PP e União Brasil abandonam Flávio Bolsonaro e escancaram isolamento na corrida presidencial

Sem apoio da federação, o Zero Um perde espaço de articulação e enfrenta mais dificuldades para ampliar a base Crise interna e receio de novas acusações pesam contra a aliançaDirigentes de PP e União Brasil também demonstram pouca disposição para embarcar na candidatura de Flávio em meio a uma crise interna no campo bolsonarista. As siglas temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro.Uma fonte do Centrão resumiu o ambiente com a frase: “Expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”. Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando a relação de Ciro Nogueira com ele era considerada excelente.A relação de Ciro com Flávio azedou porque o presidente do PP reclama que o senador do PL não saiu em sua defesa quando a Polícia Federal realizou uma operação que o atingiu. A queixa entrou no cálculo político do Progressistas para evitar compromisso nacional com a candidatura.Flávio agora tenta abrir negociação com o Republicanos, partido que também esteve aliado a Jair Bolsonaro em 2022. A conversa enfrenta obstáculos: a sigla sinaliza neutralidade e reclama que o PL não quer apoiar seus candidatos a governador em alguns estados, como Mato Grosso, onde lançou o senador Wellington Fagundes (PL-MT) contra Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição; as tratativas também avançam com dificuldade em Roraima e no Acre.

Kaio Jorge e Matheus Pereira decidem, e Cruzeiro vence o Internacional na retomada do Brasileirão

Inter até pressionou, mas o Cruzeiro conseguiu levar a melhor em jogo com golaço, expulsão e muita chuva no Beira-Rio A retomada do Cruzeiro dos jogos do Campeonato Brasileiro 2026 foi com vitória. Na noite desta quarta-feira (22), o time celeste venceu o Internacional por 2 a 1 no Beira-Rio – gols de Kaio Jorge e Matheus Pereira (Carbonero descontou para o Inter) -, em Porto Alegre, pela 19ª rodada do torneio, a última do primeiro turno. O resultado fez o estrelado saltar, ao menos momentaneamente, para a sétima colocação, com 27 pontos. Para se manter nesta colocação, a Raposa precisa de um tropeço do Botafogo contra o Vitória, nesta quinta-feira (23).O começo da partida foi marcado por um forte ímpeto do Internacional. Em casa e precisando da vitória para melhorar sua condição na tabela, o Colorado subiu as linhas e buscava sufocar o Cruzeiro ainda no campo de defesa. Em determinado momento, a equipe mandante chegou a ter seis jogadores marcando a saída de bola celeste já no tiro de meta.E, de fato, o time estrelado sentiu os efeitos, com perdas de bola no campo defensivo que geraram chegadas perigosas do Inter. Em compensação, a marcação alta do time da casa teve um efeito colateral: um espaço considerável no meio de campo e às costas da zaga colorada.E o Cruzeiro aproveitou. Aos 10 minutos, Fagner achou passe em profundidade para Kaio Jorge, que arrancou e, cara a cara com Anthoni, bateu cruzado para inaugurar o placar. Mesmo com a Raposa em vantagem, o Inter seguiu pressionando a saída de bola do time azul, que estava descoordenada.As bolas esticadas pelo Inter da defesa para o ataque também causavam dificuldades à zaga cruzeirense. Ora porque Carbonero ganhava no corpo, ora porque os pontas sempre saíam no mano a mano. A falta de qualidade na definição colorada das jogadas impediu que o Cruzeiro sofresse o empate na etapa inicial.Se a primeira etapa teve o ritmo que o Inter quis, o segundo tempo começou como o Cruzeiro determinou. Com Gerson e Matheus Pereira orquestrando as jogadas ofensivas, a Raposa conseguiu controlar a posse de bola e, naturalmente, ocupou o campo de ataque.E ainda teve seu trabalho facilitado pela expulsão do zagueiro Victor Gabriel, após o mesmo dar um carrinho pesadíssimo em Gabriel Pec. Logo depois, veio o segundo gol, no talento de Matheus Pereira, que aos 18 minutos, tirou três marcadores com um único drible na grande área e finalizou cruzado: 2 a 0.Embora o Cruzeiro controlasse melhor o jogo, o Inter não deixou de buscar o ataque e usava cruzamentos e chutes de fora da área para pressionar. E o Colorado incendiou o duelo aos 37 minutos, com Carbonero, que recebeu na pequena área e cavou por cima de Otávio.O Inter até tentou uma pressão final, mas novamente esbarrou em sua limitação técnica. O Cruzeiro usou a posse de bola para manter a redonda longe do gol de Otávio e garantiu o triunfo.Com a vitória sobre o Internacional nesta quarta-feira (22), o Cruzeiro encerrou um longo jejum. A equipe celeste voltou a vencer o Colorado como visitante após 12 anos. A última vez em que a Raposa havia triunfado sobre o time vermelho como visitante foi no Brasileirão de 2014, por 3 a 1.

Renan Santos dispara contra Nikolas: ‘Franga homofóbica’

“Todo respeito a quem é gay. Nenhum respeito ao gay homofóbico de direita”, disse o presidenciável Pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão) partiu para cima do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), apontando hipocrisia ao insinuar que o parlamentar é homossexual, mas defende uma postura homofóbica.Renan chamou o mineiro de “franga homofóbica” durante um discurso no Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), do qual o presidenciável é presidente, no último sábado (18/7), no Rio de Janeiro.“Nós vimos aquela franga homofóbica do Nikolas Ferreira, que é uma franga homofóbica. Todo respeito a quem é gay. Nenhum respeito ao gay homofóbico de direita. Que no sigilo é uma coisa, na Câmara é outra”, disse o político do Missão.Renan Santos ataca NikolasEle argumentava que o MBL tentou alertar a direita sobre o bolsonarismo, mas muitos não ouviram, ou, no caso de Nikolas, supostamente “puxaram o saco dos vícios” do movimento para crescer.“E agora que o bolsonarismo não tem serventia para ele, apunhala pelas costas, enquanto o velho do Bolsonaro apodrece doente dentro de uma cela”, completou Renan, citando Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, mas que cumpre prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde.A reportagem procurou a assessoria de Nikolas para saber se ele gostaria de se posicionar sobre a fala. Até a última atualização deste texto, não houve retorno. O espaço segue aberto, e uma eventual resposta será incluída.

Flávio Bolsonaro repete o pai e ataca urnas eletrônicas com mentira 

Em evento com diplomatas, senador busca pretextos golpistas ao associar sistema de votação à fraude; TSE reitera que alegação é falsa Em evento com diplomatas nesta terça-feira (21), em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a atacar a lisura do sistema eleitoral brasileiro ao associar, sem provas, as urnas eletrônicas do país à empresa Smartmatic, de origem venezuelana.A declaração foi feita durante o fórum “Debatendo o Brasil”, promovido pelas plataformas The Brazilian Report e Novo Selo Comunicação. Diante de representantes de cerca de 40 países, o parlamentar cobrou o envio da “maior quantidade de observadores possível” para acompanhar o pleito de outubro, reeditando a estratégia discursiva do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.A fala do senador resgatou uma narrativa desqualificada em sucessivas ocasiões pela Justiça Eleitoral. Segundo relato veiculado pelo jornal O Globo, Flávio afirmou que “uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país” e sustentou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa”. Numa clara tentativa de criar condições para pretextos golpistas.Posteriormente, a assessoria do congressista declarou que ele não questionava o processo eleitoral, mas a manifestação pública alinhou-se aos recorrentes questionamentos levantados por setores da extrema direita contra as urnas. Flávio Bolsonaro ataca urnas eletrônicas com mentira desmentida pelo TSEReagindo às declarações no mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou a inexistência de qualquer vínculo entre as urnas eletrônicas brasileiras e a Smartmatic. A posição oficial do tribunal, registrada em esclarecimentos prestados nos anos de 2017, 2020 e 2022, destaca que todo o projeto, a arquitetura de software e a gestão do sistema de votação são desenvolvidos inteiramente e sob domínio exclusivo do Poder Judiciário brasileiro.Conforme os registros públicos da Justiça Eleitoral, a Smartmatic nunca produziu ou programou urnas eletrônicas no Brasil. A atuação da empresa no país restringiu-se ao fornecimento de serviços de transmissão de dados e voz em localidades isoladas durante os pleitos de 2012, 2014 e 2016, além do treinamento pontual de equipes de suporte técnico. Em 2020, a empresa disputou a licitação promovida pelo TSE para a fabricação dos novos modelos de urna, mas foi derrotada pela brasileira Positivo Tecnologia. Tecnologia nacional sob controle exclusivo da Justiça EleitoralAs urnas eletrônicas em uso no país — incluindo os modelos UE2020 e UE2022 — são fabricadas pela Positivo Tecnologia na planta industrial de Ilhéus (BA), sob rigorosa fiscalização presencial de técnicos e engenheiros do TSE. A alegação de vínculo tecnológico com sistemas externos é classificada como falsa pelo serviço Fato ou Boato, mantido pela Justiça Eleitoral, e por diversas agências independentes de checagem de fatos.A investida contra o sistema de votação repete o padrão adotado pela família Bolsonaro em eleições anteriores, pautado na contestação das urnas e na tentativa de criar ambiguidades perante organismos internacionais. Em 2022, o uso reiterado de alegações improcedentes contra a integridade do processo eleitoral integrou os fundamentos jurídicos que culminaram na declaração de inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Justiça Eleitoral.

Tarifaço de Trump contra o Brasil entra em vigor; veja as respostas do governo Lula

Medida alcança 18% das exportações brasileiras aos EUA e leva Planalto a fechar pacote de apoio às empresas A cobrança recairá sobre importadores estadunidenses quando os produtos brasileiros entrarem nos EUA, o que encarece as compras e pode reduzir a demanda por itens nacionais. A lista de exceções deixou fora mais de 2 mil produtos, incluindo petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio.Entre os produtos atingidos estão máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns itens de alumínio. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que a medida alcança 18% das exportações brasileiras aos EUA tomando 2024 como base, o equivalente a US$ 7,4 bilhões. Governo prepara crédito e evita retaliação imediataCom base nos embarques de 2025, a fatia afetada cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões, enquanto 57% dos produtos vendidos pelo Brasil aos EUA seguem sem tarifa. No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil estima impacto de R$ 4,6 bilhões por ano, o equivalente a 36,5% das vendas do setor ao mercado estadunidense.Dario Durigan, da Fazenda, afirmou que o governo deve concluir nos próximos dias medidas para reduzir efeitos do tarifaço e da alta dos fertilizantes. Uma das ações prevê linha de crédito para empresas misturadoras de fertilizantes; outra envolve investimentos como complemento ao Plano Brasil Soberano, com crédito a empresas atingidas pela sobretaxa e exigência de preservação de empregos.O Plano Brasil Soberano oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, com eixos voltados ao setor produtivo, aos trabalhadores e à diplomacia comercial. A ApexBrasil também prepara um programa de diversificação de mercados, previsto para o início de agosto, com investimento de R$ 130 milhões e parceria com o setor privado.O Planalto anunciou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, mas ainda não apresentou medidas concretas com base na legislação. Lula orientou aliados a evitar radicalismos, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a tarifa como “injusta e descabida” e disse que o Brasil “não saiu da mesa de negociação”.Setores afetados também defenderam cautela em reuniões com o governo na terça-feira (21), e empresários de máquinas pediram resposta pela via diplomática e empresarial. Especialistas apontam negociação técnica, uso da reciprocidade como pressão e atuação junto a empresas, Congresso e governos locais nos EUA como caminhos para tentar reduzir o impacto.O governo brasileiro ainda trabalha com a possibilidade de os EUA aplicarem uma sobretaxa adicional de 12,5% por supostas falhas na fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado. Se a cobrança acumular com os 25% desta quarta, alguns produtos brasileiros podem enfrentar tarifa total de 37,5%; o representante comercial estadunidense, Jamieson Greer, disse à CNBC que novas medidas serão anunciadas “em breve”

Atlético-MG e Bahia empatam em 1 a 1 no retorno ao Brasileirão

Equipes se enfrentaram na Arena MRV, em Minas Gerais, em jogo válido pela 19ª rodada Atlético-MG e Bahia empataram em 1 a 1 nesta terça-feira (21), na Arena MRV, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.O resultado traduziu o equilibrio em campo. Melhor na primeira etapa, o Galo marcou com Tressoldi. Na segunda etapa, Ademir, ex-jogador do time mineiro, deixou tudo igual.Os times voltam a campo no fim de semana. Com o resultado, o Tricolor de Aço mantém a 6ª colocação, e o Galo, a 10º. O Bahia enfrenta o Corinthians em casa, no domingo (26), Às 16h. Já o Atlético-MG visita o palmeiras às 19h30. O jogoO Atlético começou superior no primeiro tempo. A primeira grande chance do jogo foi Galo, com Cuello, do lado direito. O meia arriscou cruzado, e Ronaldo fez uma boa defesa. Cassierra arriscou da marca do pênalti, e a zaga do Bahia afastou. Bahia se arriscaJá metade do primeiro tempo, o Bahia se lançou no ataque com Erick Pulga. Em uma saída de bola ruim do Galo, o atacante recebeu a bola na grande área, passou do marcador e cruzou rasteiro, e Everson fez a defesa.A estratégia de jogo era o contra-ataque. Ademir recebeu pela direita e cruzou para o atacante, que cabeceou sem força e atingiu a trave de Everson. Atlético-MG abre o placarAos 45, Ruan Tressoldi abriu o placar para o Atlético-MG em um lance de muito oportunismo dentro da pequena área.Após cobrança de escanteio, Bernard ficou com a bola e mandou no segundo pau. O zagueiro aparece vencendo os marcadores, cabeceando forte, no chão, sem chances para Ronaldo. Bahia volta melhorAtrás no placar, o Bahia tomou a iniciativa no segundo tempo. O empate quase veio em Erick Pulga, que finalizou rasteiro para grande defesa do camisa 22 atleticano. O volante Erick insistiu após jogada individual de Ademir, mas errou o cabeceio e a bola acabou saindo pela linha de fundo.O time de Rogério Ceni imprimiu seu ritmo até o gol sair, aos 11 minutos, com Ademir. O Tricolor de Aço se aproveitou de um erro de Tressoldi e recuperou a posse de bola, e Nestor acionou o atacante ex-Galo em condições de bater.O camisa 7 contou ainda com um desvio de Lyanco antes da bola morrer no fundo da rede, deixando o placar igual na Arena MRV. Bahia pede pênalti, Bernard perde um golaçoAos 18 minutos do segundo tempo Zé Guilherme, lateral do Bahia, caiu na área e pediu a marcação de um pênalti. O árbitro Bráulio da Silva Machado mandou o jogo seguir.O Atlético reagiu à pressão baiana com Bernard. O meia fez uma bela jogada, entrando na área com liberdade, cortando o marcador e com espaço para finalizar. O camisa 11 bateu colocado, com uma bela curva, mas a bola saiu demais e acabou indo para fora, passando muito perto do gol de Ronaldo. No último lanceAntes do apito final, David Duarte disputou pelo alto após um cruzamento com a zaga do Atlético-MG e mandou na trave, e Everson pouco pode fazer além de torcer para a bola não entrar.

Lula diz que Vargas foi o presidente de maior envergadura da história e exalta legado de Brizola

Durante convenção do PDT, presidente enaltece legado de Vargas e defende a expansão nacional da escola em tempo integral O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma enfática defesa dos legados de Getúlio Vargas e Leonel Brizola ao participar, na segunda-feira (20), da Convenção Nacional do PDT, que oficializou o apoio do partido à sua candidatura à reeleição. Lula afirmou que nenhum outro presidente brasileiro teve a mesma envergadura de Vargas e reconheceu que o PT errou ao não apoiar o projeto dos Centros Integrados de Educação Pública, os Cieps, implantado por Brizola no Rio de Janeiro.As declarações foram feitas durante o encontro nacional do PDT. A cerimônia também foi marcada pela entrega a Lula de um quadro com a Carta-Testamento de Getúlio Vargas e por discursos em defesa da soberania nacional e da democracia.Ao falar sobre a trajetória do ex-presidente, Lula afirmou que sua avaliação sobre Vargas mudou ao longo dos anos. O petista relatou que, no início de sua vida política, tinha uma visão crítica do líder trabalhista, mas passou a reconhecer sua importância depois de estudar sua atuação no governo.“Hoje, depois de ler tanto sobre Getúlio, acho que em nenhum momento da história o Brasil teve um presidente da envergadura de Getúlio e que pensasse no Brasil do jeito que ele pensou”, disse. Lula destacou que Vargas foi responsável por medidas que estruturaram a proteção social e trabalhista no país. Entre os exemplos, mencionou a criação do salário mínimo, em 1936, e a instituição da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, em 1943. “Tem gente que critica a CLT, mas imagina o que era o Brasil antes”, afirmou.O presidente também homenageou Leonel Brizola e ressaltou a importância dos Cieps, concebidos para oferecer educação pública em tempo integral, alimentação e atividades complementares a crianças e adolescentes.Ao tratar do projeto educacional, Lula reconheceu que o PT errou ao não apoiar a iniciativa de Brizola naquele período. Para o presidente, a experiência dos Cieps antecipou uma política que hoje deveria ser adotada em todo o território nacional. “Hoje, todo mundo sabe que esse país não terá solução se a gente não nacionalizar a escola de tempo integral para todas as crianças” PDT oficializa apoio à reeleição de LulaA Convenção Nacional do PDT confirmou o apoio da legenda à candidatura de Lula à reeleição. O presidente do partido, Carlos Lupi, afirmou que a sigla não poderia se aliar a grupos políticos vinculados ao legado da ditadura militar. “PDT jamais poderia estar com os filhotes da ditadura”Lupi apresentou a disputa eleitoral como um confronto entre forças que defendem o país e setores que, segundo ele, agem contra os interesses nacionais.“De um lado está Tiradentes — ao qual nós nos filiamos. Do outro está Silvério dos Reis. Quem quiser escolher o lado de Silvério dos Reis, que pague o preço da história”O dirigente também classificou Lula como um patriota e fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja atuação associou à família Bolsonaro no Brasil.Trump é o grande rival da sociedade moderna. É o que persegue, que faz guerra por interesse financeiro, que está fazendo pelo mundo uma destruição permanente dos princípios democráticos”Segundo Lupi, Lula representa uma posição política oposta à defendida pelo governo norte-americano.“Trump é o atraso, o ódio. Tudo o que ele representa é representado aqui pela família Bolsonaro. Lula pode representar a antítese de Trump. Vai representar, com a sua vitória. Lula é um patriota” Lula defende soberania e democraciaAlém de homenagear as principais referências do trabalhismo brasileiro, Lula afirmou que a defesa da soberania nacional e da democracia estará no centro da disputa eleitoral.“Não há nada mais sagrado neste momento histórico do que a defesa da soberania nacional e a questão da democracia”O presidente criticou políticos brasileiros que viajam aos Estados Unidos para defender sanções e medidas contra autoridades e instituições do Brasil. Lula não mencionou nomes durante o discurso.“Antigamente, traidor era enforcado porque trair a pátria é algo muito grave. Hoje, temos não um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para impor punição ao Brasil”Lula afirmou ainda que não aceitará novos ataques ao regime democrático e disse que observadores e autoridades estrangeiras poderão acompanhar o processo eleitoral brasileiro.“Não há possibilidade de a gente permitir que a democracia sofra mais um arranhão”O presidente citou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, uma das principais autoridades do governo Trump envolvidas nas pressões contra o Brasil.“Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir acompanhar meu adversário, que venha, que monte um comitê. A gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia” Lideranças do PDT defendem frente progressistaA convenção reuniu parlamentares, dirigentes partidários e pré-candidatos do campo progressista. A ex-deputada Marília Arraes, pré-candidata ao Senado por Pernambuco, defendeu a eleição de uma maioria democrática na Casa para preservar a soberania nacional.Segundo Marília, o bolsonarismo se associou ao imperialismo “de forma escancarada”.A pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, afirmou que os partidos progressistas construíram uma “aliança histórica” no estado. De acordo com ela, a coligação reúne mais de oito partidos e lidera as pesquisas eleitorais.A senadora Leila do Vôlei, pré-candidata à reeleição pelo Distrito Federal, comparou os anos do governo Jair Bolsonaro com a atual gestão de Lula. Ela afirmou que, durante o governo anterior, o país viveu “inúmeros retrocessos”, enquanto a administração petista buscou reconstruir políticas públicas.O ex-senador Roberto Requião, candidato a deputado, destacou que a frente de apoio a Lula reúne forças políticas distintas, unificadas pela defesa da democracia. Ele também defendeu que o governo discuta a reestatização da Eletrobras.“Não é possível que o mundo inteiro reverta privatizações, estatizando empresas, e nós fiquemos tranquilamente acompanhando esse processo de liberalização da economia”Representando o PCdoB, João Goulart Filho afirmou que as forças democráticas precisam impedir o avanço da extrema direita e cobrar mudanças estruturais de um novo governo Lula.“Temos, principalmente, que ir contra esse sistema financeiro que aí se encontra judiando do nosso país e dos nossos trabalhadores”

Michelle aprofunda crise, critica Ciro Gomes e diz que “a direita do Ceará está vendida”

x-primeira-dama reage após tucano acenar para Caiado e Renan Santos, expondo racha com Flávio Bolsonaro sobre o palanque eleitoral no Ceará A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu publicamente às declarações do pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, afirmando que “a direita do Ceará está vendida”. A manifestação ocorreu após o tucano sinalizar simpatia e indicar um eventual apoio a outros nomes na corrida presencial ao Planalto, como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos (Missão), informa a CNN Brasil.A declaração foi feita na segunda-feira (20), por meio de um comentário em uma publicação nas redes sociais que repercutia a entrevista dada por Ciro ao portal Cariri News. Na ocasião, Michelle criticou as negociações do pré-candidato no estado e voltou a rebater os termos de uma eventual coligação local, apoiada pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência.“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, afirmou a ex-primeira-dama.O apoio do PL à campanha de Ciro Gomes no Ceará vem sendo questionado por Michelle desde dezembro do ano passado. Essa divergência deu início a um desentendimento público entre a ex-primeira-dama e seu enteado, Flávio Bolsonaro. O atrito se intensificou a ponto de Michelle publicar um vídeo nas redes sociais afirmando que teria sido desrespeitada pelo parlamentar carioca. No cenário político local, Michelle defende que o grupo político aliado a Jair Bolsonaro (PL) no Ceará se una em torno da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo estadual. Em contrapartida, a orientação fixada pelo diretório do PL sob a liderança de Flávio Bolsonaro é de apoiar Ciro Gomes na disputa do estado.A reação de Michelle foi motivada por falas proferidas por Ciro Gomes no sábado (18), durante entrevista concedida ao portal Cariri News. Embora conte com o respaldo da pré-candidatura por parte do PL de Flávio Bolsonaro no âmbito estadual, o tucano não mencionou o nome do senador carioca entre as suas opções de voto para a Presidência da República.“Eu, por exemplo, me dou muito bem com Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Tô acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, a despeito de ser jovem e tal, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros, é, também, enfim, é uma possibilidade, mas nós vamos ter que fazer isso juntos”, declarou Ciro durante a entrevista.

PT Minas oficializa Patrus Ananias como pré-candidato ao governo do estado

Sob coro de “Patrus guerreiro do povo mineiro” direção da Executiva estadual petista e membros da bancada legislativa e federal cravam o nome do parlamentar Quase uma semana após o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT nacional cravar o nome do deputado federal Patrus Ananias para a disputa ao Palácio Tiradentes, a Executiva estadual da legenda oficializou a pré-candidatura do parlamentar na manhã desta segunda-feira (20/7). A consolidação ocorreu durante reunião em um hotel na região central de Belo Horizonte, com a presença massiva das bancadas petistas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e na Câmara dos Deputados.Patrus chegou ao encontro acompanhado da presidente do PT em Minas, a deputada estadual Leninha, da pré-candidata do partido ao Senado Federal, Marília Campos, e do vereador e vice-presidente da sigla no Estado, Pedro Rousseff.A confirmação ratifica a declaração dada à reportagem pelo coordenador nacional do GTE, Jilmar Tatto, de que o ex-prefeito da capital era unanimidade tanto na cúpula mineira quanto no diretório nacional e contava com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desenho da chapa e a busca pelo PSBCom o nome do encabeçador da chapa pacificado no PT, as atenções dos bastidores políticos se voltam agora para a vaga de vice. A expectativa de interlocutores petistas é que a composição seja selada com o PSB, repetindo, no cenário mineiro, o desenho da aliança nacional que mantém Geraldo Alckmin como vice de Lula.No cenário local, dois quadros do PSB postulam espaço na corrida ao governo: o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e o ex-senador Clésio Andrade – ambos pré-candidatos da legenda ao Palácio Tiradentes. Entre os petistas, no entanto, a aposta recai sobre o nome de Jarbas Soares para ocupar o posto de vice na chapa de Patrus.Jarbas Soares confirmou recentemente que mantém diálogo com a sigla e que aguarda uma agenda com o presidente Lula. Embora já tenha descartado compor chapa como vice do presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo (MDB), ao ser questionado se aceitaria ser vice de Patrus Ananias, o ex-chefe do MPMG adotou tom cauteloso e preferiu não adiantar posições, afirmando que “não responde com base em conjecturas”.As negociações entre as legendas devem se intensificar nos próximos dias para a definição oficial da composição e a formalização do arco de alianças no Estado.

Quais foram os jogadores da Argentina e Espanha que evitaram Donald Trump

Donald Trump foi vaiado ao entrar no gramado da final entre Espanha e Argentina e teve sua presença ignorada por zagueiros durante a cerimônia de premiação. Jogadores protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump Cristian Romero, da Argentina, e Borja Iglesias, da Espanha, protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de 2026. O argentino não cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, enquanto o espanhol fez um contato rápido e seguiu pelo palco quase sem olhar para o político.As atitudes ocorreram após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Trump participou da entrega das medalhas ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e também esteve presente no momento em que o capitão Rodri recebeu a taça.Romero passou pela fila de autoridades sem falar ou apertar a mão de Trump. O comportamento do zagueiro argentino chamou atenção porque os demais integrantes das duas seleções cumprimentaram o presidente norte-americano durante a passagem pelo pódio. A reação de Borja Iglesias foi diferente, mas também demonstrou desconforto. Ao receber a medalha de campeão mundial, o atacante espanhol apertou rapidamente a mão de Trump, evitou prolongar o contato visual e seguiu imediatamente para encontrar os companheiros. O jogador já havia antecipado que não desejava permanecer muito tempo diante do presidente dos Estados Unidos. Questionado antes da decisão sobre como reagiria ao encontro, Iglesias respondeu:“Não quero que me mandem à prisão (risos). Espero que passe muito rápido e eu me esqueça.”Conhecido por manifestações políticas públicas, o atacante espanhol já havia criticado Trump. Em maio, durante uma participação no programa espanhol “La Revuelta”, Iglesias afirmou que era contrário ao político norte-americano porque “gosta das pessoas que lutam pelo progresso e pela defesa dos valores fundamentais”.Na véspera da final, o jogador também usou as redes sociais para classificar como “vergonha” os preços cobrados pelos ingressos da decisão. Algumas entradas chegaram a ser oferecidas no mercado de revenda por valores equivalentes a R$ 47 mil.Trump foi recebido com vaias vindas de diferentes setores do estádio quando entrou no gramado para a cerimônia. Também houve aplausos, mas a manifestação contrária ao presidente foi ouvida durante sua caminhada até o palco.A participação de Trump não terminou com a entrega das medalhas. Depois de ajudar Infantino a entregar o troféu a Rodri, o presidente permaneceu no centro do pódio enquanto os jogadores espanhóis se preparavam para levantar a taça.Com isso, Trump apareceu ao lado da seleção campeã em uma das imagens mais simbólicas da competição: o primeiro momento em que o troféu foi erguido. Sua presença na entrega havia sido anunciada previamente por Infantino, mas a permanência no palco durante o início da comemoração ultrapassou a função inicialmente prevista.A atuação de Trump em assuntos relacionados ao torneio já havia provocado controvérsia durante a Copa. Uma ligação do presidente norte-americano para Infantino foi apontada como parte da mobilização que antecedeu a suspensão da punição ao atacante Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.Após o Comitê Disciplinar da Fifa permitir que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final, Trump comemorou a decisão nas redes sociais:“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça.”Na premiação da final, Romero adotou a atitude mais direta ao passar sem cumprimentar Trump. Borja Iglesias, por sua vez, manteve apenas o contato protocolar que havia indicado antes da partida, encerrando rapidamente o encontro com o presidente norte-americano.