Nova pesquisa em Minas: Zema tem 44,5% e Kalil 26,8%

Levantamento do Instituto F5 aponta liderança em Minas do candidato à reeleição, e confirma a vantagem de 17 pontos percentuais para o ex-prefeito de BH Candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo) tem 17,7 pontos de vantagem sobre Alexandre Kalil (PSD) na disputa pelo governo de Minas Gerais. A diferença consta na mais recente pesquisa do Instituto F5 Atualiza Dados a respeito da corrida ao Palácio Tiradentes. No levantamento, divulgado com exclusividade pelo Estado de Minas, Zema aparece com 44,5% das intenções de voto, ante 26,8% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Todos os demais postulantes estão tecnicamente empatados, por causa da margem de erro de 2,5 pontos — para mais ou para menos. O pelotão que segue Zema e Kalil é encabeçado numericamente pela professora Vanessa Portugal (PSTU), que soma 2,1%; com 1,8%, está o senador Carlos Viana, do PL. O ex-deputado federal Marcus Pestana (PSDB) tem 0,9%, contra 0,7% da doula Renata Regina (PCB). Lorene Figueiredo, professora que representa o Psol, aparece com 0,4%. Militante em prol dos direitos da mulher, Indira Xavier (Unidade Popular) tem 0,2%. Os dados são do cenário estimulado, em que os entrevistados opinam a partir de uma lista de candidatos fornecida pelos pesquisadores. Nesse recorte, há 15,2% de indecisos e 7,2% de potenciais votos brancos/nulos. Outros 0,2% não responderam à pergunta. EM Com citação do apoio de Lula, Kalil toma a frente de Zema Ex-prefeito de BH cresce quase 15 pontos quando tem o nome associado ao petista; Zema, por sua vez, cai quase 13% em cenário que o liga a Felipe d’Avila Quando associado ao aliado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), lidera a disputa pelo governo mineiro. Segundo levantamento do Instituto F5 Atualiza Dados, divulgado com exclusividade pelo Estado de Minas, o pessedista tem 41,5% das intenções de voto no cenário que atrela, a presidenciáveis, os candidatos ao Palácio Tiradentes. Candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo) aparece com 31,7% ao ser relacionado ao correligionário Felipe d’Avila.
Varíola dos macacos: Minas Gerais investiga 69 casos suspeitos

Outros 44 já foram confirmados pelo Estado A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) atualizou nessa terça-feira (26) os dados referentes à monkeypox, conhecida como varíola dos macacos. De acordo com a pasta, o número de casos confirmados segue em 44 no Estado. Outros 69 pacientes suspeitos, de 23 municípios distintos, são investigados pela secretaria. Até o momento, 70 casos foram descartados e outros dois foram classificados como provável para a doença. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde, todos os casos confirmados até o momento no Estado são do sexo masculino, com idades entre 22 e 48 anos, e em boas condições clínicas. Ao todo, duas pessoas estão internadas em Minas Gerais, devido à necessidade clínica e isolamento. Os indivíduos que tiveram contato com os contaminados pela doença estão em monitoramento. Belo Horizonte é a cidade com o maior número de casos. São 32 confirmados, de acordo com o último boletim divulgado pela SES. O município é o único a registrar transmissão comunitária no Estado. + Varíola dos macacos é declarada emergência de saúde pela OMS; entenda Quais são os sintomas da varíola dos macacos? Os primeiros sintomas da varíola dos macacos são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A doença se desenvolve com lesões na pele, primeiramente no rosto. As lesões também podem se espalhar para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora ou da sífilis até formarem uma crosta, que depois cai. Os sintomas podem ser leves ou graves, e as lesões na pele podem ser pruriginosas ou dolorosas. Como a doença é transmitida? A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. A transmissão de humano para humano ocorre entre pessoas com contato físico próximo com casos sintomáticos. O contato próximo com pessoas infectadas ou materiais contaminados deve ser evitado. Luvas e outras roupas e equipamentos de proteção individual devem ser usados ao cuidar dos doentes, seja em uma unidade de saúde ou em casa.
Traição – Turma de Aécio abandona Simone Tebet e declara apoio a Ciro Gomes

Pré-candidato ao governo de Minas, o ex-deputado federal Marcus Pestana (PSDB) justificou seu apoio a Ciro Gomes (PDT) na corrida pela presidência da República ao fato de considerá-lo a “verdadeira terceira via” para fugir da polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E confirmou que o diretório mineiro da legenda deve abandonar o palanque da senadora Simone Tebet (MDB). Aécio Neves Recentemente, Marcus Pestana, defendeu a gestão tucana de dezesseis anos no estado e declarou que seu colega de partido, Aécio Neves, foi o melhor governador das últimas décadas. Um dos fundadores do PSDB, Pestana foi coordenador da campanha de Aécio Neves ao Governo nas eleições em 2002 e comandou a pasta da Saúde na gestão do atual deputado federal. Questionado sobre a participação de Neves na sua campanha ao Executivo estadual, Pestana confirmou que Neves será seu cabo eleitoral. Pestana também ressaltou as obras realizadas na malha rodoviária de Minas durante o governo tucano e comparou com a do atual governador Romeu Zema (Novo). “Não foi feita nenhuma obra nas estradas, a manutenção é um caos”, disse. Para Pestana, políticos considerados tradicionais, a exemplo de Aécio Neves, foram perseguidos nas eleições de 2018 devido a um movimento que rechaçava a chamada ‘velha política’ e que favorecia os ‘outsiders’, pessoas com pouca ou nenhuma experiência política e partidária. “Imagina um homem da capacidade e experiência do Anastasia (PSD) perder para o Zema, que nunca tinha participado da política”.
Zema lidera em Minas, com 44% das intenções de voto, seguido de Kalil, com 33%.

Kalil sobe quatro pontos, mas segue atrás de Zema em MG, diz RealTime Big Data O candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte, subiu quatro pontos, de acordo com pesquisa RealTime Big Data/TV Record, divulgada nesta quinta-feira (21). Mesmo assim, ele aparece atrás de Romeu Zema (Novo), pré-candidato à reeleição. Em seguida, aparecem o senador Carlos Viana (PL), com 8%; o ex-deputado federal Marcus Pestana (PSDB), 2%; Lorene Figueiredo (PSOL) e Vanessa Portugal (PSTU), 1% cada; e Renata Regina (PCB), que não pontuou. Brancos e nulos foram 6% e 5% afirmaram não saber ou não responderam à pesquisa. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa também testou um cenário com somente Zema e Kalil na disputa. O atual governador recebeu 48% das intenções de voto contra 39% do ex-prefeito de BH. Brancos e nulos somaram 7% e 6% disseram não saber ou não responderam à pesquisa. Veja como ficaram os cenários: Cenário 1 – Romeu Zema (Novo) – 44%; Alexandre Kalil (PSD) – 33%; Carlos Viana (PL) – 8%; Marcus Pestana (PSDB) – 2%; Lorene Figueiredo (PSOL) – 1%; Vanessa Portugal (PSTU) – 1%; Renata Regina (PCB) – 0; Branco/Nulo – 6%; Não sabe/não respondeu – 5%. Cenário 2 – Romeu Zema (Novo) – 48%; Alexandre Kalil (PSD) – 39%; Branco/Nulo – 7%; Não sabe/não respondeu – 6%. A RealTime Big Data também fez duas simulações para a disputa do Senado em Minas. Cenário 1 – Aécio Neves (PSDB) – 16%; Alexandre Silveira (PSD) – 11%; Cleitinho (PSC) – 10%; Duda Salabert (PDT) – 7%; Marcelo Álvaro Antônio (PL) – 3%; Paulo Piau (MDB) – 2%; Marcelo Aro (PP) – 1%; Dirlene Marques (PSTU) – 0%; Branco/Nulo – 26%; Não sabe/não respondeu – 24%. Cenário 2 – Alexandre Silveira (PSD) – 13%; Cleitinho (PSC) – 12%; Marcelo Álvaro Antônio (PL) – 4%; Paulo Piau (MDB) – 4%; Marcelo Aro (PP) – 2%; Dirlene Marques (PSTU) – 0%; Branco/Nulo – 35%; Não sabe/não respondeu – 30%. Foram ouvidos 1.500 eleitores, por telefone, entre 19 e 20 de julho. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o código MG-05124/2022. O nível de confiança é de 95%.
Cansado de esperar por Zema, Bolsonaro define apoio a Viana em Minas

Em reunião nesta terça, em Brasília, Bolsonaro definiu que Viana será o seu candidato ao governo de Minas, e dará palanque a ele no Estado Após uma semana de negociações frustradas com o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), e com integrantes da cúpula do Novo, o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, confirmou nesta terça-feira que seguirá com a pré-candidatura do senador Carlos Viana (PL) ao governo de Minas, conforme informações obtidas pela reportagem de O TEMPO. Em reunião nesta terça, em Brasília, Bolsonaro definiu que Viana será o seu candidato ao governo e dará palanque a ele no Estado. Participaram do encontro, além de Bolsonaro e Viana, o pré-candidato ao Senado, deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL), o presidente estadual do União Brasil, deputado Marcelo Freitas e, por videochamada, o presidente estadual do Republicanos, deputado Gilberto Abramo. Embora o presidente ainda não tenha feito uma declaração de apoio pública, a pré-candidatura de Viana ganhou fôlego nas últimas semanas após uma possível aliança de Bolsonaro com Zema não ter caminhado. No começo da semana passada, conforme mostrou O TEMPO, Zema, acompanhado do deputado Marcelo Aro (PP) e do secretário de Governo, Igor Eto, se encontrou com Bolsonaro e discutiram sobre o possível apoio mútuo no Estado. No entanto, as conversas não avançaram, porque o Novo teria oferecido apoio informal à candidatura à reeleição de Bolsonaro no primeiro turno, apoiando formalmente apenas em um eventual segundo turno. Possibilidade que não agradou o PL que busca palanque competitivo em Minas. Após a reunião desta terça-feira, o senador confirmou à reportagem que Bolsonaro reforçou a candidatura dele ao Palácio Tiradentes. “Hoje o presidente reforçou que eu sou o candidato dele em Minas. Reforçou minha candidatura. Agora, vamos trabalhar em uma data para o lançamento dela no Estado”, afirmou Viana. “Eu sei que houve conversas com a chapa do Zema, mas fizeram uma proposta que não funciona para o presidente. Que é eles manterem a chapa cheia deles e declarar apoio no segundo turno. Isso está fora de questão para o presidente e para o PL”, contou Chapa do PL A convenção partidária do PL em Minas está marcada para o dia 20 de julho, caso a pré-candidatura do senador se mantenha, será nessa ocasião que a chapa será confirmada. Até o momento, a chapa majoritária do PL em Minas, conta com Viana, como pré-candidato ao governo e o deputado e ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio na briga pelo Senado. Para a vaga de vice-governador, Viana afirma que já vem discutindo com partidos que podem coligar com o PL. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o nome para a vaga pode vir do Republicanos ou do União Brasil. Questionado, Viana pontuou que, pessoalmente, tem uma preferência pelo nome do deputado Bilac Pinto (União Brasil). O parlamentar chegou a ser convidado para ser vice na chapa de Zema, mas não se confirmou na vaga. “Estamos conversando com os partidos para a construção da chapa e para essa vaga para o vice. Ainda estamos acertando apoios. Eu tenho uma preferência no nome do deputado Bilac Pinto. O apoio do União Brasil a nossa candidatura seria de extrema importância”, avalia Viana.
Isolado e sem palanques, Ciro Gomes agora busca aliança com Aécio Neves

No desespero, pré-candidato do PDT tenta acordo com um dos principais responsáveis pelo golpe de estado de 2016 Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, que ainda não conseguiu selar alianças e construir palanques para sua candidatura, agora está tentando um acordo com o político mineiro Aécio Neves – um dos principais responsáveis pelo golpe de estado de 2016, que destruiu a economia e a imagem do Brasil. É o que informa a jornalista Camila Zarur, do Globo. “Isolado nacionalmente, o pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, ainda tenta articular palanques nos estados para fortalecer sua candidatura. Em Minas Gerais, o partido de Ciro chegou a procurar um adversário histórico, o deputado federal Aécio Neves, do PSDB, para tentar formalizar uma aliança”, escreve Camila. “As conversas, ainda iniciais, envolvem um apoio do PDT ao candidato tucano ao governo de Minas, Marcus Pestana, em troca de apoio ao presidenciável. No estado, a negociação é tocada por Aécio e Pestana, do lado tucano, e pelos pedetistas Carlos Lupi (presidente da sigla) e Mário Heringer (deputado federal)”, acrescenta. Nem mesmo um encontro entre os dois políticos está descartado. “Segundo os envolvidos na operação, há a previsão de que Ciro se encontre com Aécio e com o pré-candidato ao Palácio Tiradentes na próxima semana, quando o pré-candidato fará agendas da pré-campanha em Minas”, aponta Camila. Derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio questionou o resultado das urnas e articulou o golpe de estado que abriu espaço para o neofascismo no Brasil.
Senador diz que recebeu R$ 50 milhões do orçamento secreto por ter apoiado Rodrigo Pacheco

“O critério que ele colocou para mim foi o critério de eu ter apoiado ele enquanto outros não apoiavam” O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou que recebeu R$ 50 milhões em emendas do orçamento secreto do ano passado por ter apoiado a campanha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à Presidência do Senado, em fevereiro de 2021. O parlamentar disse ter sido informado da “gratidão” pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articulador da eleição do pessedista. “O critério que ele colocou para mim foi o critério de eu ter apoiado ele enquanto outros não apoiavam”, disse Marcos do Val em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (7). O parlamentar negou ter dado apoio ao atual presidente do Senado em troca de votos, mas, de acordo com Marcos do Val, houve um acordo para enviar dinheiro aos senadores que estiveram ao lado de Pacheco na campanha. “O Rodrigo Pacheco virou e falou para mim assim: ‘Olha, Marcos, nós vamos fazer o seguinte: os líderes vão receber tanto, os líderes de bancada tanto, essa foi a nossa divisão’. E ele me passou isso porque eu fui um dos que ajudei ele a ser eleito presidente do Senado. E aí eu falei: ‘Pô, legal, está transparente e tal’. Aí, ele falou: ‘Olha, se a gente conseguir mais uma gordura, eu direciono para você’. Não foi uma coisa: ‘Mas eu preciso que você me apoie’”.
Em Minas Gerais, pesquisa Datafolha mostra que Zema tem 48% contra 21% de Kalil

No segundo maior colégio eleitoral do país (mais de 15,8 milhões de eleitores), em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) tem 48% das intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha divulgada no início da noite desta sexta-feira (1º). O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) está com 21%. É a primeira sondagem feita pelo instituto no estado em 2022. Na sequência, Carlos Viana (PL, partido do atual presidente da República) aparece com 4%, enquanto Vanessa Portugal (PSTU) tem 3%. Miguel Corrêa (PDT) e Renata Regina (PCB) estão com 2% cada. Depois, com 1%, vêm Lorene Figueiredo (Psol), Marcus Pestana (PSDB) e Saraiva Felipe (PSB) – este último retirou a candidatura. Segundo o Datafolha, 10% não sabem em quem votar. E 8% afirmam que votarão em branco ou nulo, ou em nenhum dos candidatos. Capital e interior Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, 59% afirmaram não saber em quem votar. Zema é citado por 22% e Kalil, por 11%. Mas o ex-prefeito vence em Belo Horizonte: 46% a 32%. Já no interior mineiro, o governador lidera com folga (52% a 14%). Além disso, Kalil tem 27% de rejeição e Zema, 22%, quase o mesmo que Carlos Viana (21%). Ainda segundo o instituto, 27% votariam em um nome indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recentemente formalizou aliança com Kalil. Apenas 15% disseram votar em um candidato apoiado por Jair Bolsonaro. Aliança mineira Pesquisa do F5 Atualiza Dados, divulgada em junho pelo jornal Estado de Minas, mostrou que, após a confirmação da aliança, a diferença entre Zema e Kalil caiu de 29,4 para 17,3 pontos (45,7% a 28,4%). Já Lula ampliou sua vantagem, atingindo 43,6% no estado, ante 31,5% de Bolsonaro. O Datafolha ouviu 1.204 pessoas em 52 municípios de Minas Gerais entre quarta-feira (29) e hoje. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números MG 07688/2022 e BR 08684/2022.
Uberaba é a primeira cidade de MG a multar por viodeomonitoramento

Agentes vão acompanhar o trânsito remotamente em uma central para onde as imagens captadas nas 120 câmeras espalhadas por Uberaba estão instaladas — Foto: Divulgação / Prefeitura de Uberaba Pegou uma contra-mão, avançou o semáforo ou dirigiu enquanto mexia no celular? Fique atento pois, mesmo que nenhum agente de trânsito esteja à vista, as câmeras de videomonitoramento já podem ser usadas para fiscalizar e até autuar de forma remota os motoristas que forem flagrados cometendo essas e várias outras irregularidades. Em Minas Gerais, a primeira cidade a adotar essa prática é o município de Uberaba, no Triângulo Mineiro. A medida começa a valer na cidade no dia 1º de julho, após um mês de testes. Nesse período, além da campanha de conscientização da população através de sinalizações instaladas nas ruas e avenidas onde o monitoramento será feito, os agentes de trânsito que vão acompanhar as imagens a partir de uma central de monitoramento também receberam um treinamento específico para identificarem as infrações. O objetivo da medida é diminuir o número de acidentes e, por consequência, o número de óbitos na cidade de Uberaba, que possui a 6ª maior frota de veículos em Minas Gerais, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e ocupa também a mesma posição no quesito acidentes de trânsito, ficando atrás de como Uberlândia, Contagem, Betim e até Belo Horizonte. “O nosso trânsito mata mais que Belo Horizonte, que possui uma frota veicular 9,8 vezes maior que a nossa. E a principal causa dos acidentes é a imprudência do condutor, aliada ao excesso de velocidade, uso de celular enquanto dirige e avanço do sinal vermelho”, avalia a chefe da Seção de Educação no Trânsito do município, Dalci Borges. Em outras cidades A emissão dessas autuações de forma remota só é possível graças a Resolução 909/2022, do Conselho Nacional de Trânsito, publicada no dia 1º de abril deste ano. O texto, em si, não trouxe nenhuma novidade, já que o monitoramento remoto do trânsito é algor pevisto em lei desde 1997. No entanto, a decisão deste ano consolidou o assunto e autorizou o início da fiscalização remota. Segundo o professor do departamento de Engenharia de Transportes do Cefet-MG, Agmar Bento, o aumento do rigor na fiscalização, mesmo que polêmico, é benéfico para o trânsito uma vez que eleva a certeza de que as regras básicas serão cumpridas pelos motoristas. “Existem diversas pesquisas que apontam que, quando existe a possibilidade de ser multado, o motorista tende a ter um comportamento mais adequado no trânsito. Na possibilidade de uma não fiscalização, o que ocorre é justamente o contrário. Se eleva a chance de que esse motorista descumpra com as regras” explica o professor, que cita o exemplo dos radares de controle de velocidade. “Basta ver que o comportamento padrão é o motorista desacelerar à medida que o radar se aproxima, e voltar com a velocidade acima do permitido após passar pelo radar”, diz. Para cidades de grande porte, como é o caso de Belo Horizonte, o professor Bento acredita que a implementação dessas autuações identificadas por câmeras de segurança seja a única saída possível para a melhora no trânsito. “Para garantir segurança no trânsito, a gente precisa de ruas bem sinalizadas e fiscalização. Esse último ponto geralmente é algo mais difícil de acontecer pois depende de um grande número de agentes e em uma cidade grande como Belo Horizonte, por exemplo, o contingente de fiscais nunca vai suficiente cobrir toda cidade. Não dá pra ter uma agente em toda esquina, mas podemos ter câmeras”, comenta o professor.
Queda nos índices de vacinação em Minas Gerais põe população em risco

Profissionais de saúde podem orientar sobre atualização da caderneta de vacinação — Foto: Prefeitura de BH/Divulgação – “Fake news” estão entre fatores que fazem crescer a chance de doenças consideradas erradicadas voltarem, dizem especialistas “O cenário é muito ruim. Vivenciamos uma redução nacional da vacinação de crianças, e isso é um problema para a imunidade coletiva”. O alerta é da professora Fernanda Penido, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A baixa procura pelas vacinas ameaça a segurança sanitária de toda a população ao aumentar a chance de doenças consideradas erradicadas voltarem, segundo a pesquisadora, que coordena o projeto “Estratégias para o aumento da cobertura vacinal em crianças menores de 2 anos no Estado de Minas Gerais: uma pesquisa-ação”. Superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Elice Ribeiro concorda: “O Programa Nacional de Imunizações foi muito eficiente por décadas, tanto que já não tínhamos pólio, sarampo e outras doenças evitáveis com vacina. Mas, por não ter contato com esses problemas, muitos acham que eles sequer existem e, erroneamente, não confiam nas vacinas”. Para o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde de BH, Fabiano Pimenta, a baixa adesão às vacinas para a população infantil é desanimadora. Ele exemplifica o que houve com a campanha de vacinação contra a gripe, iniciada em 4 de abril e prorrogada: apenas 36,6% das crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias haviam sido imunizadas em BH até 21 de junho – o prazo final seria 24 de junho. A meta do Ministério da Saúde é 95%. Ele destacou que BH procura disponibilizar alternativas para alcançar a cobertura vacinal, como busca ativa e vacinação em escolas e shoppings. “Apesar de todos os esforços, essa cobertura não é atingida. Chega a ser frustrante”, lamenta. (Com Malú Damázio) Divulgação de fake news agrava a situação Um dos principais desafios apontados por especialistas em saúde pública para aumentar os índices de vacinação é driblar a disseminação de notícias falsas. “A causa para a baixa cobertura vacinal é multifatorial, mas a disseminação de informações sem qualquer comprovação científica agrava a situação”, afirma o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde de BH, Fabiano Pimenta. “É uma questão de natureza histórica, sociocultural e ambiental. Temos, hoje, muitas fake news sobre as vacinas, indicando que elas não seriam boas”, ressalta Elice Ribeiro, superintendente de vigilância epidemiológica da SES-MG. Para barrar as notícias falsas, ela defende a divulgação sobre o fato de as vacinas serem feitas com muita tecnologia e segurança. A pesquisadora Fernanda Penido concorda e faz um pedido: “Meu apelo, enquanto mãe e pesquisadora, é que os pais busquem informações baseadas em evidências científicas. Procurem ajuda de profissionais da área, capacitados para orientar sobre a atualização da caderneta de vacinação”. Via Jornal O Tempo