“Fui chamada de vaca 600 mil vezes”

– Dilma Rousseff concedeu entrevista ao jornal estadunidense The New York Times. Na entrevista, veiculada em inglês e espanhol, Dilma reforçou o caráter machista do golpe e ressaltou que é preciso eleições para que haja estabilidade política e econômica no país. “É eminentemente um governo contra a mulher” disse sobre o governo golpista. Segundo a presidenta, há diferentes padrões para homens e mulheres: “Eles me acusavam de ser excessivamente dura e áspera, enquanto um homem seria considerado firme e forte. Ou eles diriam que eu era muito emocional e frágil enquanto um home teria sido considerado sensível. Eu era vista como alguém obcecada com o trabalho, enquanto um homem teria sido considerado trabalhador. Também tinham várias outras palavras rudes usadas. Eu fui chamada de vaca umas 600 mil vezes”. Para Dilma isso é algo recorrente na política, pois “as mulheres enfrentam uma discriminação desproporcional”, o que não significa que as mulheres sejam fracas, pelo contrário, as mulheres são “muito resilientes e muito capazes”. Quando perguntada sobre o que ela aprendeu sobre si mesma durante o período do golpe, Dilma afirmou que a vida demanda coragem. “Eu tive, durante minha vida, que enfrentar dois golpes: um pelos militares e outro pelo Congresso. Em um teve ameaças físicas de ser presa e torturada, no outro uma ameaça maior ainda para todo o povo brasileiro, os direitos dos cidadãos e a democracia”. Sobre as eleições Dilma ressaltou que não importa quem ganhe, contanto que seja um jogo limpo, e que o vencedor traga estabilidade política, e reforça: “Mas é preciso que tenham eleições”. Para Dilma não é vergonha perder uma eleição, o que é vergonhoso é não saber perder uma eleição, “Você não pode mudar as regras do jogo enquanto ele está sendo jogado”. “Foi durante meu governo que superamos a pobreza”, disse Dilma, consciente de que seu legado será as políticas sociais criadas em seu governo. A presidenta legítima encerrou a entrevista afirmando que “agora a população sabe que eles podem. Nós provamos que uma das principais fontes de riqueza do Brasil é seu povo”. Leia as versões em inglês e em espanhol no site do jornal.
Igreja encerra Semana Santa defendendo a família

Por Girleno Alencar – Gazeta – A Semana Santa foi encerrada pelo arcebispo metropolitano de Montes Claros, Dom José Alberto Moura, domingo à noite, na Catedral Metropolitana, quando celebrou a missa de ressureição e fez apelo em defesa da família tradicional, salientando que os cristãos comemoram o dia especial, pois, historicamente,é a superação da morte, fé baseada na ressureição de Jesus. Ele lamentou que o ser humano – que deveria produzir e cuidar de vidas -procuraa morte, com guerras por interesses econômicos, ou na disputa por territórios de outros. O arcebispo lamentouser o Brasil um dos maiores produtores de armas do mundo. Ainda na sua mensagem, o arcebispo citou o caso vivenciado pelo papa Paulo VI, quando tentaram convencê-lo a liberar os mecanismos contraceptivos, que provocariam a morte de quem sequer tinha nascido ainda. Dom José Alberto Moura salientou ainda que o mundo é cheio de injustiças e, com isso, muitas leis da economia, para atender apenas pequenos grupos, afetem os excluídos da sociedade e, assim, desqualifiquem as famílias. Nesse aspecto, o arcebispo citou as religiões que apresentavam várias divindades, inclusive com a oferta de crianças a essas divindades. Jesus Cristo, segundo ele, é diferente, pois não é apenas um criador de uma religião. Desde quinta-feira da Semana Santa, os católicos participaram dediversas atividades em Montes Claros, como procissões, vigílias e até mesmo peças teatrais relatando o drama vivido por Jesus Cristo. Nesse ano, as atividades foram realizadas em todas as paróquias de Montes Claros, descentralizando as atividades.
MORO AFRONTOU PACTO DE DIREITOS CIVIS

– A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta terça-feira, 18, recurso contra a decisão do juiz Sérgio Moro que exigiu a presença do ex-presidente nas audiências de 87 testemunhas arroladas por ele sua defesa (leia mais). Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, a decisão de Moro não tem amparo legal e resulta em “tratamento diferenciado em relação às testemunhas de acusação”. “Aquele Juízo afrontou o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos acolhido pela ONU (Decreto nº 592/1992 – artigo 14, 3, “e”), que assegura ao jurisdicionado o direito ‘De interrogar ou fazer interrogar as testemunhas de acusação e de obter o comparecimento e o interrogatório das testemunhas de defesa nas mesmas condições de que dispõem as de acusação’”, diz Zanin em nota. A defesa de Lula pede ainda que, caso o pedido seja negado, que o juiz Sérgio Moro explique qual dispositivo legal embasou a decisão. “Caso assim não se decida, requer-se, ainda, sem prejuízo das medidas cabíveis, seja explicitado qual a previsão legal em que Vossa Excelência se baseou para proferir a r. decisão embargada, para que a defesa tenha pleno conhecimento do processo que orientou tal decisum e de todas as consequências jurídicas a ela inerentes”, afirma. Leia na íntegra a nota: “Nota Protocolamos hoje (18/04) recurso dirigido ao juiz da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba (“embargos de declaração”), relativo à Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 mostrando que a decisão proferida ontem, exigindo a presença do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências em que serão ouvidas as testemunhas arroladas por nós, seus advogados, não tem amparo legal. Demonstramos que o processo penal deve seguir o princípio da legalidade estrita, de modo que o juiz não pode inovar ou criar situações ou penas que não estejam expressamente previstas na lei. Mostramos, ainda, que mais uma vez aquele Juízo afrontou o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos acolhido pela ONU (Decreto nº 592/1992 – artigo 14, 3, “e”), que assegura ao jurisdicionado o direito “De interrogar ou fazer interrogar as testemunhas de acusação e de obter o comparecimento e o interrogatório das testemunhas de defesa nas mesmas condições de que dispõem as de acusação”. A exigência do comparecimento de Lula às audiências para ouvir as testemunhas arroladas por seus advogados resulta em tratamento diferenciado em relação às testemunhas de acusação. Ao final do recurso, formulamos os seguintes pedidos: “Diante de todo o exposto, requer-se sejam conhecidos e providos os presentes embargos de declaração para o fim de suprir as omissões retro apontadas, de modo a tornar facultativa — e não obrigatória — a presença do Embargante nas audiências destinadas à oitiva de testemunhas, tal como deflui da Constituição Federal, dos Tratados Internacionais que o Brasil subscreveu e da legislação infra-constitucional. Caso assim não se decida, requer-se, ainda, sem prejuízo das medidas cabíveis, seja explicitado qual a previsão legal em que Vossa Excelência se baseou para proferir a r. decisão embargada, para que a defesa tenha pleno conhecimento do processo que orientou tal decisum e de todas as consequências jurídicas a ela inerentes. Cristiano Zanin Martins”
LAVA JATO ATINGIRÁ MEMBROS DO JUDICIÁRIO

– “Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação”, diz a ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça Eliana Calmon, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo Ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon voltou a estocar colegas de toga corrompidos pelo poder central – como já havia feito em 2011 ao criticar a “maledicência” dos juízes. Naquele ano, quando esteve à frente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e provocou a irritação de associações da magistratura, Eliana foi alvo de duras críticas ao apontar a existência de bandidos por trás das togas. Agora, em entrevista publicada na Folha de S.Paulo deste domingo (16), a magistrada volta à carga e, na esteira dos desdobramentos da Operação Lava Jato, diz que as investigações atingirão juízes. “A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação. Muita coisa virá à tona”, diz Eliana, mantendo as críticas ao cenário da magistratura. “Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram”, acrescenta. A ministra aposentada também faz menção ao risco de acordão entre políticos para escapar da punição. “Vejo essa possibilidade, sim, pelo número de pessoas envolvidas e pela dificuldade de punição de todas elas. O Congresso Nacional já está tomando as providências para que não haja a punição deles próprios. Eles estão com a faca e o queijo na mão. É óbvio que haverá uma solução política para livrá-los, pelo menos, do pior”, afirma. Ao responder à pergunta sobre a demora em a Lava Jato atingir nomes PSDB, Eliana foi na direção do que disse Emílio Odebrecht, patriarca da empreiteira, a respeito do longo histórico de ilícitos entre políticos e agentes privados. “Eles [investigadores] começaram pelo que estava mais presente, em exposição, num volume maior. Toda essa sujeira, essa promiscuidade não foi invenção nem de Lula nem do PT. Já existe há muitos e muitos anos. Só que se fazia com mais discrição, ficava na penumbra. Isso veio à tona a partir do mensalão, e agora com o petrolão. Na medida em que foram ampliando essa investigação vieram os outros partidos. Estavam todos coniventes, no mesmo barco. Aliás, o PT só chegou a fazer o que fez porque teve o beneplácito do PSDB e do PMDB”, observou a ministra, dizendo-se surpresa com a inclusão dos nomes dos senadores José Serra (PSDB-SP) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), hoje ministro das Relações Exteriores, na lista de Fachin. Leia a íntegra da entrevista: Folha – Como a senhora avalia a lista dos investigados a partir das delações? Eliana Calmon – Eu não fiquei surpresa. Pelo que já estava sendo divulgado, praticamente todos os grandes políticos estariam envolvidos, em razão do sistema político brasileiro que está apodrecido. Algum nome incluído na lista a surpreendeu? José Serra (senador do PSDB-SP) e Aloysio Nunes Ferreira (senado licenciado, ministro das Relações Exteriores, também do PSDB-SP). A Lava Jato poderá alcançar membros do Poder Judiciário? No meu entendimento, a Lava Jato tomou uma posição política. É minha opinião pessoal. Ou seja, pegou o Executivo, o Legislativo e o poder econômico, preservando o Judiciário, para não enfraquecer esse Poder. Entendo que a Lava Jato pegará o Judiciário, mas só numa fase posterior, porque muita coisa virá à tona. Inclusive, essa falta tem levado a muita corrupção mesmo. Tem muita coisa no meio do caminho. Mas por uma questão estratégica, vão deixar para depois. Como a senhora avalia essa estratégia? Acho que está correta. Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram. Há aquela ideia de que não se deve punir o Poder Judiciário. Nas entrevistas, Noronha [o atual corregedor nacional, ministro João Otávio de Noronha] está mais preocupado em blindar os juízes. Ele diz que é preciso dar mais autoridade aos juízes, para que se sintam mais seguros. Caminha no sentido bem diferente do que caminharam os demais corregedores. Como a Lava Jato impacta o Judiciário? O que deve ser aperfeiçoado? Tudo (risos). Nós temos a legislação mais moderna para punir a corrupção. O Brasil foi obrigado a aprovar algumas leis por exigência internacional em razão do combate ao terrorismo. Essas leis foram aprovadas pelo Congresso Nacional, tão apodrecido, porque eles entendiam que elas não iam “pegar” aqueles que têm bons advogados, que têm foro especial. Foram aprovadas também porque precisavam dar uma satisfação à sociedade depois das manifestações populares em junho de 2013. Os tribunais superiores têm condições de instaurar e concluir todos esses inquéritos? O STJ vem se preocupando admitir juízes instrutores que possam desenvolver mais rapidamente os processos. Embora a legislação seja conivente com a impunidade, é possível o Poder Judiciário punir a corrupção com vontade política. É difícil, porque tudo depende de colegiado. Muitas vezes alguém pede vista e “perde de vista”, não devolve o processo. Precisamos mudar a legislação e tornar menos burocrática a tramitação dos processos. Hoje, o Judiciário está convicto de que precisa funcionar para punir. Essa foi a grande contribuição que o juiz Sergio Moro deu para o Brasil. Eu acredito que as coisas vão funcionar melhor, mas ainda com grande dificuldade. Como deverá ser a atuação do Judiciário nos Estados com os acusados sem foro especial? Hoje, o Judiciário mudou inteiramente. Todo mundo quer acompanhar o sucesso de Sergio Moro. Os ventos começam a soprar do outro lado. Antigamente, o juiz que fosse austero, que quisesse punir, fazer valer a legislação era considerado um radical, um justiceiro, como se diz. Agora, não. Quem não age dessa forma está fora da moda. Está na moda juiz aplicar a lei com severidade. Como o STF deverá conduzir o julgamento dos réus da Lava Jato? Eles vão ter que mudar para haver a aceleração. Acho um absurdo o ministro Edson Fachin, com esse trabalho imenso nessas investigações da Lava Jato, ter a distribuição de processos igual à de todos os demais ministros. Isso precisa mudar. Como avalia o desempenho da presidente do STF,
JN MASSACRA LULA E ESQUECE TEMER

– Enquanto isso… quanto mais a golpista Globo bate, mais Lula cresce. Igual massa de bolo – O ex-presidente Lula foi o político mais atacado pelo Jornal Nacional após a divulgação da chamada “lista de Fachin” – relação de 105 pessoas investigadas no Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Lava Jato, tornada pública na última sexta-feira 11, de acordo com um levantamento feito pelo portal Poder 360. De 4 horas, 24 minutos e 51 segundos dedicados a reportagens sobre o tema, o JN separou 33 minutos e 32 segundos para Lula. O segundo nome mais mencionado pelo principal telejornal da TV Globo é o de Dilma Rousseff, com 18 minutos e 7 segundos. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), campeão em número de inquéritos (cinco), entre os quais é acusado de receber R$ 50 milhões em propina em troca de favores em projetos do setor elétrico, recebeu metade do tempo de Lula: 16min27seg. José Serra, acusado de ter recebido milhões em caixa 2 em suas campanhas, entre eles os R$ 23 milhões em uma conta no exterior, vem em seguida de Aécio, com pouco mais da metade do tempo: 9min03seg. Já Michel Temer, citado por delatores por ter participado de uma reunião em que foi combinado o repasse de 40 milhões de dólares em propina pela Odebrecht ao PMDB, parece ter sido esquecido pelo telejornal. O atual presidente foi alvo de uma reportagem de 5 minutos e teve o vídeo em que se defende exibido pelo JN. Temer não é alvo de investigação porque o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, valeu-se de um entendimento equivocado para dizer que o presidente desfruta de “imunidade temporária”, uma vez que a Constituição anota que “o presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”. No entanto, o veto constitucional não impede que o presidente seja investigado. Esse entendimento foi reconhecido em despacho assinado no dia 15 de maio de 2015 pelo então ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo. No âmbito da Lava Jato, existem elementos para a abertura de pelo menos dois inquéritos contra Temer.
Lula vence em todos cenários em 2018

– Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi e divulgada nesta terça-feira 18 pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) revela que o ex-presidente Lula venceria já em primeiro turno caso a eleição presidencial fosse hoje. Confira os dados da pesquisa divulgados pela central sindical: Lula vence no primeiro e segundo turnos em todos os cenários pesquisados para 2018 – Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula Para 50% dos brasileiros, Lula é o melhor presidente que o País já teveO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua tendo, apesar de todo o ataque midiático, a preferência dos brasileiros. Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta terça-feira (18), aponta que, se as eleições presidenciais fossem hoje, Lula seria eleito em primeiro turno em todos os cenários pesquisados. De acordo com os dados divulgados, Lula tem de 44% a 45% dos votos válidos contra 32% a 35% da soma dos adversários nos três cenários da pesquisa estimulada. São os votos válidos, excluídos os nulos, em branco e abstenções, que valem para definir o resultado das eleições. Na comparação com Aécio (13% em dezembro e 9% em abril), Lula subiu de 37% em dezembro para 44% em abril. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu de 7% para 11% das intenções de voto. Marina se manteve com 10% e Ciro Gomes (PDT-CE) os mesmos 4%. A soma dos adversários é de 34% dos votos válidos, os únicos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Na comparação com Alckmin (10% em dezembro e 6% em abril), Lula sobe para 45% contra 38% em dezembro. Bolsonaro subiu de 7% para 12%. Marina caiu de 12% para 11% e Ciro de 5% para 4%. A soma dos adversários é de 33% das intenções de votos. Na comparação com Doria, Lula tem 45% das intenções de voto; Marina e Bolsonaro empatam com 11%; Ciro e Doria empatam com 5%; ninguém/ bancos/nulos têm 16%; não sabem/não responderam têm 7%. A soma dos adversários é de 32%. Nas simulações de segundo turno, Lula também vence todos os candidatos. Se as eleições fossem hoje, Lula venceria Aécio Neves (PSDB-MG) por 50% a 17% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por 51% a 17%; Marina Silva (Rede-AC) por 49% a 19%; e João Doria (PSDB-SP) por 53% a 16%. Lula é o mais citado espontaneamenteNo voto espontâneo, quando os entrevistados não recebem as cartelas com os nomes dos candidatos, Lula também vence todos os possíveis candidatos. Lula tem 36% das intenções de voto – em dezembro eram 31%; Doria surgiu com 6% das intenções. Aécio, Marina e Alckmin registraram queda de intenção de votos em relação à pesquisa realizada em dezembro do ano passado. Aécio caiu de 5% para 3%; Marina, de 4% para 2%; FHC, de 3% para 1%; e, Alckmin, de 2% para 1% – 8% disseram que votariam em outros; ninguém/branco/nulo totalizou 14% e não sabe/não responderam 29%.Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, “quanto mais os brasileiros conhecem o presidente ilegítimo e golpista Michel Temer, mais avaliam seu desempenho como ruim e péssimo (65%) e mais sentem saudade do ex-presidente Lula”. Vagner avalia que as medidas de arrocho, como o desmonte da Previdência (reprovado por 93% dos brasileiros) e a terceirização (reprovada por 80%), também contribuem para o crescimento das intenções de voto em Lula. Para ele, Temer é um presidente sem projeto para o país, que não pensa na geração de emprego e renda; só pensa em ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores e essa é das maiores razões para a avaliação negativa do ilegítimo. Quanto mais o povo conhece Temer, melhor avaliado é LulaAlgumas perguntas feitas pela pesquisa CUT-VOX confirmam a tese do presidente da CUT. Para 50% dos entrevistados, Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve (em dezembro eram 43%). O segundo colocado é FHC, que registrou queda na preferência do povo: 11% em abril contra 13% em dezembro/2016. Apesar do massacre da mídia e da perseguição do Judiciário nos últimos anos, a maioria dos brasileiros diz que ele é trabalhador (66%), um líder e um bom político (64%), bom administrador/competente (58%), é capaz de enfrentar uma crise (58%), entende e se preocupa com os problemas das pessoas (57%), é sincero/tem credibilidade (45%) e é honesto (32%). Aumentou para 57% o percentual de brasileiros que acham que Lula tem mais qualidades que defeitos (35%). Em dezembro do ano passado, 52% achavam que ele tinha mais qualidade e 39% mais defeitos. Também aumentou para 66% (em dezembro eram 58%), o percentual dos entrevistados que acham que Lula cometeu erros, mas fez muito mais coisas boas pelo povo e pelo Brasil. Já os que acham que ele errou muito mais do que acertou caiu de 34% em dezembro para 28% em abril. Já em relação aos que admiram Lula, apesar da perseguição cruel da Lava Jato, aumentou de 33% para 35% o percentual dos que admiram Lula. Em dezembro de 2016, 33% dos entrevistados admiravam/gostavam muito de Lula; em abril o percentual aumentou para 35%. Já o percentual dos que não admiram/nem gostam caiu de 37% no ano passado para 33% este ano. O mais admirado e também o presidente que melhorou a vida do povo. Para 58% dos brasileiros, a vida melhorou nos 12 anos de governos do PT, com Lula e Dilma. Apenas 13% disseram que piorou e 28% responderam que nem melhorou/nem piorou. A pesquisa CUT-VOX POPULI foi realizada entre os dias 6 e 10 de abril e entrevistou 2000 pessoas, em 118 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%. Foram ouvidas pessoas com mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, Regiões Metropolitanas e no interior. Com informação dos sites do PT e da CUT Confira aqui a íntegra da pesquisa.
Amelina conta história para as crianças da LBV

Por Alana Freitas – GazetaEm comemoração ao Dia Internacional do Livro Infantil, celebrado nesta terça-feira (18), a Legião Boa Vontade recebeu na última semana, em seu Centro Comunitário de Assistência Social, a visita da escritora Amelina Chaves, sócia ativa da Academia Montesclarense de Letras e presidente da Associação dos Repentistas do Norte de Minas, natural da cidade de Francisco Sá (MG). Além de suas obras literárias infantis como: A Boneca de pano, A revolta das frutas, A bruxa que não gostava de escola, publicou ainda O andarilho do São Francisco, Ventania, Folclore, Quitute e amor, e outras, somando-se 23 obras. A escritora foi recebida com muito carinho pelas crianças e adolescentes atendidos na Instituição, conheceu as novas instalações da LBV e reuniu-se com a garotada para falar um pouco de sua vida e contar a história que está em uma de suas principais obras infantis: “A Boneca de Pano”. Amelina destacou também a importância da leitura na infância, enfatizando sempre o valor das brincadeiras, da alimentação saudável, além de uma boa educação. Crianças e adolescentes ficaram encantados com a história que ela contou e com exemplares de outros livros que ela apresentou. “Eu gostei muito! Ela relatou que na época em que ela era criança não havia bonecas como nos dias de hoje. Então, ela fez uma boneca de pano, deu o nome de Mimi e resolveu escrever o livro contando a estória da boneca Mimi. Eu gostei também do livro da ‘Bruxa que não gostava de ir à escola’. Foi muito bom participar e ouvir uma história contada pela escritora. Aprendi que tudo que fizermos com amor é bom para a gente mesmo”, afirmou Maria Heloísa Batke, 13 anos. “Eu acho o trabalho do escritor Paiva Netto grandioso principalmente pela espiritualidade, percebo a grandiosidade no carinho das crianças que me receberam. São extremamente educadas, nos afirmando a qualidade do atendimento que elas recebem na LBV. É um programa muito importante que deveria ser usado como exemplo de educação para as escolas”, pontuou a escritora. Finalizando as comemorações, as crianças entregaram à escritora um cartão, produzido por elas, em agradecimento pela presença e contação de história. “Estou muito feliz por estar aqui, isso me faz crescer, alimenta meu espirito, me dá ânimo e muito vigor para continuar. Quero mais e mais colaborar com a LBV que alavanca a salvação da nossa juventude”, afirmou a escritora. Por meio do Programa Criança: Futuro no presente! A Legião da Boa Vontade atende crianças e adolescentes, de 6 a 15 anos, oferecendo além da alimentação, a complementação escolar para a melhoria do aprendizado, kit pedagógico, uniforme e Oficinas nas áreas de esporte, cultura ecumênica, arte e lazer, despertando os atendidos para a vivência de valores morais, éticos e espirituais. Quem quiser conhecer a entidade ou colaborar, pode ir até a sede do Centro Comunitário de Assistência Social da Instituição, em Montes Claros, que está localizado na Rua Nicarágua, 205 – Independência. Para outras informações, basta acessar www.lbv.org.br ou ligar no (38) 3221 – 0636. (Foto: Divulgação)
FHC NEGA PACTO PARA CONTER LAVA JATO

– O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou nesta terça-feira 18 ter participado de um pacto com o ex-presidente Lula e o atual presidente, Michel Temer, para tentar barrar a Lava Jato até 2018, a fim de garantir a sobrevivência da classe política. Segundo reportagem da Folha divulgada na semana passada, “apartamentos de autoridades e restaurantes sofisticados serviram para que aliados dos líderes políticos discutissem medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja, nas palavras de articuladores desse acordo, exterminado até 2018”. “Saiu no Brasil que eu, o Lula e o Temer estamos fazendo uma operação para parar com a Lava Jato. Qual é o fato? Eu não me encontrei com eles, só me encontrei socialmente”, disse FHC, em Lisboa, onde participa do 5º Seminário Luso-Brasileiro de Direito, organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes. A matéria sobre o pacto dizia ainda que “o bom trânsito com os dois ex-presidentes e com Temer credenciou o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da corte Gilmar Mendes como dois dos principais emissários nessas conversas”. Gilmar também negou o texto do jornal. “Alguém disse, isso circulou, e eu tenho de responder [à imprensa]. Não adianta eu saber que não é verdade, eu tenho de responder”, disse ainda Fernando Henrique, saudando em seguida o fato de não existir redes sociais durante seu governo. “Não havia, desculpem a expressão, essa fofocagem permanente”.
Papa Francisco rejeita visitar o Brasil de Temer

O papa Francisco enviou uma carta a Michel Temer em que recusa seu convite para visitar o Brasil para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, feitas em 2017. O convite foi feito formalmente pelo presidente no fim de 2016. Na carta, o pontífice faz uma espécie de puxão de orelha no peemedebista, quando o cobra para que evite medidas que agravem a situação da população mais carente no País. “Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo”, diz ele em um trecho, divulgado pelo jornalista Gerson Camarotti, da Globonews. “Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”, acrescentou. O papa atribui a recusa do convite de Temer à sua intensa agenda e afirma que acompanha “com atenção” os acontecimentos na maior nação da América Latina. Por último, Francisco lembrou Temer que não se pode “confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”, em um momento em que o governo tenta aprovar reformas que agradem os investidores. Em agosto do ano passado, Francisco enviou uma carta em apoio a Dilma Rousseff, quando ela ainda não havia sofrido o impeachment, apesar de já estar fora do cargo de presidente.
O cinismo de um dos destruidores do Brasil

Jornal do Brasil A família Odebrecht faz delação premiada, depois de um dos membros da família, Marcelo, querer mostrar o que não é, dizendo que punia seus filhos quando delatores, dois anos atrás. Hoje, delata mentindo. Diz que deu dinheiro, não diz para quem, quem levou, quem levou para quem. Toda essa quadrilha de delatores destrói o Brasil. Os Odebrecht se esqueceram do governador da Bahia, Nilo Coelho, e uma mina de ouro. Se esquecem da Eletrobras e os coronéis da época. Imagina, um dos mais importantes colaboradores fazia parte de um grupo que assistia ou participava da tortura. Tiradentes, por defender os interesses do Brasil, foi enforcado. Esse senhor, por defender há 40 anos, como ele mesmo diz, os interesses exclusivos da empresa superfaturando suas obras, destrói os interesses do Brasil e dos brasileiros. Conta histórias de 1980. Todos sabem que essa quadrilha começa a funcionar muito antes dos anos 80. Imagina, dessa quadrilha saíram outros quadrilheiros que hoje são proprietários de outras quadrilhas, que também fazem parte desse grupo que destruiu o Brasil. De todas as construtoras que destruíram o Brasil, nesse momento flagradas, três donos de outras empreiteiras também flagradas, saíram de seus quadros, ou melhor, de seu bando. Há 40 anos, o Brasil tinha no máximo 100 milhões de habitantes. Hoje, são 200 milhões. O ofensor do crescimento brasileiro foi o segmento das classes C e D. As mais pobres, as mais sofridas, as que mais precisam. E hoje – com o Brasil afastado do mercado financeiro pelas empresas de rating, a fuga do capital estrangeiro com medo da crise, estados falidos, criminalidade aumentando – esses senhores, com esse bando, estão mais ricos, mais prósperos, são donos de tudo. Aeroportos, Maracanã, projetos petroquímicos, investimentos de infraestrutura, construindo portos no exterior. Se Tiradentes mereceu a forca por defender os interesses nacionais, esse senhor tem méritos, e por isso consegue tudo isso – ficar mais rico, mais próspero – pois deve estar em sintonia com aqueles que não queriam o Brasil conquistando sua independência. Esse senhor faz parte do grupo dos grandes empresários, que como ele só querem o trabalhador brasileiro mais escravo, mais dependente e mais pobre. E que ele, quase colonizador, fique mais rico, mais próspero. E que agora, não podendo transformar isso em capitanias hereditárias, não querem nem dividir o butim do roubo deles aqui mesmo, e vão para o exterior. Olhar o Brasil e os brasileiros com o desdém dos hipócritas.