Indústria de papel e celulose investirá no país R$ 105 bilhões até 2028

O plano de investimento foi apresentado ao presidente Lula. Os recursos vão gerar 36 mil empregos diretos e outras 7,3 mil vagas para operar as novas unidades O setor da indústria de papel e celulose anuncia o investimento de R$ 105 bilhões no país até 2028. De acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), as aplicações vão gerar 36 mil empregos diretos e outras 7,3 mil vagas para operar as novas unidades. O presidente da IBÁ, Paulo Hartung, apresentou o plano ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva numa reunião nesta quarta-feira (21), no Palácio do Planalto. “O setor entendeu que ia precisar de compromisso social, ambiental, rastreabilidade na produção e assim por diante. O setor vive uma diversificação de uso. Antes, era papel e celulose. Hoje é energia”, disse Hartung. De acordo com a entidade, ao usar 100% de matéria-prima proveniente de florestas renováveis, o setor tem evoluído rumo a um lugar de destaque na produção sustentável. “Depois de investimentos de R$130 bilhões da indústria automobilística, R$120 bilhões da indústria de alimentos e R$ 100 bilhões da siderúrgica, agora o setor de celulose vai destinar R$ 105 bilhões até 2028. O país vai crescendo com trabalho sério”, destaca Lula no X. “Voltamos a governar este país para recuperá-lo e recuperar também o seu potencial industrial de maneira mais sustentável. Estamos trabalhando para isso”, prossegue. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destaca que o Brasil é o maior exportador do mundo de celulose. “O setor tem grande importância ambiental e econômica, é altamente gerador de divisas, o sexto maior exportador brasileiro, com importância no PIB brasileiro”, disse. O vice-presidente lembrou que a indústria de papel e celulose como um todo gera em torno de 2,6 milhões de vagas diretas e indiretas. Faturamento Conforme relatório anual de 2023 da IBÁ, o mercado de papel e celulose no Brasil obteve uma receita bruta de R$ 260 bilhões em 2022, um índice de 6,3% maior em relação ao ano anterior. São 10 milhões de hectares de áreas produtivas plantadas (eucalipto, pinus e outras espécies) tornando o país o segundo maior produtor mundial de celulose e o maior exportador. Na produção de papel, o país ocupa o 9º lugar no ranking mundial. Em 2023, a indústria de papel e celulose gerou US$ 10,3 bilhões de divisas para o país, ou 3% de tudo o que o Brasil exportou no último ano. O saldo comercial (exportações menos importações) foi de US$ 9,2 bi. A IBÁ diz que a indústria de árvores plantadas investe para alcançar a sustentabilidade em todo o ciclo de produção, melhorando processos e adotando as melhores práticas socioambientais. “O setor trabalha para diversificar o uso econômico da floresta plantada e envolver pequenos produtores, por meio de programas de parcerias florestais, com o objetivo de criar oportunidades de geração de emprego e renda; e ampliar o conhecimento pela troca de experiências, inclusive, com a adoção de atividades de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF)”, diz a entidade.
Lula livra CeasaMinas de privatização e fortalece política alimentar

Retirada da empresa do PND reafirma a posição do governo em fortalecer a cadeia de abastecimento alimentar e o acesso da população ao alimento de qualidade, afirma ouvidora O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva excluiu, na última terça (20), as Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A (CeasaMinas) do Programa Nacional de Desestatização (PND) e revogou a qualificação dos seus imóveis do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI). O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e revoga o Decreto Nº 3.654, de 7 de novembro de 2000, quando o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) incluiu a central de abastecimento no plano de privatizações. A ameaça à empresa se agravou em 2016, a partir do golpe liderado por Michel Temer. Recentemente o processo de venda ganhou celeridade no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando a estatal estava ligada ao Ministério da Economia, liderado pelo ultraliberal Paulo Guedes. O governo Bolsonaro chegou a marcar o leilão da empresa para o dia 22 de dezembro de 2022, nove dia antes do fim de sua gestão, com um preço mínimo anunciado de R$ 253,2 milhões. O valor estava bem abaixo dos R$ 2 bilhões estimados pelo Sindsep-MG (Sindicato dos Trabalhadores Ativos Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal do Estado de Minas Gerais). Ouvidora da CeasaMinas e ex-diretora do Sindsep-MG (Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Pùblico Federal no Estado de Minas Gerais), Sânia Barcelos Reis recorda ao Vermelho a luta dos trabalhadores e da população contra a privatização da empresa. “Eu entrei em 2008 e essa história de privatizar a CeasaMinas era um fantasma que existia entre nós, ainda que, principalmente nos governos Lula e Dilma, isso nunca foi de fato levado à frente. Após o golpe, isso começou a ser mais ventilado no governo Temer”, afirma. “Com a eleição do Bolsonaro, as coisas foram se concretizando de uma forma muito mais palpável. Eu tive problemas pessoais enormes, fui muito perseguida, fiquei quatro meses afastada da empresa por ordens psiquiátricas por ser massacrada pelos então presidentes e diretores da CeasaMinas”, relata Sânia. Após muita luta, no entanto, e com a vitória do presidente Lula na corrida eleitoral de 2022, a sociedade civil conseguiu suspender o leilão ao apagar das luzes do governo Bolsonaro. “Embora o leilão estivesse suspenso, a CeasaMinas permaneceu no PND. Então, era importantíssimo que a empresa saísse do plano de desestatização. Não sabemos quando um eventual novo governo de direita poderia voltar com o plano”, diz. A CeasaMinas é a maior empresa de distribuição de alimentos hortifrutigranjeiros do estado e possui seis unidades: Contagem, Uberlândia, Juiz de Fora, Barbacena, Caratinga e Governador Valadares. A estatal está sob administração do Ministério do Desenvolvimento Agrário e atende a 46 mil clientes diretos e 12,5 milhões de clientes indiretos, ou 61% da população total de Minas Gerais (20,5 milhões). A CeasaMinas também é responsável por 20.280 mil empregos. “Normalmente as pessoas não possuem esse conhecimento, mas as Ceasas e as Ceagesp são um instrumento muito forte de política pública de distribuição de alimentos”, afirma Sânia. Para a ouvidora, se essas empresas de distribuição de alimentos hortifrutigranjeiros permanecerem sob gestão pública, “é uma garantia de controle dos preços dos alimentos”. “Contabilizamos tudo que chega para ser comercializado e, a partir da oferta e da procura, ou seja, da quantidade de alimentos, conseguimos mensurar os preços”, explica a sindicalista. “Se a gente não tem esse controle do mercado, o próprio mercado é que vai ditar o preço”, explica. “Então, as centrais de abastecimento não são só um grande mercadão de alimentos onde as pessoas compram as coisas. As empresas têm toda uma estrutura de política pública por trás que garante que haja um equilíbrio no preço dos alimentos”, conclui. A retirada da empresa do plano de privatização fortalece a companhia institucionalmente, traz segurança jurídica e operacional para os comerciantes e produtores e por extensão a própria sociedade mineira. A decisão do presidente Lula reafirma a posição do governo federal em fortalecer a cadeia de abastecimento alimentar, o agricultor familiar e o acesso da população ao alimento de qualidade e preço justo, além de retomar seu potencial de investimento e modernização dos seus entrepostos, inclusive com a possibilidade de recepcionar recursos provenientes do próprio governo.
Mais Médicos vive seu melhor momento após destruição com Bolsonaro

Em 2023, o governo Lula contratou quase 12 mil médicos que atuam nos rincões do país. O país caminha para 28 mil ativos no programa Mais Médicos Após a destruição do programa Mais Médicos durante o governo do ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro (PL), o panorama atual já é bem diferente. Apenas no primeiro ano de governo, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou com fôlego a política pública. Hoje, o Mais Médicos está em seu momento com mais profissionais atuando pelo país desde a criação, em 2013. Também vale destacar que o Ministério da Saúde adotou uma política de valorização dos profissionais do programa. Hoje, são 25 mil médicos por todos os estados do país. Em junho, após anunciar aumento de 8,4% nos salários, a ministra Nísia Trindade adiantou que o país deve fechar o ano de 2024 com 28 mil profissionais. De acordo com a pasta, 60% dos médicos atuam nos municípios mais pobres do Brasil, sendo 33,8% em locais de alta vulnerabilidade e difícil acesso. Também vale destacar a presença de mais de 550 médicos em tribos indígenas isoladas. De acordo com estudo conduzido pela Universidade de Brasília (UnB), que entrevistou 613 indígenas, 47% deles relataram não ter feito qualquer atendimento médico antes do programa. A satisfação entre eles é de 93,1%. O programa ainda tem outros dados relevantes. A maioria dos profissionais são formados no Brasil, 62%, e 38% são intercambistas de diferentes países. E as mulheres são maioria. Elas representam 53,5% das médicas ativas, são 13.718 brasileiras com idades entre 25 e 44 anos “Extinção” do Mais Médicos O programa Mais Médicos foi praticamente extinto pelo ex-presidente radical de extrema direita Jair Bolsonaro. O programa que leva profissionais qualificados para os rincões do Brasil era alvo constante de ataques do político. Particularmente porque, no início, parte dos médicos vinham de Cuba, um país que vive em sistema socialista. A ilha caribenha mantém 50 mil médicos espalhados por 67 países. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, o país não hesitou em enviar força médica para a Itália, que vivia um colapso sanitário. Então, a solidariedade cubana através da exportação de seus maiores ativos, os médicos, é parte da história e da tradição. Após a expulsão dos médicos cubanos do Brasil, a reportagem da TVT News conversou com profissionais que deixaram o país às pressas, em 2018, diante dos ataques do presidente recém eleito. “Deixamos uma população carente de médicos que precisam de alguém para posar as mãos nos ombros das pessoas, conhecer suas dificuldades, necessidades. Não apenas as doenças”, relatou à reportagem a médica Marílyn Galloso. “Vou embora chorando e outros choram comigo. Saio com a satisfação de ter dado o melhor de mim”, completou. A retomada do programa Mais Médicos Então, ao extinguir o programa em 2018, Bolsonaro anunciou um outro programa similar; o Médicos pelo Brasil. Contudo, não passou de fachada. Apenas após três anos de governo vieram as primeiras contratações. E foram tímidas; apenas 529 profissionais anunciados no dia 18 de abril de 2022. Contudo, a situação mudou muito após a retomada dos investimentos na saúde da população com Lula. Em um ano de governo, a gestão petista contratou 11.896 profissionais. Para ter ideia da dimensão, em São Paulo, estado com maior número de profissionais ativos, as contratações no primeiro ano de governo significam 57,12% do total. Mais Médicos é uma política pública E com o fortalecimento do programa, cresce a influência de uma política pública bem sucedida. No início de junho, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a abertura de novos cursos de medicina no país devem seguir os requisitos presentes nos editais do Mais Médicos. Com a decisão do Supremo, em matéria relatada pelo ministro Gilmar Mendes, ganha a medicina brasileira a partir da melhor distribuição de profissionais pelo território nacional. “A política estabelecida na lei do Mais Médicos direciona a iniciativa privada para localidades especialmente necessitadas, ao permitir a instalação de faculdades de medicina em regiões com pouca oferta de médicos e serviços de saúde”, destaca nota do STF. Inspirações O sucesso do programa é tanto que virou modelo para outros países. Vale lembrar que a inspiração do Mais Médicos vem de potências em desenvolvimento humano. “Experiências de países com sistemas de saúde semelhantes ao do Brasil, como Canadá, Reino Unido e Espanha, inspiraram as estratégias de provimento por aqui (…) As exitosas iniciativas inspiraram a criação que hoje é referência de provimento médico na saúde pública de outros países”, informa o Ministério da Saúde, em boletim de maio deste ano.
Presidentes dos três poderes assinam pacto pela transformação ecológica

São três os eixos prioritários: ordenamento territorial e fundiário, transição energética e desenvolvimento sustentável com justiça social, ambiental e climática Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, do Senado, Rodrigo Pacheco e da Câmara, Arthur Lira, assinaram nesta quarta-feira (21), no Palácio do Planalto, o pacto pela transformação ecológica. É a primeira vez que os três poderes se uniram em torno de uma agenda ambiental. Além de reforçar o papel do Brasil como líder mundial na temática ambiental, o pacto quer definir novos rumos para o desenvolvimento do país. São três os eixos prioritários: ordenamento territorial e fundiário, transição energética e desenvolvimento sustentável com justiça social, ambiental e climática. “O pacto que estamos assinando hoje simboliza a determinação de cada um de nós no enfrentamento dos maiores desafios do nosso tempo com a profundidade e urgência que a crise climática exige. A União dos três poderes em torno de uma proposta comum é o testemunho da força e da maturidade da nossa democracia”, disse Lula. O presidente afirma que a Constituição consagra o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado. “Este pacto, no entanto, é mais do que o cumprimento de um dever legal. É um pacto de responsabilidade com o nosso planeta”, observa. Lula diz que as tempestades que devastaram o Sul e as secas que castigam a Amazônia são os gritos de alerta da natureza. “Nossas ações serão mais efetivas com a união das nossas forças, rumo a um modelo de desenvolvimento que respeite a dignidade humana e a integridade dos nossos ecossistemas. Este Pacto de Transformação Ecológica é um pacto de responsabilidade com o planeta”, reforça. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, lembra que o direito ao meio ambiente saudável é um direito humano fundamental. “Sem um planeta saudável, não pode haver justiça, igualdade ou liberdade”, disse Marina “A mudança do clima causada pelo homem é o principal sintoma do atual modelo produtivo, baseado na exploração sem freios da natureza e das pessoas. Nós últimos anos tivemos demonstrações inequívocas dos impactos das emissões de gases do efeito estufa, do desmatamento e da ocupação desordenada dos territórios sobre as nossas vidas e a vida das nossas famílias”, lembra a ministra. “Há três conceitos chaves aqui que eu acho que merecem destaques e que estiveram no centro das nossas preocupações: desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas e transição energética”, destaca o presidente do STF. Para ele, a transformação ecológica para o enfrentamento das mudanças climáticas se tornou urgente e já não é mais uma questão para as futuras gerações. “O mundo está atrasado e com presa nessa matéria e acho que nós temos todas as condições de liderar esse processo”, afirma Barroso, referindo-se a Lula que em nome do Brasil possui condições de liderar “esse grande processo global de transformação”. “A liderança ambiental é nossa vocação natural. A dádiva divina nos impõe o dever do cuidado, cabendo a nós fazer o uso adequado dessa posição, assumindo o dever de influenciar o entendimento internacional sobre as questões ambientais. Além disso, considero que nos compete também a formulação de uma cultura institucional que sirva de modelo para os demais países”, defende Rodrigo Pacheco.
As Festas de Agosto pertencem a todos nós – Por José Gomes Filho*

Com o coração alegre e a alma exultante, fizemos uma apresentação de fé no Segundo Terno de São Benedito. Contamos a história de um povo e de uma raça que ajudou a formar a identidade do município. Nossa Festa dos Catopês é a personificação da resistência e da fé. Ao evocar a tradição africana do santo negro São Benedito, reverenciamos quem nos deixou esse legado do Terno de Catopê, que celebra a profunda riqueza cultural, simbolizada por Dona Custodinha. Cada canto, cada passo, cada batida de tambor e cada matiz de cor nas fitas trazem seu significado e representa uma batalha travada e uma história compartilhada de um legado legítimo. Entretanto, além de ser crucial a preservação dessa tradição, faz-se necessidade premente a união da nossa sociedade em defesa desse patrimônio imaterial, para impedir que ninguém seja excluído ou ignorado. Não se pode permitir que essa história seja apagada pelo preconceito daqueles que se sentem donos da centenária Festa de Agosto e se consideram superiores àqueles que acreditam que a cultura é de todos. O catopê não pertence apenas aos participantes ou a comunidade da baixada da matriz, muito menos a uma associação ou classe privilegiada. Ele é patrimônio de todos nós. É uma herança cultural que flui nas veias de todo montes-clarense. Ao valorizarmos tal expressão também enaltecemos nossa identidade enquanto cidadãos que vivem a cultura e a religiosidade, reconhecendo a diversidade e a riqueza que compõem os Ternos de Catopês, Marujos e Caboclinhos. É imprescindível que nos unamos, visando proteger aquilo que nos define, nos conecta e nos humaniza. Portanto, defender o Catopê significa resguardar nossa história, nossa cultura e, acima de tudo, nosso futuro, assegurando que as futuras gerações possam se orgulhar do valioso legado construído com o sangue dos nossos antepassados. Manifesto minha gratidão aos que fazem das festividades do mês de agosto um colorido alegre e empolgante, fruto do esforço, da fé e da dedicação de um povo abnegado. Faço aqui uma homenagem especial ao nosso Mestre Antônio (Toni Preto), o mais velho dessa geração, que com garra comandou nosso Terno. Rogo a Deus, aos Orixás, as bençãos espirituais pela intercessão de São Benedito. VIVA SÃO BENEDITO!!! * José Gomes Filho é Catopê e membro do Segundo Terno de São Benedito
Mauro Tramonte lidera com folga a disputa pela prefeitura de BH

O deputado estadual do Republicanos é seguido por Bruno Engler (PL) e Duda Salabert (PDT) O deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) lidera a disputa pela prefeitura de Belo Horizonte (MG), seguido por Bruno Engler (PL) e pela deputada federal Duda Salabert (PDT), de acordo com uma pesquisa Real Time Big Data encomendada pela Record TV e divulgada nesta segunda-feira 19. O levantamento aponta Tramonte com 31% das intenções de voto, enquanto Engler e Salabert estão tecnicamente empatados na segunda posição, com 15% e 14%, respectivamente. O prefeito Fuad Noman (PSD) surge com 8%, na quarta colocação. Na sequência vêm o senador Carlos Viana (Podemos), com 7%, e o deputado federal Rogério Correia (PT), com 5%. O presidente da Câmara Municipal, Gabriel Azevedo (MDB), fecha a lista, alcançando 2% das intenções de voto. Segundo a pesquisa, os que pretendem votar nulo e/ou em branco somam 9%, o mesmo índice dos que não sabem ou não responderam. A nova rodada do levantamento também simulou cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa entre Tramonte e Engler, o candidato do Republicanos teria 50% dos votos, contra 29% do correligionário de Jair Bolsonaro. O segundo cenário indica que Tramonte obteria 55% dos votos contra Duda Salabert, que registraria 21%. O Real Time Big Data ouviu mil eleitores, entre 16 e 17 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código MG–07558/2024, tem um nível de confiança de 95%.
Nova pesquisa nos EUA aponta vantagem de Kamala sobre Trump

A estratégia do ex-presidente, desde a saída de Joe Biden da disputa, consiste em lançar ataques pessoais contra a adversária Uma nova pesquisa eleitoral divulgada neste domingo (18) pelo The Washington Post-ABC News-Ipsos aponta uma ligeira vantagem de Kamala Harris sobre Donald Trump em intenções de voto para as eleições presidenciais norte-americanas. Vice-presidente está quatro pontos percentuais à frente do republicano. Kamala aparece com 49% das intenções de voto, enquanto Trump tem 45%. A margem de erro é de 2,5%, segundo o The Washington Post-ABC News-Ipsos. Joe Biden e Donald Trump empatados. Pesquisa simulou um cenário de disputa entre o atual presidente e o republicano, em que ambos empatam, com 46% das intenções de voto. Em outra simulação com um terceiro candidato, diferença entre Kamala e Trump é de 3 pontos percentuais. Em um cenário com Robert F. Kennedy Jr., a vice-presidente aparece com 47%, Trump com 44%, e Kennedy Jr. com 5%. Já no início de julho, no mesmo cenário, mas considerando o atual presidente como o candidato democrata da disputa, Trump aparecia com 43%, Biden com 42%, e Kennedy com 9%. Outras pesquisas de intenção de voto indicam que as eleições serão acirradas nos chamados “swing states”. Os “estados roxos” são aqueles sem predominância de vitórias republicanas ou democratas ao longo da história e considerados decisivos na escolha da presidência. Hamas acusa Netanyahu de ‘obstruir’ acordo de cessar-fogo em Gaza Satisfação do eleitorado Eleitores estão ‘mais satisfeitos’ com Kamala. Um sinal de como a mudança na candidatura de Biden para Kamala impactou o eleitorado norte-americano é demonstrado em outros resultados da pesquisa do The Washington Post. Em julho, quando a disputa ainda era entre Biden e Trump, 28% dos eleitores em geral se disseram satisfeitos com a escolha por um dos candidatos. neste domingo (18), entre Harris ou Trump, 44% dizem estar satisfeitos. Mudança climática: outro tema de Trump para aumentar a desinformação sobre Kamala Harris Maior mudança ocorreu entre os democratas. No mês passado, 20% dos democratas disseram estar satisfeitos com a escolha entre Biden e Trump. Agora, com Kamala como candidata do partido, 60% dos democratas expressam satisfação com a escolha diante do atual cenário. Kamala em campanha Vice-presidente está viajando pela Pensilvânia neste domingo (18). Estado é considerado chave para as eleições presidenciais de novembro. Na sequência, ela segue para Chicago, para participar de uma convenção partidária inaugural que contará com medidas de segurança rigorosas. A democrata de 59 anos, que reacendeu as esperanças de vitória contra Donald Trump após a desistência de Joe Biden, percorre o “swing state” (estado indeciso) de ônibus, segundo informações da agência de notícias AFP. Espera-se que ao menos 50.000 pessoas compareçam à terceira maior cidade dos EUA para apoiar a candidata durante a próxima semana. No período, ela contará com um forte esquema de segurança que mobilizará 2.500 policiais locais, conforme informado pelo Partido Democrata à AFP. Demonstração de apoio aos trabalhadores. A candidata democrata e seu companheiro de chapa, o governador de Minnesota Tim Walz, querem mostrar seu apoio à classe trabalhadora da Pensilvânia, onde o atual presidente venceu apenas por uma pequena margem sobre Trump em 2020. Kamala apresentou programa econômico focado em apoiar a classe média. Na última sexta-feira (16), ela divulgou planos de créditos fiscais para famílias com recém-nascidos ou ajuda para comprar uma casa, ainda de acordo com a AFP. Candidato republicano retornou no sábado (17) à Pensilvânia. Foi no estado que ele sofreu um atentado durante um comício, em julho. Na ocasião mais recente, Trump afirmou sobre Kamala, a quem descreve como “comunista”: “Ela está louca”. Ataques pessoais durante a campanha. Até aqui, a estratégia do ex-presidente, desde a saída de Joe Biden da disputa, consiste em lançar ataques pessoais contra a adversária, que é quase 20 anos mais jovem e atualmente lidera nas últimas pesquisas de intenção de voto.
Eleições nos EUA: sai Biden, entra Kamala. O que muda?

Um dos grandes problemas de Biden era a dificuldade de capitalizar politicamente sobre os dados positivos da economia, nomeadamente as baixas taxas de desemprego, e de dissociar-se dos dados negativos, nomeadamente a inflação A desistência de Joe Biden de concorrer à reeleição em novembro próximo obrigou o Partido Democrata a encontrar um novo candidato à presidência dos Estados Unidos. De certa forma, a decisão de Biden foi uma surpresa, dado que, depois do atentado contra Donald Trump, a pressão para que desistisse de concorrer quase havia desaparecido nas fileiras do Partido Democrata. Dadas as dificuldades, a esta altura, de organizar novas eleições primárias competitivas para a escolha de um novo candidato, a escolha natural foi a atual vice-presidente Kamala Harris. Kamala Harris beneficiou-se da teimosia de Biden, pois se tivesse havido uma eleição primária competitiva com Biden fora da disputa, dificilmente ela seria a candidata escolhida. Como afirmou Maquiavel, o príncipe precisa de sorte e virtude. Sorte ela já teve; é preciso saber se terá a virtude necessária para ganhar a eleição. Diante de um pleito vicioso alimentado pelo medo e aversão, Kamala precisa oferecer esperança para os Estados Unidos. Filha de imigrantes – pai jamaicano e mãe indiana – Kamala Harris fez uma carreira política de sucesso na California, onde ocupou o cargo de procuradora geral antes de ser eleita senadora e vice-presidente. Kamala tem, a seu favor, o fato de ser relativamente jovem tanto em relação a Biden quanto em relação a Trump. Também pode lhe trazer novos apoios o fato de ser mulher e ser negra. No espectro político é considerada uma política de centro em seu estado, a California. Mas como afirmou a Economist (27/7) “Um centrista da costa oeste não é um centrista nos estados decisivos que ela deve vencer”. É considerada mais à esquerda do que Biden, mas não a ponto de alarmar a elite conservadora norte-americana. Na verdade, tanto o Partido Democrata quanto o Partido Republicano partilham de visões comuns em temas realmente importantes para o establishment norte-americano, nomeadamente no ponto que mais lhes interessa que é a política externa. A China é o saco de pancadas preferido tanto de democratas quanto de republicanos. Caso eleita, certamente não haverá mudanças substanciais na política externa dos Estados Unidos em relação a temas relevantes como o apoio americano para Ucrânia, Israel e Taiwan, bem como à política de confrontação com a China e a Rússia. Pesquisas realizadas logo após sua confirmação como a nova candidata do Partido Democrata indicam que a vantagem anterior de Donald Trump em relação a Biden diminuiu. Algumas, inclusive, já apontam Kamala à frente. A vantagem de Trump que vinha sendo mantida há meses em relação a Biden, reforçada pela tentativa frustrada de assassinato, aparentemente desapareceu. No show midiático que são as eleições nos Estados Unidos, a renúncia de Biden e a indicação de Kamala para substituí-lo ofuscaram completamente o episódio do atentado frustrado contra Trump, que desapareceu do noticiário e, aparentemente, da cabeça dos eleitores. É preciso, contudo, estar atento às peculiaridades do sistema eleitoral norte-americano. Como afirmou Joe Ravitch em artigo na Economist (22/7/2024), “Mais importante ainda, o estranho sistema eleitoral da América significa que a maioria dos resultados da votação estadual são predeterminados e os resultados das eleições dependerão de um pequeno número de estados indecisos, como Michigan, Pensilvânia, Arizona, Geórgia e Wisconsin. A chave para os democratas é nomear uma chapa que possa conquistar eleitores independentes e insatisfeitos nesses estados, não ganhar mais votos nos estados azuis profundos nas costas. Uma chapa nova e de alta energia contrastará fortemente com um plutocrata envelhecido cujas posições do partido sobre o aborto e uma série de outras questões substantivas são profundamente impopulares”. Nesse sentido, a escolha do candidato a vice-presidente em cada uma das chapas é importante. No caso da chapa democrata, muitos defendiam que o candidato a vice deveria sair de um desses “estados-pêndulo”, o que apontava para Josh Shapiro, governador da Pensilvânia, Mark Kelly, senador do Arizona, Tony Evers, governador de Wisconsin ou a governadora do Michigan, Gretchen Whitmer. A escolha, contudo, recaiu sobre o governador de Minnesota, Tim Walz. A escolha de Tim Walz foi elogiada pela maioria dos comentaristas, embora haja dúvidas se ajudará tanto Kamala eleitoralmente. Segundo Perry Bacon Jr. (Washington Post), “O governador de Minnesota, Tim Walz, é uma ótima escolha para vice na chapa de Kamala Harris, trazendo sagacidade legislativa e política e uma nova perspectiva para a composição. O único aspecto negativo: não está claro se esse movimento ajudará Harris tanto assim eleitoralmente.” (Estadão, 06/08/2024). Ainda segundo Bacon Jr., “Walz também trará uma nova perspectiva tanto à campanha quanto à Casa Branca se ele e Harris forem eleitos. Em um partido dominado por advogados e moradores de áreas urbanas, o governador de Minnesota vem das cidades pequenas de Nebraska e foi professor de estudos sociais para alunos do ensino médio e treinador de futebol americano antes de entrar na política”. O argumento a favor da escolha de Walz em detrimento dos outros candidatos foi de que há pouca evidência de que candidatos à vice-presidência façam muita diferença, mesmo em seus Estados-natais. Mas em uma eleição tão apertada com esta, pequenas diferenças podem ser decisivas. Um dos grandes problemas de Biden, afora a desconfiança do eleitorado sobre sua capacidade física e mental de levar a bom termo um segundo mandato que iniciaria já aos 81 anos, era a dificuldade de capitalizar politicamente sobre os dados positivos da economia, nomeadamente as baixas taxas de desemprego, e de dissociar-se dos dados negativos, nomeadamente a inflação. Os preços nos Estados Unidos estão em média 20% acima dos níveis de quando Biden assumiu a presidência. E isso é um problema que as pessoas sentem todos os dias quando vão ao supermercado, o que tornou Biden um candidato impopular. A expectativa dos estrategistas de campanha do Partido Democrata é que seja mais fácil para Kamala se dissociar dos problemas econômicos. Segundo Colby Smith e James Politi, do Financial Times, “A provável candidata democrata já está adotando
1 milhão prestam Enem dos Concursos; governo já prevê nova prova em 2025

Governo vai preencher 6.640 vagas em 21 instituições federais, com salários até R$ 22.922 O governo Lula comemora o sucesso do CNU (Concurso Nacional Unificado), realizado neste domingo (18). De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), 1 milhão de pessoas prestaram o Enem dos Concursos. O gabarito oficial deve ser divulgado na terça-feira (20). Esther Dweck, do MGI, confirmou que o governo já estuda uma nova edição da prova, a ser promovida em 2025. “Vamos terminar esse (CNU) – e aí a gente conversa”, declarou a ministra. “Temos uma expectativa de fazer outro, mas queremos ver um balanço desse para ver tudo que podemos para aprimorar também para, aí sim, anunciar a possibilidade de um novo.” Com o Enem dos Concursos, o governo vai preencher 6.640 vagas em 21 instituições federais, com salários até R$ 22.922. Na maior seleção da história do serviço público federal brasileiro, a prova foi aplicada em 72.041 salas, de 3.647 locais distribuídos por 228 municípios, em todas as 27 unidades federativas. “São números que vão refletir em um serviço público com a cara do Brasil. Espero que a gente tenha muita gente para mostrar a diversidade brasileira”, disse Lula, neste domingo, em uma das salas de situação que monitoraram a prova. “Para mim, é uma alegria saber que a gente está inovando no jeito de contratar. Precisamos adequar a máquina pública ao século 21.” Lula lembrou que, pela primeira vez na história, nenhum candidato teve de se deslocar mais de 100 quilômetros para fazer o exame. “Isso foi feito para facilitar para todos os brasileiros que quisessem participar”, enfatizou o presidente. Cerca de 215 mil funcionários públicos foram mobiliados para a segurança e a logística do CNU. Entre os inscritos, mais de 10 mil eram indígenas – e 400 mil se declararam cotistas. Ainda conforme o governo, 59% dos inscritos no CNU tem até 34 anos. Os jovens de 15 a 19 anos representam 5% dos candidatos.
Morre Silvio Santos, ícone da TV brasileira, aos 93 anos

Figura emblemática da TV brasileira faleceu em São Paulo. Ele estava internado por complicações de um quadro de H1N1 Morreu neste sábado (17), aos 93 anos, o empresário e apresentador Silvio Santos, ícone da televisão e da cultura brasileira. A morte foi confirmada pelo SBT, pelas redes sociais. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, de São Paulo, desde 1º de agosto, para tratar de um quadro de H1N1 Quem era Sílvio Silvio Santos, cujo nome real é Senor Abravanel, nasceu em 12 de dezembro de 1930 no Rio de Janeiro. Filho do imigrante grego Alberto Abravanel e da turca Rebeca Abravanel, ele começou a trabalhar como camelô aos 14 anos, quando aprendeu a negociar e a expor a sua potência vocal. A carreira artística de Silvio iniciou quando ele se tornou locutor de rádio em meados da década de 1950. Rapidamente ganhou notoriedade por seu estilo carismático e espontâneo. Então, no início da década de 1960, passou a atuar como apresentador de televisão. Mais precisamente, ainda com imagem em preto e branco, foi em uma tarde de domingo, 2 de junho de 1963, que Silvio Santos entrou no ar, pela primeira vez, com o programa homônimo na extinta TV Paulista. A tecnologia da época não importava: Senor Abravanel, o homem por trás do Silvio, “sorriu” as palavras iniciais e “coloriu” a transmissão com o carisma característico que o coroaria até hoje, 60 anos depois, maior animador de televisão no Brasil – um sobrevivente do cancelamento, mesmo após tropeços considerados por alguns como socialmente incorretos. No percurso de mais de meio século, Silvio passou por outras empresas, como a TV Globo. Na década de 1980, o apresentador diversificou suas atividades e criou a sua própria emissora – o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que, sob sua liderança, se tornou um importante concorrente das redes de televisão estabelecidas no país. Com o Programa Silvio Santos (PSS), o show sempre foi ele. O contrário, também. Foi assim por décadas até o pandêmico ano de 2020. “Seu show dominical já teve mais de dez horas de duração e já contou com mais de uma centena de formatos. Essas são marcas muito expressivas”, lembrou o professor e escritor Fernando Morgado, autor da biografia “Silvio Santos: A Trajetória de um Mito”, em entrevista a O TEMPO para uma reportagem sobre a celebração de 90 anos do apresentador. Ironicamente, embora a tecnologia atual permita uma exibição em alta definição de imagem e de som, a “cor” deixou de estar lá. Senor se afastou, em 2020, das atividades como apresentador, sendo substituído, na tela, pela filha, Patrícia Abravanel. Além de sua carreira na televisão, como empresário, ele fundou o Grupo Silvio Santos, que investiu em diversos empreendimentos, incluindo comércio e imóveis. Não por acaso, além do incensado carisma em frente às câmeras, Silvio também era conhecido por sua habilidade em negócios. Silvio ainda ensaiou uma curta carreira política, chegando a se candidatar à Presidência da República nos anos 80, mas sua candidatura, à época, foi indeferida. Dono de uma fortuna estimada em R$ 1,6 bilhão, segundo a revista “Forbes”, Silvio Santos deixa seis filhas, Cintia, Silvia, Renata, Rebeca, Patrícia e Daniela, e a esposa, Íris Abravanel.