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Apesar de 30 partidos registrados, poder político no Brasil se concentra na mão de poucas siglas

Jogo político é comandado por um grupo de sete partidos, que detêm maior número de mandatos, recursos Embora o Brasil tenha 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o jogo político é disputado por um grupo mais restrito de legendas. São elas que concentram a maior parte das cadeiras no Congresso Nacional, comandam governos estaduais, prefeituras, bancadas robustas nas assembleias legislativas e câmaras municipais — e, principalmente, ficam com a maior fatia das bilionárias verbas eleitorais e do Fundo Partidário. Na prática, o sistema funciona como um funil: muitos partidos existem formalmente, mas poucos têm musculatura política para influenciar decisões nacionais. Entre os chamados “gigantes”, estão siglas como PT, PL, União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos, que dominam o tabuleiro institucional e financeiro da política brasileira.A concentração de poder entre essas siglas se explica, em grande parte, pelo acesso aos recursos públicos. Para este ano, estão previstos R$ 4,9 bilhões no Fundo Eleitoral. A divisão desse dinheiro segue critérios legais que favorecem partidos com maior representação no Congresso. Na prática, grandes partidos recebem mais recursos, fazem campanhas mais competitivas e ampliam ainda mais seu domínio sobre o sistema político. O PT, hoje sob o comando de Edinho Silva, concentra sua estratégia na força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se prepara para tentar um quarto mandato no Palácio do Planalto. Além do projeto presidencial e do esforço para ampliar sua presença, sobretudo no Senado, a legenda atua para preservar o controle de estados simbólicos, especialmente no Nordeste. No Ceará, por exemplo, o partido se articula para preservar sua hegemonia local, apostando na reeleição do governador Elmano de Freitas e no retorno de Camilo Santana ao campo político, após deixar o Ministério da Educação, para coordenar o enfrentamento a Ciro Gomes (PSDB), que busca se reposicionar ao flertar com o eleitorado bolsonarista. Do outro lado da arena política, o PL, presidido por Valdemar Costa Neto, trabalha para reorganizar suas bases em torno do senador Flávio Bolsonaro (RJ). O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro busca superar resistências internas e ampliar alianças visando o Palácio do Planalto, enquanto parte da direita defende que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria um nome mais competitivo para enfrentar Lula, por reunir um perfil considerado mais “moderado”. Já o PSD, sigla que mais elegeu prefeitos em todo o país em 2024, mantém uma estratégia aberta para a sucessão presidencial. O partido flerta com o lançamento do governador do Paraná, Ratinho Júnior, enquanto o presidente da legenda, Gilberto Kassab, avalia o tabuleiro. Nesta semana, inclusive, Kassab endossou um vídeo em que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também filiado ao PSD, mostra disposição para entrar na disputa. O União Brasil, hoje sob a presidência de Antonio Rueda, atua em parceria com o PP, comandado por Ciro Nogueira, em uma federação partidária poderosa, que soma tempo de televisão, recursos e influência regional. Juntos, os dois partidos detêm uma das maiores bancadas do Congresso – com 123 cadeiras – e mais de 1,3 mil prefeitos pelo país. O MDB, presidido por Baleia Rossi, mantém sua tradição no xadrez político: raramente lidera projetos nacionais, mas quase sempre é indispensável para sustentá-los. Já o Republicanos, comandado por Marcos Pereira, abriga em seus quadros um dos nomes mais competitivos da política atual, Tarcísio de Freitas, e avança ancorado em bases conservadoras e em uma sólida presença municipal. Fora do grupo dos grandes, há os partidos médios e os chamados “nanicos”. As legendas em prateleiras com menos lugar ao sol, para sobreviver, atuam em coligações ou funcionam como siglas de aluguel — ainda que, formalmente, tenham os mesmos direitos de existência no TSE. O objetivo é superar a cláusula de barreira e, assim, assegurar acesso a recursos públicos. A formação de um partido, aliás, passa por um caminho longo: começa com a criação de um programa e estatuto, coleta de assinaturas em ao menos nove estados, validação dos apoios pela Justiça Eleitoral e, só então, o registro definitivo. Existir, no entanto, é diferente de ter poder. Sem votos e bancadas, a legenda até entra no sistema, mas fica à margem das grandes decisões. No pano de fundo, os palanques estaduais seguem em construção, marcados por incertezas e negociações que dependem dos arranjos nacionais. Alianças fechadas em Brasília nem sempre se reproduzem nos estados, e disputas locais podem embaralhar projetos presidenciais. Enquanto as peças se organizam no jogo, os brasileiros se preparam para ir às urnas em 4 de outubro. Caso seja necessário segundo turno para cargos que o preveem, como presidente da República e governadores, uma nova votação está marcada para 25 de outubro de 2026.

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Ameaçado nas disputas estaduais, PT foca em crescer no Congresso

Sigla ainda não sacramentou candidaturas, mas pode ter o menor número de cabeças de chapa de sua história O Partido dos Trabalhadores (PT) estabeleceu como uma das prioridades para este ano a eleição de deputados e senadores, escanteando a disputa aos governos estaduais. A sigla, que vai centralizar esforços para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode ter o menor número de candidatos próprios a governador de sua história. O mais baixo número de candidaturas encabeçadas pelo PT foi registrado em 2010, ano em que a legenda privilegiou a eleição de Dilma Rousseff. Agora, membros do grupo de trabalho que discute a tática eleitoral do partido apontam que a sigla pode lançar sete candidatos — três deles à reeleição. No entanto, o número pode crescer com as definições a respeito de candidaturas petistas em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A expectativa é que o cenário volte a ser discutido no próximo dia 2 de fevereiro, quando o grupo voltará a se reunir. A diretriz da cúpula partidária é priorizar candidaturas ao Senado, em um movimento semelhante ao que tem sido articulado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Dirigentes do PT avaliam que a base aliada de Lula precisa conquistar maioria na Casa, que terá 54 cadeiras em disputa neste ano, para evitar “retrocessos” em um eventual quarto mandato do petista. Colocadas em segundo plano, as candidaturas aos governos devem ser concentradas em estados nos quais o PT demonstra viabilidade ou potencial para crescer ao longo da disputa. Outro objetivo será a manutenção dos atuais estados comandados pela sigla. Nas últimas eleições, a legenda disputou a chefia de 13 estados e conquistou a vitória em quatro: Bahia (Jerônimo Rodrigues), Ceará (Elmano de Freitas), Piauí (Rafael Fonteles) e Rio Grande do Norte (Fátima Bezerra). Do grupo, apenas Fátima Bezerra deve disputar outro posto em 2026. A governadora do Rio Grande do Norte se prepara para disputar novamente uma vaga ao Senado e tenta fazer como sucessor o atual secretário de Fazenda do estado, Cadu Xavier. Entre os candidatos à reeleição, Rafael Fonteles é o único que tem registrado bons desempenhos em pesquisas e afastado preocupações no entorno petista. Por outro lado, Cadu Xavier, Jerônimo Rodrigues e Elmano de Freitas têm figurado na segunda ou terceira colocação. O partido tem discutido estratégias para melhorar a performance dos prováveis candidatos. Na última semana, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que deve deixar a pasta para ajudar Elmano de Freitas na disputa cearense. Candidaturas lideradas pelo PT em disputas a governos estaduais1990: 23 candidatos1994: 19 candidatos1998: 16 candidatos2002: 24 candidatos2006: 18 candidatos2010: 10 candidatos2014: 17 candidatos2018: 16 candidatos2022: 13 candidatosA definirAlém dos candidatos à reeleição e de Xavier, o grupo eleitoral do PT trata como mais avançadas as negociações para as seguintes candidaturas próprias: Espírito Santo: Helder Salomão, deputado federal por três mandatos;Rio Grande do Sul: Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e derrotado nas eleições ao Palácio Piratini em 2022.No Distrito Federal, Leandro Grass (PT) deve disputar em nome da federação PT-PCdoB-PV. Grass foi candidato ao GDF em 2022, pelo PV, e perdeu, no primeiro turno, para Ibaneis Rocha (MDB). Em vez de encabeçar as candidaturas, a direção nacional do PT orientou, no ano passado, que fossem privilegiadas composições em chapas aliadas — em alguns casos, ocupando a candidatura a vice-governador. Quatro estados, no entanto, ainda aguardam definições internas. Os dois principais são São Paulo e Minas Gerais. O grupo eleitoral do PT defende a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista. Haddad tem rechaçado a possibilidade. Dentro da sigla, há a expectativa de que ele seja convencido por Lula a disputar o posto. Em Minas, o presidente Lula já afirmou reiteradas vezes que gostaria de ver o senador Rodrigo Pacheco (PSD) disputando o Palácio da Liberdade. Pacheco também tem demonstrado resistência, e alas do diretório local da sigla têm defendido lançar um nome próprio. No Mato Grosso do Sul, Fábio Trad foi lançado pela direção local como pré-candidato a governador. Há uma avaliação de dirigentes nacionais de que o nome pode enfrentar, no entanto, dificuldades sem a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), no palanque. Uma ala do PT local defende romper um acordo com o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), e lançar o vice-governador Felipe Camarão (PT) como candidato ao governo estadual. Internamente, dirigentes petistas defendem uma construção que evite uma divisão no estado. As estratégias eleitorais do PT ainda devem ser discutidas ao longo dos próximos meses. A consolidação, dizem, deverá ocorrer no Congresso Nacional da sigla, marcado para abril. No mesmo mês, dirigentes da legenda também pretendem anunciar a renovação da federação partidária com PCdoB e PV. Diretriz da direçãoEm dezembro do ano passado, a direção nacional do PT aprovou uma resolução para guiar as negociações políticas e eleitorais em 2026. O texto coloca a reeleição de Lula como prioridade máxima da sigla e afirma que há “urgência de eleger uma nova correlação de forças no Legislativo”. O partido exige a “construção de chapas competitivas para as Assembleias Legislativas, Câmara Federal e, sobretudo, para o Senado, em que cada cadeira será decisiva para garantir governabilidade”. O PT avalia como “fundamental” a reunião de palanques “fortes e amplos nos estados” para “sustentar a campanha de Lula”.“O Senado, em particular, deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas, tornando imprescindível que o PT dispute com força essas vagas em cada estado, integrando a tática nacional com a dinâmica local de alianças e mobilização social”, diz o documento.

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Lula traz euforia ao mercado financeiro e BC prepara ciclo de queda de juros

Ibovespa bate recorde histórico com forte entrada de capital estrangeiro e expectativa de início do afrouxamento monetário O mercado financeiro brasileiro viveu uma sexta-feira (23) histórica, com o Ibovespa encerrando o pregão no maior patamar de todos os tempos, impulsionado pelo forte fluxo de capital estrangeiro e pela crescente expectativa de início de um ciclo de queda da taxa básica de juros. O índice avançou 1,86% e fechou aos 178.858,54 pontos, após atingir, ao longo do dia, a máxima inédita de 180.532,28 pontos. As informações são do InfoMoney e do Brazil Stock Guide. O desempenho coroou a melhor semana da Bolsa brasileira desde abril de 2020. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa registrou alta de 8,53%, resultado associado à melhora do ambiente macroeconômico, à valorização de ativos ligados a commodities e ao aumento da atratividade dos mercados emergentes. Expectativa de corte de juros ganha força A leitura positiva do mercado também foi reforçada por avaliações do setor financeiro sobre a política monetária. Análise do BTG Pactual, divulgada pelo Brazil Stock Guide, aponta que o Banco Central pode iniciar o ciclo de flexibilização da taxa Selic já na reunião do Comitê de Política Monetária marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. Segundo o banco, a taxa básica de juros, atualmente em 15%, encontra-se em território fortemente contracionista, o que permitiria um corte inicial de 25 pontos-base sem comprometer o processo de desinflação. No cenário-base do BTG, a Selic poderia recuar cerca de 300 pontos-base até o fim de 2026, alcançando aproximadamente 12%. A avaliação considera a desaceleração da atividade econômica desde meados de 2025, a perda de fôlego do crescimento do Produto Interno Bruto e sinais de moderação do consumo, mesmo diante do aumento da renda real das famílias. O banco manteve suas projeções de crescimento do PIB em 2,2% para 2025 e 1,7% para 2026. Projeções inflacionárias e capital estrangeiro No campo inflacionário, apesar da aceleração recente dos serviços, o BTG manteve suas projeções para o IPCA em 4,1% para 2026 e 3,8% para 2027, entendendo que o cenário segue compatível com uma calibragem cautelosa da política monetária. Levantamento divulgado pelo InfoMoney mostra que investidores estrangeiros foram os principais responsáveis pela forte alta do índice. Apenas em janeiro, o ingresso líquido de recursos externos na Bolsa brasileira somou R$ 12,3 bilhões, valor próximo de metade de todo o volume registrado ao longo do ano passado, indicando mudança relevante no apetite ao risco em relação ao Brasil. No mercado de câmbio, o real apresentou leve desvalorização no pregão, mas acumulou ganho de 1,59% frente ao dólar na semana. A moeda estadunidense subiu 0,05% nesta sexta-feira, cotada a R$ 5,287. Os juros futuros encerraram o dia em queda nos contratos de vencimentos mais longos, refletindo a expectativa de flexibilização da política monetária. Bolsa brasileira descola do exterior Enquanto o mercado brasileiro registrava forte valorização, os principais índices de Wall Street encerraram o dia sem direção definida e com oscilações moderadas. Na Europa, a maioria das Bolsas fechou em queda, em meio às incertezas geopolíticas e às declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Irã. Apesar do cenário externo mais cauteloso, a suspensão temporária de ameaças tarifárias contra países europeus contribuiu para aliviar tensões no comércio internacional, favorecendo ativos de mercados emergentes. Ações líderes puxam o índice O avanço do Ibovespa foi liderado por ações de peso no índice. A Vale subiu 2,46%, acompanhando a valorização do minério de ferro. A Petrobras teve alta de 4,35%, impulsionada pela elevação dos preços do petróleo no mercado internacional. Entre as empresas do setor financeiro, Banco do Brasil avançou 3,54%, Bradesco subiu 2,41%, Itaú Unibanco registrou alta de 1,14% e Santander ganhou 1,68%. A B3 encerrou o dia com valorização de 1,28%. Bolsa brasileira descola do exterior Enquanto o mercado brasileiro registrava forte valorização, os principais índices de Wall Street encerraram o dia sem direção definida e com oscilações moderadas. Na Europa, a maioria das Bolsas fechou em queda, em meio às incertezas geopolíticas e às declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Irã. Apesar do cenário externo mais cauteloso, a suspensão temporária de ameaças tarifárias contra países europeus contribuiu para aliviar tensões no comércio internacional, favorecendo ativos de mercados emergentes. Ações líderes puxam o índice O avanço do Ibovespa foi liderado por ações de peso no índice. A Vale subiu 2,46%, acompanhando a valorização do minério de ferro. A Petrobras teve alta de 4,35%, impulsionada pela elevação dos preços do petróleo no mercado internacional. Entre as empresas do setor financeiro, Banco do Brasil avançou 3,54%, Bradesco subiu 2,41%, Itaú Unibanco registrou alta de 1,14% e Santander ganhou 1,68%. A B3 encerrou o dia com valorização de 1,28%.

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PREMIAÇÃO – ‘O agente secreto’ recebe quatro indicações ao Oscar

Longa iguala número de indicações de ‘Cidade de Deus em 2004 e disputa Seleção de Elenco, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Filme O filme “O agente secreto”, do diretor Kleber Mendonça Filho foi indicado em quatro categorias do Oscar na manhã desta quinta-feira (22/1).Indicado nas categorias de “Seleção de Elenco”, “Melhor Filme Internacional”, “Melhor Ator”, para Wagner Moura, e “Melhor Filme” o filme empata no número de indicações com “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, como os dois filmes brasileiros mais indicados na história da premiação. Em 2004, o filme de Meirelles foi indicado em “Melhor Direção”, “Melhor Roteiro Adaptado”, “Melhor Montagem” e “Melhor Fotografia”, mas não levou nenhum dos prêmios.Até agora, “O agente secreto” conta com 54 prêmios. No Brasil, o filme já foi visto por 1,25 milhão de espectadores. O longa continua em cartaz em várias salas de BH: BH, Centro Cultural Unimed-BH Minas, Cidade, Diamond, Del Rey, Pátio e UNA Belas Artes.Em “O agente secreto”, o ator baiano interpreta Marcelo, um pesquisador universitário e cientista que retorna à capital pernambucana em busca do filho e encontra abrigo na casa de Dona Sebastiana (papel de Tânia Maria), que acolhe perseguidos políticos e marginalizados, formando uma rede improvisada de resistência. A trama é ambientada em 1977. A cerimônia do Oscar 2026 está marcada para 15 de março e terá apresentação do comediante Conan O’Brien. A transmissão no Brasil será feita pela TNT.

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Psol aciona STF contra “gratificação faroeste” a policiais que matam

Norma prevê percentuais de 10% a 150% dos vencimentos para policiais que ‘neutralizarem’ criminosos e apreenderem armas de grande calibre O Diretório Nacional do Psol acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do estado do Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos. A relatoria do caso foi designada para o ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, devido à relação do tema com a chamada ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro. O partido de oposição ao governo fluminense pede uma liminar (decisão provisória e urgente) para suspender de imediato a gratificação. “O dispositivo é inconstitucional na forma e no conteúdo”, afirma o Psol, que chamou o bônus de “incentivo financeiro à violência policial”. Para a sigla, a gratificação é inconstitucional desde a partida, uma vez que foi criada por iniciativa do Legislativo, e não do Executivo, que detém a exclusividade para apresentar propostas que criam despesas de pessoal. EntendaAprovada em outubro de 2025, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e em seu artigo 21 prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”. O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado em dezembro pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na ocasião, o próprio líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), defendeu a derrubada do veto. Diversos órgãos também já se manifestaram pela ilegalidade e inconstitucionalidade da gratificação faroeste. Ainda antes da aprovação da lei, a Defensoria Pública da União (DPU), por exemplo, divulgou nota técnica que classificou a medida como um estímulo aos confrontos letais entre policias e bandidos. Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado na lei, é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

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Estados governados pela oposição foram os mais dependentes da União em 2025

Relatório do Tesouro mostra que governos estaduais críticos a Lula concentraram a maior parte do socorro federal para pagamento de dívidas garantidas Os estados administrados por partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram, em 2025, os que mais dependeram do apoio financeiro da União para evitar a inadimplência em compromissos com bancos e organismos internacionais. Ao longo do ano, o governo federal precisou assumir o pagamento de parcelas de empréstimos estaduais garantidos pela União, em um movimento que impediu o calote dessas administrações e preservou a credibilidade do país no sistema financeiro, relata o Metrópoles. As informações constam no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional. O documento aponta que, somente em 2025, a União desembolsou cerca de R$ 11 bilhões para cobrir dívidas de estados que não conseguiram honrar seus compromissos. Entre os maiores beneficiários do mecanismo estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Todos esses estados são governados por aliados da oposição ao governo Lula e estão inseridos no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), programa voltado a entes federativos em grave crise financeira. Na prática, quando um estado deixa de pagar um financiamento que conta com garantia federal, a União assume a obrigação. A medida evita impactos negativos sobre o crédito público brasileiro e assegura o cumprimento de contratos junto a instituições financeiras e organismos multilaterais. O Regime de Recuperação Fiscal permite que estados em dificuldades adotem um conjunto de medidas para reequilibrar as contas ao longo de vários anos. Ao aderir ao programa, os governos estaduais obtêm benefícios imediatos, como a suspensão temporária do pagamento de dívidas com a União e o socorro federal em operações de crédito garantidas. Em contrapartida, precisam cumprir um rigoroso plano de ajuste fiscal, que inclui limites para gastos com pessoal, restrições a reajustes salariais, privatizações, revisão de incentivos fiscais e reformas administrativas. As dívidas que deixam de ser pagas durante a vigência do RRF não são perdoadas. Elas são refinanciadas pela União em prazos longos, que podem chegar a até 360 meses, o que transfere o impacto financeiro para o futuro. Além disso, enquanto o regime está em vigor, a União não executa as contragarantias dos estados, o que explica o baixo volume de recuperação imediata dos valores desembolsados. Em 2025, o Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), foi o estado mais beneficiado, com R$ 4,69 bilhões pagos pela União, o equivalente a 42,35% de todo o montante honrado no ano. Minas Gerais, sob a gestão de Romeu Zema (Novo), aparece na sequência, com R$ 3,55 bilhões, representando 32,05% do total. O Rio Grande do Sul, administrado por Eduardo Leite (PSD), teve R$ 1,59 bilhão de dívidas quitadas pelo governo federal, enquanto Goiás, governado por Ronaldo Caiado (União Brasil), contou com R$ 888,06 milhões em pagamentos realizados pela União. Os dados históricos reforçam a dimensão do problema fiscal enfrentado por estados e municípios. Desde 2016, o governo federal já desembolsou R$ 86,52 bilhões para cobrir dívidas garantidas de entes subnacionais, mas conseguiu recuperar apenas R$ 5,9 bilhões desse valor. Somente em dezembro de 2025, a recuperação somou R$ 25,02 milhões. A maior parte das garantias honradas, cerca de R$ 76,97 bilhões, está concentrada justamente nos estados que participam do Regime de Recuperação Fiscal, beneficiados pela suspensão temporária da execução das contragarantias. Outros fatores também reduzem a capacidade de ressarcimento, como R$ 1,90 bilhão utilizados na compensação de perdas de arrecadação do ICMS e R$ 368,19 milhões considerados irrecuperáveis em razão de decisões judiciais envolvendo municípios como Taubaté (SP), Caucaia (CE) e São Gonçalo do Amarante (RN). O relatório mostra ainda que apenas em dezembro de 2025 a União precisou desembolsar R$ 1,48 bilhão para cobrir dívidas garantidas. Desse total, R$ 643,96 milhões foram destinados ao Rio de Janeiro e R$ 626,19 milhões a Minas Gerais. Goiás recebeu R$ 72,36 milhões, enquanto o Rio Grande do Sul contou com R$ 70,81 milhões, além de repasses a outros estados e municípios do país. Embora o mecanismo de garantias seja tradicional na política fiscal brasileira, os números de 2025 evidenciam uma contradição política. Governadores da oposição, que frequentemente criticam a condução da política econômica do governo federal, mantêm forte dependência da União para equilibrar as contas e evitar a inadimplência. Nesse cenário, o Tesouro Nacional segue atuando como fiador de última instância, impedindo que crises fiscais estaduais provoquem efeitos sistêmicos sobre o crédito público do Brasil.

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Moraes transfere Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha

Ministro do STF determinou que o ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado seja retirado da Superintendência da PF em Brasília e seja levado à penitenciária O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma sala de Estado-maior no local. Segundo o STF, a cela que será ocupada por Bolsonaro é igual a que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, cumprem pena. A cela comporta 4 pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente. Anderson Torres e Silvinei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente ficará. Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”. O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência. Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF. O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, devendo a defesa indicar o nome da pessoa que ficará responsável pela entrega das refeições. Além disso, Moraes também autorizou: Bolsonaro também deve ser submetido à junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação de seu quadro clínico. O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro de acesso à smart TV. Como é a Papudinha? O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM. O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala

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‘O Agente Secreto’ vence o Globo de Ouro de melhor filme em língua não-inglesa

Cerimônia que celebra o melhor do cinema da televisão aconteceu neste domingo em Los Angeles O cinema brasileiro tem mais um motivo para comemorar: neste domingo, 11, o longa O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, levou para casa a estatueta de melhor filme em língua não-inglesa, batendo… O Globo de Ouro se rendeu ao Brasil mais uma vez. Depois de Fernanda Torres, em 2025, ser reconhecida por sua atuação em “Ainda estou aqui”, foi a vez de “O agente secreto” sair vitorioso da categoria de melhor filme de língua não inglesa na premiação realizada em Los Angeles neste domingo.O filme de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, bateu os concorrentes “Foi apenas um acidente”, “A única saída”, “Valor sentimental”, “A voz de Hind Rajab” e “Sirāt”. O diretor recebeu o prêmio dos atores Orlando Bloom e Mini Driver. A atriz anunciou o nome do filme falando: “Parabéns”, em português.“Brasil vai celebrar hoje à noite”, disse a narração original do Globo de Ouro. Kleber subiu ao palco com a equipe, formada por Wagner Moura, Alice Carvalho, Gabriel Leone e Emilie Lesclaux, produtora do filme e sua esposa. “Quero falar com todo mundo que está assistindo no Brasil”, disse Kleber em inglês, depois em português. “Alô, Brasil”. Depois de agradecer distribuidores, equipe e elenco (e a música que sinaliza a necessidade de o discurso terminar começar a tocar), o diretor deixou um recado: “Esse é um momento muito importante da História para fazer filmes. Jovens, façam filmes”. Outros prêmios do BrasilTradicionalmente realizado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, o Globo de Ouro hoje é organizado pela Dick Clark Productions, que comprou os direitos da premiação em 2023. Antes de “O agente secreto”, o Brasil já havia ganhado estatuetas nesta categoria, pela primeira vez em 1960, com “Orfeu negro”, uma produção com a França dirigida por Marcel Camus — o que fez com que o país europeu ficasse com o prêmio. O primeiro filme oficialmente nacional a sair premiado como melhor prêmio em língua não inglesa, no entanto, foi “Central do Brasil”, em 1999, longa de Walter Salles estrelado por Fernanda Montenegro, que também concorreu a melhor atriz de drama naquele ano. O Brasil também foi indicado em outras ocasiões, quando a categoria se chamava filme estrangeiro, sem levar o prêmio: “Dona Flor e seus Dois Maridos”, em 1979; “Pixote: A Lei do Mais Fraco”, em 1982. A coprodução Brasil-Estados Unidos “O Beijo da Mulher Aranha” foi indicada melhor filme de drama em 1986. Em 2002, Walter Salles voltou às indicações de melhor filme de língua não inglesa com “Abril despedaçado”. Em 2003, foi a vez de “Cidade de Deus” e, em 2005, “Diários de motocicleta”.

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Na ONU, Brasil rejeita criação de protetorados como solução para a Venezuela

Posição brasileira foi apresentada após ação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro O Brasil manifestou, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, posição contrária a qualquer solução para a crise na Venezuela que envolva controle estrangeiro ou administração externa prolongada. A diplomacia brasileira defendeu que o enfrentamento da situação no país deve ocorrer com respeito à soberania nacional e à autodeterminação do povo venezuelano, dentro dos marcos constitucionais. A posição do Brasil foi apresentada pelo embaixador Sérgio Danese durante sessão convocada para debater a ação militar ordenada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. As informações são da Folha de São Paulo. Posição brasileira no Conselho de Segurança Embora o Brasil não integre atualmente o Conselho de Segurança da ONU, o governo solicitou participação formal no encontro, realizado nesta segunda-feira (5), em razão da relevância regional do tema e dos impactos da crise venezuelana para a América do Sul. Declaração de Sérgio Danese Durante sua intervenção, o representante brasileiro rejeitou explicitamente a ideia de tutela internacional sobre o país. “O Brasil não acredita que a solução da situação da Venezuela passe pela criação de protetorados no país, mas por soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano no marco da sua Constituição”, afirmou Sérgio Danese. Contexto da ação dos Estados Unidos A reunião ocorreu após o anúncio feito no sábado (3) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Nicolás Maduro havia sido retirado da Venezuela e estava sendo transportado para Nova York. Horas depois, em coletiva de imprensa, Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente o governo do país caribenho até que fosse possível viabilizar um processo de transição. O presidente estadunidense também afirmou que empresas dos Estados Unidos passariam a atuar na exploração da indústria petrolífera venezuelana, setor estratégico para a economia do país. A manifestação brasileira reforçou a defesa de soluções baseadas no diálogo, no respeito à soberania e na legalidade constitucional.

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