Governadores seguem posicionamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que divulgou carta contra a orientação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Governadores de ao menos 13 estados mais o Distrito Federal já se posicionaram publicamente contra a orientação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que a vacinação de crianças contra a Covid-19 só se dará mediante prescrição médica. Eles seguem posicionamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que divulgou carta indo contra a orientação de Queiroga.

Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo são os estados que até o momento declararam que irão vacinar as crianças sem exigir prescrição médica.

Na quinta-feira (23), Queiroga disse que o número de mortes de crianças não pedem “decisões emergenciais”, algo que foi repetido por Jair Bolsonaro nesta sexta em encontro com jornalistas. “Não tá havendo morte de criança que justifique algo emergencial”, afirmou.

Neste sábado (25), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou manifesto no qual rebate Bolsonaro e Queiroga. “O número de hospitalizações e de mortes motivadas pela Covid-19 na população pediátrica, de forma geral, incluindo o grupo de crianças de 5 a 11 anos, não está em patamares aceitáveis. Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo”.

A imunização de crianças nessa faixa etária com a vacina da Pfizer foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16 de dezembro. O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, já cobrou o governo federal para a vacinação infantil e deu declarações garantindo a segurança do imunizante.

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