Papa Francisco pede homilias de até 8 minutos: “As pessoas dormem”

O Papa Francisco pediu para que homilias escritas por sacerdotes da Igreja Católica não ultrapassem oito minutos de duração para evitar que os fiéis durmam durante a pregação. A declaração ocorreu durante a audiência semanal do pontífice na praça São Pedro, no Vaticano. “A homilia deve ser curta. Uma imagem, um pensamento, um sentimento”, afirmou o Papa. Ele aponta que oito minutos é o tempo em que os fiéis conseguem prestar atenção. “As pessoas dormem e têm razão”, prosseguiu o pontífice. As homilias são os comentários feitos por sacerdotes após a leitura de passagens da Bíblia durante miss da Igreja Católica. “Os padres às vezes falam demais e não dá para entender sobre o quê”, completou o Papa. Essa não é a primeira vez que ele faz críticas do tipo. No ano passado, ele defendeu que sacerdotes façam comentários mais breves e que homilias muito longas são um “desastre”.

Governo Federal decide aperfeiçoar regras e anula leilão para arroz importado

Um novo leilão mais moderno e transparente será realizado para garantir que o cereal chegue a um preço justo na mesa dos brasileiros O Governo Federal anunciou, nesta terça-feira, 11 de junho, que o leilão para compra de arroz importado realizado na última semana foi anulado devido a questionamentos sobre as capacidades técnicas e financeiras por parte das empresas vencedoras. Cerca de 263 mil toneladas de arroz importado haviam sido arrematadas no dia 6 de junho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para amenizar os impactos do preço do produto ao consumidor final diante da tragédia climática no Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional do cereal. Agora, o governo vai revisar os mecanismos estabelecidos para os leilões, com apoio da Controladoria Geral da União, da Advocacia-Geral da União e da Receita Federal, para realizar um novo pregão. “Nós vamos realizar outro, quem sabe em outros modelos, para garantir que nós vamos contratar empresas com capacidade. Não tinha como a gente depositar esse dinheiro público sem ter as reais garantias que esses contratos posteriores serão honrados”, pontuou o presidente da Conab, Edegar Pretto. “No decorrer desse leilão, que é muito complexo, as empresas são representadas por Bolsas de Mercadorias. E somente depois que o leilão é concluído, na hora da assinatura, é que a gente fica sabendo quem são as empresas vencedoras. A partir da revelação de quem são essas empresas, começaram os questionamentos se verdadeiramente essas empresas teriam capacidade técnica e financeira para honrar os compromissos de um volume expressivo de dinheiro público”, explicou. Preço Justo Ao todo, a Conab está autorizada a comprar até 1 milhão de toneladas de arroz, mas os leilões serão realizados de acordo com a necessidade da população. O produto será comercializado nas regiões do país com maior índice de insegurança alimentar, em embalagem específica e com valor máximo de R$ 4 o quilo, de forma que o preço final não ultrapasse R$ 20 pelo pacote de cinco quilos. “O presidente Lula quer o arroz e os demais alimentos a um preço justo, que caiba no salário do povo brasileiro. Não haverá recuo dessa decisão. Tendo em vista que é necessário que o arroz chegue na mesa do povo brasileiro a um preço justo, nós vamos proceder com um novo leilão”, explicou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Novo edital O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reafirmou que o próximo edital, ainda sem data prevista, será mais moderno, eficiente e transparente. “Nós temos hoje a clareza que precisa ser aperfeiçoado o edital e a forma deste leilão, e o será feito com todo o conjunto governamental para dar o suporte. Nós vamos construir mecanismos para que a gente possa avaliar antes quem vai participar, exigir capacidade financeira das empresas e experiência na área”, disse.

Ministro das Comunicações é indiciado pela PF por suspeita de corrupção e organização criminosa

O Palácio do Planalto e o Ministério das Comunicações ainda não se manifestaram sobre o indiciamento de Juscelino Filho, do União Brasil O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), foi indiciado pela Polícia Federal por crimes como corrupção passiva, fraude em licitações e organização criminosa. A informação foi confirmada por integrantes da PF nesta quarta-feira (12). Na última terça-feira (11), a corporação enviou um relatório sobre o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e agora o relator do caso é o ministro Flávio Dino. O processo está sob sigilo. O Palácio do Planalto e o Ministério das Comunicações ainda não se manifestaram sobre o indiciamento. O partido União Brasil também preferiu não comentar o caso. Juscelino Filho, de 40 anos, é natural do Maranhão e foi nomeado ministro em dezembro de 2022, com o objetivo de fortalecer a presença do União Brasil na Esplanada dos Ministérios e assegurar a governabilidade do governo Lula. O ministro é suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares, que teria ocorrido durante seu mandato como deputado federal, destinadas à cidade de Vitorino Freire, no interior do Maranhão. A irmã de Juscelino, Luanna Rezende, é prefeita da cidade, e o pai já foi prefeito por duas vezes. Segundo uma reportagem do jornal O Globo, os recursos foram direcionados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para a pavimentação de ruas. A empresa pública tem sido uma das mais usadas por parlamentares para a indicação de verbas do orçamento secreto. Ainda de acordo com O Globo, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) indicou que 80% da estrada construída com a emenda parlamentar beneficiou propriedades de Juscelino Filho e seus familiares na região. Em março de 2023, o ministro se envolveu em outra polêmica, sendo acusado de usar dinheiro público para realizar viagens pessoais. O ministério comandado por Juscelino Filho é responsável pela política de telecomunicações, radiodifusão e serviços postais, incluindo os Correios. Juscelino foi eleito deputado federal em 2014, reeleito em 2018 e nas eleições gerais mais recentes. No seu primeiro mandato (2015-2018), ele foi líder do Partido Republicano Progressista. No segundo mandato, presidiu o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e coordenou a bancada maranhense.

A derrota dos professores no governo de Luiz Inácio Lula da Silva

Lula recebeu reitores, ao lado do ministro Camilo Santana. Não era um diálogo (quase nunca é); os reitores eram plateia para anúncios do governo. Ainda assim, havia esperança de que sinalizasse alguma solução para a greve de professores e de servidores técnico-administrativos das universidades e institutos federais, que já se arrasta há meses. Por Luis Felipe Miguel Em vez disso, o presidente preferiu atacar os grevistas. “Não é por 3%, 2%, 4% que a gente fica a vida inteira de greve”, disse Lula. O dinheiro do governo corre solto para os parlamentares picaretas do Centrão, para os bancos, para as igrejas. Mas os profissionais da educação devem pensar que “quem está perdendo é o Brasil e os estudantes brasileiros” e voltar ao trabalho com seus 22% de perdas salariais acumuladas. Hoje, convém, assinalar, nossa reivindicação é apenas um reajuste em 2024 que cubra a perda salarial com a inflação do próprio ano de 2024. Mas, para o governo, reajuste é para as categorias profissionais que tentaram dar um golpe e melar as eleições de 2022. Na reunião com os reitores, Lula anunciou também o PAC da Educação, com números altissonantes: são R$ 5,5 bilhões previstos. Uma parte é para recompor o orçamento das IFES, que está estrangulado há muitos anos. Caso o governo realmente libere o que prometeu, o orçamento de 2024 alcançará o nível de 2017 – ou seja, continuamos longe do necessário. Outra parte é para “expansão”. Além dos míticos 100 novos institutos federais, já anunciados antes, entraram 10 novos campi universitários. A pergunta é: para quê? Houve algum estudo que explique por que Sertânia, em Pernambuco, ou São José do Rio Preto, em São Paulo, precisam de um campus de universidade federal? Há um levantamento de quais cursos seriam necessários? Com matrículas em queda nas universidades de todo o Brasil, a prioridade é mesmo “expansão”? Devemos mesmo anunciar a criação de novos institutos e universidades sem antes garantir as condições adequadas de funcionamento para aqueles que já existem? Vamos contratar pessoas para esses locais e depois negar a elas boas condições de trabalho e os salários merecidos? É uma lógica míope, de curto prazo – prédios para inaugurar, obras para licitar, chefes políticos locais para agradar. Não é só a educação superior. O governo foi incapaz de abrir uma negociação franca com estudantes, professores e administradores escolares no caso do malfadado “novo ensino médio”, preferindo se aliar aos interesses empresariais. Nas muitas unidades da federação que controla, a extrema-direita promove aceleradamente a destruição da escola pública – precarização, militarização, privatização – sem que o governo federal esboce reação. Pelo contrário, se afasta dos profissionais da área, incapaz de um gesto que marque a disposição de valorizá-los. Haddad, curvado à lógica da “austeridade”, não esconde sua simpatia por teses como a abolição do piso constitucional de gastos para a educação e a saúde. A fórmula do governo parece ser: remuneração do capital especulativo como prioridade perene do Estado, políticas compensatórias aos mais pobres como “diferencial da esquerda” – e estamos conversados. É um governo acovardado, que cede à lógica dos dominantes em tudo, que não compra um único enfrentamento – a não ser, é claro, contra sua própria base social, que, em vez de fortalecer, ele busca derrotar e jogar no desânimo e na apatia. A conjuntura é desafiadora, mas o governo Lula contribui de forma decisiva para seu próprio insucesso. Não faltam pessoas que pensam a educação, a sério, que estão prontas a colaborar com o governo. O que falta é vontade política para transformar em prioridade, de verdade, aquilo que o discurso sempre diz que é prioridade. PS. Não sei se temos condições de continuar a greve, diante da intransigência do governo. Talvez tenhamos que encerrá-la, reivindicando a recomposição orçamentária (necessária, ainda que insuficiente) como uma vitória do movimento. Mas não nos enganemos: fomos derrotados. Todos nós. Professores, servidores. A esquerda. O governo. A “vitória” de Lula, dobrando um setor que sempre esteve engajado na defesa da democracia, deixa cicatrizes. Já vimos esse filme antes, no primeiro mandato, quando Lula ferrou o funcionalismo público em geral. Mas ali o cenário era outro e ele tinha gordura para queimar. Hoje, não. E aqueles que ele corteja, como militares ou policiais rodoviários, não se movem um milímetro para longe do bolsonarismo que continuam a apoiar. Originalmente publicado no Facebook do autor

Cras Major Prates agora é Cras psicóloga Sâmara

Prefeito Humberto Solto sancionou lei que denomina CRAS com nome da psicóloga O Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do bairro Major Prates passa a levar o nome da psicóloga Sâmara da Silva Marques, conforme a lei 5.710, assinada pelo prefeito Humberto Souto e publicada no diário oficial. Ela era psicóloga da referida unidade. É o primeiro CRAS de Montes Claros a receber uma denominação. O projeto tinha sido aprovado na Câmara Municipal em projeto do vereador Claudio Rodrigues de Jesus. No dia 30 de julho deste ano, quando marca um ano da morte de Sâmara, será instalada a placa no CRAS Major Prates com a denominação. A psicóloga Claudia Rocha, coordenadora do CRAS Maracanã, explica que Sâmara marcou sua vida pela luta na assistência social. Ela também atuou como referência técnica do Centro POP, que atende moradores em situação de rua e posteriormente no CRAS Major Prates. “Ela deixou um legado de luta pelo fortalecimento dos profissionais da assistência social e em defesa das pessoas em vulnerabilidade social. O reconhecimento ao seu trabalho ficou evidenciado quando todos servidores do CRAS Major Prates fizeram questão de assinar o requerimento de homenagem a ela” – explica Claudia Rocha, que teve Sâmara como sua supervisora de campo no âmbito da Psicologia Social

Queimadas prejudicaram 200 mil clientes da Cemig em 2023

De janeiro a maio deste ano, ainda no período chuvoso, mais de 11 mil clientes tiveram o fornecimento interrompido As queimadas são grandes causadoras de ocorrências no setor elétrico, além de prejudicar a qualidade do ar, a flora e a fauna. Em 2023, a prática provocou 442 incidentes na rede elétrica da Cemig, prejudicando o fornecimento de energia para 200 mil clientes. E, a partir desta época do ano, em que se configura o período seco, as queimadas costumam se intensificar. No ano passado, na Região Norte, a Cemig registrou 112 ocorrências de queimadas, que prejudicaram mais de 35 mil clientes. Neste ano, de janeiro a maio, no norte do estado, foram 10 interrupções no serviço, que prejudicaram cerca de 700 unidades consumidoras da companhia. Para reduzir o número de acidentes provocados por queimadas e conscientizar a população sobre os riscos dessa prática, a companhia realiza constantemente campanhas educativas com veículos de comunicação, redes sociais e entidades. Além disso, é importante destacar que fazer queimada pode ser considerado crime e levar a pessoa responsável à prisão. Uma ocorrência na rede elétrica pode deixar hospitais, comércios e escolas sem o fornecimento de energia elétrica. O engenheiro de Sustentabilidade da Cemig, Demetrio Aguiar, explica os danos que o incêndio pode causar à rede elétrica e também os prejuízos que essa prática pode causar à população. “As chamas danificam equipamentos – como postes, cabos e torres – e tornam o restabelecimento do serviço mais demorado, o que pode trazer transtornos para os clientes das distribuidoras. Além disso, o alto volume de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns. As pessoas precisam se conscientizar dos impactos causados por suas ações, pensar de forma coletiva e evitar dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar muitos estragos”, alerta. Demetrio Aguiar também destaca que grande parte dos focos de incêndio é causada por ação humana. “Por isso, a companhia procura reduzir desligamentos provocados por queimadas que atingem o sistema elétrico alertando a população a respeito dos riscos e consequências, especialmente nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, ressalta. Dificuldade de acesso prejudica atuação da Cemig De acordo com Demetrio Aguiar, os equipamentos da rede elétrica, quando expostos às queimadas, têm seu funcionamento prejudicado, o que pode causar o desligamento de linhas de transmissão, de distribuição e subestações, bem como causar graves acidentes com pessoas que estão próximas a estas áreas. “Um dos maiores desafios para as equipes de campo é chegar ao local da ocorrência para fazer o reparo. Normalmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”. Atuação preventiva e medidas de segurança Para minimizar ocorrências deste tipo em sua área de concessão, a Cemig realiza, constantemente, ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos, além da remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. A companhia também realiza inspeções em suas linhas de transmissão, para identificar e mitigar riscos potenciais e tentar evitar ocorrências causadas por queimadas. Somente em manutenção preventiva, a Cemig está investindo R$ 311 milhões em toda a sua área de concessão. Algumas medidas simples podem ser tomadas pela população para conter os riscos. As pessoas devem apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para evitar que o vento leve as brasas para a mata, além de não jogar pontas de cigarros acesas na estrada ou em áreas rurais. Outra atitude consciente é não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em áreas com vegetação, porque estes materiais podem criar focos de incêndio. Também existem restrições para a realização de queimadas mesmo quando permitidas por lei: não devem ser realizadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. A Cemig lembra, ainda, que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. Em caso de incêndios, a Cemig (116) e o Corpo de Bombeiros (193) devem ser avisados o mais rápido possível. Vale destacar que todos podem denunciar a prática de queimadas ilegais, de maneira anônima, ligando gratuitamente para o telefone 181. Tecnologia contra o fogo A Cemig investe na tecnologia do projeto Apaga o Fogo!, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Por meio da plataforma online www.apagaofogo.eco.br, que disponibiliza imagens em tempo real, a empresa e qualquer usuário voluntário podem identificar focos de incêndio em sua fase inicial. Essas imagens são processadas por algoritmos de inteligência artificial que podem validar – já no início – focos de fumaça, além de monitorar a evolução de um incêndio. A plataforma também permite a participação de internautas, que podem se cadastrar e auxiliar na identificação dessas queimadas. (Ascom-Cemig)

Dallagnol terá que indenizar Lula pelo PowerPoint da Lava Jato

O PowerPoint apresentado por Deltan mostrava o nome de Lula cercado por expressões como “petrolão” e “perpetuação criminosa no poder” A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por unanimidade, a condenação que obriga o ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado, Deltan Dallagnol, a pagar uma indenização de R$ 75 mil por danos morais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em plenário virtual, os magistrados analisaram os recursos apresentados pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e pelos advogados do ex-deputado contra a decisão da ministra Cármen Lúcia, que negou um pedido para anular a condenação. A indenização diz respeito a um arquivo de PowerPoint no qual Deltan apresentou uma denúncia contra o petista sobre o caso do triplex do Guarujá, durante uma coletiva de imprensa em 2016. Naquela ocasião, ele liderava a operação Lava Jato no Paraná. Na apresentação, Dallagnol utilizou uma ilustração na qual o nome de Lula aparece no centro da tela, cercado por 14 expressões, incluindo “perpetuação criminosa no poder” e “mensalão”. A ANPR e a defesa de Deltan recorreram ao Supremo contra a decisão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também manteve a indenização. Considerando os juros, a reparação deverá ultrapassar R$ 100 mil. Relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia afirmou que nem a ANPR nem a defesa de Dallagnol apresentaram fatos novos. O voto da magistrada foi acompanhado por Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O famoso Power Point – O caso que gerou a ação ocorreu em 2016, quando a Lava Jato curitibana reuniu a imprensa em um hotel na capital paranaense para apresentar a denúncia que seria oferecida contra o petista pelo caso do tríplex do Guarujá. Foi o processo que levou à condenação de Lula em 2017 e o tirou da corrida eleitoral no ano seguinte. Essa decisão foi derrubada pelo STF, que reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar a ação. Em 2021, o Ministério Público Federal reconheceu a prescrição. Na ocasião, Deltan preparou apresentação em Power Point com slide que se tornaria notório, no qual ligava termos à figura de Lula para justificar a ação penal. Ele chamou o presidente de “comandante máximo do esquema de corrupção” e de “maestro da organização criminosa”. E ainda fez menção a fatos que não constavam da denúncia: afirmou que a análise da Lava Jato, aliada ao caso do Mensalão, apontaria para Lula como comandante dos esquemas criminosos. O Mensalão foi julgado pelo STF na Ação Penal 470 e não contou com o petista como réu. (Com informações do Conjur).

Brasil ultrapassa a Itália e se torna a oitava maior economia do mundo

Segundo dados preliminares, o Brasil deve crescer 2,1% no ano e ultrapassar a Itália no ranking global do PIB. Crescimento já é o dobro da média mundial. O Brasil ultrapassou a Itália e se tornou a 8ª maior economia do mundo, de acordo com um levantamento divulgado no último sia 04, pela agência classificadora de risco Austin Rating. A subida no ranking ocorre após o anúncio de que a economia do país cresceu 0,8% no 1º trimestre em relação ao anterior. O país somou US$ 2,331 trilhões no PIB (Produto Interno Bruto), somando um pouco mais que a Itália, que registrou US$ 2,328 trilhões. O Brasil havia terminado 2023 como a 9ª maior economia do mundo. Enquanto o PIB do Brasil cresceu 0,8% no 1º trimestre, a economia da Itália avançou 0,3%. Os dados foram divulgados pelo economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. O Brasil ainda está atrás do Japão (US$ 4,11 trilhões), Índia (US$ 3,94 trilhões), Reino Unido (US$ 3,5 trilhões) e França (US$ 3,13 trilhões). O crescimento brasileiro no primeiro trimestre de 2024 é mais que o dobro da média mundial, colocando o brasil em 17º em um ranking de 53 países analisados pela Austin Rating. Em média, o mundo cresceu 0,3% no 1º trimestre em relação ao trimestre anterior. Segundo dados preliminares, o Brasil deve crescer 2,1% no ano com valor corrente de US$ 2,331 trilhões. Os dados apontam para uma melhora da expectativa, já que em 2023, era esperado que o Brasil atingisse a oitava posição em 2025. De acordo com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o período de janeiro a março foi marcado pela resiliência do consumo e também dos serviços, que impactaram a renda. Além disso, o pagamento, pelo governo federal, de precatórios, contribuiu para ter mais dinheiro circulando na economia. Esses pagamentos de precatórios corresponderam à injeção na economia de R$ 131 bilhões, cerca de 1,1% do PIB, relativos aos meses de dezembro de 2023 a fevereiro de 2024. O Departamento Econômico da Fiesp apontou que o dinamismo da economia no primeiro trimestre refletiu a continuidade do mercado de trabalho aquecido. Dados do Caged mostram que foram criadas mais de 730 mil novas vagas de emprego formal no primeiro trimestre, bem acima, portanto, das 520,3 mil vagas criadas em igual período de 2023. A Fiesp destacou que o aumento real do salário mínimo e o seu impacto direto nos benefícios sociais, inclusive os previdenciários, contribuíram para a massa salarial crescer 10,4% em termos reais no primeiro trimestre deste ano, quando comparada ao mesmo período do ano passado.

Macron dissolve Assembleia Nacional na França após vitória da extrema-direita

O presidente francês fez o anúncio após derrota retumbante de seu partido nas eleições para a UE. O partido de Le Pen obteve o dobro dos votos da candidata de Macron O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a dissolução da Assembleia Nacional, após a vitória retumbante da extrema-direita do país nas eleições europeias, neste domingo (9). A lista do Reunião Nacional, do cabeça de chapa e presidente do partido, Jordan Bardella, obteve cerca de 31,4% dos votos, enquanto o partido de Macron obteve 14,6%. Neste domingo, cerca de 49,5 milhões de franceses foram às urnas para escolher 81 eurodeputados que representarão o país no parlamento da União Europeia pelos próximos cinco anos. A França faz parte do conjunto de potências do continente que viram a extrema-direita avançar com bastante vigor. “São tempos para esclarecimentos” disse Macron, em discurso transmitido no palácio do Eliseu. O francês classificou a extrema-direita como “nacionalistas e demagogos” e alertou sobre os perigos decorrentes de sua ascensão, não apenas “para nossa nação, mas para toda a Europa.” “Hoje, os desafios a frente, sejam os perigos externos, as alterações climáticas e suas consequências, ou a ameaça à nossa própria coesão, estes desafios exigem clareza em nosso debate”, disse.  DISCURSO LEGENDADO: Macron dissolve Parlamento francês após derrota pra a extrema-direita nas Eleições Europeias. Ele afirmou que a decisão foi difícil, mas necessária para dar uma resposta à “ascensão dos nacionalistas e demagogos”, que ele considera um perigo tanto para a… pic.twitter.com/FeAAMezG71 — Eixo Político (@eixopolitico) June 9, 2024 “A extrema-direita é ao mesmo tempo o empobrecimento dos franceses e o desmantelamento do nosso país. Então, no final do dia, eu não poderia fingir que nada aconteceu”, declarou Macron. “É por isso que depois de ter realizado as consultas previstas no artigo 12 da nossa Constituição, eu decidi te devolver a escolha do nosso futuro parlamentar através da votação. Portanto, eu dissolvo nesta noite a Assembleia Nacional. Vou assinar em alguns momentos o decreto de convocação e eleições legislativas cujo 1º turno será realizado em 30 de junho e o 2º turno em 7 de julho”, anunciou o presidente. A decisão de Macron gerou uma série de reações políticas dentro da França. A líder do Reunião Nacional, Marine Le Pen, disse que a extrema-direita está pronta para assumir o poder, enquanto o líder da esquerda, Jean-Luc Mélenchon, convocou uma frente ampla contra os neofascistas. “Estamos prontos para exercer o poder se os franceses confiarem em nós nas próximas eleições legislativas”, assegurou Marine Le Pen, cujo partido lançaria Jordan Bardella como candidato a primeiro-ministro.

Futebol será dividido entre antes e depois da condenação por ataques racistas

Torcedores foram condenados na Espanha por ataqyues contra Vini Jr Uma vitória fora dos campos merece destaque entre os feitos colecionados neste ano pelo jogador Vinicius Junior. Pela primeira vez na história do futebol espanhol infâmias racistas receberam condenação na Justiça. Os agressores são três torcedores que, no dia 21 de maio do ano passado, ofenderam o craque do Real Madrid durante um jogo no Estádio Mestalla, na cidade de Valência. Eles foram condenados a oito meses de prisão e banidos do futebol por dois anos. “Essa primeira condenação por racismo no âmbito esportivo é uma vitória para o futebol e para toda a sociedade espanhola”, diz o advogado Juan José Ríos Zaldívar, responsável pela área processual da auditoria Grant Thornton na Espanha e palestrante em cursos de Direito aplicado ao futebol. “É um fato histórico, que divide o esporte entre um antes e um depois”, afirma Esteban Ibarra, presidente do Movimento contra a Intolerância – ONG madrilena que acompanha de perto a carreira do jogador. O caminho para chegar à condenação foi longo. Tudo começou quando, provocada pelas denúncias de Vinicius Junior, a entidade que coordena os campeonatos de futebol na Espanha – La Liga – começou a levar casos de racismo ao Ministério Público do país. As denúncias vinham chegando à Justiça desde 2021, mas não prosperavam. “Existem duas dificuldades básicas para que se condene um torcedor racista na Espanha”, diz o advogado Ríos Zaldívar. “A primeira é identificar os autores da ofensa. A segunda é determinar que houve motivação racista. Muitos juízes consideram as ofensas consequência da emoção provocada por uma partida de futebol.” Na Espanha, ao contrário do Brasil, não existe uma lei específica contra o racismo. Os três torcedores do foram condenados com base no artigo 510 do Código Penal. “Ele pune ataques contra a dignidade de uma pessoa por razões de raça, gênero, religião, orientação sexual, doença e condição social, entre outras coisas”, diz o advogado Ríos Zaldívar. Os autores reconheceram o crime e pediram desculpas ao jogador e ao clube, o que serviu como atenuante. Não há como avaliar se a pena foi branda por se tratar de punição inédita no contexto espanhol. Um caso famoso envolveu Nico Williams, jogador negro do Athletic Bilbao. Um vídeo em que um torcedor dirige a ele ofensas racistas foi postado no Instagram e levado à Justiça pela La Liga. Os auxiliares do juiz, no entanto, vasculharam as redes sociais do agressor e consideraram que “não parece uma pessoa que pretenda incitar o racismo, nem que os gestos realizados pretendem atacar tal fim”. O processo foi arquivado. O caso de Nico Williams foi um dos 37 levados por La Liga ao Ministério Público espanhol. Mais da metade dos casos -20- envolvem Vinicius Junior, de longe a maior vítima de agressões racistas na Espanha. Ou melhor, como ele próprio postou nas redes sociais após a condenação dos três torcedores de Valência: “Não sou vítima de racismo. Eu sou algoz de racistas”. Para que o caso tivesse o desfecho esperado, La Liga arcou com os custos processuais desde o início. O Real Madrid ajudou num segundo momento -a princípio, o clube espanhol via com desconfiança a militância antirracista do craque, temendo que desviasse seu foco do futebol. Na postagem que fez nas redes, Vinicius Junior agradeceu a ambos, ao clube e à liga. No meio do futebol -ao contrário do que acontece no basquetebol ou na música pop- são raros os astros que abraçam causas. Vinicius Junior é uma exceção. Seu staff trabalha em parceria com a empresa Roc Nation, do rapper Jay-Z. A Roc Nation foi a responsável por aumentar o número de artistas negros no show de encerramento do Super Bowl, principal evento no calendário do futebol americano. Vinicius Junior já postou em suas redes fotos com Jay-Z e sua mulher, a cantora Beyoncé. Alguns dos ídolos de Vinicius Junior estão fora do mundo do futebol. Um deles é o jogador de basquete LeBron James, voz firme contra o assassinato de George Floyd por um policial de Mineápolis. Outro é Jackie Robinson, o primeiro jogador negro a disputar a liga principal de beisebol nos Estados Unidos. O combate ao racismo será um dos temas da série sobre Vinicius Junior que deverá estrear no ano que vem na Netflix. Em fevereiro deste ano, a equipe de gravação tentou registrar cenas de um jogo do Real Madrid no Mestalla, que marcaria a volta do brasileiro ao estádio onde sofreu a agressão que resultaria na condenação de ontem. A direção do Valencia proibiu o registro das imagens. O documentário deverá mostrar os melhores lances da Liga dos Campeões de 2024, em que Vinicius Junior fez um gol na final e recebeu o troféu de melhor jogador do torneio. O drible acrobático que deu no zagueiro Julian Ryerson, na final contra o Borussia Dortmund, deixou seus colegas de time literalmente boquiabertos e viralizou nas redes sociais. Quais serão as consequências práticas da condenação dos torcedores racistas? “O caso ainda não irá gerar jurisprudência, pois na Espanha isso só acontece quando há um referendo por parte da Suprema Corte”, diz o advogado Ríos Zaldívar. “A decisão, no entanto, será citada em outros processos de racismo, e servirá de exemplo para casos semelhantes, especialmente para jogadores mais jovens e menos famosos que Vinicius Junior.” (Folhapress)