Atlético-MG vence o Bolívar e avança para a semifinal da Sul-Americana

No embalo da torcida, mais de 34 mil torcedores empurraram o Atlético para a classificação na Sul-Americana. Galo quer manter o ritmo para a sequência de jogos na Arena MRV Quando o Atlético vivia o seu pior momento na temporada, com sete jogos seguidos sem vencer, a torcida foi quem empurrou o clube para uma vitória que pode significar muito na temporada alvinegra. Na noite dessa quarta-feira (24), mais de 34 mil torcedores acompanharam a classificação do Galo na Copa Sul-Americana na Arena MRV, após bater o Bolívar (BOL) por 1 a 0. Agora, time e torcida querem seguir o embalo para retomar às vitórias no Brasileirão. A classificação para as semifinais da Copa Sul-Americana foi essencial para o Atlético. A equipe vive a expectativa de brigar pelo último grande título na temporada e, não apenas isso, por uma vaga na Copa Libertadores do próximo ano. Ocupando a 16ª posição na tabela do Brasileirão, o Galo é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, três pontos à frente do Vitória, e está há 12 pontos do Bahia, o primeiro colocado na zona de classificação para a Libertadores. Por isso, conquistar a Sul-Americana é de suma importância para o Atlético. Mas, até lá, a equipe precisa voltar a vencer no Brasileirão para escapar de qualquer risco de rebaixamento. Para isso, o Galo quer contar com o apoio da torcida nos dois próximos jogos, contra Mirassol, no sábado (27), e contra o Juventude, na terça-feira (31). As duas partidas fecham uma sequência de três jogos na Arena MRV que podem dar novo significado para a temporada do Atlético. Vencer os dois jogos pode significar um salto para a décima posição na tabela. Além disso, diminuiria a distância até os 45 pontos, número mágico para as equipes que desejam fugir do rebaixamento no Brasileirão. O Atlético ainda tem duas partidas a menos na competição, contra Sport e Fortaleza, a serem realizadas
Arbitragem errou em 1 de cada 5 lances polêmicos no 1º turno do Brasileirão

Levantamento é baseado em pareceres de comitê de especialistas da CBF Os árbitros que atuaram na primeira metade da Série A do Campeonato Brasileiro e nas oitavas de final da Copa do Brasil acertaram 53 dos 65 lances polêmicos que foram alvos de contestações pelos clubes envolvidos. Assim, o índice de acerto foi de 82%, o que equivale a um erro da arbitragem a cada cinco marcações. Os números fazem parte de relatório divulgado pela CBF nesta quarta-feira (24), baseado em documento estatístico elaborado pela Comissão de Arbitragem. Ele reúne todos os pareceres produzidos pelo Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais (CCEI) da confederação. O CCEI foi criado no início do ano e se reúne semanalmente para debater lances polêmicos nas rodadas do Brasileirão. Formado pelos ex-árbitros Néstor Pitana (Argentina), Nicola Rizzoli (Itália) e Sandro Meira Ricci, que atuaram nas Copas do Mundo de 2014 e 2018, o comitê analisa as marcações e avalia se a atuação do árbitro foi correta. Ao todo, 62 lances polêmicos de jogos do primeiro turno do Brasileirão e três de partidas da Copa do Brasil foram analisados. Desse total, o CCEI considerou que 12 delas tiveram decisões equivocadas por parte dos árbitros. CBF exalta baixo índice de erros de arbitragem no universo de marcações Apesar dos erros em jogadas consideradas decisivas, a Comissão de Arbitragem ressalta que o número é pequeno entre todos os lances importantes analisados pelos árbitros a cada partida. “Considerando que cada partida demanda, em média, 30 grandes decisões por partes dos árbitros, em 19 rodadas com 10 partidas, o número de grandes decisões é de 5.700. Dentro deste total, os 12 erros identificados pelo CCEI correspondem a 0,21% de todos os lances importantes analisados”, informou a CBF.
Ex-governadores enviam carta a Zema contra locação de Palácio da Liberdade para eventos privados

Eduardo Azeredo, Antonio Anastasia, Aécio Neves e Fernando Pimentel assinam texto que critica medida do governo de Minas sobre prédio histórico Quatro ex-governadores de Minas Gerais enviaram uma carta ao atual chefe do Executivo estadual, Romeu Zema (Novo), se posicionando contra à locação do Palácio da Liberdade, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, para eventos e atividades privadas. O texto, assinado por Eduardo Azeredo (1995 a 1998), Aécio Neves (2003 a 2010), Antonio Anastasia (2011 a 2014) e Fernando Pimentel (2015 a 2018), foi divulgado nesta quarta-feira (24/9), cinco dias após uma portaria da Fundação Clóvis Salgado autorizar o espaço a se tornar palco de eventos particulares. Na carta, os ex-governadores citam o fato do Palácio da Liberdade ser um Patrimônio Histórico do Estado. O espaço era sede do governo de Minas, antes da transferência para a Cidade Administrativa. O edifício também chegou a ser usado como residência de diversos chefes do Executivo estadual. Azeredo, Neves, Anastasia e Pimentel relatam “inegável surpresa” ao tomarem conhecimento da portaria que autorizou a locação do Palácio da Liberdade para eventos privados. “Tal deliberação, a nosso ver, macula as mais legítimas tradições de nossa história política, pois o símbolo máximo do Poder Público do Estado deixa a sua função essencial e se transforma em cenário de exibição de interesses privados. É fato que o Palácio da Liberdade já serviu de palco para diversas manifestações culturais, sociais e gastronômicas, mas todas elas de iniciativa oficial e com reconhecido caráter de interesse público.” Os ex-governadores temem que, com a locação, haja uma “banalização” do edifício que, hoje, compõe o Circuito Liberdade. A carta, que uniu figuras do PSDB e do PT, reforça que a preocupação vai além de posicionamento político, partidário ou ideológico. “Em outras palavras, na prática, assistiremos à privatização do uso do Palácio, na contramão do simbolismo adquirido pela edificação ao longo da história, qual seja, o de representar, com altivez, a defesa dos valores de Minas”, dizem os ex-governadores. A autorização para locação do Palácio da Liberdade foi publicada no último dia 19 de setembro. A medida libera a utilização de áreas internas e externas do prédio, como o alpendre, hall de entrada, escadaria principal, Sala Rosada, Sala Vermelha, torreões, cinema, tenda e jardins. Os espaços poderão receber tanto ações públicas e institucionais quanto eventos privados, como casamentos, aniversários, confraternizações, coquetéis, lançamentos de produtos e produções audiovisuais.
CCJ do Senado rejeita PEC da Blindagem por unanimidade e enterra proposta da Câmara

Após aprovação expressiva da Câmara dos Deputados, colegiado do Senado aprovou relatório contra a proposta BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (24/9), por unanimidade, a PEC da Blindagem, que amplia a proteção de parlamentares contra investigações na Justiça. Com 26 votos a favor e nenhum contra, os senadores aprovaram o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu rejeição integral da matéria —aprovada na Câmara dos Deputados com ampla maioria. Para Vieira, a proposta de emenda à Constituição protegeria “autores de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o que configura claro desvio de finalidade e inconstitucionalidade”. Vieira também rejeitou uma emenda sugerida pela oposição ao governo, que buscava limitar a ampliação das prerrogativas a processos por crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que, apesar da rejeição no colegiado, que em tese encerraria a tramitação, há um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para levar o texto ao plenário. Sendo assim, o plenário deve confirmar rejeição. Após a leitura do parecer de Vieira, na manhã desta quarta-feira, os senadores discutiram a PEC e criticaram colegas da Câmara. A oposição, embora tenha apoiado a rejeição do texto, fez ressalvas ao Judiciário. Aprovada às pressas pelos deputados federais, a proposta gerou críticas nas redes e protestos em várias cidades do país no domingo (21/9). Diante da repercussão negativa, deputados passaram a justificar seus votos. A PEC foi articulada pelo Centrão e deputados do PL, com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele afirma que, apesar do que dizem os críticos, o texto não blinda parlamentares de processos por crimes comuns. Para ele, o objetivo é conter excessos do Judiciário e “fortalecer o livre exercício do mandato”. Principais pontos O texto altera aspectos sensíveis da legislação, como regras sobre medidas cautelares, instauração de processos e foro privilegiado para presidentes de partidos. Ele modifica um trecho da Constituição sobre imunidade parlamentar, já retificado em 2001 pela Emenda Constitucional nº 35. O novo substitutivo, porém, resgata a exigência de autorização do Congresso para que parlamentares respondam a processos criminais e inclui dispositivos que endurecem as condições para investigação e prisão de deputados e senadores. As mudanças poderiam afetar, por exemplo, apurações relacionadas ao uso indevido de emendas. Pela proposta, a Casa à qual o parlamentar pertence deve deliberar, em votação secreta, sobre a abertura de investigação em até 90 dias após o recebimento da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso a autorização seja negada, o processo judicial permanecerá suspenso enquanto durar o mandato. Essa exigência do voto secreto chegou a ser derrubada com a aprovação de um destaque. No entanto, em uma manobra regimental por meio de emenda aglutinativa, deputados do Centrão reverteram a derrota. A proposta também estende o foro privilegiado a presidentes de partidos políticos em casos de infrações penais comuns. Hoje, a medida poderia beneficiar dirigentes como Edinho Silva (PT), Gilberto Kassab (PSD), Antonio Rueda (União), Valdemar Costa Neto (PL) e Carlos Lupi (PDT). O projeto é mais um capítulo na escalada de tensão entre o Legislativo e o Judiciário. Parte do Congresso defende que o parlamento precisa “dar o troco” ao STF, em reação a investigações sobre a transparência nas emendas e crimes contra a democracia.
IFNMG terá curso técnico em Inteligência Artificial 100% a distância a partir de 2026

Serão 1.120 vagas para o primeiro semestre; edital do Processo Seletivo deve ser publicado ainda neste mês de setembro O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), por meio do Centro de Referência em Formação e Educação a Distância, Desenvolvimento Regional e Projetos de Inovação (Ceadi), acaba de anunciar a criação do primeiro curso técnico em Inteligência Artificial de toda a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. O curso será gratuito e totalmente na modalidade a distância, com primeiras turmas a partir do primeiro semestre de 2026. O edital do Processo Seletivo deve ser publicado ainda neste mês de setembro. No cenário atual, em que a inteligência artificial (IA) mostra-se como motor principal para a inovação, a competitividade e o desenvolvimento econômico, as universidades têm respondido com novos cursos de graduação na área. O mercado de trabalho, no entanto, mostra uma necessidade ainda mais urgente: profissionais técnicos, capazes de aplicar no dia a dia as ferramentas de IA já disponíveis, de forma prática e eficiente. É nesse contexto que surge o novo curso do IFNMG. Setores como o comércio e os serviços, além de áreas estratégicas como o agronegócio, a indústria 4.0, a saúde e o setor financeiro, demandam profissionais que saibam usar essas soluções de maneira concreta para melhorar processos, otimizar resultados e gerar inovação. A formação a ser ofertada também levará em conta o desenvolvimento de um senso crítico sobre o uso da IA, para compreensão de impactos, limites e riscos, de forma a promover o uso consciente da tecnologia. Inteligência artificial A IA pode ser entendida como a capacidade que se dá às máquinas para aprender com dados e, a partir daí, gerar previsões, criar conteúdos, sugerir caminhos ou tomar decisões que impactam diretamente tanto o mundo digital quanto o físico. Os profissionais técnicos a serem formados pelo IFNMG serão qualificados para aplicar e integrar soluções aplicadas de IA, utilizando fundamentos de programação, ciência de dados e aprendizado de máquina, com uma atuação crítica, ética e inovadora. A formação será multi e interdisciplinar, influenciada por áreas como psicologia, filosofia e neurociência. Ao final do curso, o profissional terá adquirido habilidades e competências para: aplicar modelos de aprendizado de máquina e redes neurais para análise de dados, automação e suporte a decisões empresariais; integrar aplicações baseadas em IA para segmentação de clientes, análise preditiva, reconhecimento de imagens e processamento de linguagem natural; atuar na área comercial e de serviços, trazendo a inovação das ferramentas de IA para o dia a dia das empresas, melhorando e agilizando seus processos internos para aumentar a produtividade; criar e gerenciar negócios inovadores utilizando IA, aplicando conhecimentos adquiridos em empreendedorismo digital e engenharia de prompt; desenvolver sistemas considerando aspectos legais, privacidade e impactos sociais da IA, de forma ética e responsável. O curso O curso técnico em Inteligência Artificial do IFNMG será ofertado na forma subsequente, ou seja, para quem já tiver concluído o ensino médio na data de matrícula. A duração será de 18 meses, com carga horária total de 1.200 horas. Será integralmente na modalidade a distância, ou seja, não estão previstos encontros presenciais obrigatórios, sendo todas as interações e avaliações realizadas por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem e de ferramentas de webconferência. As atividades a distância ocorrerão em momentos síncronos e assíncronos. As atividades síncronas são aquelas que acontecem em tempo real e devem ser acompanhadas simultaneamente por todos os alunos, sendo previamente agendadas, como seminários e plantões de dúvidas. Já as atividades assíncronas são as que os estudantes podem realizar em momentos diferentes, cada um escolhendo o melhor horário, de acordo com sua rotina. Esse é o caso, por exemplo, das videoaulas e dos fóruns de discussão. Parte da carga horária do curso será destinada a práticas profissionais planejadas e articuladas às disciplinas, com aplicação prática dos conhecimentos teóricos estudados no curso, a exemplo de análise de situação-problema, elaboração e execução de projetos. Essas práticas profissionais ocorrerão ao longo do curso e também poderão contemplar atividades de pesquisa e extensão voltadas para o atendimento e/ou desenvolvimento da comunidade. Não será exigido estágio curricular supervisionado como requisito obrigatório para a conclusão do curso. Um grande diferencial são as certificações intermediárias a que o aluno terá direito antes mesmo de se formar como técnico em Inteligência Artificial, ao final do curso: após o primeiro semestre, ele receberá certificação como Assistente em Inteligência Artificial e Dados Aplicados; e, ao concluir o segundo semestre, como Desenvolvedor Júnior em Inteligência Artificial e Linguagem Natural Aplicada. Processo Seletivo Para o primeiro semestre de 2026, o IFNMG abrirá 1.120 vagas para o curso técnico em Inteligência Artificial, divididas entre os campi e polos do IFNMG, conforme relação abaixo: Unidade Polo Vagas CEADi CEADi – Montes Claros 160 Almenara Campus Almenara 40 Araçuaí Campus Araçuaí 40 Itinga 40 Arinos Campus Arinos 80 Urucuia 40 Flores de Goiás 40 Janaúba Nova Porteirinha 40 Verdelândia 40 Januária Campus Januária 40 Montes Claros Campus Montes Claros 40 Pirapora Campus Pirapora 160 Porteirinha Riacho dos Machados 40 Serranópolis de Minas 40 Salinas Campus Salinas 40 Teófilo Otoni Capelinha 40 Carlos Chagas 40 Governador Valadares 40 Itambacuri 40 Nanuque 40 Teófilo Otoni 40 Total 1.120 A seleção dos alunos será por meio de análise curricular (histórico escolar). O edital com todas as regras e datas da seleção deve ser publicado ainda neste mês de setembro, com ampla divulgação neste portal eletrônico e no Instagram @ifnmg_oficial. Implantação Para implantar o curso técnico em Inteligência Artificial, o Ceadi/IFNMG contou com uma comissão de servidores, presidida pelo professor Petrônio Cândido de Lima e Silva, que é doutor em Inteligência Computacional. E, para a oferta da formação, foi convocado um time de professores do próprio Ceadi e também dos campi Almenara, Arinos, Januária, Montes Claros e Pirapora. A implantação do curso foi aprovada pelo Conselho Superior do IFNMG neste mês de setembro. Para mais informações, confira o Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Inteligência Artificial.
Justiça indeniza vítima do transporte coletivo na cidade

Ação contou com a intermediação do vereador Rodrigo Cadeirante. Mulher teve o braço mutilado em lotação e receberá R$ 22 mil * Por Waldo Ferreira O Moc Bus, Consórcio que explora o transporte coletivo em Montes Claros, foi condenado pela Justiça a pagar mais de R$ 22 mil a uma usuária que teve o braço esmagado pela porta traseira de um lotação. A indenização é resultado de um processo movido pela vítima com intermediação do gabinete do vereador Rodrigo Cadeirante, que colocou seu departamento jurídico à disposição das pessoas que sofrem acidentes em decorrência da má qualidade na prestação serviço de transporte público na cidade. Antes de ser eleito vereador, o próprio Rodrigo Cadeirante já havia ganho ação dos concessionários, alegando que os ônibus não ofereciam acessibilidade. Ele, que tem severas limitações motoras e se vale de uma cadeira de rodas para transitar, foi indenizado em R$ 53 mil. Na época, anunciou que usaria parte desse recurso para ajudar outras vítimas que não tivessem condições de custear ações judiciais contra o prestador.. “Vi nessa iniciativa uma forma de motivar as vítimas desse descaso a procurarem orientação jurídica, para fazer valer seus direitos. Faço questão de usar a tribuna da Câmara e minhas redes sociais para colocar meu mandato à disposição dessas pessoas”, reforçou. Posteriormente, Rodrigo Cadeirante vem, reiteradamente, denunciando as omissões praticadas pelo Moc Bus e seus descumprimentos do contrato de prestação de serviço com o município. Suas críticas já lhe valeram vários processos por parte dos empresários do setor, mas o vereador venceu todos, num total de 9. O último foi justamente o ganho de causa na ação indenizatória à senhora que machucou o braço depois que a porta traseira foi fechada com o veículo superlotado. Tratou-se de uma demanda por danos materiais e morais. “Eu denunciei aqui o episódio que vitimou uma senhora que teve o braço mutilado pela porta. Ela foi espremida e jogada para fora no momento em que a porta fechou. O juiz já intimou o Moc Bus a pagar R$ 22, 164 mil a ela”, revelou. Uma das mazelas apontadas pelo vereador diz respeito à obrigação dos motoristas terem que desempenhar múltiplas funções, como, por exemplo, fazer as vezes de cobrador, recebendo a passagem e passando o troco; embarcar e desembarcar cadeirantes, além de dirigirem o veículo. “Isso, num trânsito que nós sabemos não ser dos melhores. Ou seja, esses trabalhadores também são vítimas dessas empresas picaretas”, considera. Cadeirante denuncia ainda que as empresas pararam de pagar o plano de saúde, o que comprometeu o tratamento de uma de suas funcionárias, que lutava contra um câncer e acabou falecendo por mais essa omissão. Outro problema está relacionado às más condições dos carros para trafegar. Só na semana passada, três deles tiveram problemas mecânicos enquanto transportavam os passageiros. No início do mês, um ônibus pegou fogo na rua Dr. Santos, pleno centro da cidade. * Jornalista
Lula é aclamado na ONU ao defender soberania e chamar Trump de autocrata

Além de expor o golpe de Bolsonaro, presidente brasileiro, diante dos olhos de todo o mundo, enviou duro recado à extrema direita e aos “falsos patriotas” que atentam contra a democracia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo no início de seu discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (EUA), nesta terça-feira (23), enviou um duro recado à extrema direita mundial e fez referência direta às recentes retaliações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil – que incluem o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras e sanções contra membros do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Lula, tais medidas configuram “atentados à soberania” e evidenciam uma crise do multilateralismo e enfraquecimento da democracia. Adotando um tom firme, o presidente garantiu que o Brasil resistirá a qualquer ataque ou tentativa de interferência externa. “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre a crítica do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, soberania e direito, as consequências são trágicas”, declarou Lula. Na sequência, o presidente brasileiro fez referência direta à cultura da violência presente no bolsonarismo e na extrema direita como um todo e expôs para o mundo todo a tentativa de golpe de Estado deflagrada por Jair Bolsonaro – bem como a condenação do ex-presidente. Lula ainda mencionou, indiretamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao falar em “falsos patriotas” que promovem ações contra o Brasil. “Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender a democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e economia. A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em quinhentos e vinte e cinco anos de nossa história, um ex-chefe de estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado e julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa prerrogativa que as ditaduras negam as suas vítimas”, pontuou. Aclamado Na sequência, Lula reforçou que a soberania do Brasil não está em negociação, se referindo a Trump como “candidato a autocrata” e, neste momento, foi aclamado com aplausos pela plateia. “Diante dos olhos do mundo o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e aqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”. “Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”, emendou o mandatário. Veja vídeo Lula é aclamado na ONU ao defender soberania, chamar Trump de autocrata e expor golpe de Bolsonaro Veja vídeo: pic.twitter.com/GvqZXvbqUO — Revista Fórum (@revistaforum) September 23, 2025
Lula cita falsos patriotas, autoritarismo de Trump e lembra Francisco e Mujica na ONU

Em discurso histórico, Lula conclamou pela refundação dos organismos multilaterais e denunciou ações de Trump e da extrema direita na ONU. “O amanhã é feito de escolha diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo”. Em discurso histórico na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23), Lula citou o Brasil como exemplo de resistência democrática diante do autoritarismo da extrema direita e denunciou ao mundo o conluio entre o clã Bolsonaro e Donald Trump nas sanções e achaques ao país. “Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia”, afirmou Lula. “A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquiteto e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, emendou o presidente. Lula ainda criticou os conflitos mundiais, com ênfase especial ao massacre perpetrado pelo Estado Sionista de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza. “Nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, ali sobre toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do ocidente. Este massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo. Em Gaza, fome é usado como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente. Quero expressar minha admiração aos judeus que dentro e fora de Israel se opõe a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer”, afirmou. Lula ainda lembrou as mortes do Papa Francisco e do ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, citando os dois “humanistas” como exemplo de resistência ao autoritarismo. “Se ainda estivesse entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis. Que os únicos derrotados são os que cruzam os braços resignados. Que podemos vencer os falsos profetas de oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio”. Por fim, Lula voltou a pedir a reforma da Organização das Nações Unidas e fez um apelo para a retomada das negociações para expandir o multilateralismo. “O amanhã é feito de escolha diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo. No futuro que o Brasil vislumbra não há espaço para reedição de rivalidades ideológicas ou esfera de influência. A confrontação é inevitável. Precisamos de lideranças com clareza de visão, que entendam que a ordem internacional não é um jogo de soma zero”, afirmou. “A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membro do que os 51 que estiveram na sua fundação. Nossa missão histórica é a de torná-la novamente portadora de esperanças e promotoras da igualdade e da paz, do desenvolvimento sustentável e da diversidade e da tolerância. Que Deus nos abençoe a todos e muito obrigado”, concluiu. Leia a íntegra do discurso de Lula na ONU Este deveria ser um momento de celebração das Nações Unidas, criada no fim da guerra, onde simboliza a expressão mais elevada da aspiração pela paz e pela prosperidade. Hoje, contudo, os ideais que inspiraram seus fundadores em São Francisco estão ameaçados como nunca, estiveram em toda a sua história. O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em cheque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre aquele do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo mundo forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultua a violência, exalta a ignorância, atua como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquiteto e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e aqueles que os apoiam. Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos. Seguiremos como uma nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracia sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades, a garantia dos direitos mais elementares, a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde. A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares. Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, Foi com orgulho, que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do mapa da fome este ano de 2025. Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas e cerca de 2 bilhões e 300 milhões enfrentam insegurança alimentar. A única guerra que todos podem sair vencedores.
Governo Lula responde novo ataque de Trump a Moraes e envia recado à Casa Branca

A administração estadunidense estendeu o alcance da Lei Magnitsky à advogada Viviane Barci, esposa do ministro do STFO Governo Lula responde novo ataque de Trump a Moraes e envia recado à Casa Branca. Créditos: Ricardo Stuckert/ AFP O governo brasileiro recebe, com profunda indignação, o anúncio, pelo governo norte-americano, da imposição da Lei Magnitsky à esposa do ministro Alexandre de Moraes e a instituto ligado a ele. Em nova tentativa de ingerência indevida em assuntos internos brasileiros, o governo norte-americano tentou justificar a adoção da medida com inverdades, no comunicado divulgado na manhã de hoje”, inicia o comunicado do Itamaraty. Em seguida, o governo Lula afirma que “o recurso do governo Trump à Lei Magnitsky, no caso do Brasil, uma democracia que se defendeu, com êxito, de uma tentativa de golpe de Estado, não apenas é uma ofensa aos 201 anos de amizade entre os dois países, mas representa também a politização e o desvirtuamento na aplicação da lei, como já manifestado recentemente por um de seus coautores, o deputado James McGovern. Em carta dirigida em agosto último aos Secretários de Estado, Marco Rubio, e do Tesouro, Scott Bessent, McGovern definiu como ‘vergonhoso’ o recurso à Lei Magnitsky pela Administração Trump, com o objetivo de ‘minar os esforços do Poder Judiciário brasileiro para defender as instituições democráticas e o Estado de Direito’.” Por fim, o Palácio do Planalto envia um recado à Casa Branca: “Esse novo ataque à soberania brasileira não logrará seu objetivo de beneficiar aqueles que lideraram a tentativa frustrada de golpe de Estado, alguns dos quais já foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. O Brasil não se curvará a mais essa agressão.” Alexandre de Moraes reage à nova sanção do governo Trump O ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu nesta segunda-feira (22), por meio de uma nota, à aplicação da Lei Magnitsky contra sua esposa, a advogada Viviane Barci. No comunicado, Moraes afirma que a sanção do governo Trump contra ele e sua esposa é “ilegal”. “A ilegal e lamentável aplicação da Lei Magnitsky à minha esposa não só contrasta com a história dos Estados Unidos da América, de respeito à lei e aos direitos fundamentais, como também viola o Direito Internacional, a soberania do Brasil e a independência do Judiciário”, inicia a nota de Moraes. Em seguida, o magistrado afirma que “a independência do Judiciário, a coragem institucional e a defesa da soberania nacional fazem parte do universo republicano dos juízes brasileiros, que não aceitarão coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo povo brasileiro”. “As instituições brasileiras são fortes e sólidas. O caminho é o respeito à Constituição, não havendo possibilidade constitucional de impunidade, omissão ou covarde apaziguamento. Como integrante do Supremo Tribunal Federal, continuarei a cumprir minha missão constitucional de julgar com independência e imparcialidade”, conclui Alexandre de Moraes. Trump sanciona esposa de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky na véspera da fala de Lula na ONU Na véspera do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA), o governo de Donald Trump ampliou sua ofensiva contra o Brasil ao sancionar Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com a Lei Magnitsky. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira (22) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e atinge também o Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, entidade fundada por Moraes no ano 2000 e atualmente controlada pela família. A medida replica as sanções já impostas em agosto ao ministro do Supremo, acusado por Washington de “prisões arbitrárias” e “restrições à liberdade de expressão”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, repetiu o discurso que ecoa a narrativa da extrema direita brasileira: “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.” A inclusão de Viviane Barci no rol dos sancionados não ocorreu por acaso. Segundo admitiu o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ele próprio sugeriu ao governo Trump que punir apenas Moraes seria “contraproducente”, descrevendo a advogada como o “braço financeiro” do ministro. A pressão dos bolsonaristas, portanto, foi determinante para estender as sanções à esposa de Moraes. Na prática, a aplicação da chamada Lei Magnitsky congela qualquer ativo que os sancionados possuam nos Estados Unidos, além de restringir operações financeiras em dólar, incluindo o uso de bandeiras internacionais como Visa e Mastercard. Os efeitos diretos no Brasil, no entanto, ainda dependem da posição dos bancos nacionais. Sanções em meio a protestos e à ONU A decisão norte-americana acontece num momento de grande tensão política. Neste domingo (21), milhões de brasileiros saíram às ruas em protestos massivos contra a anistia aos golpistas de 8 de janeiro, reforçando o isolamento político de Jair Bolsonaro e a defesa da democracia liderada pelo STF e pelo governo Lula. Agora, o gesto hostil de Trump adiciona um ingrediente de constrangimento diplomático às vésperas da abertura da Assembleia Geral da ONU, que ocorre nesta terça-feira (23). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro a discursar, seguido pelos Estados Unidos — o que significa que Lula falará imediatamente antes de Trump. A expectativa é de que o presidente brasileiro aproveite o palco global para responder à altura, denunciando a instrumentalização política das sanções e reafirmando a soberania nacional diante da ingerência estrangeira. As medidas de Trump, embaladas pelo lobby bolsonarista, expõem mais uma vez a sintonia entre o ex-presidente brasileiro e a extrema direita norte-americana. Já a reação do governo brasileiro e do Supremo tem sido firme em defender Moraes, alvo de ataques justamente por seu papel central no julgamento dos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado.
Trump sanciona esposa de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky

Viviane Barci tornou-se alvo das mesmas sanções impostas ao seu marido; entenda Na véspera do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA), o governo de Donald Trump ampliou sua ofensiva contra o Brasil ao sancionar Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com a Lei Magnitsky. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira (22) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e atinge também o Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, entidade fundada por Moraes no ano 2000 e atualmente controlada pela família. A medida replica as sanções já impostas em agosto ao ministro do Supremo, acusado por Washington de “prisões arbitrárias” e “restrições à liberdade de expressão”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, repetiu o discurso que ecoa a narrativa da extrema direita brasileira: “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.” A inclusão de Viviane Barci no rol dos sancionados não ocorreu por acaso. Segundo admitiu o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ele próprio sugeriu ao governo Trump que punir apenas Moraes seria “contraproducente”, descrevendo a advogada como o “braço financeiro” do ministro. A pressão dos bolsonaristas, portanto, foi determinante para estender as sanções à esposa de Moraes. Na prática, a aplicação da chamada Lei Magnitsky congela qualquer ativo que os sancionados possuam nos Estados Unidos, além de restringir operações financeiras em dólar, incluindo o uso de bandeiras internacionais como Visa e Mastercard. Os efeitos diretos no Brasil, no entanto, ainda dependem da posição dos bancos nacionais. Sanções em meio a protestos e à ONU A decisão norte-americana acontece num momento de grande tensão política. Neste domingo (21), milhões de brasileiros saíram às ruas em protestos massivos contra a anistia aos golpistas de 8 de janeiro, reforçando o isolamento político de Jair Bolsonaro e a defesa da democracia liderada pelo STF e pelo governo Lula. Agora, o gesto hostil de Trump adiciona um ingrediente de constrangimento diplomático às vésperas da abertura da Assembleia Geral da ONU, que ocorre nesta terça-feira (23). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro a discursar, seguido pelos Estados Unidos — o que significa que Lula falará imediatamente antes de Trump. A expectativa é de que o presidente brasileiro aproveite o palco global para responder à altura, denunciando a instrumentalização política das sanções e reafirmando a soberania nacional diante da ingerência estrangeira. As medidas de Trump, embaladas pelo lobby bolsonarista, expõem mais uma vez a sintonia entre o ex-presidente brasileiro e a extrema direita norte-americana. Já a reação do governo brasileiro e do Supremo tem sido firme em defender Moraes, alvo de ataques justamente por seu papel central no julgamento dos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado.