Argentina envia ao Itamaraty lista de foragidos do 8 de janeiro

Com os dados coletados pelos argentinos, inicia-se o processo do pedido de extradição desses foragidos pelas autoridades brasileiras. A solicitação deve ser feita pela PF O governo argentino enviou, nesta quarta (19), ao Itamaraty uma lista de 62 brasileiros que fugiram para o país com mandados de prisão em aberto pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Segundo o informe, 13 dos foragidos já saíram da Argentina e um teve a entrada recusada. O movimento ocorre após a Casa Rosada ser pressionada pelo Planalto e questionada por jornalistas em coletiva de imprensa do porta-voz do presidente Javier Milei, Manuel Adorni. A PF (Polícia Federal) estima haver mais de 180 foragidos espalhados na Argentina, Paraguai e Uruguai. O Ministério das Relações Exteriores recebeu o documento e o encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça (18). O STF havia solicitado ao Itamaraty que fizesse a consulta ao governo argentino. A maioria dos golpistas não passou pelas barreiras migratórias, ainda que uma parte tenha pedido refúgio ao governo argentino. Com os dados coletados pelos argentinos, inicia-se o processo do pedido de extradição desses foragidos pelas autoridades brasileiras. A solicitação deve ser feita pela PF. Havia dúvidas sobre como o governo de extrema-direita se comportaria diante de um pedido de colaboração, já que as defesas de investigados e condenados afirmam haver perseguição política no Brasil. O governo da Argentina negou haver um “pacto de impunidade” entre Milei e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para assegurar asilo político aos brasileiros investigados pelo 8 de Janeiro. “Claramente não fazemos pacto de impunidade com absolutamente ninguém. Você se referiu ao Bolsonaro, não, não fazemos pactos de impunidade, nem jamais faremos com ninguém. E, por outro lado, é efetivamente uma questão judicial. A justiça tomará as medidas correspondentes quando chegar a hora de tomá-las e nós as respeitaremos como respeitamos cada decisão judicial”, respondeu o porta-voz ao ser questionado por um jornalista durante uma coletiva.

INTERESSES – Imprensa está a serviço dos super-ricos, denuncia Campanha

Diante de mais uma tentativa de cerco ao governo Lula, a Campanha Tributar os Super-Ricos denuncia o papel da imprensa tradicional. Os principais jornais do país, por exemplo, fizeram lobby pela manutenção da taxa básica de juros em 10,5%, como acabou decidindo o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A justificativa da imprensa para os juros elevados é uma suposta crise fiscal, pressionando o governo por corte de gastos. O que a imprensa finge ignorar, no entanto, é fato que cada ponto percentual a menos na taxa Selic representa R$ 41,4 bilhões de redução na dívida bruta do país. Ou seja, os juros altos são causa da piora do quadro fiscal, e não consequência. Ao mesmo tempo, esses mesmos setores da imprensa defendem a alegada “autonomia” do BC. A realidade, mais uma vez, trata de desmentir. Isso porque, na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ofereceu um jantar em homenagem a Campos Neto. Trata-se de um dos principais expoentes da oposição bolsonarista. Não bastasse isso, Campos Neto teria afirmado que aceita ser ministro da Fazenda na hipótese de Tarcísio alcançar a presidência. Nesse sentido, o presidente do BC é um dos principais porta-vozes da suposta crise fiscal do país. Por outro lado, os empresários – bem como seus representantes no Congresso e na mídia – resistem em contribuir com o equilíbrio fiscal do país. A revisão das desonerações e outras medidas para aumentar a arrecadação sofrem intenso tiroteio. O objetivo, como sempre, é tentar induzir cortes em políticas sociais que beneficiam a maioria mais pobre. A imprensa é dos super-ricos? Diante desse quadro, as mais de 70 organizações sociais, entidades e sindicatos que compõem a Campanha Tributar os Super-Ricos questionam: “Qual o papel da imprensa para auxiliar um país? Atender os interesses da população, da cidadania ou escamotear e defender os super-ricos? Metade da riqueza do país está na mão de 1% da população que dá a linha aos donos dos jornais”. “Defendem a supremacia do ‘mercado’, dos rentistas… Pra convencer o povo que isto é certo! Defendem o tal do Banco Central ‘independente’ que defende o capital financeiro ao invés baixar os juros para ajudar a economia e toda a gente! Saúdam juros altos, equilíbrio fiscal, benefícios fiscais a quem já tem muito ao invés de investimentos sociais, penalizar quem destrói a natureza”, diz a Campanha em postagem nas redes sociais. Enquanto isso, a reforma tributária tem dificuldade para avançar no Congresso Nacional. O governo pressiona para que a votação dos projetos de regulamentação da reforma sobre o consumo ocorra ainda antes do recesso parlamentar. A conclusão da matéria abriria espaço para a discussão da reforma sobre a renda e o patrimônio, urgente em um país tão desigual. “Os ricos já tem um Congresso quase inteiro a seu dispor. A imprensa bem que poderia ser mais cidadã ao invés de servir ao capital”, lamenta a campanha. “E quando convém, atacam a democracia e participam de golpes para defender os super-ricos…” Rede Brasil Atual

Uso de inteligência artificial cresce e acende sinal de alerta no TSE

Servidores do órgão acompanham a utilização da tecnologia ao redor do mundo monitorando impactos da IA no exterior, onde votações tiveram desde falsos apoios até protestos feitos com a tecnologia. Marqueteiros enxergam usos positivos Em um ano marcado por eleições que mobilizam grandes contingentes de eleitores, em países como Índia, México e Brasil, o uso de inteligência artificial (IA) na política tem se alastrado pelo mundo. Da criação de candidatos fictícios a falsas declarações de apoio, o uso da tecnologia coleciona exemplos de tentativas de manipular a opinião do eleitor, em amostras do tipo de ação com que os brasileiros que vão às urnas em outubro poderão se deparar. Profissionais que atuam em campanhas e dirigentes partidários, por outro lado, afirmam ser possível fazer bom uso das ferramentas nas disputas municipais. Uma resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em fevereiro define regras para a utilização da IA nas campanhas eleitorais, como identificar o uso da tecnologia em materiais de divulgação e a proibição dos chamados “deepfakes” — técnica que permite trocar o rosto de pessoas em vídeos, por exemplo. Deepfake foi a tecnologia utilizada na África do Sul em vídeos que indicavam um falso apoio do ex-presidente norte-americano Donald Trump a candidatos no país. A imagem de Trump, ele próprio candidato nos Estados Unidos, também foi manipulada no Paquistão para dizer que ele tiraria da prisão o ex-primeiro-ministro Imran Khan. O risco dessas manipulações aumenta à medida que se aproxima a eleição — e diminui, portanto, o tempo para desmentir o conteúdo. Em Bangladesh, um vídeo criado com a técnica de deepfake foi usado para simular que dois candidatos haviam desistido na disputa no dia de os eleitores irem às urnas. Situação semelhante ocorreu em Taiwan, mas para falsificar o apoio de um empresário. Na Índia, candidatos usaram vozes e imagens de pessoas mortas, incluindo uma cantora popular. O mesmo ocorreu na Indonésia, com vídeos do ex-presidente Suharto, morto em 2008. Todos esses episódios poderiam ser enquadrados nas regras do TSE, com a possibilidade de cassação da candidatura ou até do mandato dos responsáveis pela divulgação. As 7 principais eleições de 2024 pelo mundo Prioridade do TSE O tribunal afirma que servidores do órgão acompanham a utilização da tecnologia ao redor do mundo, com participação em eventos e workshops internacionais. Em nota, o TSE informou ainda que este monitoramento é uma prioridade da Corte. “O uso da inteligência artificial no processo eleitoral está entre as prioridades do TSE, que acompanha sim o tema e o modo como essa tecnologia é empregada ao redor do mundo”, diz a nota. Mas nem sempre a IA é usada para enganar o eleitor. Na Bielorrúsia, um candidato foi criado a partir do ChatGPT, ferramenta criada pela empresa OpenIA, em uma forma da oposição de denunciar o que foi considerada uma eleição fraudulenta. “Ele é mais real do que qualquer candidato que o regime tem para oferecer. E a melhor parte? Ele não pode ser preso”, ironizou a líder opositora Sviatlana Tsikhanouskaya. No México, a candidata Xóchitl Gálvez relatou ter utilizado uma ferramenta de IA para treinar para um debate. Os dados sobre o uso da IA em eleições estão sendo reunidos em um projeto do site Rest of World. Enquanto isso, no Brasil, marqueteiros envolvidos em campanhas admitem utilizar a tecnologia, mas predominantemente em funções nos bastidores das campanhas. O estrategista Felipe Soutello, especialista em marketing político e responsável por diversas campanhas, ressalta que as ferramentas de IA vão auxiliar no trabalho do dia a dia, agilizando alguns processos. “A base de uma campanha é a estruturação do discurso dos candidatos. Então, se você armazena o conjunto das falas e discursos e estrutura isso dentro de uma pasta de IA, ela vai te ajudar a ter coerência, pegar as recorrências, refinar e deixar esse discurso mais palatável para diferentes públicos. Essas ferramentas são colaboradores que somam na mesa de trabalho”, afirmou Soutello, que atuou na campanha vitoriosa de Bruno Covas à Prefeitura de São Paulo, em 2020, e na da atual ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), à Presidência da República, em 2022. O marqueteiro Paulo Vasconcellos, que assumiu a campanha do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), e atua na pré-candidatura do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) à Prefeitura do Rio, também é a favor da utilização da tecnologia, mas “com parcimônia”. “O eleitor busca verdade no candidato. Se o eleitor perceber que há falsidade em uma conversa, a candidatura perde energia”, avalia. O marqueteiro Renato Pereira, que deve atuar em campanhas de algumas capitais, ressalta que o uso “do bem” das ferramentas de inteligência artificial é efetivo, auxiliando no processamento de informações. Ele avalia que em algumas áreas não há vantegens, como na criação. No caso de elaborar um slogan, os resultados são ruins. “A IA interpreta pesquisas, elabora cenários políticos para o candidato”. Uso nocivo No início do mês, a ministra Cármen Lúcia assumiu a presidência do TSE com um discurso contra “algoritmo do ódio”. Um dos principais desafios será o de lidar com a popularização da IA. Reservadamente, estrategistas apontam a possibilidade de diretórios de grandes partidos utilizarem a tecnologia com o objetivo de abranger cada vez mais a segmentação. Ou seja, a tecnologia deve orientar a produção de propagandas que visem atingir eleitores que moram em um bairro determinado, ganham um certo salário, seguem certa religião. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), diz que a IA é uma “realidade irreversível”, mas que a regulamentação é importante. Ele defende mudanças na legislação para reforçar a vedação aos deepfakes. Já o chefe do PL, Valdemar Costa Neto, afirma que as peças de comunicação serão de responsabilidade dos diretórios municipais, sem centralização. À frente do PSDB, Marconi Perillo afirmou que o partido promoveu um seminário com pré-candidatos para evitar a desinformação. O dirigente confirma que a sigla irá usar ferramentas com IA, principalmente na análise de dados para auxiliar candidatos. Fonte: Exame

Pantanal já enfrenta os maiores focos de incêndio da história

Neste domingo (23), foram detectados pelo Inpe 3.097 focos de incêndio. O número já supera tudo que foi queimado 2023 O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou, neste domingo (23), 3.097 focos de incêndio no Pantanal. O número já supera tudo que foi queimado em 2023. A fumaça tem incomodado a população por causa da proximidade das cidades como Corumbá. De acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a área queimada no bioma já chegou a 576,1 mil hectares, sendo 430,1 mil hectares em Mato Grosso do Sul e 145,8 mil, em Mato Grosso. Em nota, o governo de Mato Grosso do Sul diz que o combate está sendo feito de diversas formas como o uso de aeronaves que estão retirando água do rio Paraguai e jogando diretamente nos incêndios florestais. No combate direto ao fogo, o Corpo de Bombeiros usa de tecnologia que permite direcionar as equipes das mais diversas formas para os locais com detecção dos focos, além de auxiliar em uma atuação mais eficiente. Neste sábado (22), as aeronaves do GOA (Grupamento de Operações Aéreas), do Corpo de Bombeiros e da CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo), da Polícia Militar, atuaram na área conhecida como Bracinho, em frente ao Porto Geral de Corumbá. O trabalho aéreo de combate ao fogo no Pantanal também contou com o apoio de dois helicópteros do CGPA, equipados com um balde automático, que faz a captação da água no rio ou em local próximo ao fogo. “Tal equipamento é chamado ‘bambi bucket’ ou ‘helibalde’ e funciona com a capacidade de 820 litros, o mais moderno que tem no mercado. Ele é acionado eletronicamente, de dentro da aeronave, a partir de uma válvula que é acionada pelo piloto, que pode efetuar o disparo e dosar a quantidade de água que será lançada em cada ponto”, explica o tenente-coronel Fábio Gonçalves. O fogo não descansa e, por isso, sequer à noite o trabalho contra ele cessa. Além disso, o trabalho do Corpo de Bombeiros no período noturno é tido como estratégico pela corporação, que aponta vantagens no combate aos incêndios florestais neste horário. “No Pantanal o combate noturno é uma tática que usamos muito por causa das condições atmosféricas, já que ao meio-dia ou uma da tarde encontramos temperaturas de até 46°C e umidade relativa do ar com 13%, fora os ventos acima de 50 km/h. Isso dificulta muito o combate”, explica a diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, Tatiana Inoue. Toda a atuação por terra, ar e rios em Corumbá e nas demais regiões com atuação dos bombeiros no Pantanal é coordenada pelo SCI (Sistema de Comando de Incidentes), em Campo Grande. Tal ferramenta está sob a estrutura do Governo do Estado. “É complexo e muito importante, pois a coordenação é integrada com todas as forças de segurança, do Estado e também da União, que trabalham no combate”, explica o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros e chefe das operações de combate a incêndios, coronel Adriano Rampazo.

Brasil bate recorde com 100 milhões de pessoas empregadas, segundo IBGE

Em 2023, o emprego com carteira assinada voltou a crescer, alcançando 37,4% da população ocupada – ante a 36,3%, em 2022. O número desses trabalhadores em 2023 (37,7 milhões) corresponde ao maior da série histórica O Brasil bateu recorde em 2023, com população de 100,7 milhões de pessoas ocupadas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2023, divulgada nesta sexta-feira (21) pelo IBGE. Esse contingente representa um acréscimo de 1,1% em comparação a 2022. Ou seja, 99,6 milhões de pessoas, equivalente a 12,3% frente à população de 2012 (89,7 milhões). Segundo o instituto, comparado com 2022 o total da população em idade de trabalhar expandiu 0,9%, e foi estimada em 174,8 milhões de pessoas em 2023 — ano em que o nível da ocupação ficou estimado em 57,6%. Os dados do IBGE mostram que o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado aumentou de 2012 (39,2%) a 2014 (40,2%). Mas a partir de 2015, houve registro de queda. Em 2023, voltou a crescer, alcançando 37,4% da população ocupada – ante a 36,3%, em 2022. O número desses trabalhadores em 2023 (37,7 milhões) corresponde ao maior da série. Assim, diminuíram os empregos sem carteira assinada nesse setor: o percentual ficou em 13,3% em 2023, queda de 0,3 ponto percentual em um ano. A redução, segundo o IBGE, ainda não foi suficiente para altera a estimativa, que continua uma das maiores da série histórica. No setor público, entretanto, não houve mudanças ao longo da série. Servidores estatutários e militares se mantiveram em torno de 12% em 2023, equivalente a 12,2 milhões de trabalhadores. Os do setor doméstico também mantiveram estabilidade. E mantiveram o mesmo percentual de 2022. Ou seja, 6% dos ocupados. De acordo com o IBGE, porém, entre os empregadores houve a interrupção do movimento expansivo observado até 2018 (4,8%), passando para 4,6% em 2019, 4,4% em 2022 e 4,3% em 2023.

Aumenta o número de infrações contra pessoas idosas em Montes Claros

15 de junho é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, e, por isso, todo o mês é dedicado a ações que visam aumentar a proteção dessa faixa etária. Em Montes Claros, as infrações contra idosos, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), revelam um aumento de 15,82% no número de casos registrados entre janeiro e abril de 2024 (615), em comparação com o mesmo período de 2023 (531). Cibele Freire Diniz Oliveira, assistente social no município, reconhece o aumento dos casos de abusos contra idosos em Montes Claros. No entanto, ela atribui esse crescimento à maior conscientização da população em fazer denúncias. “A falta de conhecimento sobre o estatuto do idoso e o que constitui maus-tratos leva as pessoas a não reconhecerem certas ações como abusivas. Após receberem informações, muitas pessoas acabam denunciando”, explica. Cibele enfatiza que o trabalho de prevenção é intensivo, realizado com grupos especializados e algumas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), visando conscientizar os idosos sobre maus-tratos e cuidados que devem ser denunciados. “Isso levou os idosos a entenderem suas situações e a denunciar mais, especialmente violações psicológicas que antes eram consideradas normais”, explica. A assistente social destaca que a maioria dos problemas enfrentados pelos idosos é de ordem familiar, devido à falta de filhos disponíveis para cuidar, já que muitos trabalham fora. Ela ressalta que os familiares muitas vezes não estão cientes da legislação e consideram suas ações normais, o que pode levar a violações dos direitos dos idosos. VIOLÊNCIA EM CASA No Brasil, os casos de agressão contra idosos aumentaram em quase 50 mil ocorrências em 2023, em comparação com o ano anterior, segundo a pesquisa “Denúncias de Violência ao Idoso no Período de 2020 a 2023 na Perspectiva Bioética”, realizada em parceria pelas professoras Alessandra Camacho, da Escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado da UFF, e Célia Caldas, da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A pesquisa também revelou que a maioria dos suspeitos em casos de violência contra idosos são os filhos, com uma tendência crescente ao longo dos anos: 47,78% em 2020, 47,07% em 2021, 50,25% em 2022 e 56,29% em 2023. Além disso, a maioria das denúncias e violações ocorre na residência da vítima e do suspeito, seguida pela casa da própria vítima. Claudina Rosa de Azevedo, de 73 anos, conta que não passou por violências, mas que após a morte da irmã, que morava com ela, ficou sozinha. “Meu sobrinho então achou melhor eu vir para o Lar das Velhinhas”, conta. “Acho ruim e triste que algumas pessoas sejam abandonadas pela família. Estou tranquila, feliz, bem tratada e acolhida aqui. Acredito que, para quem acha que uma pessoa mais velha está incomodando, deveriam trazê-la para morar aqui ou arranjar outro lugar adequado. É melhor que maltratar a pessoa”, diz Azevedo. Cibele ressalta que, para os idosos com família, é importante buscar adaptar a situação, mesmo que isso possa ser dispendioso. “Nunca haverá capacidade para abrigar todos os idosos em instituições, considerando a grande população idosa de Montes Claros, estimada em cerca de 40 mil pessoas. Embora uma nova instituição de longa permanência esteja em construção, isso não resolverá completamente o problema.” Cibele enfatiza que a responsabilidade principal deve recair sobre as famílias, que optam às vezes por colocar os idosos em instituições para se isentarem da responsabilidade. Dulce Cerqueira Chaves Amaro, de 94 anos, mora desde janeiro desse ano no Lar das Velhinhas em Montes Claros, e conta que para ela, essa foi a melhor solução. “Eu não tenho família aqui, apenas amigos. Nem mesmo meu filho adotivo, porque tem que trabalhar. Estou satisfeita, porque é melhor que ficar sozinha tendo que cuidar de tudo, como aluguel e comida. Aqui eles fazem tudo por mim. Estou feliz aqui”, conta Dulce. Para quem não tem condição de ficar com um idoso devido ao trabalho, porque está constituindo família, viajando ou vivendo em outro lugar, Dulce aconselha que melhor que maltratar ou negligenciar é lembrar que “amanhã pode ser você na mesma situação do idoso que você maltrata hoje.” *O Norte, com informações da Agência Brasil

CEMIG realiza leilão de imóveis localizados em Minas Gerais

Evento conta com 36 imóveis em 18 municípios, com valores atrativos e possibilidade de parcelamento  A Cemig, uma das principais concessionárias de energia elétrica do Brasil, está promovendo um leilão para ofertar 36 propriedades em 18 municípios de Minas Gerais, incluindo casas e terrenos com valores iniciais que variam de R$ 20.400 a R$ 5,7 milhões. Os interessados poderão dar lances até o próximo dia 11 de julho pela plataforma Superbid Exchange. As oportunidades estão localizadas nos municípios de Montes Claros, Três Marias, São Francisco, Botumirim, Cristália e Janaúba (Norte de Minas), Nepomuceno, Itanhandu, Itutinga e Brasópolis (Sul de Minas), Divino, Nanuque, Minas Novas e Braúnas (Leste de Minas), Piau (Zona da Mata), Iguatama (Oeste), Ituiutaba (Triângulo) e Lagoa Santa (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Na Região Metropolitana, há um imóvel em oferta por R$ 1.930.070,00, referente a um lote de 22.400 m² em Lagoa Santa. Já no Triângulo, o valor mínimo é de R$ 3.061.000,00 por um imóvel comercial de 5.949 m² no centro de Ituiutaba. No Norte de Minas, 18 imóveis recebem lances, que vão de R$ 90.772,00, relativos a terreno rural de 42,36 hectares em Cristália, a R$ 5.707.950,00, por um imóvel com 2.445 m², na região central de Montes Claros. Além dessas duas cidades, Botumirim, Três Marias, Janaúba e São Francisco também possuem imóveis em oferta no Norte de Minas. No Sul de Minas, sete imóveis estão sendo anunciados em leilão por valores que vão de R$ 145.500,00 por uma casa a R$ 1.215.000,00 por um terreno rural de 83,89 hectares, ambos localizados em Itutinga. Há outros imóveis à venda, localizados no Sul de Minas, em Nepomuceno, Itanhandu, Brasópolis e também em Itutinga No Leste de Minas, também estão sendo ofertados sete imóveis com valores variando de R$ 97.900,00, por uma sala comercial em Divino, a R$ 1.690.640,00, por um prédio comercial em Nanuque. Foram incluídos no leilão imóveis localizados em Minas Novas e Braúnas, também no Leste de Minas. Na Zona da Mata, está sendo ofertado um terreno rural em Piau, com 41,32 hectares, no valor ofertado de R$ 579.000,00. E, na região Oeste do estado, está sendo anunciado um lote urbano com 482 m² de área em Iguatama, com lance mínimo de compra de R$ 20.400,00. PARCELAMENTO A Cemig oferece facilidades de pagamento, como parcelamento em até 60 meses, conforme condições descritas no edital. As negociações acontecem de forma totalmente online. Para participar, é necessário fazer um cadastro na plataforma e enviar todos os documentos citados no edital, bem como analisar as condições previstas.

Morreu Antônio César Drummond Amorim, o consagrado escritor bocaiuvense

* Por José Henrique (Juca) Brandão “O homem tem que ser visto, principalmente em toda singeleza como um ser mortal. Sujeito aos pecados e às maldades do mundo. Abaixo de Deus, aquém dos anjos e dos santos, mas infinitamente além das feras, digno de nosso respeito, de nossa compreensão e de nosso amor”. Antônio César Drummond Amorim morreu no último dia 12/06/2024. O seu sepultamento ocorreu 13 de junho, no Parque da Colina Rua Santarém, n. 50, Bairro Cintra – Belo Horizonte. Amigos, parentes, e conterrâneos estiveram lá no último adeus ao brilhante bocaiuvense. Ainda menino e miúdo fora ele enviado para o Seminário Premonstratense em Montes Claros. Lá, recebeu o apelido de Tikim, dos seus colegas internados ali. Quando cresceu mais um pouco desistiu de ser padre. E voltou para a sua querida terra, para ficar junto à sua mãe, a saudosa professora Maria Augusta Drummond Amorim. O seu pai, um negociante, se chamava Sérvulo Pereira de Amorim, morto há anos. Já rapaz e logo que foi possível Antônio César fez concurso para o Banco do Brasil. Aprovado com louvor tomou posse na agência de Bocaiuva. Na sua terra, lançou o seu primeiro livro, com muitos festejos e com a ilustre presença do prefeito, de seus amigos e dos colegas bancários. O glorioso evento literário ocorreu no Bocaiuva Club e foi promovido pela então festejada colunista social, Gabby, ou seja, Heleninha Brandão. “Aldinha não é existe, não é triste? Era nome do seu primeiro livro. Decorridos alguns anos ele se mudou para o Rio. Trabalhou na agência Cinelândia. Depois foi para Brasília (DF), onde laborou no DESED como supervisor na área de comunicação da presidência. Da capital do Brasil, ele retornou a Belo Horizonte. Depois, casado e aposentado, o vitorioso Drummond Amorim veio passar uma longa temporada na sua querida Bocaiuva junto à sua idosa mãe. Nessa quadra, a cidade já tinha feito as pazes com o progresso. Dava-se para se viver razoavelmente e escrever mais ainda. De mim, logo que se instalou com a mulher e filhos, ele recebeu como presente de boas vindas, um galo e uma bela galinha. Quanto aos cachorros, lembrei a ele que na praça, onde iriam morar, existiam muitos deles. E que o alpendre da casa era imenso. Bastariam uns tapetes velhos e comidas, para os bichinhos. Iriam gostar da nova Bocaiuva, bem diferente de Oblivion, da lavra de Monteiro Lobato: “A cidadezinha onde moro, lembra soldado que fraqueasse na marcha e, não podendo acompanhar o batalhão, à beira do caminho se deixasse ficar, exausto e só, com os olhos saudosos pousados na nuvem, de poeira erguida além”… Bocaiuva, a bem da verdade, tinha se tornado outra cidade depois de Wan-Dyck Dumont, com as suas espetaculares gestões. Em que pese os lamentos e os protestos do nosso conterrâneo e premiado Sebastião Nunes: “o prefeito pode até derrubar, os jardins e os bancos das pracinhas da cidade. Ele só não tem o direito de derrubar os jardins e os bancos da minha imaginação”! E Bocaiuva tornou-se brilhante, garbosa e até prosa: “Ora, Minas inteira é distrito de Bocaiuva, com exceção de Montes Claros que tem uma velha rivalidade com Bocaiuva surgida em 1533, nas expedições de Spinozza e Navarro”. (Um fragmento simpático e galhofeiro do magnífico jornalista, Eduardo Almeida Reis – Estado de Minas 21.09.2011) Certa vez estávamos lá na redação do saudoso e glorioso jornal “O Debate de Bocaiuva”, quando chega o Antônio César. -Agora é a sua vez, falamos juntos! Eu e Pedro Rodriguez, o famoso Pedro Sem Medo, digno condutor daquele jornal, com arrojo e grandeza. Daquela feita, era uma edição dirigida ao prefeito Wan-Dyck Dumont. Seriam como assim foram, duas páginas centrais homenageando-o. Visava-se reconhecer os méritos do eterno prefeito. Sem politicagem. Por amizade e reconhecimento. Para tal a nobre demanda coubera ao Antônio César. A bem da verdade, uma digna tarefa! Vejam: “Há muitas maneiras de se começar a falar em Wan-Dyck Dumont. Uma delas, não importa se a mais presunçosa é apelar para a filosofia e usar qualquer coisa como o método socrático, a que chamaram maiêutico, conforme ensina os compêndios. A coisa funciona mais ou menos assim: Por meio de perguntas, orientadas para determinado fim, dobra-se habilmente o outro, levando-o a si contradizer nas respostas até reconhecer um ponto de vista, muitas vezes contrário ou alheio ao que ele pensava antes. Quando a marca de Wan-Dyck Dumont está em jogo, não há como sair do óbvio: com o seu modelo de vida, dribla qualquer questionamento, porque paira acima de toda discussão: é unanimidade e pronto. Batalhador na hora do vamos ver, sem ligar para as altas metafísicas e sem abrir mão da simpatia nata, disparou a criar, a fazer obras, não as que deviam redundar em votos, que ele nunca foi disso, mas aquelas que eram importantes de fato para a comunidade”. No vai e vem inexorável da vida, o Tikim, também apelidado de Moe, coisa dos amigos mais íntimos. Um deles, por exemplo, o saudoso Paulo Katatau. Outros amigos, como nós, era só César. Por fim, nas altas hostes intelectuais, se fez conhecido como Drummond Amorim. Ou seja, quando ele já era um astro na literatura infanto- juvenil brasileira. No livro, Beto, o analfabeto, ele me dedicou: “Para Juca um abraço de A.César Boc. 15. VII. 2008. Na pag. 96 deste mesmo livro há o cabedal intelectual do César, até o ano de 2008: Co-diretor/editor do Suplemento Literário de Minas Gerais. Com romances e contos para adultos e jovens, obteve duas dezenas de prêmios em âmbito nacional, entre outros: “Guimarães Rosa,” “João de Barro”, “Cidade de Belo Horizonte” (MG), “Alfredo Machado Quintella”, “Altamente Recomendável” (RJ), “Concurso Nacional de Contos (PR)”, “Status” (SP). Livros seus foram selecionados em programas dos governos, Federal e de Minas Gerais e adaptados para cinema, teatro, rádio, televisão e festas populares. Publicou Historia de um primeiro amor (RJ, Record; Belo horizonte; Belo Horizonte, comunicação, Dimensão), De Milena, circo e sonhos ( Belo Horizonte, Imprensa Oficial; Comunicação, Balé de Sombras ( Belo

Campanha de vacinação contra a poliomielite foi prorrogada em Montes Claros

A Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros informa que a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite foi prorrogada até o dia 30 de junho. A vacina contra poliomielite deve ser dada às crianças de um a menores de cinco anos, desde que já tenham recebido o esquema primário de três doses com VIP. Aquelas menores de um ano deverão ser vacinadas conforme a situação vacinal atual para o esquema primário (três doses da vacina inativada poliomielite — VIP). As vacinas VIP e VOP são diferentes entre si. Embora as duas imunizem contra a Pólio, a VIP é injetável, com três cepas, poliovírus 1,2 3, feita apenas com partículas do vírus, enquanto a VOP, que é a de gotinhas, é feita com o vírus enfraquecido, com duas cepas, poliovírus 1 e 3. A poliomielite é uma doença grave caracterizada por um quadro de paralisia flácida causada pelo poliovírus selvagem (PVS) tipo 1, 2 ou 3, que em geral acomete os membros inferiores, de forma assimétrica e irreversível. A vacina contra a poliomielite é oferecida a crianças menores de 5 anos. Todas as Unidades Básicas de Saúde estão oferecendo a vacina. São mais de 40 salas de vacina do Município para imunizar o seu filho menor de 5 anos. Faça a sua parte e ajude a proteger as nossas crianças.

Montes Claros promove Oficina da Natureza para as crianças

A Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMMA), está realizando, no Parque Milton Prates, uma “Oficina da Natureza” destinada às crianças, com o objetivo de ensinar de forma lúdica e interativa conceitos fundamentais de preservação ambiental e sustentabilidade. A oficina utiliza materiais produzidos naturalmente, proporcionando uma experiência prática e divertida. As atividades incluem a criação de desenhos e formas que estimulam o sentimento de preservação ambiental. Além de ser uma oportunidade de diversão, a Oficina da Natureza oferece um aprendizado significativo. As crianças são incentivadas a refletir sobre a importância da conservação ambiental, despertando nelas o espírito de preservação para as futuras gerações. Essa conscientização desde cedo é importante para garantir um futuro com mais qualidade de vida para todos. A iniciativa da SEMMA destaca-se pela abordagem educativa e pelo engajamento das crianças em atividades práticas que reforçam a mensagem de sustentabilidade. Pais e responsáveis podem obter mais informações sobre a oficina pelo telefone 2211-3339. Asom/Prefeitura de Montes Claros