Caetano e Bethânia são indicados no Grammy 2026; veja a lista completa

Irmãos concorrem na categoria de melhor álbum de música global e são os únicos brasileiros indicados nesta edição da premiação O Grammy anunciou, nesta sexta-feira (7/11), as indicações para a sua 68ª edição, que acontece em 1º de fevereiro do ano que vem. O prêmio mais importante da indústria musical americana, da Academia de Gravação, destaca nomes como Lady Gaga, com o álbum “Mayhem”; Bad Bunny, por “Debí Tirar Más Fotos”; Sabrina Carpenter, pelo badalado “Man’s Best Friend”; além de Kendrick Lamar, com o disco “GNX”, nas principais categorias -dentre eles, álbum, música e gravação do ano. Lamar, que levou cinco troféus na edição anterior do Grammy, é o com mais indicações ao todo, com nove menções. Depois dele vem Lady Gaga, com sete, superando o recorde de indicações dela, em 2010, quando concorreu a seis gramofones. A diva pop está empatada com os produtores Jack Antonoff e Cirkut. Depois, todos com seis indicações, estão Sabrina Carpenter, Serban Ghenea, Bad Bunny e Leon Thomas. O disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, registro da turnê mais recente dos irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia, foi indicado na categoria de melhor álbum de música global. Os baianos disputam com nomes como o nigeriano Burna Boy, a indiana Siddhant Bhatia e a britânica indiana Anoushka Shankar. Lista dos indicados às principais categorias do Grammy 2026: GRAVAÇÃO DO ANO – Abracadabra – Lady Gaga – Anxiety – Doechii – APT. – ROSÉ, Bruno Mars – DtMF ? Bad Bunny – Manchild – Sabrina Carpenter – WILDFLOWER – Billie Eilish – luther – Kendrick Lamar & SZA – The Subway – Chappell Roan ÁLBUM DO ANO – SWAG – Justin Bieber – MAYHEM – Lady Gaga – DeBÍ TiRAR MáS FOToS – Bad Bunny – Man’s Best Friend – Sabrina Carpenter – Let God Sort Em Out – Clipse, Pusha T & Malice – GNX – Kendrick Lamar – MUTT – Leon Thomas – CHROMAKOPIA – Tyler, The Creator MÚSICA DO ANO – Golden – HUNTR/X: EJAE, Audrey Nuna, REI AMI – APT. – ROSÉ, Bruno Mars – Abracadabra – Lady Gaga – Anxiety – Doechii – DtMF – Bad Bunny – luther – Kendrick Lamar & SZA – Manchild – Sabrina Carpenter – WILDFLOWER – Billie Eilish ARTISTA REVELAÇÃO – Olivia Dean – KATSEYE – The Marias – Addison Rae – sombr – Leon Thomas – Alex Warren – Lola Young MELHOR GRAVAÇÃO DANCE/ELETRÔNICA – No Cap – Disclosure & Anderson .Paak – Victory Lap – Fred again.., Skepta, & PlaqueBoyMax – SPACE INVADER – KAYTRANADA – VOLTAGE – Skrillex – End Of Summer – Tame Impala MELHOR ÁLBUM DE ROCK – private music – Deftones – I quit – HAIM – From Zero – Linkin Park – NEVER ENOUGH – Turnstile – Idols – YUNGBLUD MELHOR MÚSICA DE ROCK – As Alive As You Need Me To Be (Nine Inch Nails) – Caramel (Sleep Token) – Glum (Hayley Williams) – NEVER ENOUGH (Turnstile) – Zombie (YUNGBLUD) MELHOR ÁLBUM DE RAP – Clipse: Let God Sort Em Out – GloRilla: GLORIOUS – JID: God Does Like Ugly – Kendrick Lamar: GNX – Tyler, the Creator: CHROMAKOPIA MELHOR MÚSICA DE RAP – Anxiety – Doechii – The Birds Don’t Sing – Clipse, Pusha T & Malice and John Legend & Voices Of Fire – Sticky – Tyler, The Creator, GloRilla, Sexyy Red & Lil Wayne – TGIF – GloRilla – tv off – Kendrick Lamar and Lefty Gunplay MELHOR PERFORMANCE DE RAP – Outside – Cardi B – Chains & Whips – Clipse, Pusha T & Malice, Kendrick Lamar & Pharrell Williams – Anxiety – Doechii – tv off – Kendrick Lamar and Lefty Gunplay – Darling, I – Tyler, The Creator and Teezo Touchdown MELHOR MÚSICA DE R&B – Folded – Kehlani – Heart Of A Woman – Summer Walker – It Depends – Chris Brown & Bryson Tiller – Overqualified – Durand Bernarr – YES IT IS – Leon Thomas MELHOR PERFORMANCE DE R&B – YUKON – Justin Bieber – It Depends – Chris Brown & Bryson Tiller – Folded – Kehlani   – MUTT (Live From NPR’s Tiny Desk) – Leon Thomas – Heart Of A Woman – Summer Walker MELHOR PERFORMANCE DE POP SOLO – Justin Bieber: “DAISIES” – Sabrina Carpenter: “Manchild” – Lady Gaga: “Disease” – Chappell Roan: “The Subway” – Lola Young: “Messy” MELHOR ÁLBUM POP VOCAL – SWAG – Justin Bieber – Man’s Best Friend – Sabrina Carpenter – Something Beautiful – Miley Cyrus – MAYHEM – Lady Gaga – I’ve Tried Everything But Therapy (Part 2) – Teddy Swims MELHOR GRAVAÇÃO DE DANCE POP – Midnight Sun – Zara Larsson – Illegal – PinkPantheress – Bluest Flame – Selena Gomez & benny blanco – Abracadabra – Lady Gaga – Just Keep Watching (From F1® The Movie) – Tate McRae MELHOR ÁLBUM POP VOCAL TRADICIONAL – Harlequin – Lady Gaga – A Matter Of Time – Laufey – Wintersongs – Laila Biali – The Gift Of Love – Jennifer Hudson – Who Believes In Angels? – Elton John & Brandi Carlile – The Secret Of Life: Partners, Volume 2 – Barbra Streisand MELHOR PERFORMANCE DE MÚSICA ALTERNATIVA – Everything Is Peaceful Love Bon Iver – Alone – The Cure – SEEIN’ STARS – Turnstile – mangetout – Wet Leg – Parachute – Hayley Williams MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA ALTERNATIVA – DON’T TAP THE GLASS – Tyler, The Creator – Ego Death At A Bachelorette Party – Hayley Williams – SABLE, fABLE – Bon Iver – Songs Of A Lost World – The Cure – moisturizer – Wet Leg PRODUTOR DO ANO, NÃO-CLÁSSICO – Dan Auerbach – Cirkut – Dijon – Blake Mills – Sounwave COMPOSITOR DO ANO, NÃO-CLÁSSICO – Amy Allen – Edgar Barrera – Jessie Jo Dillon – Tobias Jesso Jr. – Laura Veltz MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA GLOBAL – Caetano e Bethânia Ao Vivo – Caetano Veloso And Maria Bethânia – No Sign of Weakness – Burna Boy – Sounds Of Kumbha- Siddhant Bhatia –

ONU condena chacina de Cláudio Castro no Rio de Janeiro

Alto Comissariado de Direitos Humanos pede investigação imediata e entidades denunciam política de confronto A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o massacre ocorrido no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após a operação policial mais letal da história do estado, que deixou ao menos 136 mortos. O balanço foi divulgado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, após moradores retirarem 72 corpos de uma área de mata na manhã desta quarta-feira (29). A ação, conduzida sob o governo de Cláudio Castro, provocou indignação dentro e fora do país. Os corpos foram levados até a Praça São Lucas, na Estrada João Lucas, onde lonas foram estendidas para comportar as vítimas. Segundo testemunhas, os mortos foram encontrados na Serra da Misericórdia, principal ponto de confronto da operação, e em uma segunda área conhecida como Vacaria, onde ainda há relatos de cadáveres. O ativista Raull Santiago, que ajudou na remoção dos corpos, relatou nas redes sociais a dimensão da tragédia: “Mais lonas foram esticadas para dar conta dos corpos que estão sendo encontrados”, escreveu, compartilhando imagens da cena. Quatro policiais estão entre as vítimas Entre os mortos estão quatro policiais, e outros nove ficaram feridos nos tiroteios. A operação, segundo as autoridades fluminenses, tinha como objetivo o cumprimento de 100 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho, principal facção criminosa do Rio. O principal alvo seria Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como líder da organização nas ruas. Diante da escalada da violência, o Disque Denúncia anunciou recompensa de R$ 100 mil por informações sobre o seu paradeiro — o maior valor desde o caso de Fernandinho Beira-Mar, preso pela primeira vez em 2001. Reação internacional e cobranças da ONU A gravidade da operação repercutiu internacionalmente. O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos publicou nota afirmando estar “horrorizado com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro” e exigiu investigações rápidas e eficazes sobre as mortes. O órgão também lembrou que o Brasil tem obrigações internacionais no campo dos direitos humanos e deve garantir responsabilização e reparação às vítimas. #Brazil: We are horrified by the ongoing police operation in favelas in Rio de Janeiro, reportedly already resulting in deaths of over 60 people, including 4 police officers. This deadly operation furthers the trend of extreme lethal consequences of police operations in Brazil’s… — UN Human Rights (@UNHumanRights) October 28, 2025 A ONG Human Rights Watch também condenou a política de segurança do estado: “O Rio precisa de uma nova política de segurança pública, que pare de estimular confrontos que vitimizam moradores e policiais”, afirmou a entidade. Governo federal reage e PEC da Segurança é antecipada No Brasil, a operação teve forte repercussão política. A Defensoria Pública denunciou abusos e violações cometidos durante a ação. Diante da gravidade da situação, o governo federal determinou o envio de uma comitiva ao Rio de Janeiro e o presidente Lula convocou uma reunião de emergência com a cúpula da segurança pública. Em resposta, a Câmara dos Deputados decidiu antecipar a análise da PEC da Segurança Pública, proposta que busca aprimorar a integração entre as forças federais e estaduais. O governador Cláudio Castro, por sua vez, pediu ao Ministério da Justiça o envio de dez líderes criminosos presos para penitenciárias de segurança máxima — solicitação que foi atendida. O massacre do Complexo da Penha expõe mais uma vez a falência da política de enfrentamento armado nas favelas e reacende o debate sobre o modelo de segurança adotado pelo governo do estado. As cobranças da ONU e de entidades de direitos humanos colocam o Rio de Janeiro sob forte pressão internacional, exigindo mudanças urgentes para interromper o ciclo de violência que há décadas vitima moradores e agentes públicos.

Lula reafirma diplomacia ativa e busca suspender tarifaço dos EUA em encontro com Trump

Em Kuala Lumpur, presidente brasileiro adota tom conciliador, defende soberania nacional e propõe diálogo direto com Washington para resolver impasses comerciais e políticos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou neste domingo (26) o papel do Brasil como ator diplomático propositivo ao se reunir por 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, durante a 47ª Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). O encontro, inédito entre os dois líderes, marcou uma inflexão no clima de hostilidade entre Brasília e Washington após meses de atritos comerciais e sanções políticas. Com uma postura conciliadora, Lula buscou reposicionar o Brasil como interlocutor confiável, afirmando que “não há razão para desavenças com os Estados Unidos”. O presidente cobrou a suspensão imediata das tarifas de 50% impostas sobre produtos brasileiros e das sanções aplicadas a autoridades nacionais sob a chamada Lei Magnitsky. “Foi uma reunião franca e construtiva sobre a agenda comercial e econômica bilateral. As equipes dos dois países vão iniciar imediatamente as negociações para resolver as tarifas e sanções contra autoridades brasileiras”, afirmou Lula, destacando que a via diplomática deve prevalecer sobre o confronto. Proatividade e pragmatismo na defesa dos interesses nacionais A estratégia adotada pelo governo brasileiro reflete uma tradição da política externa lulista: combinar firmeza na defesa da soberania com pragmatismo econômico. Desde seu retorno ao Planalto, Lula tem buscado reconstruir pontes com parceiros estratégicos sem abrir mão da autonomia nacional. Ao abordar diretamente a questão tarifária, o presidente deixou claro que o Brasil não aceitará medidas punitivas unilaterais, mas tampouco deseja um rompimento. Segundo o chanceler Mauro Vieira, o diálogo abriu caminho para um “período de negociação bilateral imediata”, autorizado pelo próprio Trump ainda na noite de domingo. A decisão representa um avanço importante em meio à escalada de tensões iniciada após articulações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca, que resultaram nas tarifas e nas sanções contra autoridades brasileiras. Lula retoma protagonismo diplomático regional Além das questões comerciais, Lula também propôs atuar como mediador no diálogo entre Washington e Caracas, reafirmando o compromisso histórico do Brasil com a solução pacífica de controvérsias na América do Sul. O gesto reforça o esforço do governo brasileiro para restabelecer a credibilidade do país como potência diplomática regional, capaz de dialogar com todos os lados em um cenário geopolítico cada vez mais polarizado. “O Brasil quer ser parte das soluções, não dos conflitos”, disse o presidente, ao criticar a escalada militar norte-americana no Caribe e defender o respeito à soberania da Venezuela. Um novo capítulo na relação Brasil-EUA A reunião em Kuala Lumpur sinaliza um realinhamento entre Brasília e Washington após um período de desconfiança mútua. Ao insistir no diálogo direto, Lula recupera o papel que o Brasil exerceu em outros momentos de sua política externa: o de mediador e articulador de consensos, com ênfase na diplomacia presidencial e no multilateralismo. Mesmo diante de um interlocutor imprevisível como Donald Trump, o líder brasileiro conseguiu transformar um encontro cercado de tensões em uma oportunidade para reposicionar o país na cena internacional. Com tom sereno, foco em resultados concretos e discurso de cooperação, Lula reafirma sua marca diplomática: a de um Brasil altivo, disposto a negociar, mas sempre guiado pela defesa dos próprios interesses e pela busca de equilíbrio nas relações globais.

Protestos contra Trump reúnem milhares de pessoas nas ruas dos EUA

Manifestantes em diversas cidades dos Estados Unidos protestaram contra as políticas de imigração, educação e segurança do governo de Donald Trump Milhares de pessoas foram às ruas dos Estados Unidos neste sábado (18) para protestar contra as políticas de imigração, educação e segurança do governo de Donald Trump. Há também registros de atos em diversas regiões da Europa. As manifestações ocorrem sob o lema “No Kings”, em uma clara crítica ao caráter autoritário do governo Trump, que tem se colocado como o “xerife do mundo” ao impor uma série de sanções a diferentes países. De acordo com informações da AFP, os organizadores das mobilizações estimam mais de 2.600 atos em todas as regiões dos EUA, com registros de marchas em Londres, Madri e Barcelona. As principais críticas dos manifestantes são voltadas às políticas de imigração, segurança, aos cortes de verbas para universidades e à presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos. Em Washington, os manifestantes se reuniram em torno do Cemitério Nacional de Arlington, próximo à área onde Trump planeja construir um arco monumental ligando o Memorial Lincoln à margem oposta do rio Potomac. Confira abaixo alguns registros das manifestações: No Kings Chicago pic.twitter.com/DOtjfcNh5G — Scott Dworkin (@funder) October 18, 2025 Happening now: Here’s a view of the “No Kings” protest in Washington, DC pic.twitter.com/dpKlbJQZoq — philip lewis (@Phil_Lewis_) October 18, 2025 Best NO KINGS DAY sign so far Chattanooga, Tennessee pic.twitter.com/k8JVMvyizF — Brian Krassenstein (@krassenstein) October 18, 2025 Atlanta No Kings rally. pic.twitter.com/FU3RG8Y6Q3 — Blue Georgia (@BlueATLGeorgia) October 18, 2025 This is Boston. Thousands of protesters gather for the No Kings rally Thank you pic.twitter.com/4VoibHrZCJ — Ron Smith (@Ronxyz00) October 18, 2025

Trump cita o Brasil e elogia, ao lado de Milei, conversa com Lula

Presidente dos EUA voltou a afirmar que que teve “boa conversa” com Lula e criticou o BRICS em encontro com o presidente argentino Durante um almoço em Washington ao lado do presidente argentino, Javier Milei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez referências ao Brasil e elogiou sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião, segundo o G1, ocorreu no contexto da visita de Milei aos EUA em busca de apoio financeiro para socorrer a economia Argentina. Trump afirmou que decidiu apoiar a Argentina por considerar que o sucesso do país pode influenciar positivamente toda a região. “Se a Argentina for bem, outros vão seguir o exemplo. E muitos outros já estão seguindo”, disse. Em seguida, mencionou o Brasil. “E o Brasil, tive uma conversa muito boa com o presidente. Eu o encontrei nas Nações Unidas antes de subir para discursar “. A aproximação dos dois líderes ocorreu após um breve encontro na Assembleia-Geral da ONU, realizada em setembro, em Nova Iorque. Lula e Trump discutiram tarifas em conversa recente A relação entre Brasil e Estados Unidos voltou ao centro do debate após a ligação de 6 de outubro, quando Lula e Trump conversaram por cerca de 30 minutos. Segundo o governo brasileiro, Lula pediu a revisão das tarifas de 50% aplicadas sobre produtos nacionais, além de questionar sanções contra autoridades brasileiras ligadas ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL). Trump, por sua vez, classificou a conversa como amistosa. “Nós nos conhecemos, gostamos um do outro e, sim, tivemos uma ótima conversa. Vamos começar a fazer negócios. (…) Em algum momento eu vou [para o Brasil], e ele [Lula] vai vir aqui… Nós conversamos sobre isso”, declarou. O presidente estadunidense também chamou Lula de “bom homem”. Expectativa de reunião presencial A expectativa é de que uma reunião entre os dois presidentes deve ocorrer em breve, com a Malásia surgindo como um dos locais mais prováveis para o encontro, à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), no final de outubro Relação bilateral entre atritos e aproximações As declarações de Trump contrastam com a fase recente de tensões diplomáticas. O presidente dos EUA vinha criticando o Brasil pelo que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro, enquanto Lula acusou Washington de impor “sanções arbitrárias” e agir como se buscasse ser o “imperador do mundo”. Trump ataca BRICS e defende o dólar Trump também voltou a criticar o grupo dos BRICS — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, que segundo ele buscava enfraquecer o domínio do dólar. “Estão todos saindo dos BRICS. Era um ataque ao dólar. Eu disse: ‘querem jogar esse jogo? Vamos colocar tarifas sobre todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos’. Eles disseram: ‘estamos fora dos BRICS’. E agora ninguém mais fala disso”, afirmou.

“QUÍMICA” – Trump se pronuncia sobre conversa com Lula e confirma encontro

Presidente dos EUA fez postagem em tom elogioso e positivo em relação ao contato estabelecido com seu homólogo brasileiro, por vídeo conferência, na manhã desta segunda (6) O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma postagem há pouco em seu perfil na Social Truth, a rede social de sua propriedade, para comentar a conversa que teve com o presidente Lula (PT) na manhã desta segunda-feira (6), por vídeo conferência. O líder da Casa Branca foi bastante elogioso e positivo ao falar sobre o diálogo direto aberto com o mandatário brasileiro, que passou a ser ventilada após os dois se encontrarem rapidamente e por acaso na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, há duas semanas, ocasião em que o norte-americano ressaltou ter sentido “uma química” com o estadista sul-americano. “Esta manhã, tive uma ótima conversa telefônica com o Presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa, nossos países se darão muito bem juntos!”, escreveu Trump. Pelas redes sociais, o presidente Lula também se pronunciou sobre a conversa de cerca de 30 minutos que teve com Donald Trump, na manhã desta segunda-feira (6), após a “boa química que tivemos no encontro em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU”. “Considero nosso contato direto como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, escreveu o chefe de Estado brasileiro em seu perfil oficial no X (antigo Twitter). “No telefonema, recordei que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os EUA mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitei ao presidente Trump a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”, emendou Lula sobre a guerra tarifária declarada por Trump contra o Brasil. De acordo com o presidente brasileiro, Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Lula ainda afirmou que pode encontrar Trump pessoalmente durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que ocorrerá na Malásia a partir de 26 de outubro. “Nós concordamos em nos encontrar pessoalmente em breve. Sugeri a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterei o convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e também me dispus a viajar aos EUA”, disse o presidente, que estava acompanhando também do assessor especial Celso Amorim e do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira.

Claudia Sheinbaum celebra um ano na Presidência do México com multidão de apoiadores

Presidenta mexicana realizou ato na capital com mais de 400 mil pessoas Milhares de pessoas se concentraram em um clima festivo, com bandas de música, shows de acrobatas e pontos de venda de suvenires e comida para comemorar o primeiro aniversário do governo da presidenta Claudia Sheinbaum neste domingo (5). Sheinbaum tem aprovação de mais de 70%, segundo três pesquisas de opinião publicadas esta semana, que atribuem este forte apoio a seus programas de pensões, bolsas de estudo e outras ajudas. Grupos organizados de sindicatos e outras entidades cobriram a praça do Zócalo com bandeiras multicoloridas e balões com mensagens de apoio à presidente. Este ano, o investimento social beira os 54,3 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 290 bilhões, na cotação atual), cerca de 12% do orçamento do governo federal. Para 2026 está previsto um montante similar. “É preciso cumprir as promessas feitas ao povo, isso é importante (…) a luta pelo bem-estar”, disse a presidenta de esquerda, que também tem boas avaliações por sua gestão da relação com o mandatário americano, Donald Trump. O magnata ameaça continuamente com altas tarifas e soluções de força contra os cartéis mexicanos do narcotráfico, mas Sheinbaum tem conseguido mantê-lo na linha. Doutora em engenharia energética, Sheinbaum, de 63 anos, vive uma lua-de-mel com a população graças à queda da pobreza iniciada por seu antecessor e correligionário, Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), segundo as pesquisas. Pelo menos 8,3 milhões de pessoas saíram desta situação entre 2020 e 2024 neste país de 130 milhões de habitantes.

Lula é aclamado na ONU ao defender soberania e chamar Trump de autocrata

Além de expor o golpe de Bolsonaro, presidente brasileiro, diante dos olhos de todo o mundo, enviou duro recado à extrema direita e aos “falsos patriotas” que atentam contra a democracia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo no início de seu discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (EUA), nesta terça-feira (23), enviou um duro recado à extrema direita mundial e fez referência direta às recentes retaliações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil – que incluem o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras e sanções contra membros do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Lula, tais medidas configuram “atentados à soberania” e evidenciam uma crise do multilateralismo e enfraquecimento da democracia. Adotando um tom firme, o presidente garantiu que o Brasil resistirá a qualquer ataque ou tentativa de interferência externa. “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre a crítica do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, soberania e direito, as consequências são trágicas”, declarou Lula. Na sequência, o presidente brasileiro fez referência direta à cultura da violência presente no bolsonarismo e na extrema direita como um todo e expôs para o mundo todo a tentativa de golpe de Estado deflagrada por Jair Bolsonaro – bem como a condenação do ex-presidente. Lula ainda mencionou, indiretamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao falar em “falsos patriotas” que promovem ações contra o Brasil. “Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender a democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e economia. A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em quinhentos e vinte e cinco anos de nossa história, um ex-chefe de estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado e julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa prerrogativa que as ditaduras negam as suas vítimas”, pontuou. Aclamado Na sequência, Lula reforçou que a soberania do Brasil não está em negociação, se referindo a Trump como “candidato a autocrata” e, neste momento, foi aclamado com aplausos pela plateia. “Diante dos olhos do mundo o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e aqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”. “Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”, emendou o mandatário. Veja vídeo Lula é aclamado na ONU ao defender soberania, chamar Trump de autocrata e expor golpe de Bolsonaro Veja vídeo: pic.twitter.com/GvqZXvbqUO — Revista Fórum (@revistaforum) September 23, 2025  

Lula cita falsos patriotas, autoritarismo de Trump e lembra Francisco e Mujica na ONU

Em discurso histórico, Lula conclamou pela refundação dos organismos multilaterais e denunciou ações de Trump e da extrema direita na ONU. “O amanhã é feito de escolha diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo”. Em discurso histórico na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23), Lula citou o Brasil como exemplo de resistência democrática diante do autoritarismo da extrema direita e denunciou ao mundo o conluio entre o clã Bolsonaro e Donald Trump nas sanções e achaques ao país. “Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia”, afirmou Lula. “A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquiteto e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, emendou o presidente. Lula ainda criticou os conflitos mundiais, com ênfase especial ao massacre perpetrado pelo Estado Sionista de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza. “Nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, ali sobre toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do ocidente. Este massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo. Em Gaza, fome é usado como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente. Quero expressar minha admiração aos judeus que dentro e fora de Israel se opõe a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer”, afirmou. Lula ainda lembrou as mortes do Papa Francisco e do ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, citando os dois “humanistas” como exemplo de resistência ao autoritarismo. “Se ainda estivesse entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis. Que os únicos derrotados são os que cruzam os braços resignados. Que podemos vencer os falsos profetas de oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio”. Por fim, Lula voltou a pedir a reforma da Organização das Nações Unidas e fez um apelo para a retomada das negociações para expandir o multilateralismo. “O amanhã é feito de escolha diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo. No futuro que o Brasil vislumbra não há espaço para reedição de rivalidades ideológicas ou esfera de influência. A confrontação é inevitável. Precisamos de lideranças com clareza de visão, que entendam que a ordem internacional não é um jogo de soma zero”, afirmou. “A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membro do que os 51 que estiveram na sua fundação. Nossa missão histórica é a de torná-la novamente portadora de esperanças e promotoras da igualdade e da paz, do desenvolvimento sustentável e da diversidade e da tolerância. Que Deus nos abençoe a todos e muito obrigado”, concluiu. Leia a íntegra do discurso de Lula na ONU Este deveria ser um momento de celebração das Nações Unidas, criada no fim da guerra, onde simboliza a expressão mais elevada da aspiração pela paz e pela prosperidade. Hoje, contudo, os ideais que inspiraram seus fundadores em São Francisco estão ameaçados como nunca, estiveram em toda a sua história. O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em cheque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre aquele do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo mundo forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultua a violência, exalta a ignorância, atua como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquiteto e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e aqueles que os apoiam. Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos. Seguiremos como uma nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracia sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades, a garantia dos direitos mais elementares, a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde. A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares. Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, Foi com orgulho, que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do mapa da fome este ano de 2025. Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas e cerca de 2 bilhões e 300 milhões enfrentam insegurança alimentar. A única guerra que todos podem sair vencedores.

Trump sanciona esposa de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky

Viviane Barci tornou-se alvo das mesmas sanções impostas ao seu marido; entenda Na véspera do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA), o governo de Donald Trump ampliou sua ofensiva contra o Brasil ao sancionar Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com a Lei Magnitsky. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira (22) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e atinge também o Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, entidade fundada por Moraes no ano 2000 e atualmente controlada pela família. A medida replica as sanções já impostas em agosto ao ministro do Supremo, acusado por Washington de “prisões arbitrárias” e “restrições à liberdade de expressão”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, repetiu o discurso que ecoa a narrativa da extrema direita brasileira: “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.” A inclusão de Viviane Barci no rol dos sancionados não ocorreu por acaso. Segundo admitiu o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ele próprio sugeriu ao governo Trump que punir apenas Moraes seria “contraproducente”, descrevendo a advogada como o “braço financeiro” do ministro. A pressão dos bolsonaristas, portanto, foi determinante para estender as sanções à esposa de Moraes. Na prática, a aplicação da chamada Lei Magnitsky congela qualquer ativo que os sancionados possuam nos Estados Unidos, além de restringir operações financeiras em dólar, incluindo o uso de bandeiras internacionais como Visa e Mastercard. Os efeitos diretos no Brasil, no entanto, ainda dependem da posição dos bancos nacionais. Sanções em meio a protestos e à ONU A decisão norte-americana acontece num momento de grande tensão política. Neste domingo (21), milhões de brasileiros saíram às ruas em protestos massivos contra a anistia aos golpistas de 8 de janeiro, reforçando o isolamento político de Jair Bolsonaro e a defesa da democracia liderada pelo STF e pelo governo Lula. Agora, o gesto hostil de Trump adiciona um ingrediente de constrangimento diplomático às vésperas da abertura da Assembleia Geral da ONU, que ocorre nesta terça-feira (23). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro a discursar, seguido pelos Estados Unidos — o que significa que Lula falará imediatamente antes de Trump. A expectativa é de que o presidente brasileiro aproveite o palco global para responder à altura, denunciando a instrumentalização política das sanções e reafirmando a soberania nacional diante da ingerência estrangeira. As medidas de Trump, embaladas pelo lobby bolsonarista, expõem mais uma vez a sintonia entre o ex-presidente brasileiro e a extrema direita norte-americana. Já a reação do governo brasileiro e do Supremo tem sido firme em defender Moraes, alvo de ataques justamente por seu papel central no julgamento dos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado.