A Praça Presidente Tancredo Neves, no Terminal Rodoviário Ildeberto Alves de Freitas, ganhará, em breve, uma imponente escultura, esculpida em um tronco de árvore, contando um pouco da história da cidade até a chegada da viação. O autor é o artista plástico e servidor da Prefeitura de Montes Claros, Roberto Marques.

“Estamos esculpindo em cada galho desta árvore, que caiu na Praça da Rodoviária, para devolver àquela mesma praça, em forma de arte, um monumento retratando um pouco da nossa história, começando com a navegação a vapor pelo velho Chico, que era a única alternativa para abastecer Montes Claros com sal, algodão e demais mercadorias vindas da capital Salvador; depois, os tropeiros, que traziam os mantimentos que vinham pelo rio São Francisco e outros lugares para Montes Claros; até a chegada da locomotiva, com a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1926, que desenvolveu ainda mais esta cidade, que é privilegiada por ser o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil”, explicou o artista.

Parques e outros espaços públicos de Montes Claros estão cada vez mais ornamentados e belos por causa da instalação de obras de arte feitas com árvores caídas ou comprometidas. Além de mesas e bancos, Roberto Marques é o responsável pela obra “A Gosto”, que está afixada na Praça Portugal, homenageando catopês, marujos e caboclinhos, bem como pela confecção de móveis rústicos e divãs espalhados pelos espaços públicos e áreas verdes da cidade. Marques também fez a reconstrução do tradicional e famoso “Chinelão”, que foi recolocado no Trevo do Aeroporto.

Ele é auxiliado por artesãos da cidade, os quais ganham mais experiência e conhecimento através de atividades desenvolvidas em um galpão localizado no espaço onde funcionava o Zoológico Municipal. “Nenhuma cidade recebeu tantas obras de arte, nos últimos quatro anos, como aconteceu em Montes Claros. Na verdade, Montes Claros recebeu, nestes anos, mais obras de arte do que em todo o período de sua existência”, lembrou o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro.

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