Governo Bolsonaro: atropelos e ridículos não são só cortina de fumaça

Sem negar a devida atenção às matérias econômicas, afirmações sem pé nem cabeça de Bolsonaro e sua turma, dos filhos e ministros guiados por Olavo de Carvalho, apontam para maré regressiva que também precisa ser combatida Via – Rede Brasil Atual Quase ao final do filme “perfume de mulher” (versão de 1992, dirigida por Martin Brest), o personagem vivido por Al Pacino, o tenente-coronel cego Frank Slade, faz uma defesa apaixonada do caráter do jovem Charlie, papel de Chris O’Donnel, que se recusa a dedurar colegas que ofenderam o diretor da escola em que estuda. Em seu inflamado discurso, o tenente-coronel, que lutou no Vietnam, diz que viu jovens aleijados na guerra, que perderam mãos, pés, braços ou pernas. Mas que nada se compara, diz ele, à visão de um “espírito amputado”: “não há prótese”, prossegue, “para isto”.  Lembrei-me desta passagem ao testemunhar, seguidamente, a discussão sobre se as trapalhadas, vexames e ridículos de membros do governoBolsonaro, incluindo o presidente e seus familiares, além da pastora visionária, do chanceler alopradoe muitos outros, também o guru espiritual desbocado e sua estupidez apelidada de “filosofia”, não passariam de uma “cortina de fumaça“. Seu objetivo seria o de distrair os opositores e o conjunto da opinião pública, para não repararem as verdadeiras barbaridades que, à sombra, são o objetivo de fundo do governo: retirada de direitos, construção de um estado policialesco, intolerância diante de “diferentes” e “divergentes” do padrão familiar hétero, amputação do Estado brasileiro enquanto vetor de desenvolvimento e de inclusão social, aprofundamento da pobreza e da desigualdade, dentre outros. Respeitosamente, discordo de quem vê neste desfile de absurdos e neste regozijo da ignorância auto-satisfeita apenas uma “cortina de fumaça“. Dentre as afirmações sem pé nem cabeça, dos negaceias, das idas e vindas desencontradas dos anúncios e desmentidos em série, o que me chamou mais a atenção, confesso, foi a afirmação da senhora Ministra da Família, de que “a religião perdera a força quando se permitiu a entrada da teoria da evolução nas escolas”. A afirmação pode deixar pasmado quem a ouça ou leia, mas ela não é parte de uma “cortina de fumaça”. Sem desmerecer a devida atenção que se deve dar às atrocidades econômicas e os absurdos (in)constitucionais que estão chegando em tsunamis e catadupas, aquela frase é apenas a ponta do iceberg do objetivo mais profundo do governo empossado em 1º de janeiro e daquilo que ele tem de mais perigoso para a nação brasileira. No momento em que este projeto de governo e de regime discricionários encontrar seu Waterloo – e mais dia menos dia este dia chegará – será possível recomeçar, ainda que à custa de muito sacrifício, visualizar a reconstrução do Estado de Direito e de Bem-Estar Social (pelo menos de diminuição do Mal-Estar…). Aí entra, como garantia para os algozes da Constituição de 1988, os carrascos de Lula e das esquerdas, a garra mais adunca e penetrante que este governo quer plantar: a atrofia, o aleijar, a amputação da inteligência da nossa juventude. É isto que pretendem com a regressão histórica que planejam implantar, como um chip irremovível, uma plataforma irremediável, nos corações e mentes dos jovens que amadurecerão para o amanhã. É contra esta maré montante da estupidez e da ignorância que temos de lutar incansavelmente – sem esquecer do presente, sem esquecer nem desmerecer o passado de lutas e conquistas que temos a obrigação de salvaguardar como patrimônio para o futuro. Estaremos nós – democratas de todas as correntes políticas, conservadores, progressistas, esquerdistas, liberais, centristas, radicais, moderados etc., e ponhamos etc. nisto – à altura de tamanho desafio? Conseguiremos fazer desaparecer esta, agora sim, cortina de fumaça de ressentimentos, mágoas, azedumes, inimizades, contrafeitos, etc., e também ponhamos etc. nisto, que obscurece nosso caminho, podendo impedi-lo? Este é o nosso chamado principal: ganhar de novo os passos para o futuro, impedindo que o pântano grudento dos sectarismos e ódios mútuos nos faça atolar no meio do caminho. Há propostas boas já taxiando nas pistas, prontas para decolar, que resumo no anseio pela construção desta Frente Amplapela Democracia e pela Inteligência. Não nos neguemos a dar este passo decisivo, e deixemos para atrás quem, por qualquer motivo, se recusar a empreende-lo.

Na contramão da história, Brasil retroage com este boçal presidente

  O imbecil presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que facilita a posse de armas de fogo. Esta iniciativa é uma tentativa de passar a responsabilidade pela segurança pública para o cidadão comum e, sem dúvida, a taxa de violência irá aumentar. Quem sobreviver, verá.   Há uma inequívoca tendência mundial de crescentes restrições à posse de armas pelos cidadãos, apontam todos os especialistas no assunto. Até agora, apenas os Estados Unidos estavam fora dessa tendência; o Brasil de Bolsonaro abandona o padrão civilizacional dos tempos e aproxima-se dos EUA de Trump. As restrições severas são a regra em países com sistemas tão distintos como China e Alemanha, Rússia e Austrália; e igualmente na África do Sul, Japão, México e Reino Unido. É impressionante a distância entre a lei brasileira (e a dos EUA) e a desses países -leia abaixo as regras em cada um deles. Veja a seguir como é a legislação nesses países, em contraste com o Brasil, onde, a partir desta terça (15), qualquer pessoa com mais de 25 anos sem antecedentes criminais poderão comprar até quatro armas de fogo, passando apenas por uma “avaliação psicológica”, segundo a legislação O Brasil caminha para rivalizar os Estados Unidos, o país com maior taxa de armas por habitante do mundo. Para ter uma arma, basta passar por uma checagem instantânea de antecedentes criminais, mas isso não é necessário se a compra for realizada com um vendedor privado, em vez de em uma loja —cerca de um terço dos compradores não passou pela checagem, segundo estudo de Harvard. Em alguns estados há maiores restrições, mas em geral elas incluem apenas mais tempo de espera pela liberação da compra ou checagem mais aprofundada do histórico do comprador. Há mais de 50 mil lojas de armas no país. Veja o que é preciso fazer para obter uma arma em oito países, de acordo com levantamento dos jornalistas Gustavo Uribe , Talita Fernandes , Bernardo Caram e Camila Mattoso da Folha de S.Paulo: Austrália: Tem leis muito restritivas, e a posse é liberada apenas em casos excepcionais (geralmente para caçadores, colecionadores ou fazendeiros em áreas isoladas). Para ter a licença é preciso passar por cursos de cuidados no manuseio, teste escrito e teste prático. Além da avaliação dos antecedentes criminais, há casos em que a polícia entrevista familiares e vizinhos. A legislação mais dura foi aprovada no fim dos anos 1990, pouco depois de um massacre que matou 35 pessoas e feriu 23 em Port Arthur, em 1996. Depois da lei, cerca de 650 mil armas foram confiscadas.Alemanha: Para conseguir uma licença, é preciso comprovar que a pessoa corre risco, demonstrar que é colecionadora ou fazer parte de clube de tiro. O candidato passa por avaliação que leva em conta antecedentes criminais, saúde mental e uso de drogas. Caso seja concedida, a permissão é revisada a cada três anos. Para manter a arma em casa, é preciso permitir inspeções não anunciadas da polícia, que verifica se o armamento está guardado em local seguro. África do Sul: É muito difícil obter uma arma legalmente. O processo é lento e inclui aulas de tiro, entrevistas com familiares, checagem de histórico criminal e de uso de drogas e inspeção no local onde a arma será guardada —tudo isso antes que a compra seja autorizada. Nas cinco maiores cidades do país, os homicídios caíram 13,6% ao ano nos cinco anos posteriores à aprovação da legislação atual, o que aconteceu nos início do anos 2000.China: Em geral, os chineses que moram em cidades são proibidos de ter armas em casa —elas precisam ser guardadas em depósitos especiais. Para obter a permissão para comprá-las, é necessário apresentar uma justificativa e demonstrar conhecimento sobre uso seguro e manuseio. Também há avaliação do histórico policial e da saúde mental da pessoa.Japão: Tem das leis mais rígidas do mundo. O longo processo para obter a permissão para comprar uma arma envolve aulas de tiro (que também precisam ser autorizadas), teste escrito, teste prático, avaliação psicológica e psiquiátrica, entrevista com a polícia para explicar por que a arma é necessária, avaliação rigorosa de histórico criminal e de relações pessoais (também é avaliado se a pessoa tem dívidas) e inspeção policial do local onde a arma será armazenada.México: Há apenas uma loja de armas em todo o país e ela fica na capital, Cidade do México. Para obter a permissão do governo, é preciso atestado que comprove que a pessoa não tem antecedentes criminais. Também é necessário ter emprego fixo e renda. Reino Unido: A posse só é permitida para caçadores ou membros de clubes de tiro. Quem requer a permissão precisa passar por checagem de antecedentes criminais e entrevista domiciliar com a polícia, que verifica o local onde a arma será guardadaRússia: É preciso ter autorização para caça ou justificar a necessidade da arma para defesa pessoal. O requerente passa por testes relativos ao manuseio do armamento, primeiros socorros e legislação, além de avaliação psicológica e de antecedentes criminais.

New York Times – Leis afrouxadas na capital mundial do assassinato

 – A repercussão sobre a liberação da posse de armas no Brasil teve impacto negativo no mundo. O jornal americano New York Times escreveu que as leis foram afrouxadas na “capital mundial do assassinato”. Já o Financial Times lembrou que 61% dos entrevistados pelo Datafolha em dezembro no país afirmaram ser contra a liberação da posse de armas de fogo. O britânico The Guardian afirmou, com base em um estudo da ONG Sou da Paz, que o volume de registro de novas armas no Brasil aumentou de 3.900 para 33 mil em dez anos. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo sublinha ainda que “os jornais argentinos La Nación e Clarín foram outros que destacaram a medida. ​A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na tarde desta terça e tem efeito imediato. O texto (…) estende o prazo de validade do registro de armas de 5 para 10 anos e cria pré-requisitos objetivos que precisam ser apresentados a um delegado da Polícia Federal para autorização da posse.” “Também limita para quatro a quantidade de armas que uma pessoa pode comprar, com exceção daqueles que comprovarem a necessidade de ter mais do que isso, e exige que aqueles que vivam com crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência apresentem uma declaração de que a residência possui cofre ou local seguro com tranca para guardar o armamento.”

Prefeitura de Montes Claros investirá R$ 500 mil em projetos ambientais

Foi publicado na quarta-feira, 8 de janeiro, no Diário Oficial da Prefeitura de Montes Claros, o Chamamento Público número 01/2019, o segundo da administração atual, que disponibiliza R$ 500 mil, recursos provenientes do FAMMA (Fundo Municipal do Meio Ambiente), para serem investidos em ações ambientais na área urbana e na zona rural. O objetivo é efetivar projetos de educação ambiental e de promoção do desenvolvimento sustentável, contribuindo com a sustentabilidade e, consequentemente, com a melhoria da qualidade de vida da população. O primeiro chamamento, de número 01/2017, resultou na aplicação de mais de R$ 150 mil em oito projetos, beneficiando cerca de 600 famílias da zona rural e do perímetro urbano de Montes Claros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 11 de fevereiro deste ano no Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente de Montes Claros (CODEMA), na Avenida José Corrêa Machado, 900 – Ibituruna. No dia 12 fevereiro, às 9 horas, será realizada a primeira sessão pública, com abertura dos envelopes de propostas. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, destaca a importância do processo, que disponibiliza R$ 350 mil a mais que a primeira versão para ações concretas que certamente vão resultar na preservação da Natureza, garantindo a sustentabilidade e gerando emprego e renda. Clique aqui para acessar ao Chamamento público 01/2019.

Pesquisa mostra depressão entre portadores de Aids em Montes Claros

Uma pesquisa realizada pelo professor Antônio Carlos Ferreira, do Departamento de Saúde Mental e Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Montes Claros constatou uma alta incidencia de depressão entre as pessoas de baixa renda que são portadoras do vírus da Aids (HIV). A pesquisa foi publicada na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e no site da Science and Development Network (SciDev.Net), uma rede internacional científica sem fins lucrativos para o desenvolvimento da ciência da saúde e ambiental, dentre outras. O estudo apontou que este cenário, contribui para a diminuir a qualidade de vida dos pacientes. O professor da Unimontes realizou a pesquisa junto a 226 pacientes adultos portadores do HIV no Norte de Minas, escolhidos aleatoriamente, dos quais a grande maioria (90%) iniciou tratamento antirretroviral desde 2013 ou 2014. O pesquisador constatou que 43,7% dos pacientes também eram portadores de sintomas depressivos e que o desemprego, a baixa renda e o fato de pertencerem às classes sociais mais baixas interferem diretamente para a perda da qualidade de vida deles. Entre os portadores do HIV entrevistados, 56,3% vivem com renda inferior ao salário mínimo. O estudo, intitulado “Determinantes de Qualidade de Vida para Pessoas vivendo com HIV/AIDS em uma das Regiões mais Pobres do Brasil”, foi realizado pelo professor Antônio Carlos Ferreira durante quatro anos, abrangendo as etapas de elaboração e desenvolvimemto do projeto de pesquisa, entrevistas, tratamento estatístico de dados, conclusão e publicação. O levantamento foi realizado como tese de doutorado em Ciências da Saúde, Infectologia e Medicina Tropical pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante a pesquisa, foram entrevistados pacientes soropositivos do Norte de Minas atendidos pelo serviço especializado do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF/Unimontes), que é referência na assistência a portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis/DST/Aids na região do Norte de Minas. Também foram ouvidos portadores de HIV/Aids atendidos por serviço especializado da Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros e que funciona em uma das unidades de saúde da cidade. Conforme o responsável pelo estudo, 51,8%% dos entrevistados estavam desempregados. O mesmo percentual de 51,8% é formado por indivíduos com baixa escolaridade (apenas com o antigo curso primário) e 75% dos participantes da pesquisa têm entre 35 e 50 anos de idade. O pesquisador lembra que, desde 1996, o Governo brasileiro garante o acesso universal e gratuito por parte de todos os portadores do HIV/Aids ao tratamento antirretroviral, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e reduzindo as taxas de mortalidade e o estigma contra a enfermidade. De acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Uniaids), o número portadores do vírus HIV no Brasil chegou a 830 pessoas (0,4% da população em 2016. Em 2017, a América Latina somava 1,8 milhão de pessoas vivendo com o HIV. O estudo revela, ainda, que o grupo de mulheres é o mais vulnerável. “Quando ela descobre ser portadora do HIV dificilmente consegue um companheiro ao revelar que tem o vírus. Um homem consegue uma parceira muito mais facilmente na mesma situação. É muito comum que um homem abandone uma mulher com HIV, mas é mais raro que uma mulher abandone um homem soropositivo, seja ela portadora ou não do vírus”, disse. O professor Antonio Carlos Ferreira salienta que os resultados mostram a necessidade urgente de vincular o tratamento antirretroviral dos portadores do vírus HIV/AIDS ao atendimento mental desses pacientes. “Para melhorar a qualidade de vida destas pessoas, precisamos oferecer um tratamento completo, desde o aspecto clínico com o especialista em doenças infecciosas, até a possibilidade de entrar em um serviço de saúde mental para que a depressão possa ser tratada”, afirma o professor/pesquisador.

Custando R$ 1,6 bilhão, Assembleia de Minas é mais cara do Brasil

 Dinheiro seria suficiente para construir seis hospitais como o metropolitano do Barreiro; gasto dos legislativos federais e estaduais ultrapassa R$ 23, 9 bilhões em todo o país  Os contribuintes brasileiros devem desembolsar R$ 23,920 bilhões para arcar com os gastos dos Legislativos federal e estaduais do país – excluindo os Estados de Sergipe, Acre e Roraima – durante este ano. A quantia é R$ 613,2 milhões maior do que a prevista no ano passado. Isso é o que mostra levantamento feito pelo jornal O TEMPO com base nas quantias que foram separadas nos Orçamentos de 2018 e 2019 dos governos estaduais e da União para custearem as despesas da Câmara dos Deputados, do Senado, da Câmara do Distrito Federal e de 23 Assembleias Legislativas do país. O levantamento também mostra que a Casa Legislativa que tem o maior orçamento do Brasil, em termos absolutos, é a de Minas Gerais. De acordo com o Orçamento mineiro, sancionado na semana passada pelo governador Romeu Zema (Novo), o valor previsto para o órgão em 2019 é de R$ 1,646 bilhão, sendo que R$ 43,1 milhões estão separados para o Fundo de Apoio Habitacional da Assembleia e R$ 139,2 milhões para o Instituto de Previdência do Legislativo. Mesmo se esses dois fundos fossem excluídos da conta, o orçamento da ALMG continua sendo o maior do Brasil. O restante é destinado para arcar com despesas gerais do local, como pagamento da folha de pessoal, verba indenizatória e manutenção. O montante representa 1,6% do total das receitas do Estado previstas para este ano, que são de R$ 100,300 bilhões. Isso num cenário em que o pagamento do salário de servidores estaduais está sendo feito de forma escalonada desde fevereiro de 2016, e num momento em que a administração não está repassando verbas constitucionais para as prefeituras, como ICMS e IPVA. Além disso, o déficit fiscal mineiro neste ano está estimado em R$ 11,443 bilhões. Com o valor total previsto para ALMG em 2019 seria possível construir três presídios semelhantes ao de Ribeirão das Neves, na região metropolitana, que foi feito por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A cadeia, cujo investimento chegou a ordem de R$ 480 milhões, tem capacidade para 2.016 presos. A quantia destinada para arcar com o Legislativo mineiro também seria suficiente para construir quase seis hospitais como o metropolitano do Barreiro, em Belo Horizonte. Ele custou R$ 285 milhões. Outro fator que surpreende é o de que a Assembleia de Minas é mais onerosa do que a de São Paulo, por exemplo, que tem 94 parlamentares, ante 77 deputados estaduais mineiros. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de São Paulo prevê R$ 1,316 bilhão para a Casa, num universo em que a receita estimada é de R$ 231,161 bilhões. Em termos numéricos, a quantia destinada para a Assembleia do Amapá, de R$ 177,9 milhões, é a menor do país. Apesar disso, como o Orçamento daquele Estado é baixo (R$ 5,930 bilhões), essa é justamente a Casa Legislativa que mais impacta percentualmente nas contas do contribuinte de uma unidade da federação. A reportagem não conseguiu os dados de Orçamentos de Sergipe, na região do Nordeste, e dos Estados do Acre e de Roraima, no Norte. Além dos documentos não constarem nos portais da Transparência e nos Diários Oficiais do governo estadual e do Legislativo, como é previsto por lei, as assessorias dos Poderes não responderam aos questionamentos enviados pela reportagem de O TEMPO. No âmbito federal, a União estima que as receitas em 2019 vão chegar à cifra de R$ 3,382 trilhões. Desse total, a LOA estipula que a Câmara dos Deputados fique com R$ 6,311 bilhões, enquanto que o Senado deve receber R$ 4,501 bilhões. O número de representantes nessas Casas é de 513 e 81, respectivamente. Contas. Os Orçamentos feitos pelos Executivos estaduais levam em conta a previsão de receita e de despesa para o ano. Por isso, o Legislativo pode utilizar um valor menor ou maior do que o estimado. Orçamento é distinto, argumenta deputado O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual Adalclever Lopes (MDB), explicou que dentro do Orçamento da Casa é creditada a folha de pagamento de inativos de todos os funcionários de carreira do Legislativo. Segundo ele, em outros Estados brasileiros esse montante é descontado dos cofres do Executivo. “Esse valor não faz parte do Orçamento das assembleias. Caso não arcássemos com esse pagamento, nós não seríamos a Casa mais cara do país. Nós estaríamos entre a 13ª ou a 14ª posição no ranking”, afirmou. O presidente da Casa declarou que não é simples fazer essa comparação, uma vez que o Orçamento de cada assembleia possui despesas diferentes. Ele lembrou que a ALMG conta com o trabalho da polícia Legislativa, que são funcionários da Casa. “Em São Paulo por exemplo, quem faz a segurança da assembleia é a Polícia Militar (PM), que é remunerada pelo governo estadual”, contou. Lopes ressaltou que nos últimos quatro anos a Casa funcionou sem nenhuma suplementação no Orçamento. O que, de acordo com ele, representa uma gestão austera. “Estamos comandando os trabalhos sem o repasse de três duodécimos”, destacou. Prestes a assumir o primeiro mandato, Guilherme da Cunha (Novo) afirmou que fará sua parte para mudar essa realidade e gastar apenas o mínimo necessário para o mandato. “Minha previsão é economizar pelo menos R$1,5 milhão por ano apenas em meu gabinete”, disse. Segundo ele, o deputado Agostinho Patrus (PV), cotado para vencer a presidência da Casa, defende uma gestão mais eficiente e econômica. “Ele não apenas aceitou fazer esse compromisso conosco como se mostrou muito preparado e capaz para conseguir atingir essa meta”, contou.

O verdadeiro futebol arte foi ofuscado pela elitização e mercantilização

O futebol moderno é chato sim – Por Carta Capital A paixão pelo esporte perdeu espaço por uma indústria bilionária dominada por ganância, exibicionismo e elitismo Transformações sociais, econômicas e tecnológicas mudaram o mundo, e consequentemente o futebol também. Nos últimos anos, o esporte centenário que fascina multidões, ganhou uma roupagem mais moderna, técnico, sério e profissional demais; e o verdadeiro “futebol arte” foi ofuscado pela elitização, mercantilização e espetacularização. E, sinceramente, tornou-se bastante chato.Desde a década de 80 o futebol moderno vem ganhando força dentro e fora dos gramados do mundo. Não só tecnicamente, mas principalmente pelo fato do esporte que antes era agregador e democrático, ser hoje uma indústria bilionária dominada por ganância, exibicionismo e elitismo. Os charmosos estádios, com suas acolhedoras arquibancadas de cimento e os desgastados alambrados, que antes eram palco do futebol simples e artístico, tiveram suas cortinas fechadas e transformaram-se em monumentais e inovadoras arenas. O público que assiste ao espetáculo tático e operacional é controlado e ocupa cadeiras numeradas, nada de bandeirões, sinalizadores e instrumentos musicais, muito menos bebidas alcoólicas. Uma grande porção da plateia assume a postura da tendência europeia, onde a euforia no ato do gol é retribuída ao artista, vulgo goleador, com uma contida salva de palmas de aprovação. Inclusive, entre um lance e outro, desembolsam oito, dez ou vinte reais para saborearem um picolé, um saquinho de pipocas ou um copo de refrigerante. Vale ressaltar que esses espectadores são, em sua maioria, aqueles que investem uma bagatela em programas de fidelidade dos clubes para terem preferência na compra de ingressos e que também se submetem a pagarem valores exorbitantes para assistirem aos jogos de futebol. As arenas tornaram-se uma barreira social e excluíram os torcedores sem condições financeiras de participarem da festa, calando seus gritos de amor pelo time. A torcida, hoje mais consumidora do que incentivadora, deixou de ser aquele décimo segundo jogador em campo capaz de determinar o resultado final de uma partida. Além disso, em campo, a tecnificação do futebol também contribuiu para engessar e tornar os jogos impressionantemente tediosos. Os comandantes de terno e gravatas, que não perduram mais que três derrotas no clube, mergulham em cursos profissionalizantes e se munem de tablets e aplicativos para avaliarem a eficiência do seu time enquanto a bola rola. Os lances são minimamente analisados por eles e por árbitros de vídeo (VAR), que obrigam os torcedores a esperarem sofridos minutos para comemorem o gol após a bola entrar na rede, enquanto o fato passa por um minucioso raio x sob os olhos atentos de diversos juízes. O coração precisa de paciência e a euforia é extravasada com delay. Dentro das quatro linhas o individualismo, a vaidade e a mesquinharia também se sobressaem, fruto da constante injeção de dinheiro por parte de empresas e patrocinadores que veem no esporte uma fonte muitíssimo lucrativa. Hoje, todos sabem, que o jogador que entra em campo é aquele que tem por trás o empresário mais influente e não aquele atleta mais habilidoso. E isso se reflete diretamente nas categorias de base da maioria dos clubes brasileiros, onde os pequenos esportistas respiram esse ambiente ambicioso e longe de vestirem a camisa da seleção brasileira, sonham primeiro com os grandes clubes europeus pelas oportunidades milionárias. Essa exposição ao dinheiro rápido e fácil inflama o ego e distancia as futuras gerações das suas raízes. Às vezes, o corte de cabelo chamativo, a chuteira estilosa, os brincos de diamantes, a propaganda para uma determinada marca na televisão, a quantidade de seguidores nas redes sociais e o número de curtidas em publicações são mais relevantes que fazer o gol que pode definir o campeonato, acertar aquele pênalti decisivo, driblar o adversário com genialidade, defender com perfeição uma falta perigosa, dar uma boa entrevista diante da imprensa e até mesmo autografar a camisa do seu torcedor. E essa egolatria é ainda mais estimulada quando técnicos, ao invés de formarem profissionais maduros, passam as mãos na cabeça de determinados jogadores enquanto são sabatinados em entrevistas coletivas para pouparem o seu emocional. E assim, consequentemente, meninos mimados criam uma relação fria e distante com a imprensa e seus admiradores, não dando à cara a tapa quando a vitória não vem, quando o rebaixamento está próximo ou simplesmente quando não tiveram uma boa atuação na partida do dia. É bastante preocupante, pois são esses os ídolos das crianças e aqueles que vestem com paixão (?) a camisa canarinho. Nitidamente, a infiltração de interesses empresariais no esporte e a consequente modernização do futebol tornaram a modalidade uma barreira social, segregando o público da sua fonte de lazer, distanciando dos estádios as camadas sociais de menor poder aquisitivo e privilegiando os endinheirados. A vaidade, a ganância e o egoísmo, atualmente, também são marcas registradas entre jogadores e comissões técnicas, que promovem um futebol mais individualista, marqueteiro e mimado. E a cada partida, o esporte apaixonante vê sua chama se apagar e o coração de seus torcedores baterem de maneira menos vibrante. A cada minuto, o futebol está mais frio, distante e vendido. Esse é o futebol moderno. Esse é o futebol chato.

Blosonaro quebrou a cara e não conseguiu erguer o troféu Batistti

PF MANDOU AVIÃO BUSCAR BATTISTI PARA ‘SHOW’ MIDIÁTICO DE BOLSONARO; VOLTOU VAZIO  – A articulação do governo Bolsonaro para transformar a prisão do italiano Cesare Battisti num show midiático terminou com um avião vazio; foi um fiasco. Foi enviado à Bolívia um avião da Polícia Federal para trazer Batistti como “troféu” do bolsonarismo. A ideia era articular uma bombástica apresentação do “terrorista” para agitar o fantasma do terrorismo, acusar o PT, os movimentos sociais e toda a esquerda, e criar um clima de terror.O que acabou com a festa de tintas macabras do governo de extrema-direita foi a postura altiva e corajosa do presidente boliviano, Evo Morales, que se recusou a negociar com o governo brasileiro e estabeleceu uma linha direta com o governo italiano. Ontem a noite, o avião da PF estava estacionado em algum hangar em Brasília, enquanto o avião a serviço do governo italiano estava a caminho do aeroporto de Ciampino, em Roma, desde o aeroporto de Viru Viru em Santa Cruz de la Sierra. A cúpula do governo movimentou-se desde logo cedo em frenesi para arrancar seu “troféu” das mãos dos bolivianos. Logo cedo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, sai de uma reunião com Bolsonaro e outros membros da cúpula do governo no Palácio da Alvorada e garantiu que antes de seguir para a Itália, Batistti viria ao Brasil, em avião da Polícia Federal. Morales enterrou com a pretensão bolsonarista.

Entidade ligada a Damares Alves é acusada de tráfico de crianças

ONG Atini é alvo de acusações do Ministério Público e de indigenistas, que falam em tráfico, sequestro e exploração sexual de crianças A ministra das “Mulheres, Família e Direitos Humanos”, Damares Alves, coleciona falas polêmicas e acusações. Agora, a ONG Atini, fundada por ela, é alvo de acusações do Ministério Público e de indigenistas, que falam em tráfico e sequestro de crianças e incitação ao ódio contra indígenas. Em 2016, a Polícia Federal pediu à Fundação Nacional do Índio (Funai) informações sobre supostos casos “de exploração sexual e tráfico de índios”. No despacho estaria a ONG de Damares e outras duas. A informações são do jornal Folha de S. Paulo. A acusação é duplamente dramática levando em conta que em 2019 a Funai ficará sob o guarda-chuva de Damares. O processo envolvendo as organização está em andamento. A ministra deixou a ONG em 2015, quando passou a atuar no gabinete de Magno Malta e fazer assessoria para a bancada evangélica no Congresso. Com sede em Brasília, a Atini – Voz Pela Vida tem como uma das principais bandeiras o combate ao infanticídio. A acusação é de que a ONG teria usado um falso apelo humanitário – que é a morte de crianças indígenas – para prover tráfico e exploração sexual. O principal caso do processo, ainda de acordo com informações do jornal, é o de um indígena de 16 anos da etnia sateré-mawé que foi levada pela tio materno e sua esposa para uma chácara da Atinis em 2010, e ali engravidou de um índio de outra tribo, e a criança foi posta para adoção. O MP pede o retorno da criança para a mão, que já está de volta a sua tribo, no Amazonas. A criança está sob a tutela do irmão de uma das donas da Atini, Márcia Suzuki.

A fake knife que elegeu o coiso presidente do Brasil precisa ser desvendada

NOVO DOCUMENTÁRIO SOBRE ‘FACADA’ REFORÇA SUSPEITAS E NECESSIDADE DE APURAÇÃO  – Mais um vídeo produzido pelo ‘True or Not’ chama a atenção para outras perguntas sem respostas que se acumulam em torno da ‘facada’ sofrida pelo então candidato à presidência da república Jair Bolsonaro. Desta vez, o vídeo destaca a presença do ‘homem da camiseta azul’, que tentou evitar a aproximação de Adélio ao candidato e que teve seu depoimento suprimido pelas investigações. As novas imagens divulgadas – com nitidez impressionante – corroboram a tese de que houve uma ação deliberada que contou com vários participantes e que houve mais de uma tentativa de ataque, antes da ‘facada’ propriamente dita. Pode-se ouvir a frase: “calma, tem que ter paciência”. O documentário prossegue até o momento fatídico. Neste ponto, pode-se ouvir as frases: “não te falei?” e “Acertaram ele, porra”. As imagens mostram que havia uma expectativa ampla e generalizada por um ‘ataque’. Os novos vídeos divulgados são elementos extremamente relevantes para as investigações que ainda correm sob responsabilidade da Polícia Federal. O mais impressionante, no entanto, é que nem Bolsonaro, nem seus filhos e nem seus aliados pedem uma apuração mais rigorosa do caso. Tudo parece estar devidamente tranquilo para todos eles que, em tese, deveriam ser os maiores interessados em esclarecer a motivação e restituir a cena do ‘crime’ com fidedignidade técnica. As imagens do atentado de 6 de setembro de 2018 que definiu as eleições nas próprias palavras de Boslsonaro ainda submergem em uma cortina de fumaça promovida agora, de maneira surpreendente, pelo governo liderado pela ‘vítima’. As investigações ‘independentes’ do caso devem continuar até que a pressão popular pela busca da verdade factual do episódio ganhe o contorno dramático dos expectadores que perdem a cena principal de um filme. Veja AQUI o novo documentário sobre a ‘facada’ em Bolsonaro