Trapaça de Trump e Infantino fracassa e Bélgica humilha Estados Unidos

Escalação de Balogun após liberação polêmica da Fifa não evita goleada belga por 4 a 1 e eliminação dos anfitriões da Copa A tentativa de salvar o atacante Folarin Balogun nos bastidores da Copa do Mundo terminou em fiasco para os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), o atleta foi titular após ter uma suspensão automática revogada pela Fifa, mas não conseguiu impedir a goleada da Bélgica por 4 a 1, em Seattle, pelas oitavas de final do torneio. O resultado eliminou os anfitriões e colocou a seleção belga nas quartas, contra a Espanha.A Bélgica construiu a vitória com autoridade, eficiência ofensiva e aproveitamento dos erros norte-americanos. Charles De Ketelaere marcou duas vezes no primeiro tempo, Hans Vanaken ampliou na etapa final e Romelu Lukaku fechou a goleada. O único gol dos Estados Unidos foi de Malik Tillman, em cobrança de falta que desviou na barreira.O início belga já indicava uma noite difícil para os donos da casa. Após jogada pelo lado direito e corte mal feito pela defesa dos Estados Unidos, Nicolas Raskin ficou com a sobra dentro da área e finalizou cruzado. De Ketelaere apareceu próximo à linha do gol para completar e abrir o placar.Os Estados Unidos conseguiram reagir em lance que passou diretamente por Balogun. O atacante sofreu falta frontal na entrada da área, e Tillman cobrou com a perna direita. A bola desviou na barreira, enganou Thibaut Courtois e entrou no meio do gol, empatando a partida em Seattle.A resposta belga, porém, foi imediata. Menos de um minuto depois, Leandro Trossard avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para De Ketelaere. O atacante venceu a disputa pelo alto e marcou o segundo dele no jogo, recolocando a Bélgica em vantagem antes do intervalo.Na etapa final, os Estados Unidos tentaram assumir o controle da posse de bola e empurrar a Bélgica para o campo de defesa. A equipe norte-americana teve mais volume em alguns momentos, mas encontrou dificuldade para criar chances limpas diante de uma seleção belga organizada e mais precisa nas transições.A melhor oportunidade dos anfitriões saiu novamente com Balogun. O atacante aproveitou falha de Brandon Mechele, arrancou em velocidade pela esquerda e entrou na área em condição clara de finalização. Courtois fechou o ângulo e fez defesa decisiva, impedindo o empate e mantendo a vantagem belga.Pouco depois, a Bélgica transformou o controle emocional do jogo em vantagem no placar. Matt Freese saiu da área para se antecipar a De Ketelaere e dominou a bola no peito, mas hesitou na sequência. O atacante belga pressionou, recuperou a jogada e a bola sobrou para Vanaken, que finalizou de fora da área, com o gol aberto, para fazer 3 a 1.No fim, Lukaku completou a noite desastrosa dos Estados Unidos. O maior artilheiro da história da seleção belga entrou no segundo tempo e aproveitou erro na saída de bola norte-americana pelo lado direito. O atacante carregou para o meio da área e bateu colocado, de direita, no canto esquerdo de Freese, decretando o 4 a 1.A derrota encerra de forma contundente a campanha dos Estados Unidos na Copa disputada em casa. A seleção havia liderado o Grupo D, com vitórias sobre Paraguai e Austrália e derrota para a Turquia. Na etapa seguinte, venceu a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0, em partida marcada pela expulsão de Balogun.A Bélgica, por sua vez, confirma sua recuperação no torneio. Depois de uma fase de grupos irregular, com empates contra Egito e Irã e goleada sobre a Nova Zelândia, a equipe eliminou o Senegal na prorrogação e agora derrubou os anfitriões com uma atuação dominante. Nas quartas de final, enfrentará a Espanha, que venceu Portugal por 1 a 0. Revogação de cartão de Balogun expõe pressão nos bastidoresA goleada também ampliou o peso político e esportivo da polêmica que antecedeu a partida. Balogun havia sido expulso contra a Bósnia, na segunda fase, em lance revisado pelo VAR e confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. A jogada envolveu um pisão no calcanhar do zagueiro Muharemovic, punido inicialmente com cartão vermelho direto e suspensão automática.Apesar da punição, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão e autorizou Balogun a enfrentar a Bélgica. A Associação Belga de Futebol reagiu imediatamente, recorreu da decisão e afirmou que o pedido foi negado. A entidade também declarou não ter recebido a íntegra do despacho nem as justificativas formais para a liberação do atacante.Em comunicado, a RBFA afirmou: “A RBFA notificou a Federação de Futebol dos EUA de que contestará a elegibilidade do jogador caso seu nome conste na súmula oficial da partida. Consequentemente, todos os demais recursos legais e outras medidas permanecem em aberto”.A federação deixou aberta a possibilidade de levar o caso a instâncias superiores, como a Corte Arbitral do Esporte, conhecida pela sigla CAS, responsável por julgar disputas disciplinares e regulatórias no futebol internacional.O episódio ganhou ainda mais repercussão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revogação da suspensão automática de Balogun. A interferência política ampliou as críticas à decisão da entidade máxima do futebol e colocou ainda mais pressão sobre o confronto.O técnico Mauricio Pochettino foi o principal defensor da liberação do atacante. O argentino sustentou que a expulsão contra a Bósnia havia sido injusta e argumentou que os Estados Unidos já tinham sido suficientemente prejudicados naquele jogo. Em campo, Balogun participou do lance do gol norte-americano e teve a melhor chance da equipe no segundo tempo, mas terminou a noite como símbolo de uma manobra frustrada.
Trump admite interferência na Fifa e detona árbitro brasileiro: “Suspeito”

Em entrevista coletiva, presidente dos EUA confessou ter pedido para cancelar cartão vermelho de Balogun, estrela da seleção norte-americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu à FIFA a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo. Após a análise da entidade, a expulsão foi anulada e o jogador foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.Durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que não concordou com a decisão da arbitragem, mas negou ter interferido diretamente na condução da competição. Segundo ele, o objetivo foi apenas solicitar uma reavaliação do lance.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão. Na entrevista, Trump também criticou a atuação de Claus e levantou suspeitas sobre o histórico do árbitro, sem apresentar provas. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou.A decisão da FIFA provocou reação da Federação Belga de Futebol, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. Em comunicado, a entidade informou que não recebeu explicações oficiais para a revisão da punição e sustentou que a suspensão automática prevista para cartões vermelhos deveria ter sido mantida.Segundo a federação, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA e o regulamento da Copa do Mundo estabelecem a suspensão automática após expulsões. A entidade acrescentou que a regra também foi reforçada em circulares e reuniões realizadas antes do início do torneio e informou que estuda medidas para contestar a condição de jogo de Balogun.O episódio também repercutiu no futebol europeu. A Uefa manifestou críticas à decisão de anular o cartão vermelho, enquanto a discussão sobre a revisão da punição ganhou destaque às vésperas do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Veja o vídeo na íntegra:
A eliminação do Brasil foi merecida e há dois culpados: a CBF e o técnico Ancelotti

O Brasil perdeu porque mereceu perder. E só voltará a vencer quando recuperar o respeito por sua história e também pelos adversários