MARCELO DE FREITAS: A SANTA CASA É SANTA!

A vida é realmente muito estranha. Ninguém jamais disse que não haveria dor, que não surgiriam espinhos no caminho, que tudo seriam flores. Viver é uma atitude de risco! Quem vive realmente assume o risco de ferir e ser ferido, mas não decide ser vítima das circunstâncias! Decide, isto sim, passar por cima das adversidades, dos sofrimentos, das tormentas, da ausência de saúde. É sobre esse último ponto que quero focar nesta breve loa à vida. Só quem passa por um problema de saúde sabe o quanto somos frágeis e impotentes. É estranha a capacidade do ser humano em minimizar a dor alheia e potencializar a sua. Ao fomentar a busca pela cura, sempre pedimos a resposta santa aos nossos iguais, mas nos esquecemos de nossas imperfeições refletidas diariamente em nossas ações. Quando a vida nos impõe um câncer, um AVC, uma doença cardíaca, um acidente, enfim, algo relacionado à saúde, por mais instruído e abastado, o ser humano se abala, se fragiliza, se ressente. A primeira coisa que todos pensamos é: onde posso encontrar socorro? Quem poderá ajudar a reverter o mal? A quem irei confiar meu filho, meu pai, minha esposa, meu irmão, meu ente tão querido? Onde realmente me sentirei seguro em relação à ajuda que irei receber? Só quem já passou por um problema de saúde, próprio ou de alguém próximo, vai realmente compreender as angústias dos momentos que antecedem a chegada de ajuda profissional. Acabo de sair da missa em ação de graças aos 146 anos da Santa Casa de Montes Claros. Pouco antes do término da celebração, ocorreram alguns testemunhos de pessoas que, acometidas por algum tipo de doença, foram socorridas naquele hospital, dentre elas destaco minha querida professora dos tempos de Escola Normal, Beatriz, além do amigo e advogado Deosvaldo Pena. Ouvimos relatos emocionantes a respeito de um trabalho técnico e sobretudo humanizado. O sentimento de gratidão era latente. Confesso que iria falar sobre outro tema essa semana, mas me senti obrigado a escrever sobre a santidade e a grandeza que prepondera na Santa Casa, instituição que realiza mais de 100 mil procedimentos por mês, em atendimento a demandas de toda a macrorregião norte de Minas Gerais, além dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sem olvidar de parcela significativa da população oriunda do sul da Bahia, que aqui vem buscar saúde. Caro leitor, santidade é sinônimo de benevolência, caridade, piedade, virtude, amor ao semelhante. Vivemos hoje em um Brasil que sangra. Em que a saúde pública carece de um olhar bem mais atento de nossas autoridades. Os corredores estão lotados, faltam leitos, remédios, equipamentos. Os recursos são poucos ou chegam atrasados, são retidos ou bloqueados. A saúde, combalida, padece! O doente precisa de atendimento! A porta de entrada da imensa maioria é a Santa Casa! Estive por lá essa semana, percorrendo as galarias do hospital! Vi e ouvi! Alegrias e tristezas! Aos olhares não tão atentos ou daqueles que ali estão em busca desesperada de uma cura, observei pessoas maravilhosas, santos anônimos que, diuturnamente, fazem da Santa Casa um lugar efetivamente sagrado. São colaboradores, voluntários, benfeitores, funcionários, todos servidores de uma Instituição que merece toda dádiva ante aos seus 146 anos! Seja na zeladoria, na enfermaria, em seus médicos ou nos setores administrativos! Todos preocupados em simplesmente servir àqueles que ali se encontram, de forma humana, singela, acolhedora! Quem já padeceu por saúde enxerga o que estou falando! A saudosa Irmã Beata, nascida na Holanda em 29 de janeiro de 1879, morou nas dependências da Santa Casa, juntamente com outras cinco irmãs, e sempre, com o coração aberto e humilde, atendeu aos mais necessitados. Não sem razão, sua trajetória de vida se confunde com a própria história da Instituição, particularmente em razão do amor ao próximo e da eterna busca em socorre-lo da melhor forma possível. É evidente que nem tudo são flores! Falhas pessoais acontecem! Quem dera todos que ali adentrassem fossem milagrosamente curados. O corpo é falível, amigos! A alma falece! Sim, temos aqueles que perderam seus parentes, situação em que todo o trabalho realizado não foi suficiente para fazer perdurar a vida. Mas ali é o lugar de limiar entre esta e a morte! A linha tênue desse binômio paradoxal que abala aquela casa todos os dias. Nesse embate, a vida tem sobressaído! Nascimentos são feitos, cânceres são extirpados, transplantes são realizados, seres humanos são salvos. A santidade da Santa Casa passa por cada um daqueles que ali se encontram, por cada espaço, equipamento, medicamento. Do nascimento à morte em um piscar de olhos. A instituição Santa Casa, assim, deve ser fortalecida, exaltada pelo trabalho ímpar que faz em nossa região. Deve ser valorizada como patrimônio social de nossa cidade. Estou certo de que a Irmã Beata, precursora dessa nobre Instituição, transmitiu a cada um de nós, digna e grandemente, a importância da Santa Casa. Só não vê quem não quer! Ou aqueles miseráveis que ainda insistem em distorcer a imagem do real! “Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha”! Em cada nascimento, em cada partida, em cada sorriso, em cada angústia solucionada, não temos a menor dúvida em dizer: A SANTA CASA É SANTA! PARABÉNS PELOS SEUS 146 ANOS! * Marcelo Eduardo Freita é Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia
Temer chicoteia empregados dos Correios

– Governo autoriza demissões de concursados dos Correios, e nenhuma bandeira do PMDB foi queimada – Após a aprovação da lei, criada por Temer e que autoriza a terceirização indiscriminada de todas as atividades de uma empresa, os Correios saem na frente e começam seu programa de demissão involuntária. O PDI dos Correios prevê a dispensa de um grande número de seus funcionários concursados que estão sob o regime da CLT.O PDI – Programa de Dispensa Involuntária, no qual 5,5 mil funcionários deixaram a empresa, não foi suficiente para parar a sangria. Na Dispensa Motivada, ainda não há um número, mas a direção já faz levantamento de quais setores serão atingidos.Os funcionários já foram avisados da suspensão das férias. O clima na estatal é de tensão e as greves começaram a pipocar, e atinge 20 estados e o Distrito Federal. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), foram mais de 50 dias de negociação, sem sucesso.Servidores dos Correios de Montes Claros aderem à greve nacional e fazem protesto Segundo o sindicato, cerca de 40% dos trabalhadores aderiram ao movimento; entre os motivos da paralisação, estão o fechamento de agências de todo o país e corte de investimentos. Em Montes Claros, cerca de 40% dos servidores dos Correios aderiram à greve nacional nessa quarta-feira (20). O horário de atendimento nas agências não foi alterado, mas houve a redução na escala de trabalhadores, segundo o sindicato. Com faixas e carro de som, os servidores protestaram em frente aos Correios no Centro da cidade na manhã desta quinta-feira (21).“O objetivo foi esclarecer o que está acontecendo para a população e convocar os trabalhadores que ainda não aderiram ao movimento”, explicou Haino Souza Dutra, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais.Segundo ele, a greve é por tempo indeterminado. Entre os motivos da paralisação, estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas. Com informação do G1
Montes Claros realiza Plenária da Educação

Trabalhadores em Educação de Minas Gerais vão discutir estratégias de mobilização Neste sábado (23) às 19 horas, os trabalhadores em educação da rede estadual de Montes Claros, participam de uma plenária da categoria, com o objetivo de discutir estratégias de mobilização dos educadores. As atividades vão acontecer na sede do Instituto Educacional Proliz, situada à Rua João Pinheiro, 26, onde será debatido o poder de educação na democracia, os avanços da educação mineira e as conquistas desejadas Participam da reunião a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, e o deputado estadual, Rogério Correia. Segundo o deputado Rogério Correia (PT), os professores precisam estarem atentos, para enfrentar este momento que o País atravessa. “Vamos conversar sobre o difícil momento político do Brasil, sobre os desafios para os professores e trabalhadores da Educação e sobre o que queremos para o futuro”. Informou Correia. Para a Coordenadora Geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, esta plenária será fundamental para vencer desafios, avançar na luta e alcançar as vitórias.
Lula lança projeto Brasil que O Povo Quer

– Programa é pioneiro em participação popular e debatem fome e miséria no Brasil – “Fazer um chamamento à sociedade para que ela diga o Brasil que ela quer é a primeira demonstração de que o PT evoluiu e a esquerda evoluiu para compreender que o país não é nosso. Nós que somos do país”. A afirmação foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (21), durante o lançamento da plataforma Brasil que o Povo Quer. O evento de lançamento oficial da plataforma foi realizado nesta manhã com um debate sobre Fome e Miséria no Brasil. Também participaram do ato a presidenta do PT Gleisi Hoffmann (PT-PR), a ex-ministra Tereza Campello e o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP), o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), a deputada Benedita da Silva, o deputado Carlos Zarttini (PT-SP) os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE), além de representantes de movimentos sociais. A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou em coletiva para a imprensa que “essa consulta que nós vamos fazer através da plataforma, de um programa para o Brasil, não visa apenas 2018, não é só um programa de governo, mas é a construção de um projeto para o Brasil, uma visão de futuro para o Brasil, e vai nos dar também ideias em 2018”. Lula ainda defendeu que “quem tem que sair com um programa não somos nós, uma pequena parte que acha que é vanguarda, mas abrir as portas para que a sociedade possa dizer que Brasil ela deseja, o que é prioritário. Para que a gente possa dizer em alto e bom som o que estamos fazendo o que o povo brasileiro deseja fazer”. “Essa nova metodologia do PT fazer programa de governo desafiando a sociedade a participar, acho que é uma inovação extraordinária. Acho que vamos colher muita coisa boa. Não vamos ter medo do que o povo vai falar”, acrescentou o ex-presidente. Márcio Pochmann apresentou a plataforma, que faz parte de um projeto mais amplo, incluindo também debates presenciais transmitidos ao vivo com lideranças políticas e especialistas, além de um relatório final que será entregue ao Diretório Nacional do PT. “Esse é um projeto para escutar a maior riqueza desse país, que é a diversidade. Diversidade de gênero, diversidade de religiões, diversidade de cultura, diversidades regionais”, afirmou Pochmann destacando o papel da plataforma para “viabilizar a participação popular”. “Dentro do espirito de escutar essas diversidades desse país, que está em uma das piores recessões que já viveu, temos condições de construir uma nova proposta. Abrindo o partindo para a sociedade, porque assim entendemos que temos condições de sair das condições dramáticas nas quais nos encontramos, explicou Pochmann. A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann demonstrou ao vivo como se utiliza a plataforma, na qual é possível fazer contribuições sobre o tema em debate e avaliar as contribuições alheias com os termos “concordo”, “discordo” ou pular. A ex-ministra Tereza Campello apresentou o Mapa da Fome da ONU, destacando que o país saiu deste mapa com os governos de Lula e Dilma Rousseff e agora retorna com o golpista Michel Temer. “Conseguimos em 11 anos reduzir em 82% a população que passava fome”, destacou ela. Campello ainda explicou como o conjunto de políticas dos governos petistas contribuiu para as transformações do país. “Muita gente acha que foi só o Bolsa Família, mas não foi só isso. Porque conseguimos fazer isso? Primero, colocamos a questão da fome como prioridade”. “Como diz o Lula, colocamos o pobre no orçamento. Alertamos para questão da fome, criamos o ministério com fome no nome, era o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Construímos um conjunto de políticas que valorizou o trabalhador: valorização do salário mínimo, merenda escolar, bolsa família, fortalecimento da produção de alimentos”, explicou a ex-ministra. Ela também destacou que o governo Temer tem tanto descaso com a população mais carente que até retirou “fome” do Ministério. “Se fosse só isso: aumento do desemprego, acabou programa de cisternas, um conjunto de ações que coloca o Brasil com ameaça de voltar ao mapa da fome”. “Tem que discutir desigualdade. Estão tentando desqualificar o que fizemos dizendo que nosso governo não diminuiu desigualdade. Desigualdade é falta de acesso a água, falta de acesso a saneamento. Geladeira não é só consumo, é segurança alimentar”. A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, afirmou que “esse é um canal de diálogo com o povo. Esse é nosso diferencial, de ouvir o que o povo precisa para a gente seguir”. “Estou muito incomodada com esse pessoal que fala que o Brasil não dá certo. Nós precisamos dizer para a população que vivemos em um país que deu certo, um país que pensa no povo. Essa iniciativa é importante para que a gente ouça o que o povo quer, mas principalmente para que a gente faça o povo refletir que é possível viver em um país que dá certo”. O vereador Eduardo Suplicy relembrou que “todos os candidatos a presidente em 2014, até Aécio, disseram que iam continuar e até aumentar o Bolsa Família. Até nosso candidato a vice-presidente dizia abraçar essa causa e agora está retrocedendo. O Banco Mundial, o Ipea, todos enaltecem o Bolsa Família e pessoas de todo o mundo vem ao Brasil estudar e aplicar programas semelhantes em seus países”. Benedita da Silva destacou que a fome já foi erradicada no país e agora pode retornar. “Lembro quando visitamos o Betinho e ele falou que quem tem fome tem pressa. Falo com emoção porque, talvez muitos não saibam o que é fome, mas ela não deixa você pensar, ela faz com que você se submeta, que perca a esperança. A fome tira seus sonhos, por menor que eles sejam. Quando lula se comprometeu a combater a fome, sabia que se ele não fizesse mais nada, e ele fez muito mais, nós já estaríamos contemplados como negros, pobres”. Da Redação da Agência PT de Notícias
A golpista Raquel Muniz subiu no telhado

– STF manda Polícia Federal investigar mulher de Ruy Muniz em dois casos – O ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, mandou a Polícia Federal investigar a deputada Raquel Muniz e demais familiares, conforme despacho assinado no dia 12 de setembro, mas publicado no Diário Oficial apenas na segunda-feira. O seu despacho é sobre o inquérito 4137 e sobre a ação cautelar 4211, que tramitam no STF. No primeiro processo, que o ministro acabou o sigilo, o Ministério Público Federal acusa a deputada e seus familiares de terem formado uma organização criminosa. O caso foi noticiado em 17 de junho de 2016 pela Folha de São Paulo e publicada na integra pelo jornal Gazeta. Os dois processos deverão chegar a Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros até o dia 30 de setembro, quando começam as investigações. A deputada usou a Procuradoria da Câmara dos Deputados para mover a ação judicial contra o jornal Gazeta, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, mas perdeu a ação em primeira e segunda instância. Ela tinha pedido indenização de R$ 500 mil por possíveis danos a sua imagem. Nas decisões, os juízes e desembargadores salientam que a noticia apenas reproduziu a informação da imprensa nacional e que em nenhum momento foi inserida qualquer opinião sobre o caso, mas apenas relatou os fatos. No processo 4137 e conforme notícia do dia 17 de junho da Folha, o Supremo Tribunal Federal quebrou o sigilo fiscal do Grupo Soebras, comandado pelo casal Ruy e Raquel Muniz, conforme notícia do Portal Uol, do Grupo Folha de São Paulo. A quebra foi determinada pelo ministro Luiz Roberto Barroso, em processo que investiga a suspeita de que a deputada Raquel Muniz (PSD-MG) e seu marido, o então prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PSB), comandariam uma organização criminosa que teria cometido crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, estelionato, fraude contra credores e lavagem de dinheiro. Esse é o primeiro caso do Grupo Soebras no STF. No processo ação cautelar 4211, que corre em segredo de Justiça, a imprensa não teve acesso ao teor da acusação. Raquel Muniz tinha outro processo no STF, o inquérito 4212, acusada de fraudar certificado de duas professoras na Funorte, ela foi inocentada, depois que os dirigentes da escola assumiram a responsabilidade, mesmo negando qualquer irregularidade. Por sinal, o processo foi enviado para o Fórum Gonçalves Chaves, de Montes Claros, onde está sendo analisado o caso. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta
Psicologia recorre contra liminar da cura gay

– O Conselho Federal de Psicologia (CFP) decidiu entrar na Justiça com agravo de instrumento contra a liminar do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, que autorizou o atendimento e a pesquisa sobre “reversão sexual”. – A proposta do juiz causou grande reação pelo país contra o que seria uma espécie de autorização para a chamada “cura gay”. O Conselho apresentou o recurso na tarde de quinta-feira em defesa da resolução 01/99, que veda o tratamento. De acordo com o CFP, que ainda não divulgou a íntegra do recurso, a liminar abre “perigosa possibilidade de uso de terapias de (re)orientação sexual” e corrobora com “uma violação dos direitos humanos”, sem “qualquer embasamento científico”. A Justiça Federal do Distrito Federal tomou uma decisão, em caráter liminar, que deixa psicólogos livres para oferecer tratamentos contra a homossexualidade. A medida, que acolheu parcialmente o pedido de uma ação popular, impede que o Conselho proíba os psicólogos do país de prestar atendimento referente à orientação sexual.
Aécio mostra a cara e é chamado de corrupto

– ELE LEVOU UMA SURRA DOS INTERNAUTAS NO TWITTER – “A vontade dos eleitores era vc está preso. Corrupto de marca maior como vc tem a cara de pau de falar em vontade de eleitores” Minas 247 – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) resolveu twittar sobre a mudanças nas regras eleitorais para 2018 e tomou uma surra dos internautas na rede social. Segundo as mais recentes pesquisas eleitorais, Aécio é o político mais rejeitado do Brasil: 70% dos eleitores dizem que não votariam no tucano de jeito nenhum. Com as mudanças, a vontade dos eleitores prevalecerá, pondo fim a legendas de aluguel e à eleição de parlamentares sem voto. SeguirAécio Neves ✔ @AecioNevesDepois de intenso debate, as mudanças do sistema eleitoral deverão retornar ao Senado com absoluta prioridade.19:16 – 21 de set de 2017 217 217 Respostas 12 12 Retweets 68 68 favoritosInformações e privacidade no Twitter AdsApós o tweet sobre o fim das coligações partidárias, Aécio recebeu uma saraivada de críticas: “A vontade dos eleitores era vc está preso. Corrupto de marca maior como vc tem a cara de pau de falar em vontade de eleitores”, escreveu um dos usuários. Um outro respondeu ao tucano que “minha vontade era de ve.lo respondendo seu processo com um minimo de dignidade e honradez”. “A vontade do povo é que políticos do seu nível sumam da vida política”, escreveu um terceiro. Segundo sondagens eleitorais, Aécio não conseguiria sequer se reeleger senador pelo estado de Minas Gerais: ele está atrás da ex-presidenta Dilma Rousseff em pesquisa para o Senado, numa mostra do descontentamento popular com o golpe.
Palácio do Planalto está infestado de baratas

– Além de políticos e empresários, passaram a circular outros visitantes indesejáveis na entrada do Palácio do Planalto – Na semana passada, baratas foram vistas saindo de suportes de energia elétrica próximos à galeria de retratos dos presidentes brasileiros, no andar térreo. No último dia 13, meia dúzia delas disparou da estrutura no chão quando uma servidora da limpeza espirrou inseticida. A debandada das baratas pegou de surpresa quem estava por perto, assustou uma funcionária pública e fez com que um dos insetos subisse no repórter da Folha. A explicação para o infortúnio foi dada pela secretaria de administração do Planalto. Na terça-feira (19), foi realizado um reforço na dedetização no andar térreo. “Nas áreas em que eventualmente ocorram o surgimento de insetos, a empresa responsável efetua a reaplicação do inseticida”, disse. Segundo a secretaria, o reforço no andar térreo já estava programado anteriormente. As dedetizações no Planalto são realizadas trimestralmente de forma geral, com reforços “quando necessário”. As informações são de reportagem de Gustavo Uribe na Folha de S.Paulo.
Dodge pode investigar braço direito de Janot

– A equipe da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, avalia investigar Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot, que é desafeto da atual PGR – Um integrante da equipe da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a “tendência” do órgão é investigar Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot. Dodge tomou posse na segunda (18) em substituição a Janot. Ambos são adversários dentro da Procuradoria. A jornalista Bela Megale, da Folha de S.Paulo, flagrou um diálogo entre o procurador Sidney Pessoa Madruga e uma mulher não identificada por mais de uma hora nesta quinta-feira (21) no restaurante Taypá, no Lago Sul, em Brasília. A reportagem estava na mesa ao lado da de Madruga. Ele foi escolhido por Dodge para ser coordenador do Genafe (Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral). No almoço desta quinta, Madruga se referia à atuação de Pelella, braço direito de Janot na Procuradoria, na negociação da delação da JBS. Procurador da República, Pelella é mencionado em diálogos de delatores da JBS como um interlocutor da PGR. Ele teve reunião com um deles, o advogado Francisco Assis e Silva, dias antes do encontro, em 7 de março, entre Joesley Batista e Michel Temer no Jaburu. “Não é para punir, é pra esclarecer”, disse Madruga. O procurador afirmou que é preciso entender “qual é o papel do Pelella nessa história toda, porque está todo mundo perguntando”. A Folha ouviu Madruga afirmar que a nova gestão da PGR precisa construir outra relação com a força-tarefa dos procuradores da Lava Jato em Curitiba, com mais interlocução e controle do que a anterior. Ele chegou a criticar Janot por, em sua avaliação, deixar a força-tarefa muito solta.http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/09/1920692-braco-direito-de-janot-pode-ser-investigado-diz-procurador.shtml
País sem comando deixa os milicos assanhados

Depois da revolução de 1930, nunca os militares ficaram por tantos anos fora da cena política brasileira como a partir de 1985, quando a ditadura militar chegou ao fim com a devolução do poder aos civis na pessoa de Tancredo Neves. Passados 32 anos, aqui estamos nós, perplexos, diante dos sinais inequívocos de que há disposição, pelo menos de alguns “bolsões”, para uma nova intervenção na política, destinada a colocar ordem no caos detonado pelo golpe parlamentar de 2016. Houve a fala do general Mourão, defendendo a intervenção, a do general Augusto Heleno, em seu apoio, e a do comandante do Exército, na entrevista a Pedro Bial, na TV Globo, onde informou que não punirá o subordinado e também admitiu, de forma contraditória, a ação das Forças Armadas em situações excepcionais. A pergunta que se impõe é esta: para quem estão falando os militares? Quem são os destinatários do aviso de que eles poderão resolver a crise política se os poderes constituídos não o fizerem? Talvez o primeiro destinatário seja a Câmara, que em breve julgará a segunda denúncia contra Michel Temer. Talvez seja a classe política como um todo, o que nos traz a lembrança das listas de cassações, à esquerda e à direita, que vieram depois do golpe de 1964. Temer, comandante em chefe-das-Forças Armadas, segue calado, mas hoje ele volta ao Brasil e terá que se pronunciar, já que o ministro da Defesa deixou a tarefa para o comandante do Exército, que só acentuou a perplexidade. Aqui estamos, perplexos, e também divididos. Um intelectual da envergadura de Moniz Bandeira, de convicções democráticas indiscutíveis, já vinha defendendo a intervenção militar para evitar o desmonte do Estado e a entrega do patrimônio nacional ao capital estrangeiro predador. A Constituição e o Estado de Direito, vem dizendo ele, já foram rasgados no ano passado. Houve espanto e reações à esquerda, como a do petista Valter Pomar, que criticou suas “ilusões”, dando ensejo a uma troca de correspondência que merece ser lida, e está toda transcrita no blog de Pomar. A entrevista do comandante do Exército a Pedro Bial não serviu para dissipar, e sim para acentuar a percepção de que a fala do general Mourão não foi uma solilóquio mas a expressão de uma disposição latente no meio militar. Em que extensão é que ninguém sabe. Tanto é que Mourão recebeu apoio explícito do general Augusto Heleno, uma voz muito respeitada no Exército, principalmente por sua atuação no comando das tropas brasileiras no Haiti. Não punindo Mourão, justificando sua fala “em ambiente fechado” (como se houvesse licença para isso no regramento militar), e admitindo que as Forças Armadas podem atuar para conter o caos, o comandante do Exército nada mais fez do que repetir o subordinado. Há na praça política a interpretação de que ele não o puniu para não criar uma vítima e insuflar ainda mais o ambiente. Mas ele fez mais que minimizar ou justificar Mourão, ao admitir a possibilidade de intervenção, em respostas contraditórias, em que misturou o emprego das Forças Armadas em situações excepcionais, como ocorre agora mesmo no Rio de Janeiro, com uma intervenção para conter o caos político. São coisas distintas mas ele as embaralhou ao afirmar que Forças Armadas podem ser empregadas para garantir a lei, a ordem e os poderes constituídos, a pedido de um deles ou por iniciativa própria. O artigo 142 da Constituição diz que isso só pode ocorrer na primeira hipótese (a pedido de um dos poderes). Ele acrescentou a segunda. Vale dizer, a iniciativa própria, “quando houver a iminência de um caos”. Esta foi uma interpretação constitucional perigosa, pois na situação atual não se espera de nenhum dos Três Poderes um pedido de intervenção. Sempre que os militares imiscuíram-se na política, foram tentados pelas “vivandeiras de quartel”, expressão que no passado identificava os políticos que pediam intervenção militar. Quem melhor as definiu foi o general Castelo Branco: “Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar.” Mas hoje não há vivandeiras, não há políticos interessados em perder tetas e mamatas, embora haja setores minoritários da sociedade civil que defendem a solução militar. Ela teria que vir por iniciativa própria das Forças Armadas, tal como disse o general Vilas-Boas. Muitas vivandeiras se iludiram, em 1964, acreditando que os militares, após derrubar João Goulart, cumpririam o calendário eleitoral com a realização das eleições presidenciais de 1965. Eles ficaram mais 20 anos, ao longo dos quais sabemos o que aconteceu: cassações, inclusive de vivandeiras exaltadas, como Carlos Lacerda, fechamento do Congresso, liquidação dos partidos, perseguições, torturas, mortes e desaparecimentos. Depois da Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas com forte e decisivo apoio dos oficiais do “tenentismo”, os militares protagonizaram golpes em 1945, 1954, 1955, 1961 e 1964. Vale recordar o que disse Alfred Stepan, em seu livro “Os militares na política”, em que estudou o caso brasileiro. Os golpes triunfantes, diz ele, foram os de 1945 (que apeou Vargas do poder), o de 1954 (que o levou ao suicídio, no segundo governo), e o de 1964, que derrubou Jango e abriu a porteira para uma longa ditadura. E todos eles ocorreram em situações em que havia baixo grau de legitimidade do Poder Executivo e alto grau de legitimidade dos militares. Em 1955 (tentativa de impedir a posse de JK) e em 1961 (veto à posse de Jango após a renúncia de Jânio), na ausência destas condições, eles perderam. Desnecessário falar da baixíssima ou inexistente legitimidade de Michel Temer como chefe do Executivo. Isso porém não garante a legitimidade das Forças Armadas para uma intervenção. Mas eles devem ser ouvidos, por aqueles a quem estão se dirigindo. Por Temer, pelo Congresso, pelo Supremo. Antes que seja tarde. EXÉRCITO É PARTE DO CAOS, E NÃO GARANTIA CONTRA ELE, DIZ SAFATLE “As Forças Armadas nunca foram uma garantia contra o ‘caos’. Elas foram parte fundamental do caos”, escreve o sociólogo Vladimir