PF prende Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes da morte de Marielle Franco

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na manhã deste domingo (24) na qual prendeu os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão pelo suposto envolvimento na morte da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, bem como de seu motorista Anderson Gomes. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa também foi detido. Os nomes teriam vindo à tona com a delação do executor do crime, o ex-Policial militar Ronnie Lessa. Vale destacar que Rivado Barbosa já foi associado pela PF a um suposto recebimento de R$ 400 mil em propinas para impedir avanços na investigação sobre o assassinato de Marielle e Anderson. Ele foi citado numa troca de mensagens entre o vereador Marcello Sicilliano e o miliciano Jorge Alberto Moreth, durante a qual é dito que o delegado recebeu dinheiro de suborno. A conversa telefônica ocorreu em fevereiro de 2019 e o arquivo foi encontrado no celular de Sicilliano por agentes federais. Os presos foram levados para a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Eles devem ser transferidos para o Distrito Federal ainda neste domingo. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, presos como mandantes da morte de Marielle Franco. Os investigadores continuam a trabalhar para esclarecer a motivação por trás do crime. Até o momento, as evidências apontam para uma possível conexão com a expansão territorial de milícias no Rio de Janeiro. Conforme informações do G1, a decisão de realizar a operação no início deste domingo foi tomada para surpreender os suspeitos. Além disso, informações da inteligência da polícia indicavam que eles estavam em estado de alerta nos últimos dias, especialmente após a homologação da delação premiada de Ronnie Lessa pelo Supremo Tribunal Federal (STF). QUEM MANDOU MATAR Domingos e Chiquinho Brazão: as relações dos supostos mandantes do assassinato de Marielle com o clã Bolsonaro Enquanto Domingos Brazão fazia dobradinha com Flávio Bolsonaro na Alerj, Chiquinho Brazão fez campanha fervorosa para Jair Bolsonaro Dois dos três suspeitos de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, presos neste domingo (24) pela Polícia Federal (PF), tinham relações próximas com a família Bolsonaro. A PF prendeu Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro e irmão de Domingos; e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil – os três são apontados como “autores intelectuais” do crime brutal que estava há 6 anos sem respostas. Os nomes dos mandantes do crime foram obtidos a partir da delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, suspeito de participação no assassinato que está preso desde 2019. A motivação exata para o assassinato ainda é desconhecida, mas as investigações apontam que haveria relação com a expansão territorial da milícia na capital fluminense. Domingos Brazão e Flávio Bolsonaro Os passaportes diplomáticos concedidos durante o governo Bolsonaro à esposa e ao filho do deputado federal Chiquinho Brazão (UB-RJ) é apenas um dos laços que ligam as duas famílias, que têm relações históricas com a milícia que atua na região de Rio das Pedras, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Apontado por Ronnie Lessa como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o irmão de Chiquinho, Domingos Brazão, que atualmente é conselheiro do TCE-RJ, já foi deputado estadual e, em sua época de parlamentar, atuou em dobradinha com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem tinha como uma espécie de pupilo, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), “Vossa excelência é um deputado jovem e, mesmo assim, percebe-se, não somente pelas suas afirmações de hoje, mas pela sua postura em plenário, que vossa excelência procura preservar o que há de melhor, a maior instituição, que é a família. Infelizmente, há aqueles que apostam no contrário. Vejo parlamentares apresentarem projetos que visam liberar casamento de homem com homem, mulher com mulher e outras coisas. V.Exa., embora sendo jovem, ainda mantém essa postura firme, que, com certeza, é fruto da educação de seus pais, uma questão de criação”, disse Brazão dirigindo-se a Flávio Bolsonaro na sessão de 4 de março de 2006 da Alerj. O afago ocorreu após o filho de Bolsonaro elogiar o projeto de Brazão para conceder o título de cidadão ao pastor Sebastião Ferreira, da Primeira Igreja Batista de Vila da Penha, que morreu em 2017. A dobradinha entre Brazão e Flávio Bolsonaro se deu em diversas propostas na Alerj. Em 2014, Brazão foi o relator do projeto de Flávio para criar o programa Escola Sem Partido no sistema de ensino fluminense. No mesmo ano, os dois atuaram juntos na Comissão de Constituição e Justiça da casa. Além das pautas de costumes, Flávio Bolsonaro e Domingos Brazão faziam dobradinha na defesa das milícias do Rio de Janeiro. Em 2006, quando Marcelo Freixo criou a CPI das Milícias, somente os dois se posicionaram contra. Delator de Brazão, Ronnie Lessa morava a cerca de 100 metros da residência do clã Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra. Em “A República das Milícias”, o escritor Bruno Paes Manso diz que Lessa era “um matador avulso, mas mantinha contatos com o Escritório do Crime e com milicianos de Muzema, ligados ao capitão Adriano”. No livro, o jornalista ainda fala da relação de Lessa “com figurões, como Rogério de Andrade e Domingos Brazão” “Capitão Adriano”, a que se referia, é Adriano da Nóbrega, que comandava o Escritório do Crime e empregou a mãe, Raimunda Veras Magalhães, e a ex-esposa, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. Segundo MP-RJ, as duas faziam parte do esquema de “rachadinha” no gabinete. Morto em 2020, o miliciano foi apresentado ao clã Bolsonaro por Fabrício Queiroz, que também tem ligações com a milícia de Rio das Pedras. Durante as investigações sobre a morte de Marielle, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apreendeu uma agenda com a esposa de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar. Na agenda-guia, que deveria ser usada por Márcia para ajudar a família caso Queiroz você detido, há um coronel identificado como
Brasil apresenta ações contra fome aos países do G20

Na presidência do bloco, Brasil costura uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A ideia é reunir políticas públicas de bons desempenhos para embasar campanha mundial Na presidência do G20, o Brasil apresentou aos países-membros do bloco e organismos internacionais as ações e programas de enfrentamento à insegurança alimentar e combate à pobreza desenvolvidas no país. O Brasil assumiu em dezembro de 2023 a presidência rotativa do grupo das 20 maiores economias do mundo, comandando o bloco pela primeira vez no formato atual até novembro de 2024. A proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de organizar uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza a ser articulada durante todo o ano de 2024 e lançada na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo a ser realizada no Rio de Janeiro, em novembro. Em evento realizado no Itamaraty, em Brasília (DF), nesta quarta (20), o governo brasileiro realizou a primeira reunião presencial da Força-Tarefa para construção da aliança. Durante o encontro, a pasta traçou um histórico das políticas públicas e apresentou os principais impactos alcançados pelos programas. O estabelecimento da Aliança, na avaliação do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), materializa a visão direta do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e demanda aportes, ajustes e apoio dos países que integram o Grupo dos 20. “Será um forte avanço no caminho para acelerar os esforços para eliminar a fome, a má nutrição e a pobreza extrema, reduzindo desigualdades e caminhando para uma transição justa e inclusiva rumo a um futuro sustentável”, afirmou Dias. A proposta da Aliança, aberta a todos os países, vai no sentido de formar uma cesta com políticas públicas de combate à fome e à miséria que são exitosas no Brasil (e em diversas outras regiões do mundo). A iniciativa pretende estabelecer um mecanismo prático para mobilizar recursos financeiros e conhecimento e direcioná-los para os territórios onde são necessários, apoiando a implementação e a ampliação da escala de ações, políticas e programas no nível nacional. Entre os objetivos, dois se destacam: evitar esforços duplicados e dar impulso político essencial à mobilização de fundos e soluções existentes. Além disso, caberá à articulação global melhor organizá-los em torno de dois princípios: a consistência na implementação das políticas nacionais e o foco nos mais pobres e vulneráveis. A abordagem brasileira para a Aliança teve apoio unânime na primeira reunião técnica da Força-Tarefa, que reuniu cerca de 200 pessoas, entre representantes de países-membros do G20, convidados e organismos internacionais. Os trabalhos da Força-Tarefa terão continuidade ao longo do ano. A expectativa é que a Aliança seja lançada no fim de 2024, durante a Cúpula do G20, no Rio de Janeiro. O comando do bloco é tido pelo governo brasileiro como uma das principais oportunidades de projeção internacional da 3ª gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, sintetizou o lema brasileiro em declaração durante a abertura da Comissão Nacional do G20: “Se o ano de 2023 marcou o retorno do Brasil ao mundo, 2024 será o ano em que o mundo voltará ao Brasil”.
Papa Francisco lança autobiografia reveladora e defende suas convicções

Livro traz relatos pessoais que esclarecem razões de Francisco para o enfrentamento da ditadura na Argentina e suas motivações para as reformas na Igreja Em seus onze anos de pontificado, o Papa Francisco tem enfrentado o desafio complexo de equilibrar os dogmas tradicionais da Igreja Católica com a necessidade de adaptar-se aos ventos da modernidade. Este delicado equilíbrio é o tema central de sua primeira autobiografia, intitulada “Vida: Minha História Através da História”, escrita em colaboração com o vaticanista italiano Fabio Marchese Ragona e com lançamento previsto para 15 de abril pela HarperCollins Brasil. No livro, ele compartilha relatos pessoais, opiniões francas e defende suas convicções com uma sinceridade característica. O livro, uma série de entrevistas conduzidas pelo vaticanista Fabio Marchese Ragona, revela aspectos marcantes da vida e do pensamento do líder católico, bem como suas perspectivas para o futuro da Igreja e da humanidade. A obra oferece uma visão detalhada da trajetória de Francisco, entrelaçada com grandes eventos mundiais que moldaram sua visão filosófica e política. Desde sua repulsa ao antissemitismo durante a Segunda Guerra Mundial até sua postura firme contra o abuso sexual infantil por membros do clero, o livro revela um líder religioso atento às ambiguidades humanas e guiado por um pragmatismo que busca conciliar tradição e progresso. O Papa também compartilha momentos marcantes de sua história pessoal, desde a migração de sua família da Itália para a Argentina até suas experiências durante a Segunda Guerra Mundial e as bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki. Sua preocupação com a guerra é evidente, e ele adverte sobre os perigos do uso de armas nucleares, classificando-as como imorais. Enfrentamento à ditadura argentina Uma das passagens mais marcantes da autobiografia é o relato sobre a ditadura militar na Argentina (1976-1983), período em que Francisco, então um jovem jesuíta, confrontou o regime e protegeu indivíduos perseguidos, como uma professora comunista cuja coleção de livros ele escondeu dos militares. Em relação a essa época, o Papa rejeita rótulos ideológicos simplistas e enfatiza a importância do compartilhamento e da solidariedade como valores fundamentais do cristianismo. Francisco enfrenta fake news que circularam a seu respeito e revela seu papel na proteção de seminaristas perseguidos e lamenta as atrocidades cometidas durante aquele período sombrio da história de seu país. Ele nega acusações de abandono de jesuítas sequestrados e enfatiza sua luta pela libertação dos padres. “Falar dos pobres não significa ser automaticamente comunista”, escreveu o argentino Jorge Bergoglio. “Os pobres são a bandeira do evangelho e estão no coração de Jesus”, insistiu. “Isso não é comunismo. Isso é cristianismo em estado puro”, continuou. Ao discutir questões contemporâneas, como a aceitação das uniões entre pessoas do mesmo sexo e o perdão às mulheres que interrompem gestações, Francisco adota uma postura equilibrada, mantendo-se fiel aos ensinamentos da Igreja, mas demonstrando empatia e compaixão pelas situações individuais. Ele destaca a importância de acolher as pessoas LGBTQIA+ e reafirma sua oposição ao aborto. Ao discutir a possibilidade de renúncia, Francisco tranquiliza os católicos, afirmando que só o fará em caso de impedimento físico grave e que jamais assumirá o título de papa emérito, uma decisão contrária à adotada por seu antecessor, Bento XVI. Sua determinação em levar adiante suas reformas é evidente, e ele reafirma seu compromisso com o pontificado até o fim. O Papa compartilha também os bastidores do conclave que o elegeu em 2013, destacando a mensagem de encorajamento de seu amigo cardeal brasileiro Claudio Hummes e a inspiração por trás da escolha de seu nome papal, Francisco. Sua defesa da dignidade dos pobres e marginalizados, sua postura de acolhimento em relação aos homossexuais e seu desapego às acusações infundadas são temas recorrentes ao longo do livro. As regras do jogo Comparando o pontificado de Francisco com o de seu antecessor, Bento XVI, o vaticanista Ragona ressaltou as diferenças significativas entre os dois líderes da Igreja Católica. Segundo ele, Francisco “mudou as regras do jogo”, adotando uma abordagem mais proativa e engajada em questões sociais e políticas, como a mediação em conflitos internacionais. Quanto à transformação da Igreja sob o pontificado de Francisco, Ragona reconheceu que mudanças significativas não acontecem da noite para o dia, mas enfatizou os esforços do Papa em plantar sementes de mudança, especialmente em relação à aceitação de grupos marginalizados, como pessoas trans e homossexuais. Ao escrever a biografia, Ragona revelou ter ficado surpreso ao descobrir aspectos da vida pessoal do Papa, como sua experiência amorosa quando ainda era seminarista. Essas revelações humanizaram o líder religioso aos olhos do vaticanista e ofereceram uma perspectiva mais completa de sua personalidade. Quanto à opinião do Papa sobre o presidente argentino Javier Milei, Ragona compartilhou que Francisco considerou o político descortês, mas reconheceu que as declarações durante a campanha política muitas vezes não refletem a verdadeira natureza das pessoas. Por fim, ao refletir sobre sua percepção do Papa Francisco após passar um ano trabalhando junto a ele, Ragona enfatizou a humildade e autenticidade do líder religioso. Ele destacou uma experiência pessoal em que o Papa demonstrou sua preocupação com o bem-estar de Ragona, revelando sua natureza acolhedora e pé-no-chão.
Com 20% menos que em 2016, Minc tem entregas mais volumosas

A ministra Margareth Menezes falou sobre o volume de entregas que conseguiu concluir em pouco mais de um ano em todas as áreas Em meio a um cenário político marcado pela preocupação com a popularidade do governo, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, compartilha suas reflexões sobre os rumos da gestão atual. Em uma entrevista concedida à BBC News Brasil após uma reunião do presidente Lula com todos os ministros, Menezes discute os desafios enfrentados e os progressos alcançados pelo governo. “É um governo que tem entregado, um governo com entregas maiores do que muitos outros anos, e não só comparando com o governo passado”, ressalta a ministra, destacando a importância das políticas públicas implementadas para impulsionar o setor cultural do país. “Nós estamos com 20% menos de servidores do que 2016, mas, no entanto, com entregas muito mais volumosas”, completa. Ao abordar a questão da popularidade do governo e a disputa no ambiente digital, Menezes reconhece que o governo está aprendendo e melhorando nesse sentido, apesar dos desafios enfrentados. Ela enfatiza a importância de focar no que realmente impacta a vida das pessoas, destacando as realizações concretas do governo em termos de políticas culturais e seu impacto na sociedade. No que diz respeito ao seu período como ministra, Margareth Menezes destaca os avanços significativos alcançados, mesmo diante das dificuldades. Entre as conquistas mencionadas pela ministra está a execução da Lei Paulo Gustavo e o lançamento da Instrução Normativa para a Lei Rouanet, além do trabalho em andamento para aprovar o Marco do Fomento, que visa estabelecer diretrizes para políticas culturais em nível nacional. Um dos pontos altos da gestão de Menezes é a implementação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, que irá destinar recursos significativos para estimular a produção cultural em todo o país. Com um investimento previsto de R$ 15 bilhões até 2027, essa política representa um marco histórico na promoção da cultura e no fortalecimento do setor cultural brasileiro. Ao final da entrevista, a ministra reitera o compromisso do governo em promover a igualdade de gênero e a participação das mulheres em posições de liderança. Ela ressalta que, embora ainda haja muito a ser feito nesse sentido, o governo do presidente Lula tem sido pioneiro nesse aspecto, e a pauta da mulher continuará sendo uma prioridade. Ano de entregas Após um ano à frente do Ministério da Cultura, Margareth Menezes fez, no fim de 2023, um balanço das principais conquistas e iniciativas realizadas durante sua gestão. Em um período marcado por desafios e transformações, a ministra ressalta o compromisso com o fortalecimento do setor cultural e sua importância como vetor de transformação social. Uma das linhas de trabalho destacadas por Margareth Menezes foi o fortalecimento do Sistema MinC e da participação social. Nesse sentido, a reativação da Comissão do Fundo Nacional da Cultura (CFNC) e a reestruturação do Conselho Nacional de Políticas Culturais foram passos importantes para promover uma maior articulação e representatividade no setor. Além disso, a ministra enfatizou o desenvolvimento econômico através da cultura, destacando os investimentos históricos realizados em políticas públicas culturais. A Lei Paulo Gustavo (LPG), que está repassando R$ 3,8 bilhões para estados e municípios, e a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que garantirá investimentos de R$ 15 bilhões até 2027, foram citadas como exemplos concretos desse compromisso. Outro ponto destacado por Margareth Menezes foi a promoção da cultura como ferramenta de justiça social e superação de desigualdades. Iniciativas como o Programa Rouanet Norte e o Programa Rouanet nas Favelas visam democratizar o acesso à cultura, levando atividades culturais para regiões historicamente marginalizadas. No âmbito internacional, a ministra ressaltou a retomada dos intercâmbios culturais e o fortalecimento das relações com outros países e comunidades. A presidência pro tempore do Mercosul e a participação na COP-28 foram momentos importantes para posicionar o Brasil como um protagonista no cenário cultural e ambiental global. Margareth Menezes reiterou o compromisso de seguir avançando na consolidação da cultura como um dos principais vetores de transformação social e humana no Brasil. Para o próximo ano, a ministra promete continuar trabalhando para garantir mais oportunidades e acesso à cultura para todos os brasileiros, reafirmando o papel fundamental desse setor na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A ministra artist Margareth Menezes, cantora e ativista cultural, está vivendo uma nova fase de sua vida aos 61 anos, ao assumir pela primeira vez um cargo público como ministra da Cultura. Com uma carreira marcada por sucessos na música afro-brasileira, como “Faraó” (1987) e “Dandalunda” (2001), Margareth agora direciona seu talento e paixão para fortalecer as políticas culturais do país. Nascida em Salvador, a cantora sempre esteve envolvida em ações culturais e educacionais, tendo fundado a Associação Fábrica Cultural, que promove iniciativas para jovens na Península de Itapagipe, sua terra natal.
BNDES vai investir R$ 100 mi em favelas para reduzir desigualdades

“Vamos reforçar atuação na redução das desigualdades a partir da estruturação de polos culturais e iniciativas para geração de emprego e renda”, diz Mercadante Com foco em geração de trabalho e renda, educação, cultura e inclusão social, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deve investir R$ 100 milhões nas favelas brasileiras por meio do BNDES Periferias, lançado nesta quinta-feira (21), na sede do banco, no Rio de Janeiro. Para reduzir as desigualdades e promover a diversidade, o banco vai investir R$ 50 milhões não reembolsáveis para projetos de inclusão produtiva urbana em favelas e periferias. Outros R$ 50 milhões virão das captações de parceiros privados e públicos. São duas frentes: Polos BNDES de Desenvolvimento e Cultura e Trabalho e Renda da Periferia. “A iniciativa BNDES Periferias é pioneira no BNDES. Vamos reforçar nossa atuação na redução das desigualdades a partir da estruturação de polos culturais e iniciativas para geração de emprego e renda. A periferia precisa de um espaço público onde você possa fazer atividade, formação profissional, que tenha equipamentos e um ambiente adequado”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. De acordo com a Agência de Notícias do banco, poderão participar da chamada entidades privadas sem fins lucrativos, atuando em rede ou não, que tenham experiência na implantação e operação de projetos similares nos territórios contemplados pela iniciativa. Serão apoiadas as favelas e comunidades periféricas incluídas nos municípios identificados pelo Programa Periferia Viva do Ministério das Cidades. “Hoje, estamos abrindo a chamada permanente pública para esse primeiro ciclo, que abrange os polos e a ação de trabalho e renda. Vamos dar apoio para empreendedores, valorizando mulheres, jovens e população negra, prioritariamente”, disse a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello. O secretário nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões, considera o momento um marco no reconhecimento da existência desses territórios e sobretudo dessa população. “Estamos aprendendo a fazer política pública para as favelas e para as periferias”, disse. Ele explicou que o conceito geral do programa Periferia Viva é justamente levar política pública para os lugares deficitários. “Quando o BNDES nos procura para fazer essa parceria, a gente contribui apontando onde estão esses territórios e quais devem ser priorizados nesse primeiro momento e nessa primeira abordagem”, disse. Serviço A chamada desse primeiro ciclo ficará aberta até 31 de maio. As inscrições para apresentação de projetos podem ser feitas pelo link: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/onde-atuamos/social/bndes-periferias No âmbito do Polo BNDES de Desenvolvimento e Cultura, serão criados espaços multidisciplinares de inovação, cultura e geração de trabalho e renda. O BNDES apoiará a implantação de espaços adaptáveis, em territórios periféricos, para integração e oferta de serviços à comunidade, como cursos, práticas esportivas e culturais etc. Cada polo terá característica própria, adaptado para funcionalidades e usos definidos coletivamente pelas comunidades, com base em suas potencialidades e vocações. A segunda frente, Trabalho e Renda da Periferia, apoiará projetos que visem a realização de capacitação, mentoria e aporte de recursos de “capital semente” para negócios periféricos que priorizem mulheres, jovens e população negra. O objetivo do Banco é contribuir para melhoria do resultado dos negócios, ampliação de mercados e acesso a financiamentos. Com informações do BNDES
Mauro Cid é preso após depoimento no STF sobre áudios de sua autoria

O militar insinuou em gravações que foi coagido pela PF e disse que Alexandre de Moraes atua como bem quer. Ele foi preso por descumprir medidas cautelares e obstrução de Justiça Nesta sexta-feira (22), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o tenente-coronel Mauro Cid fosse preso. Ele volta para a cadeia depois de prestar depoimento ao desembargador Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete de Moraes. Cid foi convocado para o depoimento após áudios do militar serem divulgados pela revista Veja. O conteúdo trazia críticas a atuação da Polícia Federal nas investigações e sobre Moraes na condução do caso. A decisão que devolve o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro para a cadeia é devido ao descumprimento de medidas cautelares impostas e por obstrução de Justiça. O depoimento contou com a presença de representante da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa do militar. Entenda o caso Os áudios revelados pela revista Veja, na quinta-feira (21), trazem Cid insinuando que foi coagido pela PF em seu depoimento: “estão com a narrativa pronta deles”. Além disso, indicou que o ministro “Alexandre de Moraes é a lei. Ele prende, ele solta quando quiser, como ele quiser, com Ministério Público, sem Ministério Público, com acusação, sem acusação.” A delação premiada feita por Cid foi homologada pelo STF em setembro de 2023. A partir dela foi feito um acordo que o permitiu deixar a prisão. As falas surgem em um momento que o militar teve sua promoção no Exército recusada e o cerco contra Bolsonaro se estreita Ao que parece não existe a possibilidade de que a delação seja anulada, se esta foi a intenção de Cid, uma vez que os procedimentos seguiram dentro da legalidade. Nesse caso, a conveniência dos áudios indica que o ex-ajudante de ordens quer “passar um pano” na sua imagem junto às Forças Armadas. No entanto, as informações passadas já permitiram o avanço das investigações e foram materializadas com provas encontradas nas investigações. Portanto, a tentativa de limpar a imagem junto aos seus não teria nenhum efeito a nível pessoal, pois Cid já é tido como um “traidor” nos meios bolsonaristas. E para piorar a situação para ele, Moraes o devolveu para a prisão.
Projeto de prevenção à morte por engasgo é aprovado em Montes Claros

Vereadores aprovaram proposição do vereador Rodrigo Cadeirante (Rede) Mais de 2 mil pessoas morreram vítimas de engasgo no Brasil, em 2023, segundo levantamento realizado pelo gabinete do vereador Rodrigo Cadeirante. Um problema muitas vezes negligenciado, mas que está cada vez mais comum. Por isso, ele propôs e a Câmara Municipal de Montes Claros aprovou, na manha de terça-feira, 19, projeto de lei de sua autoria, tornando obrigatória nos estabelecimentos que comercializam alimentos, a afixação de cartazes, em local visível, ensinando os clientes a executarem a chamada manobra de Heimlich – procedimento simples, mas que pode salvar vidas. O objetivo da técnica, descrita em 1974 pelo Dr. Henry J. Heimlich, médico cirurgião torácico estadunidense, é simular a tosse, por meio da elevação do diafragma e aumento da pressão intratorácica, de modo que se consiga expulsar o corpo estranho das vias aéreas. A manobra pode ser feita por uma pessoa em outra ou em si mesma. “Não se trata apenas de um projeto, mas de alcançar o mais nobre dos objetivos, que é salvar vidas”, enfatizou Rodrigo Cadeirante, citando experiência vivida na própria família. Um tio seu faleceu, vítima de engasgo. Além de apresentar o projeto, o vereador está desenvolvendo uma série de ações no mesmo sentido, como, por exemplo, solicitar à presidência da Câmara Municipal que adote treinamento dos seus servidores para a execução do procedimento, o mesmo se aplicando à Prefeitura, incluindo todas as secretarias. O autor do projeto lembrou, ainda, do salvamento de uma senhora pelo guarda municipal Adílson Quaresma, que se valeu da manobra. O caso ocorreu na Escola Municipal Mestra Fininha, no bairro Ciro dos Anjos, no ano passado. Conduta em adultos e crianças a partir de 1 ano 1. Posicionar-se atrás da vítima em pé ou de joelhos, a depender da altura de quem está sofrendo o engasgo; 2. Envolver os braços no entorno da vítima, posicionando uma das mãos fechada e com o polegar voltado para o abdome na linha média entre o apêndice xifóide e o umbigo da vítima; 3. A outra mão deve ser posicionada firmemente em cima da mão que está em contato com o abdome da vítima; 4. Devem ser aplicadas compressões rápidas, pressionando a região para dentro e para cima, em um movimento que simule a letra jota; 5. A manobra deve ser realizada até que o objeto saia ou até a vítima não estar mais responsiva. Conduta em lactentes 1. Posicionar o bebê em decúbito ventral no antebraço, o qual deve estar apoiado na coxa ipsilateral, de modo que a mão sustente a cabeça do bebê pela mandíbula, sem comprimir partes moles ou obstruir o nariz da vítima. A cabeça do bebê deve estar mais inferior em relação ao tórax; 2. Devem ser feitas 5 pancadas vigorosas entre as escápulas; 3. Posicionar o antebraço livre no dorso do bebê, apoiando a região occipital com a palma da mão, e virá-la lentamente de modo que ela fique em decúbito dorsal e que o antebraço seja apoiado na coxa do socorrista; 4. Devem ser aplicadas 5 compressões torácicas com os dedos indicador e médio na metade inferior do esterno do lactente, na frequência de uma compressão por segundo. 5. As manobras devem ser repetidas até que haja desobstrução ou que a vítima se torne não responsiva. Condutas especiais No caso de vítimas grávidas ou obesas, as compressões devem ser realizadas no tórax. A pessoa que presta socorro deve se posicionar atrás da vítima e envolver o tórax da vítima com os braços e realizar a compressão na região do esterno, evitando o apêndice xifóide.
Dos campos até a prisão por estupro: as trajetórias de Daniel Alves e Robinho

Condenados por estupro na Europa, Daniel Alves e Robinho foram companheiros na Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010 Milionários, multicampeões e bem-sucedidos no futebol. Porém, os fatos mais importantes das trajetórias de Daniel Alves e Robinho são as condenações por estupro na Europa. Companheiros na Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, o ex-lateral e o ex-atacante estão presos na Espanha e no Brasil, respectivamente, com penas para cumprir. Por Pedro Bueno – No Ataque Robinho foi preso na noite de quinta-feira (22/3) após a definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que a pena seja cumprida no Brasil e a resposta negativa do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus. O ex-atacante foi condenado a nove anos de prisão pela Justiça Italiana em janeiro de 2022 por forçar uma mulher albanesa de 23 anos a ter relaçoes sexuais com ele e outros cinco homens, o que configurou em estupro coletivo. A partir da ida definitiva ao presídio de Tremembé, que ocorreu na noite de quinta-feira (21/3), a defesa tentará um novo habeas corpus junto ao STF. Já Daniel Alves vive uma situação diferente, já que está preso desde fevereiro de 2023 e tem direito a deixar a cadeia para responder o processo em liberdade se pagar a fiança. Porém, até a publicação desta matéria, o ex-lateral-direito não havia pago a quantia de 1 milhão de euros (R$ 5,5 milhões), ou seja, ainda estava em cárcere. No ano passado, Daniel foi julgado pela Justiça da Espanha, considerado culpado pelo estupro de uma mulher de 23 anos em uma boate e sentenciado a quatro anos e meio de detenção, além de mais cinco anos de liberdade vigiada e pagamento de indenização de 150 mil euros (R$ 798 mil, na cotação da época) e das custas do processo. Companheiros nos campos Mesmo não estando nas mesmas penitenciárias e nem sequer nos mesmos países, Daniel Alves e Robinho traçaram caminhos semelhantes até cair no ostracismo. Dos campos até a prisão, os ex-jogadores, inclusive, estiveram juntos em uma Copa do Mundo. Em 2010, os atletas foram convocados pelo técnico Dunga para defender a Seleção Brasileira no Mundial da África do Sul. Robinho foi titular em quatro dos cinco jogos, marcou dois gols e deu uma assistência. Já Daniel Alves começou a Copa entrando como reserva nas duas partidas iniciais e esteve em campo como titular na linha de meio-campo nos três compromissos seguintes – ele não participou de gols. Juntos, com a camisa do Brasil, Daniel Alves e Robinho fizeram 44 jogos, conquistaram 32 vitórias e foram campeões da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009. Até uma realidade diferente na prisão As atitudes criminosas de Daniel Alves e Robinho, as quais foram confirmadas pela Justiça da Espanha e da Itália, respectivamente, comprometeram a vida das vítimas, que, na época do caso, tinham 23 anos e foram estupradas. Porém, mesmo não podendo ser o foco de nenhuma narrativa do caso, é válido destacar a vida dos ex-jogadores antes de cometer os crimes. Eles tiveram carreiras vitoriosas, se tornaram atletas bem-sucedidos e com altos salários e jogaram nos principais clubes do mundo, até que a realidade foi alterada e eles entraram em uma cela por cometer um estupro durante a vida noturna. Robson de Souza, o Robinho, se tornou destaque no futebol brasileiro rapidamente com as “pedaladas” e o bicampeonato do Brasileiro pelo Santos (2002 e 2004). Essas atuações o levaram ao gigante Real Madrid-ESP ainda com 21 anos. Posteriormente, ele foi um dos primeiros astros a jogar no Manchester City-ING pós-investimento milionário e também atuou no Milan-ITA. Entre essas passagens em clubes multicampeões, o ex-atacante voltou ao Santos em duas oportunidades, sempre sendo campeão. No Brasil, o driblador nato também atuou no Atlético e conquistou um Campeonato Mineiro. Ele também passou por Guangzhou Evergrande-CHI, Sivasspor-TUR e Istanbul Basaksehir-TUR. Embora Robinho tenha sido campeão de Espanhol, Italiano, Brasileiro, Turco, o ex-atleta e agora presidiário que tem um currículo “pesado” é Daniel Alves. Com 43 títulos conquistados na carreira, o ex-lateral é o segundo jogador de futebol que mais foi campeão na carreira, ficando atrás apenas de Lionel Messi, seu ex-companheiro de Barcelona-ESP. Além das duas passagens pelo time catalão, Dani passou por Bahia, Sevilla-ESP, Juventus-ITA, Paris Saint-Germain-FRA, São Paulo e Pumas-MEX, e marcou o seu nome no futebol, se consolidando como um dos maiores alas da história do futebol. Essas façanhas são notáveis, mas ficam no futebol. A realidade de Daniel Alves e Robinho são diferentes por atitudes que eles tiveram. Condenados por estupro, os atletas devem responder o processo nos próximos anos e, possivelmente, cumprir a pena imposta pela Justiça.
Falta de água potável impacta mais crianças negras e indígenas

No Brasil, 2,1 milhões de crianças e adolescentes de zero a 19 anos vivem sem acesso adequado à água potável. O percentual de crianças e adolescentes negros sem acesso adequado à água é de 4,7%, o dobro do registrado entre brancos, de 2,2%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira 21, véspera do Dia Mundial da Água. Já entre crianças e adolescentes indígenas, esse percentual é 11 vezes maior do que o de brancos (25%). Os 15 estados com maiores percentuais de crianças e adolescentes sem acesso adequado à água estão nas regiões Norte e Nordeste do país. Os dados são de uma análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com base no Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Robinho é preso em Santos para cumprir pena por estupro

O ex-jogador vai cumprir pena de 9 anos em regime fechado por estupro. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pelo cumprimento da sentença italiana no Brasil. Ele foi condenado no país europeu por estupro coletivo contra uma Albanesa, em 2013. A defesa ingressou com um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido Robson de Souza, o Robinho, foi preso pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (21), no prédio em que mora no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo. Conforme apurado, ele vai passar por audiência de custódia nesta noite, na Justiça Federal. O ex-jogador foi detido após a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir que ele cumpra a pena de 9 anos pelo crime de estupro coletivo, a partir de condenação da justiça Italiana. O crime contra uma mulher albanesa aconteceu na Itália, em 2013. Nove anos depois, a justiça do país europeu condenou Robinho em última instância. A decisão do STJ faz com que o ex-jogador cumpra a pena no Brasil. Robinho foi preso por volta das 19h desta quinta-feira. O pedido de prisão foi determinado pela Justiça Federal de Santos, após os documentos da sentença serem homologados. Agora, Robinho deve ser levado à sede da Polícia Federal, onde passará por exame de corpo de delito. Posteriormente, ele deve ser submetido a uma audiência de custódia e, depois, encaminhado para uma penitenciária, que ainda não foi definida. O julgamento do pedido da Justiça Italiana pela Corte Especial do STJ começou por volta das 14h desta quarta-feira (20) e foi realizado remotamente. Os ministros do Superior Tribunal de Justiça votaram em três quesitos: a condenação, o regime e a aplicação. Em maioria decidiram pela condenação a 9 anos por estupro coletivo, em regime fechado e com homologação da decisão, ou seja, prisão imediata. Os advogados de Robinho também ingressaram com um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta quinta-feira (21), para impedir a prisão até que se encerrem as possibilidades de recurso. O ministro Luiz Fux foi sorteado relator do pedido e negou o pedido de liminar. Crime O crime de violência sexual em grupo aconteceu em 2013, quando Robinho era um dos principais jogadores do Milan, clube de Milão, na Itália. Nove anos após o caso, em 19 de janeiro de 2022, a justiça daquele país o condenou em última instância a cumprir a pena estabelecida. Robinho foi condenado após ter estuprado junto com outros cinco homens uma mulher albanesa em uma boate em Milão. A vítima, inclusive, estava inconsciente devido ao grande consumo de álcool. Os condenados alegam que a relação foi consensual. O julgamento A sessão foi presidida pelo ministro vice-presidente do STJ Og Fernandes. O relator é o ministro Francisco Falcão. Os trabalhos foram transmitidos pelo canal do STJ no YouTube. Antes dos votos dos ministros, advogados apresentaram os argumentos pelo prazo de 15 minutos cada. Na sequência, votou o relator. Depois, os demais ministros, por ordem de tempo de casa. Como presidiu a sessão, o ministro Og Fernandes votaria apenas em caso de empate. Vida em Santos Antes da decisão em última instância, ele era presença constante nas redes de futevôlei da região e chegou a ser visto diversas vezes em uma quadra de futevôlei montada próxima ao Canal 6. Com a condenação italiana, Robinho não deixou de praticar o esporte, apenas passou a preferir convidar os amigos para jogarem em sua quadra particular, no Jardim Acapulco, em Guarujá. Pedido da Justiça italiana Robinho vive no Brasil e a legislação nacional impede a extradição de brasileiros natos para cumprimento de penas no exterior. Em novembro, o Ministério Público Federal (MPF) defendeu, em manifestação ao STJ, que ele cumprisse a pena em solo brasileiro. Em fevereiro o governo do país europeu apresentou um pedido de homologação de sentença estrangeira, que condenou o ex-jogador em novembro de 2017. O pedido foi encaminhado ao Ministério da Justiça ao Superior Tribunal de Justiça. No conteúdo do processo, a defesa de Robinho alegou que a homologação da sentença viola a Constituição, já que a Carta Magna proíbe a extradição de brasileiro nato e, diante disso, ele não cumprir uma pena estabelecida por outro estado. Fonte: G1