VITIMA DE RACISMO TEM TURBANTE ARRANCADO

 Ela teve o turbante arrancado e jogado no chão por um homem enquanto outros presentes atiravam cerveja nela. Além disso, sofreu xingamentos, ameaças e foi a última a sair da festa com medo de novas agressões.  Revista Fórum – A representante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e diretora da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG), Dandara Tonantzin Castro, foi agredida física e verbalmente na noite deste sábado (23) por um grupo de homens durante festa de formatura do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Dandara escreveu o seguinte relato sobre o caso na sua conta do Facebook: “A NOSSA PRESENÇA INCOMODA. Sobre o racismo em uma festa de formatura. Nessa semana participei da formatura dos meus amigos da engenharia civil – UFU. Na noite de ontem, no baile, fui de TURBANTE. No início muitos olhares incomodados, mas os vários elogios me acalmavam. Quase no fim da festa, já do lado de fora um cara branco, puxou meu turbante forte. Disse para ele soltar e saí. Quando passei por ele novamente, sozinha, ele puxou pela segunda vez, fiquei tão brava que gritei para ele não tocar no meu turbante. Ele acenou para os amigos virem, quando juntaram em uma rodinha um deles puxou o turbante da minha cabeça e jogou no chão. Quando fui catar, incrédula do que estava acontecendo, jogaram cerveja em mim. Muita cerveja. Fiquei cega, sai desesperada para achar meus amigos. Sabia que se ficasse ali poderia até ter mais agressões físicas. Meus amigos imediatamente chamaram a segurança (todos negros) que logo entenderam que se tratava de racismo e logo foram tira-los da festa. Um deles teve a cara de pau de falar ao segurança que não meu agrediu “só tirei aquele turbante da cabeça dela”. As namoradas (todas brancas) vieram pra cima de mim. Tentei explicar que era racismo, o cinismo prevaleceu e sem êxito sai de perto. Ficaram de cima dos seguranças pedindo para me tirar da festa também, como se a minha presença fosse um problema. Meus amigos ainda tentaram conversar mas o ódio cega. Quando fui no banheiro ainda tive que ouvir ameaças indiretas, sobre me bater e outras coisas terríveis que não consigo nem dizer aqui. Fomos os últimos a sair por medo de fazerem alguma coisa conosco do lado de fora. Negros na formatura? Na limpeza, segurança ou servindo. Me mantive forte muito tempo. Mas o racismo é cruel. Minha lágrimas estão molhando muito a tela do celular, só de pensar que estes e tantos outros passaram impunes. Tenho muito orgulho de ter formado um preto, pobre vindo do interior como o Filipe Almeida, seguimos com a certeza de que vamos resistir. #Racismo”

Janot quer Ruy Muniz novamente na prisão

  – Marido da deputada Federal Raquel Muniz poderá voltar para a prisão a qualquer momento – Ruy ganhou notoriedade nacional em função de sua prisão ter ocorrido no dia seguinte à votação da abertura de processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ocasião em que foi elogiado e citado como exemplo de gestor por sua esposa, a deputada Raquel Muniz (PSD), que, junto com outros familiares, também é investigada por envolvimento no esquema. Via Jornal Gazeta Procurador geral pede prisão de Ruy Muniz O procurador geral de Justiça, Rodrigo Janot Monteiro Barros, pediu o cancelamento do habeas corpus concedido ao ex-prefeito Ruy Muniz, na prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em setembro do ano passado, na “Operação Tolerância Zero”. Na manifestação apresentada ao Supremo Tribunal Federal, datada de 24 de fevereiro, mas que se tornou pública somente agora, o procurador geral argumenta que a prisão preventiva de Ruy Muniz – e de seus companheiros – se faz necessária para interromper ou diminuir a atuação da organização criminosa. O habeas corpus foi concedido pelo ministro Marco Aurélio Melo, que tem a função de analisar o pedido da Procuradoria Geral. No dia 16 de setembro de 2016, a desembargadora Márcia Milanez, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, concedeu a prisão preventiva contra Ruy Muniz e seu filho, Ruy Gabriel, além de Leonardo Andrade e Cristiano Junior. No dia 13 de outubro, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, concedeu o habeas corpus, mas como o então candidato Ruy Muniz passou a explorar a imagem do ministro no programa eleitoral de rádio e televisão, isso irritou Marco Aurélio, que pediu ao Procurador Geral de Justiça para averiguar o caso. No Superior Tribunal de Justiça o pedido de habeas corpus tinha sido negado. Porém, o processo retornou ao Fórum de Montes Claros. Como Ruy Muniz perdeu o foro privilegiado desde 31 de dezembro, por ter deixado de ser prefeito, todo processo retornou a comarca e está nas mãos do juiz Fausto Geraldo Ferreira, da 2ª Vara Criminal de Montes Claros. No entanto, surgiu um problema: como o STF tinha apenas concedido a liminar no pedido de habeas corpus, a desembargadora Márcia Milanez apenas suspendeu a prisão preventiva, para aguardar a análise do mérito. O juiz montes-clarense tem de decidir se refaz a liminar da desembargadora ou se manda prender o ex-prefeito Ruy Muniz. A operação Tolerância Zero, realizada pela Polícia Civil, acusou esquema de irregularidades na contratação de maquinário na Empresa Municipal de Obras e Serviços Urbanos (Esurb) e na aquisição de combustíveis pela empresa municipal, que teria beneficiado o então prefeito Ruy Muniz. No dia 16 de setembro a prisão preventiva dos acusados vazou para a imprensa e, com isso, Ruy Muniz e seu filho Ruy Gabriel conseguiram fugir da prisão. Os seus assessores Leonardo Andrade e Cristiano Junior foram presos pela Polícia Federal e ficaram mais de 30 dias no Presídio Alvorada.

Atlético e Cruzeiro na final do Campeonato Mineiro

 – Confronto na decisão do Estadual aconteceu pela última vez em 2014; campeão será conhecido no próximo dia 7 de maio –  Definidas as finais do Campeonato Mineiro. Atlético e Cruzeiro se enfrentarão na grande decisão do Estadual nos próximos domingos (dias 30 de abril e 7 de maio). O confronto volta a ser realizado após duas temporadas de hiato, uma vez que a Raposa acabou não regulando nas semifinais em 2015 e também em 2016. A última decisão estadual entre ambos, disputada em 2014, guarda boas recordações para os cruzeirenses, que após dois empates conquistaram o título, justamente no ano do bicampeonato brasileiro. Naquela mesma temporada, o Atlético conquistou a Copa do Brasil em cima da Raposa. Diferentemente de 2014, agora quem possui a vantagem do empate é o Atlético, que terminou a fase classificatória na primeira posição. O Cruzeiro, por sua vez, terminou em segundo.  

Montes Claros realiza e incentiva plantio de árvores

 – Com o propósito de tornar Montes Claros mais saudável, a atual administração municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vem executando e relançando vários programas de arborização em todo município. Desse processo de arborização podemos destacar o Projeto “Crescendo juntos”, que doa uma muda de árvore para cada criança nascida no município (aqui) e o “Ecocrédito”, programa que se tornou referencia nacional por recompensar o produtor rural que conservar nascentes e áreas de preservação permanente (aqui). Para o secretário Paulo Ribeiro, uma das principais metas da administração do prefeito Humberto Souto é arborizar a cidade para melhorar qualidade de vida. “Além de realizar o cultivo das espécies nas vias e áreas públicas da cidade, a Prefeitura tem incentivado os moradores a plantar espécies distintas de frutíferas nos quintais de suas residências, pois embelezam a paisagem e melhoram a qualidade do ar”.VídeoEstá circulando nas redes sociais um vídeo de um caminhão com mudas Frutíferas sendo destruídas por fiscais municipais. Estão tentando atribuir a ação ao município de Montes Claros. A verdade é que a ação não aconteceu em Montes Claros sendo possível perceber pela paisagem e pelo sotaque da fiscal que aparece no vídeo. O vídeo está sendo divulgado por opositores na tentativa de desestabilizar a administração de Humberto Souto.Além do mais, as medidas para evitar a propagação de pragas e doenças de animais e vegetais não são de responsabilidade do município e sim do Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento e, no Estado, Pelo Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA.

Para dividir a terra tanto sangue derramado

 – Na luta por um pedaço de chão – A tragédia anunciada e concretizada na manhã do dia 20 de abril, em Colniza interior de Mato Grosso, não é um fato isolado  A tragédia anunciada e concretizada na manhã do dia 20 de abril, em Colniza interior de Mato Grosso, não é um fato isolado, os dados têm mostrado a região onde o município se localiza como um dos mais violento do Estado de Mato Grosso, que é um dos estados mais violento do Brasil. Como já demonstra o Cadernos de Conflito no Campo, lançado pela CPT no dia 17 de abril de 2017. Essa onda de violência integra um avanço do modelo capitalista sobre os direitos dos trabalhadores sobre a apropriação dos recursos naturais, terra, minerais, água e etc. Avanço este potencializado pelo golpe que o Brasil esta vivendo, e por projetos de lei como a PEC 215 que dispõem sobre terras indígenas e quilombolas, a MP759 que dispõem sobre a reforma agrária e a PL 4059 sobre a compra de terras por estrangeiros, além de outra gama de projetos de lei e medidas provisória que não são criados no sentido de resolver os problemas do campo, mas de aumentar a concentração fundiária. Essa concentração que leva ao extermínio da biodiversidade, dos recursos naturais e das pessoas nas chamadas áreas de fronteiras. Colniza hoje chora a morte e o desaparecimento dessas pessoas abandonadas pelo Estado, como a dois anos choraram a morte de Josias Paulino de Castro e Irani da Silva Castro – dirigentes camponeses do município, assassinados dois dias após denunciar ameaças para o ouvidor nacional do INCRA. Mato Grosso chora por saber que há outras mortes anunciadas, e que nada esta sendo encaminhado no sentido de impedir essas novas tragédias, o Brasil chora pela repetição desses ocorridos, que marcam o mês de abril. Tragédias como El Dourado dos Carajás que dia 17 completou 21 anos de impunidade, e que deixa a sensação de que trabalhadores podem ser assassinados que nada acontecerá aos mandantes. Assim como tantas outras mortes, não divulgadas. Não podemos nos calar diante de tão grande dor, que nossa indignação alcance os responsáveis diretos e indiretos por este massacre, e que este não seja mais um caso de impunidade e que o estado não seja novamente conivente com os assassinos.  A cada companheiro tombado, nenhum minuto de silencio, mas toda uma vida de luta. Da Página do MST Leia também: Léo Andrade arma emboscada e Sem Terra são baleados – Momentos de terror viveram cerca de 300 pessoas cruelmente alvejados por pistoleiros. Capangas da Soebrás ferem sem terra à bala

Montes Claros na Trilha da Leitura

 – Projeto auxilia alunos da rede municipal em Montes Claros –  Com a proposta de desvendar a história da cidade por meio da cultura, artistas, escritores e lendas locais, a equipe do Projeto Montes Claros na Trilha da Leitura (MCTL), apresentou, este mês, no CEMEI São Marcos e nas escolas Dr. Alfredo Coutinho e Dr. Crisantino Borém, o espetáculo teatral: “Nas trilhas literárias de Montes Claros – Uma viagem encantada pela história de Montes Claros”. Em um paralelo entre a modernidade e o tradicional, a trama, que aborda a história da cidade desde o Arraial das Formigas até os dias de hoje, apresenta uma viagem pelos 160 anos da história de Montes Claros, em uma mistura de aventura, humor e conhecimento. As ações sãodesenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação, e acontecem em todas as escolas da rede, uma série de atividades, práticas e eventos para fomentar nos estudantes o gosto pela leitura, como: Cantinho da Leitura; História na Praça; História na Rádio; Dia L; Caravana da Leitura; Sarais; Concurso de Redações; Produção de Livros; Gincanas Literárias; Feiras Literárias; Festival de Dança; utilização de fantoches, músicas, jogos e brincadeiras em sala de aula. A apresentação do projeto é finalizada com uma peça de teatro encenada por integrantes da equipe do setor pedagógico da Secretaria de Educação. De acordo com Ellen Santa Rosa, as atrações teatrais têm ajudados os alunos a desenvolverem atividades dentro da sala de aula, inclusive auxiliando-os a se prepararem para o concurso “Reescrevendo Montes Claros”: “Estamos cada vez mais conscientes que o trabalho do Trilha da Leitura possibilita uma aprendizagem consistente e prazerosa. Sabemos que a história possibilita vivenciarmos emoções diversas, permitindo-nos entrar na narrativa”, destaca. Para a professora do Crisantino Borém, Simone Moreira, a aprendizagem ganha um significado especial com o Trilha da Leitura: “A emoção dos alunos durante e depois do teatro é comovente. Fizemos uma viagem pela história danossa cidade sem sair do lugar”, afirma a professora. Com informações da Secretaria de Educação. (Foto: Divulgação) Via ALANA FREITAS Jornal Gazeta

FMI voltou a mandar no País, após golpe

 – Os “bons tempos” voltaram. O Fundo Monetário Internacional, como na era FHC, sente-se à vontade para ditar o que o Brasil deve fazer. Ontem, divulgou documento dizendo que é que é “imperativo” que o Brasil aprove a reforma da previdência para restabelecer a sustentabilidade fiscal do país, noticia a Folha. Não é “imperativo” que haja justiça social. Não é imperativo que haja proteção e dignidade na velhice; artigo de Fernando Brito sobre a posição da instituição comandada por Christine Lagarde – Por Fernando Brito, editor do Tijolaço Os “bons tempos” voltaram. O Fundo Monetário Internacional, como na era FHC, sente-se à vontade para ditar o que o Brasil deve fazer. Hoje, divulgou documento dizendo que é que é “imperativo” que o Brasil aprove a reforma da previdência para restabelecer a sustentabilidade fiscal do país, noticia a Folha. Não é “imperativo” que haja justiça social. Não é imperativo que haja proteção e dignidade na velhice. Não é imperativo que haja equilíbrio fiscal para fazermos investimentos estruturais, não é imperativo que tenhamos mais energia, mais capacidade de explorar nosso petróleo recém descoberto, não é imperativo que possamos ampliar nossa presença econômica no mundo, nada disso. Segundo o FMI, nós e nossos companheiro de desgraçada sina na América Latina, temos é “perigo”, segundo Alejandro Werner, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI. O nosso “gerente”Alejandro Werner, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI as eleições previstas para “os países da América Latina nos próximos dois anos -Brasil, Chile, Paraguai, Colômbia, México e Argentina (legislativas)- pode gerar incertezas na região e, assim, atrasos na recuperação dos países”. Quem sabe o retorno ao abjeto “populismo” que privilegia o mercado interno, a produção, a renda, o consumo? Que o FMI dê palpite sobre os países que lhe têm dívidas – com todas as ressalvas que se possam fazer, ainda há a lógica do dinheiro devido, a do credor. Mas nós devemos estar , portanto, pior do que a Grécia, quando a “troika” – além do FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão da União Europeia dizima tudo o que o país deveria fazer. Ao menos, lá, eles lhe deviam os tubos. Porque, recorde-se, o “gastador” governo Lula não só saldou todos os débitos como ainda emprestou dinheiro à instituição. O curioso é que, se houvesse rigor técnico no FMI para além de seu interesse explícito de defender a manutenção de um governo dócil aos interesses do capital estrangeiro, a esta altura veira que a reforma previdenciária, do ponto de vista da contas públicas e de sua sustentabilidade, tornou-se um farrapo e, ainda assim, de aceitação duvidosa.

Odebrecht entrega provas da megaproprina de Temer

 – A Odebrecht apresentou aos investigadores da Lava Jato os extratos que comprovariam o pagamento da propina de US$ 40 milhões, equivalentes a R$ 126 milhões, acertada numa reunião presidida por Michel Temer, com a presença de Eduardo Cunha e do lobista João Augusto Henriques, ambos presos em Curitiba, segundo informam as jornalistas Camila Mattoso e Bela Megale. A maior parte do dinheiro foi paga em contas no exterior e o valor equivalia a 5% de uma contrato na área internacional da Petrobras que a presidente deposta Dilma Rousseff cortou em 43%. As cifras superam até os US$ 40 milhões estimados inicialmente. “De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões. Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, no casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na rua da Quitanda, para os demais. A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior”, reportam as jornalistas. De acordo com os delatores Márcio Faria e Rogério Almeida, não se tratou de doação eleitoral, mas sim de propina, uma vez que o valor correspondia a 5% de um contrato da Petrobras. Quando soube que o PMDB estaria roubando na Petrobras, Dilma determinou que Graça Foster, então presidente da estatal, cortasse o contrato quase pela metade. De acordo com uma pesquisa Vox Populi, hoje, 78% dos brasileiros defendem a cassação de Temer e 90% querem eleições diretas, para que o Brasil tenha um governo legítimo. Atualmente, segundo o filósofo Vladimir Safatle, o futuro de cada brasileiro está sendo decidido por corruptos.

Protestos na entrega da Medalha da Inconfidência

Segundo Sind-UTE MG, ato contra reformas do governo Temer reuniu cerca de cinco mil pessoas foram da área da cerimônia.  – Grupos protestam em Ouro Preto contra a reforma da previdência e governo Temer – A entrega da Medalha da Inconfidência foi marcada por protesto de servidores, sindicatos e movimentos sociais nesta sexta-feira (21) em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE MG), o ato na Praça da Rodoviária reuniu cinco mil pessoas. A Polícia Militar não divulgou número de participantes.O protesto foi contra as reformas da previdência, trabalhista e contra a terceirização. Conforme o sindicato, houve grande adesão de professores e trabalhadores da educação, que também cobram o pagamento retroativo do piso nacional. Houve um início de confusão quando um policial tentou rebocar um carro dos manifestantes.A coordenadora-geral do Sind-UTE e presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, participou do ato. Ela estava entre os agraciados com a medalha, mas decidiu não se juntar às personalidades homenageadas. O sindicato informou que ela agradeceu a indicação, mas entendeu que deveria ficar ao lado da categoria. PROCISSÃO TEVE “FORA TEMER” E “VOLTA QUERIDA” NOS TAPETES Na procissão da ressurreição de Cristo de Ouro Preto, região Central de Minas Gerais, além dos tradicionais símbolos da Igreja Católica, os tapetes de serragem tinham a frase “Fora Temer”.

Pimentel enaltece liberdade, justiça social e democracia

 – Durante entrega da Medalha da Inconfidência, o Governador destacou exemplos do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, homenageado no evento, e de Tiradentes na defesa da igualdade de direitos – Pimentel relembrou a Inconfidência Mineira para exaltar a importância de um “sistema jurídico perfeito”, para evitar danos irreparáveis –  “PROCESSO PENAL NÃO PODE SER ATROPELADO PELA ANSIEDADE DE CONDENAR”  O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), falou em perseguição ao fazer uma referência indireta à Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Segundo o petista, existe uma “teia de acusações que lembram as alcovas da conjuração mineira”. “As acusações, quando a serviço de estratagemas, morrem; os acusadores morrem; mas a injustiça contra as vítimas da acusação infundada é incontrolável, e irreparável. Por isso o devido processo penal não pode ser atropelado pela ansiedade de condenar, de execrar, de justiçar”, afirmou ele, nesta sexta-feira (21), no evento em homenagem a Tiradentes e ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. O chefe do executivo disse o País precisa de uma reconstrução. Para Pimentel, o sistema jurídico perfeito não é aquele que “se alimenta de estardalhaço”, mas o que não teme buscar “silenciosamente” as provas “e não apenas versões”. Delatores afirmam que o petista recebeu propina para atender interesses da OAS quando era ministro da presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff. Agência Minas – A defesa da luta incessante pela liberdade, pela justiça social, a democracia e a igualdade de direitos marcaram o discurso do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, nesta sexta-feira (21/4), durante a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto, Território Metropolitano. A cerimônia teve como principal homenageado, in memoriam, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Pimentel destacou os exemplos de Mandela e Tiradentes como dois dos principais líderes a serem seguidos para “superar as dificuldades e os impasses surgidos na sociedade”. “Estamos hoje aqui reunidos para celebrar a memória de dois homens, dois heróis, dois símbolos. Tiradentes, nosso patrono, e Nelson Mandela, nosso homenageado. Ambos são personagens que permanecem no Panteão da História representando o ideal mais sublime da cidadania, o valor mais sagrado de qualquer Nação: a liberdade”, disse. O governador afirmou ser dever histórico relembrar o suplício a que Tiradentes foi submetido em 21 de abril de 1789, assim como os 27 anos de prisão arbitrária e injusta impostos à Nelson Mandela. “Nesta marcha tormentosa do século 21, vamos encontrar, na personalidade singular de Nelson Mandela, uma referência que, trazendo o drama existencial de Tiradentes para o nosso tempo, sintetiza a saga daqueles que lutam pela dignidade humana e se sacrificam pela liberdade e pela paz”. Ações espetaculosas Pimentel destacou que o conflito entre o ódio e a tolerância, o preconceito e a solidariedade, o absurdo e a lucidez “parece hoje enredar o mundo e o nosso país numa discórdia sem fim”. “Basta olhar em torno, no ambiente próximo ou no mais distante para ver, por toda parte, sinais de opressão e violência, radicalismo e confronto. Desrespeito aos direitos individuais, às garantias legalmente consolidadas, aos mais básicos preceitos da convivência humana, tudo isso vai se tornando corriqueiro nos tempos que vivemos. Falo do angustiante drama dos refugiados de guerra, da migração forçada de milhares de seres humanos afetados pela crise econômica, do desemprego cruel, da miséria e da fome injustificáveis num mundo capaz de produzir abundância e distribuir escassez. Mas falo também das perseguições políticas, religiosas, ou raciais, muitas delas respaldadas por processos claramente parciais, onde a violência e o desrespeito se ocultam atrás de ações espetaculosas, nas quais a intenção de justiçamento e não de justiça fica cada dia mais evidente”. Segundo o governador, podemos encontrar na personalidade de Nelson Mandela, uma referência que, trazendo o drama existencial de Tiradentes para o nosso tempo, sintetiza a saga daqueles que lutam pela dignidade humana e se sacrificam pela liberdade e pela paz. “É em meio às brumas do presente que devemos buscar as luzes do futuro. O País dos Inconfidentes não escapa aos ventos devastadores da crise que abre o milênio. A lição de Mandela, como a do grande Alferes, vem do sofrimento desumano a ele imposto. A vitória ainda em vida conquistada pelo líder africano, ao término da longa jornada de perseguição, é um privilégio que o nosso mártir Tiradentes não alcançou. Mas de ambos recebemos a palavra de fé e perseverança em pleno martírio. O exemplo de firmeza e cautela, altivez e resistência”, ressaltou. O tempo, agora, segundo Pimentel, pede reconstrução. “Aspiramos a liberdade e almejamos a justiça, hoje solapadas por uma teia de acusações que lembram as alcovas da Conjuração Mineira. Naquele episódio fundante da nossa nacionalidade, Tiradentes foi protagonista involuntário de um espetáculo e não de um processo justo. Foi protagonista da busca ardilosa de uma expiação calculada, feita mais para encobrir do que para revelar, feita mais para distrair a razão do que para iluminá-la, feita, enfim, para condenar previamente e não para buscar a verdade”. Justiça Pimentel relembrou a Inconfidência Mineira para exaltar a importância de um “sistema jurídico perfeito”, para evitar danos irreparáveis. “As acusações, quando a serviço de estratagemas, morrem. Os acusadores morrem. Mas a injustiça contra as vítimas da acusação infundada, essa é incontornável e irreparável. Por isso, o devido processo penal não pode ser atropelado pela ansiedade do condenar, de execrar, de justiçar. Um sistema jurídico perfeito não é aquele que se alimenta do estardalhaço. É aquele que silenciosamente não teme encarar os fatos e buscar as provas – e não apenas as versões – e constrói as decisões com serenidade e isenção. Quando uma sociedade se rende aos clamores de vingança, ela se rebaixa, deixa de ser republicana e democrática e retrocede ao estágio mais primitivo da trajetória humana. Urge pois defender a democracia e os valores republicanos. Democracia e república que se fundam na igualdade de direitos, na transparência e na supressão do ódio. Que têm a tolerância e a convivência com as diferenças como princípios éticos e prática política, tal como pregou Mandela”, defendeu. Por fim, o