Atlético demite Cuca após sequência ruim e derrota para o Cruzeiro

Com desempenho ruim do Atlético nas últimas partidas, técnico Cuca viu pressão crescer e derrota no clássico foi ‘gota d’água’ para demissão O técnico Cuca foi comunicado que não seguirá no comando do Atlético nesta sexta-feira (29/8), em reunião com o CSO do clube, Paulo Bracks, e o diretor de futebol, Victor Bagy, na Cidade do Galo, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O comandante de 62 anos não resistiu à pressão após uma sequência de resultados ruins, com a “gota d’água” na derrota para o Cruzeiro, por 2 a 0, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, nessa quarta-feira (27), na Arena MRV. Cuca foi comunicado da decisão logo após ter alta no Hospital Mater Dei, no Bairro Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Na quinta-feira (28), passou por cirurgia no ombro. Além do treinador, seu irmão e auxiliar Cuquinha deixará o Galo, que desejou sucesso à dupla na sequência das carreiras.

Rei da banana e ex-prefeito de Janaúba perde ação contra Repórter Brasil 

Repórter Brasil vence processo judicial sobre matéria de comunidades ameaçadas em Minas Gerais Sentença da Vara de Janaúba (MG) destaca que a matéria trata de assunto de inegável “interesse público”. Segundo o juiz, denúncias de violações de direitos humanos de comunidades tradicionais são temas de “alta relevância social” EM DECISÃO de primeira instância, a 1ª Vara de Janaúba (MG) julgou improcedentes os pedidos de retratação e pagamento de danos morais contra a Repórter Brasil feitos por um empresário e duas companhias agrícolas com atuação no vale do rio São Francisco, em Minas Gerais. A ação foi movida pelo grupo Brasnica, pela Dosanko Frutas Tropicais e por Yuji Yamada, ex-prefeito de Janaúba, por causa de uma investigação publicada em maio de 2020. Intitulada “De Grande Sertão a Bacurau: empresários dominam norte de Minas com drones e ameaças”, a reportagem revela que o maior produtor de bananas do país e um sócio de três dos principais supermercados de Minas Gerais eram apontados por moradores de quatro comunidades tradicionais como mandantes de ameaças na disputa por terras nas margens do rio São Francisco, em Itacarambi e Januária, no norte de Minas. “Não há que se falar em retratação ou em novo direito de resposta, uma vez que não foi comprovada a divulgação de informação falsa e, ademais, a versão dos autores já foi devidamente veiculada na própria reportagem”, afirma o juiz Eriton José Santana Magalhães na sentença. “O pedido de condenação ao pagamento de danos morais, portanto, deve ser julgado improcedente”, complementa o magistrado. A sentença destaca que a matéria trata de assunto de inegável “interesse público”. Segundo o juiz, denúncias de violações de direitos humanos de comunidades tradicionais são temas de “alta relevância social”, e a divulgação é “essencial para o debate público e para a fiscalização da atuação tanto de particulares quanto do Poder Público”. A decisão do magistrado aponta que o processo de apuração jornalística incluiu uma imersão de 12 dias na região, com visitas a diversas comunidades, realização de entrevistas presenciais e gravadas com os moradores e lideranças locais, e o acompanhamento de uma operação de reintegração de posse. “Tal procedimento demonstra um esforço sério de apuração, que afasta a alegação de imprudência ou negligência na divulgação dos fatos”, diz o texto. “Um ponto crucial que corrobora a boa-fé e a diligência dos réus é a concessão de espaço para a manifestação dos autores. Conforme se extrai dos autos, os réus não apenas contataram a empresa autora para obter sua versão dos fatos, como publicaram, na íntegra, a resposta enviada por e-mail”, acrescenta a sentença. A reportagem objeto da ação integra o especial “Ameaças, milícia e morte: a nova cara do Velho Chico”. Em 2020, a série foi agraciada com o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, um dos mais prestigiados do país.

The Economist diz que Brasil dá lição de maturidade democrática aos Estados Unidos

Com Bolsonaro na capa, revista britânica analisa como o julgamento contra o ex-presidente vai influenciar o futuro da política brasileira e vai ser de lição de democracia para os EUA Com Jair Bolsonaro (PL) usando um chapéu viking – aos moldes do simbólico invasor trumpista ao Capitólio – na capa, a revista britânica The Economist, conhecida como a “bíblia do liberalismo”, afirma na principal reportagem da edição divulgada nesta quinta-feira (28) que “o Brasil oferece aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática” com o julgamento do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é destaque internacional nesta quinta-feira (28/8) com a capa da revista britânica The Economist. A publicação afirma que, se Bolsonaro for declarado culpado, o Brasil vai “oferecer aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática”, em um momento em que a maior democracia do hemisfério norte enfrenta acusações de corrupção e autoritarismo sob a liderança de Donald Trump. Na ilustração da capa, Jair Bolsonaro aparece com o rosto pintado nas cores da bandeira brasileira e usando um chapéu semelhante ao do “viking do Capitólio”, símbolo da invasão ao Congresso americano em 6 de janeiro de 2021. A imagem faz referência direta à insurreição que ocorreu nos Estados Unidos e inspirou os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Segundo o The Economist, a situação brasileira representa “um caso de teste de como os países se recuperam de uma febre populista”. A publicação compara o Brasil aos Estados Unidos, dizendo que, sob o comando de Trump, os americanos “estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários”. Enquanto os brasileiros, mesmo sob pressão internacional, demonstram empenho em proteger as instituições democráticas. Bolsonaro no banco dos réus O ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado pela revista de “Trump dos trópicos”, será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do dia 2 de setembro, sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Ele está em prisão domiciliar desde o início das investigações. A publicação não deixa dúvidas sobre a expectativa para o desfecho do caso: “Bolsonaro e seus aliados provavelmente serão considerados culpados”, diz a análise. Para a revista, o golpe de Estado fracassou “não por falta de intenção, mas por incompetência”, reforçando que a ameaça à democracia brasileira foi real e organizada. “O Brasil é um caso de teste para a recuperação de países de uma febre populista”, escreve a revista, citando exemplos de outras nações que passaram por processos semelhantes, como Estados Unidos, Reino Unido e Polônia. Troca de papéis: Brasil versus Estados Unidos Em sua análise, a revista afirma que os dois países parecem estar “trocando de lugar” no papel de referência democrática. “Os EUA estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários — com Donald Trump esta semana mexendo com o Federal Reserve e ameaçando cidades controladas pelos democratas”, diz o texto. Enquanto isso, o Brasil, mesmo sob retaliações do governo Trump, busca reforçar suas instituições. Entre as medidas de pressão, estão tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro. “Outras autoridades e políticos podem seguir o exemplo. Isso nos remete a uma era sombria e passada, em que os Estados Unidos habitualmente desestabilizavam os países latino-americanos”, declara a publicação. Para a The Economist, essa interferência externa “provavelmente sairá pela culatra”. Em seguida, aponta que apenas 13% das exportações brasileiras têm como destino os Estados Unidos, e novas oportunidades podem ser exploradas em outros mercados. Além disso, afirma que a ofensiva americana fortalece politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode usar as ações como justificativa para eventuais dificuldades econômicas até as eleições de 2026. Por que o Brasil é diferente? A publicação aponta alguns fatores que tornam a experiência brasileira única. O principal deles é a memória recente da ditadura militar. “A democracia foi restaurada em 1988. O Supremo Tribunal Federal, moldado pela ‘Constituição Cidadã’, ainda se vê como um baluarte contra o autoritarismo”, destaca a análise. Outro ponto é o nível de consciência da sociedade. “A maioria dos brasileiros está de olhos abertos sobre o que Bolsonaro fez. A maioria acredita que ele tentou dar um golpe para se manter no poder”, escreve a publicação. Até governadores conservadores, que dependem do apoio bolsonarista, criticam o estilo político do ex-presidente, segundo a revista. Além disso, há um consenso entre as forças políticas tradicionais de que é preciso virar a página. “A maioria dos políticos brasileiros, tanto de esquerda quanto de direita, quer deixar para trás a loucura de Bolsonaro e sua polarização radical”, diz a reportagem, classificando essa agenda como “difícil, mas urgente”. Maturidade democrática em construção Apesar do tom positivo, o The Economist alerta para obstáculos significativos à consolidação da democracia no Brasil. Entre eles está o poder excessivo do STF. A Corte, chamada de guardiã da Constituição, “acumulou uma carga de trabalho impressionante — só em 2024, foram 114 mil decisões, muitas tomadas por ministros individualmente”. “Há amplo reconhecimento de que juízes não eleitos, com tanto poder, podem corroer a política, bem como salvá-la de golpes”, observa a publicação. Outros entraves incluem as regras fiscais rígidas, isenções descontroladas e o domínio do Congresso sobre o orçamento, que limita investimentos e enfraquece o crescimento econômico. Reformas constitucionais e institucionais estarão no centro da disputa eleitoral de 2026.

Deportada por Trump, golpista do 8 de janeiro chega ao Brasil e é presa

A brasileira Rosana Maciel Gomes desembarcou em Belo Horizonte em um voo com dezenas de deportados; ela estava foragida há mais de um ano Os Estados Unidos deportaram nesta quarta-feira (27) a brasileira Rosana Maciel Gomes, de 52 anos, condenada a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Ela é a segunda fugitiva ligada ao caso a ser devolvida ao Brasil. Rosana desembarcou em Belo Horizonte em um voo com dezenas de deportados. A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão que estava aberto contra ela desde janeiro de 2024, quando fugiu do país para escapar da condenação. Condenação e fuga internacional A autônoma foi sentenciada pelos crimes de golpe de Estado, associação criminosa, dano ao patrimônio público, dano a patrimônio tombado e abolição violenta do Estado democrático de Direito. A defesa nega que ela tenha participado da depredação das sedes dos Três Poderes. Após romper a tornozeleira eletrônica, Rosana percorreu um períplo de mais de 10 mil quilômetros, passando por Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, México e, por fim, os EUA. Ela chegou a ser detida três vezes em diferentes países antes da prisão definitiva em janeiro de 2025, quando foi flagrada entrando ilegalmente em El Paso, no Texas. Em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) acionou o STF para que pedisse a inclusão do nome dela na lista vermelha da Interpol. A medida acelerou o processo de extradição, confirmado posteriormente pelo governo norte-americano. Tentativas frustradas de deportação A deportação de Rosana foi adiada em duas ocasiões. Em 10 de agosto, o avião que a levaria de volta ao Brasil não chegou a decolar, e o processo foi postergado mais uma vez. Antes de ser enviada ao país, ela passou por diferentes unidades de detenção da ICE (Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA). De junho a agosto, esteve em centros no Texas e na Louisiana, até ser transferida para Alexandria, de onde embarcou rumo ao Brasil. Reclamações sobre condições de prisão Em entrevista ao UOL, concedida em abril de dentro de uma penitenciária da ICE, Rosana denunciou precariedade nas condições de encarceramento e alegou ter sido privada de atendimento médico: “Eles não me deram socorro. Fiquei três dias passando mal com problema de pulmão. Quase morri. Aqui a gente come até comida vencida. É complicado isso aqui”, afirmou. Ela classificou sua prisão como “perseguição” e disse que outros imigrantes estavam detidos havia anos sem julgamento. Publicações nas redes sociais Durante a fuga, Rosana fez postagens em que minimizava a situação. Em janeiro, ao cruzar o México rumo aos EUA, publicou mensagens motivacionais acompanhadas de uma bandeira americana: “Não fique preso ao passado. Você está agora diante de uma nova experiência. Dedique-se a ela de corpo e alma, e verá surgir o próximo degrau de evolução”, escreveu. Outras brasileiras Além de Rosana, outras três brasileiras envolvidas no 8 de Janeiro —Cristiane da Silva, Raquel de Souza Lopes e Michelly Paiva— também foram presas na fronteira do México com os EUA. Até agora, apenas Rosana e Cristiane já foram deportadas. Com a chegada ao Brasil, Rosana deve ser transferida para um presídio federal onde cumprirá a pena determinada pelo STF

Com gols de selecionáveis, Cruzeiro vence Atlético na ida das quartas da Copa do Brasil

Na volta, Raposa poderá perder por até um gol no Mineirão para avançar à semifinal Com gols de Fabrício Bruno e Kaio Jorge, recém-convocados por Ancelotti para a servir o Brasil, o Cruzeiro venceu o clássico contra o Atlético por 2 a 0, na Arena MRV, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (27). Com o resultado, o time celeste vai para a volta, no Mineirão, podendo perder por até um gol de diferença para avançar às semifinais. O confronto acontecerá no dia 11 de setembro, uma quinta-feira, às 19h30. Antes da decisão, os times voltam a atenção para o Brasileirão. No sábado (30), às 21h, o Cruzeiro receberá o São Paulo, no Mineirão. No dia seguinte, o Atlético vai a Salvador para encarar o Vitória, no Barradão. A bola vai rolar às 18h30. Ambos os jogos serão válidos pela 22ª rodada da competição. O jogo O clássico começou quente na Arena MRV com as equipes partindo para o ataque, mas parando nas fortes marcações de ambas as defesas. O primeiro goleiro a trabalhar foi Cássio. O arqueiro foi testado por Arana em chute cruzado. A chance mais clara da Raposa só aconteceu aos 28 minutos, após Romero roubar a bola na saída de bola do Atlético e ela sobra para Kaio Jorge. O atacante tocou para Matheus Pereira que, ao tentar se livrar da marcação, acabou interceptado, com a redonda sobrando para Wanderson concluir a jogada com um chute forte de fora da área, porém, por cima do travessão. Nos acréscimos, o Galo teve a chance de abrir o placar com um bombardeio na defesa da Raposa. Na terceira tentativa de finalizar a jogada, Cuello soltou a bomba pela esquerda, obrigando Cássio a espalmar e afastar o perigo. Na volta do intervalo, o Cruzeiro precisou de apenas cinco minutos para abrir o placar, com direito a golaço do zagueiro Fabrício Bruno, convocado por Ancelotti para servir a Seleção Brasileira. O defensor avançou pela intermediária até chegar próximo à grande área e arriscar o chute. A pancada acertou o ângulo esquerdo de Everson, que nada pôde fazer. Aos 16, Cuca promoveu as duas primeiras alterações na equipe, colocando Renier e Rony nos lugares de Scarpa e Dudu. Dois minutos depois, o artilheiro do Brasileirão, Kaio Jorge ampliou para o Cruzeiro em lance de oportunismo na grande área. Após cobrança de escanteio de Wanderson, Fabrício Bruno testou e a bola sobrou para Kaio. Ele dominou e bateu rasteiro, sem chances para Everson. E deu tempo apenas de Wanderson comemorar o feito com os companheiros. Em seguida, o atacante deu lugar a Matheus Henrique, na primeira substituição de Leonardo Jardim na Raposa. Aos 27, Cuca voltou a trocar os atletas colocando Biel e Igor Gomes nos lugares de Cuello e Alan Franco. Aos 32, foi a vez de Jardim mexer no Cruzeiro, colocando Gabigol na vaga de Kaio Jorge. Aos 42, Matheus Pereira foi quem deixou o jogo. Em seu lugar entrou Eduardo. Nos acréscimos, o Atlético tentou diminuir o prejuízo mas parou na forte marcação da Raposa. FICHA TÉCNICA Atlético 0x2 Cruzeiro Atlético Everson; Natanael, Junior Alonso, Vitor Hugo e Guilherme Arana; Alan Franco (Igor Gomes), Alexsander e Gustavo Scarpa (Renier); Dudu (Rony), Tomás Cuello (Biel) e Hulk. Técnico: Cuca Cruzeiro Cássio; William, Fabrício Bruno, Lucas Villalba e Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva, Christian e Matheus Pereira (Eduardo); Wanderson (Matheus Henrique) e Kaio Jorge (Gabigol). Técnico: Leonardo Jardim Árbitro: Ramon Abatti Abel, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Bruno Boschilia VAR: Rafael Traci Cartões amarelos: Junior Alonso, Guilherme Arana, Renier (Atlético); Kaio Jorge, Wanderson, Willam (Cruzeiro) Gols: Fabrício Bruno, aos 5’; Kaio Jorge, aos 19’; 2º tempo (Cruzeiro)

Lula vem inaugurar laboratório que produzirá o Combustível do Futuro

BNDES financia o Acelen Agripark, empreendimento de tecnologia e inovação dedicado à macaúba para produção do biocombustível * Por Waldo Ferreira A participação na solenidade de inauguração do Laboratório de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e diesel renovável (HVO) da Acelen Renováveis em Montes Claros, na manhã dessa sexta-feira (29), será o destaque do roteiro de visitas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a Minas Gerais. O Acelen Agripark terá investimento total de R$ 314 milhões, sendo R$ 258 milhões financiados via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  Trata-se de um centro de tecnologia e inovação dedicado à macaúba, uma palmeira brasileira que serve de matéria-prima para a indústria alimentícia e também será usada na produção de biocombustíveis. A presença do presidente na inauguração vai ao encontro dos esforços do governo em investir em iniciativas sustentáveis para a matriz energética. Em outubro do ano passado, Lula sancionou a Lei do Combustível do Futuro, que traz uma série de iniciativas para promover a mobilidade sustentável de baixo carbono e consolidar a posição do Brasil como líder da transição energética global. O combustível do futuro é precisamente o que a Acelen pretende produzir com a macaúba, planta nativa do cerrado. A biorrefinaria terá capacidade de produzir 1 bilhão de litros de combustíveis por ano, com o óleo vegetal de macaúba como principal insumo. O projeto integra a carteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e prevê o cultivo de 180 mil hectares de macaúba em Minas Gerais e na Bahia. Na cerimônia com a presença de Lula, será apresentado um projeto de transição energética que visa à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO) a partir da macaúba, planta considerada estratégica no processo de substituição dos combustíveis fósseis. Segundo a empresa, a macaúba é até 10 vezes mais produtiva por hectare plantado em comparação à soja. Com investimento de US$ 3 bilhões, o Acelen Agripark está localizado no Distrito de Nova Esperança e será responsável pela produção de mais de 10 milhões de mudas de macaúba por ano, além de abrigar um banco de sementes e tecnologia para um cultivo sustentável da palmeira. No evento também será lançado o Programa Valoriza, que promove a inclusão produtiva no campo por meio de parcerias com produtores locais e agricultores familiares da região. *Jornalista

Lula defende regulação de big techs durante reunião ministerial

Para o presidente, big techs são “patrimônio americano, não nosso” O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (26) que as grandes empresas de tecnologia norte-americanas, conhecidas como big techs, são “patrimônio americano, mas não são nosso patrimônio”. De acordo com Lula, quem quiser atuar no Brasil tem que seguir a legislação nacional. A declaração ocorre horas após o presidente norte-americano, Donald Trump, emitir nota defendendo a atuação de big techs e ameaçando impor ou aumentar as tarifas de países que adotem impostos ou regulem as atividades de empresas americanas de tecnologia. “As big techs são um patrimônio americano e que ele não aceita que ninguém mexa. Isso pode ser verdade para eles. Para nós, ele é um patrimônio americano, mas não é nosso patrimônio”, disse o presidente durante abertura da segunda reunião ministerial de 2025. “Nós somos um país soberano, nós temos uma Constituição, nós temos uma legislação e quem quiser entrar nesses 8,5 milhões de quilômetros quadrados, no nosso espaço aéreo e marítimo, na nossa floresta tem que prestar contas a nossa Constituição e a nossa legislação”, acrescentou. Em discurso recente, Lula já afirmou que vai taxar grandes empresas norte-americanas de tecnologia. No Brasil, discute-se a responsabilidade das plataformas em relação a conteúdos criminosos que circulam nas redes, que vão desde pedofilia e apologia à violência nas escolas, até defesa de golpe de Estado. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, recentemente, que as plataformas devem ser responsabilizadas diretamente por postagens ilegais feitas por seus usuários.

Lula reafirma soberania e diz que Brasil não aceitará ofensas

Presidente rebateu Trump, mas falou em disposição para negociar O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nesta terça-feira (26) a segunda reunião ministerial de 2025. Ao citar a atual política dos Estados Unidos, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais, ele afirmou que o Brasil não aceitará “desaforo, ofensas e petulância de ninguém”. Lula orientou seus ministros a defenderem a soberania do país em seus discursos públicos. Para ele, as decisões do presidente estadunidense, Donald Trump, são descabidas. Ainda assim, o governo brasileiro segue à disposição para negociar as questões comerciais. “Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém. É importante saber que o nosso compromisso é com o povo brasileiro”, disse Lula. “É importante que cada ministro, nas falas que fizerem daqui para frente, façam questão de retratar a soberania desse país. Nós aceitamos relações cordiais com o mundo inteiro, mas não aceitamos desaforo e ofensas, petulância de ninguém. Se a gente gostasse de imperador, o Brasil ainda seria monarquia. A gente não quer mais. A gente quer esse país democrático e soberano, republicano”, acrescentou. Exportações O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que está à frente das negociações sobre o tarifaço, também apresentou números atualizados sobre o impacto das medidas no comércio brasileiro. Segundo ele, 35,6% de tudo que é exportado pelo Brasil ao país norte-americano estão sob uma tarifa de 50%. O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%. Porém, em 6 de agosto, Trump aplicou uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Além disso, Alckmin explicou que 23,2% das exportações ao país norte-americano são taxados de acordo com a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial norte-americana, que é aplicada a todos os países, com exceção do Reino Unido. Para aço, alumínio e cobre, por exemplo, a tarifa é de 50%; automóveis e autopeças são taxados em 25%. O restante dos 41,3% de produtos exportados aos EUA tem uma tarifa de 10%. O vice-presidente lembrou que o governo brasileiro atua para socorrer as empresas impactadas pelo tarifaço. No último dia 13, Lula assinou a medida provisória que cria o Plano Brasil Soberano. As medidas incluem uma linha de crédito no valor de R$ 30 bilhões para exportadores, mudança nas regras do seguro de crédito à exportação e em fundos garantidores, suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados (drawback) e compras governamentais de gêneros alimentícios que deixaram de ser exportados. Além disso, a política de comércio exterior do governo é de abertura de novos mercados para os produtos brasileiros. Ainda hoje, Alckmin e outros ministros embarcam para uma viagem ao México, para tratar do potencial de ampliação do comércio entre os dois países. Segundo ele, há possibilidades nas áreas agrícola, de biocombustível, aviação, energia e industrial. “O presidente Lula tem orientado diálogo permanente, soberania, Brasil não abre mão da sua soberania, Estado de Direito, separação dos poderes, que é a peça basilar do Estado de Direito e, ao mesmo tempo, negociação e diálogo para a gente corrigir essa absoluta distorção da política regulatória”, acrescentou.

Kaio Jorge e Fabrício Bruno são convocados para a seleção brasileira

Atacante e zagueiro do Cruzeiro foram escolhidos pelo italiano Carlo Ancelotti para integrar equipe O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, anunciou nesta segunda-feira (25/8) a lista dos 23 jogadores convocados para os dois últimos jogos das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Entre eles, estão dois jogadores do Cruzeiro. Trata-se do zagueiro Fabrício Bruno e do centroavante Kaio Jorge. Ambos são considerados titulares absolutos do time, que briga pela liderança do Brasileirão Série A, sendo que o atacante é o artilheiro do campeonato, com 15 gols marcados. Outros dois atletas da Raposa estavam na pré-lista montada por Ancelotti, que continha 50 nomes. O lateral-esquerdo Kaiki Bruno e o meia Matheus Pereira acabaram ficando de fora da convocação final. Já classificado para o maior torneio de futebol do planeta, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, o Brasil é o 3º colocado na tabela, atrás de Argentina e Equador. Os dois últimos jogos serão diante de Chile, em casa, e Bolívia, fora. O confronto com os chilenos está marcado para o dia 4 de setembro, quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro. Já o duelo diante dos bolivianos acontecerá em 9 de setembro, terça-feira, às 20h30, no Estádio Municipal de El Alto. Com Fabrício e Kaio, os atletas convocados ficarão concentrados na Granja Comary, em Teresópolis-RJ, entre os dias 1º e 8 de setembro, quando a delegação viajará para a Bolívia. Nesse período, as competições de clubbes estarão paralisadas (Data Fifa), ou seja, os jogadores não desfalcarão seus clubes. Esta é a primeira vez que Kaio Jorge é chamado para representar a principal equipe do Brasil; em 2019, ele foi campeão mundial sub-17 e artilheiro do time na campanha. Já Fabrício Bruno foi convocado em 2024, por Dorival Júnior, quando o defensor atuava pelo Flamengo.

Cruzeiro vira sobre Palmeiras e fica perto de vaga na final do Brasileiro Feminino

Cabulosas marcaram duas vezes no início do segundo tempo e garantiram vantagem para duelo de volta das semifinais O Cruzeiro venceu o Palmeiras de virada, por 3 a 1, na manhã deste domingo (24), na Arena Barueri, em Barueri, São Paulo, pela ida da semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino Série A1. Andressinha abriu o placar para a equipe paulista, e Gaby Soares, Vanessinha e Letícia Ferreira marcaram para as Cabulosas. Com o resultado, a equipe mineira garantiu vantagem no confronto e pode até perder por um gol de diferença no jogo da volta que avança à final. O segundo duelo entre as equipes está marcado para o domingo (31), às 10h30 (de Brasília), na Arena Independência, em Belo Horizonte. O time classificado enfrenta Corinthians ou São Paulo na grande decisão. Os gols Andressinha abriu o placar para as Palestrinas aos 38 minutos do primeiro tempo. A camisa 20 do Palmeiras cobrou falta próxima à área com perfeição e acertou a bola no canto, sem chances para a goleira celeste. 1 a 0. Já aos três minutos do segundo tempo, Letícia Ferreira recebeu cruzamento de Byanca Brasil, desviou e igualou o placar para o Cruzeiro. 1 a 1. Cinco minutos depois, aos oito, veio a virada celeste. Vanessinha foi lançada, ganhou disputa de bola na velocidade e chutou na saída da goleira alviverde. 1 a 2. Já aos 14 da etapa complementar, foi a vez de Gaby Soares balançar as redes para o Cruzeiro. A jogadora aproveitou bela jogada de Byanca Brasil pela esquerda, dominou de peito e fuzilou para as redes. Um belíssimo gol para as Cabulosas. 1 a 3.