação em quatro anos, o menor desemprego no mesmo período e o melhor melhor índice de Gini,  que mede a desigualdade de renda, antes mesmo da entrada em vigor desta nova legislação”. E acrescentou: “No ano que vem, colheremos os frutos dessa iniciativa”.

Flamengo Arranca Empate nos Acréscimos Contra o Atlético-MG e Adia Título do Brasileirão: 1 a 1 em Belo Horizonte

Em um jogo tenso e cheio de emoções pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo empatou por 1 a 1 com o Atlético-MG na noite de ontem (25), na Arena MRV. O resultado, embora não ideal para o Rubro-Negro que sonhava com o título imediato, ampliou a vantagem na liderança para cinco pontos sobre o Palmeiras, que tropeçou para o Grêmio (3 a 2). O Mengão agora depende de si para erguer a taça nas duas rodadas finais. O Atlético-MG abriu o placar aos 33 minutos do primeiro tempo, com Bernard aproveitando uma jogada individual brilhante de Dudu pela esquerda. O ponta mineiro driblou Emerson Royal e cruzou na medida para o companheiro completar livre na pequena área, após falha coletiva da defesa flamenguista. O Galo, ainda abatido pela derrota na final da Sul-Americana para o Lanús no último sábado, pressionou no início, com Hulk criando chances, mas o Flamengo equilibrou e dominou a posse de bola (72% no total). No segundo tempo, o Flamengo voltou mais agressivo, com entradas de Jorginho e Arrascaeta aos sete minutos, e criou inúmeras oportunidades. Samuel Lino acertou a trave aos 24 minutos do primeiro tempo e teve outras chances claras, enquanto Gonzalo Plata carimbou a madeira na etapa final. O time carioca finalizou 15 vezes contra oito do adversário, mas pecou na pontaria – Léo Pereira, por exemplo, mandou por cima uma bola na cara do gol. A insistência rubro-negra foi recompensada nos acréscimos: aos 48 minutos, Danilo cruzou e Bruno Henrique subiu mais alto que a defesa para cabecear e garantir o ponto precioso. O técnico Filipe Luís, do Flamengo, destacou a resiliência do time: “Foi um jogo duro, com erros que não podemos repetir na final da Libertadores. Mas o Bruno Henrique mostrou por que é decisivo. Agora, viramos a chave para o que realmente importa”. Pelo lado do Atlético-MG, Jorge Sampaoli lamentou: “Criamos o suficiente para vencer, mas o futebol pune quem não concretiza. Precisamos nos recuperar rápido”. Com o empate, o Flamengo chega a 75 pontos e pode conquistar o nono título brasileiro na próxima rodada, contra o Ceará no Maracanã (3 de dezembro). O Palmeiras, com 70 pontos, enfrenta o Atlético-MG no mesmo dia. Antes disso, o foco é a decisão da Copa Libertadores contra o Verdão, no sábado (29), em Lima, no Peru – um duelo que pode definir o ano para ambos os times. O Atlético-MG, com 45 pontos, segue na 12ª posição e briga por uma vaga na pré-Libertadores, mas precisa vencer os jogos restantes para sonhar alto. (Fontes: Globo Esporte, GP1, MundoBola – Resultados atualizados em 26/11/2025)

Trump recua, Lula avança — e Bolsonaro assiste da arquibancada da PF

Em artigo publicado nesta terça, na Veja, Matheus Leitão, liga vitória da diplomacia brasileira e ocaso de Bolsonaro. Segundo ele, a repercussão do The New York Times sobre a derrota de Donald Trump numa queda de braço com o Brasil não é um detalhe. “É um daqueles episódios que expõem, de maneira quase didática, como a diplomacia pode virar o jogo quando aplicada com método — e quando o adversário subestima o tabuleiro”, escreve. “Como lembrou o jornal, Washington tentou pressionar Lula para aliviar a barra de Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe. Pressionou forte. Mandou carta dura. Reclamou. Fez ameaças usando o comércio. E o governo brasileiro, em vez de procurar a porta de saída mais próxima, manteve a posição, negociou nos bastidores e deixou Lula usar sua lábia política com o presidente dos Estados Unidos. Resultado: meses depois, quem cedeu foi Trump. As tarifas caíram, a retaliação murchou e o Brasil saiu maior do que entrou na briga. Nenhum desses movimentos foi anunciado primeiramente em palanque. E talvez por isso mesmo funcionaram”, intui. “A ironia do episódio é que Bolsonaro, que sempre tratou Trump como farol moral, bússola espiritual e eventual fiador jurídico (risos), agora observa tudo da arquibancada da Polícia Federal. Preso preventivamente, o ex-presidente assiste à cena mais improvável da última década: seu ídolo sendo obrigado a ler sobre um revés diplomático diante justamente de Lula — o inimigo que ele sempre tentou desumanizar…” E completa: “Isso não é nada trivial. Ao recuar, Trump sinaliza que o Brasil de hoje possui peso suficiente para exigir renegociação, que Washington não pode mais simplesmente atropelar decisões internas do país e que a intimidação comercial deixou de render dividendos automáticos. E esse reconhecimento, vindo de quem vem, dói em Bolsonaro tanto quanto alguns despachos judiciais. e que a intimidação comercial deixou de render dividendos automáticos. E esse reconhecimento, vindo de quem vem, dói em Bolsonaro tanto quanto alguns despachos judiciais. Lula operou no estilo que domina: fala brava para o público interno e pragmatismo silencioso na mesa de negociação. Não rompeu, não bateu porta — fez o que sabe fazer. Enquanto parte da classe política apostava que o Brasil se encolheria, o presidente percebeu que poderia crescer em meio a adversidades. Uma aula que, ao que tudo indica, Bolsonaro terá bastante tempo refletir — da arquibancada cativa da PF em Brasília”.

Gestão do Galo pode produzir outro revés à torcida, se time perder hoje para o Flamengo

Depois de, novamente perder uma final de Copa, no último sábado – a terceira em 11 meses -, o Atlético, comandado pela SAF de Rubens e Rafael Menin (pai e filho) pode de novo servir de palco para um novo título do Flamengo, rival histórico. Ano passado os cariocas foram campeões da Copa do Brasil na Arena MRV, estádio do Galo. Com a vitória sobre o Red Bull Bragantino por 3 a 0 na noite deste sábado (22/11), no Maracanã, o time carioca chegou a 74 pontos, podendo ser campeão já na noite desta terça-feira (25/11), quando enfrenta o Galo na Arena MRV, às 21h30, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para que isso aconteça, uma série de resultados precisa acontecer. Para o título ficar no Rio de Janeiro, o Flamengo terá de vencer o time alvinegro, o Cruzeiro não pode bater o Corinthians no domingo (23/11), às 20h30, no Mineirão, e o Palmeiras, que também joga hoje, tem de perder para o Grêmio em Porto Alegre. Se o cenário for esse, a equipe carioca terá 77 pontos e não mais poderá ser alcançada por nenhum adversário. Curiosamente, a Raposa terá de torcer para o maior rival, o Atlético, para ainda sonhar com o título do Brasileirão. O time alvinegro enfrenta Flamengo e Palmeiras e, se vencer, pode ajudar a equipe celeste. 

Mulheres negras realizam 2ª marcha em Brasília por reparação e bem viver

Caravanas de todo o país se reúnem na Esplanada dos Ministérios; expectativa é de até 1 milhão de participantes Caravanas de diferentes estados chegaram a Brasília nesta terça-feira (25) para a 2ª Marcha das Mulheres Negras, que ocupa a Esplanada dos Ministérios com o tema “por Reparação e Bem Viver”. A organização fala em expectativa de reunir até 1 milhão de pessoas, em uma das maiores mobilizações de mulheres negras da história recente do país. O ato, coordenado pelo Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras, reivindica políticas de reparação histórica e de combate ao racismo estrutural, além de medidas concretas nas áreas de moradia, trabalho, segurança, saúde e educação. As participantes também defendem o direito a uma vida livre de violências e com dignidade, indo além da mera sobrevivência. Semana por Reparação e Bem Viver A marcha integra a programação da Semana por Reparação e Bem Viver, que acontece de 20 a 26 de novembro em Brasília, com debates, oficinas, plenárias e atividades culturais. O período dialoga diretamente com o Dia Nacional da Consciência Negra, lembrado em 20 de novembro, data que marca a resistência do povo negro no Brasil. Ao longo da semana, coletivos e organizações de mulheres negras discutem temas como violência contra a juventude negra, feminicídio, genocídio da população negra, racismo religioso, acesso a terra e território, além de estratégias de mobilidade social e participação política. Dez anos após a primeira marcha nacional A 2ª edição da Marcha das Mulheres Negras ocorre dez anos depois do primeiro grande ato nacional, realizado em 18 de novembro de 2015, quando milhares de mulheres negras ocuparam Brasília para denunciar o racismo, a violência doméstica, o feminicídio e o extermínio da juventude negra. Agora, a pauta é reforçada com foco nas políticas de reparação econômica e social, considerando os impactos de séculos de escravidão e discriminação que ainda hoje se expressam em baixos salários, desemprego, falta de acesso a serviços públicos de qualidade e violência institucional contra a população negra. Programação do dia em Brasília A programação oficial desta terça-feira (25) começa às 9h, com concentração no Museu da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. O ponto de encontro recebe rodas de capoeira, cortejos de berimbaus e apresentações culturais que marcam a presença das tradições afro-brasileiras no ato. No mesmo horário, o Congresso Nacional realiza uma sessão solene em homenagem à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, no plenário da Câmara dos Deputados, reconhecendo a importância da mobilização e das pautas defendidas. Por volta das 11h, as participantes seguem em caminhada pela Esplanada dos Ministérios em direção ao gramado em frente ao Congresso. Um jingle oficial, criado especialmente para o ato, embala o percurso com palavras de ordem que destacam a força e a centralidade das mulheres negras na construção do país. A partir das 16h, estão previstos shows de artistas negras de diferentes regiões do Brasil, representando a diversidade da produção cultural negra e engajadas em pautas como antirracismo, combate ao sexismo e promoção do feminismo negro. Articulação internacional de mulheres negras A marcha deste ano também se consolida como um espaço de articulação internacional, reunindo mulheres negras da diáspora africana, de países da América Latina e do Caribe, além de lideranças do próprio continente africano. O objetivo é fortalecer alianças contra o racismo, o colonialismo e o patriarcado em escala global. Delegações de países como Equador marcam presença em Brasília para compartilhar experiências, aproximar lutas e construir estratégias comuns. As lideranças destacam a importância de dar visibilidade à realidade das mulheres afrolatinas, afrocaribenhas e da diáspora, reafirmando a defesa de territórios ancestrais, da memória coletiva e de direitos específicos das comunidades negras. Legado de Lélia Gonzalez e do feminismo negro Entre as presenças simbólicas da marcha deste ano está a da família da antropóloga Lélia Gonzalez (1935–1994), uma das referências centrais do feminismo negro no Brasil e cofundadora do Movimento Negro Unificado. Conceitos elaborados por Lélia, como “amefricanidade” e “pretuguês”, seguem influenciando pesquisas e movimentos sociais dentro e fora do país. Sua trajetória reforça a compreensão de que as opressões de raça, gênero e classe se articulam, e que as mulheres negras ocupam um lugar estratégico na luta por transformação social. A presença de suas ideias na marcha ajuda a conectar passado, presente e futuro da resistência negra. Maior grupo populacional do país Dados do Ministério da Igualdade Racial apontam que meninas e mulheres negras representam o maior grupo populacional do Brasil, somando mais de 60 milhões de pessoas entre aquelas que se declaram pretas e pardas. Mesmo sendo maioria, ainda enfrentam os piores indicadores de renda, escolaridade, violência e acesso a políticas públicas. As organizadoras da marcha ressaltam que, por isso, ouvir e atender às reivindicações das mulheres negras é fundamental para qualquer projeto de país mais justo, democrático e igualitário. As participantes defendem que as pautas apresentadas em Brasília sejam incorporadas a planos de governo, legislações e políticas públicas em todas as esferas – municipal, estadual e federal.

PL e família Bolsonaro articulam reação no Congresso e elevam pressão por anistia

Após a prisão de Jair Bolsonaro, dirigentes do PL e seus filhos com mandato parlamentar passaram a articular uma reação coordenada no Congresso Nacional, com foco em retomar a agenda de anistia a investigados e condenados por atos antidemocráticos. O movimento, que envolve diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e deputados ligados ao ex-presidente, busca transformar o caso em bandeira política, mobilizando a base bolsonarista dentro e fora do Parlamento. Flávio Bolsonaro tem defendido que não há espaço para negociação em torno de dosimetria de penas ou eventuais concessões pontuais, reforçando que a prioridade da oposição deve ser a aprovação de uma anistia ampla. A estratégia inclui pressionar as mesas diretoras da Câmara e do Senado para que projetos sobre o tema sejam pautados com urgência. Nesse contexto, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), passou a falar em “amadurecimento” dos presidentes das duas Casas legislativas para que o assunto seja encarado de frente. Segundo ele, a prisão de Bolsonaro teria acentuado a percepção, entre parlamentares de direita, de que é necessário reagir de forma institucional, utilizando os instrumentos do próprio Congresso. A cúpula do PL avalia que a bandeira da anistia pode galvanizar a militância e recolocar o bolsonarismo em posição de confronto direto com o Supremo Tribunal Federal, ao mesmo tempo em que tenta constranger o governo federal e demais forças políticas a se posicionarem sobre o tema. Nos bastidores, aliados admitem que a aprovação de uma medida desse tipo enfrenta forte resistência, mas apostam na pressão popular e em negociações com bancadas conservadoras para tentar avançar. Enquanto isso, governistas e parte da oposição considerada mais moderada demonstram cautela, alertando que uma anistia ampla poderia ser interpretada como sinal de tolerância com ataques às instituições e ao Estado de Direito. O embate, porém, tende a se intensificar nas próximas semanas, com a prisão de Bolsonaro funcionando como catalisador de discursos e iniciativas legislativas em torno do perdão aos envolvidos em episódios classificados como antidemocráticos pela Justiça.

Rafael Menin faz promessa à torcida do Atlético

Após vice na Sul-Americana, Rafael Menin admite frustração e promete resposta ao torcedor em 2026 O investidor do Atlético-MG, Rafael Menin, externou forte frustração após o vice-campeonato da Copa Sul-Americana e fez uma promessa à torcida alvinegra. Na noite deste sábado (22/11), o Galo perdeu o título para o Lanús, da Argentina, nos pênaltis, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai, depois de desperdiçar diversas chances durante o tempo normal. Menin, que sempre ressalta ser atleticano desde criança, afirmou estar “arrasado” com mais uma final perdida, mas garantiu que a diretoria trabalha para encerrar 2025 de forma mais digna e iniciar 2026 em um patamar superior. Segundo ele, o Atlético lotou as arquibancadas, empurrou o time até o fim e merecia comemorar o título. Ainda assim, o dirigente reiterou que o momento é de absorver o golpe, corrigir erros e redobrar o compromisso com resultados melhores na próxima temporada. Em publicação nas redes sociais, reforçou que o clube vai “trabalhar muito” para terminar o ano da melhor forma possível e começar 2026 “ainda mais forte”. Manifestação de Rubens Menin Pai de Rafael e também um dos principais nomes à frente do projeto esportivo do Atlético, Rubens Menin também se pronunciou nas redes sociais, reconhecendo o peso de mais um “quase” em competições continentais. Em tom de desabafo, ele admitiu que o sentimento é de frustração e que não adianta fingir que a derrota não dói. Rubens destacou que, mesmo sem o título, o elenco e a comissão técnica se dedicaram intensamente na busca pela taça e que o empenho não tem faltado internamente. O empresário agradeceu ainda à Massa Atleticana, que se fez presente tanto em Assunção quanto na Arena MRV, onde torcedores acompanharam a decisão na esplanada do estádio. Para ele, a força da torcida é um dos pilares para o clube se reerguer após mais um revés. Rubens reconheceu que 2025 ficou aquém das expectativas, frisou a necessidade de “recompor e reorganizar” o clube e projetou um novo ciclo a partir de 2026, baseado em união, seriedade e ainda mais trabalho. Contexto da temporada e próximos desafios A derrota para o Lanús marcou o quinto vice-campeonato continental do Atlético. Antes da Sul-Americana, o clube já havia batido na trave em outras competições internacionais: Copa Ouro (1993), Copa Conmebol (1995), Copa Master da Conmebol (1996) e Copa Libertadores (2024). No cenário nacional, o resultado também complica os planos do Galo. O time ocupa o 11º lugar no Campeonato Brasileiro, com 44 pontos, nove a menos que o Bahia, que está em sétimo e hoje briga por vaga na Copa Libertadores. Em 2025, o Atlético conquistou o Campeonato Mineiro, mas não conseguiu avançar além das quartas de final da Copa do Brasil e agora amarga o vice da Sul-Americana, campanha que deixa a temporada marcada por altos e baixos. O elenco tenta reagir rapidamente. O próximo compromisso será na terça-feira (25/11), às 21h30, contra o Flamengo, pela 36ª rodada do Brasileirão, em duelo decisivo para manter viva a esperança de uma melhor colocação no fim do campeonato e amenizar a decepção da final perdida.