Marina reforça responsabilidade privada na prevenção de incêndios

Ministra participou de audiência pública na Câmara dos Deputados Em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, na Câmara dos Deputados, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alertou nesta quarta-feira (16) sobre a importância de a iniciativa privada trabalhar junto aos governos federal, estadual e municipal na prevenção aos incêndios. Segundo a ministra, é necessário que as fazendas também mantenham estruturas preventivas e brigadas próprias para atuar nessas áreas. “Se você tem uma farmácia, tem ali medidas e hidrantes para apagar o fogo. Da mesma forma, precisamos estar equipados onde não é possível estar o Corpo de Bombeiros”, afirmou, sobre o emprego de recursos públicos nos incêndios ocorridos em áreas privadas no estado de São Paulo. Marina ressaltou que foram enviados para o estado paulista brigadistas e uma aeronave da Força Aérea Brasileira, com alta capacidade de transporte de água e enfrentamento ao fogo, mas se esforços de prevenção também tivessem sido empregados, os equipamentos poderiam ser melhor direcionados para áreas públicas federais, que são de fato responsabilidade da União. “São Paulo é, de longe, o estado mais rico, de longe o estado que tem maior capacidade de infraestrutura: são mais de 8 mil pessoas no Corpo de Bombeiros, chegando a quase 9 mil. A iniciativa privada tem brigadistas que são treinados para cuidar de suas propriedades”, destacou. Por outro lado, segundo a ministra, há estados e regiões onde o poder público ainda não tem essa capacidade de enfrentamento a incêndios florestais. Nesses casos, o governo federal entra, para além daquilo que é sua responsabilidade. “No caso do Pantanal, isso é notório. O maior contingente era nosso, a maior quantidade de equipamento também”, afirmou. De acordo com Marina, quase 900 pessoas atuam no Pantanal. Na Amazônia, embora 60% do território seja de área pública federal, o governo federal atua em mais de 70% da região, enfrentando os incêndios florestais. “O governo federal tem trabalhado, não só em parceria com os estados, mas também com a iniciativa privada, inclusive ajudando a iniciativa privada. Porque diferentemente de São Paulo, Rio e Minas, que são estados com maior condição em termos econômicos, a maioria não tem essas estruturas”, disse. Financiamento A ministra lembrou que foram destinados do Fundo da Amazônia mais de R$ 400 milhões para equipar o Corpo de Bombeiros nos estados, mas que isso é insuficiente. “Também é necessário que a iniciativa privada tenha um programa estruturado de enfrentamento ao fogo.” Marina sugeriu que o Banco da Amazônia poderia ter uma linha de crédito de financiamento com juros mais reduzidos para que empresas fiquem, “devidamente equipadas” para esse enfrentamento. Crime Por outro lado, a ministra afirmou que todo o esforço preventivo e de enfrentamento não será suficiente se o fogo por ação humana não acabar, seja sem origem culposa, sem intenção, ou dolosa, “quando se tem a intenção deliberada de queimar”. “No caso de São Paulo, os incêndios começaram às 10h45 da manhã. À uma da tarde, 17 municípios já estavam pegando fogo. Em mais de 300 cidades foi ateado fogo e mais de 26 pessoas foram presas, porque o faziam de forma criminosa”, afirmou. Em São Félix do Xingú, no Pará, um jornal local publicou declarações de pessoas insatisfeitas com a desocupação de uma unidade de conservação. Por este motivo, ameaçavam incendiar o local. Corte orçamentário A ministra destacou ainda que, mesmo com a antecipação das ações pelo governo federal, e com a recuperação de 37% no orçamento da pasta – após cortes de R$ 18,4 milhões – continua sendo necessário a incrementação constante de ações e de recursos públicos, que poderiam ser economizados com prevenção compartilhada. “Obviamente que precisamos ampliar os recursos, mas o que nós precisamos mesmo é que as pessoas não coloquem fogo. Senão vamos ficar simplesmente pegando dinheiro público e utilizando para algo que preventivamente se poderia fazer, o recurso nunca será suficiente.”
Receita federal CNPJ terá letras e números a partir de julho de 2026

Mudança não afetará empresas atuais, apenas cadastros novos Agência Brasil A partir de julho de 2026, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará a ser alfanumérico, contendo letras e números. A Receita Federal publicou nesta quarta-feira (16) instrução normativa que altera o formato dos cadastros de empresas. Em nota, a Receita esclareceu que a mudança não afetará as empresas atuais, apenas os cadastros futuros. Tanto os números atuais como os dígitos verificadores não serão alterados. Segundo o Fisco, a mudança é necessária para garantir a disponibilidade de números de identificação sem causar impacto na sociedade nem interromper políticas públicas. O novo número de identificação do CNPJ, informou a Receita, terá 14 posições. As oito primeiras, com letras e números, identificarão a raiz do novo número. As quatro seguintes, também alfanuméricas, representarão a ordem do estabelecimento. Somente as duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas. No caso dos dígitos verificadores, para manter os algarismos nos futuros CNPJ, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), usada pela maior parte da indústria de computadores. Do código da tabela ASCII, será subtraído o valor 48. Dessa forma, a letra A equivalerá a 17, B a 18, C a19 e assim por diante.
Governo Zema prevê rombo de R$ 7,1 bilhões em 2025

Proposta de Lei Orçamentária Anual foi recebida pelo Plenário da ALMG Nada menos que R$ 7,1 bilhões é o rombo previsto pelo Governo do Estado para 2025. O déficit projetado para o ano que vem consta na Proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA), encaminhada pelo governador Romeu Zema (Novo), à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A proposta, que estima as receitas e as despesas do Executivo, foi recebida durante reunião ordinária nessa terça-feira (15). De acordo com a LOA, a receita total programada para 2025 é de R$ 126,7 bilhões. Já a despesa está estimada em R$ 133,8 bilhões. O déficit previsto para 2025 é inferior aos R$ 8 bilhões do exercício fiscal de 2024. Na mensagem à ALMG, Zema disse que houve melhora na previsão do resultado fiscal do Estado devido ao crescimento da arrecadação tributária. Estima-se que essa receita terá aumento de R$ 5,9 bilhões no ano que vem. Com relação às despesas, o governador disse que elas se devem à elevação dos gastos constitucionais com saúde, educação e fomento à pesquisa científica, que serão maiores devido ao crescimento da receita tributária. O governador ainda destaca o aumento de R$ 1,1 bilhão na despesa com o pagamento de juros e amortizações da dívida pública em 2025. Os números utilizados na elaboração da LOA levam em consideração a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que prevê a retomada parcial do pagamento da dívida com a União. Zema ainda disse que houve “pouca margem” para o governo adotar medidas capazes de reduzir gastos públicos significativamente, em razão das vinculações de receita com gastos constitucionais obrigatórios. “Mas é certo que estão sendo envidados todos os esforços no sentido de se atingir o equilíbrio fiscal, o que se reflete na progressiva melhoria dos resultados financeiros de Minas Gerais”, afirma. Ele ainda defendeu união de esforços para melhorar a situação fiscal do Estado. “É indispensável, para tanto, a participação dos Poderes Legislativo e Judiciário na discussão e aprovação de medidas estruturais, legislativas e administrativas com esse objetivo”, argumenta.
Bloqueio do cartão do Bolsa Família em bets está sendo implementado

Apostas esportivas – Segundo Wellington Dias, cartões terão limite zero para apostas Agência Brasil O bloqueio do uso dos cartões do Bolsa Família para o pagamento de apostas esportivas está sendo implementado, disse nesta quinta-feira (17) o ministro do Desenvolvimento, Assistência Social e Combate à Fome, Wellington Dias. “Essa decisão já foi adotada e agora estamos na fase de implementação do ponto de vista técnico”, declarou Dias ao sair de reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O ministro esclareceu que o bloqueio dos cartões do programa social para o pagamento às bets (sites de apostas) ocorre paralelamente à antecipação da proibição geral de cartões de crédito para o pagamento de apostas eletrônicas. “Nós estamos trabalhando na perspectiva de garantir o cumprimento da regra, que coloca para todos os cartões, de crédito e do Bolsa Família, a regra que limita, impedindo o uso para pagamento de apostas”, explicou. “A medida é geral, para não criar, inclusive, um preconceito contra cartão do Bolsa Família, a medida geral que vale para todos os cartões vale também para o cartão do Bolsa Família”, disse Dias. No caso do Bolsa Família, informou o ministro, além da proibição geral para cartões de crédito, a Caixa Econômica Federal estabelecerá limite zero para o pagamento a casas de apostas. Dias assegurou que as bets legalizadas estão ajudando o governo no bloqueio em suas páginas. “O cartão do Bolsa Família tem liberdade de uso para acessar necessidades da família, alimentação e outras. Certamente, jogos não são uma necessidade. Para não criar inclusive um preconceito contra cartão do Bolsa Família, a medida geral que vale para todos os cartões vale também para o cartão do Bolsa Família”, complementou o ministro. Sobre uma data para o início do bloqueio, o ministro disse esperar que ele ocorra “o mais cedo possível”, reiterando que mantém o diálogo com as empresas de apostas eletrônicas. Estigmatização Sobre o estudo do Banco Central (BC), que apontou que cerca de 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em aposta somente em agosto, Wellington Dias disse ser necessário evitar a estigmatização do programa social. “Quando a gente olha toda a população brasileira, são 52 milhões de pessoas que jogam. Quando a gente olha o público do Bolsa Família, são 3 milhões. Quando a gente faz a proporção, são 52% de toda a população e 17,5% dos beneficiários do Bolsa Família que jogam. Quem usou o cartão [do programa] foi apenas 1,4%”, destacou Dias. “Toda minha preocupação é em não demonizar o público do Bolsa Família e dos demais programas sociais.” Lista Segundo a atualização mais recente da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, há 98 empresas, com 215 bets autorizadas a explorar as apostas de quota fixa em todo o território nacional. Outras 26 empresas estão autorizadas a operar apenas em alguns estados: cinco no Paraná, quatro no Maranhão, uma em Minas Gerais, oito no Rio de Janeiro e oito na Paraíba. Em relação às cerca de 2.030 empresas e sites irregulares, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou a desativar as páginas na última sexta-feira (11). A agência reguladora notificou cerca de 21 mil empresas de telecomunicações em todo o país para suspender o acesso aos sites da lista negativa.
Valdemar Costa Neto e Bolsonaro entram em clima de “guerra fria” no PL

Declarações do presidente do PL sobre o governador Tarcísio de Freitas ser o “primeiro da fila”, para disputar o pleito de 2026 irritaram o ex-mandatário Nas últimas 24 horas, a relação entre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e Jair Bolsonaro (PL) passou a ser monitorada de perto, à medida que declarações do dirigente partidário feitas em entrevistas ao jornal O Globo e à Globonews desencadearam uma crise com o ex-capitão. Nas entrevistas, Valdemar afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (republicanos), é o “primeiro da fila” para a disputa pelo Palácio do Planalto, o que não agradou ao ex-presidente. Bolsonaro, por sua vez, destacou que será ele o candidato e insinuou que, caso continue inelegível, “vai jogar a toalha” e “cuidar da sua vida”. Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, interlocutores de Bolsonaro enviaram recados claros que teriam sido feitos diretamente pelo ex-mandatário sobre as entrevistas, classificando-as como “extemporâneas” e “impróprias”. Auxiliares pediram ao ex-presidente que se concentre nas prefeituras conquistadas pelo PL e evite qualquer comentário sobre 2026, visando não agravar ainda mais a situação. Aliados de Valdemar, por outro lado, enfatizaram que ele deixou claro na imprensa que o capitão reformado ainda é sua primeira opção. A comunicação entre os dois líderes políticos está suspensa desde fevereiro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Nos bastidores, Bolsonaro admitiu, em conversas privadas, que com sua inelegibilidade, Tarcísio é o nome da direita mais bem posicionado para disputar a Presidência da República em 2026 . No entanto, a irritação do ex-mandatário aumentou com o vazamento de suas declarações e o fato de seus aliados estarem ecoando o nome de Tarcísio após o primeiro turno das eleições municipais. O senador Flávio Bolsonaro também se posicionou, afirmando em entrevista ao site “Metrópoles” que o governador de São Paulo é o candidato mais indicado para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima eleição.
Montes Claros é a 5ª cidade com mais aberturas de empresas em Minas

Montes Claros se destaca como o quinto município de Minas Gerais em abertura de novas empresas em 2024, com um total de 1.635 novos empreendimentos formalizados até setembro. Essa posição reflete a importância da cidade no cenário empresarial do estado. Belo Horizonte lidera o ranking, seguido por Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora e, logo após, Montes Claros, que está à frente de cidades como Betim, Uberaba, Divinópolis, Ipatinga e Nova Lima. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Montes Claros, Edilson Torquato, comentou sobre a relevância desse dado: “a 5ª posição no ranking de abertura de empresas demonstra que Montes Claros é um polo atrativo para empreendedores. Estamos comprometidos em criar um ambiente de negócios favorável, que estimule o desenvolvimento econômico da nossa cidade”. Os dados foram fornecidos pela Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg) e consideram empresas de todos os portes, com exceção dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Com essa posição, Montes Claros reforça seu papel como um importante centro de oportunidades e desenvolvimento no estado, e a expectativa é que essa trajetória de crescimento continue.
Partidos do centrão dominam prefeituras mineiras; PT e PSB conseguem pequeno avanço

RAIO X – Veja como ficou o desempenho dos partidos na disputa pelas 853 prefeituras de Minas Gerais Por Leonardo Fernandes / Brasil de Fato | Além de Belo Horizonte, só haverá segundo turno em mais uma cidade, Uberaba, no Triângulo Mineiro – Reprodução TRE – RN A esquerda ficou de fora da eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte (MG) depois da realização do primeiro turno, no último domingo (6). Agora, os eleitores da capital mineira terão que escolher entre o bolsonarista Bruno Engler (PL) e o atual prefeito, candidato à reeleição, Fuad Noman (PSD). O candidato do PT, Rogério Correia, ficou em 6º lugar, com pouco mais de 55 mil votos, o que representou cerca de 4% dos votos válidos. Das 13 cidades com mais de 200 mil habitantes no estado, além de Belo Horizonte, apenas Uberaba terá segundo turno, que será entre a candidata do PSD, Elisa Araújo, e o representante do MDB Tony Carlos. Embora na disputa pelo Executivo da capital a esquerda tenha ficado de fora, a bancada progressista na Câmara Municipal dobrou, passando de cinco para dez, dos 41 vereadores. O Partido dos Trabalhadores, que tinha duas vagas no Legislativo de BH, dobrou o número de cadeiras, e o Psol, ampliou de duas para três parlamentares, todas mulheres. As outras vagas são do PV e do PCdoB, que integram federação com o PT. Apesar dos resultados na capital, o PT levou duas importantes prefeituras do interior, já no primeiro turno. Marília Campos se reelegeu em Contagem, terceira maior cidade do estado, com 60% dos votos. E Margarida Salomão conseguiu a reeleição na quarta maior cidade mineira, Juiz de Fora, com cerca de 54% dos votos. Já em Montes Claros, Governador Valadares e Uberlândia, os candidatos do PT ficaram para trás. Em todas essas cidades, a direita ganhou as prefeituras já no primeiro turno. Em Betim, na região metropolitana de BH, as forças progressistas apoiaram o candidato do PV, Dr. Vinícios, que ficou em segundo lugar, dando a vitória para Heron Guimarães, do União Brasil, com 52% dos votos. Em Ribeirão das Neves, o candidato do PP, Túlio, ganhou as eleições com mais de 81%, contra 13% do candidato petista. Em Divinópolis, o bolsonarista Gleidson Azevedo, do Partido Novo, irmão do senador Cleitinho (Republicanos), levou o pleito com 71% dos votos, contra 28% da candidata do PSD, Laíz. Sete Lagoas também elegeu em primeiro turno o prefeito Douglas Melo, do PSD. E finalmente, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de BH, Paulo Bigodinho, do Avante, também se elegeu com mais de 50% dos votos. O PSD, partido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que é visto como favorito para disputar o governo estadual em 2026, foi o partido que conquistou mais prefeituras, 140 dos 853 municípios mineiros. Um crescimento de 79% em relação a 2020, quando o partido elegeu 78 prefeituras. Em seguida, o Republicanos elegeu prefeituras em 76 municípios, registrando o maior crescimento em relação a 2020, quando havia conseguido eleger apenas 41 prefeitos. Logo, vem o Progressistas, com 74, e o União Brasil, com 76. O MDB ficou com 67 prefeituras, e o PSDB com 56, e são os partidos que mais perderam o controle de Executivos municipais em Minas Gerais, com quedas de 30% e 33%, respectivamente. O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou em 49 cidades, nove a mais do que em 2020. E o PT tinha 26 prefeituras, conquistou mais quatro, chegando a 30 governos municipais em todo o estado. Já o PSB, do vice-presidente Geraldo Alkmin passou de 47 para 64 prefeituras mineiras. Já o Partido Novo, do governador Romeu Zema, ganhou em apenas nove municípios. Ainda assim o número representou um avanço para a agremiação que, em 2020, não elegeu nenhum candidato ao Executivo. Quem financia a disputa na capital? Em 27 de outubro próximo, os belo-horizontinos vão ter que escolher entre reeleger o atual prefeito Fuad Noman, que teve 26% dos votos no primeiro turno, e Bruno Engler, que liderou a primeira votação com 34%. Mas quem são eles e quem os financia? Fuad Noman governa a capital mineira desde 2022, quando Alexandre Kalil, de quem era vice, renunciou à Prefeitura de Belo Horizonte para concorrer ao governo estadual. Ele tem 77 anos, é empresário, e tem como vice o ex-vereador Álvaro Damião, do União Brasil. A chapa, apoiada por uma coligação de oito partidos, recebeu R$ 19,8 milhões entre recursos de fundo eleitoral e doações, e teve R$ 15,9 milhões em despesas. Os maiores recebedores de recursos da campanha de Noman foi a agência de publicidade Camp2024 Comunicação SPE LTDA, que recebeu um total de R$ 5 milhões, seguido da D24 Comunicação SPE LTDA, para a qual foram pagos R$ 3 milhões. Noman gastou cerca de R$ 404 mil em impulsionamentos de conteúdo no Facebook, empresa que recebeu a maior quantidade de recursos gerais da campanha de 2024, superando os R$ 94 milhões. Dos mais de R$ 19 milhões de recursos no caixa da campanha, cerca de R$ 13,5 milhões foi oriundo do fundo partidário, e pouco mais de R$ 6 milhões em doações. O maior doador da campanha de Noman em Belo Horizonte foi o empresário do agronegócio, Rubens Ometto, dono da Cosan, empresa de energia, que aportou R$ 2 milhões à campanha do candidato do PSD. Fuad Noman recebeu 27 doações de R$ 5 mil e outras dez de R$ 6 mil. O dono da rede Supermercados BH e do Cruzeiro, time de futebol, Pedro Lourenço, doou R$ 100 mil. O mesmo valor foi depositado na conta da campanha do candidato do PSD por outro sócio dos Supermercados BH, Bruno Santos de Oliveira e pelo empresário Fabiano Lopes Ferreira, dono da rede de concessionárias Multimarcas. Fuad também recebeu R$ 350 mil de Ricardo Annes Guimarães, presidente do BMG e presidente do Conselho Deliberativo do Atlético Mineiro, e outros R$ 500 mil do dono da Rádio Itatiaia, da CNN e da MRV Engenharia, Rubens Menin. Os sócios da MRV Engenharia doaram também para o
Doação de máquinas de costura pelo governo vira arma eleitoral com emendas

Além das máquinas de costura, chama a atenção o número de freezers entregues para as associações privadas FLÁVIO FERREIRA E JOÃO PEDRO PITOMBO MONTES CLAROS, MG E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) Os espaços da entidade assistencial Instituto Reconstruir, em Montes Claros (MG), estavam quase vazios na hora do almoço da terça-feira (1) anterior às eleições municipais. Em uma das salas, estavam máquinas de costura doadas pela estatal Codevasf. Em outros cômodos, havia lousas com cálculos que simulavam contagem de votos, além de material de campanha do líder da entidade e então candidato a vereador Jefferson Joe (Solidariedade-MG). Joe não estava lá, mas a pessoa que tomava conta do espaço disse à reportagem que ele poderia ser encontrado ali mais tarde. O local afinal havia se transformado no comitê de campanha dele. Nas redes sociais, fotos das máquinas de costura já estampavam a propaganda eleitoral de Joe e, naquela semana, o instituto havia recebido mais uma doação da Codevasf, desta vez de triciclos, oficialmente para ações de coleta e reciclagem de lixo. A distribuição de produtos pela superintendência da Codevasf em Montes Claros é marcada pela destinação a entidades assistenciais urbanas, a maioria ligadas a comunidades religiosas, como a católica e a evangélica, e inclui até uma academia de jiu-jítsu que tem um projeto social. Além das máquinas de costura, chama a atenção o número de freezers entregues para as associações privadas. Além do potencial uso eleitoral, essas situações mostram um desvio da finalidade histórica da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), criada na década de 1970 para promover projetos de irrigação no semiárido brasileiro. A estatal foi apropriada pelos políticos e expõe como o governo Lula (PT), conforme mostrou a Folha de S.Paulo, repete a farra de distribuição de bens da estatal iniciada na gestão de Jair Bolsonaro (PL). A companhia é comandada por aliados de líderes do centrão, nomeados por Bolsonaro e mantidos na gestão petista. As doações a entidades privadas também dão margem a irregularidades no uso dos bens doados, uma vez que a saída deles do patrimônio público dificulta a fiscalização oficial e o controle social. No catálogo de produtos disponibilizado pela Codevasf a deputados e senadores, para que eles escolham quais bens serão entregues pela estatal em seus redutos eleitorais, com o financiamento de emendas parlamentares, as máquinas de corte e costura estão na seção “Economia Criativa”, com equipamentos cujos preços variam de R$ 800 a R$ 4.300. Contatado por telefone, o líder do Instituto Reconstruir afirmou que as máquinas de corte e costura recebidas da Codevasf foram bancadas com emendas do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os triciclos, com emendas de Pacheco. Jefferson Joe foi um dos mais votados no primeiro turno em Montes Claros, com 2.373 votos, mas não obteve vaga na Câmara Municipal em razão dos cálculos do quociente eleitoral. Na Bahia, a superintendência da Codevasf em Juazeiro, que fica a cerca de 500 km de Salvador, doou máquinas de costura para a academia Associação Nordeste Jiu Jitsu MMA (artes marciais mistas), localizada na capital baiana. A entidade é ligada a Felipe Lucas (PSDB), que, no primeiro turno das eleições municipais, foi eleito suplente de vereador em Salvador. A candidatura dele foi apoiada pelo deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que busca ser eleito presidente da Câmara dos Deputados em 2025. Ainda no governo Jair Bolsonaro (PL), Elmar foi o responsável por indicar o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, que segue no cargo no governo Lula. A doação dos sete kits de corte e costura com custo estimado em R$ 82,2 mil foi publicada no “Diário Oficial da União” em 26 de setembro. Na quarta-feira (2) anterior à eleição de primeiro turno, a reportagem esteve na sede da associação, no bairro da Boca do Rio. Não havia identificação da entidade na fachada da sede, mas os seus muros estavam apinhados de cartazes do então candidato Felipe Lucas. Dentro da academia, havia um painel com a foto do candidato e adesivos da campanha espalhados nas paredes, armários e até no bebedouro. Nos adesivos, Felipe Lucas aparecia ao lado de Elmar e dos candidatos a prefeito Bruno Reis (União Brasil) e vice Ana Paula Matos (PDT). No dia em que a reportagem esteve na academia, o professor de boxe perguntou aos alunos no encerramento de uma aula em quem eles votariam para a vereador e fez elogios a Felipe Lucas. “Vou anotar o número dele”, respondeu uma das alunas. Em uma postagem feita em 19 de setembro, um dos responsáveis pela Associação Nordeste Jiu Jitsu MMA, Renê Jardan, pediu votos para Felipe Lucas. Também em Salvador, o Instituto Social Amor e Vida recebeu R$ 42 mil em equipamentos, incluindo freezer, fritadeira, liquidificador industrial e máquinas de costura. A entidade tem sedes no centro e no bairro de Mirantes de Periperi e oferece serviços de saúde, cursos profissionalizantes e promove shows evangélicos. A organização social é comandada por Nerisvaldo Antonio da Silva, apoiador do vereador Fábio Souza (PRD), reeleito no último domingo (6). Em 20 de setembro, ele fez um evento de campanha com a presença de Elmar. CODEVASF DIZ QUE DOAÇÕES ESTÃO DENTRO DA LEI E NÃO PERMITE USO ELEITORAL Procurada pela reportagem, a Codevasf afirma que “o eventual uso de bens doados pela Codevasf para fins políticos por parte das entidades beneficiadas configura conduta irregular e violação dos termos que regulam a doação. As doações da Companhia servem ao interesse social e ocorrem no contexto de iniciativas de desenvolvimento regional”. “Violações são apuradas com rigor e podem motivar a reintegração dos itens doados ao patrimônio da Codevasf”, segundo a estatal. Quanto aos recursos empregados na aquisição das máquinas de costura para a Associação Nordeste Jiu Jitsu MMA, a Codevasf afirma que são originários do Orçamento Geral da União e não estão vinculados a emendas parlamentares. O processo de doação incluiu relatório de visita técnica, parecer técnico, parecer jurídico e laudo de conveniência socioeconômica, diz. Os kits doados são destinados à profissionalização de
Kamala ou Trump? Nova pesquisa mostra quem está à frente na disputa

A diferença está dentro da margem de erro, de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos A menos de um mês das eleições presidenciais dos Estados Unidos, os candidatos Kamala Harris e Donald Trump seguem tecnicamente empatados na maioria das pesquisas. O resultado se repetiu em duas pesquisas divulgadas nesta terça-feira (8) – The New York Times/Siena College e Reuters/Ipsos. No caso da primeira, porém, esta foi a primeira vez em que a democrata apareceu numericamente à frente de seu rival republicano no histórico do levantamento, com 49% das intenções de voto contra 46% de Trump. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,4 pontos percentuais (p.p.) para mais ou para menos. Mas representa uma notícia promissora para a campanha da vice-presidente, já que esta foi a primeira vez em que ela apresentou uma vantagem numérica nessa pesquisa desde que o presidente Joe Biden retirou-se da corrida. A versão anterior do levantamento ?divulgada logo depois do debate entre Kamala e Trump, em setembro? mostrava ambos os candidatos com 47% das intenções do voto. Kamala ainda parece ter obtido mais uma vitória. Esta foi a primeira vez em que ela foi considerada a candidata que mais representa a mudança por uma fração maior dos entrevistados, 46%, contra 44% que consideram que o rótulo cabe a Trump. Nas pesquisas New York Times/Siena College anteriores, o ex-presidente, que frequentemente se apresenta como um outsider político, aparecia na frente nesse quesito. Ainda assim, a pesquisa do Times/Siena indica que Trump segue com algumas vantagens importantes. Eleitores disseram confiar mais nele do que em Kamala para lidar com a área que mais os preocupa ?no caso de 30% deles, a economia. Além disso, 42% disseram que as políticas instituídas pelo republicano em seu período à frente da Casa Branca os beneficiaram pessoalmente, contra 22% que afirmaram o mesmo sobre o atual presidente, Biden. No geral, contudo, a corrida segue acirrada. A pesquisa Reuters/Ipsos vinha mostrando Kamala numericamente à frente de Trump desde que ela entrou na disputa. Ela segue nessa posição no levantamento publicado nesta terça, no qual registrou 46% das intenções de voto contra 43% de Trump. A notícias deste levantamento são, no entanto, menos positivas para Kamala, uma vez que indicam que ela diminuiu a vantagem que tinha em relação à Trump no mês passado. Se em 24 de setembro ela tinha registrado 47% das intenções de voto e o republicano, 40%, em um estudo com margem de erro de 4 p.p., desta vez as porcentagens foram de 46% e 43%, respectivamente, e a margem de erro, de 3 p.p. Vale notar que, embora as pesquisas nacionais sejam um bom termômetro do clima eleitoral nos EUA, elas não costumam ser preditores confiáveis quando se trata do pleito presidencial. Isso porque o resultado dele é determinado por colégios eleitorais estaduais, nos quais quem é mais votado pela população em geral de cada estado conquista todos os votos de delegados estaduais. É possível, portanto, vencer no voto popular em escala nacional, mas perder a eleição em caso de derrota nos estados-chave na disputa ?no caso, Arizona, Geórgia, Michigan, Nevada, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin.
Matheus Pereira, do Cruzeiro, é convocado para Seleção Brasileira

Meia destaque do Cruzeiro na temporada 2024, Matheus Pereira foi convocado para substituir Lucas Paquetá na Seleção Brasileira Destaque do Cruzeiro na temporada, Matheus Pereira foi convocado pelo técnico Dorival Júnior nesta sexta-feira (11/10) para representar a Seleção Brasileira contra o Peru, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O meia entrará na vaga de Lucas Paquetá, do West Ham, da Inglaterra, que está suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Paquetá foi suspenso após receber o segundo amarelo na vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Chile, nessa quinta-feira (10/10), em Santiago. Sendo assim, Dorival ganhou a oportunidade de chamar mais um jogador para compor a lista de atletas disponíveis para o duelo contra o Peru. Logo após a partida, Dorival elogiou Matheus Pereira e afirmou que ele estava no radar da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para convocações futuras, o que se confirmou nesta sexta com o chamado. “Alguns outros estão sendo observados. Esse menino que você citou (Matheus Pereira) também, por aquilo que vem apresentando dentro do Campeonato Brasileiro. Não só este ano, mas no ano anterior ele também teve um certo destaque”, disse o técnico da Seleção. Matheus Pereira interromperá os treinamentos na Toca da Raposa 2, em Belo Horizonte, e se juntará à Seleção para iniciar a preparação visando o duelo contra o Peru. O Brasil voltará a campo na próxima terça-feira (15/10), às 21h45, no Mané Garrincha, em Brasília, pela 10ª rodada das Eliminatórias. Continue depois da publicidade Temporada de Matheus Pereira no Cruzeiro Aos 28 anos, Matheus Pereira é um dos grandes nomes do Cruzeiro nesta temporada. São 48 jogos, nove gols e 13 assistências do camisa 10 em 2024. Apesar da instabilidade recente, ele segue como peça fundamental da equipe na briga pelo título da Copa Sul-Americana e pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro. Jogadores convocados pela Seleção Brasileira Com o acréscimo de Matheus Pereira à lista de Dorival, a Seleção tem 23 atletas convocados. Veja quais são eles na lista abaixo: Goleiros: Ederson (Manchester City), Bento (Al-Nars) e Weverton (Palmeiras) Laterais-direitos: Danilo (Juventus) e Vanderson (Monaco) Zagueiros: Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Fabrício Bruno (Flamengo) e Beraldo (PSG) Laterais-esquerdos: Abner (Lyon) e Alex Telles (Botafogo) Volantes: André (Wolverhampton), Gerson (Flamengo) e Bruno Guimarães (Newcastle) Meias: Andreas Pereira (Fullham) e Matheus Pereira (Cruzeiro) Atacantes: Igor Jesus (Botafogo), Rodrygo (Real Madrid), Raphinha (Barcelona), Savinho (Manchester City), Gabriel Martinelli (Arsenal), Endrick (Real Madrid) e Lucas Henrique (Botafogo)