Análise: Pré-briga, Congresso deu a Lula trunfo para 2026

O pronunciamento em rede nacional de Lula sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) revelou uma estratégia política significativa, com forte apelo popular e tom eleitoral. Análise é de Isabel Mega no CNN Novo Dia. “Durante os seis minutos, a fala de destaque é que isto seria quase um décimo salário para a população”, cita a analista de Política da CNN. A medida, que isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 mensais, foi apresentada com exemplos práticos de como o dinheiro extra poderia ser utilizado pela população, incluindo sugestões como a compra de uma televisão para assistir à Copa do Mundo ou presentes de Natal. “Mesmo antes da votação o posicionamento era de consenso”, avalia Mega. “A pauta também era de importância para o Congresso Nacional, para capitalizar isso politicamente”. A aprovação da medida contou com votações unânimes tanto na Câmara quanto no Senado, demonstrando um raro momento de convergência entre Executivo e Legislativo. Notavelmente, a proposta uniu até mesmo rivais políticos de Alagoas, com Arthur Lira e Renan Calheiros atuando como relatores nas respectivas casas legislativas. O timing da aprovação é particularmente interessante, ocorrendo antes do atual momento de tensão entre o Executivo e o Legislativo. A medida representa uma importante entrega política, com vigência prevista para janeiro de 2026, coincidindo com o ano eleitoral. Estratégia de comunicação O pronunciamento foi cuidadosamente construído, apresentando personagens como enfermeiros e professores como pano de fundo para a narrativa.
Michelle Bolsonaro critica aproximação do PL com Ciro; deputado rebate

A presença de Michelle Bolsonaro no lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará, no domingo (30/11), em Fortaleza, terminou em desgaste dentro do PL cearense. Diante de uma plateia aliada, a ex-primeira-dama criticou duramente a tentativa de setores do partido de se aproximarem do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), movimento que vinha sendo costurado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente estadual da sigla. Michelle disse que essa articulação é “precipitada” e lembrou que Ciro é um dos mais incisivos opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao comentar uma reportagem em que o ex-governador dizia se orgulhar de ter escrito a representação que resultou na inelegibilidade do ex-presidente, ela reagiu: Não é possível sustentar aliança com alguém “que compara a família do presidente a ladrão de galinha”. Em tom de reprimenda, acrescentou que parte do PL local “se precipitou em fazer essa aliança” e que “a essência dele é de esquerda”. Após o evento, Fernandes rebateu as críticas e disse que não houve precipitação alguma. Segundo ele, a própria conversa com Ciro só avançou porque Bolsonaro teria autorizado a composição. “Se houve precipitação, então foi do próprio marido dela. Eu não posso levar a culpa por algo que partiu deles”, afirmou aos jornalistas.
Contran aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas

(Contran) aprovou nesta segunda-feira (1º) uma resolução que acaba com a exigência de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).A norma passará a valer após ser publicada no Diário Oficial da União, o que deve acontecer nos próximos dias.Além de pôr fim à obrigatoriedade das aulas em autoescolas, a resolução também atualiza e estabelece novas regras para tirar a CNH (veja mais detalhes abaixo).Estão entre as mudanças:diminuição da carga horária mínima para aulas práticas e teóricas;e o fim do prazo de validade do processo de obtenção da primeira CNH.
Lula defende isenção do Imposto de Renda e diz que medida vai injetar R$ 28 bilhões na economia

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física e afirmou que a medida deve injetar cerca de R$ 28 bilhões na economia. Segundo ele, a mudança ajuda a aliviar o custo de vida da população de menor renda e contribui para reduzir a desigualdade no país. Lula afirmou que a nova política de isenção é parte do compromisso de campanha de “não cobrar Imposto de Renda de quem ganha pouco” e de recompor, ao menos em parte, as perdas salariais provocadas pela inflação dos últimos anos. O presidente também destacou o impacto direto no consumo: com mais dinheiro no bolso, trabalhadores tendem a gastar em comércio e serviços locais, o que pode movimentar economias regionais. Quem será beneficiado Com a ampliação da faixa de isenção, uma parcela maior de trabalhadores formais deixará de pagar o Imposto de Renda. Na prática, isso significa: De acordo com o governo, o objetivo é que “quem ganha menos não pague, e quem ganha mais contribua de forma mais justa”, reforçando o caráter progressivo do sistema tributário. Efeitos na economia Ao justificar a medida, Lula argumentou que a ampliação da isenção funciona como uma espécie de “14º salário” para milhões de brasileiros, já que aumenta a renda disponível ao longo do ano. Segundo o Planalto, os R$ 28 bilhões que deixarão de ser recolhidos devem retornar à economia na forma de consumo, pagamento de dívidas e investimentos familiares, como reforma de casa, compra de eletrodomésticos e gastos com educação. Economistas ouvidos pela imprensa avaliam que: O governo afirma que está buscando formas de compensar a renúncia de receita por meio de combate à sonegação, revisão de benefícios tributários e aumento de arrecadação em faixas de maior renda. Debate político e críticas O pronunciamento também teve forte repercussão política. Aliados do governo classificaram a decisão como uma “vitória da classe trabalhadora” e reforçaram que a correção da tabela do IR vinha sendo cobrada há anos por especialistas e centrais sindicais. Já críticos da medida questionam: Mesmo com as críticas, o Planalto aposta na popularidade da medida e na narrativa de que o governo estaria “devolvendo” parte da carga tributária aos mais pobres. Próximos passos Parte das mudanças na tabela do Imposto de Renda já está em vigor, mas outras etapas podem depender de aprovação no Congresso Nacional, especialmente se novas alterações forem propostas para as faixas superiores de renda ou para a tributação de lucros e dividendos. O governo promete continuar discutindo o tema com o Legislativo e afirma que a ampliação da isenção é apenas uma das etapas de uma agenda maior de justiça tributária.
PC conclui inquérito de homicídio em Capitão Enéas e indica que vítima morreu em emboscada

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o homicídio de Ian Rodrigues Antunes Caldeira, de 28 anos, morto com seis tiros em Capitão Enéas no dia 27 de outubro. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (28), a corporação informou que três pessoas foram indiciadas pelo crime: o mandante, o executor e uma mulher que prestou apoio logístico. Segundo a PCMG, os três responderão por homicídio triplamente qualificado — por meio de emboscada, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. As investigações apontam que o crime está ligado ao tráfico de drogas e a uma dívida existente entre envolvidos. De acordo com o inquérito, a mulher de 23 anos, companheira do mandante, atraiu Ian com o pretexto de compra de um celular que ele havia vendido anteriormente. Ela também teria hospedado o executor por cerca de 10 a 15 dias em sua casa em Montes Claros, dando suporte à ação criminosa. O executor, preso posteriormente no estado de Goiás, confessou o crime. Ele relatou ter agido a mando do mandante para quitar uma dívida de drogas. Ainda segundo a polícia, ele receberia R$ 600 em dinheiro e meio quilo de cocaína como pagamento. Durante a análise do telefone do executor, foram encontradas imagens relacionadas à execução do crime. ‘Alvo sedutível’ A Polícia Civil ainda esclareceu que Ian não era o alvo principal. O verdadeiro alvo seria um traficante para quem Ian devia — e que, por sua vez, devia ao mandante, que tem extensa ficha criminal e ligação com facção criminosa. Como o traficante principal estava preso em Salinas, Ian acabou se tornando o “alvo possível”: alguém que poderia ser atraído para o local da emboscada.
Governo estuda liberar FGTS bloqueado de quem optou pelo saque-aniversário

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (27) que pretende sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro, uma nova liberação dos recursos bloqueados do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para trabalhadores que não conseguiram acessar o saldo após uma demissão por terem aderido ao saque-aniversário. Segundo o ministro, a medida pode beneficiar até 13 milhões de pessoas. “Vou levar ao presidente Lula se é o caso de liberar, até para colaborar com a economia”, disse. O saque-aniversário permite a retirada anual de uma parte do saldo do FGTS, no mês de aniversário. No entanto, ao optar pela modalidade, o trabalhador perde o direito de sacar o valor integral em caso de demissão sem justa causa, recebendo apenas a multa rescisória de 40%. Pela lei, o saldo restante fica bloqueado por até dois anos. Em fevereiro, em movimento semelhante ao que o governo estuda repetir no primeiro trimestre de 2026, o Executivo liberou R$ 12 bilhões para cerca de 12 milhões de trabalhadores que haviam aderido ao saque-aniversário, foram demitidos e não puderam acessar o saldo pela modalidade de rescisão. O governo destaca que muitos trabalhadores não tinham conhecimento de que, ao aderir ao saque-aniversário, o saldo do FGTS ficaria retido em caso de demissão. Isso os impediu de acessar seus próprios recursos em um momento de vulnerabilidade financeira.
No Mineiro 2026, Atlético voltará a Montes Claros após 15 anos; relembre último jogo

Com a tabela do Campeonato Mineiro de 2026 divulgada pela Federação Mineira de Futebol (FMF), o Atlético, atual hexacampeão, conheceu sua caminhada na primeira fase da competição, onde terá um reencontro com a cidade de Montes Claros. Na segunda rodada, o Galo visita o North, estreante na elite estadual. North e Atlético vão se enfrentar no dia 14 de janeiro (quarta-feira), às 20h. A última vez que o Galo esteve em Montes Claros com o time profissional foi em 2011, na estreia do Campeonato Mineiro daquele ano, contra o Funorte, último time da cidade a disputar a elite estadual. Na ocasião, o Atlético, comando de Dorival Júnior, venceu, de virada, por 2 a 1, com gols dos atacantes Magno Alves e Diego Tardelli. O estádio José Maria Melo, o mesmo que vai receber o Galo novamente em 2026, esteve lotado de atleticanos, o que deve se repetir no próximo ano. O North é o caçula do Campeonato Mineiro. Estreante na elite, o time foi criado em 2022 com a intenção de recuperar o futebol profissional em Montes Claros. Não à toa, tem como símbolo uma Fênix, ave mítica da mitologia grega que renasce das próprias cinzas. Eles foram campeões do Mineiro Segunda Divisão, em 2022, e do Módulo II, em 2025, conquistando a vaga inédita para o Módulo I. Galo só viajará mais uma vez no Mineiro Além de ir ao norte de Minas, o Atlético só vai sair da região metropolitana de Belo Horizonte mais uma vez no Campeonato Mineiro, indo ao outro extremo do estado. Na rodada 6, o Galo visita o Pouso Alegre, no sul mineiro. Os outros jogos do Atlético no Mineiro vão acontecer em Belo Horizonte ou em Nova Lima, região metropolitana da capital mineira. Jogos do Atlético no Mineiro 2026
INMET emite alerta amarelo de tempestade com risco de granizo em Montes Claros e região até sábado (29)

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de perigo potencial de tempestade em Montes Claros e cidades da região do Norte de Minas. O aviso, válido entre 28 de novembro de 2025, às 03h e 29 de novembro de 2025, às 03h, destaca-se o risco para ventos intensos de até 60 km/h e de granizo. O INMET divide os alertas em três níveis de severidade: O instituto alerta para chuvas de até 50 mm por dia e ventos intensos de até 60 km/h. Há um baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos. As cidades que devem ser atingidas pelo alerta amarelo de tempestade, segundo o INMET, são: Confira a previsão do tempo para Montes Claros e outras cidades: Acesse a previsão do tempo Como se proteger de tempestades Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à CEMIG pelo telefone 116.
Marina diz que governo estuda acionar STF sobre derrubada de vetos ao licenciamento: ‘Verdadeira demolição’

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira (28) que decisão do Congresso de derrubar os vetos do governo ao projeto que flexibiliza as regras para o licenciamento ambiental é uma “demolição da legislação”, no momento em que a sociedade mais precisa ser protegida. Ela também disse que o governo vai trabalhar para manter as regras em conformidade com a necessidade de “proteger e desenvolver” o país. Por isso, estuda acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e judicializar o tema. O Congresso derrubou nesta quinta-feira (27) uma série de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e retomou regras que fragilizam o processo de licenciamento ambiental. A decisão dos congressistas contraria apelos do Palácio do Planalto, de entidades da sociedade civil e de ambientalistas. A avaliação do grupo é de que a medida representa um retrocesso na proteção do meio ambiente, fator fundamental para o combate às mudanças climáticas. Segundo a ministra, mais do que flexibilizar, o novo texto aprovado pelo Legislativo se trata de uma “verdadeira demolição do licenciamento ambiental”, uma regra em vigor há quase 40 anos na esfera federal e que “evitou centenas de milhares de tragédias”. Foram derrubados 52 vetos do presidente Lula na lei do licenciamento ambiental. Outros sete trechos ficaram para depois. A decisão aprofunda a crise entre o Palácio do Planalto e o Legislativo, deflagrada nos últimos dias com insatisfações recíprocas do governo com o Congresso. Acordo Mercosul-UE A ministra também avalia que a decisão pode dificultar o andamento do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, tratado que pode criar a maior zona de livre comércio do mundo, caso entre em vigor. O acordo prevê regras ambientais para o comercio entre os dois blocos. Ela também citou o caso do comércio com a China, maior parceiro comercial do Brasil atualmente. “A China hoje tbm já faz esforço para reduzir emissões, e para baratear tecnologias para reduzir globalmente. Quem faz esse esforço não vai querer importar produtos com desmatamento e queimadas”, prosseguiu. Marina também avaliou que a decisão vai afetar estados e municípios de forma integrada, em meio a uma crise ambiental global. “É o próprio empreendedor que vai dizer se está em conformidade com a lei, se não tem o Estado, vai ter o descontrole. Agora, cada estado e município vai fazer a sua própria lei, é um absurdo. Cada estado vai achar que pode mudar as leis, mas não se muda a lei da natureza. Um rio contaminado em um estado, vai contaminar o outro. Estamos vivendo uma crise ambiental. É mais que uma ressaca, é um luto”, pontuou.
Atos golpistas: Moraes vota para condenar 5 dos 7 integrantes da ex-cúpula da PM do DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (28) para condenar cinco dos sete integrantes da ex-cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal. Eles são julgados por omissão aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Na decisão, o ministro entendeu que deveriam ser absolvidos os réus Flávio Silvestre de Alencar e Rafael Pereira Martins (entenda mais abaixo). O julgamento, que começou nesta sexta (28) e vai até 5 de dezembro, é realizado pela Primeira Turma do STF. Além de Moraes, também votam os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. São julgados sete policiais que integravam a cúpula da Polícia Militar do DF à época dos ataques de 8 de janeiro. Moraes votou para condenar: O ministro propôs pena de 16 anos aos réus, sendo 13 anos e seis meses de reclusão (em regime fechado), dois anos e seis meses de detenção (em regime semiaberto ou aberto), e 100 dias-multa (cada dia multa no valor de um terço do salário-mínimo). Ele também votou pela perda de cargos públicos dos cinco réus. Moraes, porém, votou para absolver dois réus. São eles: Rafael Pereira Martins (tenente da PMDF). Flávio Silvestre de Alencar (major da PMDF);