O YouTube é um lugar onde podemos ver uma gama bem diversa de anúncios antes dos vídeos, desde comerciais da Apple e da Coca-Cola até agências de investimentos que prometem transformar mil reais em um milhão em apenas alguns anos. No geral, parece haver pouco controle sobre o que é anunciado na plataforma, mas às vezes isso acaba passando dos limites.

Foi o que aconteceu este mês, quando um anúncio no YouTube utilizou a marca de carteira de bitcoins Electrum para aplicar um golpe de mineração de criptomoedas. A farsa foi descoberta por um usuário do Reddit, que descobriu que, ao clicar em um anúncio aparentemente real da Electrum, ao invés de ser encaminhado para o site da carteira de bitcoins, o computador fez o download de um arquivo executável malicioso.

A fraude foi tão bem feita que o vídeo mostra a logo e até mesmo o site real da Electrum, mas, ao clicar no link do anúncio, o navegador do usuário automaticamente faz o download de um arquivo executável e redireciona o usuário para a página elecktrum.org – o endereço real da carteira de bitcoin é electrum.org, sem o “k”.

Na postagem original, o usuário ainda reclama que, apesar de ter descoberto o golpe, não encontrou nenhum modo de denunciar ele para a Google, que ficou sabendo da denúncia apenas quando o site The Next Web entrou em contato com a assessoria de imprensa da companhia. Horas depois, um representante da companhia já avisou que haviam investigado a denúncia e tomado as medidas apropriadas contra o anúncio fraudulento.

Essa não é a primeira vez que o nome da Electrum é usado por golpistas para aplicar fraudes de criptomoedas. Em abril do ano passado, um golpista comprou o domínio electrum.com para se aproveitar da confusão de URLs parecidas e enganar os clientes da empresa (cujo endereço real é electrum.org).

Na época, a empresa se pronunciou oficialmente afirmando que o .org era seu único endereço real e que a URL .com era provavelmente um golpe. Cerca de um mês depois, o site electrum.com foi desativado e, ironicamente, o golpista – que se passava por uma empresa chamada Electrum Pro – reclamou que o principal motivo da desativação foi a empresa real que eles copiaram ter acabado com a credibilidade deles.

Fonte: The Next Web

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

16 − treze =