Romário avisa a Valdemar Costa Neto que não assinará impeachment de Moraes

Ao não apoiar o impeachment de Moraes, Romário rompe com a maioria do PL e desafia a ala bolsonarista, mesmo sob avalanche de críticas nas redes sociais O senador Romário (PL-RJ) informou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não irá assinar o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão o coloca, junto com a senadora Eudócia Caldas (PL-AL), como um dos únicos parlamentares da legenda a não aderirem ao movimento liderado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Até a manhã desta quarta-feira (6), 38 senadores haviam confirmado apoio ao pedido de afastamento de Moraes. Quase todos os membros do PL, partido de Bolsonaro e seus filhos, endossaram a iniciativa — com exceção de Romário e Eudócia, que seguem classificados como “indecisos” pelo portal votossenadores.com.br, que acompanha o posicionamento dos parlamentares. Romário tem sido alvo de intensa pressão nas redes sociais por parte de apoiadores bolsonaristas, especialmente devido à sua grande visibilidade online. Em suas duas publicações mais recentes no Instagram, o número de comentários ultrapassou os 37 mil, um salto significativo em comparação com a média habitual inferior a mil interações. A iniciativa de impeachment foi protocolada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após decisões de Moraes relacionadas a aliados da família, incluindo a recente prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta ganhou apoio entre senadores de partidos de direita e de parte do PSD, enquanto o PT já se posicionou integralmente contra. Pedidos de impeachment contra ministros do STF não são incomuns no Senado, mas até hoje nenhum avançou. Para que um processo siga adiante, é necessário que o ministro seja acusado de crime de responsabilidade, conforme estabelece a Lei 1.079, de 1950. As infrações possíveis incluem, entre outras, envolvimento em atividade político-partidária ou conduta incompatível com o decoro do cargo.
Nós contra eles: CLT impulsiona luta de jogadores do Galo

Os últimos dias revelaram uma grave crise em um dos maiores clubes do Brasil: o Atlético-MG, também conhecido como Galo Forte e Vingador. Um grupo de jogadores pressionou o clube para receber seus vencimentos atrasados, como salários, direitos de imagem e premiações — algo mais do que justo em qualquer sociedade. O que chama atenção, porém, é como os atletas do Atlético escolheram agir contra uma instituição administrada por bilionários que, pelo império que possuem (empresas como MRV, CNN e Inter), têm totais condições de arcar com a folha salarial dos trabalhadores. Se não fossem as leis trabalhistas brasileiras, popularmente chamadas de CLT, os jogadores mal teriam chance de cobrar seus direitos, já que a Justiça comum é ainda mais lenta e burocrática. O jogador Rony chegou a pedir a rescisão de contrato com o Atlético-MG com base na Justiça do Trabalho. Vale lembrar que a CLT foi criada no governo Getúlio Vargas, fruto da luta de milhões de trabalhadores cansados da exploração. A indignação popular foi tão forte que se tornou um dos motores da Revolução de 1930, forçando o “mais mineiro dos gaúchos” a atender às demandas trabalhistas para evitar uma convulsão social. Ou seja, a CLT não nasceu por benevolência, mas como conquista histórica. Na década de 1940, após greves e pressões, Vargas consolidou direitos como salário mínimo, jornada de 8 horas e férias remuneradas, mudando para sempre a relação entre patrões e empregados. Há quase um século, a CLT protege os trabalhadores contra salários atrasados, jornadas exaustivas, desvalorização salarial, acidentes de trabalho e exploração da saúde. Alguns defendem que a informalidade “facilitaria” a relação entre patrão e empregado, reduzindo a burocracia. Mas a prática mostra até mesmo atletas milionários, como os do Galo, dependendo da CLT para se proteger — prova de que, sem leis, até quem tem grandes salários fica vulnerável. Para quem acha que o discurso do “nós contra eles” é exagero, o conflito entre o elenco e a SAF bilionária do Atlético escancarou a realidade: essa divisão é mais atual do que nunca. Enquanto desinformados atacam as leis trabalhistas, alegando que “não há mais exploração”, a história se repete. Bilionários, quando conveniente, ignoram promessas e contratos — e só a pressão organizada, respaldada pela lei, garante que a justiça prevaleça.
Moraes determina prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro

Em sua decisão, Alexandre de Moraes afirma que Bolsonaro desrespeitou medidas cautelares. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes justificou a decisão afirmando que Bolsonaro desrespeitou as medidas cautelares. A Polícia Federal (PF) realiza busca e apreensão na casa do ex-mandatário. Um celular de Bolsonaro foi apreendido. Segundo Moraes, Bolsonaro quebrou a proibição de manter contato com outros investigados, participou de eventos políticos e utilizou redes sociais para realizar manifestações consideradas ofensivas ao STF, contrariando determinações judiciais anteriores. Em razão dessas violações, o ministro reforçou a necessidade de medidas mais severas para assegurar o cumprimento das ordens da Corte. Moraes ressalta que Bolsonaro tem praticado “o reiterado descumprimento das medidas cautelares impostas demonstra absoluto desprezo pelas determinações judiciais e pelas instituições democráticas” Entre as novas restrições estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a proibição de qualquer deslocamento não autorizado, o bloqueio total de redes sociais e a vedação de visitas políticas. Bolsonaro também terá comunicação limitada apenas a familiares diretos, advogados e profissionais de saúde. “Não é admissível que um ex-chefe de Estado utilize sua influência política para afrontar decisões judiciais e incentivar a desordem institucional […] As condutas aqui verificadas evidenciam a necessidade urgente de medidas mais severas para preservar a ordem pública e a autoridade da Justiça”, destaca Alexandre de Moraes. A decisão representa um endurecimento significativo da resposta do STF frente à conduta do ex-presidente e ocorre em meio a um ambiente político já tensionado. A prisão domiciliar, acompanhada de monitoramento eletrônico, marca um passo inédito na relação entre o Judiciário e um ex-chefe de Estado brasileiro. “A adoção da prisão domiciliar e do monitoramento eletrônico é imprescindível para coibir a continuidade das práticas ilícitas e assegurar a efetividade das decisões deste Supremo Tribunal. O Estado Democrático de Direito não pode tolerar reiteradas afrontas às suas instituições sob pena de grave risco à própria democracia”, afirma Alexandre de Moraes em sua decisão. Entenda ponto a ponto a decisão Alexandre de Moraes A decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro aponta descumprimentos reiterados de medidas cautelares previamente impostas e estabelece novas restrições ao ex-presidente. Descumprimentos de Jair Bolsonaro Quebra da proibição de contato com outros investigados: Bolsonaro manteve comunicação com pessoas diretamente envolvidas nos inquéritos em andamento. Manifestações públicas e declarações políticas: O ex-presidente realizou discursos e postagens em redes sociais que afrontaram a determinação de não utilizar plataformas digitais para atacar instituições ou autoridades. Participação em eventos políticos: Ele participou de manifestações e atos que violaram a ordem judicial de distanciamento de atividades que pudessem influenciar investigações ou incitar ataques ao STF. Novas medidas determinadas por Moraes Prisão domiciliar monitorada: Bolsonaro deverá permanecer em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, sob vigilância constante. Proibição de visitas não autorizadas: Qualquer encontro presencial com aliados políticos ou investigados será vetado, salvo autorização expressa da Justiça. Bloqueio total do uso de redes sociais: Além das contas já suspensas, Bolsonaro fica impedido de criar novos perfis ou utilizar terceiros para publicar mensagens em seu nome. Restrição de deslocamentos: Está proibido de participar de eventos políticos, manifestações ou reuniões públicas. Comunicação limitada: Contatos serão restritos apenas a familiares diretos, advogados e profissionais de saúde, se necessário. Essas medidas, segundo Moraes, têm como objetivo garantir o cumprimento das ordens judiciais anteriores e preservar a integridade das investigações em curso.
IBGE: taxa de desemprego cai para 5,8%, a menor já registrada

Salário do trabalhador e emprego com carteira assinada são recordes O Brasil atingiu no segundo trimestre do ano a taxa de desemprego de 5,8%. É o menor patamar já registrado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (31). O levantamento mostra ainda que o país bateu recorde de emprego com carteira e salário do trabalhador. A menor taxa de desocupação pertencia a novembro de 2024, com 6,1%. No primeiro trimestre de 2025, o índice estava em 7%. Já no segundo trimestre de 2024 era 6,9%. No conjunto de três meses encerrado em junho, o país tinha 102,3 milhões de trabalhadores ocupados e cerca de 6,3 milhões desocupados. O número de pessoas à procura de trabalho representa recuo de 17,4% (menos 1,3 milhão de pessoas) ante o primeiro trimestre. Já o número de ocupados subiu 1,8% de um trimestre para o outro, o que significa 1,8 milhão de pessoas a mais trabalhando no país. O contingente de pessoas com carteira assinada no setor privado atingiu 39 milhões de pessoas, crescimento de 0,9% ante o primeiro trimestre do ano e o maior já registrado pelo IBGE. O número de trabalhadores sem carteira também cresceu (+2,6%), chegando a 13,5 milhões. Pesquisa atualizada A Pnad divulgada nesta quinta-feira é a primeira que apresenta ponderação com base em dados apurados pelo Censo 2022. A mudança consiste em um ajuste da amostra representativa de domicílios visitados pelos pesquisadores do IBGE. A atualização é praxe de órgãos de estatísticas em todo o mundo. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura emprego. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,8%. É a menor registrada desde igual trimestre de 2020 (36,6%). O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo-terceiro salário. O contingente de desalentados, pessoas que sequer procuram emprego por avaliarem que não conseguirão, fechou o segundo trimestre em 2,8 milhões, menor nível desde 2016. Salários O mercado de trabalho aquecido pode ser sentido no bolso do trabalhador. O IBGE revelou que o rendimento médio mensal atingiu R$ 3.477, o maior já apurado. Esse valor fica 1,1% acima do recebido no primeiro trimestre do ano e 3,3% maior que o do segundo trimestre do ano passado. O maior número de pessoas ocupadas e o recorde no rendimento fizeram com que a massa de rendimentos – o total de dinheiro que os trabalhadores recebem – também atingisse o ponto mais alto já alcançado, R$ 351,2 bilhões. É dinheiro que termina movimentando a economia, seja em forma de consumo ou poupança. Esse patamar supera em 5,9% (R$ 19,7 bilhões) o montante do mesmo trimestre de 2024.
Em final emocionante, Brasil bate Colômbia e é campeão da Copa América

Apesar de perder pênalti, Marta faz 2 gols e é estrela da final Juliano Justo – Repórter da EBC Emocionante, imprevisível, de tirar o fôlego e no embalo da craque Marta e da goleira Lorena. Nem mesmo o melhor roteirista do mundo poderia prever uma final de Copa América Feminina tão perfeita para o Brasil. O placar final ficou em 4 a 4. E, nos pênaltis, as brasileiras confirmaram a conquista do título por 5 a 4. A conquista no Estádio Casa Blanca, em Quito (Equador), confirmou a hegemonia verde e amarela no continente. São nove títulos em 10 edições do torneio. Além do Brasil, apenas a Argentina já foi campeã. A primeira atleta a balançar as redes na tarde de Quito foi Linda Caicedo. Aos 24 minutos da etapa inicial, a estrela do Real Madrid, de apenas 20 anos, aproveitou a desatenção da zaga brasileira para concluir com talento a jogada que passou por Izquierdo e Mayra Ramírez. O jogo estava muito difícil para o Brasil. O técnico Arthur Elias fez três substituições, ainda na primeira etapa. E, praticamente no último lance da etapa inicial, Carabalí acertou uma cabeçada em Gio Garbelini. Com auxílio do VAR, Dione Rissios confirmou a penalidade para o Brasil. E a capitã Angelina deixou tudo igual aos 53 minutos. Na etapa final, quando o Brasil era melhor, a zagueira Tarciane recuou errado uma bola para a goleira Lorena e acabou marcando contra. Placar: Colômbia 2 x 1 aos 23 minutos da etapa final. Aos 34 minutos, a artilheira Amanda Gutierres mostrou o faro da goleadora. A atacante do Palmeiras ajeitou no peito o cruzamento de Gio e soltou a bomba de esquerda para igualar o placar: 2 a 2. Gutierres finalizou a Copa América dividindo a artilharia geral do torneio com a paraguaia Claudia Martínez (seis gols para cada uma das atletas). Seguindo o ritmo frenético, aos 42 minutos, Mayra Ramírez finalizou com muita categoria o excelente contra-ataque puxado por Linda Caicedo. Já nos acréscimos, aos 50 minutos (praticamente no último lance do tempo normal), entrou em cena a rainha Marta. A maior jogadora da modalidade de todos os tempos pegou o rebote, soltou uma bomba de perna esquerda e deixou tudo igual mais uma vez. Golaço de craque e placar em 3 a 3. Prorrogação Na prorrogação, ela de novo. Aos 14 minutos do primeiro tempo, Marta recebe cruzamento na área e finaliza com o pé direito para colocar o Brasil na frente. Só que a decisão ainda estava longe de acabar. Aos 9 minutos da etapa final da prorrogação, um golaço de falta da Colômbia. Leicy Santos, a camisa 10, mandou um lindo chute no ângulo. Com um incrível placar de 4 a 4, ficou tudo para os pênaltis. Pênaltis Nas cobranças, Angelina perdeu o primeiro para o Brasil. Mas Paví bateu muito alto e recolocou o Brasil no jogo. A zagueira Mariza fez. E Leicy Santos bateu para defesa da goleira Lorena, que já havia defendido duas penalidades na campanha brasileira durante os Jogos Olímpicos no ano passado. Era a primeira chance de título da Seleção Brasileira. E, quis o destino que fosse a vez da craque Marta cobrar. Ela, que estava fazendo a última partida em uma Copa América e buscava aquele que seria o tetracampeonato da carreira e o nono título da Seleção, acabou batendo rasteiro e facilitando para a defesa da goleira Kathe Tapia. A grande estrela acabou perdendo a primeira chance de finalizar a competição e dar o título ao Brasil. Na sequência, chegaram as cobranças alternadas. E aí voltou ao palco uma das personagens dessa final. A zagueira colombiana Carabalí, que havia cometido o pênalti no primeiro gol do Brasil, foi para a cobrança. E a goleira Lorena escreveu mais um capítulo dessa incrível final. A ex-jogadora do Grêmio e medalhista de prata e melhor goleira dos Jogos Olímpicos de Paris em 2024 defendeu o chute e confirmou a conquista. Brasil campeão da Copa América. O nono título da equipe nacional em 10 edições do torneio continental.
Entenda o que é a Lei Magnitsky usada para retaliar Alexandre de Moraes

Legislação usada para restringir movimentações financeiras de Alexandre de Moraes nos Estados Unidos foi criada em 2012 Os Estados Unidos decidiram acionar a Lei Magnitsky para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, nesta quarta-feira (30/7). A medida é um dispositivo legal criado em 2012 para punir financeiramente pessoas acusadas de “violações graves de direitos humanos ou corrupção”. A lei prevê sanções variadas, como bloqueio de bens e contas bancárias nos Estados Unidos, impedindo os acusados de fazerem negócio com empresas americanas ou de utilizarem de qualquer sistema financeiro que tenha origem ou seja estabelecido nos EUA, como cartões de crédito de bandeira de empresas que tenham sede nos Estados Unidos – por exemplo, Visa e Mastercard. O dispositivo permite ainda que o governo americano exija que bancos estrangeiros, no caso brasileiros, sejam excluídos do sistema Swift, caso mantenham relação com os acusados. O Swift é uma “infraestrutura crucial para o sistema financeiro global”, englobando o sistema de comunicações interbancárias, fundamental para transações financeiras internacionais. A lei foi criada na esteira da morte de um advogado tributarista russo Sergei Magnitsky em 2009, após denunciar uma fraude de US$ 230 milhões envolvendo autoridades russas. Magnitsky foi preso, acusado de ser, ele próprio, o autor da fraude que denunciara. Na prisão, teve tratamento médico negado mesmo após desenvolver problemas nos rins. Um abastado empresário americano, amigo do advogado morto, denunciou a arbitrariedade e passou a pressionar as autoridades americanas a aprovarem sanções contra os russos envolvidos na corrupção. O projeto se chamou Lei de Responsabilidade do Estado de Direito Sergey Magnitisky e foi aprovado no governo Obama, por 92 votos a favor e quatro contrários na sessão do Senado. Além de 18 cidadãos russos que estiveram envolvidos com a morte de Sergey Magnitsky, juízes da Venezuela e da Nicarágua e, ainda, autoridades de segurança da China, juízes do Irã e do Tribunal Penal Internacional são algumas das autoridades atingidas pela Lei Magnitsky.
EUA sancionam Alexandre de Moraes com aplicação da Lei Magnitsky

Em nota, secretário do Tesouro, Scott Bessent, repete Donald Trump afirmando que “Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”. A Secretaria do Tesouro dos Estados Unidos divulgou um comunicado em seu site nesta quarta-feira (30) afirmando que “o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que usou seu cargo para autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”. Secretário do Tesouro, Scott Bessent, repete expressões já declaradas por Donald Trump afirmando que “Alexandre de Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”. “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, disse Bessent, na nota. A nota ainda deixa claro que a ação se desenvolveu a pedido de Eduardo Bolsoanro (PL-SP) ao citar textualmente o pai, Jair Bolsonaro (PL), como “alvo político” de Moraes. “Moraes tem como alvo políticos da oposição, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro; jornalistas; jornais; plataformas de mídia social dos EUA; e outras empresas americanas e internacionais”, diz o texto. Leia o texto na íntegra Tesouro aplica sanções a Alexandre de Moraes Hoje, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA sanciona o ministro Alexandre de Moraes (de Moraes), do Supremo Tribunal Federal (STF), que usou seu cargo para autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão. “Alexandre de Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”, disse o Secretário do Tesouro, Scott Bessent. “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.” A ação de hoje está sendo tomada em conformidade com a Ordem Executiva (E.O.) 13818, que se baseia e implementa a Lei Global Magnitsky de Responsabilidade pelos Direitos Humanos e tem como alvo autores de graves violações de direitos humanos em todo o mundo. A ação de hoje ocorre após o Departamento de Estado dos EUA revogar o visto de Moraes e de seus familiares próximos em 18 de julho de 2025, por sua cumplicidade em auxiliar e incentivar a campanha ilegal de censura de Moraes contra cidadãos americanos em solo americano. EXCESSO JUDICIAL ABUSIVO DE MORAES De Moraes foi nomeado para o STF em 2017. Desde então, tornou-se uma das pessoas mais poderosas do Brasil, exercendo imensa autoridade por meio de sua supervisão de extensas investigações do STF. De Moraes investigou, processou e reprimiu aqueles que se envolveram em discursos protegidos pela Constituição dos EUA, submetendo repetidamente as vítimas a longas prisões preventivas sem apresentar acusações. Por meio de suas ações como ministro do STF, de Moraes minou os direitos de brasileiros e americanos à liberdade de expressão. Em um caso notável, de Moraes deteve arbitrariamente um jornalista por mais de um ano em retaliação por exercer a liberdade de expressão. De Moraes tem como alvo políticos da oposição, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro; jornalistas; jornais; plataformas de mídia social dos EUA; e outras empresas americanas e internacionais. Jornalistas e cidadãos americanos baseados nos EUA não foram poupados do excesso de extraterritorialidade de de Moraes. De Moraes impôs prisão preventiva e emitiu uma série de mandados de prisão preventiva contra jornalistas e usuários de mídia social, alguns dos quais estão baseados nos Estados Unidos. Ele também emitiu ordens diretas a empresas de mídia social dos EUA para bloquear ou remover centenas de contas, frequentemente de seus críticos e de outros críticos do governo brasileiro, incluindo cidadãos americanos. Moraes congelou bens e revogou passaportes de seus críticos; baniu contas de mídia social; e ordenou que a Polícia Federal do Brasil invadisse as casas de seus críticos, apreendesse seus pertences e garantisse sua prisão preventiva. De Moraes está sendo sancionado de acordo com a Ordem Executiva 13818 por ser estrangeiro responsável ou cúmplice, ou por ter se envolvido direta ou indiretamente em graves violações de direitos humanos. GLOBAL MAGNITSKY Com base na Lei Global Magnitsky de Responsabilidade pelos Direitos Humanos, a Ordem Executiva 13818 foi emitida em 20 de dezembro de 2017, em reconhecimento de que a prevalência de violações de direitos humanos e corrupção, cuja origem, total ou substancial, está fora dos Estados Unidos, atingiu tal alcance e gravidade que ameaça a estabilidade dos sistemas políticos e econômicos internacionais. O abuso dos direitos humanos e a corrupção minam os valores que constituem a base essencial de sociedades estáveis, seguras e funcionais; têm impactos devastadores sobre os indivíduos; enfraquecem as instituições democráticas; degradam o Estado de Direito; perpetuam conflitos violentos; facilitam as atividades de pessoas perigosas; e minam os mercados econômicos. Os Estados Unidos buscam impor consequências tangíveis e significativas àqueles que cometem graves abusos dos direitos humanos ou se envolvem em corrupção, bem como proteger o sistema financeiro dos Estados Unidos de abusos cometidos por essas mesmas pessoas. IMPLICAÇÕES DAS SANÇÕES Como resultado da ação de hoje, todos os bens e interesses da pessoa designada ou bloqueada descrita acima que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou controle de cidadãos americanos estão bloqueados e devem ser reportados ao OFAC. Além disso, quaisquer entidades que sejam de propriedade, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais, de uma ou mais pessoas bloqueadas também estão bloqueadas. A menos que autorizado por uma licença geral ou específica emitida pelo OFAC, ou isento, os regulamentos do OFAC
Nota da aristocracia rural é ridícula, desavergonhada e constrangedora

Ruralistas da região divulgam nota estapafúrdia de apoio ao ex-presidente, ao tarifaço e contra a soberania nacional Representações de classe dos ruralistas e latifundiários do Norte de Minas e, consequentemente, do que há de mais atrasado na cadeia produtiva, divulgou nota oficial em que, na prática, defendem o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil e o ex-presidente golpista e inelegível. A famílicia, em especial o filho Eduardo Bolsonaro, deputado fujão, conspira contra o Brasil e sua autonomia política, econômica e judicial. E, o mais inacreditável: a nota é assinada pela Sociedade Rural, Sindicato Rural, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faemg/Senar), Associacão dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Norte de Minas (Aspronorte) e Associação dos Criadores de Gado de Corte do Norte de Minas (ACGC), cujos filiados são os mais prejudicados com o intervencionismo dos EUA. A nota tresloucada, em vez de sair em defesa da classe, prejudicada pela pesada carga do imposto sobre importação, já começa reiterando seu apoio ao ex-presidente, colocando-o como vítima e ignorando o fato dele ter sido o mentor dos ataques golpistas do 8 de janeiro de 2023. De modo contraditório, ignora que os “recentes acontecimentos que têm gerado repercussões negativas no Brasil e no exterior” foram provocados pelo filho dele, que foi aos EUA defender retaliações ao Brasil e a seu Judiciário, por conta das investigações contra os atos criminosos do pai. À frente, justifica o tarifaço como forma de denunciar a suposta “perseguição” sofrida pelo golpista. Depois, defende o ataque à soberania brasileira como sendo uma reação do governo norte-americano ao ilusório “enfraquecimento de instituições e liberdades fundamentais no país”. A infeliz manifestação dos fazendeiros nada mais é que uma defesa velada do golpismo, ao mesmo tempo em que fala em democracia e estado de direito, um disfarce para não explicitar o imoral apoio a uma quebra institucional. Por fim, refere-se ao ambiente de confronto como se isso não fosse fomentado justamente por aqueles que eles estão defendendo. Trata-se de uma peça de ficção e de defesa insidiosa de criminosos e inimigos da Pátria. Ao se referir aos males que o cenário atual provoca nos que produzem, geram emprego e desenvolvimento insinuam que os responsáveis são outros e não aqueles que verdadeiramente estão conspirando contra o país e rebaixando o Brasil ao grau de viralatismo, que todos devemos abominar. A inadequada nota só poderia mesmo ter saído de um segmento onde o que não falta é gado.
TJD-MG toma decisão e confirma acesso do North ao Módulo I do Mineiro

Julgamento realizado nesta segunda-feira (29) manteve vitória do time norte-mineiro sobre o Patrocinense, na quinta rodada do triangular do Módulo II O North está confirmado no Módulo I do Campeonato Mineiro de 2026. O julgamento, realizado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG) na noite desta terça-feira (29), na sede da Federação Mineira de Futebol (FMF), em Belo Horizonte, homologou a vitória do time de Montes Claros sobre o Patrocinense, na quinta rodada do triangular, e ratificou o acesso à elite do estadual. Responsável pela ação, a Águia de Patrocínio tentava impugnar a derrota para a equipe norte-mineira por um possível erro de direito. O Patrocinense reclamou de um apito externo que teve influência no primeiro gol do North na partida. A arbitragem não invalidou o lance. Por unanimidade, o TJD-MG manteve o 2 a 0 para o Gladiador do Norte. Ainda cabe recurso. O North Esporte Clube garantiu acesso à elite do futebol mineiro após o Tribunal de Justiça Desportivo de Minas Gerais (TJD-MG) homologar o resultado da partida com o Patrocinense nesta terça-feira, 29. O julgamento ocorreu após o CAP entrar com pedido de impugnação depois da derrota por 2 a 1 no dia 17 de julho. O confronto foi válido pela 5ª rodada da fase triangular do Módulo 2 do Campeonato Mineiro. Ainda cabe recurso da decisão. A alegação feita ao TJD era de que um apito externo confundiu os atletas durante a jogada que terminou com o primeiro gol da equipe norte-mineira, aos oito minutos do primeiro tempo. Por conta do que chamou de “interferência externa”, o Patrocinense destacou que o árbitro principal deveria interromper o confronto e reiniciá-lo com a bola no chão. Como isso não foi feito, a jogada prosseguiu e o North marcou o gol. Com o resultado do julgamento, o North terminou a fase triangular na liderança do grupo D, com oito pontos, seguido pelo Democrata SL com seis e o Patrocinense com 1. A equipe de Montes Claros enfrentará a URT na final da competição. A data ainda será definida, já que com o processo judicial a Federação Mineira de Futebol suspendeu a realização das partidas que valerão o título do Módulo 2. Mesmo antes da bola rolar e independente de quem for campeão, os dois times já estão com a vaga garantida na elite do futebol mineiro.
Carla Zambelli é presa na Itália; autoridades têm 48 horas para definir extradição

Ex-deputada foi localizada após denúncia de parlamentar italiano e teve prisão confirmada pelo Ministério da Justiça A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira (29) em Roma, na Itália, após ser localizada por autoridades italianas. A informação foi confirmada pelo Ministério da Justiça do Brasil. A notícia foi publicada inicialmente pelo portal G1, que destacou que a prisão ocorreu após a colaboração do deputado italiano Angelo Bonelli, responsável por informar à polícia o paradeiro da ex-parlamentar. “Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, escreveu Bonelli em sua conta na rede X (antigo Twitter), na noite desta segunda-feira (28). Zambelli era considerada foragida desde que teve seu mandato cassado e foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão. Ela é acusada de participar de uma organização criminosa digital responsável pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão do STF se deu no âmbito de investigações que apontaram a participação de Zambelli em um esquema de ataques cibernéticos ao Poder Judiciário. Após a condenação, a ex-deputada deixou o Brasil e passou a residir na Itália, país no qual possui cidadania. Com a fuga, seu nome foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, o que permite sua prisão em qualquer país signatário do tratado internacional. O Ministério da Justiça brasileiro já havia encaminhado às autoridades italianas o pedido formal de extradição, que agora deverá ser analisado pelo governo local. Expectativa por extradição A detenção de Zambelli reacende o debate sobre a cooperação internacional em matéria penal, especialmente diante do uso da cidadania italiana por investigados ou condenados que tentam escapar do sistema judicial brasileiro. A expectativa é de que o governo italiano se manifeste nos próximos dias sobre o andamento do pedido de extradição apresentado por Brasília. A defesa da ex-parlamentar ainda não se pronunciou oficialmente sobre a prisão. A operação contou com o apoio da Interpol e da polícia italiana, e as circunstâncias da detenção indicam que a articulação internacional pode acelerar o retorno de Zambelli ao Brasil para o cumprimento da pena. Zambelli, que foi uma das aliadas mais próximas do ex-presidente Jair Bolsonaro, vinha sendo investigada desde o fim de seu mandato, quando se intensificaram as denúncias contra sua atuação em redes de disseminação de ataques virtuais contra instituições democráticas. A prisão marca mais um capítulo no cerco judicial a integrantes da extrema-direita envolvidos em práticas ilegais durante e após os mandatos parlamentares.