Com baixo nível individual e coletivo, time de Leonardo Jardim é batido com facilidade pelo Corinthians

Lucas Romero e Gabigol lamentam derrota do Cruzeiro para o Corinthians — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Por Guilherme Macedo — GE
O Cruzeiro não foi sequer sombra do time que se destacou no Brasileirão e, com justiça, foi derrotado por 1 a 0 pelo Corinthians, no Mineirão, na ida da semifinal da Copa do Brasil. Há motivos de sobra para acreditar na classificação, mas nenhum deles retirado do confronto dessa quarta-feira.
O time de Leonardo Jardim estava irreconhecível em campo. Teve apenas lampejos na partida e não conseguiu sequer promover momentos de pressão contra o gol do Corinthians. Não foi forte no início, não deu resposta positiva ao gol adversário, nem conseguiu abafar na reta final.
A atuação do Cruzeiro foi uma das piores desde a virada de chave da temporada, em abril, usando a espinha dorsal que levou o time a disputar nas cabeças do Campeonato Brasileiro. Nível baixo individual e, coletivamente, dominado pelo Corinthians.

Dorival Júnior colocou o jogo debaixo do braço ao longo da semana, definindo uma estratégia de jogo que matou as ações do Cruzeiro. Usou quatro meio-campistas que conseguem marcar e jogar. Ganhou o jogo por ali, deixando Memphis e Yuri Alberto livres no setor ofensivo.

O jogo do Cruzeiro passa muito pelo setor central do campo. E foi por ali que a derrota passou. Perdeu rebotes ofensivos e defensivos, não conseguiu acompanhar a velocidade de transição do adversário.
A atuação teve raros momentos de encaixe. Um deles foi após os dez minutos do primeiro tempo, quando conseguiu três retomadas no campo ofensivo e chegou à área corintiana. Quando parecia se ajustar, veio o gol de Memphis, aos 21. Falharam Romero, Kaiki e Fabrício Bruno. A partida ficou ainda mais à feição para o Corinthians.

O Cruzeiro foi irreconhecível nos 70 minutos restantes de jogo. Afobado, foi presa fácil para um adversário bem postado defensivamente. Escolheu momentos errados para forçar passes com os zagueiros e abusou das ligações diretas. Quando conseguia sair para chegar ao ataque, sentia falta de inspiração e aproximação. Foi um time infértil.

Individualmente, peças também contribuíram para esse jogo que não encaixou e tiveram atuações em nível negativo que não se via há tempos. Fabrício Bruno, Kaiki e Romero, principalmente. O volante ainda levou cartão amarelo injusto que o tirou o jogo de volta. William, por outro lado, manteve a gangorra que tem sido 2025 e fez partida ruim, especialmente no acabamento das jogadas ofensivas.

Leonardo Jardim até colocou em campo o que tinha de melhor no banco, mas não corrigiu os problemas do meio. Tentou aumentar o peso ofensivo com Gabigol e Sinisterra, mas o Cruzeiro seguiu inferior no meio-campo. E foi assim por 90 minutos no Mineirão.

Não é cenário de terra arrasada, mas o Cruzeiro vai precisar do nível “prime” da temporada para reverter o placar na Neoquímica Arena. No coletivo e no individual, com Leonardo Jardim e com cada uma das peças. O time, que até então não tinha errado em jogos grandes no ano, vai ter que demonstrar a força que o fez chegar com favoritismo ao duelo.

Respostas de 7

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