Notícias Nacionais

Estadão avalia que Flávio é tão golpista quanto Jair Bolsonaro

Jornal critica discurso do senador nos EUA e aponta repetição da estratégia de questionar eleições e pressionar instituições democráticas O jornal Estado de S. Paulo publicou editorial em que avalia que o senador Flávio Bolsonaro reproduz integralmente a postura política do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente no que diz respeito aos ataques ao sistema eleitoral brasileiro. A análise destaca que, apesar de tentar se apresentar como uma versão “moderada”, o parlamentar mantém o mesmo discurso golpista do pai.Segundo o jornal Estado de S. Paulo, a avaliação ganhou força após a participação de Flávio na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos, onde ele defendeu o “monitoramento” das eleições brasileiras e sugeriu “pressão diplomática” externa para garantir um pleito “livre e justo”.Durante o evento, Flávio afirmou que “se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”. Para o jornal, a declaração sugere que o senador só reconheceria o resultado eleitoral em caso de vitória, repetindo a estratégia utilizada por Jair Bolsonaro antes das eleições de 2022.A publicação lembra que o ex-presidente foi condenado por tentativa de golpe de Estado após promover, de forma sistemática, dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro, inclusive mobilizando embaixadores estrangeiros às vésperas da votação. Nesse contexto, o jornal interpreta a fala de Flávio como uma continuidade dessa linha de atuação, ao buscar apoio internacional para pressionar instituições brasileiras.O artigo também critica a reprodução de teorias conspiratórias pelo senador. No discurso nos Estados Unidos, Flávio declarou: “As mesmas pessoas que prenderam meu pai tiraram esse homem – o ex-presidente socialista Lula da Silva, condenado múltiplas vezes por corrupção – da prisão e o colocaram de volta na Presidência. Tudo isso sob uma enxurrada de dinheiro da USAID e com massiva interferência da administração Biden”. O jornal ressalta que nenhuma prova foi apresentada para sustentar essas afirmações.Outro ponto destacado pelo jornal Estado de S. Paulo é que a suposta moderação de Flávio Bolsonaro não se sustenta diante de declarações anteriores. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o senador afirmou que um candidato alinhado ao bolsonarismo deveria articular a anistia de Jair Bolsonaro e ter “disposição” para impedir interferências do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, disse: “É uma hipótese muito ruim, porque a gente está falando de possibilidade e de uso da força”.Para o jornal, essa fala evidencia o caráter autoritário do discurso bolsonarista, ao admitir o uso de força como instrumento político contra instituições democráticas. A análise aponta ainda que a retórica de Flávio busca intimidar adversários e colocar em xeque o funcionamento regular dos Poderes da República.O texto também menciona a tentativa de internacionalização do discurso político. No evento, Flávio afirmou que as eleições brasileiras deveriam respeitar “os valores de origem americana”, embora, segundo o jornal, não tenha esclarecido o significado da expressão. A crítica ressalta que, sob a liderança de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos e referência política do bolsonarismo, esses valores passaram a incluir a recusa em aceitar resultados eleitorais desfavoráveis.Na avaliação do jornal Estado de S. Paulo, a atuação de Flávio Bolsonaro no exterior reforça a estratégia de desacreditar previamente o processo eleitoral brasileiro e abrir espaço para questionamentos em caso de derrota, repetindo o roteiro político que marcou o governo de seu pai e que culminou em graves tensões institucionais no país.

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Educação

Quem é o novo ministro da Educação anunciado por Lula

Leonardo Barchini é servidor de carreira e já atuou na gestão do MEC e com Fernando Haddad, em São Paulo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (30) Leonardo Barchini como novo ministro da Educação. Ele substituirá Camilo Santana, que deve disputar as eleições de 2026.Barchini é servidor de carreira de Ciência e Tecnologia do governo. Formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), tem mestrado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) e doutorado em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Já trabalhou no Ministério da Educação como diretor de Programas, chefe de gabinete e chefe da Assessoria Internacional.De 1996 a 2002, Barchini trabalhou na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Lá, trabalhou como assessor da Presidência (1996-1999), assessor do Coordenador-Geral de Cooperação Internacional (1999-2004), coordenador-geral adjunto de Cooperação Internacional (2004-2005) e auditor-chefe (2005-2006).Ele também foi secretário municipal de Relações Internacionais e Federativas de São Paulo e chefe de gabinete da prefeitura durante o mandato de Fernando Haddad.O prazo final para que candidatos deixem seus cargos públicos é sábado (4). Até lá, Camilo Santana deve anunciar o cargo que disputará neste ano. Nesta terça-feira (31), Lula terá uma reunião ministerial para definir quais serão os próximos passos dos ministros que disputarão a corrida eleitoral. Ele vai aproveitar a ocasião para fazer justamente a passagem de bastão dos ministérios.Em seu anúncio, Lula destacou a “confiança” que Barchini tem do governo e da equipe do Ministério para dar continuidade aos trabalhos de Camilo Santana.“Não posso escolher um ministro novo, que não estava na área, para ele entrar querer fazer um novo projeto. Quem vai ficar no lugar é alguém que sabe o que está acontecendo naquele ministério para a gente não inventar nada de novo, porque a gente agora só tem que concluir o que a gente começou a fazer”, disse.

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Alckmin deixa ministério da Indústria e será novamente vice na chapa de Lula

Em reunião ministerial, Lula afirmou que 18 ministros deixarão o governo para disputar o pleito O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin deixará o ministério da Indústria. Em uma reunião ministerial, o mandatário disse que Alckmin será novamente vice na chapa para disputar a presidência. Por determinação da lei eleitoral, todos os ministros que forem disputar cargos públicos devem deixar seus cargos seis meses antes da disputa.O encontro teve a participação de ministros e de secretários que ocuparão os postos deixados pelo alto escalão que disputará o pleito.Segundo Lula, 14 ministros já formalizaram a saída da Esplanada para disputar cargos nas eleições, enquanto outros quatro ainda devem pedir para sair nos próximos dias. O presidente agradeceu o “empenho” e o trabalho de todos que ocuparam o alto escalão ao longo dos últimos três anos.“É necessário que vocês sejam candidatos para mudar a política. Hoje é o dia da dissolução, e eu sou muito grato pelos serviços que vocês prestaram ao meu governo. Não tenho preocupação em olhar para vocês e comparar com outros governos. Nós fizemos mais e com mais precisão. Ainda mais comparando com o governo que substituímos. Nós pegamos o Ibama com 700 funcionários a menos. O país foi montado para não funcionar, e agora está preparado para funcionar”, disse Lula.Outro nome a deixar a Esplanada será o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Ele disputará o Senado na Bahia e dará lugar a Miriam Belchior, que era secretária-executiva da Casa Civil. Ela já havia sido ministra do Planejamento durante a gestão de Dilma Rousseff.Costa foi o segundo a discursar na reunião. Ele apresentou dados e indicadores econômicos dos ministérios ao longo dos três anos de gestão petista. O ministro destacou a queda na desigualdade e a queda recorde do desemprego no país (5,4%), alcançando a menor taxa da série histórica.

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Carlos Viana enviou R$ 3,7 milhões à Ong de Valadão que atendeu 5 idosos em Capim Branco

Segundo nova denúncia no STF, enviada pelo deputado Rogério Correia, Carlos Viana teria ocultado envio de emenda à Fundação Oásis, da Lagoinha de André Valadão, em Capim Branco, município de pouco mais de 10 mil habitantes. Ong recebeu R$ 3,7 milhões e teria atendido apenas 5 idosos da cidade. Em nova denúncia protocolada junto ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (27), o deputado Rogério Correia (PT-MG) revela que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da finada CPMI do INSS, teria enviado R$ 3.787.908,00 em emendas parlamentares, entre os anos de 2023 e 2025, à Fundação Oásis, da igreja Lagoinha de André Valadão, que atendeu a apenas cinco idosos, segundo dados do município de pouco mais de 10 mil habitantes localizado na região metropolitana de Belo Horizonte. “Conforme informações públicas disponíveis no sítio eletrônico da Fundação (https://site.fundacaooasis.org/oasis-capim-branco/), a Instituição Oásis Capim Branco é uma Instituição de Longa permanência para Idosos (ILPI) com o objetivo de acolher idosos com 60 anos ou mais em situação de risco e vulnerabilidade social. Segundo informações do Poder Público de Capim Branco, a unidade oferece o serviço de acolhimento para apenas 05 (cinco) idosos do próprio município e para um total de 20 a 25 pessoas, dado que suscita séria preocupação quanto à proporcionalidade e eficiência na aplicação de quase R$ 3,8 milhões de recursos públicos”, diz a ação. A representação foi protocolada como adendo ao processo relatado pelo próprio Flávio Dino que, nesta segunda-feira (30), rejeitou as explicações de Viana sobre emendas à mesma fundação, ligada à Lagoinha. O ministro pediu documentos, já que o senador mentiu ao menos ao justificar uma emenda no valor de R$ 1,5 milhão à prefeitura de Belo Horizonte. Dessa quantia, conforme revelou a Fórum, R$ 700 mil foram aplicados pela Ong de Valadão no mercado financeiro. A nova denúncia revela ainda que Viana teria ocultado uma emenda no valor de R$ 1.350.000,00 à Fundação Oásis de Capim Branco em 2024. Além desta, a ong foi beneficiada por outras dois envios do senador, em 2023 e 2025, nos valores de R$ 1.437.908,00 e R$ 1.000.000,00, respectivamente. “Assim, entre 2023 e 2025, o parlamentar transferiu à Fundação Oásis no Município de Capim Branco/MG o montante total de R$ 3.787.908,00 (três milhões, setecentos e oitenta e sete mil e novecentos e oito reais), diz o adendo, que revela outros repasses à outras unidades da fundação. “De igual modo, em 2023, o parlamentar destinou R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) à instituição que, em Betim/MG, oferece serviço de creche voltado ao atendimento de crianças na primeira infância (4 meses a 5 anos e 11 meses) em situação de vulnerabilidade social”, diz o texto. A denúncia pede, entre outros requerimentos já apresentados, “suspensão cautelar de eventuais parcelas ainda não executadas das emendas parlamentares do Senador Carlos Viana à Fundação Oásis e suas filiais, com fundamento no poder geral de cautela do Relator e à luz do fato novo que densifica os indícios de irregularidade”. Sem justificativas Em despacho na manhã desta segunda-feira (30) o ministro Flávio Dino rejeitou as explicações enviadas pelo senador Carlos Viana sobre cerca de R$ 3,6 milhões em emendas enviadas à Fundação Oásis, ONG ligada à Igreja da Lagoinha, de André Valadão. Na decisão, em que pede documentos que comprovem as alegações apresentadas pelo senador, Dino acolhe a tese apresentada por Rogério Correia (PT-MG) e o pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), que vêm “desvio de finalidade” nas emendas milionárias de Viana à fundação do pastor da Lagoinha. “O padrão de repasses de Viana à Fundação Oasis, entidade do mesmo ecossistema que ele protege na presidência da CPMI, evidência possível desvio de finalidade: a emenda não serve ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas”, diz a representação. Na ação, os deputados afirmam ainda que “o Senador Carlos Viana manteve vínculo profissional com a Rede Super, emissora vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, no período de destinação das emendas parlamentares”. Em seu despacho, Dino diz que, ao apresentar as explicações, Viana discorreu de “modo genérico e abstrato” sobre os motivos para destinação da emenda. “Não se afasta, embora tampouco se afirme nesta decisão, razão pela qual se impõe a devida apuração, a possibilidade de utilização desse expediente como mecanismo de ocultação da autoria parlamentar, valendo-se da opacidade que, embora atualmente mitigada, ainda permeia essa categoria de transferências”, diz o ministro. Segundo Dino, ao discorrer sobre a destinação das verbas, Viana não comprou as informações enviadas e pediu a inclusão de documentos que comprovem as informações que constam no processo. “Diante da insuficiência de transparência e rastreabilidade das emendas sob exame, impõe-se a necessidade de requisição de documentos junto às prefeituras envolvidas, ao Governo Federal e à própria Fundação Oásis”, afirmou. Em seguida, Dino rejeita as explicações prévias apresentadas por Viana e pelo próprio senado. “Ante a deficiência da documentação apresentada pelo Senado Federal, requisito todos os documentos relativos ao trâmite das emendas parlamentares citadas nas petições dos Deputados Federais e do Senador e aos repasses examinados nesta decisão ao Ministério de Desenvolvimento Social e às Prefeituras de Belo Horizonte/MG e de Capim Branco/MG, especialmente no que se refere à transparência e à rastreabilidade das emendas objeto da representação, os quais devem ser apresentados no prazo de 10 (dez) dias corridos. Após a apresentação dos documentos, será possível a adequada deliberação deste STF”, diz o ministro. Mentira Na justificativa apresentada ao STF, Viana mentiu em relação ao repasse de R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Belo Horizonte em que o senador indicou a Fundação Oásis para recebimento de R$ 700 mil desse total. Viana afirmou que “a destinação foi para o Fundo Municipal de Assistência Social de Belo Horizonte, que cadastrou como unidade beneficiária e a Fundação Oasis para os serviços de Proteção Especial de Alta Complexidade, seguindo o que a legislação exige”. No entanto, conforme a Fórum revelou, relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), baseado em manifestação da própria prefeitura da capital mineira, afirma que o repasse dos

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Por 8 votos a 2, STF derruba prorrogação da CPMI do INSS

Apenas Mendonça e Fux votaram pelo aumento do prazo O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) derrubar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.Com a decisão, os trabalhos da comissão deverão ser encerrados no próximo sábado (28). A votação foi finalizada com placar de 8 votos a 2 contra a prorrogação.Na última segunda-feira (23), Mendonça, que é relator do caso, deu prazo de 48 horas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União – AP), fazer a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI.O ministro atendeu ao pedido de liminar feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação.Em seguida, Mendonça enviou o caso para referendo do plenário da Corte.Mais cedo, diante da inércia de Alcolumbre, Viana cumpriu a decisão individual do ministro e prorrogou a CPMI por até 120 dias. VotosO primeiro voto do julgamento foi proferido por Mendonça. O ministro reafirmou seu entendimento favorável à prorrogação pelo prazo de 60 dias.Mendonça citou que o requerimento de prorrogação da CPMI preencheu os requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados. Dessa forma, segundo o ministro, deve ser garantido o direito da minoria política, formada pela oposição, à prorrogação da comissão.O voto pela prorrogação foi seguido pelo ministro Luiz Fux.Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram os primeiros a se manifestar contra a prorrogação e criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo da CPMI.Mendes criticou o vazamento ao se dirigir ao senador Carlos Viana, que acompanhou o julgamento presencialmente. “Deplorável que quebrem sigilo e divulguem, vazem. Abominável”, afirmou.Em seguida, Moraes disse que o vazamento das conversas é “criminoso”. O entendimento contrário à prorrogação também foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin.InvestigaçãoA CPMI iniciou os trabalhos em agosto de 2025 e passou a investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

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Alexandre de Moraes libera prisão domiciliar para Bolsomaro por 90 dias

Ministro do STF aceitou pedido da defesa do ex-presidente, que está internado com broncopneumonia O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu transferir Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar nesta terça (24). O magistrado aceitou pedido da defesa do ex-presidente, que solicitou a mudança por questões de saúde, especialmente durante a recuperação de um quadro grave de broncopneumonia. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da decisão nesta segunda (23), alegando que o estado de saúde do ex-presidente requer acompanhamento constante, o que seria mais adequado em um ambiente familiar. Com a decisão, ele será transferido para sua casa no Jardim Botânico, em Brasília. A prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias, durante a recuperação da broncopneumonia, e, após o período, “será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, segundo Moraes. O magistrado também determinou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e proibiu o uso de celular ou qualquer meio de comunicação externa “diretamente ou por terceiros”. Também foram canceladas todas as visitas a ele, com exceção de familiares e médicos com autorização permanente. Moraes ainda autorizou a continuidade de sessões de fisioterapia e eventuais internações imediatas sem necessidade de comunicar a Justiça. Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star em 13 de março ao apresentar dificuldades respiratórias e foi diagnosticado com broncoaspiração. Após ser internado na UTI, o ex-presidente foi transferido para um quarto, e a equipe médica informou que sua condição estava melhorando, embora sem previsão de alta hospitalar. O ministro aceitou a argumentação da defesa, levando em consideração a saúde debilitada de Bolsonaro e o risco de complicações no ambiente prisional. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele começou a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e, posteriormente, foi mandado para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda e é conhecido como “Papudinha”. Moraes negou uma série de pedidos de transferência para o regime domiciliar nos últimos meses, argumentando que as informações médicas sobre a saúde do ex-presidente não indicavam a necessidade de cuidados médicos em casa e que as condições da Papudinha atendiam as demandas de saúde.

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Minas

CPMI do INSS rejeita todas as oitivas da Igreja da Lagoinha mesmo após sucessivos requerimentos

Os dados reunidos nos requerimentos apresentados à CPMI do INSS mostram um padrão claro e controverso. Foram protocolados diversos pedidos para ouvir representantes ligados à Igreja da Lagoinha, incluindo o pastor André Valadão e estruturas associadas como o Clava Forte Bank. Apesar da quantidade de elementos citados nos relatórios, todas as solicitações de oitiva foram rejeitadas. A repetição das negativas chama atenção porque ocorre justamente em um dos núcleos mais mencionados nos documentos de inteligência financeira. Nenhum dos pedidos avançou, mesmo com a insistência dos parlamentares responsáveis pelos requerimentos. Os elementos que motivaram os pedidos de oitivaOs requerimentos têm como base registros do COAF e apontamentos da Controladoria-Geral da União que identificaram movimentações consideradas atípicas e compatíveis com possíveis práticas de lavagem de dinheiro.No caso da Igreja da Lagoinha, os dados indicam proximidade com os chamados “Golden Boys” (Felipe Macedo, Américo Monte e Anderson Cordeiro) apontados como centrais nas movimentações suspeitas.Também é destacado que, em 2024, a igreja recebeu patrocínio de Felipe Macedo para um evento de Réveillon realizado no Allianz Parque, período descrito nos documentos como o auge das irregularidades envolvendo descontos indevidos.Outro ponto relevante envolve o Clava Forte Bank S/A, ligado a André Valadão. Há questionamentos sobre o possível papel da instituição como intermediadora ou receptora de valores oriundos das fraudes investigadas. O fato de o site da empresa ter saído do ar no mesmo dia da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi incluído nos elementos apresentados.Essas conexões fundamentaram os requerimentos que pediam esclarecimentos diretos por meio de oitivas. Um padrão diferente do restante da investigaçãoEnquanto os pedidos relacionados à Igreja da Lagoinha foram barrados integralmente, outros alvos com base em movimentações financeiras semelhantes foram incluídos nas investigações e tiveram requerimentos aceitos.Os dados mostram, por exemplo, que a Sete Church recebeu R$ 370.338,00 de Anderson Cordeiro e mais R$ 124.000,00 de Américo Monte. A Adoração Church movimentou mais de R$ 5 milhões em sete meses. A Igreja Campo de Anotote recebeu R$ 200.000,00 antes mesmo de sua formalização oficial. Já o Ministério do Renovo aparece com movimentações superiores a R$ 500 mil, incompatíveis com a renda declarada de seu dirigente.Mesmo diante desse conjunto amplo de informações, o caso da Lagoinha seguiu um caminho distinto dentro da comissão. As justificativas para as rejeiçõesAs negativas às oitivas foram atribuídas, nos debates internos, à ausência de provas conclusivas e à necessidade de priorização de outros alvos. Também foi mencionado que os requerimentos apontariam indícios, mas não elementos suficientes para convocação imediata.No entanto, os próprios documentos utilizados nos pedidos afirmam que, considerando a natureza das atividades, vínculos operacionais e enquadramento societário, é provável que as movimentações identificadas configurem canais de circulação de valores desviados do esquema do INSS.Essa avaliação técnica foi um dos principais argumentos para a apresentação das solicitações. O pano de fundo financeiro das suspeitasAs investigações se conectam a falhas estruturais identificadas pela CGU no sistema de crédito consignado vinculado ao Auxílio Brasil em 2022.O relatório aponta que mais de 3,6 milhões de contratos foram firmados em poucos meses, com movimentação de R$ 7,6 bilhões, principalmente pela Caixa. Também foram identificadas falhas na integração entre Dataprev e sistema bancário, erros na averbação de parcelas e descontos indevidos em benefícios de famílias vulneráveis.A ausência de estudos técnicos para definição de juros e limites de comprometimento da renda agravou o cenário. Em alguns casos, os descontos chegaram a comprometer até 40% do benefício. O ponto central da controvérsiaDentro desse contexto, a rejeição total das oitivas ligadas à Igreja da Lagoinha se tornou um dos principais pontos de tensão na CPMI. Os dados mostram que não se trata de um pedido isolado recusado, mas de uma sequência completa de negativas. Todas as tentativas de ouvir representantes da igreja foram barradas, mesmo com a apresentação de relatórios, registros financeiros e conexões diretas com investigados. O resultado é que um dos núcleos mais citados nos requerimentos permanece sem esclarecimentos formais na comissão, enquanto outras frentes avançam normalmente.

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Dino manda Carlos Viana explicar envio de R$ 3,6 milhões à Lagoinha

Senador bolsonarista repassou emendas parlamentares para fundação da igreja do pastor André Valadão A solicitação foi feita no âmbito de uma ação que trata do cumprimento da decisão do Supremo que, em dezembro de 2022, determinou maior transparência e rastreabilidade na destinação de emendas parlamentares. O objetivo é verificar se os repasses seguiram as regras estabelecidas pela Corte.O questionamento envolve o envio de R$ 3,6 milhões para a Fundação Oasis, entidade ligada à igreja frequentada pelo senador. Parlamentares afirmaram ao Supremo que o repasse pode violar princípios constitucionais.Segundo a petição, a destinação dos recursos “viola frontalmente princípios de impessoalidade e transparência”. O documento também argumenta que o uso da presidência da CPI para interferir em apurações relacionadas às entidades beneficiadas seria irregular.“O uso da presidência de comissão parlamentar para bloquear investigações sobre entidades beneficiárias de emendas próprias configura instrumentalização de posição institucional para fins privados”, afirmaram os deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG).O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Foto: DivulgaçãoOs parlamentares ainda apontaram possível desvio de finalidade na aplicação das verbas. Para eles, o padrão de encaminhamento das emendas indicaria favorecimento político. “A emenda não serve ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas”, afirmaram.Durante sessão da CPI nesta semana, Viana respondeu às acusações e negou irregularidades. “Todas as verbas que eu enviei para a fundação ligada à igreja que eu frequento foram enviadas para as prefeituras e fiscalizadas pelo Ministério Público. Doei para uma fundação que recupera pessoas e continuarei doando”, declarou.O episódio ocorre no momento em que a CPI do INSS enfrenta sucessivas decisões do STF que invalidaram requerimentos aprovados pela comissão. Integrantes do colegiado alegam que as decisões têm dificultado o andamento das investigações e reduzido o prazo para conclusão dos trabalhos.A comissão chegou a recorrer ao Supremo para tentar obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogar o funcionamento da CPI. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que será responsável por analisar a solicitação.

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Master e JBS pagaram R$ 18 milhões a consultoria que contratou filho de Nunes Marques, do STF

Kevin de Carvalho Marques, que é advogado e tem 25 anos, é o único dono do escritório que faturou com serviços prestados à Consult Uma empresa de consultoria recebeu ao menos R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS. Parte dos valores foi repassado ao filho do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre agosto de 2024 e julho de 2025, conforme relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações da instituição bancária de Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma série de fraudes financeiras.A revelação foi feita pelo “Estadão” em reportagem publicada nesta quinta-feira (19/3). Pagamentos foram feitos ao escritório do advogado de Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho de Nunes Marques. Kevin afirmou que o pagamento é lícito, fruto do exercício regular da advocacia “voltada ao fisco administrativo”. O ministro não comentou.Com base nos documentos do Coaf, o banco de Daniel Vorcaro enviou R$ 6,6 milhões à Consult. A JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, outros R$ 11,3 milhões. Os pagamentos correspondem ao total do que foi recebido no período analisado pelo Coaf pela empresa do filho do ministro do STF, que declarou faturamento de R$ 25,5 mil.Os valores levaram o Coaf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, a classificar as transações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa, “indicando que alguns dos valores podem ter origem não formal”.Ou seja, o documento aponta que o entra e sai de dinheiro não bate com o volume movimentado até ali e que os altos repasses repentinos poderiam representar uso da firma apenas para passagem de recursos, como explica o “Estadão”.Entre os pagamentos feitos pela consultoria no período, levantados pelo Coaf por amostragem, foram identificados 11, que totalizam R$ 281.630, a Kevin Marques. Ele é o único dono do escritório de advocacia, segundo registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).No site sobre sua atividade que foi retirado do ar, Kevin se apresentava no ano passado como advogado “com um ano de experiência na OAB”. “Tenho me dedicado a entender profundamente as complexidades do sistema tributário brasileiro, buscando soluções eficientes e personalizadas para cada cliente”, dizia o texto de apresentação.Em nota ao “Estadão”, a JBS disse que “como toda grande empresa brasileira que lida com a complexidade do sistema tributário nacional”, contrata consultores “para apoiar sua atuação nessa área, entre eles a Consult Inteligência Tributária”. O Master foi procurado, mas não comentou.O escritório de Kevin de Carvalho Marques, por sua vez, afirmou que o pagamento citado é lícito e decorrente do exercício regular da advocacia. “A atuação para a empresa mencionada foi voltada ao fisco administrativo”, afirmou.Em nota, pontuou ainda que o filho do ministro do STF “nunca defendeu nenhum caso” na Suprema Corte e rechaçou o que chamou de “tentativas de criminalização da advocacia e de interferência no sigilo profissional”.Kevin Marques tornou-se um dos procuradores da Refit, a antiga Refinaria Manguinhos, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O pai dele era desembargador deste tribunal quando foi escolhido, em 2020, pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma cadeira no STF.A Consult Inteligência Tributária foi aberta em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, um empresário e contador de Teresina (PI) — cidade natal do ministro Nunes Marques. A empresa tem endereços em Barueri (SP) e Brasília (DF).Em nota ao “Estadão”, a Consult afirmou que a empresa foi criada há quatro anos para “expandir o atendimento às regiões Sul e Sudeste”, mas que o grupo atua desde 2004, com outro CNPJ, atendendo mais de 300 empresas.Sobre os pagamentos feitos por Master e JBS, a empresa de Craveiro Junior disse que “prestou serviços de auditoria e consultoria tributária, bem como de desenvolvimento e implantação de sistemas destinados à execução e ao processamento de dados para fins de auditoria tributária, além de serviços de migração de dados às empresas desses grupos”.Em novembro de 2025, após os pagamentos de Master e JBS, Craveiro se retirou da empresa e a repassou a um irmão. Na saída, negociou o recebimento de R$ 13 milhões da divisão de lucros, que serão repassados em três parcelas até 2028. No último dia 6 de março, ele voltou a ser sócio da empresa.Segundo a Consult informou ao “Estadão”, a saída temporária “fez parte de um processo de reorganização societária do grupo”. A reportagem perguntou à Consult quais os serviços de Kevin Marques que contratou e o porquê da escolha do filho do ministro do STF.A empresa disse somente que o valor pago ao advogado era por uma “prestação de serviços técnicos e de assessoria jurídica para a Consult, entre 2024 e 2025″.Dono da Consult, Craveiro Junior tem pelo menos outras duas empresas: uma administradora de imóveis, aberta em 2025, em Teresina, e uma consultoria de informática, aberta em 2021, em São Paulo.Nunes Marques conversava com VorcaroO “Estadão” lembrou que, além dos pagamentos do Master ao filho, o telefone celular de Vorcaro apreendido pela PF também traz registros de conversas dele com o próprio Kassio Nunes Marques.Procurado, Nunes Marques disse que “não possui relação de proximidade com o senhor Daniel Vorcaro e não se recorda de troca de mensagens”.Os dados da agenda de contatos de Vorcaro identificam que o telefone de Nunes Marques foi salvo em junho de 2024, sob o nome “Min Kassio Nunes”. O número corresponde efetivamente ao celular usado pelo ministro. Também foram encontradas conversas entre eles no aparelho celular do banqueiro.De acordo com fontes com acesso às informações, esses diálogos tinham teor “superficial” e mostram que o ministro e Vorcaro se conheciam e já se encontraram. As conversas, segundo essas fontes, não indicavam uma intimidade nem suspeitas de irregularidades na relação entre eles.No fim de novembro, quando a defesa de Vorcaro pediu que a investigação sobre o Banco Master fosse remetida ao STF, os advogados haviam solicitado que o caso fosse distribuído diretamente ao ministro Nunes Marques. Na ocasião, porém, a Presidência da Corte entendeu que a distribuição deveria ser feita por sorteio e o processo acabou ficando com o ministro Dias

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