Maconha reúne dez mil pessoas em BH

 – Manifestantes defendem que a erva não serve apenas para uso recreativo, “tem uso industrial e medicinal importantes”, argumenta um dos organizadores.-  – Vestidos de verde e com um cigarro na mão, milhares de belo-horizontinos participaram, na tarde de ontem, de mais uma edição da Marcha da Maconha. Realizada todos os anos em diversas cidades do Brasil e do mundo, a mobilização tem o objetivo de chamar a atenção para a luta pela legalização da droga. Segundo os organizadores, cerca de 10 mil pessoas participaram do evento. Polícia Militar, Guarda Municipal e BHTrans não contabilizaram o número de participantes.“Maconha não é só uso recreativo, tem usos industrial e medicinal importantes”, defendeu um dos organizadores do ato, identificado apenas como Leleo. “O Brasil é um país continental, tem terra e clima para o plantio, mas fica de costas para a América Latina inteira. É uma vergonha essa falta de posição. Uruguai, Chile e Argentina já estão muito mais avançados nesse debate”, disse.A concentração da marcha teve início na praça da Estação, no centro, de onde, às 16h20 – horário de referência para o consumo da erva –, o grupo saiu em caminhada pelo centro de Belo Horizonte. O destino final era a praça da Liberdade, onde uma enorme réplica de um cigarro de maconha seria acendida no começo da noite.“Nossa luta é pela legalização e pela regulamentação. A maconha hoje é o bode expiatório, o principal foco de preconceito para as pessoas na guerra às drogas”, completou Bernardo Fogli, membro do coletivo que organiza o ato na capital. Objetivo é quebrar preconceito Em Belo Horizonte, a Marcha da Maconha é realizada desde 2008. “Para quem não fuma, a marcha mostra que a gente existe e somos iguais a qualquer outra pessoa, ajudando a quebrar o preconceito. Já para o maconheiro, a marcha dá força para conversar com o outro na micropolítica”, afirmou Bernardo Fogli, um dos organizadores do evento.Ele explica que uma das bandeiras do movimento é a regulamentação do cultivo caseiro da planta, inclusive como forma de quebrar o argumento de que o uso da maconha financia o tráfico de drogas. Com o lema “Contra a crise, legalize”, o grupo também defende o uso para fins industriais, como fabricação de tecidos, papel, cosméticos, entre outros.A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no início de maio, medida que tornou a Cannabis sativa – nome científico da maconha – oficialmente planta medicinal.

Temer é o presidente mais impopular do mundo

 – TIME ELEGE TEMER UM DOS 5 LÍDERES MAIS IMPOPULARES DO MUNDO –  – A versão online da revista norte-americana Time traz Michel Temer como um dos cinco presidentes mais impopulares do mundo. A Time ironizou a situação ao afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “bem na fita” ao figurar ao lado de líderes mundiais impopulares como Temer, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do primeiro-ministro da Grécio, Alexis Tsipras, e do primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak. Apesar dos escândalos de seu governo, Trump mantém uma popularidade de 40% junto ao eleitorado dos EUA. “Seguir uma presidente que sofreu impeachment deveria ser fácil; o nível de exigência estava baixo. Mas o presidente brasileiro, cuja aprovação está em um dígito, descobriu que suceder Dilma Rousseff não foi um passeio no parque”, ironiza a Time ao falar da impopularidade de Temer, que é rejeitado por 95% dos brasileiros. “O político veterano agora se agarra ao cargo depois que gravações mostraram ele aparentemente negociando pagamento de suborno para silenciar um colega político corrupto. Ele pode em breve ser o segundo presidente brasileiro consecutivo que sofre um impeachment, graças a ligações com o escândalo da Lava Jato”, destaca a matéria.

Aécio entrega passaporte e é notificado sobre prisão

 – O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) não pode mais viajar para fora do Brasil; investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, ele teve que entregar seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal –  Aécio também foi notificado sobre o pedido de prisão formulado pela procuradoria-geral da República e ganhou prazo de 15 dias para se manifestar antes da decisão do plenário da corte. Depois que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio decidiu incendiar o País – “só para encher o saco”, como disse num grampo com o empresário Joesley Batista, a quem pediu uma propina de R$ 2 milhões. Ao não aceitar o resultado eleitoral e se aliar ao então deputado Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos de prisão, para provocar instabilidade econômica e, assim, lograr êxito no golpe, Aécio atirou o Brasil na maior crise de sua história. Aécio, segundo Noblat, oscila entre álcool e crises de choro Jornalista Ricardo Noblat revela que desde que vieram à tona as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, nas quais aparece pedindo R$ 2 milhões em propinas para pagar os advogados que o defendem na Lava Jato, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) está cada vez mais recluso; “Aécio Neves recluso em sua casa em Brasília, só faz beber e chorar. Mais ou menos nessa ordem. Está arrasado”, postou Noblat no Twitter. Huck diz que se decepcionou com Aécio Questionado pela Folha sobre o escândalo envolvendo seu amigo, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), o apresentador da TV Globo respondeu: “Que atire a primeira pedra quem nunca se surpreendeu negativamente ou se decepcionou com um amigo”; depois da delação do empresário da JBS, que atingiu Aécio em cheio, e levou à prisão sua irmã e seu primo, Huck deletou as fotos com o tucano que tinha nas redes sociais Áudio revela que aeroporto de Cláudio era mesmo de Aécio As gravações da Polícia Federal trazem mais uma confirmação humilhante para o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG); de acordo com os grampos, o aeroporto de Cláudio (MG), construído com dinheiro público na sua gestão, servia para atendê-lo e a chave ficava com seu segurança; a informação veio em uma conversa interceptada de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, o mesmo indicado pelo tucano para receber R$ 2 milhões, solicitados pelo tucano ao empresário Joesley Batista, da JBS; o aeroporto de Cláudio foi construído em uma área que pertencia a um tio-avô de Aécio; a obra foi concluída em 2010, a um custo de R$ 13,9 milhões; a pista fica próxima a uma fazenda da família.

Justiça decreta novamente intervenção na Soebras

 – Desta vez a decisão foi do Tribunal Regional Federal. Agora, a SOEBRAS, ÚNICA EDUCACIONAL, FUNORTE e FASI ficarão sob a responsabilidade de um interventor –  O Tribunal Regional Federal da 1ª região, com sede em Brasília/DF, acatou pedido formulado pelo Ministério Público Federal e decretou, novamente, a intervenção nas empresas então pertencentes ao grupo SOEBRAS, vinculado ao ex-prefeito Ruy Muniz e a deputada federal Raquel Muniz. Veja aquiCom essa decisão, as pessoas jurídicas SOEBRAS, ÚNICA EDUCACIONAL, FUNORTE e FASI ficarão sob a responsabilidade de um interventor.No dia 9 de dezembro do ano assado, a Justiça Federal, através do juiz Gláucio Ferreira Maciel, tinha decretado a pedido do Ministério Público Federal a intervenção judicial nas empresas Associação Educativa do Brasil (Soebras), Única Educacional, Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte) e Sistema de Ensino Superior Ibituruna (FASI), pertencentes ao casal Ruy e Raquel Muniz. Tais empresas, de acordo com o MPF, estão registradas em nomes de terceiros. Também foram suspensas as atividades da Consultoria e Administração de Cursos de Pós-Graduação (CAP-10), Associação de Proteção Ambiental, Saúde, Educação, Segurança Alimentar e Assistência Social (Apase) e Promove Telecom (CTB), consideradas de fachada pelo MPF.Porém, no dia 18 de abril deste ano o juiz Carlos Alberto Simões Tomaz, que respondia pelo processo, determinou a revogação da interdição e a extinção do processo sem análise do mérito.Agora, o TRF atendeu o pedido formulado pelo MPF e decretou, novamente, a intervenção nas empresas, vinculadas ao casal Muniz Entenda o casoDesde o dia 3 de novembro que o MPF tinha entrado com ação civil pública contra o Grupo Soebras, sob a alegação de que as empresas são fundações, mas estavam sendo usadas em benefício próprio dos familiares de Ruy Muniz, como os aviões e helicóptero, as casas em Montes Claros e Brasília. A pessoa que figura como presidente da Soebras, por exemplo, reside numa casa humilde de bairro da periferia de Montes Claros.A ação relata que a Soebras e a Única Educacional são mantenedoras de um total de 169 estabelecimentos nas áreas de ensino e saúde, dos quais 40 possuem endereço em comum. Os presidentes e os diretores informados no CNPJ das duas empresas mantenedoras são familiares do casal Muniz. De acordo com o MPF, a Soebras, Única Educacional, Apase, Funorte, Promove Telecom e Fundação Educacional de Minas Gerais movimentaram no período de apenas quatro anos, de 2010 a 2014, o total de R$ 2,27 bilhões, com transferências sucessivas entre as contas do grupo, para dificultar o rastreamento dos valores.

Governo golpista implanta o AI-Temer

 – Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana – A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, em coletiva de imprensa durante confusão em Brasília após repressão da Polícia Militar contra manifestantes que protestavam contra as reformas do governo, pela saída de Temer e por eleições diretas. “O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da lei e da ordem”, anunciou Jungmann, que disse que Temer não irá aceitar baderna. “O senhor presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável baderna, inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar o processo que se desenvolve de foram democrática e com respeito às instituições”, afirmou. “Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente uma manifestação que estava prevista como pacífica. Ela degringolou à violência, vandalismo, desrespeito, agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados”, acrescentou o ministro, em seu pronunciamento. A decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente. Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar.   Temer cometeu novo crime de responsabilidade ao acionar o Exército, apontam juristas“Medida autoritária, inconstitucional e ilegal. Uma afronta às liberdades públicas, claro crime de responsabilidade”. Assim definiu a coordenadora do curso de Direito da Fundação Getúlio Vargas Eloísa Machado sobre o decreto de Garantia de Lei e da Ordem (GLO) acionado por Michel Temer para repressão do protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília; para o Professor de Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Rubens Glezer, no caso específico do decreto para reprimir manifestação popular não era cabível tal atitude sequer em tese Marco Aurélio interrompe sessão do STF ao saber da ditadura Temer “Espero que seja mentira”, disse o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, ao saber que Michel Temer convocou as Forças Armadas por uma semana, praticamente decretando estado de sítio na capital federal; primeiro “presidente” da história do Brasil a ser investigado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Temer chamou o Exército depois que 100 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios para protestar contra as reformas de seu governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe; no decreto assinado por Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros, e pelo general Sergio Etchegoyen, o Exército foi chamado para garantir a lei e a ordem; no entanto, a Ordem dos Advogados do Brasil considera Temer criminoso e pede seu impeachment – iniciativa que tem o apoio da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil Centrais: Violência não vai intimidar luta contra reformas Os trabalhadores dos quatro cantos do país que protestavam em Brasília contra as reformas da Previdência e Trabalhista foram atacados pela Polícia Militar do Distrito Federal com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo na tarde desta quarta-feira (24). A marcha seguia pacífica e se encaminhava ao Congresso Nacional. Dirigentes das centrais de trabalhadores condenaram as agressões.

DILMA VAI AO STF E PEDE NULIDADE DO GOLPE

 – Defesa pede ao STF que julgue legalidade do impeachment de Dilma – A defesa de Dilma Rousseff encaminhou nesta quarta-feira, 24 de maio, petição ao Supremo Tribunal Federal, pedindo à Corte que julgue a ação sobre a legalidade do impeachment da presidenta eleita em 2016. O caso está nas mãos do ministro Alexandre de Morais, desde que o ministro Teori Zavascki faleceu, em janeiro deste ano. A ação que defende a nulidade do processo de impeachment foi apresentada pelo advogado José Eduardo Cardozo em setembro do ano passado. De acordo com Cardozo, Michel Temer foi atingido frontalmente por denúncias de corrupção e de tentativa de obstrução da Justiça, firmadas a partir de delações premiadas homologadas pelo próprio STF. “O País passa hoje por uma crise política e institucional aguda, em dimensões nunca antes vivenciadas”, ressalta o ex-ministro da Justiça e ex-advogado Geral da União. “A cada dia se evidencia mais a ilegitimidade e a impossibilidade do atual presidente da República permanecer no exercício do mandato para o qual não foi eleito, e em que foi indevidamente investido por força de um processo de impeachment escandalosamente viciado e sem motivos jurídicos que pudessem vir a justificá-lo”, aponta. “Urge que um governo legitimado por 54,5 milhões de votos, e indevidamente afastado do mandato que lhe foi outorgado pela população brasileira, retome as rédeas do País para buscar a normalidade institucional”, aponta Cardozo. “Somente o Poder Judiciário pode reverter esta situação lesiva à democracia e ao Estado de Direito”. O advogado aponta que o país vive “as consequências funestas de um terremoto político motivado por um impeachment presidencial consumado sem causa constitucional plausível” e que o governo está “desmoralizado”, em condições insustentáveis de governabilidade perante a sociedade brasileira e a opinião pública internacional. “Uma renúncia desejada pela mais ampla maioria da população brasileira, mas que fica aterrorizada pela possibilidade de uma eleição indireta, feita pelo Congresso Nacional, onde muitos de seus membros são acusados de terem incorrido na prática de atos ilícitos”, observa Cardozo. Segundo o advogado, que defendeu Dilma no Congresso durante o processo de impeachment, não há mais dúvida de que o afastamento da presidenta eleita ocorreu sem que tenha sido praticado qualquer ato que configure crime de responsabilidade. Cardozo lembra na petição que o próprio Michel Temer apontou o desvio de poder de Eduardo Cunha, ao aceitar a abertura do processo de impeachment, em entrevista à TV Band, em abril. Disse Temer a jornalistas: “Veja que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado naquele comitê de ética (votado favoravelmente a não abertura do processo de cassação do então deputado Eduardo Cunha), é muito provável que a Senhora Presidente continuasse”.

“Carreira” de Aécio ficará mais contaminada

 – Primo de Aécio pode delatar Cemig/Andrade Gutierrez e precisa de proteção – Por Breno de Araújo – Jornalista Não é de hoje que o deputado Rogério Correia denuncia irregularidades durante os governos de Aécio Neves em Minas Gerais. Em 13 de outubro de 2015, os petistas Rogério Correia e o então deputado Professor Neivaldo, foram recebidos pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais, Eduardo Nepomuceno, e protocolaram no Ministério Público mais indícios ao inquérito 0024.13.003562-9 aberto para apurar as estranhas transações entre a Cemig e a empreiteira Andrade Gutierrez. O diretor do Sindeletro, Marcelo Correia, também participou da reunião. Rogério Correia e Professor Neivaldo, recebidos pelo promotor Eduardo Nepomuceno, protocolando mais indícios ao inquérito aberto para apurar as estranhas transações entre a Cemig e Andrade Gutierrez Infelizmente e estranhamente, o referido inquérito, aberto em 16 de abril de 2013, pelo MP, não avança. Vale lembrar que em março de 2017, Eduardo Nepomuceno foi transferido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) da 17ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público para a 12ª Promotoria de Juízo Criminal. Nepomuceno atuava em procedimentos contrários ao senador Zezé Perrella. Fica o alerta: é necessário que as autoridades tenham cuidado com a vida de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio. Afinal, o senador afastado afirmou, “tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”, ao combinar com Joesley Batista quem seria o responsável por pegar as malas com dinheiro. Quem é o primo de Aécio Neves, o que ele fez no governo e como ele pode enterrar de vez a carreira do senador afastado Viomundo Acabar com a “carreira” de Aécio Neves. Literalmente. É este o potencial de uma delação premiada de Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador afastado da presidência do PSDB que está preso em Minas Gerais. Primeiro, um alerta. Leia tudo o que vem a seguir com uma ponta de sal. É comum que se anunciem “delações premiadas” na mídia apenas para atingir objetivos obscuros. A IstoÉ, por exemplo, já antecipou como seria uma delação de Antonio Palocci. Pode ser mentira, pode ser uma forma de extorsão, pode ser um alerta a aliados, pode ser um pedido de socorro… O delator Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, primeiro disse que havia doado por fora R$ 1 milhão à campanha Dilma-Temer, em 2014. Depois, quando Dilma demonstrou que o cheque havia sido destinado ao vice-presidente, Otávio mudou sua versão, livrando Temer de qualquer embaraço. José Antonio Sobrinho, da Engevix, disse que havia entregue R$ 1 milhão ao coronel João Baptista Lima Filha, o coronel Lima, amigão de Temer, como forma de agradecimento pela obtenção de com contrato em Angra 3. Depois de sair da cadeia, em Curitiba, Sobrinho afirmou, sem esclarecer os detalhes, que não teria havido interesse das autoridades em sua delação premiada. Ou seja, o mercado das delações premiadas parece — insistimos, parece — contaminado por interesses políticos. Ou, simplesmente, pela força do dinheiro. O ex-braço direito do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de nome Marcelo Miller, simplesmente bandeou-se para a advocacia e participou do acordo de delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista. Deveria ser um escândalo alguém atuar nas duas pontas de uma investigação, mas estamos no Brasil… Frederico Pacheco de Medeiros, o primo de Aécio, é uma pessoa importante. O Lupa fez um resumo da carreira dele: FREDERICO PACHECO DE MEDEIROS Pacheco foi preso na quinta-feira (18) em sua casa, no condomínio Morro do Chapéu, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em seu currículo, desde 2003, acumula diversas passagens por cargos públicos. Em janeiro de 2003, Fred — como é conhecido — foi nomeado como secretário adjunto do governo mineiro de Aécio Neves. Permaneceu no cargo até outubro de 2006. A informação vem da gestão atual do Estado de Minas Gerais. No período eleitoral de 2006, entre julho e setembro, ele trabalhou na campanha de reeleição de Aécio. Em seguida, com a vitória do primo, em outubro daquele ano, reassumiu o cargo de secretário adjunto e lá ficou até junho de 2008. No mês seguinte, virou secretário geral do governo de Minas Gerais e lá permaneceu até março de 2010, quando retornou ao seu cargo antigo, como secretário adjunto do governo mineiro. Em 2011, quando Antonio Anastasia assumiu o governo com apoio de Aécio Neves, Fred foi nomeado diretor de Gestão Empresarial da Companhia Energética de Minas Gerais S.A. (Cemig). Em 2014, Fred trabalhou como administrador financeiro da campanha de Aécio Neves à Presidência da República. Fred deixou a Cemig em 2015. Fonte graduada do Viomundo em Minas Gerais diz que Frederico foi o articulador da venda de 1/3 das ações da estatal Cemig — a Companhia Energética de Minas Gerais — à empreiteira Andrade Gutierrez. Conforme denúncia publicada por nós, aqui, foi um negócio da China para a empreiteira: Para viabilizar o negócio, a Cemig comprou, em 2009, a participação da Andrade Gutierrez na Light do Rio de Janeiro por R$ 785 milhões, pagos à vista. A Andrade Gutierrez, por sua vez, deu R$ 500 milhões de entrada na compra de 33% das ações ordinárias da estatal mineira, ficando o restante do valor da compra, no total de R$ 1,6 bilhão, para pagamento em 10 anos com a emissão de debêntures a serem adquiridos pelo BNDES, a juros e taxas facilitadas. Na prática, a Andrade Gutierrez fez um negócio da China. De 2010 a 2013, recebeu mais de R$ 1,7 bilhão em dividendos da Cemig. O poder da empreiteira na estatal não se restringe à participação nesse item. No acordo de acionistas a Andrade Gutierrez garantiu, por meio de artifícios embutidos no documento, o direito de indicar seu representante na Diretoria de Desenvolvimento de Negócios e Controle Empresarial das Controladas e Coligadas, que simplesmente é quem conduz os investimentos da Cemig, em especial as grandes construções. Trocando em miúdos, a Andrade conduzia os investimentos da Cemig nas construções que ela, Andrade, era capacitada para fazer! Pelas gravações divulgadas pela Operação

Deputados de Minas são citados em delação da JBS

 – Pelo menos sete deputados mineiros que exercem mandato atualmente aparecem no acordo de colaboração premiada dos executivos da J&F, holding que controla a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.-  – No documento da Procuradoria Geral da República (PGR), obtido pelo Hoje em Dia, o diretor de Relações Institucionais e Governo do grupo J&F, Ricardo Saud, relata aos procuradores repasses a cinco deputados federais e dois estaduais, num total de R$ 2,3 milhões. Conforme o termo de colaboração assinado por Saud, os pedidos de dinheiro dos políticos eram apresentados, em regra, a ele, que então os levava a Joesley. Ainda segundo o delator, o método de pagamento era sempre determinado pelo político, podendo consistir em “doação oficial, pagamento de notas fiscais avulsas ou entrega em dinheiro em espécie”. Cash E foi justamente a modalidade dinheiro em espécie apontada como a escolhida pelos deputados federais Zé Silva (SD), Aelton Freitas (PR) e Marcos Montes (PSD), esses dois últimos conterrâneos de Saud, que nasceu em Uberaba, no Triângulo, cidade onde também já exerceu o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico. Segundo a delação, Aelton Freitas recebeu “R$ 200 mil em espécie em 22/9/2014, entregues por Ricardo Saud a Pio, sócio e amigo do deputado na antiga sede da J&F, em São Paulo”. Um dia depois teria sido a vez de Marcos Montes. De acordo com o documento, o político recebeu “R$ 200 mil em espécie em 23/9/2014, entregues por Ricardo Saud à secretária parlamentar Mara na antiga sede da J&F, em São Paulo”. Já Zé Silva, ainda segundo o delator, pegou “R$ 200 mil em espécie em R$ 19/9/2014, entregues por Ricardo Saud” no mesmo endereço na capital paulista. No caso do deputado federal Gabriel Guimarães, a delação aponta o recebimento de “R$ 200 mil em 3/9/2014, por meio de pagamento de nota fiscal avulsa emitida por Andrade Antunes e Henriques Advogados”. Localizado na praça Carlos Chagas, no Santo Agostinho, o escritório tem Gabriel Guimarães de Andrade no quadro societário. No anexo da colaboração premiada dedicado ao governador Fernando Pimentel (PT), ele é apontado como destinatário de um “repasse mensal de R$ 300 mil, enquanto era ministro do Desenvolvimento e Comércio de 6/8/2013 a 29/10/2014, feito por meio do escritório Andrade, Antunes e Henrique Advogados”. É o mesmo escritório que aparece na delação sobre Gabriel Guimarães. Segundo o delator, “o pagamento era feito mensalmente pela empresa (J&F) com nota fiscal emitida pelo referido escritório, no valor de R$ 300 mil, sem que o escritório prestasse qualquer serviço à empresa”. Campanha O senador afastado Aécio Neves (PSDB) também ganhou um capítulo à parte. O delator afirma que o então candidato à Presidência da República “orientou que a propina fosse distribuída para a compra de partidos políticos para que integrassem a coligação da candidatura de Aécio”. Como presidente nacional do PTdoB, o deputado federal Luis Tibé teria sido o destinatário de R$ 1 milhão. Segundo o delator, o dinheiro foi repassado via doação oficial ao diretório nacional em 15/9/2014. “Funcionou como intermediário das tratativas parao pagamento junto a Ricardo Saud, o deputado federal Luis Tibé”, diz o documento. O PTdoB oficializou a mudança do nome da legenda, rebatizada como Avante neste ano. Também em 15/09/2014, R$ 250 mil foram para o comitê financeiro regional do PTC, em Minas. “Funcionou como intermediário das tratativas para pagamento junto a Ricardo Saud, o sr. Anselmo Domingos”. Anselmo é deputado estadual e, desde 2002, é presidente estadual do Partido Trabalhista Cristão (PTC). Na mesma data das doações ao PTC e PTdoB, o PTN, cujo diretório estadual é presidido pela deputada estadual Arlete Gonçalves Magalhães, irmã do vereador Wellington Magalhães, recebeu, em doação oficial, R$ 250 mil, de acordo com o delator. Via Hoje em Dia

Delegados aecistas nada sabiam sobre o seu herói?

 – Aécio, o queridinho dos operadores da Lava Jato – Auler relembra os elogios ao “homem sério e de respeito”⁠⁠⁠⁠ Do Tijolaço, de Fernando Brito: Marcelo Auler, em seu blog, relembra detalhes do comportamento dos delegados da Operação Lava Jato – e também do juiz Sérgio Moro – diante de Aécio Neves, agora desmascarado e com um pedido de prisão pendente contra ele no STF. O policiais, tão capazes de saber de tudo e mais um pouco que pudesse ser atribuído a Lula e Dilma, não sabiam de nada sobre o senador tucano, para quem chegaram a montar um grupo de apoio eleitoral na internet. Aécio, o queridinho dos operadores da Lava Jato Marcelo Auler, em seu blog Outubro de 2014, no Facebook, acima de diversas fotos do candidato à presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, rodeado de vistosas mulheres, o delegado de Polícia Federal, Igor Romário de Paulo, chefe da Delegacia Regional do Combate ao Crime Organizado (DRCOR) no Paraná, apontado pelo agente Dalmey Fernando Werlang como autor da ordem para instalar um grampo ilegal na cela que receberia o doleiro Alberto Youssef, postou em um grupo fechado: “Este é o cara!”. Dias depois, às vésperas do segundo turno que reelegeu Dilma Rousseff, do PT, o delegado federal encarregado das investigações da Operação Lava Jato, Márcio Anselmo Adriano, comentou a notícia na qual Luiz Inácio Lula da Silva dizia que Aécio não era “homem sério e de respeito”. Márcio Anselmo escreveu: “O que é ser homem sério e de respeito? Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente Aécio não deve ser“. Não demorou muito e o delegado Mauricio Moscardi Grillo, que em sindicância concluiu que o grampo na cela de Alberto Youssef era inoperante, apesar de ele ter registrado 263 horas e 41 minutos de conversas – leia em Armação Federal II: “indisciplinas” do DPF Moscardi -, também deixou sua digital na campanha de Aécio. Abaixo do comentário de Márcio Anselmo, postou uma propaganda eleitoral do tucano segundo a qual Lula e Dilma sabiam de toda a corrupção do esquema da Petrobras, acrescentando: “Acorda!”. As postagens vieram a público em 13 de novembro daquele ano, já com a eleição definida. Foram reveladas na reportagem de Júlia Duailibi, em O Estado de S. Paulo: Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede. Continue lendo no blog do Marcelo Auler.

Andrea Neves pede prisão de Aécio

 – Para se safar da prisão, Andrea Neves joga a culpa no irmão –  –  Os advogados de defesa de Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) revogação da prisão preventiva e a respectiva comutação em medidas alternativas. O advogado Marcelo Leonardo diz que ela não tem participação nos crimes praticados pelo irmão. “O pedido do PGR (procurador-geral da República, Rodrigo Janot), e a decisão agravada (do ministro do STF, Edson Fachin), em verdade, apontam razões que, se existentes, poderiam ser aplicadas para a pessoa física do senador Aécio Neves, nunca para sua irmã Andrea, residente na região de Belo Horizonte e sem qualquer ação política pessoal”, justificou. “A jurisprudência dos Tribunais Superiores rejeita a tentativa de justificar prisão preventiva de uma pessoa com fundamentos aplicáveis a outra, por violação do princípio pessoalidade da responsabilidade penal, do qual decorre a imperiosa necessidade de individualização da fundamentação da prisão preventiva”, completou. Andrea Neves foi presa na última quinta-feira, em uma operação controlada da PF deflagrada na esteira da delação premiada feita pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, que atingiu em cheio Aécio Neves e Michel Temer. Na gravação feita por Joesley, Aécio aparece pedindo R$ 2 milhões em propina alegando que o dinheiro seria utilizado para pagar despesas com advogados da Lava Jato. “O único e isolado episódio que teve participação de Andrea Neves foi a sua conversa com o delator premiadíssimo Joesley, pessoa que até então ela não conhecia, como reconhecido pelo mesmo, quando lhe fez a solicitação de ajuda para custeio de despesas lícitas, mediante a oferta do imóvel de sua mãe, que foi recusada pelo delator premiadíssimo Joesley, que preferiu conversar, diretamente, com o senador Aécio Neves, cujo encontro foi marcado, com conhecimento de Andrea, a qual não teve mais nenhuma participação nos fatos, tendo cessado sua intervenção neste ponto”, ressalta outro trecho da ação da defesa de Andreia. Leia mais na Agência Brasil: Irmã de Aécio Neves pede liberdade ao Supremo A defesa de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), recorreu hoje (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ela possa deixar a prisão. Ela foi presa na última quinta-feira (18) pela Polícia Federal por determinação do ministro Edson Fachin. No recurso, o advogado Marcelo Leonardo pede a substituição da prisão por medidas cautelares de liberdade e afirma que Andrea Neves não pode ser responsabilizada por todos atos ilícitos supostamente praticados por seu irmão. Na investigação que foi aberta no STF, a irmã do senador é acusada de intermediar o pagamento de R$ 2 milhões pelo empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS. Em depoimento de delação, o empresário também afirmou que Andrea teria solicitado R$ 40 milhões para a compra de um apartamento. “Os argumentos aduzidos pelo procurador-geral da República e, em parte, admitidos pelo ministro relator, na decisão agravada, para, pretensamente, justificar a necessidade da segregação cautelar da agravante Andrea Neves da Cunha são estranhos a sua pessoa, eis que dizem respeito a seu irmão, senador Aécio Neves”, argumenta a defesa. Na semana passada, após Aécio Neves ser afastado do cargo pelo ministro Edson Fachin, a assessoria do parlamentar afirmou que ele está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. “No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público”. A defesa do senador informou que sua intenção era vender a Joesley um imóvel para pagar a dívida.