Aécio Neves está de novo nas capas dos jornais com ataques a Dilma Rousseff, para retomar a conversa de que não houve golpe.

Os jornalões saíram atrás do zumbi tucano, para que ele falasse de novo das pedaladas, depois que o TRF1 absolveu Dilma por unanimidade.

Por que Aécio numa hora dessas? Porque ele escapou de todos os processos que enfrentava e isso turbina seu ego e altera seu estado de consciência pelo excesso de euforia.

Aécio imagina que, livre da Justiça, pode se apresentar como protagonista de alguma coisa. Mas não como cabo eleitoral de Eduardo Leite, como já tentou ser, mas como um nome no tabuleiro.

E o tabuleiro de Aécio é o do improvável, do quase impossível, do imponderável, porque no Brasil tudo passou a ser possível, inclusive para fantasmas.

Aécio deve imaginar que merece alguma coisa de grande porte e vem se colocando à direita da direita, para fugir do estigma de falso centrista perdedor.

Aécio quer ser player próximo da extrema direita, na disputa pela carniça deixada por Bolsonaro.

Parece absurdo, mas e daí? As pesquisas mostram que o brasileiro da classe média ressentida, o eleitor clássico de Bolsonaro, não quer mesmo saber de alternativas fofas.

Quer continuar consumindo droga política pesada, para que o país mantenha a índole acionada por Bolsonaro. Romeu Zema foi o primeiro a perceber que deve ser assim e se deslocou em direção ao fascismo, o vício do brasileiro anti-Lula.

É para onde está indo Eduardo Leite, que apoiou os ataques de Zema aos nordestinos, e para onde irá Tarcísio de Freitas, por mais que pretenda se mostrar como vacilante.

Nesse cenário, não há a mínima chance de êxito para nomes que se coloquem no meio, entre Lula e o que restou do que um dia foi do bolsonarismo quando no poder.

Aécio é o mais novo velho protagonista de direita que se aninha na extrema direita à espreita do espólio do inelegível.

Vai funcionar? Tudo no Brasil hoje pode ganhar funcionalidade, sem surpresas. Aécio está testando seu nome, até porque mandou dizer aos jornalistas amigos que é um homem ressuscitado.

O mineiro é um bêbado catando restos no meio do lixão do fascismo. Pode desaparecer de novo, e ninguém irá notar, mas pode também tirar Michelle para dançar o tango Mijoias.

Originalmente publicado no Blog do Moisés Mendes

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