Lula vai definir detalhes da chapa para lançar a pré-candidatura do ex-presidente do Senado ao governo de Minas assim que voltar da Índia. Decisão embaralha negociações de Gilberto Kassab, do PSD, no estado, segundo maior colégio eleitoral do país.

Em evento em Mariana (MG) em junho, Lula chamou o senador Rodrigo Pacheco de “futuro governador” (Ricardo Stuckert/Divulgação)

Ex-presidente do Senado durante a transição do governo – e em meio à tentativa de golpe liderado por Jair Bolsonaro (PL) -, Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.
Lula deverá fechar a chapa mineira de 2026 quando voltar da Índia. O presidente já teria feito um acordo com Carlos Lupi, presidente do PDT, no Estado e vai lançar a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito da capital, Alexandre Kalil (PDT), ao Senado.
Em relação a Pacheco, a costura depende diretamente de conversas com Gilberto Kassab, que comanda o PSD e tem negociado tanto com aliados de Lula, quanto com bolsonaristas. O cacique do PSD, no entanto, estuda lançar Ratinho Jr. à Presidência, caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) siga “submisso” ao clã Bolsonaro.
Em meio à indefinição de Kassab, Pacheco teria acertado a pré-candidatura diretamente com Lula e estaria disposto a mudar de sigla, caso haja resistência no PSD.
Também no PSD, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, abriu mão da candidatura ao Senado e vai coordenar a campanha de Lula no Estado.

Quem é Rodrigo Pacheco
Rodrigo Otavio Soares Pacheco nasceu em 3 de julho de 1976, em Porto Velho (RO), mas construiu sua trajetória política em Minas Gerais. É advogado, formado pela PUC Minas, com atuação nas áreas de direito penal econômico e empresarial antes de ingressar na vida pública.
Foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014, inicialmente pelo MDB. Em 2018, filiou-se ao DEM (atual União Brasil) e, no mesmo ano, foi eleito senador. Em fevereiro de 2021, tornou-se presidente do Senado Federal do Brasil, cargo que o colocou no centro das articulações políticas nacionais, especialmente durante a pandemia e em meio a tensões entre os Poderes. Em 2022, migrou para o Partido Social Democrático (PSD).
À frente do Senado, buscou projetar uma imagem de moderador institucional, defendendo equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Reeleito senador em 2022, consolidou-se como uma das principais lideranças políticas de Minas Gerais e figura relevante no cenário nacional, especialmente por se opor à tentativa de golpe em janeiro de 2023.

Respostas de 2

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