Taxa de alfabetização era de 49,3% no Brasil em 2023, diz Inep

Governo busca padrões de desempenhos em áreas de conhecimento avaliada Agência Brasil – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou na quinta-feira (3) os primeiros dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) coletados em 2023, que apontam que 49,3% das crianças no 2º ano do ensino fundamental (EF) estavam alfabetizadas no Brasil naquele ano. Em nota técnica, o Inep comparou o resultado do Saeb 2023 ao Indicador Criança Alfabetizada, definido como padrão pelo Inep, a partir de 2023, e adotado nacionalmente. Pelo indicador, em 2021, 56,4% dos estudantes da mesma fase de ensino, o 2º ano do ensino fundamental, não estavam alfabetizados. “O resultado do Saeb [2023] confirma tendência de aumento no nível de alfabetização detectado pelo Indicador Criança Alfabetizada, obtido por meio das avaliações estaduais censitárias, com resultados padronizados na escala do Saeb”, diz a nota do Inep. Na sede do Inep, em Brasília (DF), o presidente do Inep, Manuel Palacios, comentou que os índices produzidos em parceria com os estados, estão em “uma lógica ascendente”. “Acho que é claro que é uma tendência de elevação. Acho que 2024 vai comprovar essa tendência de elevação dos resultados da alfabetização”. Se comparado ao Saeb de 2019, o Saeb 2023 revela que o país não voltou ao patamar anterior à pandemia de covid-19, quando tinha 60,3% das crianças alfabetizadas. Porém, o presidente do Inep explica que os dados não podem ser comparados, porque os levantamentos tiveram públicos de diferentes tamanhos nos anos das últimas edições do Saeb. “Em 2023, aproximadamente 18 mil estudantes foram avaliados na rede pública pelo Saeb amostral do 2º ano, de um total de 29 mil estudantes. Em 2019, a amostra totalizava 84 mil estudantes, tendo sido reduzida em 2021”. Os dados do Saeb 2023, chamados de chamados de microdados pelo Inep, são iniciais e estão na fase de finalização de consolidação de informações e análises técnicas. Atraso na divulgação Os resultados do Saesb 2023 estavam previstos para serem divulgados a partir de agosto de 2024. Em meio a críticas de servidores da autarquia, por meio de carta aberta, e questionamentos da imprensa sobre o atraso na divulgação dos dados educacionais, o presidente do Inep confirmou que a divulgação foi determinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana. “Estamos publicando hoje [quinta-feira] para atender uma demanda que é geral e pela determinação do ministro”, disse o presidente, que ponderou que o levantamento ainda carece de estudos. Na nota divulgada durante a coletiva, o Inep reafirmou o “compromisso com a transparência na divulgação dos dados educacionais”. O instituto apontou, no texto, que uma das razões para a não divulgação dos dados do Saeb até o momento é o processo de definição dos padrões de desempenho dos estudantes nas áreas do conhecimento avaliadas na educação básica: no 2º ano, 5º ano e 9º ano do EF. E justamente sobre os padrões de desempenho dos estudantes avaliados, o presidente do Inep afirmou que, até o fim 2023, o Inep não tinha definido o desempenho nacional desejável, em especial, em língua portuguesa e matemática, nas etapas do ensino básico avaliadas. Manuel Palacios esclareceu que a atual gestão tem debatido com consultores, professores e gestores em viagens por diversos estados e, em reuniões em Brasília, os padrões nacionais a serem adotados. Em 16 de abril, em Fortaleza, o Inep deve apresentar a primeira versão dos novos padrões de desempenho do Saeb às redes estaduais e municipais da região Nordeste. Outros quatro encontros regionais ainda serão agendados pelo Inep. “O Saeb sempre ofereceu os resultados da avaliação do ensino fundamental e do ensino médio no país, mas, sem trazer critérios do que é o desejado; o que se quer que um estudante saiba de matemática ou de língua portuguesa ao final do 5º ano. Tinham a interpretação da escala, mas nunca teve a definição do que o país tem que alcançar e o que as crianças precisavam alcançar no padrão adequado [de desempenho].” Adicionalmente, a pasta relatou que divulga regularmente informações qualificadas e confiáveis de avaliações educacionais. “O Inep já divulgou, em agosto de 2024, os resultados do Saeb 2023 no âmbito do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com dados detalhados para o ensino fundamental regular (5º e 9º anos) e o ensino médio regular (3º ano). Além disso, no início de 2025, foram disponibilizados os microdados do Saeb 2023 para essas etapas de ensino”, relembrou. Avaliação por amostras O Inep explicou que a avaliação do Saeb 2023 foi realizada por amostra da alfabetização do 2º ano do ensino fundamental 1 em todas as 27 unidades da federação, com apoio técnico do órgão federal. Esta avaliação feita pelos estados e pelo Distrito Federal contou com a participação das redes públicas e privadas de ensino das unidades da federação. E, por este motivo, os microdados apresentados “não têm boa precisão das estimativas de alfabetização pelos estados”. O Inep aguarda a entrega de todos os dados pelos estados e explicou que o Saeb 2023 está na fase de finalização de estudos “para análise dos resultados e aprimoramentos dos procedimentos de avaliação”. A instituição prevê a divulgação digital dos resultados consolidados até maio de 2025, a depender da entrega dos dados e dos relatórios técnicos elaborados por especialistas. Margem de erro A margem de erro do levantamento nacional que aponta que 49,3% das crianças do 2º ano do ensino fundamental estavam alfabetizadas no Brasil em 2023 é de 2,8%. No entanto, os microdados estaduais revelaram variações significativas nas estimativas sobre a alfabetização dos alunos, com diferenças consideráveis nas margens de erro. A Bahia, por exemplo, tem a maior margem de erro, de 21,5 pontos percentuais, para a amostra de 515 estudantes do 2º ano do ensino fundamental. Na outra ponta, Tocantins teve a menor margem de erro, de 4,5 pontos percentuais, na avaliação de 727 alunos da mesma série. Para o chefe do Inep, as discrepâncias nas margens de erro não devem servir de comparação de resultados da alfabetização das crianças nos diferentes estados. “O objetivo do Inep, ao realizar a avaliação amostral, é fazer estudos analíticos, e não realizar comparações entre resultados,” explica a
Rio vai sediar prêmio ambiental criado pelo príncipe William

Earthshot reunirá investidores, filantropos e líderes ambientais Agência Brasil – O Rio de Janeiro será sede do Prêmio Earthshot 2025, uma das principais premiações ambientais do mundo, fundada pelo Príncipe William, herdeiro do trono do Reino Unido. Para celebrar a escolha anunciada nesta sexta-feira (4), seis pontos turísticos da cidade, como o Museu do Amanhã, Arcos da Lapa, serão iluminados de verde esta noite. A premiação será em novembro e reunirá investidores, filantropos e líderes ambientais de diversas partes do mundo. Esta é a primeira vez que a premiação acontece na América do Sul. Criado em 2020 pelo Príncipe William, o prêmio busca soluções para desafios ambientais e concede prêmios anuais de £1 milhão de euros para cinco projetos ao redor do mundo. As categorias incluem natureza, ar, oceanos, gestão de resíduos e clima. Para o Príncipe William, a edição de 2025 marca um momento importante na trajetória do prêmio. “O ano de 2025 representa meia década do prêmio, e a cada ano celebramos o notável poder da engenhosidade humana para enfrentar os desafios mais urgentes do planeta. Trazer o Earthshot para o Brasil, uma nação rica em biodiversidade e inovação ambiental, impulsiona novas ideias para formas mais saudáveis e seguras de viver. É uma honra destacar as pessoas que estão tornando o mundo um lugar melhor para as próximas gerações”, declarou o príncipe, em nota. Desde a criação, em 2020, o Earthshot identificou mais de 5,3 mil inovações ambientais emergentes em 141 países, reconheceu 60 inovadores por meio de seu Programa de Bolsas de Estudo e distribuiu mais de £20 milhões (cerca de R$ 147,4 milhões) para ajudar os vencedores a expandirem suas ideias
Lula diz que governo tomará medidas para defender empresas nacionais

Presidente se referiu à taxação de produtos brasileiros pelos EUA Agência Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (3) que o país vai tomar “todas as medidas cabíveis” diante da decisão do governo norte-americano de tarifar em 10% os produtos brasileiros. A sobretaxa foi anunciada na última quarta-feira (2) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a uma espécie de tarifaço global sobre impostos de importação. “Defendemos o multilateralismo e o livre comércio. E responderemos a qualquer tentativa de impor um protecionismo que não cabe mais hoje no mundo”, disse. “Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e os nossos trabalhadores, tendo como referência a lei da reciprocidade econômica, aprovada ontem pelo Congresso Nacional, e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, disse Lula. Lula participou do evento intitulado O Brasil dando a volta por cima, que, segundo ele, foi “um breve balanço daquilo que fomos capazes de realizar em apenas dois anos”. “A começar pela reconstrução de um país deixado em ruínas pelo governo anterior. O Brasil é um país que volta a sonhar e ter esperança. Um Brasil que dá a volta por cima e deixa de ser o eterno país do futuro para construir hoje seu futuro”, completou. “Com mais desenvolvimento e inclusão social, mais tecnologia e mais humanismo. Um país menos desigual e mais justo. Que investe em saúde, educação e mais serviços públicos de qualidade. Que não tolera ameaças à democracia. Que não abre mão da sua soberania. Que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a bandeira verde e amarela. Que fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos. Mas que exige reciprocidade no tratamento”, destacou Lula. A solenidade ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a presença de ministros, parlamentares e representantes de movimentos sociais. Lula também voltou a prometer a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média e anunciou a implementação da TV 3.0, sistema integrado de televisão aberta e internet. Balanço “Ao longo de 2023 e 2024, o governo federal se dedicou à reconstrução de políticas que, além de recuperar a economia, alcançaram resultados importantes na redução da fome e da pobreza, no acesso ao trabalho e em áreas como educação, saúde, infraestrutura e relações exteriores”, destacou a Presidência. Entre os números apresentados estão: Economia – O Brasil voltou para o ranking das dez economias do mundo. Nos últimos dois anos, o país cresceu duas vezes mais que a média registrada entre 2019 e 2022. O Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos) foi de 3,2% em 2023 e de 3,4% em 2024. Empregabilidade – O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de desemprego dos últimos 12 anos, de 6,6%, “situação de quase pleno emprego”, disse a Presidência. Em 2021, o indicador havia chegado a 14,9%, o maior da série histórica. Desde 2023, mais de 3,2 milhões de empregos formais foram gerados. O salário mínimo também foi reajustado acima da inflação. Comércio internacional – Nos últimos dois anos, o presidente manteve reuniões com líderes de 67 países. Mais de 340 mercados foram abertos para produtos do agronegócio e a inserção comercial brasileira foi ampliada, em acordos com China, União Europeia e Oriente Médio. Em 2025, o país sedia a Cúpula do Brics, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e assume a presidência do Mercosul. Combate à fome – “O Brasil retomou múltiplas políticas para nutrição e combate à fome e tornou-se uma das nações que mais reduziram a insegurança alimentar no período”, diz. Relatório das Nações Unidas apontou que a insegurança alimentar severa caiu 85% no Brasil em 2023. Em números absolutos, 14,7 milhões deixaram de passar fome no país. A insegurança alimentar severa, que afligia 17,2 milhões de brasileiros em 2022, caiu para 2,5 milhões. Nesse sentido, o programa Bolsa Família protege mais de 20 milhões de famílias todo mês, com repasse mínimo de R$ 600. Mais Médicos – Para ampliar o acesso ao atendimento em saúde, o Mais Médicos dobrou o número de vagas. São mais de 26 mil profissionais atuando, após o programa ter sido reduzido a 13 mil. Hoje, eles chegam a 4,5 mil municípios e cobrem uma região com 64 milhões de brasileiros. Farmácia Popular – O Farmácia Popular, hoje, oferece 41 medicamentos de forma gratuita, incluindo fraldas geriátricas. Cirurgias no SUS – Houve recorde de cirurgias eletivas no SUS, com mais de 14 milhões de procedimentos em 2024, alta de 37% em relação a 2022. Ambulâncias – O Ministério da Saúde aumentou em cinco vezes a entrega de ambulâncias do Samu. Entre 2019 e 2022, 366 foram distribuídas. Nos últimos dois anos, o número subiu para 2.067. Vacinação – “Após superar um período de negacionismo, o Brasil saiu da lista de países com mais crianças não vacinadas no mundo, segundo o Unicef”, diz o governo. A cobertura vacinal aumentou consideravelmente para 15 das 16 vacinas infantis. Pé-de-meia – O programa Pé-de-Meia é um dos destaques no estímulo à educação. Criado para garantir a permanência de estudantes do ensino médio em sala, o incentivo financeiro já chega a 4 milhões de jovens. O programa transfere até R$ 9,2 mil por alunos durante os três anos do ensino médio. Escola integral – “Mais tempo na escola, atividades esportivas, culturais e científicas, além de tranquilidade para os pais trabalharem”. É essa a perspectiva do governo para o ensino em tempo integral, que chegou a mais de 1 milhão de estudantes, o equivalente a 33 mil salas de aula. Ensino superior – O governo federal anunciou 10 novos campi de universidades, 400 obras em universidades e hospitais universitários pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e 102 novos institutos federais de educação. As bolsas de estudo da pós-graduação também foram reajustadas depois de 10 anos. Nova indústria – Criado para fomentar o desenvolvimento produtivo, o programa Nova Indústria Brasil estimula o setor. A indústria cresceu 3,3% em 2024 e foi um dos destaques para puxar o PIB
Câmara aprova PL da Reciprocidade em resposta ao tarifaço de Donald Trump

“Precisávamos criar instrumentos para enfrentar a retaliação do império norte-americano”, comemorou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) De forma simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), o projeto de lei que estabelece critérios para reação brasileira a barreiras comerciais impostas por outros países. A matéria segue à sanção presidencial. Dessa forma, os deputados autorizaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dar respostas ao tarifaço global anunciado, nesta quarta-feira (2), pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os produtos brasileiros foram taxados em ao menos 10%. Outras tarifas para produtos específicos já tinham sido anunciadas, como 25% para aço e alumínio e para automóveis e suas peças. O PL, de Jair Bolsonaro, obstruiu a votação até chegar a um acordo com os demais partidos para que fosse votado na sessão somente o chamado PL da Reciprocidade. Leia mais: Senadores reagem a possíveis taxas dos EUA e aprovam PL da Reciprocidade O partido queria que, antes da votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautasse o projeto de anistia aos condenados nos atos golpistas do 8 de janeiro, mas não teve sucesso na obstrução. “Queria registrar o quanto foi importante a aprovação dessa matéria. Nós precisamos criar instrumentos para enfrentar a retaliação do império norte-americano, eles se acham os donos do mundo”, comemorou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Sobre a obstrução, a parlamentar questionou se era sério o que estava acontecendo no plenário. “Pessoas lambendo a bota de Donald Trump, lambendo a bota da posição norte-americana contra o Brasil e todas as nossas ações em defesa da indústria e da agricultura”, criticou. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a apresentar requerimento para adiar a votação. O requerimento foi derrotado por ampla margem de votos. “O líder do PL sobe a tribuna e diz: ‘nós defendemos o agro’. Mas por que estão com kit obstrução? Estão atrasando. O relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi aprovado por unanimidade e agora é a hora de saber quem defende os interesses brasileiros ou prefere vestir o boné do Trump”, provocou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que encaminhou voto pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). O líder do PSB, deputado Pedro Campos (PE), disse que o Congresso mostrou unidade em defesa dos interesses dos brasileiros. “Isso foi demonstrado pelo Senado, que aprovou por unanimidade esse projeto, que une o Brasil e diz que, na hora em que for feito qualquer movimento contrário ao Brasil, o país tem que reagir, de maneira unida, entendendo que o tratamento que qualquer nação do mundo quiser dispender ao povo brasileiro é o que o Brasil deve ter reciprocamente”, afirmou Campos. Medidas O projeto, que já havia sido aprovado por unanimidade no Senado, atribui à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a avaliação de respostas a países ou blocos econômicos que anunciem medidas contra produtos brasileiros. “A Camex estabelecerá mecanismos para monitorar periodicamente os efeitos das contramedidas adotadas com fundamento nesta Lei e a evolução das negociações diplomáticas com vistas a mitigar ou anular os efeitos das medidas e contramedidas”, diz o texto da matéria. O projeto também cria condições para que o Brasil reaja a pressões externas e tenha autonomia em disputas comerciais. Assegura ainda que “padrões ambientais não sejam utilizados contra os interesses nacionais e equilibra soberania e diplomacia, essenciais para manter a relevância econômica brasileira no cenário internacional”.
Quaest: Lula ganharia em todos cenários de 2026 mesmo com piora na aprovação

Em um dos cenários, presidente marca 44% das intenções de voto no 2º turno contra 40% do inelegível Bolsonaro e ainda venceria Michele, Tarcísio, Zema e outros quatro direitistas A mesma pesquisa Genial/Quaest que trouxe um sinal de alerta ao indicar o aumento no índice de desaprovação ao governo Lula também indicou que, se as eleições 2026 acontecessem agora, o presidente venceria todos os pré-candidatos de direita e extrema direita em cenários de segundo turno. Em um dos cenários traçados de forma estimulada, Lula tem 44% do eleitorado contra 40% de Jair Bolsonaro, que está inelegível e não poderá concorrer. Ainda que o petista esteja na frente é de se ponderar que os números estão no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais. Em outros sete cenários traçados, Lula também venceria contra Michele Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Pablo Marçal (PRTB), Eduardo Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União). Confira abaixo os números, observando que os valores de intenções de voto em branco, nulo ou não vai votar ainda é alto, portanto, ainda há margem para crescimento dos pré-candidatos ao longo desse e do próximo ano. Na pesquisa espontânea, quando o nome dos pré-candidatos não é apresentado, o presidente Lula também sai na frente, com 9%. Apenas outros dois foram mencionados, Bolsonaro com 7% e Tarcísio com 1%. Nesse aspecto o número de indecisos é enorme, 80%. Pontos de atenção Alguns dos resultados ainda mostram pontos de atenção para o governo. Além do aumento da desaprovação que chegou a 56% dos entrevistados, o número de pessoas que acreditam que Lula não deveria ser candidato em 2026 subiu de 52% para 62% entre dezembro de 2024 e o atual resultado de março. Apesar disso, o que beneficia Lula é o grande desconhecimento sobre os outros possíveis candidatos. Assim como na pesquisa espontânea onde só dois nomes da direita e extrema direita foram citados, é revelado que os governadores são ilustres desconhecidos pelo grosso da população. Tarcísio (governador de São Paulo) não é conhecido por 42%, Ratinho Jr. (Paraná) por 51%, Zema (Minas Gerais) 61% e Caiado (Goiás) 63%. Outra questão ainda levantada pela pesquisa é de que “o piso de qualquer candidato de oposição contra o PT é de 30%. Por isso mesmo os candidatos desconhecidos por 60% têm pelo menos 30% em um eventual 2º turno contra Lula”, destaca Felipe Nunes, diretor da Quaest. Os pesquisadores ouviram 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março. O nível de confiabilidade é de 95% e a margem é de 2 pontos percentuais.
Duda Salabert propõe projeto que proíbe anistia para condenados ou investigados por golpe

Projeto apresentado à Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (31) é uma resposta à oposição, que pressiona pelo avanço do PL da Anistia, proíbe anistia para réus ou condenados por crimes contra as instituições democráticas A deputada Duda Salabert (PDT-MG) apresentou à Câmara nesta segunda-feira (31) um projeto de lei para proibir anistia para investigados ou condenados por crimes contra o Estado democrático de direito. A proposta responde à pressão da oposição capitaneada pela bancada do PL por uma rápida aprovação da anistia para os envolvidos no 8 de janeiro. Nesta terça-feira (1º), o líder do partido, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se reunirá com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para negociar que a proposta tramite em caráter de urgência. A proposta protocolada pela deputada mineira sugere que o Código Penal proíba a concessão de anistia para quem cometer crimes contra as instituições democráticas. Se aprovado, o projeto se aplicaria às pessoas que ainda não receberam condenações pelo 8/1 e que respondem pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito. A lei não afetaria os já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na justificativa, Duda Salabert cita que a Constituição proíbe anistia para os crimes hediondos e também os de tortura, tráfico de drogas e terrorismo. “Por analogia e coerência sistêmica, entende-se que crimes contra o Estado democrático de direito, dada sua gravidade, também não devem ser passíveis de anistia”, analisa. Ela argumenta, ainda, que a concessão de anistia nesses casos é inconstitucional.
CAGED de fevereiro mostra crescimento do mercado de trabalho em Montes Claros

Nessa sexta-feira, 28, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). O estudo realizado desde 1965 conta com informações enviadas pelas próprias empresas, o que possibilita uma análise do mercado de trabalho em todos os municípios brasileiros. Em fevereiro, foram contratados, pelas empresas instaladas em Montes Claros, 5.020 profissionais e demitidos 4.840, o que proporcionou um saldo de 180 novos postos de trabalho com um estoque (número de trabalhadores formais em atividade) de 97.118. Os setores da economia que mais geraram saldo de vagas foram Serviços (212) e Construção (122). Com o resultado de fevereiro, já é o segundo mês de 2025 com saldo positivo na geração de empregos, em Montes Claros, uma vez que, em janeiro, houve um saldo de 35 contratações com 4.332 trabalhadores admitidos e 4.297 demitidos, respectivamente, e estoque de 96.938. (SECOM/ Prefeitura de Montes Claros | Texto: Attilio Faggi | Fotos: Fábio Marçal)
Petrobras anuncia redução do preço do diesel nas refinarias

Para o consumidor final, o valor do diesel, atualmente em R$ 6,40, deve cair para pelo menos R$ 6,25 A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (31) a redução de 4,5% do preço do diesel que a estatal vende a distribuidoras. Esta é a primeira redução desse combustível anunciada pela empresa desde outubro de 2023 e acontece após uma redução da cotação do dólar durante os primeiros meses deste ano. O novo preço será praticado pela Petrobras a partir desta terça-feira (1º). Em média, as refinarias da estatal repassarão diesel a distribuidoras por R$ 3,55 por litro. Hoje, repassam a R$ 3,72 –R$ 0,17 a mais por litro. Segundo a Petrobras, considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, o preço do diesel nas bombas de combustível deve cair pelo menos R$ 0,15 a cada litro de diesel B. Assim, para o consumidor final, o valor do diesel, atualmente em R$ 6,40, deve cair para pelo menos R$ 6,25. Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou à Presidência, a Petrobras já reduziu o preço do diesel em R$ 0,94 por litro, quase 21%. Lula fez campanha eleitoral prometendo “abrasileirar o preço dos combustíveis”, o descolando de variações no mercado internacional e do dólar. A redução do diesel, contudo, acontece depois de o dólar baixar de cerca de R$ 6,25 para cerca de R$ 5,70 do final do ano passado até hoje. Até a redução, a Petrobras vendia diesel cerca de 2% mais caro do que o importado, de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
Tarifas de Trump contra o Brasil são injustificáveis, diz Haddad

Mais cedo, Washington incluiu o Brasil em seu relatório anual sobre barreiras comerciais Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: REUTERS/Adriano Machado) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou nesta segunda-feira (31) as iminentes tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil, afirmando que a parceria econômica deve prevalecer. “Qualquer retaliação ao Brasil vai soar injustificável à luz dos dados e à luz das décadas de parceria entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou Haddad após participar de uma conferência sobre a economia e o clima na França, conforme citado pela Folha de São Paulo. Mais cedo, Washington incluiu o Brasil em seu relatório anual sobre barreiras comerciais, destacando políticas consideradas protecionistas e abrindo caminho para o “tarifaço”. O Relatório de Estimativa Comercial Nacional sobre Barreiras ao Comércio Exterior dos EUA cita etanol, cachaça e produtos eletrônicos como “desleais”. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no último domingo (29) que as tarifas recíprocas previstas para serem anunciadas nesta quarta-feira (2) incluirão todos os países. O republicano já impôs tarifas sobre alumínio, aço e automóveis.
Nos 61 anos do golpe de 64, Lula diz que “ameaças autoritárias insistem em sobreviver”

“Nosso povo, com muita luta, superou os períodos sombrios de sua história”, disse o presidente “Hoje é dia de lembrarmos da importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher nas urnas seus líderes e traçar o seu futuro. E de seguirmos fortes e unidos em sua defesa contra as ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobreviver”, afirmou. Segundo o presidente, a democracia é o principal caminho para o desenvolvimento inclusivo e menos desigual do país. “Não existe, fora da democracia, caminhos para que o Brasil seja um país mais justo e menos desigual. Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes”, disse. Por fim, Lula destacou a luta dos brasileiros contra o regime militar e o papel da Constituição de 1988 na consolidação da democracia. “Nosso povo, com muita luta, superou os períodos sombrios de sua história. Há 40 anos, vivemos em um regime democrático e de liberdades, que se tornou ainda mais forte e vivo com a Constituição Federal de 1988. Esta é uma trajetória que, tenho certeza, continuaremos seguindo. Sem nunca retroceder”, concluiu Hoje é dia de lembrarmos da importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher nas urnas seus líderes e traçar o seu futuro. E de seguirmos fortes e unidos em sua defesa contra as ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em… — Lula (@LulaOficial) March 31, 2025