Bolsonaro é conhecido como bunda-suja, pelos seus colegas militares

 A coligação “O Brasil feliz de novo”, encabeçada pelo PT, usa reportagens antigas para atacar o capitão reformado Campanha de Haddad resgata apelido dado por militares a Bolsonaro O site oficial da coligação “O Brasil feliz de novo”, que tem Fernando Haddad (PT) como candidato à Presidência da República, resgatou uma reportagem que cita um antigo apelido de Jair Bolsonaro (PSL). A afirmação da coligação petista foi feita com base em uma matéria da revista Veja, publicada em outubro de 2017. De acordo com a publicação, o capitão reformado era chamado de “bunda suja” na corporação a qual serviu nas Forças Armadas. O termo em questão é usado pelos militares de alta patente para designar os que não galgaram posições na carreira. Além disso, o texto da coligação de Haddad resgata ainda um depoimento de 2011 do político e ex-ministro Jarbas Passarinho, morto em 2016. “Já tive com ele (Bolsonaro) aborrecimentos sérios. Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Eu não suportava os radicais da esquerda e não suporto os da direita. Pior ainda os da direita, porque só me lembram o livrinho da Simone de Beauvoir sobre “O pensamento de direita, hoje”: “O pensamento da direita é um só: o medo”. O medo de perder privilégios”, disse Passarinho em entrevista publicada em 2011 pelo site Terra.

Governador Fernando Pimentel decidirá quem será o novo reitor da Unimontes

 Antônio Alvimar Souza, Rômulo Soares Barbosa e Dalton Caldeira Rocha foram os eleitos para compor a lista tríplice para o cargo de reitor Foi realizada na última quinta-feira (18/10), a eleição para a escolha dos componentes das lista tríplice para o cargo de reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), com a participação dos professores, servidores técnico-administrativos e acadêmicos de todos os cursos (presenciais e a distância) ministrados pela Universidade no campus-sede e em suas demais unidades.  Foram instaladas mesas receptoras de votos nos prédios do campus-sede e nas demais unidades da instituição em Montes Claros (Hospital Universitário Clemente de Faria e CEPT) e nos campi de Almenara, Bocaiuva, Brasília de Minas, Espinosa, Janaúba, Januária, Paracatu, Pirapora, Salinas, São Francisco e Unaí, nos núcleos de Joaíma e de Pompéu e no Escritório de Representação da Unimontes em Belo Horizonte. Os votos na Unimontes são paritários, com os seguintes pesos: professor (70%), servidores técnico-administrativos e acadêmicos (peso de 15% cada categoria). De acordo com a Comissão Eleitoral, os percentuais de votação obtidos por cada candidato, seguindo a ordem dos nomes nas cédulas, foram:Rômulo Soares Barbosa – 38,49%Antônio Carlos Ferreira – 01,23%Antônio Alvimar Souza – 40,33%Dalton Caldeira Rocha – 19,95% Portanto, a tríplice com os nomes de Antônio Alvimar Souza, Rômulo Soares Barbosa e Dalton Caldeira Rocha, será encaminhada para o governador Fernando Pimentel, que poderá escolher qualquer um dos três eleitos, independentemente do número de votos obtidos. Também foram eleitos os seguintes professores para compor a lista tríplice para vice-reitor: Ilva Ruas de Abreu, Ildenílson Meireles e Eduardo Diniz Amaral

Pastor é preso por furar banheiros químicos para espiar mulheres

 O homem preso ao ser flagrado furando banheiros químicos para espiar mulheres é pastor evangélico. Peterson William Fontes, de 41 anos, é bispo do Ministério Atraindo as Nações ao Altar de Deus, em Vicente Pires, no Distrito Federal. Do G1 O religioso foi detido no domingo (14), após denúncias de testemunhas que passavam pelo Parque da Cidade. Ele carregava uma serra manual, uma faca grande, um maçarico e um tubo de combustível. De acordo a Polícia Civil, além da tentativa de espionar mulheres, Fontes tentou forçar a porta de um banheiro químico ocupado por uma mulher. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia. (…) Até as 12h desta terça-feira (16), o pastor continuava preso, aguardando a audiência de custódia. Ele vai responder na Justiça pelos crimes de importunação sexual e dano. Juntas, as penas podem chegar a cinco anos e meio de prisão. (…)

Torcedores do Rio de Janeiro lançam manifesto contra Bolsonaro

 “Devemos preservar traços fundamentais da nossa cultura, aquela fundada sobre cimento, a cultura de arquibancada”, diz trecho do manifesto assinado por torcedores de seis clubes do Rio  – Torcedores de coletivos e grupos progressistas de clubes de futebol do Rio de Janeiro lançaram um manifesto em defesa da democracia e contra a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Assinam torcedores dos quatro grandes, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Vasco, além de América e Bangu. “Partimos da premissa que, enquanto classe, devemos defender e lutar por nossos direitos, os quais são levados ao esquecimento com frequência. Devemos preservar traços fundamentais da nossa cultura, aquela fundada sobre cimento, a cultura de arquibancada”, diz um trecho do manifesto. No final, eles afirmam repudiar Bolsonaro e declaram apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). Confira o manifesto na íntegra: Manifesto de torcidas e torcedores/as em defesa da democracia Nós, torcedores e torcedoras cariocas, ligados às torcidas organizadas e coletivos de torcedores/as que representam os clubes do Estado do Rio de Janeiro ou simplesmente apaixonados/as pelo futebol e unidos/as por um ideal comum: a manutenção do Estado democrático de Direito, isto é, a defesa dos direitos humanos, a garantia de que os governantes respeitem a vontade popular, a proteção jurídica a todos/as os/as cidadãos/ãs com base na Constituição, apresentamos este manifesto contra a candidatura que representa iminente ameaça a estes valores e à cultura do futebol. Acreditamos que representamos aqueles/as que fazem da arquibancada um espaço democrático e uma celebração da alegria, que não se curvam e nem se curvarão à elitização do futebol (ingressos caros, jogos em horário incompatível com a realidade dos trabalhadores/as, entre outras ações com este fim), tampouco ao machismo e assédio contra a mulheres, nem à criminalização das torcidas e movimentos populares. É preciso refutar com firmeza a mentira de que futebol e política não se misturam. Essa ideia é usada por aqueles que tentam, a todo custo, apagar a memória viva da população brasileira. Não nos esqueçamos jamais que da arquibancada lutamos e resistimos nos tempos mais difíceis da história desse país. Nossas torcidas organizadas, genuínas representantes da paixão de torcer surgiram, em grande parte, no auge da ditadura militar iniciada em 1964. Infelizes são aqueles que colocam sob sombras a importante relação entre futebol, torcedor/a e política. Desejamos, por meio deste movimento, contribuir para o resgate da origem popular, progressista e de resistência que caracteriza essas torcidas! Por isso, ressaltamos que a ascensão do discurso de ódio fomentado por um candidato ao cargo de Presidente da República, aliada ao alarmante número de homens e mulheres que apoiam e propagam suas ideias, ensejou que nos mobilizássemos para a criação deste documento. Ocupando o lugar de torcedores/as, minoria em muitas vezes marginalizada e desvalorizada, temos a obrigação de resistir a qualquer postura autoritária que fere nossa existência, seja nos estádios, seja no dia-a-dia. Afinal, as minorias não precisam escolher entre se curvar ou desaparecer. Elas podem, unidas, lutar contra a opressão e manterem-se vivas! Partimos da premissa que, enquanto classe, devemos defender e lutar por nossos direitos, os quais são levados ao esquecimento com frequência. Devemos preservar traços fundamentais da nossa cultura, aquela fundada sobre cimento, a cultura de arquibancada. Devemos, deste modo, dizer NÃO a qualquer postura ou discurso que coloque em risco a diversidade, as nossas formas de expressão nos estádios (com bandeiras, faixas, bateria, cantos, hinos, etc), a participação de crianças torcedoras nos estádios pela falta de infraestrutura e uma sociedade culturalmente rica. Ademais, ser omisso diante de propostas que atacam impiedosamente direitos e garantias das minorias, da massa trabalhadora assalariada e inclusive de nós, torcedores/as, é compactuar com o massacre cultural que está por vir. Afinal, será consumada a intenção de enterrar a paixão de torcer junto às memórias e cinzas de um passado de ouro, de luta popular. Passado esse que poderá ser apagado, junto à derrubada da nossa democracia, tão recente, simbólica e, ao mesmo tempo, frágil em tempos de crise, quando o discurso de cunho fascista, baseado na crença da superioridade de um ser humano sobre o outro, no ódio ao diferente e submissão do povo a um líder autoritário que ganha força. Convidamos, a partir desse manifesto, que todos os torcedores e torcedoras que valorizam a cultura pela qual se unem, que sabem quão preciosa e importante é a democracia para construção de um Estado igualitário, estável e soberano, sejam, daqui em diante, pilares na luta pela preservação do Estado democrático, construído por tanta luta, suor e sangue. É preciso resistir ao fascismo e lutar em favor da democracia. Por isso, repudiamos a candidatura de Jair Bolsonaro e apoiamos a chapa Fernando Haddad e Manuela D’Ávila à Presidência da República. Paz entre nós, resistência ao fascismo! Assinam este Manifesto: ANARCOMUNAMÉRICA ANATORG CASTORES DA GUILHERME COLETIVO CHICO GUANABARA COLETIVO POPULAR ALVINEGRO COMUNA RUBRO NEGRA ESQUERDA RUBRO NEGRA ESQUERDA VASCAÍNA FLAMENGO ANTIFASCISTA FLAMENGO DA GENTE FLUMINENSE ANTIFASCISTA FLUMUNISTAS FRENTE INTERNACIONALISTA DOS SEM TETO INSTITUTO HENFIL MENGÃO FORO ANTI-GOLPISTA MULHERES DE ARQUIBANCADA RESISTÊNCIA RUBRO NEGRA TORCEDORES PELA DEMOCRACIA TRICOLORES DE ESQUERDA VASCAÍNAS CONTRA O ASSÉDIO

Barbárie – Aluna da UFPR é estuprada por ser contra Bolsonaro

 – Uma aluna da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teria sido vítima de estupro dentro da instituição de ensino, segundo comunicado divulgado na página no Facebook Centro Acadêmico de Ciências Sociais, na última segunda-feira, 15.  De acordo com relato da vítima, a agressão aconteceu como uma espécie de punição praticada por eleitores contrários ao seu posicionamento político. A jovem estava usando um adesivo da campanha “#EleNão” – contrária à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) ao cargo de presidente da república. “Fui estuprada por garotos no Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFPR por estar com um adesivo do #EleNão. Tive que fazer sexo oral a força com eles ameaçando(…) me violaram”, diz o relato publicado no Mapa da Violência. O caso está sendo investigado. Leia relato sobre o caso absurdo: A gestão tomou conhecimento da denúncia por meio do mapa da violência disponível no link: http://mapadaviolencia.org/dt_testimonials/anonimo-mulher-trans-branca-gay-22-pr Até o presente momento a vítima não nos contactou pessoalmente, no entanto não vamos colocar em descrédito o relato da vítima, pois o tempo todo vítimas de estupro são culpabilizadas. Nos colocamos a serviço do acolhimento da vítima, mesmo que essa mulher não se sinta a vontade para a exposição do ocorrido. O corpo docente juntamente com os estudantes está articulando formas de lidar com o acontecido de forma a verificar os fatos. Esperamos que tudo seja esclarecido ao longo da semana.NOTA DE REPÚDIO A gestão ¡Aquí se Respira Lucha! foi comunicada de uma denúncia anônima sobre um caso de estupro ocorrido dentro do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, cometido por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro contra uma mulher que usava o adesivo da campanha #EleNão. Viemos por meio desta nota expressar nosso repúdio, além de nos colocarmos à disposição da vítima para auxiliá-la no que for necessário, inclusive para tomar medidas legais e na procura de apoio psicológico. Não podemos banalizar esse como mais um caso estatístico, mas qualificar a discussão que se coloca sobre a crescente onda de violência em nome da candidatura fascista que concorre à presidência hoje em nosso país. Somado ao ocorrido, identificamos pichações de “B17” e de suásticas nas paredes do CA. Isso nos leva a repensar de maneira mais profunda sobre o uso do espaço físico do CACS, e sua abertura em todos os turnos do dia – incluindo à noite -, para o uso de estudantes de Ciências Sociais, de outros cursos e inclusive da comunidade externa. Nesse momento, precisamos rever urgentemente a forma como utilizamos este espaço, e essa reflexão deve ser feita coletivamente pelos estudantes do curso. Certamente, a saída não é a extinção do espaço, muito menos o cerceamento da autonomia da entidade estudantil histórica que é o CACS. A conjuntura tem nos pressionado a fortalecer todos os segmentos antifascistas da sociedade, o que inclui o movimento estudantil e suas entidades de base. A gestão ¡Aquí se respira Lucha! iniciará um movimento de reocupação política do espaço a partir dessa semana. O processo de planejamento da reforma do CACS, que já vinha sendo discutido pela gestão desde o princípio e que foi atravancado por outras tarefas e pela incerteza de permanência no mesmo local com a mudança de parte do setor de educação, será agora impulsionado a partir do debate coletivo dos estudantes iniciado pela assembleia de amanhã, 16/10, às 9h30*. Nunca foi tão necessário que o CACS se fortaleça e resgate a necessidade histórica de ter uma sede no campus. Nesse momento de profunda intolerância política, de ascensão do discurso fascista, machista, racista e xenofóbico, precisamos nos colocar na linha de frente da luta cotidiana do movimento estudantil. Somamos a essa nota nosso repúdio à candidatura de Jair Bolsonaro e tudo o que ele representa, à crescente de notícias falsas e de distorção da realidade usadas como estratégias de campanha, que tem feito se intensificar a fascistização da sociedade brasileira. Chamamos todas e todos estudantes do curso para comparecerem na assembleia, e construírem conosco a reocupação política do CACS! #EleNão #EleNuncaFASCISMO NÃO! POIS ¡AQUÍ SE RESPIRA LUCHA! * LINK DO EVENTO: https://www.facebook.com/events/1003451279861576/

Toda campanha de Bolsonaro foi montada por setores evangélicos dos EUA

 Qual tem sido o papel dos grupos religiosos na promoção da candidatura de Jair Bolsonaro no Brasil? Frei Beto, famoso teólogo brasileiro entrevistado pela Sputnik acredita que tem sido muito grande. Em uma conversa com a Sputnik Mundo, o teólogo Frei Betto assegurou que um possível governo de Jair Bolsonaro terá um alinhamento estreito com Washington. Além disso, ele apontou para a atuação de grupos evangélicos estadunidenses e os do Instituto Millenium, um think tank ligado ao economista neoliberal Paulo Guedes e chefe da agenda econômica do capitão, na campanha do candidato do PSL, que aspira a tomar o poder no Brasil. “Há um interesse elevado de Trump para que Bolsonaro seja eleito. Porque, possivelmente, Jair Bolsonaro iria romper as relações com Cuba e Venezuela e mudaria a sede da embaixada brasileira de Israel para Jerusalém”, disse Frei Betto, um dos maiores representantes da corrente Teologia da Libertação, em relação ao hipotético governo do candidato de direita. Aliás, Frei Betto sublinhou que os Estados Unidos apostam fortemente em uma vitória de Bolsonaro no segundo turno, e na verdade já colaboraram com o candidato através de canais não oficiais. “Toda a campanha de Bolsonaro foi montada por setores evangélicos dos EUA. Há um grupo de extrema-direita de origem americana, o Instituto Millenium, representada pelo economista Paulo Guedes, que opera no Brasil para organizar e treinar uma geração de jovens de direita muito beligerante”, opinou. O autor do famoso livro “Fidel e a Religião: Conversas com Frei Betto” referiu-se às consequências que um eventual governo de Bolsonaro, famoso defensor da última ditadura militar no Brasil, poderia acarretar. “Esta onda fascista no Brasil se produz por não ter sido feito aquilo que fizeram na Argentina, no Chile e no Uruguai: condenar os militares responsáveis pela ditadura. Teremos o retorno das mesmas pessoas da ditadura, com a mesma ideia se segurança nacional. Isso vai ter um reflexo claro na política continental e internacional. Todas essas pessoas [apoiantes da ditadura] estão apoiando Bolsonaro”, advertiu Frei Betto.

Investigação sobre Bolsonaro muda reta final – Por Paulo Moreira Leite

A mais dramática campanha presidencial de nossa história política chega à última semana num ambiente político favorável ao crescimento de Fernando Haddad. As razões são fáceis de compreender. Investigado pela Polícia Federal e pelo TSE, Jair Bolsonaro já mudou de identidade política. Perdeu o papel cuidadosamente construído de inquisidor que assumiu ao longo da campanha para se colocar na defensiva, suspeito como um foragido da Justiça que teima em esconder a verdade. A grande massa de eleitores atraídos numa guerra de valores morais irá repensar suas escolhas e estará aberta a novos argumentos. Nessa situação, Bolsonaro tende a parar de crescer e começar a perder votos. Educado para desconfiar sistematicamente de todos os políticos, o eleitor presta muita atenção ao que ocorre nos dias finais da campanha e neste momento fará descobertas monstruosas sobre Bolsonaro: contribuições ilegais de empresas privadas, uso de caixa 2, e outros crimes eleitorais. Eleitores mais cuidadosos, que tentam agir de modo consciente na escolha do candidato, irão prestar atenção a nova revelação. A máquina da campanha está em pane. Embora tenha apoiadores, Bolsonaro não tem militantes e seu partido é uma sigla de fantasia. Sua força real era uma organização clandestina que atuava às escondidas na internet, que começa a ser desbaratada agora. O próprio Whatsapp promoveu 700 000 cancelamentos, conforme o El País. As quatro agencias responsáveis pelos disparos em massa também foram advertidas para deixar de prestar o serviço. Mesmo que tente reconstruir o esquema, reincidindo perigosamente numa prática criminosa quando já é investigado oficialmente, não é uma estrutura que se constrói do dia para a noite. A denúncia complica o esforço para fugir dos debates pela TV na última semana de campanha. Temendo futuras complicações éticas, a equipe médica que o atendeu após a facada de Juiz de Fora lavou as mãos. Anunciou, publicamente, que a saúde do candidato está em ordem e lhe cabe decidir se comparece ou não aos debates. Caso mantenha a decisão de não comparecer Bolsonaro arrisca-se a ganhar a fama de fujão, particularmente vergonhosa para quem insiste em fazer do passado militar sua verdadeira personalidade identidade — embora tenha passado apenas onze anos na caserna e seja político profissional há 28 anos. Se decidir comparecer, será inevitável enfrentar perguntas incomodas sobre sua máquina de mentiras, perdendo pontos mais uma vez. Sem o discurso fácil da moralidade, restará ao candidato enfrentar o debate político, nem um pouco favorável, pois ele encarna um projeto essencialmente impopular, contrário às necessidades da maioria dos brasileiros. Suas ideias econômicas são uma versão piorada das receitas desastrosas que Michel Temer vem aplicando ao país — com apoio de Bolsonaro e seu guru, Paulo Guedes. Num país no qual 69% da população reafirma os compromissos com a democracia, o comportamento autoritário — para dizer o mínimo — de Bolsonaro fez nascer entre muitos brasileiros o receio de que o país seja jogado numa ditadura, como mostra pesquisa recente do DataFolha. Comprometido com programas radicais de privatização e corte de investimentos públicos, inclusive com a Emenda Constitucional que reduz gastos por 20 anos, Bolsonaro nada tem a dizer sobre programas contra a miséria e a desigualdade — apenas esconder que o plano é cortar, cortar e cortar. Neste ambiente, quando chega à ultima semana a campanha apresenta uma brecha aberta para uma virada espetacular nos últimos dias. Há um novo ânimo na campanha de Haddad. * Paulo Moreira Leite é colunista do 247, ocupou postos executivos na VEJA e na Época, foi correspondente na França e nos EUA   Alguma dúvida?

PSL e PRTB pagaram páginas de fake news com verba pública

 PRTB, de General Mourão, pagou ao menos R$ 25 mil com recursos do fundo partidário no fim do ano passado. Em maio, deputado reeleito do PSL, de Bolsonaro, usou R$ 8 mil da cota parlamentar para pagamento da empresa. O PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, e o PRTB, que abriga o candidato a vice, General Hamilton Mourão, transferiram dinheiro público para a empresa sediada em São Paulo que administra ao menos 28 páginas e seis sites que distribuem fake news e materiais de apoio à candidatura dos militares. De propriedade de Thais Raposo Chaves e Ernani Fernandes, a empresa Raposo Fernandes Associados (RFA) – por meio da Novo Brasil Empreendimentos Digitais LTDA -, administra páginas de apoiadores de Jair Bolsonaro e também de supostos “movimentos sociais”, que disseminam fake news produzidas por sites que foram criados por eles com nomes parecidos aos de jornais tradicionais, como Correio do Poder, Crítica Política, Folha Política, Gazeta Social e Política na Rede. Segundo levantamento do jornal O Estado de S.Paulo, em parceria com a organização internacional de campanhas e mobilização social Avaaz, somente nos últimos 30 dias, os endereços administrados pela empresa para disseminação de fake news alcançaram 12,6 milhões de interações no Facebook – para se ter uma ideia, o jogador Neymar teve 1,1 milhão de interações e cantora Madonna, 442 mil. O maior puxador de interações da RFA é uma página chamada Movimento Contra Corrupção (MCC), de uma entidade criada por Ernani, Thais e outros membros em 2013, no auge dos protestos de rua. Reportagem do site The Intercept Brasil mostra que a empresa de Thais e Ernani receberam ao menos R$ 25 mil diretamente do PRTB, partido de Levy Fidélix e General Mourão, no final do ano passado. A Novo Brasil Empreendimentos Digitais também recebeu R$ 8 mil em maio deste ano da cota parlamentar do deputado reeleito Delegado Francischini, do PSL, partido de Bolsonaro, um dos mais ativos apoiadores do capitão da reserva nas redes sociais.

TRT-MG condena mineradora por tentar obrigar funcionários a votarem em Bolsonaro

Flapa Minerações e Incorporações, por intermédio de um comunicado afixado no mural da empresa, cobrou que os trabalhadores votassem no candidato militar – A empresa mineira Flapa Minerações e Incorporações foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho Minas Gerais (TRT-MG) por tentar direcionar o voto de seus funcionários. A mineradora, por meio de um comunicado afixado no mural da empresa, cobrou que os trabalhadores votassem no candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL). A empresa foi condenada a se retratar e terá que pagar multa diária de R$ 500 mil caso descumpra a decisão. Para a juíza da 30ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Clarice dos Santos Castro, a atitude da empresa consiste em “abuso do poder diretivo e da posição hierárquica” e leva os funcionários a “temerem por seus empregos, fazendo com que sejam potenciais alvos de pressões psicológicas das mais variadas espécies”. Para a magistrada, a punição tem o objetivo de demonstrar a “impossibilidade e ilegalidade de se realizar campanha pró ou contra determinado candidato, coagindo, intimidando, admoestando ou influenciando o voto de seus empregados, com abuso de poder diretivo”.

Psiu Poético vai prestar homenagem ao poeta Georgino Júnior

 Na próxima terça-feira, 23, será realizado um evento especial do Psiu Poético em homenagem ao poeta, jornalista, professor, chargista e artista plástico Georgino Júnior, falecido no último dia 13. O evento, intitulado “Pai e Filha”, vai homenagear também a filha de Georgino, Gabriella Mendes de Souza. Com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, a homenagem vai contar com a participação de artistas como Paulo Davi, Jorge Terceiro, Maria Cida Neri, Jefferson de Souza, Jéssica Mendes, Tico Lopes, MiriaM Lorentz, Aroldo Pereira e Gabriella Mendes de Souza, entre outros. O evento será a partir das 19h, no auditório Cândido Canela, no Centro Cultural Hermes de Paula. A entrada é gratuita. Georgino Júnior – Nascido em 1949, Georgino Júnior construiu uma história marcante, sobretudo na imprensa montes-clarense. Ainda novo, foi assessor de gabinete do prefeito Antônio Lafetá Rebello. Nas décadas de 1970, 1980 e 1990 foi cronista no Jornal de Montes Claros. Foi editor do caderno de cultura por quase uma década no Jornal do Norte. Sua última atuação na imprensa foi no jornal O Norte de Minas, também como cronista. Como poeta, publicou no ano 2000, pela editora Unimontes, o livro “Bola pra Frente Futebol Clube”. Georgino se destacou também na música, sendo letrista em parceria com músicos como Tico Lopes, Zé Xorró e Tino Gomes. É autor, ao lado deste último, da música “Montesclareou”, que foi eleita a canção oficial da cidade. Georgino Júnior também foi chargista e artista plástico. Além disso, foi professor durante muitos anos no Instituto de Ciências Agrárias da UFMG em Montes Claros. Georgino deixou esposa e quatro filhos, além de uma vasta obra. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros