O UOL publica a apuração do Repórter Brasil, de Leonardo Sakamoto, sobre a escravização de trabalhadoras domésticas – a maioria de origem filipina – em imóveis de luxo em São Paulo.

 Três delas, que trabalhavam 16 horas por dia e eram, eventualmente, alimentadas com restos destinados ao cachorro da família, foram parar no hospital.

Trabalhando como babá e empregada doméstica em casa dentro de um condomínio de alta renda em São Paulo, filipina sentia fome e chegou a se alimentar da comida do cachorro, para quem ela cozinhava pedaços de carne. “Às vezes eu perguntava à minha patroa se podia pegar um ovo, e ela dizia que não”, afirma a imigrante, uma das três que estavam em situação análoga ao trabalho escravo em casas na região metropolitana de São Paulo, segundo auditores fiscais do Trabalho.

O sujeito responsável por esta monstruosidade é Leonardo Oscelávio Ferrara, que tem duas empresas, a Global Talent (Work Global Brazil Documentação – que agencia estas mulheres no exterior e cuida da documentação de imigração e a “Domésticas Internacionais”, que as vende para peruas de alto luxo que, assim, resolvem o “problema” de empregadas que não querem dormir no trabalho e ainda “educam” os filhos em inglês.

Mas tudo vai “melhorar”. Vem aí o fim dos direitos da CLT e vão poder fazer isso com “produto nacional”.

Via Tijolaço

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