Montes Claros mantém liderança na abertura de empresas em Minas Gerais

Pelo segundo mês consecutivo, Montes Claros se destacou entre os municípios mineiros com maior número de novas empresas registradas. Em fevereiro de 2025, a cidade contabilizou 276 novos empreendimentos, superando os 246 abertos em janeiro. No primeiro bimestre do ano, o total chegou a 522 novas empresas, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). Montes Claros ficou atrás apenas de Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem e Juiz de Fora, mas registrou números superiores aos de cidades como Betim, Uberaba, Divinópolis, Patos de Minas e Governador Valadares. O crescimento da cidade também se destacou no comparativo regional. Em relação a fevereiro de 2024, a região Norte de Minas apresentou o segundo maior avanço na abertura de empresas no estado, com alta de 60,8%. O Vale do Jequitinhonha/Mucuri liderou esse ranking, com um crescimento de 74%. Os dados da Jucemg consideram empresas de todos os portes, com exceção dos microempreendedores individuais (MEIs), cujas inscrições são feitas diretamente no Portal do Empreendedor do Governo Federal. O resultado reforça a importância de Montes Claros como um dos polos econômicos em ascensão no estado. Foto: Solon Queiroz

Banco Central elevará Selic e colocar juros no maior patamar desde 2016

Expectativa é que Comitê de Política Monetária do BC aumente, na tarde desta quarta-feira (19) a taxa básica de juros em 1 ponto na segunda reunião do ano O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve elevar a taxa básica de juros da economia nacional em um ponto percentual nesta quarta-feira (19), após sua segunda reunião do ano. Com o aumento, a chamada Selic subirá de 13,25% ao ano para 14,25% ao ano – maior patamar verificado desde 2016, ano em que a ex-presidenta Dilma Rousseff foi retirada da Presidência pelo Congresso Nacional. Naquela época, a economia brasileira estava em recessão e com inflação alta. Em 2015 e 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional caiu 3,5% e 3,3%, respectivamente. O Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 10,7% ao 2015. A situação atual é bem diferente daquela. O PIB brasileiro cresce desde 2021. Só em 2023 e 2024, a alta foi de 3,2% e 3,4%, respectivamente. A inflação de 2023 foi de 4,62%, dentro da meta de até 4,75% definida para o ano. Em 2025, ela subiu para 4,83%, superando o limite de até 4,5% fixado para o índice, mas ainda ficou abaixo do verificado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, quando a Selic não chegou a casa dos 14% ao ano. O Copom, entretanto, entende que a inflação no país precisa voltar para dentro da meta. Por isso, já antecipou, ainda em dezembro do ano passado, que a Selic deve chegar a 14,25% após a reunião deste mês. “A Selic vai chegar a 14,25% ao ano. Isso aí já havia sido ‘contratado’ em dezembro. Naquela época, a Selic estava em 11,25% ao ano. O Copom avisou que faria três altas de um ponto percentual nas suas próximas reuniões”, afirmou José Luis Oreiro, economista e professor da Universidade de Brasília (UnB). O que é Selic? A taxa Selic é referência para a economia nacional. É também o principal instrumento disponível para o BC controlar a inflação no país. Quando a Selic cai, os juros cobrados de consumidores e empresas ficam menores. Há mais gente comprando e investindo. A economia cresce, criando empregos e favorecendo aumentos de salários. Os preços, por sua vez, tendem a aumentar por conta da demanda. Já quando ela sobe, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Isso desincentiva compras e investimentos, o que contém a inflação. Em compensação, o crescimento de toda a economia tende a ser prejudicado. Sabendo disso, desde que assumiu o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende uma redução da Selic. Diretores indicados por Lula para o BC, incluindo o presidente Gabriel Galípolo, têm contrariado visões do Planalto. “O maior inimigo da economia brasileira é o BC”, reclamou Eric Gil Dantas, economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps). “Você não precisa subir tanto a Selic [para conter uma inflação originada em altas de alguns produtos], ainda mais em um momento em que o país pode entrar em recessão.” Efeitos da alta Weslley Cantelmo, presidente do Instituto Economias e Planejamento, disse que a economia brasileira já dá sinais de desaceleração – ou seja, continua crescendo, mas num ritmo menor do que o anterior. “Isso está acontecendo e a tendência é que se intensifique”, afirmou ele, que também já conta com uma nova elevação da Selic. Segundo ele, indicadores da indústria e do setor de serviços mostram essa redução do ritmo de crescimento já por conta dos primeiros aumentos da Selic, em 2024. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre do ano passado, a economia brasileira cresceu menos do que em todos os outros trimestres do ano. A taxa ficou em 0,2% na comparação com o trimestre anterior. No primeiro trimestre do ano passado, o crescimento havia sido de 1%; no segundo, de 1,3%; e no terceiro, de 0,7%. As comparações são sempre com o trimestre anterior. “Nos próximos meses, devemos ter uma combinação cruel dessa desaceleração, com um aumento do desemprego, ainda com a permanência da inflação”, previu. Pedro Faria, economista e doutor em história, vê malefícios causados pela Selic ao crescimento econômico. Ele pontua que, no Brasil, a atividade tem se mostrado resiliente aos juros por conta de medidas do governo para impulsionar a economia.

Prefeitos mineiros se reúnem com Cármen Lúcia para tratar de ICMS da Educação

Encontro irá abordar perdas que os municípios tiveram em 2024 a partir da nova legislação Chefes do Executivo de cidades mineiras se reúnem nesta quarta-feira (19 de março) com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, em Brasília, para tratar da Ação Direta de Inconstitucionalidade relacionada ao ICMS da Educação e às perdas que os municípios tiveram em 2024 a partir da nova legislação. Está prevista a participação do prefeito de Belo Horizonte em exercício, Álvaro Damião (União), e das prefeitas de Contagem, Marília Campos (PT), e de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). As prefeituras questionam a Lei 24.431/2023, que alterou os critérios de distribuição do ICMS da Educação no Estado. A nova legislação desconsidera o número de alunos em cada rede municipal de ensino para dividir os recursos, baseando-se em índices de desempenho de estudantes, o que tem gerado distorções, sobretudo para as cidades mais populosas. Conforme noticiado por O TEMPO, nos nove primeiros meses de 2024, os dez municípios mais populosos do Estado perderam, juntos, quase R$ 325 milhões. As cidades mais afetadas pela mudança na legislação foram Belo Horizonte, Contagem e Betim, cujas perdas somaram R$ 196,8 milhões no período, o que representa mais da metade do montante (60,5%). Em novembro do ano passado, os prefeitos mineiros também se reuniram com Cármen Lúcia. Na ocasião, a ministra do STF sinalizou que iria apresentar ao plenário o pedido de medida cautelar na ação que questiona a constitucionalidade da Lei do ICMS da Educação. A magistrada é a relatora do caso que tramita na Corte.

Em um ano, mortes provocadas pela polícia em Minas Gerais crescem 47%

Em 2023, 133 pessoas foram mortas por policiais no Estado; no ano passado foram 195 Um relatório divulgado recentemente pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) mostrou que os óbitos causados por policiais aumentaram 47% no Estado em 2024 na comparação com 2023. De acordo com o documento, em 2023, 133 pessoas foram mortas por policiais em Minas Gerais, enquanto no ano passado foram 195. Mas os dados revelam outra informação preocupante: quando se compara com o início da série histórica, em 2018, o crescimento revela-se ainda maior, de 65,2%. Naquele ano foram 118 mortos. O relatório ainda mostra que a maior parte dos autores das ocorrências em 2024 era composta por militares (98,1%), na maioria entre 30 e 39 anos completos (55,9%), com patentes, geralmente, de cabo (32,3%), terceiro-sargento (24,3%) e soldado (21,5%). Conforme o MPMG, o uso da força, quando desproporcional e excessivo, pode representar uma violação aos direitos humanos e um erro de aplicabilidade de procedimentos operacionais. “Por isso, ações policiais resultantes em letalidade devem ser alvo de apurações, tanto internas como externas, com o objetivo de explicitar se os devidos procedimentos operacionais foram seguidos e se houve eventuais abusos do uso da força por parte dos agentes envolvidos”, ressalta o documento. Solução O uso de câmeras nas fardas policiais é uma das soluções apontadas pelo documento do Ministério Público de Minas Gerais como importantes para diminuir a letalidade policial, assim como o fortalecimento de ações de controle externo da atividade policial e a atuação do Ministério Público Estadual para coibir situações de uso desproporcional da força policial. De acordo com o MPMG, “entre essas medidas respaldadas pelas evidências disponíveis, devem constar o uso de câmeras corporais, importantes para redução tanto da letalidade quanto da vitimização, e a criação de sistemas de alerta que permitam a identificação de policiais em processo de escalada de condutas violentas e o seu direcionamento a treinamentos operacionais, ou mesmo o desligamento da instituição”. Posicionamento A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para ter um posicionamento, mas até a publicação desta matéria não havia obtido retorno. Maior parte dos casos está ligada ao tráfico Especialista em segurança pública, Jorge Tassi ressalta que há ocorrências que são produto do mau trabalho policial. Para ele, além do uso de câmeras nas fardas, apurar as ações tomadas pelos profissionais é importante. No entanto, na opinião do especialista, embora uma abordagem equivocada seja feita por parte de alguns policiais, não é só isso que impulsiona o número de mortes provocadas por eles. “Os homicídios nas cidades também aumentam com o tempo, e a sociedade está mais violenta, o que pede um empenho maior e mais viril da polícia. Esse cenário é produto do crime organizado, da disputa dos criminosos em relação a pontos de drogas e das ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC)”, diz ele. A relação com o tráfico de drogas é corroborada pelo documento do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Conforme o órgão, a maior parte das ocorrências que envolveram letalidade policial é relacionada ao tráfico de drogas (30,1%). Logo depois vêm as ocorrências ligadas a roubos (20,5%) e furtos (18,1%). Já as ações decorrentes de cumprimento de mandados somam 12,7%. Ainda conforme o documento do MPMG, o maior número de ocorrências com letalidade policial está concentrado em BH, com 15,1% do total. Contagem, com 7,8%, e Teófilo Otoni, com 6,6%, vêm em seguida. Ao todo, 51,2% das ocorrências foram registradas no interior de Minas. ‘É uma tristeza ter medo da polícia’, diz mulher “A polícia agiu com muita brutalidade. Fiquei com bastante medo deles, mais do que de qualquer outra pessoa. É uma tristeza ter medo da polícia. Não tem nem lógica”. O desabafo é de uma mulher que estava em um bloco de Carnaval em Juiz de Fora, na Zona da Mata, no dia 1º de março, quando, segundo pessoas presentes no local, militares agrediram foliões enquanto tentavam conter um homem armado. A testemunha que estava no bloco de Carnaval em Juiz de Fora afirma que, embora o episódio não tenha terminado em morte, a abordagem violenta provocada pelos agentes de segurança, lhe gerou um trauma. No boletim de ocorrência, os militares afirmaram que foram agredidos pela população e que agiram em legítima defesa. Para a mulher, no entanto, o relatório do Ministério Público de Minas Gerais é um reflexo do que ela viu no dia do ocorrido, com a violência policial falando mais alto. “Esse relatório mostra como estamos vulneráveis”, questiona. (Jornal O Tempo)

Encontro discutirá importância da Agricultura Familiar

A Federação dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais de Minas Gerais (FAFER/MG) realizará na manhã do próximo sábado (22), no auditório da Câmara Municipal de Montes Claros, encontro estratégico voltado ao crescimento da agricultura familiar, fortalecimento dos sindicatos de agricultores, associações rurais e ampliação de políticas pública para o desenvolvimento sustentável do campo. Para o presidente da FAFER/MG, José Adailton Souza Aguiar, o Badu, o encontro será fundamental, uma vez que a maioria dos produtos que chegam na mesa dos brasileiros é oriundo da agricultura familiar. “A força da produção familiar é gigantesca. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula que cerca de 70% dos alimentos que chegam às casas brasileiras, como feijão, arroz, milho, leite, batata, mandioca, vêm de produções familiares. “Ou seja, além da agricultura familiar brasileira ser a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno, ainda produz produtos saudáveis e sem uso de agrotóxicos”, comentou Badu, lembrando que os produtos de subvenção na nossa região, como o pequi, umbu, mangaba, coco macaúba, baru, entre outros frutos do cerrado, também serão debatidos no encontro, bem como os biocombustíveis.

Bolsonaro faz ato esvaziado e repete discurso de suposta perseguição do STF

A manifestação acontece em-Copacabana às vésperas da Primeira Turma do Supremo decidir se torna ou não o ex-presidente réu pela trama golpista O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) amargou menos de 2% do público de 1 milhão de pessoas que era esperado para a manifestação a favor da anistia aos golpistas do 8 de Janeiro. O ato foi realizado neste domingo 16 em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo cálculo feito pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP) foram 18,3 mil pessoas no ápice do evento. O grupo da universidade usou o método Point to Point Network (P2PNet), que identifica cabeças e estima a quantidade de pessoas em uma imagem. O número deste domingo representa uma queda de mais de 70% em relação ao protesto realizado no mesmo local em 7 de setembro de 2022, onde 64,6 mil pessoas estiveram presentes, segundo o mesmo levantamento. Bolsonaro discursou do trio elétrico ao lado de apoiadores como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em sua fala, o ex-presidente repetiu o discurso questionando o Supremo Tribunal Federal. “Só não foi perfeita esta historinha de golpe para eles porque eu estava no Estados Unidos [no 8 de janeiro]. Se eu estivesse aqui, estaria preso até hoje ou quem sabe morto por eles. Eu vou ser um problema para eles, preso ou morto”, afirmou “O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse. O pastor evangélico Silas Malafaia também subiu o tom contra Moraes, chamando o ministro de “ditador” e “criminoso”. “Está extrapolando todas as leis do nosso país. É uma verdadeira perseguição política como a gente nunca viu na história do nosso país”, disse. A manifestação acontece às vésperas da Primeira Turma do Supremo decidir se torna ou não Bolsonaro réu pela trama golpista. O colegiado marcou para o dia 25 de março o julgamento das denúncias da Procuradoria-Geral da República. São atribuídos cinco crimes ao ex-presidente: – Liderança de organização criminosa armada; – tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; – golpe de Estado; – dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da união; e – deterioração de de patrimônio tombado. (Carta Capital)

Lula busca reforma ministerial e considera Pacheco para Indústria e Comércio

Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aguarda um convite formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir sua possível entrada no governo. A movimentação faz parte de uma estratégia para destravar a reforma ministerial, com mudanças em pastas estratégicas. Nos bastidores, a ideia é acomodar Pacheco na Esplanada como primeiro passo para reorganizar a estrutura ministerial. O nome do ex-presidente do Senado é cogitado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), atualmente sob o comando do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Desde seu retorno a Brasília, no início da semana, o mineiro tem sido sondado por emissários do governo, e um encontro com Lula deve ocorrer nos próximos dias. Aliados do senador indicam que ele dificilmente recusaria a oferta, pois vê na pasta uma oportunidade de atuar em um setor técnico e alinhado ao seu perfil. A esses interlocutores, Pacheco tem afirmado que deseja “ouvir a proposta” do presidente. Além da questão ministerial, Pacheco avalia que uma aproximação com o governo pode fortalecer sua candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026. Apesar dessa possibilidade, ele também considera retornar à advocacia e deixar a vida pública. Lula, por sua vez, tem demonstrado interesse em apoiar Pacheco na disputa pelo governo mineiro. Em entrevista na terça-feira (11), o petista afirmou que o senador “pode ser o que quiser” e destacou seu apoio à candidatura. “Pacheco tem todas as qualidades para o cargo e contará com meu respaldo na eleição”, declarou. Anteriormente, Pacheco chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, hoje comandado por Ricardo Lewandowski, mas essa mudança foi descartada por enquanto.

Tentativa de golpe: Zanin marca julgamento de Bolsonaro no STF para 25 de março

Ministros decidirão se aceitam a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o próximo dia 25 de março, uma terça-feira, a análise da denúncia enviada à Corte pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado. A denúncia será analisada pela 1ª Turma do STF, presidida por Zanin, que determinou três sessões para a avaliação do documento. Duas delas acontecerão em 25 de março, nos períodos da manhã e tarde, e a terceira no dia seguinte. O colegiado deverá decidir se aceita ou não a denúncia. As sessões são divididas em três partes. A apresentação da denúncia pela PGR é o primeiro momento. Em seguida, falam as defesas dos acusados e, por fim, os ministros votam sobre o destino da denúncia. Além do ex-presidente, integram o grupo de denunciados os ex-ministros Augusto Heleno, Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que à época era diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A 1ª Turma do STF é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e Zanin, que preside o colegiado

XENOFOBIA – Trump deve proibir cidadãos de 43 países de entrarem nos EUA

Presidente dos EUA segue com sua obsessão por expulsar e manter longe do país os estrangeiros, imigrantes ou não A sanha contra estrangeiros e a obsessão de Donald Trump em relação à expulsão e proibição de pessoas de outros países no território norte-americano ganhou um novo e ainda mais radical capítulo. Segundo fontes da Casa Branca que mantêm contato com agências internacionais, o governo do recém-empossado presidente dos EUA estuda agora o banimento de cidadãos de 43 países. Pela nova lista, que ainda está em análise e deve ser oficialmente anunciada nas próximas semanas, esses estrangeiros e nações seriam classificados em três grupos diferentes, identificadas por cores. A cada um deles seria aplicada uma gama de restrições quanto à entrada nos EUA. Sempre falando sob anonimato, os funcionários federais estadunidenses explicaram que a elaboração da lista com as nações está em marcha há algumas semanas. Após a finalização de uma primeira etapa, a relação estaria agora sob análise do Departamento de Estado, de diplomatas veteranos e de autoridades da área de segurança e de inteligência, que realizam ajustes e acrescentam considerações em seus relatórios. Veja abaixo os países que terão restrições em relação à entrada de seus cidadãos nos EUA: Lista vermelha [Viagens absolutamente proibidas, em qualquer hipótese] Afeganistão Butão Cuba Irã Líbia Coreia do Norte Somália Sudão Síria Venezuela Iêmen Lista laranja [Concessão de vistos sob fortes restrições, permitindo apenas entradas para negócios] Bielorrússia Eritreia Haiti Laos Mianmar Paquistão Rússia Serra Leoa Sudão do Sul Turcomenistão Lista amarela [Impões 60 dias de antecedência no pedido do visto e há inúmeras exigências rígidas para a autorização] Angola Antígua e Barbuda Benim Burkina Faso Camboja Camarões Cabo Verde Chade República do Congo República Democrática do Congo Dominica Guiné Equatorial Gâmbia Libéria Malawi Mali Mauritânia São Cristóvão e Névis Santa Lúcia São Tomé e Príncipe Vanuatu Zimbábue

Prefeitura inaugura reforma e ampliação da Escola Municipal Bolivar de Andrade

A Prefeitura de Montes Claros inaugurou nessa quarta-feira, 12, a Escola Municipal Bolivar de Andrade, no bairro Planalto, onde foi realizada uma reforma completa no prédio já existente, com ampliação da escola e a construção de uma quadra poliesportiva, com recursos da própria Prefeitura. Na ampliação foram construídas cinco salas de aula, toda a parte administrativa, com secretaria, diretoria e supervisão, banheiros feminino e masculino e mais dois banheiros administrativos. A nova escola contempla todos os servidores e 600 alunos. Além do prefeito Guilherme Guimarães, a solenidade contou com as presenças do vice-prefeito Otávio Rocha, parlamentares, secretários, servidores públicos municipais, professores, pais, alunos e moradores. “Do início do seu funcionamento até os dias atuais, a Escola Municipal Bolivar de Andrade presta, com muito zelo, carinho e dedicação, assistência educacional à comunidade do bairro Planalto e adjacências, estando sempre nas primeiras colocações nos levantamentos do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), tendo como pilar fundamental a parceria entre Escola, Família e Comunidade”, discursou a representante dos pais, Maria Cecília Alves. Para a diretora Renata Beatriz Durães Soares, a escola municipal Bolivar de Andrade tem uma filosofia de trabalho muito bem consolidada por cada servidor, para fazer o melhor e proporcionar uma educação pública de qualidade para todos os alunos. “Hoje somos uma escola de referência em nosso município, e, principalmente, em nossa comunidade. Com uma educação sólida e eficiente, provamos que é possível, sim, oferecer ensino público de qualidade para as nossas crianças.”, disse a diretora. O prefeito Guilherme Guimarães reiterou o compromisso da gestão pública com a melhoria da qualidade de vida da população. A reforma e ampliação da escola municipal Bolivar de Andrade, além da construção da quadra poliesportiva, resgatará a dignidade das pessoas. A reforma e ampliação da escola, com recursos próprios do município, ampliou o espaço para as crianças, professores, demais servidores e toda a comunidade. Assim, a Prefeitura demonstra compromisso com o cidadão, fazendo uma cidade cada vez mais acolhedora, que cuida da formação das crianças e possibilita mais oportunidades a todos. História A escola iniciou sua trajetória como educandário na zona rural de Montes Claros, especificamente na comunidade da fazenda Canoas, onde o proprietário, o senhor Bolivar de Andrade, cedeu o terreno para a construção, motivo pelo qual a escola recebeu este nome. Em 2013, devido ao baixo quantitativo de alunos na localidade, a escola encerrou suas atividades na zona rural, remanejando seus alunos para a Escola Estadual Américo Martins. No ano de 2016, devido ao crescimento do bairro Planalto e bairros adjacentes, houve a necessidade de criação de vagas para atender a grande demanda de alunos desses bairros. Para tanto, foi criado um anexo na escola municipal Ruy Lage. No fim do ano de 2016, houve um desmembramento do anexo da Escola Municipal Ruy Lage, transformando-a definitivamente em Escola Municipal Bolivar de Andrade, para atuar como escola regular do ensino fundamental anos iniciais a partir de 2017. Desde então, a escola oferece ensino fundamental anos iniciais do 1º ao 5º ano.