O que é golden shower? O presidente autoproclamado explica ao ainda presidente

– Depois de postar um vídeo obsceno em sua contra no Twitter na noite desta terça-feira (5) que causou espanto no Brasil e no exterior, o presidente Jair Bolsonaro tentou amenizar o impacto do gesto apresentando-se como alguém “inocente” e soltou um tweet às 9h26 da manhã desta quarta perguntando: “O que é golden shower?”. Menos de meia hora depois recebeu a resposta do presidente autoproclamado José de Abreu, que retuitou, do perfil Jair, me arrependi: “Golden shower é um termo em inglês para se referir a cheques depositados na conta da primeira dama, referentes ao pagamento de um suposto empréstimo de R$ 40 mil para quem movimentou R$ 7 milhões em três anos, presidente. Chove ouro”. O novo tweet de Bolsonaro gerou uma enxurrada de respostas irônicas e críticas no próprio perfil de Bolsonaro: “Vai trabalhar, presidente” (Gustavo Villani); “Por mais que eu não suporte Lula e Dilma, eles não ficavam falando um monte de coisa aleatória e desnecessária no Twitter/Instagram/Facebook o dia inteiro!” (ArthurEPinto); “O q é lavagem de dinheiro da milícia e motorista laranja?” (Pato Corporation); “Só sei que isso é uma conta oficial de um PRESIDENTE NACIONAL, E O MESMO USA TAL COMO SE FOSSE DE UM ADOLESCENTE QUERENDO ATENÇÃO!” (JGHardt). Multiplicaram-se pelas redes ironias à pergunta de Bolsonaro com imagens do cachorro da raça Golden retriever, em especial e fotos e vídeos de banho. Mais cedo, Zé de Abreu havia convocado seus apoiadores a pararem de bater boca com os bolsonaristas nas redes: “Solicito aos concidadãos q hoje abstenham-se d participar de discussões c defensores do escatológico e pornográfico presidente Laranjão.Vamos nos concentrar na defesa do afastamento imediato do charlatão. Quem o defende não merece resposta.Ignora-los nos faz superiores”. O ‘Golden Shower’ (Chuva Dourada), é a excitação sentida no ato de urinar no parceiro ou receber jatos de urina do parceiro durante a atividade sexual. foi esta prática que Jair Bolsonaro divulgou em um vídeo para criticar o carnaval.

Tuiuti homenageia o salvador da pátria e puxa grito por Lula Livre

 – A escola de samba Paraíso do Tuiuti realizou o desfile mais esperado desta noite, na Marquês de Sapucaí, com o enredo “O Salvador da Pátria”, que homenageou o ex-presidente Lula. “Do nada um bode vindo lá do interior, destino pobre, nordestino sonhador, vazou da fome, retirante ao Deus dará, soprou as chamas do dragão do mar”, diziam os versos que contagiaram a avenida. O carnavalesco da escola, Jack Vasconcelos, já havia antecipado a homenagem a Lula. “Vocês que fazem parte dessa massa irão conhecer um mito de verdade: nordestino, barbudo, baixinho, de origem pobre, amado pelos humildes e por intelectuais, incomodou a elite e foi condenado a virar símbolo da identidade de um povo. Um herói da resistência!”. O bode ao qual se refere a letra é o bode Ioiô, personagem real das ruas de Fortaleza, onde chegou pelas mãos de um retirante que fugia de uma grande seca no interior cearense, em 1915. Carismático e popular, Ioiô perambulava pelas ruas da capital. Fazia diariamente o mesmo trajeto, da Praia do Peixe (hoje Praia de Iracema) à Praça do Ferreira; ao cair da tarde, voltava pelo mesmo caminho — daí o nome Ioiô. Fez muitos amigos, entre eles poetas e intelectuais, com os quais levava uma vida boêmia regada a muitas doses de cachaça. No auge da fama, Ioiô foi eleito para a Câmara de Vereadores, em 1922 — tempo em que as cédulas eram pedaços de papel escritos à mão –, mas levou um “golpe” da elite fortalezense e teve sua eleição impugnada. É no paralelismo entre o bode e Lula que está a marcada poética dos compositores láudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal.

Rússia e China vetam resolução dos EUA que exigia eleições na Venezuela

 – Um texto alternativo russo, que pedia respeito à soberania venezuelana, também não conseguiu os votos necessários no Conselho de Segurança   – A solução para a crise na Venezuela não chegará pela via das Nações Unidas depois do enfrentamento encenado nesta quinta-feira pelas grandes potências mundiais no Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos viram como a Rússia bloqueou, juntamente com a China, a resolução que exigia que o regime de Nicolás Maduro permitisse a entrada da ajuda humanitária e reclamava a convocação imediata de eleições. Logo depois, as principais potências ocidentais rejeitaram a contramoção russa, que exortava a comunidade internacional a se comprometer a respeitar a soberania venezuelana. Foi a terceira vez em um mês que o órgão que cuida da paz e da segurança mundial debateu a situação na Venezuela. Washington, que junto com cinquenta países apoia o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino, recebeu os nove votos necessários para que seu esboço de proposta fosse aprovado. Mas a Rússia e a China, que apoiam Maduro, recorreram ao seu poder de veto dentro do Conselho de Segurança.   O texto norte-americano apontava Maduro como o único responsável pelo colapso econômico do país sul-americano. E, para evitar que a situação se degradasse ainda mais, sugeria duas coisas: que se permitisse a “entrada sem obstáculos” da ajuda humanitária para dar assistência aos mais necessitados e que fossem convocadas “eleições livres, justas e credíveis” com a presença de observadores internacionais. Pedia também ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que negociasse um acordo para a realização de novas eleições e pedia apoio à “restauração pacífica da democracia e do Estado de direito”. Por último, ressaltava a importância de garantir a segurança dos deputados e membros da oposição, embora evitasse manifestar total apoio à Assembleia Nacional.   O embaixador russo, Vasily Nebenzya, afirmou que “o mais importante é que os venezuelanos resolvam os problemas sozinhos”. Se a resolução dos EUA tivesse sido adotada, acrescentou o representante do Kremlin, “teria sido a primeira vez que o Conselho ignorava o presidente de um país e nomeava outro”. A única coisa que a Casa Branca deseja, acrescentou, é que haja uma mudança de Governo na Venezuela, com a desculpa da intervenção humanitária.   O projeto de resolução de Moscou era muito diferente. Não mencionava sequer uma vez a situação humanitária e estava centrado em destacar a preocupação com as “tentativas de intervenção em assuntos internos”, bem como “as ameaças de uso da força”. A esse respeito, a Rússia pedia uma “solução política” e “pacífica” da crise. E ressaltou que Maduro — seu aliado na Venezuela — é o único que tem autoridade para solicitar a assistência.   O embaixador francês François Delattre, que votou contra a resolução russa, insistiu que a “crise política requer uma resposta política”. “É importante promover uma solução pacífica e evitar o uso da força, bem como qualquer forma de violência”, disse. Paris deu nesta quinta-feira seu apoio à iniciativa norte-americana porque considera que o texto não representa uma base legal para o uso da força ou uma tentativa de minar a soberania. O esboço apresentado pela Rússia, acrescentou Delattre, não refletia a realidade que o país atravessa e também não oferecia uma solução. “Cria a ilusão de uma Venezuela pacífica. E ninguém pode negar a crise humanitária e as consequências para a região”.   Por seu lado, a representante britânica Karen Pierce insistiu que a situação é “extremamente triste” e que o correto é que o Conselho de Segurança a aborde. “Não é nenhum segredo que não estamos unidos e é decepcionante”, admitiu a embaixadora do Reino Unido — um país que se alinhou nesta quinta-feira — “mas não se pode maltratar as pessoas com impunidade”. Pierce não acredita que essa ruptura coloque a ONU em um beco sem saída. “Temos de continuar tentando que a ajuda chegue e se consiga uma solução democrática” para a crise. “É uma grande esperança, os venezuelanos não merecem menos.”   O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, já disse na terça-feira que os EUA e seus aliados tentam usar a crise humanitária como pretexto para intervir militarmente em seu país e culpou as sanções pela situação de penúria em seu país. O enviado norte-americano para a Venezuela, Elliott Abrams, voltou a dizer que “a solução para a miséria e a tirania” do regime de Maduro é convocar eleições.   Rússia e China vetam na ONU resolução dos EUA que exigia eleições na Venezuela Um texto alternativo russo, que pedia respeito à soberania venezuelana, também não conseguiu os votos necessários no Conselho de Segurança Otros   Enviar por correo Imprimir SANDRO POZZI Twitter Nova York 28 FEV 2019 – 22:33 BRT Sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas BEBETO MATTHEWS AP A solução para a crise na Venezuela não chegará pela via das Nações Unidasdepois do enfrentamento encenado nesta quinta-feira pelas grandes potências mundiais no Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos viram como a Rússia bloqueou, juntamente com a China, a resolução que exigia que o regime de Nicolás Maduro permitisse a entrada da ajuda humanitária e reclamava a convocação imediata de eleições. Logo depois, as principais potências ocidentais rejeitaram a contramoção russa, que exortava a comunidade internacional a se comprometer a respeitar a soberania venezuelana.

A morte do inocente neto de Lula soltou os monstros do ódio

Sabíamos que no Brasil majoritariamente solidário, sensível à dor alheia e que ama seus pequenos, existiam monstros de ódio. Confesso, no entanto, que ignorava que fossem tantos e com tanta carga de sadismo. Estão sendo revelados pelos comentários sórdidos e até blasfemos, já que invocam a Deus como motivo da morte de Arthur, de sete anos, neto inocente de Lula, preso político Uma criança ainda não teve tempo de conhecer a que abismos de cegueira tanto a política como a ideologia podem conduzir. E cai sobre nossa consciência de adultos a infâmia de transformar em piadas baratas, em ironia e sarcasmo nas redes sociais a dor de um avô pela perda de seu neto. Lula, mesmo condenado e na cadeia, não perdeu nem sua dignidade de pessoa nem seu pedaço de história positiva que deixa escrita neste país. Aqueles que se alegram pela perda do neto de Lula, que seria o castigo de Deus por ter apoiado como presidente governos como o da Venezuela que hoje mata de fome suas crianças, como li aqui mesmo neste jornal, estão revelando a que ponto de cegueira e insensibilidade humana pode chegar o soberbo Homo sapiens. Essa ausência de empatia e decência chegou a infectar até políticos com responsabilidade, como o filho do presidente Bolsonaro, o deputado federal Eduardo, que tudo o que soube escrever na Internet sobre a triste morte do neto de Lula é que este deveria estar “em uma prisão comum, como um prisioneiro comum”, sem uma única palavra de piedade ou pelo menos de respeito por seu inimigo político. Como resposta, Fernando Lula Negrão escreveu que as palavras do filho do presidente “eram emblemáticas do caráter, da criação, dos complexos, da falta de misericórdia, dos ódios, das angústias e da falta de amor que é típica dos psicopatas, dos serial killers e dos covardes…” Um duro julgamento que, tenho certeza, tem o aplauso dos milhões de brasileiros que não perderam a capacidade de mostrar solidariedade com a dor dos outros. E também Alexandre Braga, certamente outro dos milhões de brasileiros sãos, não envenenado pela ideologia, lhe respondeu com sensatez: “Perdeu a chance (Eduardo) de ficar calado. Lula já está acabado e preso. Respeite a dor do avô, basta desse ódio malvado e vamos pensar no Brasil”. Tentando lembrar tempos sombrios da História em que o ser humano chegou a se degradar a ponto de não só não respeitar a inocência da infância, como também fazer dela carne da infâmia, só me vieram à memória aqueles campos de concentração nazistas onde as crianças eram queimadas vivas porque “não serviam para trabalhar”. Foi em um desses campos que um de seus dirigentes dedicava para a rega das flores de seu jardim a pouca água que havia, deixando as crianças morrerem de sede. Para aqueles que como eu dedicaram tantos artigos a louvar o positivo da alma brasileira que tanto me ensinou e confortou nos momentos em que não é difícil perder a confiança no ser humano, ler os comentários sem alma, sem empatia, de ódio ou sarcasmo e até mesmo regozijando-se pela morte de um inocente, tão somente por ódio a Lula, seria preferível não ter vivido este dia. Estou entre os jornalistas que criticaram na época o fato de Lula, que chegou com a esperança de renovar a política, ter acabado se contaminando pelos afagos dos poderosos e pela política fácil da corrupção. Hoje, porém, diante desses caminhões de lixo que as redes estão vomitando contra ele e até contra o neto inocente que perdeu, eu me atrevo a lhe pedir perdão em nome dos milhões de brasileiros que ainda não se venderam ao ódio fácil e ainda sabem manter sua dignidade perante o mistério da morte de um inocente. Houve quem escrevesse que depois dos campos de concentração do nazismo não seria possível continuar acreditando em Deus. E depois desses ódios e insultos imundos despejados contra Lula por causa de sua dor por ter perdido o neto, é possível continuar acreditando no Brasil? O Brasil dos esgotos, que hoje manchou gratuitamente a alma de uma criança inocente, passará, como o nazismo passou. O outro Brasil, o anônimo, aquele que hoje ficou horrorizado vendo os monstros soltos desfilando nas redes sociais, o majoritário, acabará — ou será somente a minha esperança? — dominando os monstros que hoje nos assustam para assim abrir caminho aos anjos da paz.

Cala a boca, Magda! Generais querem calar a boca de Bolsonaro

O desgoverno Bolsonaro está igual o programa Sai de Baixo, onde o personagem Caco Antibes, vivido pelo ator, diretor e dramaturgo Miguel Falabella, berrava com a Magda, personagem de Marisa Orth, com bordão “Cala a boca, Magda!”, porque ela só abria a boca para falar asneiras. – “Com o incômodo gerado por declarações de Jair Bolsonaro (PSL) sobre mudanças na reforma da Previdência, o Palácio do Planalto prepara um plano para limitar os comentários do presidente sobre o assunto. A ideia, defendida por integrantes das áreas econômica e militar, é que ele comente em público aspectos sociais ou pouco sensíveis”, informam os jornalistas Thiago Resende e Gustavo Uribe. “Em café da manhã com jornalistas na quinta-feira, Bolsonaro indicou que a idade mínima na aposentadoria das mulheres pode ser de 60 anos e não 62, como está na reforma”, dizem os repórteres – o que derrubou os mercados financeiros. Leia comentário de Fernando Brito, do Tijolaço, a respeito: O insípido e inodoro líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), disse hoje ao Estadão que as declarações de Jair Bolsonaro admitindo passar para 60 anos a idade mínima das mulheres e rever os cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a idosos pobres e a aposentadoria rural apenas sinalizam “a disposição do governo de negociar”. “O governo vai defender a íntegra do texto neste primeiro momento, sabendo que existem ansiedades, em relação ao BPC, à questão rural e também à idade mínima”, registra o jornal. Major, com licença, mas como diria o finado Bussunda, “fala sério”… Não é a toa que parlamentar algum quer negociar com o senhor, capaz de contar historinhas assim, que nem criança acredita. Ou será que alguém acha que pode ser assim: Bolsonaro queria 62 anos, agora quer 60 e amanhã vai querer 62 de novo? Não lhe falaram quando criança aquela frase de que “palavra de rei não volta atrás”? Caia na real, Major, isso foi só o começo. Ainda não estão abertas as pressões, as manifestações, as enquetes, tudo o que vai marcar este processo difícil no Congresso. Agora, se o senhor quiser convencer os seus para que o dito é o não-dito, vai ser pior ainda. Mas a coisa é pior e reconheço a coragem do Major de contrar a história da carochinha e também ao vice Mourão, que entrou no ritmo do “foi força de expressão”. Agora, “já era”. Paulo Guedes pode achar ruim, mas agora o que fizerem para voltar atrás só ficará pior, porque, além de não valer o escrito no projeto original, também não vale o que o presidente fala.  

O super-Moro galinhou, e hoje não passa de um ministro cagão

O antes todo poderoso e intocável, e ainda ministro da Justiça do desqualificado governo Bolsonaro, virou uma franguinha e abre as pernas até para os pilantras do reacionário Movimento Brasil Livre. Ele teve que demitir sua indicada do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária a cientista política e ativista antiarmamentista Ilana Szabó de Carvalho, especialista em segurança pública, a mando do tal MBL. Veja algumas manchetes: Moro não tem carta branca de Bolsonaro, diz Fausto Macedo“Todos esses impasses em série parecem conduzir o ex-magistrado a um beco sem saída. Habituado a longos embates no ringue da Justiça, onde atuou por longos 22 anos, mas ainda tateando no mundo insidioso da política, Moro deve abrir os olhos”, diz o jornalista Fausto Macedo, que foi o repórter que mais se destacou na cobertura da Lava JatoMoro cedeu a mais uma pressão: dos armamentistas“O lobby da indústria de armas mostrou quem realmente dá as cartas no governo quando está em jogo a defesa do setor”, afirma Gilvandro Filho, do Jornalistas pela Democracia; “O ministro da Justiça, Sérgio Moro, havia nomeado para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária a cientista política e ativista antiarmamentista Ilana Szabó de Carvalho, especialista em segurança pública. Havia. Desistiu na pressão”, diz; “O Moro de hoje é a cara de suas atuais entrevistas na TV, quando fala baixo, gagueja, olha de lado e não consegue convencer ninguém”, acrescenta Está liquidada a imagem de superministro da JustiçaNão sobrou pedra sobre pedra da imagem de superministro cultivada por Sérgio Moro e a mídia conservadora desde que seu nome foi anunciado para o Ministério Bolsonaro; aquele que anunciou autonomia total para para fazer e desfazer no Ministério da Justiça, sequer consegui sustentar uma nomeação de terceiro escalão; Moro não apenas perdeu a imagem de superministro como tornou-se, de “herói nacional da direita”, em alvo do ódio e de ofensas de bolsonaristas nas redes sociais, desde o anúncio da nomeação de Ilona Szabó Moro deveria se demitir para salvar biografia, diz colunista da Folha“Quando ele não consegue nem nomear o suplente de um conselho relativamente obscuro, é sinal de que a independência, se um dia existiu, já foi embora. Talvez seja hora de sair também, para preservar a biografia”, escreve o colunista Hélio Schwartsman, na Folha Fim de carreira“Gente, o ex-juiz não tem autonomia para nomear uma SUPLENTE de um cargo de terceiro escalão, no Ministério da Justiça”, diz o colunista Leandro Fortes, dos Jornalistas pela Democracia, sobre a derrota de Sergio Moro no caso Ilona Szabó

Juíza de Campinas diz que réu não parece bandido por ser branco

Magistrada escreveu que suspeito “não possui estereótipo de bandido” por ter “pele, olhos e cabelos claros” A juíza Lissandra Reis Ceccon, da 5ª Vara Criminal de Campinas, escreveu em uma sentença que um acusado de latrocínio “não possui estereótipo de bandido” por ter “pele, olhos e cabelos claros”. Ela fez a afirmação ao relatar o depoimento de familiares da vítima, que disseram ter reconhecido o suspeito facilmente porque ele não seria igual a outros bandidos. O réu foi condenado em 1ª instância, em 2016, a 30 anos de prisão. Uma imagem da sentença começou a circular entre advogados de Campinas há uma semana, com críticas à postura supostamente racista da juíza. O processo corre em segredo de Justiça. A condenação foi por um caso de latrocínio ocorrido em 2013 o réu atirou em um homem e em seu neto. A parte do processo ao qual o ACidadeON Campinas teve acesso fala sobre o réu ter sido reconhecido por uma das vítima sobreviventes e uma testemunha (a filha), sem hesitação de ambas. Essa testemunha uma mulher – tem o depoimento ressaltado pela juíza por tê-lo considerado “forte e contundente”. A juíza afirma que a mulher disse que o réu, ao sair da caminhonete para atirar contra as vítimas, olhou nos olhos de uma delas que sobreviveu. A magistrada, então, diz que o réu não seria confundido pela testemunha, uma vez que não possui o “estereótipo padrão de bandido”, comprovando, portanto, que seria de fato ele a cometer o crime. O réu negou a autoria do crime e alega inocência. Trecho do processo onde juíza escreveu argumentação sobre “estereótipo padrão de bandido”. (Foto: Reprodução) O QUE DIZ O TJ Em nota oficial, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) disse que não poderia se posicionar sobre a argumentação da juíza. “Trata-se de uma ação judicial na qual há a decisão de uma magistrada. Não cabe ao Tribunal de Justiça de São Paulo se posicionar em relação aos fundamentos utilizados na decisão, quaisquer que sejam eles. A própria Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em seu artigo 36, veda a manifestação do TJ-SP e da magistrada.” O TJ-SP orientou ainda que quem se sentir prejudicado deve procurar os “meios adequados para a solução da questão”. A nota também afirma que a Corregedoria Geral da Justiça “está sempre atenta às orientações necessárias aos juízes de 1ª instância, sem contudo interferir na autonomia, independência ou liberdade de julgar dos magistrados.” A reportagem insistiu para que tivesse contato com a juíza Lissandra Reis Ceccon. O TJ, porém, reafirmou que ela não poderia se manifestar pois também é impedida por lei e, caso o o fizesse, perderia o direito de atuar no processo. O Tribunal, no entanto, assegurou que deu ciência a ela sobre a reportagem.

Será que o presidente do STF vai deixar Lula ir ao enterro do neto?

MORRE NETO DE LULA E JUDICIÁRIO SERÁ MAIS UMA VEZ TESTADOArthur Lula da Silva, neto de Lula, de apenas sete anos, faleceu nesta manhã, em São Paulo, de meningite; diante disso, o Poder Judiciário, que mantém Lula como preso político há quase um ano, será mais uma vez testado; há poucas semanas, Lula foi impedido de assistir ao velório de seu irmão Genival Lula da Silva, o Vavá; Lula foi preso porque venceria as eleições presidenciais de 2018 e as forças que deram o golpe de 2016 tomaram a decisão de mantê-lo em cativeiro para levar adiante um programa de entrega das riquezas nacionais e retirada de direitos dos trabalhadores e aposentados; Arthur nasceu quando Lula se curava de um câncer  – “Neto do ex-presidente Lula, preso em Curitiba, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, acaba de falecer no Hospital Bartira, do grupo D’Or, em Santo André. Deu entrada hoje, pela manhã, com febre alta. Foi diagnosticado com quadro infeccioso de meningite meningocócica e não resistiu. Os pais da criança são Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia”, informa o jornalista Ancelmo Gois. Diante disso, o Poder Judiciário, que mantém Lula como preso político há quase um ano, será mais uma vez testado. Há poucas semanas, Lula foi impedido de assistir ao velório de seu irmão Genival Lula da Silva, o Vavá. Lula foi preso porque venceria as eleições presidenciais de 2018 e as forças que deram o golpe de 2016 tomaram a decisão de mantê-lo em cativeiro para levar adiante um programa de entrega das riquezas nacionais e retirada de direitos dos trabalhadores e aposentados. Arthur nasceu quando Lula se curava de um câncer.

Ministro do STF nega pedido de liberdade feito por João de Deus

 O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quinta-feira (28) mais um pedido de liberdade que havia sido feito pelo médium João de Deus, que está preso desde 16 de dezembro sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável. Desta vez, Cordeiro negou seguimento ao habeas corpus de João de Deus no tribunal superior, em Brasília, por motivos processuais, alegando supressão de instâncias, uma vez que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) não julgou o mérito de um mesmo pedido de liberdade feito no âmbito estadual. O ministro do STJ já havia negado, no início deste mês, um pedido de prisão domiciliar feito por João de Deus. Um dos argumentos para a rejeição foi de que o médium movimentou, por intermédio de um terceiro, quantias milionárias em aplicações financeiras. Na ocasião, Nefi Cordeiro também afirmou haver relatos de ameaças a testemunhas para que não denunciassem os abusos. O ministro disse ainda que a Justiça de Goiás, que determinou a prisão de João de Deus, informou ter como garantir o atendimento médico ao médium. A defesa do médium argumenta que João de Deus não tem condições de permanecer no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia (GO), onde encontra-se preso preventivamente, por ter 77 anos e sofrer de doença coronariana e vascular, além de ter sido operado recentemente de um câncer no estômago. João de Deus é réu em duas ações penais decorrentes de denúncias feitas pelo Ministério Público de Goiás envolvendo casos de abuso sexual a frequentadoras do centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Ele nega as acusações.

Diretores da Adunimontes reforçam luta contra reforma lesiva ao povo

Eles participaram de Seminário na Assembleia Legislativa, que discutiu a Reforma da Previdência, reforma administrativa e a adesão à renegociação da dívida do Estado Os questionamentos de especialistas sobre a reforma da Previdência, cuja proposta de emenda à Constituição (PEC) já está em análise na Câmara dos Deputados, vão ao encontro do que foi debatido durante o seminário organizado pelos deputados estaduais Rogério Correia e Beatriz Cerqueira, nesta semana, na Assembleia Legislativa de Minas.A reforma administrativa do Estado e a adesão à renegociação da dívida de Minas com o governo federal também foram debatidos durante o evento, que contou com as participações dos diretores da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Gilmar Ribeiro, Ana Paula Thé e Narciso Ferreira. O ex-presidente do Sindifisco, Lindolfo Fernandes, falou do montante da dívida do Estado e dos benefícios concedidos às grandes empresas como créditos tributário, mas o grande foco das discussões, entretanto, foi a Reforma da Previdência. “Eles querem o fim da Previdência Social, regime de solidariedade votado e aprovado, por unanimidade, na Constituição de 88. Por isso, jogam pesado para convencer a opinião pública de que se trata de algo inevitável. Aliás, eles dizem que se a Reforma da Previdência não for aprovada, em poucos anos vamos ter um caos. Isso é um verdadeiro terrorismo e a população está sem parâmetro para tomar a sua decisão. Então nosso papel aqui é trazer informações”, afirmou a economista e coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fatorelli,Fatorelli disse ser necessário entender que estamos numa crise fabricada pela política monetária do Banco Central. “Não vivemos cenários de quebra de safra e do sistema financeiro, peste ou guerra. Nosso povo está forte, ávido para trabalhar graças a Deus e apesar das dificuldades nós não estamos em guerra, apesar de quererem fazer uma ali com a Venezuela. Não houve quebra de safra, pelo contrário, nós temos batido recorde de safra e o sistema financeiro no Brasil lucra o que não se lucra em lugar nenhum do mundo”, completou.O que justifica detonar com a Seguridade Social e com a Previdência. Porque deixar o povo desempregado e desesperado?”, questionou. Para Maria Lúcia, o dever de quem tem conhecimento é fazer a sua difusão, empoderar as pessoas dessas informações. Daí a importância de Seminários como esse promovido pelos mandatos de Beatriz Cerqueira e Rogério Correia. A economista também mostrou, por meio dos números, que há mais de R$ 1,2 trilhão da dívida interna no caixa único do Tesouro Nacional, títulos que estão remunerando a sobra de caixa dos bancos. Ao gerar escassez de moeda promovem juro abusivo, mecanismo que cria e alimenta a dívida.Ela lembrou que os gastos financeiros com a dívida ficaram fora do teto da famigerada PEC dos gastos e isso aconteceu para privilegiar o sistema financeiro. Hoje, no Banco Central, remunerando a sobra de caixa dos bancos, existem quase R$ 380 bilhões de dólares em reservas. “Só em dinheiro na mão, o governo federal tem mais de R$ 3,5 trilhões.”Na sequência, o economista Frederico Melo, do Dieese, expôs, de maneira resumida, que a proposta do governo pretende transformar a Previdência, de um direito social, direito este que está na Constituição, em mercadoria a serviço da acumulação financeira.Segundo ele, há dois grandes objetivos por trás dessa proposta: por um lado, eles querem diminuir as despesas previdenciárias e aumentar a arrecadação e, por outro, querem acabar com a previdência solidária (aquela em que os trabalhadores ativos ajudam a custear a aposentadoria dos inativos) e fazer uma mudança brusca para o que ele chamou de “sistema financeirizado da Previdência”. Para Frederico, quem hoje está no mercado de trabalho vai sofrer com as mudanças, mas quem ainda vai ingressar no sistema será o mais prejudicado. De acordo com os técnicos presentes, trabalhadores como empregadas domésticas e operários da construção civil, por exemplo, estão condenados a sequer conseguir uma aposentadoria, uma vez que reconhecidamente eles não conseguem ter 20 anos consecutivos de contribuição.Outro ponto destacado no seminário foram as pensões, que poderão ser reduzidas a 60%, e também a distorção do fato de um dos cônjuges, no caso de morte do companheiro, perder o direito à aposentadoria acumulada com a pensão: ele terá que escolher entre um e outro benefício.