Tino Gomes é a atração principal do primeiro festival junino Arraial das Formigas

Montes Claros receberá nos dias 28 e 29 de junho, o primeiro festival junino Arraial das Formigas, com apresentações de quadrilhas, comidas típicas, artesanato e brincadeiras. Além do forró pê de serra, comandado pelo artista Tino Gomes, a partir das 20 horas. deste sábado (28) O evento, promovido pela Prefeitura de Montes Claros, através da secretaria municipal de Cultura e Turismo, acontecerá na Avenida Viriato Ribeiro de Aquino, no bairro Canelas, nas proximidades da Rodoviária, ao lado do Parque Municipal Cândido Canela. O Arraial das Formigas ressurge como um dos mais emblemáticos encontros culturais da região, promovendo uma experiência imersiva que honra as raízes e reinventa os costumes e sabores locais. Realizado pela Plataforma Criativa de Projetos do Ecossistema Clariô, com correalização do Programa Casa Cult, e o patrocínio da Cemig, o evento integra cultura popular, culinária típica afetiva, musicalidade de raiz e criatividade artesanal, convidando moradores e visitantes a vivenciarem o que há de mais autêntico na expressão sertaneja mineira. Muito além de uma festa junina, o Arraial das Formigas se firma como um festejo de pertencimento, onde o chão batido, os ofícios da roça e as manifestações devocionais compõem um mosaico cultural pulsante.
‘Galípolo é pior que o Roberto Campos Neto’, diz Berzoini

Ex-ministro diz que atual política de juros prejudica o país e cobra reação do governo Lula Em entrevista ao programa Fórum Onze e Meia, o ex-ministro Ricardo Berzoini fez duras críticas à política monetária brasileira, classificando a atuação do Banco Central como um obstáculo ao desenvolvimento do país. Para ele, a instituição vem operando em favor do mercado financeiro, penalizando a economia real com juros elevados e metas consideradas inalcançáveis. Berzoini direcionou suas críticas especialmente ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. “O Galípolo está pior que o Campos Neto”, afirmou. Segundo ele, o governo precisa reagir a decisões consideradas como técnicas, mas que afetam o crescimento, sem se calar por razões políticas. “Não dá para engolir erro calado só porque o governo é nosso”, disse. Metas irreais, juros sufocantes e silêncio preocupante Para o ex-ministro, a atual meta de inflação é “inexequível” e serve apenas como justificativa para manter a taxa Selic em níveis desproporcionais. “Estamos com uma inflação de cerca de 4,5% e juros reais perto de 10%. Isso não existe no mundo. Só no Brasil”, criticou. Ele comparou a política a uma dieta impossível: “É como querer emagrecer 30 quilos quando só dá para perder 10. A culpa não é da balança, é da meta.” Berzoini apontou o descompasso da política atual com as necessidades do país. “Tesouro Direto está pagando 15% ao ano. Só perde para o tráfico de drogas e pedágio em São Paulo.” Segundo ele, essa lógica beneficia apenas rentistas, enquanto comerciantes, empresários e trabalhadores enfrentam as consequências. Ele também refutou a ideia de que a inflação atual seria causada por excesso de demanda, atribuindo a alta de preços a fatores externos, como secas em países produtores de alimentos. “Não falta consumo. Falta coordenação”, afirmou. Berzoini alerta para o risco político de o governo não se manifestar diante desse cenário. “Quando era o Campos Neto, o PT criticava. Agora, com Galípolo, reina o silêncio. Isso é incoerente.” Ele defendeu a revisão urgente da meta de inflação pelo Conselho Monetário Nacional, composto por Fernando Haddad, Simone Tebet e o próprio Galípolo, e concluiu: “O Banco Central virou o sindicato dos rentistas. Decide contra quem trabalha e a favor de quem vive de renda.” Fonte: Revista Fórum
Juiz solta sujeito que quebrou relógio de Dom João VI; Moraes prende novamente

Ministro do STF classificou a decisão do magistrado mineiro, que será investigado, como “fora do âmbito de sua competência” O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (19) que Antônio Cláudio Alves Ferreira volte à prisão. O mecânico, condenado a 17 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, havia sido solto na última terça-feira (17) por decisão da Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG), sem o uso de tornozeleira eletrônica. Antônio Cláudio ficou conhecido por ter sido filmado destruindo o relógio histórico de Balthazar Martinot, presente da Corte Francesa a Dom João VI e uma das peças mais valiosas do acervo da Presidência da República. Na decisão, Moraes revoga a liberdade concedida pelo juiz mineiro Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, que autorizou a progressão do condenado para o regime semiaberto domiciliar. O juiz argumentou que o réu apresentava boa conduta carcerária e não tinha registros de faltas graves. O ministro do STF, no entanto, afirmou que o magistrado mineiro não tinha competência para decidir sobre o caso, que tramita na Suprema Corte. Moraes classificou a decisão como “fora do âmbito de sua competência” e ressaltou que ela foi tomada sem qualquer autorização do Supremo. Erro no cálculo da pena Além de questionar a competência do juiz, Moraes também apontou erro no cálculo do tempo de pena cumprido. O ministro destacou que, por se tratar de crimes cometidos com violência e grave ameaça, é necessário o cumprimento de pelo menos 25% da pena em regime fechado para pleitear progressão — e Ferreira cumpriu apenas 16%. “Além da soltura ter ocorrido em contrariedade à expressa previsão legal, foi efetivada a partir de decisão proferida por juiz incompetente, em relação ao qual — repita-se — não foi delegada qualquer competência”, escreveu Moraes no mandado de prisão. O ministro também determinou a abertura de uma investigação para apurar a conduta do juiz mineiro. Contradição sobre falta de tornozeleiras O caso gerou repercussão adicional após vir à tona que o condenado foi colocado em liberdade sem tornozeleira eletrônica. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a medida ocorreu porque o estado não dispõe atualmente do equipamento. Por outro lado, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) desmentiu essa versão e afirmou que há cerca de 4 mil tornozeleiras disponíveis no estado. A pasta informou ainda que, mesmo em prisão domiciliar, Ferreira deveria se apresentar ao presídio sempre que fosse solicitado, e que um novo agendamento já havia sido marcado. Restrições da decisão anulada Na decisão que agora foi anulada pelo STF, o juiz de Uberlândia havia imposto uma série de restrições, como: Permanecer em casa em tempo integral, exclusivamente em Uberlândia; Não sair da residência até nova autorização para trabalho externo; Comparecer ao presídio ou à Vara de Execuções Penais sempre que solicitado; Fornecer material genético para o banco nacional de dados; Apresentar comprovante de endereço atualizado em até 10 dias; Manter endereço e telefone atualizados; Após eventual instalação de tornozeleira, não violar, remover ou danificar o equipamento. A defesa de Antônio Cláudio foi procurada pelo G1, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem. Fonte: Revista Fórum , com informações do G1
Papa Leão XIV nomeia dom Dorival Barreto Júnior novo bispo de Januária

Nomeado atuava como bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, mas construiu trajetória sacerdotal no Norte de Minas O papa Leão XIV nomeou, nesta quarta-feira (18/6), o novo bispo de Januária (Norte de Minas), dom Dorival Souza Barreto Júnior, de 60 anos, até então bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador. Embora natural de Jequié (BA), dom Dorival construiu sua trajetória sacerdotal em Montes Claros, no Norte de Minas, onde atuou durante 33 anos. A Diocese de Januária estava em vacância desde 13 de abril passado, quando morreu o ex-bispo da cidade, dom Geraldo de Souza. A Diocese abrange 18 municípios e 25 paróquias. “Eu recebi essa notícia com gratidão. É com alegria poder receber a notícia de que o papa dom Leao XIV, na sua bondade, na sua misericórdia, me confia essa missão como pastor da Diocese de Januária”, afirmou dom Dorival, em entrevista ao Estado de Minas. “É (motivo de) muita alegria poder colaborar na missão evangelizadora da Igreja. O meu lema de bispo é: “ide também vós” (“Ite et vos”). Então, vou com alegria e gratidão, me colocando à disposição dos irmãos e irmãs presentes aí nessa diocese”, declarou o líder católico. Dom Dorival destacou também o significado de seu retorno ao Norte de Minas. “Para mim, isso representa voltar para casa. Tenho esse sentimento em meu coração. Sou muito agradecido a todo o Norte de Minas, especialmente a Montes Claros, onde vivi durante 33 anos. Esta é minha casa”, disse, acrescentando qque não esperava pela volta à região depois de ter sido nomeado bispo auxiliar de Salvador, em novembro de 2020. “Eu imaginava que permaneceria aqui por um tempo (em Salvador), mas retorno com alegria, com satisfação e com o coração aberto”, completou. Em mensagem dirigida aos fiéis da Diocese de Januária, dom Dorival declarou: “Espero em breve poder conhecê-los, abraçá-los, celebrarmos juntos, escutá-los e continuarmos essa bela missão da Diocese de Januária, que neste ano completou 68 anos de sua instalação. Vou como missionário, continuador do trabalho que já foi feito por tantos bispos, padres, religiosos, religiosas, leigos e leigas”. “Espero poder contar com a colaboração e com a ajuda de todos, para que o Evangelho seja anunciado, para que o Senhor Jesus seja conhecido e amado e adorado também nessas terras”, concluiu Trajetória Dom Dorival Souza Barreto Junior nasceu em Jequié (BA), em 10 de março de 1964. Ele é bacharel em teologia, licenciado em filosofia e mestre em liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico, de Roma, e doutor em teologia dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, também de Roma. Em 1980, ingressou no Seminário dos Capuchinhos, em Vitória da Conquista (BA), concluindo o ensino médio no Colégio Paulo VI. Com os Frades Menores Capuchinhos residiu em Salvador (BA), concluindo o biênio filosófico na Universidade Católica do Salvador (UCSal). Iniciou o curso de teologia na UCSal, dando continuidade ao mesmo no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Transferiu-se para Montes Claros (MG), onde foi ordenado diácono no dia 19 de julho de 1987. Além de vigário, foi administrador paroquial e pároco em algumas paróquias da Arquidiocese de Montes Claros. Foi chanceler, ecônomo, membro dos conselhos Presbiteral, Econômico e Pastoral, do Colégio dos Consultores e pároco da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Montes Claros. Entre outras atividades, foi professor de língua e culturas latinas na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Em 4 de novembro de 2020, foi nomeado pelo papa Francisco bispo auxiliar na Arquidiocese de São Salvador. A ordenação episcopal aconteceu em 3 de janeiro de 2021, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José, em Montes Claros. A missa de apresentação na Arquidiocese de Salvador foi realizada no dia 6 de fevereiro de 2021.
STF quebra sigilo: Carlos e Jair Bolsonaro eram os articuladores da Abin Paralela

O Supremo também mencionou Alexandre Ramagem como outro aliado do bolsonarismo com atuação direta no esquema criminoso A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o seu filho, Carlos Bolsonaro, fizeram parte de uma organização criminosa para comandar a realização de ações de espionagem clandestina de opositores na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). André Richter – Repórter da Agência Brasil A conclusão consta no relatório final das investigações do caso “Abin Paralela”, que foi finalizado ontem, quando a PF indiciou cerca de 30 investigados, entre eles, Carlos Bolsonaro. O sigilo do documento foi retirado hoje pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente não foi indiciado porque responde às acusações sobre o uso clandestino da Abin na ação penal da trama golpista, que tramita no STF.Conforme conclusão dos investigadores, ficou comprovado nas investigações o uso ilegal da Abin contra quem se opusesse ao denominado núcleo político, formado pelo ex-presidente e seu filho. “As evidências colecionadas ao longo da presente investigação não deixam dúvidas sobre a existência de um núcleo de propagação de desinformação, responsável pela produção e desinformação direcionada contra aqueles que se opusessem de forma contrária ao intento do núcleo político”, afirmou a PF. De acordo com as investigações, foram monitorados ilegalmente o ministro Alexandre de Moraes, os ex-deputados Jean Wyllys, Rodrigo Maia, Joyce Hasselmann, o ex-governador de São Paulo João Dória e os jornalistas Leandro Demori e Mônica Bergamo. Para os investigadores, Bolsonaro era o principal beneficiado pelas ações clandestinas. “Jair Messias Bolsonaro figura como o principal destinatário do produto das ações clandestinas e da instrumentalização da Abin”, diz o relatório. A investigação também apontou o uso ilegal do órgão para a propagação de desinformação para desacreditar o sistema eleitoral. “Esta estrutura utilizou-se dos recursos da agência para atender interesses particulares de ordem política, incluindo ações destinadas a influenciar o resultado das eleições presidenciais de 2022”. Conforme a apuração, as ações clandestinas foram implementadas durante a gestão do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que é réu na ação penal da trama golpista e também foi indiciado, por meio do uso de policiais federais e outros servidores de confiança cedidos ao órgão e com a utilização ilegal do programa de monitoramento Firstmile. Atual cúpula A PF também indiciou a atual cúpula da Abin, formada pelo diretor-geral, Luiz Fernando Correa, sob a acusação de tentar obstruir a investigação sobre a “Abin Paralela”. José Fernando Moraes Chuy, atual corregedor, também foi indiciado. “Este núcleo atuou para dificultar as investigações sobre a ORCRIM da gestão anterior, por meio de estratégias conjuntas com investigados, recalcitrância na entrega de provas (logs), ações para assediar e desacreditar a ex-corregedora, omissão sobre operações ilegais e potencial manipulação de informações e procedimentos internos”, concluiu a investigação. Próximos passos Após receber o relatório final da PF, o ministro Alexandre de Moraes deve enviar o documento para apreciação da Procuradoria-Geral da República (PGR).Caberá à procuradoria decidir se uma nova denúncia será protocolada contra os acusados ou se o caso será apensado nas ações penais sobre a trama golpista ocorrida durante o governo de Bolsonaro. Defesa Após as conclusões da PF, Carlos Bolsonaro foi às redes sociais e insinuou que o indiciamento tem motivação política.”Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência!”, declarou. A Agência Brasil entrou em contato com a Abin e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.
Lula deve enviar Plano Nacional da Juventude ao Congresso em agosto

“A expectativa é que isso aconteça até agosto, em sintonia com o Dia Internacional da Juventude e os 20 anos da Política Nacional de Juventude”, disse Bruna Brelaz, presidente do Conjuve A presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Bruna Brelaz, disse nesta terça-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve enviar ao Congresso, ainda neste primeiro semestre, o Plano Nacional da Juventude (PNJ). “A expectativa é que isso aconteça até agosto, em sintonia com o Dia Internacional da Juventude e os 20 anos da Política Nacional de Juventude”, afirmou Brelaz depois que o Conjuve, órgão consultivo e deliberativo do governo, entregou uma carta ao presidente. De acordo com o documento, embora o debate sobre o PNJ exista desde a criação da Política Nacional de Juventude, em 2005, o Brasil acumula 20 anos de mobilização e, pelo menos, 15 anos de descumprimento constitucional. “Em 2010, a aprovação da Emenda Constitucional nº 65 incluiu a juventude como sujeito de direitos no texto constitucional e estabeleceu a obrigatoriedade da formulação de um Plano Nacional de Juventude”, diz um trecho da carta. Entre os pontos principais do PNJ, Brelaz destacou o enfrentamento da violência contra a juventude, com foco especial na juventude negra e periférica. Dados do Ipea revelam que, em 2023, 34% das mortes de jovens de 15 a 29 anos foram homicídios. A maioria dos assassinatos no Brasil tem como vítimas pessoas dessa faixa etária. São 60 jovens assassinados todos os dias, dos quais a maioria é jovem negro (preto ou pardo) e de periferia. A presidente do Conjuve destacou outros pontos prioritários: “O acesso ao trabalho decente, com políticas de inclusão produtiva e enfrentamento da informalidade, que atinge quase 40% dos jovens; a saúde mental, com medidas de prevenção, acolhimento e atendimento; a educação e a permanência escolar, com fortalecimento de políticas como o Pé-de-Meia e as cotas; e o fortalecimento do Sistema Nacional de Juventude, garantindo a participação efetiva dos jovens na formulação das políticas públicas.” O Conjuve diz que no mundo do trabalho, os jovens enfrentam um cenário de exclusão e precarização. “Mesmo com a queda da taxa nacional de desemprego, os jovens ainda enfrentam o dobro da taxa dos adultos. Mais de 38% dos jovens que trabalham estão na informalidade, em empregos mal remunerados, inseguros e com baixa proteção social. A juventude quer trabalhar, se formar, produzir, transformar — mas é preciso que o país também se comprometa com isso”, alertou o documento. Conquistas No documento, o Conselho diz que a história recente ensinou que, quando a juventude se move, o Brasil avança. “Fomos protagonistas das ruas, das urnas e dos processos mais transformadores deste país. Em 2022, foi a juventude que se mobilizou de forma massiva, que renovou sua esperança nas urnas e contribuiu decisivamente na reconstrução da democracia. Foi com a nossa força que o Brasil reencontrou seu caminho”, lembrou. Sob a liderança de Lula, Conjuve lembrou que o país já provou que é possível transformar sonhos em políticas públicas. “Foi assim com o Prouni, o Projovem, o Juventude Viva, o Pronatec, com a criação da Secretaria Nacional de Juventude, com o Estatuto da Juventude — e com a criação do Conjuve, que é, até hoje, uma das maiores conquistas da história dos movimentos juvenis brasileiros.”
Governo lança Casas da Igualdade e amplia combate ao racismo no Brasil

Novo programa federal prevê atendimento a vítimas de crimes raciais, ações de inclusão e fortalecimento das políticas públicas de igualdade racial em todo o país O governo federal lançou nesta terça-feira (17) o Programa Mais Igualdade, uma iniciativa estratégica para o enfrentamento do racismo e a promoção da igualdade racial no Brasil. Instituído por meio do Decreto Nº 12.514, assinado pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o programa reforça o compromisso governamental com a proteção dos direitos da população negra e das comunidades tradicionais. “Essas diretrizes sobre a proteção e desenvolvimento de políticas públicas, bem como de enfrentamento ao racismo, são mais um passo para assegurar os direitos da população negra em todo território nacional”, destacou Anielle Franco durante a cerimônia de lançamento.l O Mais Igualdade reforça diretrizes como transversalidade, interseccionalidade e intersetorialidade, levando em conta raça, gênero, etnia e as especificidades de cada território. O respeito à autodeterminação, à integridade e à efetividade dos direitos das comunidades negras e tradicionais também norteiam a proposta. Três eixos para a ação nacional O programa está estruturado em três eixos principais: aperfeiçoamento – formação, qualificação e certificação de agentes públicos, sociais e comunitários que atuam em políticas de igualdade racial; estruturação – equipagem e fortalecimento de órgãos e centros de promoção da igualdade racial; e fortalecimento – fomento e apoio a políticas desenvolvidas por estados, Distrito Federal e municípios. O decreto também prevê que órgãos da administração pública federal possam firmar convênios e parcerias com entidades privadas sem fins lucrativos para viabilizar as ações do programa. Casas da Igualdade: acolhimento e justiça racial Uma das maiores inovações do programa é a criação das Casas da Igualdade Racial, que funcionarão como pontos de apoio nas cinco regiões do país. Elas irão oferecer serviços de acolhimento psicológico, jurídico e social às vítimas de crimes raciais, além de atuar como centros de memória e fortalecimento comunitário. Segundo o secretário de Gestão do Sinapir, Clédisson Júnior, a medida representa um marco legal: “A criação da Casa da Igualdade Racial inaugura espaços de acolhimento, memória e justiça racial nos territórios. Esse marco normativo reconhece a diversidade da população negra e das comunidades tradicionais, promovendo cidadania e reparação histórica.” Além do atendimento a vítimas, as Casas terão cinco áreas prioritárias de atuação: Justiça racial: apoio psicológico, jurídico e social a vítimas de crimes raciais. Inclusão produtiva: estímulo ao desenvolvimento profissional, com foco em mulheres e jovens negros. Cultura e educação: promoção de ações culturais com referenciais afro-brasileiros. Convivência comunitária: fortalecimento dos vínculos sociais. Pactuação federativa: ampliação da articulação entre os entes federativos. As Casas também serão centros de preservação do patrimônio e da memória afro-brasileira, fomentando redes de atendimento especializado. Enfrentamento das múltiplas formas de racismo A ministra Anielle Franco celebrou o avanço político representado pela iniciativa: “Fico com o coração quentinho de saber que temos mais um instrumento que fortalece o Sinapir e possibilitará o aumento de atendimentos a mães, trabalhadores, jovens e toda população negra, quilombola e de matriz africana.” Com a implementação do Mais Igualdade, o Governo Federal busca consolidar políticas estruturantes de combate ao racismo institucional e estrutural, promovendo direitos, inclusão e cidadania plena para a população negra em todo o território nacional.
Com avanços econômicos, cai o número de jovens que nem estudam, nem trabalham

Melhora no cenário econômico e no mercado de trabalho está entre fatores que influenciaram na queda. Programa Pé-de-Meia busca manter jovens mais vulneráveis na escola A educação brasileira evoluiu nos últimos anos, embora ainda precise ir muito além para que seja possível sanar problemas históricos e estruturais que incidem sobre a forte desigualdade nacional. Um traço positivo nesse sentido é a queda no número de jovens de 15 a 29 anos que nem estudam, nem trabalham — questão que também está atrelada a fatores econômicos. Eles eram 22,4% em 2019, percentual que caiu para 19,8% em 2023 e para 18,5% no ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua Educação, recém-divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Muito dessa diminuição pode ser atribuída à própria evolução do mercado de trabalho brasileiro, que vem sucessivamente apresentando melhoras ano após ano, com diminuição da taxa de desocupação, assim como a diminuição da subutilização”, explica William Kratochwill, analista do IBGE. Quando se examina a questão de gênero, o percentual das mulheres que nem trabalhavam, nem estudavam era de 24,7%, quase o dobro dos 12,5% de homens. O recorte racial também traz desvantagens aos negros diante dos brancos, refletindo o racismo estrutural brasileiro: o percentual de pessoas pretas ou pardas que não estudavam, não se qualificavam e não estavam ocupadas, 21,1%, foi consideravelmente superior ao de pessoas brancas na mesma condição, 14,4%. No que tange à segmentação etária, entre os 15 e os 17 anos, o percentual dos que nem estudavam, nem estavam ocupados foi de 4%, saltando para 22,4% entre quem tem 18 e 24 anos e para 21% entre os 25 e os 29 anos. Motivos para se afastar Elementos socioeconômicos prevalecem entre os motivos que levam os jovens a deixarem os estudos. Quando questionados sobre isso, sobressaem-se, nas respostas, a necessidade de trabalhar, a falta de interesse e a gravidez. De acordo com a Pnad Educação, em 2024, o principal motivo para os jovens de 14 a 29 anos abandonarem a escola ou nunca a terem frequentado foi a necessidade de trabalhar, mencionada por 42% dos entrevistados. O segundo motivo mais citado, com 25,1%, foi a falta de interesse. Entre os homens de 14 a 29 anos, o principal motivo declarado também foi a necessidade de trabalhar, 53,6%, seguido do desinteresse, 26,9%, e problemas de saúde permanente, com 4,2%. No caso das mulheres, a razão mais citada também foi a necessidade de trabalhar, 25,1%, enquanto a falta de interesse foi a resposta de 22,5%. Mas há questões específicas de gênero que permeiam a vida das jovens e acabam retirando-as das salas de aula: a gravidez foi a resposta de 23,4%, enquanto 9% atribuíram o afastamento aos afazeres domésticos ou cuidados com outras pessoas — entre os homens, essa motivação correspondeu a apenas 0,8% das respostas. “Esses resultados evidenciam que, além da condição econômica, as responsabilidades reprodutivas e domésticas ainda estão entre os principais entraves para a permanência das mulheres jovens na escola. Para os homens, a atribuição do trabalho remunerado é o fator marcante para o abandono escolar”, diz Kratochwill. Cabe destacar, ainda, que segundo a pesquisa, caiu o número de jovens que não haviam completado o ensino médio, seja por terem abandonado a escola sem concluir essa etapa, seja por nunca a terem frequentado. Em 2024, eles somavam 8,7 milhões de pessoas entre 14 a 29 anos; em 2023, esse contingente era de 9,3 milhões e em 2019, chegava a 11,4 milhões. Do total aferido no ano passado, 59,1% eram homens e 40,9% eram mulheres; 26,5% eram brancos e 72,5% eram pretos ou pardos. O IBGE também destaca que nesse grupo etário, os maiores percentuais de abandono ocorreram a partir dos 16 anos, com 16,5% nessa idade, 19,9% aos 17 anos e 20,7% aos 18 anos. Ainda assim, o abandono escolar precoce continua presente nas idades correspondentes ao ensino fundamental: 6,5% haviam deixado a escola até os 13 anos e 6,8% aos 14 anos. Mudança de cenário A melhora no quadro socioeconômico que o Brasil vem obtendo nos últimos anos — com mais emprego, aumento da renda e retomada de programas sociais de combate à miséria, como o Bolsa Família — ajuda diretamente o acesso à educação. Afinal, famílias que passam a ter outros meios de sustento conseguem fazer com que seus filhos priorizem o ensino. Ao lado disso, outras iniciativas vêm buscando ampliar o acesso e a manutenção dos jovens mais vulneráveis nas escolas. É o caso do programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro-educacional na modalidade de poupança para estudantes do ensino médio público. O objetivo principal, conforme o Ministério da Educação, “é promover a permanência e a conclusão escolar desses alunos, além de incentivar a participação em exames como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”. Atualmente, mais de 4 milhões de jovens recebem o benefício, que começou a ser pago em fevereiro deste ano. Considerando a data da implantação, seus resultados ainda não devem estar plenamente refletidos nos dados da pesquisa atual. Pelas redes sociais, o ministro da pasta, Camilo Santana, salientou que o Pé-de-Meia “não é um programa de transferência de renda, mas um programa educacional porque ele tem uma contrapartida: garantir frequência e aprovação da juventude. Porque quando nós vamos olhar, o maior motivo para o jovem abandonar a escola é a questão financeira, é ajudar o pai e a mãe que, muitas vezes, está desempregado. É poder ajudar, muitas vezes, a mãe solteira”. Para ele, “o mínimo que um país pode fazer é garantir que todos os jovens possam terminar a educação básica e o ensino médio”.
Copom eleva juros para 15% ao ano e amplia sabotagem ao Brasil

Mesmo com inflação menor e desaceleração da economia, BC aprova aumento de 0,25 ponto percentual e coloca a Selic no maior patamar desde julho de 2006 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou pelo aumento da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, elevando a Selic a 15% ao ano. A decisão desta quarta-feira (18) mantém ritmo de alta iniciado em setembro do ano passado, quando os juros passaram de 10,50% para 10,75%. Agora, já são sete aumentos seguidos. A votação entre os membros do Comitê foi unânime. Na justificativa que acompanha o anúncio, é afirmado que o Copom “entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. Ainda segundo o comunicado, “o Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.” A decisão encarece ainda mais o crédito em um cenário de inflação menor e desaceleração do crescimento econômico. Parte considerável de analistas econômicos apostava na manutenção dos juros, não em um aumento. A Selic em 15% ao ano representa o maior patamar desde julho de 2006, quando marcava 14,75% depois de ser reduzida em 0,5% após a reunião de maio daquele ano, que a havia fixado em 15,25%. Ao elevar mais uma vez os juros, o Copom ultrapassa até as expectativas do mercado financeiro para 2025. Por meio do Boletim Focus do próprio BC, as instituições financeiras indicam que o ano deverá encerrar com taxa que estava antes desse novo aumento, 14,75% a.a. Portanto, um corte deverá ocorrer para se enquadrar ao que o próprio mercado acredita. A elevação de 0,25% atrai descontentamento generalizado: sociedade, governo e setor produtivo. Somente investidores do mercado financeiro têm ganhado com os juros nas alturas. Na última terça-feira (17), as centrais sindicais e movimentos sociais realizaram protestos pela redução dos juros. Apesar dos clamores, o Copom manteve a linha dura na política monetária herdada pelo ex-presidente Roberto Campos Neto e mantida pelo atual presidente, Gabriel Galípolo. A meta para a inflação é de até 4,5%, tendo como centro 3% (o IPCA de 12 meses acumula 5,4%). ‘Dose errada’ A taxa básica de juros é elevada sob o pretexto de enfraquecer a demanda ao encarecer o crédito, com repercussão em diversos segmentos. A sequência de nove meses de aumento de juros no Brasil já é sentida pela economia, com a inflação em desaceleração no mês de maio (0,26% frente a 0,46% do IPCA de abril) e retração industrial (-1,1%) em abril, conforme o IBC-BR, a prévia do PIB, o que levou o índice a reduzir o ritmo de crescimento do país a 0,2% no mês. Com estes números, uma nova elevação dos juros é mais uma ‘dose errada’ do remédio que o Copom impõe ao Brasil. Assim, permanece o descontentamento da sociedade, que anseia por um custo de vida mais barato, e dos setores produtivos, que pedem crédito mais acessível como forma de ampliar investimentos e manter o crescimento econômico – que tem se superado, apesar da Selic nas alturas. Outro prejudicado é o governo. Segundo o próprio BC, a cada aumento de um ponto percentual na taxa de juros, o custo da dívida pública federal cresce cerca de R$ 50 bilhões. Dessa maneira, é possível dizer que o aumento de 0,25% representa R$ 12,5 bilhões a mais de perdas nas contas de um governo que também é sabotado a todo momento pelo Congresso Nacional na tentativa de cumprir o seu orçamento
Corpus Christi: entenda a origem, a data e as tradições da celebração cristã

A festa, que ocorre sempre numa quinta-feira, homenageia o mistério da Eucaristia — o corpo e sangue de Cristo — e está enraizada na história da Igreja desde o século XIII Em meio a tapetes coloridos, missas solenes e procissões pelas ruas, milhões de católicos celebram anualmente uma das datas mais importantes do calendário litúrgico: o Corpus Christi. A festa, que ocorre sempre numa quinta-feira, homenageia o mistério da Eucaristia — o corpo e sangue de Cristo — e está enraizada na história da Igreja desde o século XIII. Apesar de ser uma tradição conhecida por muitos, o Corpus Christi ainda desperta dúvidas sobre sua origem, data e significado. A celebração vai muito além de um feriado religioso: ela é expressão pública de fé e símbolo de uma herança cultural transmitida há séculos. A expressão “Corpus Christi” vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. A festa teve início oficialmente em 1264, quando o papa Urbano IV instituiu a celebração por meio da bula Transiturus de hoc mundo. A motivação veio de dois acontecimentos marcantes: as visões da freira belga Juliana de Mont Cornillon, que afirmava ter recebido sinais divinos para a criação de uma festa dedicada exclusivamente à Eucaristia, e o chamado “milagre de Bolsena”, na Itália. Segundo a tradição católica, durante uma missa celebrada na cidade de Bolsena, um sacerdote que duvidava da presença real de Cristo na hóstia consagrada viu sangue jorrar da hóstia sobre o altar. O episódio foi considerado um sinal divino e reforçou a decisão papal de estabelecer uma data específica para exaltar o sacramento da comunhão. Como se calcula a data do Corpus Christi? A celebração de Corpus Christi é móvel, ou seja, sua data varia a cada ano. Ela acontece 60 dias após o Domingo de Páscoa, sempre na quinta-feira seguinte à festa da Santíssima Trindade. Isso porque, de acordo com os Evangelhos, foi em uma quinta-feira que Jesus instituiu a Eucaristia durante a Última Ceia com seus discípulos. Em 2025, a data será comemorada em 19 de junho. Em 2024, foi em 30 de maio; em 2023, em 8 de junho. A oscilação reflete o fato de que a Páscoa, base para o cálculo, também é determinada por um calendário lunar e não por uma data fixa. Feriado ou ponto facultativo? Eis a dúvida Muitas pessoas acreditam que Corpus Christi é um feriado nacional. Na verdade, ele é classificado pelo governo federal como ponto facultativo. Isso significa que cabe a estados e municípios decidir se haverá folga oficial. Em cidades como São Paulo, Manaus, Goiânia e Curitiba, a data é feriado municipal. Já em capitais como Recife, Rio de Janeiro e Brasília, a celebração é ponto facultativo. Essa distinção impacta diretamente o funcionamento de serviços públicos e privados. Em locais onde o Corpus Christi é feriado, bancos não abrem, agências do INSS suspendem o atendimento, e serviços como Correios e transporte público podem operar com horários reduzidos. Tradição dos tapetes: fé e arte se encontram Entre as manifestações culturais mais emblemáticas da celebração está a confecção dos tapetes de Corpus Christi. A prática, fortemente presente no Brasil, tem origem nas procissões europeias e foi trazida pelos colonizadores portugueses no século XVI. Nas vésperas da celebração, ruas inteiras são decoradas com desenhos religiosos feitos de serragem colorida, flores, pó de café, areia e até cascas de ovos. Os tapetes ilustram passagens bíblicas e símbolos cristãos, como o cálice, a cruz e o pão, criando um caminho por onde passará a procissão com o Santíssimo Sacramento e representam a trajetória percorrida por Jesus até o Monte das Oliveiras. Cidades como Ouro Preto (MG), Santana de Parnaíba (SP) e Castelo (ES) são conhecidas pelas celebrações grandiosas. Em Ouro Preto, por exemplo, os tapetes se estendem por ruas históricas de pedra, numa união entre fé e patrimônio cultural. Significado espiritual da celebração Para os católicos, a essência do Corpus Christi está na adoração pública da Eucaristia. A hóstia consagrada — que, segundo a doutrina da Igreja, é o corpo de Cristo — é carregada em procissão pelas ruas, sob um pálio, acompanhada por fiéis em oração, cânticos e devoção. A caminhada simboliza a presença viva de Jesus entre o povo. Além da dimensão espiritual, a data também serve como reafirmação da fé católica diante da sociedade, unindo comunidades inteiras em um momento de oração coletiva. Embora seja uma festa tipicamente católica, outras denominações cristãs também podem realizar celebrações relacionadas à Eucaristia, ainda que em menor escala ou com significados distintos. Mesmo diante das transformações sociais e culturais do mundo contemporâneo, o Corpus Christi segue firme como expressão de religiosidade popular e resistência da tradição. Em tempos de urbanização acelerada e secularização, a permanência da celebração indica a força simbólica da fé na vida cotidiana de muitos brasileiros. Com celebrações que unem o sagrado e o artístico, o íntimo e o comunitário, o Corpus Christi continua a mobilizar milhares de pessoas — não apenas pela beleza dos tapetes ou pelo descanso do feriado, mas pelo profundo significado espiritual que carrega. SERVIÇO Corpus Christi 2025 Data: Quinta-feira, 19 de junho Feriado ou ponto facultativo? Depende da sua cidade. Em locais como São Paulo e Goiânia, é feriado municipal. Consulte a legislação local. Programação típica: Missa, procissão com o Santíssimo, confecção de tapetes e eventos culturais