Calma, amigo! O que você pensa que é viver? O que você quer levar da vida?
Inimigos? Quem não os tem? Bom é nunca desejar fazê-los. Eles que te odeiem, de graça. Eles que te ofendam, sem motivos. Você simplesmente deve deletá-los, sem ódio ou ressentimento. Não cultive o ódio porque ele é o mais eficiente mecanismo de autodestruição de seu corpo e de sua alma. Além do mais, se você odiar uma pessoa ela passará a te governar. Deixe isso pra lá. Não se avexe. Quem sabe, um dia, seu inimigo cairá na real e verá que está errado? Se não, azar dele.
Doenças? Quem não as tem? Não dramatize suas dores. Cuidado com aqueles que fazem comércio de seu sofrimento. Você é dono de seu corpo e de sua mente. Mais ninguém. Eles só te esclarecerão, mas quem decide tudo é você. Não deixe que te dominem. Só aceite por as mãos em seu corpo quem você permitir, salvo em algumas poucas condições excepcionais, salvadoras de sua própria vida. Um amigo meu, já idoso, não tinha quase nenhum problema de saúde. Resolveu fazer o tal do check-up. Morreu em menos de três meses. Arranjaram-lhe tanta doença e deram-lhe tanto medicamento que o cara ficou intoxicado e seu organismo não resistiu. Aprenda a conviver com os vírus e bactérias. Afinal, a gente não convive com eles desde a concepção? E nosso organismo sempre não os têm driblado? Muita gente traça normas de higiene de forma tão neurótica, que parece que sonha em esterilizar a humanidade. Ave Maria! Se você liga um televisor vê, a todo momento, um entrevistado dando conselhos de saúde pra você. Quem sabe de sua saúde, antes de ninguém, é você mesmo, cara. Saiba que há muito interesse econômico nessas falas. Remédios, quase todos, são meras drogas, vendidas por empresas multinacionais. Bons mesmo são aqueles que a natureza nos oferece, de graça. Água de riacho. Ar puro do campo. Perfumes de flores. Ervas. Céu estrelado. Luar. Calor de Sol. Cheiro de mar, de chuva e de mato. E mil coisas mais.
Revezes? Quem não os tem? O negócio é sempre estar disposto a dar a volta por cima e encontrar caminhos que antes pareciam inexistentes, mas que estão aí, pra todos nós. Saiba descobri-los, você mesmo. O importante é ter consciência de que você só levará dessa vida a vida que você levar. Não levará o dinheiro que ganhou. Não levará os carros, os perfumes, as joias e os objetos que comprou. Levará, sim, os momentos em que soube ser feliz e ter paz. Tumbas não têm gavetas, nem garagens.
Morte? Quem não a terá? É inexorável. Todos morreremos um dia. Aprenda a conviver com ela. Quando vier pra você, em sendo bela mulher, trate-a como se fora sua mais nova namorada. Não tenha medo. A vida, amigo, vale a pena justo porque, todos, seremos, um dia, levados por ela.
O resto? Ah, o resto! Desculpe-me, caro amigo: conversa fiada. Pra boi dormir.