Caminhos dos Geraes começam a ser percorridos

PÉ NA ESTRADA O primeiro grupo de expedicionários parte na quarta-feira 6 para cumprir o Roteiro Peruaçu da V Expedição Caminhos dos Geraes. A saída será da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, às 15 horas. Os integrantes dos outros dois Roteiros – Espinhaço e Serra do Cabral – partirão quinta-feira, 7 de setembro, às 7 horas, do mesmo local.No percurso do Peruaçu, visitas às cidades de Januária, Montalvânia e Itacarambi. A inclusão desse roteiro está ligada à campanha para que o Parque Estadual Cavernas do Peruaçu seja reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, que terá uma equipe acompanhando a expedição.O Roteiro do Espinhaço passará por Juramento, Itacarambira, Botumirim, Cristália e Grão Mogol. Esse percurso tem importância estratégica, pois na região será criado o Parque Estadual de Botumirim (64 mil hectares), medida crucial na luta pela preservação da fauna e flora do local.No Roteiro Serra do Cabral, que passará por Jequitaí, Francisco Dumont, Joaquim Felício, Buenópolis, Augusto de Lima, Lassance e Várzea da Palma, os expedicionários verão de perto uma das regiões mais fascinantes do Estado. Em tempos de crise hídrica, esse território representa um grande manancial, com muitas Veredas ao longo do seu percurso, que também apresentam espécies de plantas e animais só existentes lá. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, a Serra do Cabral é um dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil. Via Waldo Ferreira – Jornalista
JOESLEY CITA MINISTROS E IMPLODE STF

– O áudio de quatro horas entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República, e que segundo Rodrigo Janot, chefe da PGR, contém fatos gravíssimos envolvendo um procurador da República e o Supremo Tribunal Federal, deixariam em situação constrangedora quatro ministros da Corte. Gilmar Mendes deve ser um dos envolidos A informação é de uma fonte cuja identidade não foi reveleada e que teve “acesso ao áudio”, segundo reportagem do site da revista Veja. A conversa de quatro horas entre Joesley Batista e Ricardo Saud “traz menções comprometedoras a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”, diz a reportagem. Os ministros são citados em situações que denotam “diferentes níveis de gravidade”, ainda de acordo com a fonte. Algumas seriam consideradas banais, mas “ruins” para a imagem dos ministros. Uma delas se destaca por enredar um dos onze ministros da corte em um episódio que parece “mais comprometedor”. Janot submeteu o áudio ao Supremo, que decidirá se ele deverá ou não se tornar público. A decisão caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. A expectativa é que a decisão saia nesta terça-feira 5. JOESLEY CITA QUATRO MINISTROS E IMPLODE STF Reportagem da revista Veja citando fontes que tiveram “acesso ao áudio” da JBS, que segundo Rodrigo Janot contém fatos ” gravíssimos”, “traz menções comprometedoras a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”; os magistrados são citados pelos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, numa conversa de quatro horas, em situações que denotam “diferentes níveis de gravidade”, de acordo com a fonte; algumas seriam consideradas banais, mas “ruins” para a imagem dos ministros; uma delas se destaca por enredar um dos onze ministros da corte em um episódio que parece “mais comprometedor” 4 DE SETEMBRO DE 2017 ÀS 22:02 // 247 NO TELEGRAM // 247 NO YOUTUBE 247 – O áudio de quatro horas entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República, e que segundo Rodrigo Janot, chefe da PGR, contém fatos “gravíssimos” envolvendo um procurador da República e o Supremo Tribunal Federal, deixariam em situação constrangedora quatro ministros da Corte. A informação é de uma fonte cuja identidade não foi reveleada e que teve “acesso ao áudio”, segundo reportagem do site da revista Veja. A conversa de quatro horas entre Joesley Batista e Ricardo Saud “traz menções comprometedoras a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”, diz a reportagem. Os ministros são citados em situações que denotam “diferentes níveis de gravidade”, ainda de acordo com a fonte. Algumas seriam consideradas banais, mas “ruins” para a imagem dos ministros. Uma delas se destaca por enredar um dos onze ministros da corte em um episódio que parece “mais comprometedor”. Janot submeteu o áudio ao Supremo, que decidirá se ele deverá ou não se tornar público. A decisão caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. A expectativa é que a decisão saia nesta terça-feira 4. Confira aqui a íntegra do despacho de Janot ao STF.
O LULA É UM HERÓI DA ESQUERDA

Enquanto a viagem do ex-presidente pelos 9 estados do Nordeste ganha pouco destaque na imprensa nacional, o jornal britânico The Guardian chama o petista de herói da esquerda e afirma que ele vem sendo adulado pelo povo nordestino. A caravana do ex-presidente Lula pelos 9 estados do Nordeste não tem tido destaque na imprensa brasileira, salvo uma ou outra declaração do petista. Mas na mídia internacional, a viagem ganha destaque. O jornal britânico The Observer, que sai aos domingos e é vinculado ao The Guardian, publicou uma reportagem em que chama Lula de “herói da esquerda” e diz que ele vem sendo “adulado” por onde passa. “O mandato do líder esquerdista de barba e voz grave terminou sete anos atrás, mas ele continua sendo o presidente brasileiro mais popular em décadas, se não na história do país”, descreve o correspondente Dom Phillips. A reportagem traz diversas declarações do povo que compareceu aos atos nos diversos municípios pelos quais Lula passou até o momento. “A caravana é a confirmação de que vale a pena ser sincero com as pessoas, que vale a pena fazer o que as pessoas querem e que vale a pena governar para os mais pobres”, disse Lula ao jornalista. Veja, abaixo, a matéria publicada pelo jornal inglês. Herói da esquerda brasileira curte a adoração para reviver seu destino político Dom Phillips, do The Observer Vestindo suas melhores camisetas vermelhas, carregando bandeiras e faixas, e em um estado de empolgação barulhenta, milhares de pessoas nesta cidade agrária pobre e empoeirada se aglomeravam na praça principal para ver Lula. Quando ele andava no palco, eles gritavam e esticavam suas mãos. O mandato do líder barbudo de esquerda de voz rouca acabou sete anos atrás, ainda assim ele continua sendo o presidente mais popular em décadas, senão o mais popular de toda história do país. “Você conhece um fenômeno maior que Luiz Inácio Lula da Silva?” pergunta Flávio Balreira, 65, usando o nome completo, coisa incomum no Brasil. O ex-metalúrgico, líder sindical e presidente por dois mandatos que uma vez foi descrito por Barack Obama como “o político mais popular da Terra” tem cruzado o nordeste brasileiro, região semi-árida e empobrecida, para falar a multidões de adoradores como esta em Ouricuri, no estado de Pernambuco. Lula e sua equipe viajam em um comboio de ônibus, que ele chama de “caravana”. “Eu quero agradecer ao presidente Lula”, disse Francilene da Silva, 44, uma empregada doméstica que se beneficiou de um programa de moradia criado durante os oito anos de governo Lula. “Tem muita gente que entra no governo e não faz nada. Ele fez alguma coisa,” disse Fabiana de Lima, 36, pequena proprietária, explicando que um programa de transferência de renda que ajudou 36 milhões de pessoas a escapar da pobreza extrema ainda “segura” a cidade. “Ele ajudou os pobres”. Lula nasceu na pobreza de pés no chão a pouco mais de 500 quilômetros dali e seu governo transformou a vida de muitos por ali. Mas esta não é apenas uma viagem de pré-campanha antes das eleições presidenciais do ano que vem, quando Lula espera se candidatar a um terceiro mandato. É também uma briga por seu futuro, sua vida política e seu legado. “A caravana é a confirmação de que vale a pena ser honesto com as pessoas”, ele disse em entrevista ao jornal inglês Observer, “que vale a pena fazer o que as pessoas querem e que vale a pena governar para os mais pobres”. Em julho ele foi sentenciado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro – e ele ainda terá de encarar mais quatro julgamentos, todos relacionados ao que os procuradores afirmam ter sido seu papel no comando de uma “organização criminosa” envolvendo a Petrobras, petrolífera controlada pelo Estado, e a contratação de empresas que tiveram grande crescimento durante seus mandatos. Se uma corte superior confirmar a decisão, ele não poderá se candidatar, mesmo se a condenação não implicar em prisão. Uma investigação de três anos, chamada Operação Lava Jato, sobre bilhões de dólares de corrupção e propinas levou à prisão políticos do PT de Lula e de seus antigos aliados no Congresso, intermediários e executivos poderosos. Lula disse que não há evidência contra ele e argumenta que ele está sendo objeto de uma guerra legal com motivações políticas – “lawfare” – para impedi-lo de concorrer. Na sexta-feira, promotores pediram sua absolvição em um dos casos. A caravana foi sua resposta, de acordo com Marcus Melo, um professor de ciência política na Universidade Federal de Pernambuco. “Ele está aquecendo os músculos”, disse Melo. “Mostrando força e popularidade, ele aumenta a credibilidade de uma narrativa de politização”. Em Ouricuri, os oradores disseram que antes de o Partido dos Trabalhadores chegar ao poder, em 2002, pessoas famintas em desespero saqueavam lojas quando as chuvas não vinham. Sob Lula, 1,2 milhão de famílias receberam sistemas de armazenamento de água e não houve saques durante a seca atual, que já dura sete anos. “Eu quero que eles provem uma coisa contra mim”, disse Lula à multidão, que cantava seu nome. “Eu quero tomar conta dos mais pobres”. Ele já está liderando pesquisas antecipadas para a eleição do próximo ano e seu apoio cresceu mais ainda desde a condenação, enquanto internacionalmente um coro de vozes influentes argumenta que ele está sendo injustamente perseguido. Entre essas vozes está a do advogado de direitos humanos Geoffrey Robertson, que levou o caso ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Diferentemente de alguns presos durante a operação Lava Jato, incluindo Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, que mantinha milhões de dólares em offshores, as somas envolvendo o caso de Lula são relativamente modestas, embora seu partido seja acusado de ter recebido vultosas quantias. Sua condenação veio pela acusação de que Lula teria se beneficiado de cerca de R$ 2,5 milhões de reais em propinas relacionadas a uma empreiteira, pagos na forma de um apartamento duplex a beira mar, reformado a pedido de Lula. O ex-presidente disse que jamais foi dono
Temer acelera desconstrução do Estado

MITO NEOLIBERALPrivatização e ajuste fiscal: cartilha seguida por Temer é destrutiva ao paísPrivatizações das eras Collor e FHC transferiram 15% do PIB ao setor privado e desempregaram 546 mil trabalhadores, sem trazer crescimento econômico nem melhora nas contas públicas por Marcio Pochmann – Rede Brasil AtualÁgua, energia, recursos minerais, sistema financeiro… Temer acelera desconstrução do EstadoA lógica de encanador (menos Estado, mais mercado) se tornou central na agenda do governo Temer. Com isso, a aposta da retomada econômica assentada na expansão do setor privado a partir do esvaziamento do setor público segue ativa enquanto embuste. Desde que assumiu, até o mês de julho de 2017, o discurso da desordem das finanças públicas justificou a defesa do ajuste fiscal focado no corte das despesas governamentais. Apesar da aprovação de várias medidas nesse sentido, inclusive emenda constitucional que reduz o gasto público per capita para os próximos 20 anos e reforma que retira direitos trabalhistas, a situação das contas públicas somente piorou. As iniciativas de contenção do gasto público não vieram acompanhadas da retomada da economia, tampouco a expansão dos investimentos agregados do setor privado. A não ser no processo de fortalecimento do rentismo ao setor privado, com o crescente déficit nas contas governamentais e na dívida pública, regiamente sustentada por taxas de juros reais extremamente positivas. Mesmo com todo o fracasso do neoliberalismo adotado até o momento, o governo Temer concede um passo seguinte na promoção do esvaziamento no papel do Estado brasileiro. Agora, o enfoque recai sobre a privatização de 57 empresas públicas anunciadas com a expectativa de gerar meramente receitas necessárias para tapar parte do buraco das contas públicas que segue cavado esplendidamente pela própria equipe econômica dos sonhos do rentismo. Seguindo a orientação que somente o desespero governamental poderia animar, o pacote de privatização representa mais um entrave na retomada do crescimento econômico brasileiro. Se viabilizadas, dado o ambiente semiparalisado das atividades produtivas contaminado pela expressiva taxa de juros reais, as privatizações poderão servir de mais sustentáculo ao capital especulativo nacional e internacional. Em conformidade com o mito gerado pelas privatizações dos governos Fernandos (Collor e Cardoso), o país transferiu do setor público para o privado, o equivalente a 15% do Produto Interno Bruto (PIB), com corte de 546 mil trabalhadores, sem elevação do crescimento econômico e melhora nas contas públicas. Somente no Governo Cardoso (1995-2002), por exemplo, o Tesouro federal arrecadou quase US$ 79 bilhões com as privatizações, embora a dívida pública federal fosse multiplicada por quase 13 vezes, saltando de R$ 65,6 bilhões (18,8% do PIB), em dezembro de 1994, para R$ 841 bilhões (56,9%), em dezembro de 2002. Se com a privatização das estatais, as contas públicas pioraram, o desempenho das empresas sob a responsabilidade do setor privado avançou consideravelmente. Em apenas um decênio, por exemplo, a quantidade de empregados nas empresas privatizadas caiu 70,5% (de 95 mil, em 1995, para 28 mil, em 2005), enquanto a lucratividade foi multiplicada por 10 vezes (de R$ 11 bilhões, em 1995, para R$ 110 bilhões, em 2005). Ademais da ação voltada para a redução de custos, como a demissão em massa, as empresas privadas elevaram radicalmente o lucro por meio do significativo crescimento dos seus preços acima da inflação. No setor elétrico, por exemplo, o preço médio da energia elétrica ao consumidor subiu próximo de 120% acima da inflação entre 1995 e 2015, ou seja, 4% em média de aumento real ao ano. Não parece ser por outro motivo no Brasil que registrava custos de produção competitivos por conta de preços básicos mantidos pelas empresas estatais passou, com a privatização, a conviver com tarifas mais altas do mundo, o que terminou comprometendo a competitividade nacional. A tarifa média cobrada pelas operadoras no Brasil, por exemplo, responde por uma das mais elevadas do mundo. Em síntese, a privatização tornou-se um mito neoliberal. Não contribui na melhora da contabilidade pública, mas eleva o custo de produção com preços de bens e serviços de empresas privatizadas crescendo acima da inflação. Ou seja, lucros de países ricos combinado com preços e qualidade dos bens e serviços de país pobre, sem tocar no crescimento econômico, nem na melhora das contas públicas. *Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas.
Ivan Marx deu uma surra nos colegas da Lava Jato

PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DE BRASÍLIA DEU LIÇÕES AOS COLEGAS AO PEDIR ABSOLVIÇÃO DE LULA – A jornalista Cintia Alves, do Jornal GGN, avalia que o procurador Ivan Marx deu algumas lições aos colegas da Lava Jato ao pedir a absolvição do ex-presidente Lula no caso em que ele é acusado de obstruir a Justiça por supostamente tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró. “A mais simbólica delas é resumida na seguinte frase: ‘(…) a crença forte prova apenas a sua força, não a verdade daquilo em que se crê’”, afirma. Além desta, outras lições foram de que “o ônus da prova é de quem acusa”, “delação sem prova não condena (exceto numa ‘cruzada acusatória’)”, “convicção não substitui provas”, “se não há provas, a ‘melhor hipótese’ não é a que prejudica o réu” e “é preciso admitir que o MP errou”. Confira abaixo 5 lições do procurador que pediu a absolvição de Lula à turma de Curitiba Por Cíntia Alves Jornal GGN – O procurador da República Ivan Cláudio Marx, tendo em mãos uma das denúncias mais esdrúxulas apresentadas contra Lula no âmbito da Lava Jato, tinha duas opções: pedir a absolvição do ex-presidente por carência de provas na delação de Delcídio do Amaral ou reciclar a fórmula dos curitibanos e requerer a condenação em cima de teses mais esdrúxulas ainda. Ivan Marx – um dos primeiros procuradores a atuar na justiça de transição, membro da Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos – escolheu corresponder ao que se espera de um membro do Ministério Público Federal: investigar e apresentar a verdade dos fatos. Ao sugerir ao juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney Oliveira, que Lula seja absolvido do crime de obstrução de Justiça, Ivan Marx deu algumas lições aos colegas liderados por Deltan Dallagnol. A mais simbólica delas é resumida na seguinte frase: “(…) a crença forte prova apenas a sua força, não a verdade daquilo em que se crê.” 1- O ônus da prova é de quem acusa Nas alegações finais do MPF, endereçadas ao juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Ivan Cláudio Marx afirmou que buscou de várias formas comprovar a delação de Delcídio contra Lula durante o julgamento, mas falhou. Contudo, ao invés de argumentar que as provas não foram encontradas porque organizações criminosas são especialistas em não deixar rastros dos ilícitos praticados, Ivan Marx apenas admitiu que o ônus da prova é de quem acusa. “(…) a culpa pela impossibilidade de provar as afirmações da testemunha – que fazem prova crucial para a defesa de Lula – recai sobre o órgão acusador, que é uno e indivisível para tais fins”, escreveu. 2 – Delação sem prova não condena (exceto numa “cruzada acusatória”) Ao contrário da turma de Curitiba, Ivan Marx não supervaloriza delações sem provas. Ao contrário, reproduziu o que diz a lei que regulamenta o instituto mais explorado na Lava Jato: “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador.” “(…) Ignorar isso, em prol de uma cruzada acusatória, seria desconsiderar a já referida máxima nietzschiana no sentido de que ‘a crença forte prova apenas a sua força, não a verdade daquilo em que se crê’”, completou Ivan Marx. 3 – Convicção não substitui provas Rechear a denúncia apresentada à Justiça com ilações encorpadas por algumas teses de ciência política para colocar Lula como o “grande chefe do esquema criminoso investigado na Lava Jato” não adianta nada se essa investigação cabe à Procuradoria Geral da República, em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, disse Ivan Marx, contrariando outro expediente usado pelos curitibanos nos processos sob a jurisdição de Sergio Moro. “Como esse chefe ainda não foi apontado, não nos cabe, na presente ação penal, tomar ilações ou convicções pessoais como verdade suficiente para uma condenação”, disse Ivan Marx. 4 – Se não há provas, a “melhor hipótese” não é a que prejudica o réu Sem provas de que Lula foi o mentor do plano para comprar o silêncio de Nestor Cerveró, Ivan Marx poderia usar o explanacionismo defendido por Deltan Dallagnol e criar uma hipótese “acima da dúvida razoável” na tentativa de explicar como ocorreram os crimes denunciados pelo Ministério Público. Mas a melhor hipótese, na visão do procurador do DF, não pode prejudicar o réu se ela está recheada de lacunas. Afinal, “in dubio pro reu”, lembrou. Na página 55 das alegações finais, Ivan Marx ainda empresta a tese usada em Curitiba para defender Lula em Brasília. 5 – É preciso admitir que o MP errou Ivan Marx ainda avaliou que “Delcídio dificilmente teria recebido os mesmos benefícios angariados com a implicação de Lula no caso.” Foi ofertando a cabeça de Lula que Delcídio, “com sua boa retórica, levou o MPF a erro, criando uma situação realmente esdrúxula: o chefe do esquema sagrou-se livre entregando fumaça.” Ao menos o procurador do DF admite que Delcídio goza de liberdade em função do acordo de colaboração firmado com o critério de se chegar a Lula. Os procuradores de Curitiba nada disseram sobre os acordos de delação que levaram Sergio Moro a condenar João Vaccari Neto, absolvido em segunda instância por falta de provas. Todos os 5 delatores do ex-tesoureiro do PT foram poupados por Moro na sentença.
MPF isenta Lula e derrubará delação de Delcídio

Num exemplo raro de isenção para os dias atuais, o Ministério Público Federal pediu a absolvição do ex-presidente Lula na ação que o acusa de comprar silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e a anulação da delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral, que fez a denúncia da suposta tentativa de compra do silêncio André Richter – Repórter da Agência Brasil O Ministério Público Federal (MPF) pediu hoje (1º) à Justiça Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que apura a suposta tentativa do ex-presidente de obstruir o andamento da Operação Lava Jato. No mesmo pedido, o procurador responsável pelo caso também pede a suspensão dos benefícios concedidos com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. Nas alegações enviadas ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelo caso, o procurador da República Ivan Cláudio Marx concluiu que não há provas de que Lula e Esteves participaram dos supostos crimes imputados pelo ex-senador nos depoimentos de delação. “Para o procurador, ao contrário do que afirmou Delcídio do Amaral – tanto na colaboração quanto no depoimento dado à Justiça -, o pretendido silêncio de Cerveró, que à época cumpria prisão preventiva, não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador”, diz nota do MPF. O procurador afirmou ainda que Delcídio mentiu em seus depoimentos e que os fatos citados por ele levaram à abertura de ação penal contra sete pessoas. De acordo com Marx, o ex-senador escondeu a origem dos recursos que teriam sido providenciados supostamente para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. “No entanto, atribuiu falsamente a Lula a ordem para a prática do crime, e falsamente à família Bumlai [ligada a Lula] o pagamento da quarta e quinta entregas de valores para comprar o silêncio de Cerveró. Assim agindo, escondeu do Ministério Público Federal sua real função de chefe no esquema referido, angariando benefícios que não receberia se a verdade prevalecesse”, sustentou o MPF.
É preciso analisar o papel das Organizações Globo

Nassif: a Globo se tornou uma máquina de destruição das instituições No JornalGGN, Luis Nassif falou do papel da Globo no aniversário do golpe: A Globo se tornou uma máquina de destruição das instituições, em um processo permanente de exibição de músculos, de construção midiática da realidade, atropelando leis, abrindo espaço para a desmoralização dos Três Poderes, estimulando o uso selvagem do direito penal do inimigo. Culminou com a iniciativa inédita de convocar a população para passeatas pró-impeachment e de montar a dobradinha com a Lava Jato para instrumentalizar politicamente as delações e os indícios da operação. O aniversário do golpe é, portanto, ocasião adequada para se analisar o papel das Organizações Globo na destruição da ordem institucional. Com exceção da mídia venezuelana, não se tem notícia de um grupo de mídia que tenha abusado tão imprudentemente de seu poder sobre a opinião pública. Deve-se à Globo, mais do que a qualquer outro personagem, a entronização de uma quadrilha no poder e, com ela, as negociatas que campeiam a torto e a direito no Congresso, as ameaças sobre a Amazônia, o desastre final das contas públicas em função de uma política econômica irresponsável, da qual a Globo é a principal avalista. Nem a reação posterior à quadrilha a absolverá do crime de uma desestabilização política tão grande que gerou até ameaças tipo Bolsonaro. Isso porque, no plano psicossocial, a Globo teve papel central na disseminação no ódio, que se refletiu diretamente no comportamento da Polícia Militar e no aumento expressivos dos autos de resistência, na consolidação do direito penal do inimigo, na caça aos resistentes, na desmoralização final da justiça, na destruição das principais políticas sociais, e, agora, na queima irresponsável de ativos nacionais. Roberto Marinho era um empresário esperto. Quem o conheceu de perto o considerava um comerciante pouco informado, mas que conhecia razoavelmente seu negócio. E teve a sagacidade de entregar a TV a mãos profissionais e montar a estratégia de negócios com conselheiros de primeiro time, os velhos lobistas e economistas cariocas, seus contemporâneos. Mais que isso, contou em postos chave com chefias jornalísticas fieis ao projeto de perpetuidade do grupo. Aproveitou mais do que qualquer outro grupo da proximidade com o regime militar, e foi dos últimos a entrar na campanha das diretas. Quando percebeu a mudança de cenário, seus principais comandantes, como o jornalista Evandro Carlos de Andrade, trabalharam incessantemente para tentar reverter a imagem de aliada da ditadura que marcou a Rede Globo. E tinham um cuidado especial em minimizar o papel da Globo no golpe, na eleição de Collor. Sobre o futuro da política, há apenas uma certeza: seja quem assumir o poder, a Globo terá que ser tratada como um problema nacional.
Inspirado em Lula, Itália aprova o ‘Bolsa Família’

Cada pessoa beneficia pelo programa italiano vai receber 485 euros por mês, quase 1.500 reais, a partir de janeiro de 2018. Pessoa no chão de uma rua com populares passando – Governo ratifica criação de ‘Bolsa Família’ na Itália (Foto: Ansa)O Conselho de Ministros da Itália aprovou na terça-feira, 29, de maneira definitiva, o decreto legislativo que introduz a “Renda de Inclusão” (REI), uma espécie de “Bolsa Família” italiano. Com a medida, cerca de 400 mil famílias de baixa renda (cerca de 1,8 milhão de pessoas) receberão até 485 euros por mês (R$ 1,8 mil). O valor da ajuda dependerá do número de componentes de cada núcleo familiar e da situação de renda daquela família. O decreto estabelece que a ajuda entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018 e terá como objetivo combater a pobreza e a exclusão social. O benefício é condicionado à comprovação das informações pessoais e familiares e da adesão a um projeto personalizado de ativação e de inclusão no mercado de trabalho. Terão prioridade no acesso ao benefício as famílias que tem filhos menores de idade ou desempregados com mais de 65 anos que não estejam aposentados. Fonte: Ansa
Peruaçu busca ser patrimônio da humanidade

– NO CAMINHO DOS GERAES – *Por Waldo Ferreira Um dos três roteiros da 5ª Expedição Caminhos dos Geraes, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu busca reconhecimento como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes e está localizado entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, no Norte de Minas. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, é um entusiasta da campanha em favor do reconhecimento. “O Peruaçu é um monumento da humanidade, tanto cultural como artístico paisagístico. E seu reconhecimento vai fazer incrementar o turismo na nossa região”, acredita, ressaltando que a indústria do turismo é a que mais emprega no mundo.Até o final do ano a previsão é de que 6 mil pessoas visitem o parque, que tem centenas de cavernas, como a gruta do Janelão. O local se destaca pela beleza ao longo dos seus 4,7 quilômetros de extensão, que conta com pinturas rupestres com 10.000 anos de idade. Além das belezas naturais, o Peruaçu tem também uma vasta fauna ameaçada de extinção, além de tamanduás, lobos guará, veados, antas e onça pintada. A vegetação é composta desde a mata seca atlântica até veredas que tem água durante todo ano. Além disso, na unidade de conversação há ainda uma tribo indígena. O Peruaçu tem 140 cavernas e mais de 80 sítios arqueológicos. Condições para concorrer ao selo A Unesco elege dez critérios para um sítio tentar o selo, ele deve encaixar em um dos dez. O parque se encaixa em quatro. São eles: – Mostrar um testemunho único ou, ao menos excepcional, de uma tradição cultural ou de uma civilização que está viva ou que tenha desaparecido;– Conter fenômenos naturais excepcionais ou áreas de beleza natural e estética de excepcional importância;– Ser um exemplo excepcional representativo de diferentes estágios da história da Terra, incluindo o registro da vida e dos processos geológicos no desenvolvimento das formas terrestres ou de elementos geomórficos ou fisiográficos importantes;– Conter os mais importantes e significativos habitats naturais para a conservação in situ da diversidade biológica, incluindo aqueles que contenham espécies ameaçadas que possuem um valor universal excepcional do ponto de vista da ciência ou da conservação.Além disso, é necessário estar na lista de tentativas. Somente assim é possível uma candidatura. Existem três categorias a se enquadrar: Natural, Cultural ou Misto, quando o sítio é Natural e Cultural. O Brasil ainda não possui nenhum selo misto. O Peruaçu se encaixa na categoria e pode ser o primeiro selo misto do País. Campanha O Conselho Consultivo do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu tem metas traçadas para o reconhecimento do parque até 2019. No momento, o processo está na fase de documentação. Na etapa final, em 2018 ou 2019, será feita a apresentação da candidatura na Unesco votação. *Jornalista
PF realiza mandados de busca em fraudes no DPVAT

A Polícia Federal realizou, ontem de manhã, em Montes Claros, mais uma etapa da Operação “Tempo de Despertar”, que apura fraudes no Seguro DPVAT e que em 13 de abril de 2015 provocou a prisão de mais de 20 pessoas. Na etapa de ontem, os agentes federais cumpriram mandados expedidos pelo juiz Fabio Henrique Vieira, da 2ª Vara de Diamantina contra cinco alvos, sendo dois advogados, um fisioterapeuta e um empresário e sua empresa que funciona no bairro Sumaré. O presidente da 11ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil, André Crisóstomos, acompanhou a operação realizada no escritório dos advogados acusados. A operação Tempo de Despertar ocorreu em abril de 2015 e na época, a estimativa é que causou impacto de R$ 28 milhões, com as fraudes praticadas pelos envolvidos, que falsificavam boletins de ocorrências, laudos médicos e até mesmo depoimentos de testemunhas para receber os recursos do Seguro Obrigatório DPVAT. O esquema envolveu policiais, advogados, médicos, fisioterapeutas e empresários. O principal resultado é que o valor do Seguro DPVAT foi reduzido em 36% no Brasil neste ano, no acordo realizado com a Empresa Líder Seguradora. O fato foi inédito na historia do Brasil. Além disso, em pouco tempo o Norte de Minas terá uma novidade nessa área, que ainda não pode ser divulgada. O delegado Marcelo Eduardo Freitas, da Polícia Federal, explica que as investigações do serviço reservado descobriram que alguns dos envolvidos nas fraudes migraram sua atuação do Norte de Minas para o Vale do Jequitinhonha. Por isso, a solicitação de pedir os mandados judiciais. Depois de coletado, o material está sendo analisado pela perícia. Apesar de mais de 30 pessoas terem sido presas, todas estão respondendo em liberdade aos processos nas comarcas de Montes Claros e Janaúba. Fonte: Jornal Gazeta