– Trabalhadores com carteira são em menor número do que informais e por conta própria desde 2017; diferença aumentou em 2018 –

 Dados divulgados pelo IBGE confirmam crescente precarização do trabalho, apesar de melhora estatística na taxa média de desemprego. No ano de 2018, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, ante 12,7% em 2017. O que aumentou mesmo foi o trabalho precarizado, já que 2018 acentuou a tendência à informalização. A fila é menor porque as pessoas, levadas pela crise, aceitam qualquer emprego para sobreviver, mesmo sem a proteção das leis trabalhistas.

Desde o final de 2017 que o número de trabalhadores informais – somados aí os que trabalham por conta própria – supera o daqueles com carteira assinada. Movimento inédito na série histórica, ele acelerou no ano passado. 32,9 milhões de trabalhadores preservaram sua carteira assinada, queda de 1,2% em relação em 2017, o que representa 411 mil pessoas que deixaram o mercado formal.

Trabalhadores sem carteira somaram 11,1 milhões de pessoas, uma alta de 482 mil pessoas que hoje trabalham na informalidade. Já os que trabalham por conta própria são 23,3 milhões de pessoas, 2,9% ou 657 mil pessoas a mais do que em 2017.

Os Novos Inconfidentes

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