Gilmar Mendes chama Luiz Fux de “figura lamentável” em embate no STF

Discussão expôs críticas de Gilmar Mendes a voto de Fux no julgamento de Bolsonaro e sobre recurso apresentado pelo senador Sergio Moro Uma dura troca de palavras entre os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux marcou os bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. O confronto ocorreu em uma das salas próximas ao plenário, durante o intervalo da sessão. O atrito começou quando Gilmar ironizou a decisão de Fux de suspender o julgamento de um recurso apresentado pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR). O ex-juiz, declarado suspeito pelo STF em 2021, tenta reverter uma decisão que o tornou réu por contra o próprio Gilmar. A Primeira Turma já havia formado placar de 4 a 0 contra Moro, mas Fux pediu vista para analisar o caso com mais calma. Gilmar ironiza colega e cita Lava Jato Irritado, Gilmar Mendes provocou Fux: “vê se consegue fazer um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato”. O ministro também resgatou a polêmica em torno de José Nicolao Salvador, ex-assessor de Fux demitido em 2016 após ser mencionado em proposta de delação premiada. “Enterre esse assunto do Salvador”, teria dito. Resposta de Fux e acusações públicas Ainda de acordo com a reportagem, Fux reagiu afirmando que pediu vista apenas para estudar melhor o processo. Disse ainda estar incomodado com as críticas recorrentes de Gilmar em diferentes espaços. O colega não negou, mas reforçou que “eu falo mal de você publicamente, não pelas costas, porque considero você uma figura lamentável”. Divergência sobre voto no julgamento de Bolsonaro O debate se estendeu ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL). Gilmar Mendes criticou o voto de mais de 12 horas apresentado por Fux, dizendo que ele não fazia sentido e lembrando que o magistrado chegou a condenar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o que teria desagradado a outros colegas. Fux, por sua vez, defendeu sua posição e afirmou que seu longo voto era necessário diante do que entendia como um massacre judicial contra os acusados da tentativa de golpe de Estado. Clima de tensão Durante a discussão, outros ministros chegaram a entrar na sala, mas logo se retiraram devido ao clima tenso. Até o momento, nem Gilmar Mendes nem Luiz Fux se pronunciaram oficialmente sobre o episódio.

Julgamento de Sérgio Moro é suspenso por Fux no STF

Primeira Turma já tem quatro votos para manter ação penal por calúnia; julgamento trata de fala do senador sobre “comprar habeas corpus” de Gilmar Mendes Um pedido de vista apresentado pelo ministro Luiz Fux suspendeu, nesta sexta-feira (10), o julgamento do recurso apresentado pelo senador Sergio Moro (União-PR) que buscava suspender o processo de calúnia movido contra ele pelo decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A informação é da CartaCapital. Apesar da interrupção, a Primeira Turma do STF já formou maioria para rejeitar o pedido e manter o andamento da ação penal. O julgamento ocorre em plenário virtual, onde os ministros apenas registram seus votos. Segundo o regimento interno do STF, o pedido de vista adia a conclusão do julgamento por, no máximo, 90 dias. A origem do caso O episódio que levou à denúncia remonta a abril de 2023, quando viralizou nas redes sociais um vídeo em que Moro ironiza Gilmar Mendes durante uma festa junina. No vídeo, uma mulher comenta que o então senador estaria “subornando o velho”, ao que Moro responde: “Não, isso é fiança. Instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes.” A Procuradoria-Geral da República (PGR) levou o caso ao Supremo, afirmando que Moro, “com livre vontade e consciência, caluniou o ministro Gilmar Mendes, imputando-lhe falsamente o crime de corrupção passiva”. A defesa de Moro alegou que a fala era apenas uma “piada infeliz”, mas o argumento foi rejeitado. Em junho de 2024, o STF recebeu a denúncia, tornando o ex-juiz réu no caso. Na ocasião, a relatora Cármen Lúcia afirmou que “a alegação de brincadeira não autoriza ofender a honra de terceiros”.

Brasil sofre revés histórico e perde para o Japão pela primeira vez

O Brasil abriu 2 x 0 com Paulo Henrique e Gabriel Martinelli, mas os anfitriões aproveitaram os erros da defesa brasileira. TÓQUIO (Reuters) – O Japão conseguiu uma virada no segundo tempo para derrotar o Brasil por 3 x 2 em um amistoso realizado no Estádio de Tóquio, com lotação esgotada, nesta terça-feira, conquistando sua primeira vitória sobre a seleção brasileira em 14 confrontos. O Brasil abriu 2 x 0 antes do intervalo após gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli, mas os anfitriões aproveitaram os erros da defesa brasileira antes que um cabeceio de Ayase Ueda no final do jogo selasse a vitória japonesa. Takumi Minamino diminuiu o placar aos 7 minutos do segundo tempo, depois que um passe errado de Fabrício Bruno permitiu que o atacante marcasse um gol de dentro da área. Nove minutos mais tarde, a noite de Fabrício Bruno piorou quando ele, ao tentar afastar a bola, desviou para a própria rede para empatar a partida. Com a torcida da casa em peso, o Japão pressionou em busca do gol da vitória. Junya Ito foi o responsável pelo momento decisivo, cobrando um escanteio preciso aos 26 minutos, que Ueda acertou com uma cabeçada poderosa depois de vencer o zagueiro Lucas Beraldo na disputa pela bola. (Reportagem de Fernando Kallas) 🚨 FRIENDLIES! 🌎 GABRIEL MARTINELLI DOUBLES THE LEAD! 👊 🇯🇵 Japan 0-2 Brazil 🇧🇷 🎥 @tekkersfoot pic.twitter.com/SbLzBy9mw3 — Polymarket FC (@PolymarketFC) October 14, 2025 O Carlo Ancelotti teve a brilhante ideia de pegar um cara dispensado da reserva do Flamengo e colocar de titular da Seleção Brasileira. O resultado? Brasil vencendo de 2 gols e o Fabrício Bruno "fez 3 gols" pro Japão.pic.twitter.com/W2xITpQeGq — Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) October 14, 2025 Esse gol aqui precisa estar em um telão no museu nacional de futebol do Japão (e não duvido que esteja daqui a algum tempo). Ele é o símbolo de uma nova era para o futebol japonês. Aquele futebol que antes era ridicularizado, subestimado, um mero gerador de memes, hoje… pic.twitter.com/Lu8SZTqLXm — Japão日本FC (@japaofcbr) October 14, 2025

Trump cita o Brasil e elogia, ao lado de Milei, conversa com Lula

Presidente dos EUA voltou a afirmar que que teve “boa conversa” com Lula e criticou o BRICS em encontro com o presidente argentino Durante um almoço em Washington ao lado do presidente argentino, Javier Milei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez referências ao Brasil e elogiou sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião, segundo o G1, ocorreu no contexto da visita de Milei aos EUA em busca de apoio financeiro para socorrer a economia Argentina. Trump afirmou que decidiu apoiar a Argentina por considerar que o sucesso do país pode influenciar positivamente toda a região. “Se a Argentina for bem, outros vão seguir o exemplo. E muitos outros já estão seguindo”, disse. Em seguida, mencionou o Brasil. “E o Brasil, tive uma conversa muito boa com o presidente. Eu o encontrei nas Nações Unidas antes de subir para discursar “. A aproximação dos dois líderes ocorreu após um breve encontro na Assembleia-Geral da ONU, realizada em setembro, em Nova Iorque. Lula e Trump discutiram tarifas em conversa recente A relação entre Brasil e Estados Unidos voltou ao centro do debate após a ligação de 6 de outubro, quando Lula e Trump conversaram por cerca de 30 minutos. Segundo o governo brasileiro, Lula pediu a revisão das tarifas de 50% aplicadas sobre produtos nacionais, além de questionar sanções contra autoridades brasileiras ligadas ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL). Trump, por sua vez, classificou a conversa como amistosa. “Nós nos conhecemos, gostamos um do outro e, sim, tivemos uma ótima conversa. Vamos começar a fazer negócios. (…) Em algum momento eu vou [para o Brasil], e ele [Lula] vai vir aqui… Nós conversamos sobre isso”, declarou. O presidente estadunidense também chamou Lula de “bom homem”. Expectativa de reunião presencial A expectativa é de que uma reunião entre os dois presidentes deve ocorrer em breve, com a Malásia surgindo como um dos locais mais prováveis para o encontro, à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), no final de outubro Relação bilateral entre atritos e aproximações As declarações de Trump contrastam com a fase recente de tensões diplomáticas. O presidente dos EUA vinha criticando o Brasil pelo que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro, enquanto Lula acusou Washington de impor “sanções arbitrárias” e agir como se buscasse ser o “imperador do mundo”. Trump ataca BRICS e defende o dólar Trump também voltou a criticar o grupo dos BRICS — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, que segundo ele buscava enfraquecer o domínio do dólar. “Estão todos saindo dos BRICS. Era um ataque ao dólar. Eu disse: ‘querem jogar esse jogo? Vamos colocar tarifas sobre todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos’. Eles disseram: ‘estamos fora dos BRICS’. E agora ninguém mais fala disso”, afirmou.

MEDALHA HUMBERTO SOUTO – Prefeito de Montes Claros é condecorado

O prefeito de Montes Claros, Guilherme Augusto Guimarães de Oliveira, foi homenageado na noite dessa segunda-feira, 13, na Câmara Municipal de Montes Claros, com a Medalha Humberto Souto, em reconhecimento aos serviços prestados ao município, destacando sua contribuição para o progresso e desenvolvimento da cidade. A solenidade contou com a presença de familiares, amigos e diversas autoridades, dentre elas, vereadores, secretários municipais, o vice-prefeito Otávio Rocha, a juíza Cibele Maria Lopes Macêdo, diretora do Foro da Comarca de Montes Claros, o deputado federal Marcelo Freitas e o estadual, Gil Pereira, o tenente Coronel Dantes Sarubi Filho, comandante do 55º Batalhão do Exercito Brasileiro, o tenente-coronel Thiago Vicente de Paula e Silva, o comandante do 50º Batalhão de Polícia Militar, o tenente-coronel Júlio César Tóffoli, comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Montes Claros, o delegado da Receita Federal, Andrey Soares de Oliveira, o delegado da Polícia Civil de Montes Claros, Bruno Rezende da Silveira, o presidente da OAB Montes Claros, Herbert Alcântara Ferreira, dentre outros. Prestaram homenagem ao prefeito a primeira-dama do município, Euna Duarte Guimarães; o vice-prefeito Otávio Rocha; o secretário municipal de Infraestrutura e Planejamento Urbano, Vanderlino José da Silveira; os deputados Marcelo Freitas e Gil Pereira; os deputados estaduais Tadeu Martins e Leninha, através de vídeo; além de uma filha e uma neta. Em seu discurso, o prefeito enfatizou a pujança da cidade que cresce tanto pelas oportunidades quanto pela determinação de seu povo. Ele trouxe à tona um contexto histórico, relembrando que a cidade teve suas origens na antiga Fazenda Montes Claros e alcançou sua autonomia política em 13 de outubro de 1861, com a instalação da Vila ocorrendo em 16 de outubro de 1862. O prefeito destacou que esses momentos históricos simbolizam a independência e a capacidade do município de seguir seu próprio caminho rumo ao progresso. Também exaltou a bravura e resiliência dos moradores de Montes Claros que, mesmo frente às adversidades impostas pela seca e pelo isolamento dos grandes centros, nunca deixaram de apostar no potencial da cidade. Demonstrando gratidão, Guilherme Guimarães relembrou as figuras de liderança que contribuíram para o desenvolvimento do município ao longo dos anos, fazendo uma menção especial ao ex-prefeito Humberto Souto. Ele elogiou a habilidade de Humberto Souto em governar com equilíbrio, firmeza e um profundo senso de propósito. Segundo Guimarães, o ex-prefeito deixou a lição de que liderar é também construir um legado duradouro. Ele ressaltou que Montes Claros hoje é uma cidade mais estruturada, profissionalizada e com um crescimento acima da média tanto de Minas Gerais quanto do Brasil, fruto da união, do trabalho conjunto e da fé de todos os setores envolvidos. E finalizou dedicando um tributo especial à família, amigos e colegas, reconhecendo que as trajetórias individuais se constroem por meio das relações e do legado deixado pelas gerações anteriores. Concluiu dizendo que Montes Claros é uma cidade destinada ao sucesso, e que esse sucesso se reflete nas pessoas felizes e cheias de esperança que ali vivem. Medalha Humberto Souto Criada para enaltecer indivíduos que dedicam esforços éticos e incansáveis em prol do crescimento de Montes Claros, a Medalha Humberto Souto foi criada para ser entregue anualmente no dia 13 de outubro, ou em data próxima, marcando uma referência à data da emancipação política de Montes Claros.

Conselho de Ética quer votar caso de Eduardo Bolsonaro na próxima semana

Deputado é acusado de difamar instituições e atacar autoridades no exterior A votação sobre a representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados foi marcada para a próxima semana. A informação foi confirmada pelo presidente do colegiado, deputado Fábio Schiochet (União-SC), durante reunião realizada nesta terça-feira (14). De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, além do caso de Eduardo Bolsonaro, o colegiado também ouvirá, na mesma sessão, os deputados André Janones (Avante-MG) e Gilvan da Federal (PL-CE), ambos alvos de representações. Testemunhas arroladas por Janones também serão ouvidas. Acusações contra o parlamentar O PT apresentou a representação que acusa Eduardo Bolsonaro de conduta incompatível com o decoro parlamentar. O partido sustenta que o deputado, que vive nos Estados Unidos desde o início do ano, teria agido de forma “hostil às autoridades brasileiras” e “difamado instituições do Estado democrático de direito” em declarações feitas no exterior. Relator pediu arquivamento do processo Na reunião do Conselho de Ética em 8 de outubro, o relator do caso, delegado Marcelo Freitas (União-MG), apresentou parecer favorável ao arquivamento do processo. Entretanto, deputados da oposição — entre eles Chico Alencar (PSOL-RJ), Elton Welter (PT-PR), Dimas Gadelha (PT-RJ) e Paulo Lemos (PSOL-AP) — pediram vista coletiva, adiando a deliberação. Recurso contra o arquivamento Na sexta-feira (10), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou recurso à Mesa Diretora da Câmara contra a decisão do presidente do Conselho de manter Marcelo Freitas na relatoria. Segundo Lindbergh, “além da amizade declarada, o relator possui histórico de defesa aberta de pautas bolsonaristas, como a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e ataques reiterados ao próprio Judiciário”.

Rodrigo Lúcio da Silva Passos é o novo chefe da Polícia Federal em Montes Claros

A Polícia Federal em Montes Claros, Norte de Minas Gerais, conta com um novo comandante. O delegado Rodrigo Lúcio da Silva Passos assumiu oficialmente o cargo nesta sexta-feira, 10 de outubro, durante uma cerimônia realizada no Espaço OAB Eventos. O evento foi presidido pelo superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, e reuniu autoridades civis, militares e representantes de diversas instituições públicas e privadas da região. O delegado Pedro Dias dos Santos, que atuava como chefe-substituto da unidade representando o ex-chefe titular Allan de Souza Ferreira Mattos, realizou a entrega simbólica dos Princípios Fundamentais da Polícia Federal ao novo chefe. Durante o ato, foram ressaltados os valores fundamentais da instituição e o compromisso com a sociedade. Com uma trajetória sólida na área de segurança pública, Rodrigo Passos iniciou sua carreira como policial rodoviário federal em 2006. No ano seguinte, ingressou na Polícia Federal, onde desempenhou papel ativo em operações de relevância nacional, como a segurança nos Jogos Pan-Americanos de 2007. Como delegado, atuou em Jataí (GO), onde assumiu posições de liderança e integrou a Comissão de Disciplina por cinco anos. Posteriormente, serviu na unidade de Juiz de Fora (MG), coordenando os setores de Controle de Armas e Segurança Privada, além de ocupar a posição de chefe-substituto da delegacia. Com um perfil técnico e reconhecida experiência profissional, Rodrigo Lúcio da Silva Passos assume a chefia da Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros. A nova gestão abarcará uma região com jurisdição sobre 98 municípios e uma população estimada em 1,74 milhão de habitantes, conforme dados do IBGE. Sua nomeação reforça o compromisso da Polícia Federal na região, priorizando o combate ao crime organizado, a luta contra a corrupção e a garantia da segurança institucional e pública.

Brasil mostra evolução sob comando de Ancelotti e goleia Coreia do Sul

Seleção volta a entrar em ação na próxima terça contra o Japão A seleção brasileira goleou a Coreia do Sul por 5 a 0 em partida amistosa, e mostrou que começa a evoluir sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti quando falta pouco menos de um ano para o início da próxima Copa do Mundo. A principal virtude do Brasil, na partida disputada nesta sexta-feira (10) no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, foi o bom entendimento do quarteto ofensivo formado por Estêvão, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Rodrygo. No aspecto individual as boas notícias são o bom futebol apresentado por Rodrygo, que no Real Madrid (Espanha) vive um momento de incerteza desde a chegada do técnico espanhol Xabi Alonso, e o maior protagonismo de Estêvão, que coroou sua boa atuação com dois gols. Atitude da seleção Mesmo sob chuva fina e baixas temperaturas, o Brasil mostrou desde os primeiros minutos de bola rolando a atitude que o técnico Carlo Ancelotti falou, em entrevista coletiva, que seria necessária para compensar a falta de treinos para alcançar as vitórias. Assim, a seleção brasileira abriu o placar logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Após boa trama coletiva, Bruno Guimarães deu passe de qualidade para Estêvão, que precisou de apenas um toque para superar o goleiro Jo Hyeon-Woo. Com o bom futebol apresentado o Brasil conseguiu ampliar antes do intervalo. Aos 40 minutos, Vinicius Júnior deu passe para o meio da área, onde Rodrygo fez corta-luz e Casemiro dominou e tocou para o camisa 10, que se livrou da marcação com um drible antes de bater colocado para marcar. Mesmo com a boa vantagem construída no primeiro tempo, a equipe canarinho manteve o controle das ações após o intervalo. E o Brasil precisou de apenas um minuto para chegar ao terceiro gol. E o lance nasceu do comprometimento de Estêvão, que roubou a bola na entrada da área e bateu cruzado para marcar pela segunda vez na partida. A seleção brasileira precisou de apenas mais dois minutos para ampliar sua vantagem graças a uma nova falha da defesa adversária. Casemiro aproveitou o vacilo e encontrou Vinicius Júnior, que serviu Rodrygo, que não perdoou. Mas ainda faltava o gol de Vini. E o jogador do Real Madrid deu números finais ao marcador aos 32 minutos, quando, em jogada de contra-ataque, Matheus Cunha lançou em profundidade para camisa sete do Brasil, que, com grande liberdade, partiu em velocidade para bater na saída do goleiro adversário. Após medir forças com os sul-coreanos, o Brasil encarará o Japão, na próxima terça-feira (14) a partir das 7h30 no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.  

ESTADO LAICO – TJMG suspende uso da Bíblia como ‘material paradidático’ em escolas de BH

Na decisão, a relatora indicou que a lei fere o princípio da laicidade do Estado A partir de uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi suspensa a lei que previa o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A medida tem efeito imediato e foi tomada, no âmbito de uma ação movida pelo Psol, no fim de setembro. A legislação recomendava, e em alguns casos determinava, o uso de passagens do evangelho em disciplinas do ensino básico, incluindo História e Literatura. De autoria da vereadora Flávia Borja (DC), a Lei 11.862/2025 foi aprovada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) no dia 8 de abril deste ano e sancionada em maio pelo presidente da Casa, uma vez que o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) não se manifestou dentro do prazo previsto. As principais críticas apontavam que a legislação feria o princípio da laicidade do Estado e favorecia discriminação religiosa, por priorizar somente o texto de tradição cristã. Na ação, o Psol destacou ainda o princípio de pluralismo e de neutralidade exigido nas escolas públicas, e que a determinação estaria além das competências do legislativo. “Não cabe ao legislativo — federal, estadual ou municipal — definir conteúdos pedagógicos de nossas crianças e adolescentes. A política educacional do país compreende instâncias específicas que tomam decisões embasadas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, indicou, na época, em artigo publicado no Brasil de Fato MG, a vereadora Luiza Dulci (PT). “Se a Bíblia for utilizada em aulas de história e geografia, como sugere o projeto, ficarão sem aula as e os estudantes que optarem por não participar? O projeto não leva em conta que há outros textos sagrados que deveriam, em iguais condições, ser objeto dos estudos religiosos”, acrescentou a parlamentar. A decisão do TJMG Para a relatora do caso no TJMG, desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, a decisão de materiais pedagógicos seria de competência privativa da União, ente responsável por legislar sobre educação. Além disso, referindo-se a determinações anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF), ela entendeu que, ao impor o uso da Bíblia, a CMBH fere o princípio de um Estado laico e pode causar práticas discriminatórias. O tribunal também pontuou na sentença que, segundo as diretrizes nacionais da educação, materiais paradidáticos só poderiam ser definidos por meio do debate democrático com a comunidade escolar, respeitando os projetos pedagógicos e, portanto, não por intervenção do legislativo local. Por fim, o TJMG reiterou o caráter plural da educação pública e a obrigatoriedade em respeitar diferentes credos, sem privilegiar conteúdos religiosos e sem ferir a liberdade de escolha de alunos e professores.

Barroso anuncia aposentadoria do Supremo Tribunal Federal e Rodrigo Pacheco é cotado para assumir a vaga

Ministro poderia ficar na Corte até 2033, mas optou por antecipar saída após o fim de seu mandato na presidência, encerrado em setembro O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) que deixará o Supremo Tribunal Federal (STF) antes do prazo legal de aposentadoria compulsória, previsto para 2033. “É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, afirmou Barroso no final da sessão do STF de hoje. O ministro, que presidiu o Supremo até setembro deste ano, comunicou a decisão ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, e a colegas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele pretende fazer um retiro espiritual ainda em outubro, em um centro ligado à Brahma Kumaris, antes de definir a data detalhes da aposentadoria. O ministro foi indicado ao STF em 2013 pela presidente Dilma Rousseff (PT). Durante sua recente presidência na Corte, o STF julgou e condenou envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá indicar em breve o novo nome para o Supremo, ainda não definido. Pacheco Com a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal, a corrida pela sucessão já começou nos bastidores de Brasília O senador Rodrigo Pacheco, amigo de Lula, já foi citado pelo decano do STF, Gilmar Mendes, como “nosso candidato ao STF”. O parlamentar também tem o apoio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil). No entanto, integrantes do entorno do presidente Lula avaliam que Pacheco não é o nome cotado para a sucessão. O primeiro motivo é político: Pacheco é tratado como o plano A de Lula para disputar o governo de Minas Gerais em 2026, o segundo maior colégio eleitoral do país — considerado estratégico para qualquer presidenciável, já que historicamente vencer em Minas tem sido determinante para o resultado nacional. O segundo motivo é técnico. Interlocutores do governo veem o senador como inclinado a favorecer interesses da iniciativa privada em litígios envolvendo a União, como demonstrou ao se posicionar contra o fim imediato da desoneração da folha de pagamentos. Outro nome cotado para o assumir o lugar de Barroso é o do advogado-geral da União, Jorge Messias.