Montes Claros estuda fim da polêmica taxa do lixo

 A Prefeitura de Montes Claros está estudando o fim da polêmica Taxa do Lixo, que cobrada desde o ano de 2002 embutida no IPTU e separada em 2013, sempre vem causando polêmica na cidade. Ontem de manhã o procurador geral do município, Otávio Batista Rocha Machado, explicou que uma equipe de juristas e economista está analisando como retirar do orçamento de 2018 esta taxa. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a Prefeitura não pode renunciar qualquer arrecadação. Teria que substitui-la ou compensar. Por isso, a busca de alternativas. Ao lado do secretário de Articulações, Paulo Braga, o procurador explica que o prefeito Humberto Souto mandou estudar como acabar com essa taxa. Desde segunda-feira que as redes sociais passaram a discutir a cobrança da Taxa do Lixo, cujas guias foram distribuídas pela Prefeitura Municipal desde a semana passada, quando é dado desconto de 35% a 50% sobre o valor original da taxa. Os assessores do ex-prefeito Ruy Muniz abriram campanha pelas redes sociais para os montes-clarenses não pagarem a taxa, sob a alegação de que Humberto Souto tinha assumido o compromisso de extingui-la. O procurador Otávio Batista salientou que deixar de pagar o valor implica em perder, automaticamente, o desconto. Por isso, garante que em 2018 os montes-clarenses estarão sem essa despesa. Para compensar a perda da receita com o fim da Taxa do Lixo, a Prefeitura analisa a readequação dos tributos municipais, assim como está chamando os inadimplentes para regularizarem seus débitos. Um dos focos é negociar com os grandes devedores, que representam um valor alto. Otávio Batista explica que uma lei enviada à Câmara Municipal propôs uma negociação distinta com esses devedores, mas os vereadores reprovaram a proposta. Ele salienta que essa é a melhor forma de resolver a questão. Via Jornal Gazeta  

Aniversário de um ano do calote de Pimentel

 O mais longo movimento de greve da história da Unimontes ainda não teve o seu desfecho  Após aceitarem, ainda em agosto de 2016, o acordo proposto pelo governo e retornarem imediatamente às atividades, professores da Unimontes percebem, atônitos, que levaram um calote do governo de Minas. O acordo foi assinado por membros do governo há um ano e homologado em processo judicial há quase seis meses, mas o Estado desonra a sua própria proposta quando não cumpre o acordo de greve, enrolando com assombroso desrespeito cerca de mil professores da Unimontes. Professores da Unimontes protestam por calote do estado Via Girleno Alencar – Jornal GazetaOs professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) realizaram protesto, ontem de manhã, em frente ao prédio da reitoria, para denunciar o calote que foram vitimados há um ano, pois encerraram a greve em agosto do ano passado, com o compromisso de que vários pontos seriam e isso não ocorreu. O protesto serviu como advertência de greve. No momento da manifestação, o reitor João dos Reis Canela chegou ao prédio, mas não foi molestado pelos manifestantes.Ele explicou que as negociações estão sendo realizadas em Belo Horizonte e, por isso, tem de esperar as conversações. Uma das reuniões foi ontem no final da tarde na Cidade Administrativa. A diretoria da Associação dos Docentes da Unimontes (ADUNIMONTES) compareceu ao evento.No panfleto distribuído, ontem de manhã, os manifestantes alegaram que em 2016 a Unimontes vivenciou a maior greve de sua história, pois foram 124 dias de paralização.O Governo ofereceu o acordo, que encerrou a greve. Porém, passado um ano, nenhum dos itens do acordo foi cumprido. Isso deixou a classe indignada.O ex-presidente Gilmar Santos afirma que um dos pontos negociados foi o auxílio indenizatório que seria pago nos primeiros meses e não ocorreu. O valor oscilava de acordo com o cargo da pessoa. Tinha o Plano de Carreiras; pagamento para o professor aprovado no concurso, mas não recebia pela titulação e, por fim, a posse de 80 professores concursados, que ainda não foram chamados.O dirigente da ADUNIMONTES cita que um professor da Unimontes tem um salário de R$ 885,00 para 20 horas de trabalho e com as duas gratificações, esse salário sobe para R$ 1,5 mil. Ele denuncia que o baixo salário está fazendo a Unimontes perder professores de alto nível, com doutorado. É que o salário base desse profissional é de R$ 1,9 mil e somente com as gratificações é que eles passam a receber R$ 3,2 mil. O mesmo professor, em universidades, recebem o dobro do salário.

Morre o bispo mais velho do Brasil

 Dom José Maria Pires, o Dom Zumbi, ex-bispo de Araçuaí, morreu aos 98 anos  Morreu no domingo, 27 de agosto, vítima de pneumonia, o religioso José Maria Pies, 98 anos, arcebispo emérito da Paraíba. Natural de Conceição do Mato Dentro, Dom Zumbi ou Dom Pelé, como era carinhosamente conhecido, foi o primeiro negro a assumir um bispado no Brasil. Dom José nasceu em 15 de março de 1919, no distrito de Córregos. Ele tinha 70 anos de ordenação sacerdotal e 60 anos de episcopado. Filho de Eleutério Augusto Pires e Pedrelina Maria de Jesus, Quando jovem, ainda em sua terra natal, teve seus primeiros ensinamentos com o mestre José Aniceto Costa – que dá nome à escola do bairro Vermelho. Durante a infância, aprendeu latim com o professor e, entrou para o seminário em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, aos 12 anos, para continuar seus estudos e fazer o Seminário. Foi ordenado sacerdote em 20 de dezembro de 1941, e recebeu a ordenação episcopal em 22 de setembro de 1957. Seu lema episcopal: Scientiam Salutis (A Ciência da Salvação). Sua trajetória foi marcada pela defesa dos negros, dos pobres e dos oprimidos. O bispo mais antigo (em ordenação episcopal) do Brasil, foi bispo de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, entre 1957 e 1965; membro da Comissão Central da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presidente da Comissão Episcopal Regional do Nordeste, escritor, palestrante e um dos poucos sacerdotes que participaram do Concílio Vaticano II. Também se posicionou com firmeza ao lado dos que lutavam pelo fim da ditadura, mas sem perder a singular capacidade que tinha de dialogar com aqueles a quem claramente se opunha. Dom Zumbi parte definitivamente para os braços de Deus, no mesmo dia (27 de agosto) que outros dois bispos tiveram sua Páscoa: dom Hélder Câmara (27/08/1999) e Dom Luciano Mendes de Almeida (27/08/2006). Ele uniu a calma do mineiro à franqueza do nordestino para defender os mais pobres durante a ditadura militar. Teve no cearense dom Helder Câmara um amigo pessoal e aliado na luta pelos direitos humanos. Dom José Maria Pires renunciou em 29/11/1995, mas nunca deixou de atuar, principalmente junto aos mais pobres e na formação do Povo de Deus. Ele ficou à frente da Arquidiocese da Paraíba, entre 1966 e 1995. Atualmente, era considerado o arcebispo mais velho do Brasil. Durante toda sua trajetória, defendeu arduamente os direitos humanos no país, sobretudo no período de regime militar. Mediou ainda conflitos por terra na Paraíba e lutou contra a discriminação e o racismo. Caminhada eclesialParticipou do Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965. Transferido para João Pessoa (PB), em 1965, onde ficou mais próximo de dom Helder Câmara, um aliado na luta pelos direitos humanos, teve participação valiosa nos conflitos pela terra na Paraíba, ao defender camponeses.Participante ativo da luta pelos direitos dos negros, em 2013, publicou o livro “A cultura religiosa afro-brasileira e seu impacto na cultura universitária”. Tornou-se emérito e voltou a ser pároco de Córregos e Santo Antônio do Norte, no Vale do Jequitinhonha, desde 1995, onde se dedicou também a um projeto de geração de renda para centenas de famílias carentes dessa região.O velório de José Maria Pires foi realizado na Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Belo Horizonte. O sepultamento foi nesta terça-feira, 27 de agosto, em João Pessoa, na Paraíba. Por causa do falecimento, a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro decretou luto oficial de três dias.Homenagem de trabalhadores rurais a Dom Zumbi“Onde ele estiver, tenho certeza de que estará intercedendo por nós, agricultores”. A declaração é da agricultora familiar Iolanda de Oliveira Monteiro, que junto com outros 120 trabalhadores compareceu ao velório do arcebispo emérito da Paraíba, que aconteceu na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa, nesta terça-feira (29). Durante toda a manhã, fieis se revezaram dentro da igreja para se despedir de ‘Dom Pelé’, como era chamado pelo povo.O grupo que compareceu ao velório nesta terça-feira reuniu trabalhadores de acampamentos e assentamentos de Jacaraú, Curral de Cima, Sapé, Itabaiana, Mogeiro, Pitimbu, Caaporã, Conde e Pedras de Fogo. Eles participaram de uma das missas de corpo presente realizadas ao longo do dia na Catedral.Iolanda conta que conviveu com o Dom José durante os 20 anos de luta pela regularização da terra da sua comunidade. Ela lembra que “ele teve uma importância muito grande pelo apoio e solidariedade, por fortalecer nossa fé e a nossa luta exige isso”.O trabalhador rural Rogério Oliveira destaca que Dom José “sempre foi uma força dentro destas comunidades rurais”. “Temos uma dívida muito grande de gratidão por tudo que Dom José fez pela gente. Ele sempre estava dialogando com a Justiça e com a Polícia para não acontecer conflitos”, destaca. O grupo participou da missa usando chapéus de palha e levando cartazes com fotos de momentos em que o bispo participou nas comunidades.O corpo de Dom José foi sepultado às 17h na própria catedral basílica, após a Missa das Exéquias, marcada para começar às 16h, presidida pelo atual arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson. Fontes: Brasil de Fato e Diocese de Araçuaí. Comentário do Blog do Banu:Dom José Maria Pires atuou como Bispo da Diocese de Araçuaí, no dia 25 de maio de 1957 até 02 de dezembro de 1965. quando foi transferido para a Diocese de João Pessoa, onde permaneceu por 30 anos, entre 1966 e 1995, defendendo os trabalhadores rurais, os pobres e negros, contra a opressão da ditadura militar. Na minha infância, em Berilo, no Médio Jequitinhonha, enchíamos a praça do então distrito de Minas Novas, para receber Dom José Maria Pires, o primeiro bispo negro do Brasil, com a criançada irradiando alegria pela chegada de um religioso diferente, simpático, sorridente, amigo das crianças e jovens. As comunidades quilombolas se animavam na Festa de Nossa Senhora dos Homens Pretos de Berilo, no mês de outubro, com seus tambores, batuques, roupas coloridas, cheias de vestimentas de reinado, tendo como animador da festa religiosa um bispo negro, amigo dos pobres e oprimidos. As 27 comunidades quilombolas,

Arte e Cultura da Reforma Agrária

 Alimentar a luta, cultivar a arte! Este é o lema que, de 07 a 10 de setembro, vai conquistar o Norte de Minas Gerais no Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.  De 07 a 10 de setembro, Montes Claros vai poder conhecer de perto a importância da luta pela democratização da terra e da produção de alimentos saudáveis. A cidade vai receber o “Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária”, que vai movimentar a semana com apresentações musicais, feira de produtos orgânicos e artesanato, além de outras atividades como o torneio de futebol da reforma agrária, oficinas de alimentação e saúde e contação de histórias. O evento vai ser realizado na Praça de Esportes e tem início marcado às 19 horas com Ato de abertura e celebração ecumênica seguida de shows. Além de ser um momento de interação entre o campo e a cidade, o Circuito garante espaços para todas as idades. Será também um momento para a população se informar sobre a Reforma Agrária e entender a importância da pauta para garantia da vida da segurança alimentar, a partir da produção sustentável de alimentos. Nos dias 08, 09 e 10 de setembro o evento contará com programação fixa do torneio de futebol da reforma agrária, seguido de oficinas de alimentação e saúde e contação de histórias pela manhã. Haverá também shows com artistas populares de renome regional e nacional. Dentre eles: Cevisa e os brinquedos sonoros, A Outra Banda da Lua, Wilson dias, Bruno e Fabiana, Jukita Queiroz, Pedro Boi e a grande atração do Festival: Pereira da Viola.

BRASIL DEVE PEDIDO DE DESCULPA A DILMA

 Ex-militante do PSC, a jornalista Patrícia Lélis resumiu a direita brasileira a propagação de ódio e do fascismo e elogiou a presidente legítima Dilma Rousseff. Para começar a dizer qualquer coisa, tenho que pedir minhas mais sinceras desculpas. Fiz parte e fui cúmplice de um golpe. O Brasil deve um pedido de desculpas a ela.  Por Patrícia Lélis, na Revista Fórum – Ser de direita é muito fácil, afinal tudo se baseia em propagar o ódio, dizer que tudo é vitimismo, sair dizendo que é a favor da moral, da família tradicional e dos bons costumes, e claro, escrever “Bolsonaro 2018” nas redes sociais. A direita não passa disso. Ser de esquerda não é fácil. Requer mente aberta, novas formas de pensar, leituras, aulas de história, empatia ao próximo, entre diversas outras coisas. Dias atrás me peguei pensando em como o ódio é contagioso. E falo por experiência própria. Ao assistir meus antigos vídeos, me deparo com uma Patrícia que, aos 22 anos, contribui para a propagação do fascismo e do ódio a outras mulheres. Por falar em mulheres, quero citar a querida ex-presidente, Dilma Rousseff. E, para começar a dizer qualquer coisa, tenho que pedir minhas mais sinceras desculpas. Fiz parte e fui cúmplice de um golpe. O Brasil deve um pedido de desculpas a ela. Quem não se lembra da triste cena no estádio em que milhares de leigos brasileiros gritavam “Dilma, vai tomar no c•”. Ao assistir esse vídeo, hoje, me dói o coração por tamanha falta de respeito, sem falar do machismo. Desculpe-me por ter gritado contra você, e ter me calado perante um golpe. O mais triste nessa história, com certeza, são as pessoas que ainda hoje, com o atual presidente Temer acabando com os direitos dos trabalhadores, vendendo tudo que temos, colocando a nossa linda e preciosa floresta amazônica em risco, e claro dizendo que mulher entende de economia, porque vai ao supermercado, ainda assim, vão contra o seu governo e, claro, a sua pessoa em particular. Em pouco tempo na esquerda, aprendi o significado da palavra luta. Aprendo todos os dias que combater o ódio é cansativo, mas necessário. Hoje, eu entendo perfeitamente que você não fazia parte da turma dos piores bandidos, e que muitos ainda o apelidaram de “meu malvado favorito”, apenas por ter tirado de você o poder. Mais do que nunca entendo as razões pelas quais você não era capaz de negociar com Eduardo Cunha e seu congresso. A classe média direitista, que sempre é usada como massa de manobra, preferiu ver o Brasil, mais uma vez, entrar no mapa da fome do que ter uma mulher de esquerda no poder. Querida Dilma, hoje, mais do que nunca, eu entendo como é difícil ser mulher em um mundo que não suporta ver o nosso sucesso, e também entendo o quanto é difícil ser de esquerda em um pais que todos os dias regulariza e banaliza o discurso de ódio. Eu só posso terminar esse texto dizendo: Que saudades do seu governo. *Patrícia Lélis é jornalista e ex-militante do PSC

Caravana AGE – Amor, Gratidão e Esperança

 – A viagem do ex-presidente Lula pelo Brasil, que teve começo no Nordeste, vem sendo denominada pelo povo de AGE, sendo A de amor do povo, G, de gratidão do povo pelo que os governos de Lula e Dilma fizeram pelo povo, e E de esperança, o desejo incontido do povo para que Lula volte à Presidência em 2018. – “Eu sei o que é carregar pote de água na cabeça”, diz LulaPara ex-presidente, transposição era para ele quase um compromisso de fé; ato ocorreu em Campina Grande, na Paraíba, uma das beneficiadas pela obra “Se eu pudesse, queria ser um barquinho de papel para jogar lá na captação do rio São Francisco e acompanhar a água fazer toda a trajetória para recuperar os açudes que estão secos”, afirmou o ex-presidente Lula, em Campina Grande, na Paraíba, para uma multidão que o esperava no ato Água e Democracia. A passagem pelo município é mais uma etapa de Lula Pelo Brasil, uma iniciativa com o objetivo de perscrutar a realidade brasileira a partir do contato com quem a sente na pele dia após dia. A região foi beneficiada pelo projeto de transposição do Rio São Francisco, que leva água do rio desde Pernambuco até a bacia do rio Paraíba. Recentemente, Campina Grande pôde abandonar o racionamento que vigorava há cinco anos. Lula afirmou que a inauguração da transposição em Monteiro, em março deste ano, foi um dos dias mais felizes dos seus 71 anos de vida. “Fazer a transposição do São Francisco era quase um compromisso de fé. Porque achava que não era necessário o povo morrer de sede apenas para encher as notícias da imprensa nacional”, disse o ex-presidente. Para simbolizar a superação da seca, a juventude camponesa organizou um ato em que agricultores encenaram a trajetória da população nordestina que sai, com latas na cabeça, em busca de água no sertão. Latas que o ex-presidente carregou quando era uma criança no interior de Pernambuco. “A seca para eles é uma estatística, e estatística não gera sensibilidade. Porque nós tínhamos sensibilidade? Eu sei o que é carregar pote de água na cabeça”, disse Lula. “Eu sei o que é beber água com caramujo. Eu sei o que é esquistossomose.”Ricardo Stuckert/ Instituto Lula Jovens agricultoras participam em ato em Campina Grande Lula lembrou que, enquanto gastou R$ 9 bilhões para trazer água para milhares de nordestinos, o presidente golpista Michel Temer (PMDB) gastou R$ 14 bi para se livrar da denúncia e permanecer de forma ilegítima na presidência. O ex-presidente também citou as 1,4 milhões de cisternas construídas no semi-árido nordestino, outro projeto implantado durante seu governo para resolver a questão da seca. As cisternas são repositórios que captam água no período chuvoso para utilização durante o período seco. O ex-presidente também lembrou do programa Bolsa Família. “O Bolsa Família foi para que toda criança pudesse comer um pão com café com leite de manhã todo dia”, disse ele. Lula destacou avanços do seu governo ao colocar o pobre dentro do orçamento da união. “Em 12 anos, nós criamos 22 milhões de empregos formais neste país, aumentamos salários de todas as categorias profissionais”, disse ele. Golpe Lula afirmou que a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) foi vítima da canalhice e cretinice de uma parte da elite do país “que não suportava ver uma mulher ex-presa política governar este país”. Para ele, é a mesma gente que matou Getúlio Vargas e que caçou Jango Goulart em 1964. “Eu sinceramente não sei como alguém que não foi eleito, que tem 97% de rejeição e não consegue fazer um ato com mais de três pessoas, consegue governar”, disse ele. “Eu fico imaginando o Temer passando no carro e cada pessoa que ele vê ele pensa: não tem ninguém que me apoia”, diz. “Ele podia aliviar o país e devolver o mandato da Dilma que é dela, de direito, até dezembro de 2018”, afirmou. Lula disse estar muito mais preocupado com o destino do povo brasileiro do que com o seu próprio. “Eu vejo faltar dinheiro nas escolas , nas universidades. Eu estou vendo o povo tendo redução de salário. Eu vi a noticia que o salário mínimo vai perder 10 reais. E outras coisas que eles vão cortar”, disse. Lula reforçou a necessidade de luta e de defesa da soberania. “Temos que estar dispostos a ir para a rua sempre. Porque é com o povo na rua que podemos consertar o país”, disse. “Eles sabem que eu talvez não saiba governar como eles, mas eu sei cuidar do povo e cuidar do povo significa tratar esse povo com carinho e respeito”, concluiu. A suspensão do racionamento de água Presente no ato, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, lembrou que Lula fez o mais difícil no processo da transposição do rio São Francisco, que foi romper com o atraso, e colocar o processo em andamento. Coutinho lembrou que antes, as pessoas não existiam para o poder público. “Eu lembro da época que o nordeste não tinha uma cisterna. O desânimo era total”, afirmou. Coutinho falou sobre o recente episódio em Campina Grande. Após cinco anos, o racionamento de água foi suspenso, o que acabou suspenso por uma juíza. Por meio de liminar, o governo conseguiu reverter e liberar novamente o fim do racionamento. “Eles querem que o povo esteja sempre precisando de algo, precisando do básico”, disse. O vice-presidente nacional do PT e coordenador de Lula pelo Brasil,  Marcio Macedo, lembrou da história das várias caravanas de Lula ao longo das décadas de 1980 e 1990. “Fez na década de 1980, organizando o movimento sindical. Fez na década de 1990, nas caravanas da cidadania. Fez na década de 2000, quando foi o presidente mais andarilho. E faz agora de novo, para levar esperança para o nosso povo e para nossa gente. Vocês o povo de Campina tome conta do presidente Lula aqui”, disse. Por Mariana Zoccoli, enviada especial ao Nordeste com a caravana Lula pelo Brasil, para a Agência PT de Notícias Caravana de

Kakay critica superpoderes da justiça

 – O criminalista Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, um dos mais renomados advogados dessa área, fez fortes criticas ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público Federal, pela atuação na Operação Lavajato, pois entende que a utilização da delação premiada está provocando sérios problemas, de desrespeito aos direitos constitucionais.- O presidente da OAB, André Crisóstomo com o advogado Antônio Carlos Kakay Nascido em Patos de Minas, Kakay veio a Montes Claros acompanhado do advogado Marcelo Leonardo, que é defensor de Marcos Valério, para a homenagem ao advogado Jair Leonardo. O curioso é que as criticas ocorreram na cidade onde nasceu a ministra Carmém Lúcia Antunes, presidente do STF. No início do evento, o presidente da 11ª Subsecçao da OAB de Montes Claros, André Crisóstomo, anunciou que a entidade ficará contra a reforma trabalhista, pois isso afetará os advogados, pois os trabalhadores ficarão sem seus direitos. No seu discurso, Antônio Carlos salientou que não e contra a Operação Lava Jato, mas apenas dos seus excessos, como é o caso do juiz Sérgio Moro ter jurisdição nacional, assim como a mídia nacional querer imputar a quem é contra a operação, estar a favor da corrupção, criando assim o autoritarismo e o mais grave é que o STF e STJ viraram as costas para essa situação. O advogado afirma que a prisão preventiva virou regra, para promover a delação. Na sua concepção o Poder Legislativo acabou inibido, pois as suas lideranças estão envolvidas em casos de denuncias e com isso, ocorreu a criminalização dos políticos. Na sua visão, o vácuo criado no Poder, com a mudança que ocorreu no Brasil, gerou tantos impactos. Kakay defendeu o ministro do STF, Gilmar Mendes, afirmando que ele está servindo de contraponto aos abusos e tem provocado a reflexão sobre os excessos praticados pelo Poder Judiciário. O advogado explicou que a dois anos está percorrendo o Brasil para provocar essa reflexão. Via Jornal Gazeta

Advogado acusa amigo de Moro de vender favores

 – Investigado na Lava Jato, o advogado Rodrigo Tacla Duran, que tem cidadania espanhola e não foi extraditado ao Brasil, acusa o advogado Carlos Zucolotto Júnior, amigo do juiz Sergio Moro, de vender favores na Operação Lava Jato, como a redução de penas e multas. É o que a aponta a jornalista Mônica Bergamo, em reportagem publicada neste domingo na Folha de S. Paulo. “O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O advogado é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, diz Mônica. Tacla Duran diz ter em seus arquivos correspondências de Zucolotto que comprovariam a intermediação de vantagens. Segundo a reportagem, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois e o dinheiro serviria para ‘cuidar’ das pessoas que o ajudariam na negociação. Em nota, Moro afirmou que Zucolotto, que foi com ele recentemente a um show do Skank, é um profissional sério e negou qualquer tipo de triangulação.  “A alegação de Rodrigo Tacla Duran de que o sr. Carlos Zucolotto teria prestado alguma espécie de serviço junto à força-tarefa da Lava Jato ou qualquer serviço relacionado à advocacia criminal é falsa”, disse o magistrado. “O sr. Carlos Zucolotto é pessoa conhecida do juiz titular da 13ª Vara Federal [o próprio Moro] e é um profissional sério e competente”, afirma ainda. O advogado também afirmou que a acusação é absurda. “Não tem o mínimo de verdade nisso. Não existe”, diz Zucolotto. “Eu não conheço ninguém [da força-tarefa]. Nunca me envolvi com a Lava Jato. Sou da área trabalhista. Não tenho contato com procurador nenhum”, diz. Tacla Duran, por sua vez, está escrevendo um livro em que pretende contar sua versão dos fatos. “Carlos Zucolotto então iniciou uma negociação paralela entrando por um caminho que jamais imaginei que seguiria e que não apenas colocou o juiz Sergio Moro na incômoda situação de ficar impedido de julgar e deliberar sobre o meu caso, como também expôs os procuradores da força-tarefa de Curitiba”, escreveu Duran, num dos trechos obtidos por Mônica Bergamo.

Critério de Moro serviria para prender Moro

 – O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, diz que o juiz Sergio Moro merece presunção de inocência, como qualquer acusado, mas afirma que, se os critérios da chamada República de Curitiba fossem aplicados contra o magistrado, o resultado seria a condenação inapelável –  “O juiz diz que não se deve dar valor à palavra de um ‘acusado’, opa, isto é rigorosamente o que ele faz ao longo de toda a operação!”, afirma Kakay. “Ou seja, embora exista, em tese, a hipótese destes fatos serem falsos o que nos resta perguntar é como eles seriam usados pela República do Paraná?”, questiona. Leia, abaixo, a análise de Kakay sobre a reportagem da Folha: É claro que temos que dar ao Moro e aos Procuradores a presunção de inocência, o que este juiz e estes procuradores não fariam, mas é interessante notar e anotar algumas questões: 1 – O juiz diz que não se deve dar valor à palavra de um “acusado”, opa, isto é rigorosamente o que ele faz ao longo de toda a operação! 2 – O juiz confirma que sua esposa participou de um escritório com o seu amigo Zucolatto, mas sem ” comunhão de trabalho ou de honorários “. Este fato seria certamente usado pelo juiz da 13 vara como forte indício suficiente para uma prisão contra um investigado qualquer. Seria presumida a responsabilidade, e o juiz iria ridicularizar esta linha de defesa. 3 – A afirmação de que 2 procuradores enviaram por email uma proposta nos mesmos termos da que o advogado, padrinho de casamento do juiz e socio da esposa do juiz, seria certamente aceita como mais do que indício , mas como uma prova contundente da relação do advogado com a força tarefa. 4 – O fato do juiz ter entrado em contato diretamente com o advogado Zucolatto, seu padrinho de casamento, para enviar uma resposta à Folha, ou seja combinar uma resposta a jornalista, seria interpretado como obstrução de justiça, com prisão preventiva decretada com certeza. 5 – A negativa do tal procurador Carlos Fernando de que o advogado Zucolatto, embora conste na procuração, não é seu advogado mas sim um outro nome da procuração, seria ridicularizada e aceita como motivo para uma busca e apreensão no escritório de advocacia. 6 – O tal Zucolatto diz que trabalha com a banca Tacla Duran, mas que conhece só Flavia e nem sabia que Rodrigo seria sócio, o que , se fosse analisada tal afirmação pelo juiz da 13 vara certamente daria ensejo a condução coercitiva. 7 – E o fato simples da advogada ser também advogada da Odebrecht seria usado como indício de participação na operação. 8 – A foto apresentada, claro, seria usada como prova. 9 – A negativa de Zucolatto que afirma não ter o aplicativo no seu celular seria fundamento para busca e apreensão do aparelho . 10 – Enfim , a afirmação de que o pagamento deveria ser em espécie , não precisaria ter prova, pois o próprio juiz admitiu ontem numa palestra , que a condenação pode ser feita sem sequer precisar do ato de oficio , sem nenhuma comprovação. Conclusão: ou seja, embora exista, em tese, a hipótese destes fatos serem falsos o que nos resta perguntar é como eles seriam usados pela República do Paraná? Se o tal Dallagnol não usaria a imprensa e a rede social para expor estes fortes” indícios” que se entrelaçam na visão punitiva. Devemos continuar dando a eles a presunção de inocência, mesmo sabendo que eles agiriam de outra forma. Como diz o poeta ” a vida da, nega e tira”, um dia os arbitrários provarão do seu próprio veneno. Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay

Expedição percorrerá áreas de beleza e encantamento

 Com a presença de representantes de órgãos de defesa do meio ambiente e de segmentos da sociedade civil, foi lançada oficialmente, na noite de quinta-feira, no Centro Cultural, a 5ª Expedição Caminhos dos Geraes, projeto da Fundação Genival Tourinho em parceria com a Prefeitura de Montes Claros, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; institutos Grande Sertão e Vidas Áridas, além da Organização Vida Verde (OVIVE). Abertura da 5ª Expedição Caminhos dos Geraes (foto: Silvana Mameluque) O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, disse que a realização da expedição é a reedição de um casamento que deu certo, envolvendo os órgãos ambientais e culturais, com a participação dos artistas, o que, para ele, dá à causa da defesa do meio ambiente o tom de sensibilidade tão necessário à ideologia da preservação. O secretário lembrou que a expedição, iniciada em 2005, já suscitou a criação dos parques estaduais Caminhos dos Geraes, nome em homenagem ao projeto; e da Lapa Grande. O primeiro está inserido nos municípios de Mamonas, Monte Azul, Gameleiras e Espinosa, enquanto que o segundo fica em Montes Claros. Um dos objetivos desta edição é contribuir para a transformação de outras áreas em parques, garantindo sua preservação. Ribeiro disse ter chegado à conclusão de que não se deve deixar apenas nas mãos do poder público a responsabilidade pelas ações em defesa da natureza. “É a sociedade civil organizada que precisa agir para evitar uma tragédia iminente”, considera.Durante quatro dias, de 7 a 10 de setembro, pesquisadores, estudantes, ambientalistas, jornalistas, representantes políticos e convidados percorrerão três roteiros – Espinhaço, Serra do Cabral e Peruaçu -, para se encantar com as belezas, mas também registrar os problemas provocados pela degradação imposta pela ação do homem, com consequências danosas à fauna, flora e recursos hídricos da região. Mais do que denunciar a degradação dos recursos naturais, os expedicionários irão catalogar e inventariar os mais variados níveis de agressão ao meio ambiente, com vistas a buscar soluções. Belezas da Serra do Cabral (foto: Anildes Evangelista) Texto: Waldo Ferreira Acesse o site CAMINHOS DOS GERAES – http://caminhosdosgeraes.com.br/