Educação de SP, MG e RJ atrapalham desempenho nacional

Segundo especialista em Educação, estes estados sob governos bolsonaristas, vão na contramão de políticas educacionais recomendadas, especialmente após as perdas da pandemia. Os resultados preocupantes do Sistema de Avaliação de Educação Básica (Saeb) 2023, divulgados recentemente, trouxeram à tona um cenário alarmante para a educação no Sudeste brasileiro. Estados governados por forças políticas alinhadas à extrema direita bolsonarista, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, registraram quedas significativas nas notas de Português e Matemática. Essa performance ruim não apenas impactou negativamente o desempenho nacional, mas também revelou falhas estruturais nas políticas de recuperação de aprendizagem implementadas nessas regiões. De acordo com Madalena Guasco, diretora da Faculdade de Educação da PUC-SP e secretária geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), as estratégias adotadas nesses estados foram insuficientes e mal direcionadas. “Um programa de recuperação de aprendizagem necessita de acompanhamento e apoio aos estudantes e famílias, professores motivados e valorizados, ensino com significado e participação”, ressalta ela ao Portal Vermelho. No entanto, ela destaca que o que foi colocado em prática foi exatamente o contrário. Nos estados do Sudeste, o uso de plataformas de ensino padronizado, que desconsideram as particularidades e necessidades dos estudantes, tornou-se a norma. Esse modelo, segundo Madalena, é impessoal e pouco participativo, não contribuindo para uma educação significativa. Além disso, houve uma precarização do trabalho docente, com um aumento exponencial na contratação de professores temporários, que enfrentam condições de trabalho instáveis e pouco motivadoras. “Essas políticas resultaram em um ataque à gestão educacional, com cobranças e ameaças constantes, o que desestabiliza ainda mais o ambiente escolar”, afirma. A situação se agrava quando se considera a destinação de recursos públicos para fundações de caráter privado, sob a justificativa de melhoria da educação. Para a especialista em Educação, essa alocação de recursos desvia o foco do que realmente é necessário para a recuperação do aprendizado: o investimento em uma educação pública de qualidade, com professores valorizados e políticas educacionais que atendam às necessidades reais dos estudantes. Sucateamento escolar: agenda privatista do bolsonarismo Francisca da Rocha Seixas, secretária de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp, teceu duras críticas às gestões estaduais, culpando-as pelas falhas nas políticas de recuperação de aprendizagem. Em seu comentário, ela ressaltou que, apesar do Brasil ser um país diverso, as soluções propostas para a educação não refletem essa diversidade. “Os estados com mais recursos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, são os que apresentam maior deficiência justamente porque seus governantes vêm cortando verbas da educação pública”, afirmou ao Portal Vermelho. Francisca denuncia um processo contínuo de desmonte da educação pública, promovido por administrações que ela classifica como alinhadas ao ideário de extrema direita bolsonarista. Para a secretária, esses governos implementam uma visão empresarial da educação, delegando responsabilidades constitucionais a organizações sociais e priorizando interesses de elites econômicas. “Eles mantêm seus projetos privatistas intactos, favorecendo os barões da educação em detrimento da maioria da população”, reforça. Outro ponto destacado pela secretária é o descaso com a educação pública, especialmente nas periferias. Ela menciona que os governos estaduais têm promovido uma política de baixos salários para professores, sucateando escolas e mantendo gestões autoritárias. “São escolas nas quais não há condições adequadas de trabalho e nem estrutura mínima para os alunos”, denuncia. Segundo a sindicalista, essa postura compromete o futuro de crianças e adolescentes que dependem do ensino público de qualidade. Ela também chama atenção para a importância de um investimento robusto na educação pública, destacando que um país não pode se desenvolver com soberania e justiça social sem isso. “Esses governadores possuem uma visão retrógrada, acreditam que a educação é um privilégio para poucos, o que vai na contramão do desenvolvimento de qualquer nação.” Para a educadora, a solução passa por um maior investimento em infraestrutura escolar, valorização dos profissionais da educação e democratização das gestões escolares. Ela defende escolas que ofereçam ensino integral de qualidade, com alimentação adequada, bibliotecas bem equipadas, laboratórios de ciências, aulas de arte e esportes, além das disciplinas obrigatórias. Além disso, ela pontua a necessidade de reduzir o número de alunos por sala, permitindo um acompanhamento individualizado dos estudantes, especialmente aqueles com maior dificuldade de aprendizagem. Para alcançar essas metas, ela salienta a importância de uma gestão democrática, em que toda a comunidade escolar – professores, alunos e familiares – participe ativamente das decisões e dos projetos pedagógicos. A dirigente da Apeoesp encerra seu comentário com um alerta: “Sem esses investimentos e mudanças, o futuro da educação pública brasileira estará em risco. Precisamos de governos comprometidos com o desenvolvimento humano, e não com agendas privatistas que excluem a maioria dos cidadãos”. Fora do ritmo nacional O instituto Todos Pela Educação, ao analisar os resultados do Saeb, observou que a estagnação das notas no Sudeste não foi homogênea. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que são populosos e, portanto, influenciam mais a média nacional, ficaram para trás em termos de política educacional entre 2019 e 2023. Apesar de serem mais ricos e com possibilidade de ter melhor infraestrutura, “mas as políticas nesses estados não acompanharam o ritmo do resto do país”, comenta Gabriel Corrêa, diretor de políticas públicas do instituto. Enquanto outras regiões, como o Nordeste, conseguiram mitigar as perdas de aprendizagem causadas pela pandemia, os estados do Sudeste apresentaram as piores quedas nas três etapas avaliadas pelo Saeb. Essa diferença é atribuída à falta de programas robustos de recomposição de aprendizagem, que desconsideraram as grandes defasagens dos estudantes, acreditando que apenas a implementação de novas políticas seria suficiente para superar os desafios. “Muitas secretarias de educação, inclusive de São Paulo e do Rio, criaram programas insuficientes de recomposição de aprendizagem. Acharam que bastava apenas passar uma borracha no que aconteceu na pandemia e implementar novas políticas, sem levar em conta que os estudantes estavam em grande defasagens”, analisa Corrêa. “Com isso, esses governos estaduais falharam, ao contrário do que acontece com êxito em outros lugares de destaque ao longo dos anos, como o Ceará”. Em contraste, estados como o Pará,
O PT conhece o eleitor de Marcal há anos e o ignorou

Pesquisas feitas por fundação do PT já captavam a receptividade do eleitorado ao discurso proferido por Pablo Marçal, mas pouca gente deu importância Bruno Carazza, Valor Econômico A fora a decisão de Alexandre de Moraes de tirar o X-Twitter do ar, as conversas sobre política nas últimas semanas giram sobre um só personagem: Pablo Marçal. Muito se tem falado de seus métodos (os legítimos e os ilegais) comerciais, de seu marketing digital aplicado à campanha eleitoral e de seu discurso teológico coach (como caracterizou a cientista política Ana Carolina Evangelista), mas pouco ainda se discute sobre o seu potencial eleitorado. E o mais interessante é que os eleitores que aderem em velocidade estonteante a Marçal hoje (não só em São Paulo, mas no Brasil todo) já vêm sendo mapeados há anos pelo PT – embora ninguém tenha dado a importância devida a esse fenômeno. Nas eleições municipais de 2016, o então prefeito, Fernando Haddad, mesmo apoiado por Lula e Dilma Rousseff, foi derrotado por João Doria no primeiro turno, com menos de um terço dos votos válidos (53,3% a 16,7%). O tucano venceu em todas as regiões da cidade, com a exceção de Parelheiros e Grajaú, em que a maioria dos eleitores preferiu Marta Suplicy (então no MDB). Perplexo por ter perdido por larga margem até nos bairros mais pobres da cidade, onde tradicionalmente era muito bem votado, o PT resolveu investigar as causas do desempenho tão ruim. Especialistas contratados pela Fundação Perseu Abramo realizaram então uma série de entrevistas qualitativas entre novembro de 2016 e janeiro de 2017 para entender o que pensava o morador dessas regiões. A pesquisa “Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo” revelou um eleitor muito diferente do estereótipo utilizado nas análises políticas. Para o PT e a esquerda em geral, a conclusão mais surpreendente dizia respeito às visões do residente da periferia paulistana a respeito de sua classe social e do próprio Estado. Cito textualmente algumas das constatações da pesquisa: “No imaginário da população não há luta de classes; o ‘inimigo’ é, em grande medida, o próprio Estado ineficaz e incompetente”, e não o patrão explorador. Aliás, “trabalhador e patrão são diferentes, mas não existe no discurso [desses eleitores] relação de exploração: um precisa do outro, estão no mesmo barco”. E assim “todos são ‘vítimas’ do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou ‘sufocar’ a atividade das empresas”. Longe de terem sido abduzidos pela ideologia neoliberal, a pesquisa do PT aponta para um certo “liberalismo popular” bem recebido na periferia da capital econômica do país: uma população que havia progredido economicamente com o Plano Real e as políticas sociais dos governos Lula e Dilma, que tinha “forte desejo por visibilidade e valorização pessoal” e que acreditava no trabalho e no esforço como instrumento de ascensão social. Para os pesquisadores da Fundação Perseu Abramo, o PT precisaria compreender melhor esse fenômeno, pois as entrevistas apontavam que esse eleitorado “tem a igualdade de oportunidades como ponto de partida e a defesa do mérito como linha de chegada”, “trata o mercado como instituição mais crível que o Estado”, e “reconhece a importância de um Estado eficaz em reverter impostos em serviços de qualidade e em reduzir desigualdades”. Boa parte desse descrédito em relação ao Estado vinha de uma forte desconfiança com a política institucional, vista como “suja” e “cheia de gente mau caráter”. Para os entrevistados, a solução passaria pela ascensão de “gente do bem e a fim de trabalhar” e de parcerias do poder público com empresas. Muitos desacreditaram os resultados dessa pesquisa, apontando problemas metodológicos (amostra muito pequena) ou vieses ligados ao timing da pesquisa – em meio a uma crise política (a Lava Jato) e logo após a vitória de Doria, que exacerbava esses valores pró-mercado na sua propaganda política. No entanto, entre setembro e outubro de 2021 a Fundação Perseu Abramo foi a campo para entrevistar eleitores não identificados com Lula e nem com Bolsonaro nas cinco regiões do país (“Percepções e Valores da População Brasileira não Polarizada”). E os resultados foram muito similares. O cidadão que se destaca nessa nova pesquisa é “fortemente alinhado ao valor do trabalho e convicto da necessidade de batalhar para vencer na vida”. Nesse caso, “trabalhador” é visto como adjetivo (sinônimo de lutador, esforçado, empenhado) e não substantivo (posição numa sociedade de classes). Para esse público, “o padrão de consumo é o que dita a percepção de classe”. Ou seja, o mundo não é dividido entre patrões e empregados, mas entre ricos, classe média e pobres. Nesse contexto, há uma crença de que “a ascensão social e econômica é possível e que pessoas mais pobres podem ser ricas um dia” – desde que sejam “batalhadores, fortes e persistentes”. E nessa batalha para “ser alguém na vida”, dois núcleos sociais proveem os valores e são espaço de acolhimento: a família e a igreja. Pablo Marçal tornou-se milionário vendendo a ilusão da prosperidade a esse público. O grande desafio que a política tradicional tem é evitar que ele converta esses seguidores em votos – e isso não é um problema só de São Paulo.
Decisão do STF sobre o X resguarda a democracia e a soberania nacional

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moares de submeter à lei a plataforma digital X, de propriedade do bilionário Elon Musk, tem uma dupla correção: nada e ninguém estão acima da Constituição Federal, tampouco da soberania nacional. A suspensão da plataforma, o bloqueio ao acesso, tem amplo respaldo legal, desde o Código Civil ao Marco Civil da Internet. Uma sinopse se faz necessária para que a justeza desta medida se imponha. Em oito de janeiro, a extrema-direita tentou um golpe de Estado, felizmente derrotado. Pouco depois, o X manteve ativas contas de neofacistas que seguiram fazendo apologia do golpismo. O STF, via ministro Alexandre Moraes, determinou a retirada desses perfis. Musk, além de não cumprir a ordem, hostilizou e depreciou, na própria plataforma, o ministro e a instância máxima do Judiciário brasileiro. Também ignorou o pagamento das multas. E mais: agora, já em agosto, Musk escalou a afronta e ordenou o fechamento do escritório do X no Brasil. Nesta quarta (28), o ministro Alexandre Moraes estabeleceu o prazo de 24 horas para que a empresa oficializasse o representante legal no Brasil. Vencido prazo, o bilionário, ele mesmo extremista de direita, além não cumprir a exigência assacou uma vez mais contra o ministro e o STF. Diante deste itinerário de afrontas e desrespeito à lei, de uso e abuso do X pelas milicias digitais para atentarem contra a democracia brasileira, o Estado nacional, através da instância máxima do Poder Judiciário, foi desafiado a dar um basta a essa escalada. O Brasil conquistou a legalidade democrática, regida pela Constituição, num duro combate ao arbítrio, uma longa jornada contra a ditadura militar, condição que lhe assegura uma poderosa arma para a defesa de sua soberania. A Constituição, pela qual os brasileiros têm grande apreço, referencial do Estado Democrático de Direito, determina que ninguém e nenhuma empresa, organização ou instituição estão acima da lei. E o STF, delegado pelo ordenamento jurídico do país para ser o juiz do direito constitucional, não pode ser afrontado como se o país fosse uma terra de ninguém. Desde que foi adquirida por Elon Musk, a plataforma X se tornou instrumento da extrema-direita mundial, privilegiando conteúdo de ódio e antidemocrático. Para tal, hipocritamente, esgrima a defesa da liberdade de expressão, expediente já desmoralizado, pois, conforme a conveniência de seus lucros ou de sua preferência política, ele já cumpriu ordens judiciais de vários país e retirou mensagens e baniu perfis. Um fato que agrava é a nota da Embaixada dos Estados Unidos dizendo que “está monitorando a situação entre o Supremo Tribunal Federal e a plataforma X”, ressaltando “que a liberdade de expressão é um pilar fundamental em uma democracia saudável”. É, nitidamente, uma interferência que deve ser repelida pelas forças patrióticas e democráticas. São dados que comprovam o acerto da decisão do STF de, mais uma vez, não abrir precedentes para práticas ilegais, não permitindo afronta à soberania nacional, demonstrada de variadas maneiras, todas condicionadas ao cumprimento da legalidade democrática, ancorada na Constituição e aplicada pelo Estado Democrático de Direito. A omissão diante de abusos como esses seria uma permissividade inaceitável, um retrocesso descabido num momento em que o país está numa decidida luta contra o golpismo da extrema-direita. O Poder Executivo, por um pronunciamento firme do presidente Luís Inácio Lula da Silva, respaldou a sentença do STF. O episódio também remete ao debate sobre a urgência da regulação das chamadas big techs, contida no conhecido Projeto de Lei das fake news, relatado pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP). Seria uma forma de reforçar o rigor legal diante dos abusos dessas empresas que, como disse o deputado, querem colocar de joelhos o Congresso Nacional, referindo-se aos empecilhos criados por um conluio entre as big techs e a extrema-direita para impedir que o Brasil tenha, a exemplo de outros países, parâmetros definidores de acordo com a legislação nacional. Mas, independentemente dessa pendência, a decisão de Alexandre de Moraes e do STF cumpre preceitos básicos do Estado Democrático de Direito. Ela define um princípio essencial para evitar que novos abusos sejam praticados no país e reafirma o princípio de que a igualdade de direitos e o respeito às leis são o alicerce de uma sociedade democrática, fundada no ideal de civilização e justiça. Via: Vermelho
Lateral William, do Cruzeiro, é convocado pela Seleção Brasileira

Atleta cruzeirense entra na vaga de Yan Couto, do Borussia Dortmund (Alemanha), que foi desconvocado por problemas clínicos O lateral direito William, do Cruzeiro, foi convocado para defender a Seleção Brasileira pelas Eliminatórias da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O atleta cruzeirense vai integrar o elenco de Dorival Júnior nos duelos contra o Equador e o Paraguai. Ele entra na vaga de Yan Couto, do Borussia Dortmund (Alemanha), que foi desconvocado por problemas clínicos. “Nós tivemos um problema clínico com o atleta Yan, do Borússia Dortmund. Com isso, estamos convocando William, do Cruzeiro, de Belo Horizonte”, disse o técnico da Seleção Brasileira, Dorival Junior, em vídeo publicado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quinta-feira (29 de agosto). Os jogos O lateral deverá se apresentar em Curitiba, no Paraná, na próxima segunda-feira (2 de setembro). O primeiro compromisso dele com a camisa amarelinha será na sexta-feira (6) da próxima semana, quando o Brasil enfrenta o Equador, no estádio Couto Pereira. No dia 10 de setembro, o time comandado por Dorival Júnior jogará contra o Paraguai, em Assunção. William deverá desfalcar o Cruzeiro na partida contra o São Paulo. O confronto está previsto para o dia 15 de setembro, em horário a confirmar, no Mineirão. Carreira de William Revelado no Internacional, William se transferiu para o Wolfsburg, da Alemanha, em 2018. Antes de se transferir para a Europa, o lateral conquistou a medalha de ouro com a seleção masculina de futebol nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, de 2016. O atleta foi contratado pelo Cruzeiro em 2023, ano em que a equipe celeste retornou para a Série A do Campeonato Brasileiro. Nas redes sociais, o clube celeste parabenizou o atleta. “Parabéns e muito sucesso, convocação mais do que merecida!”, escreveu o Cruzeiro 🇧🇷 WILLIAM É SELEÇÃO! Nosso lateral William foi convocado pela Seleção Brasileira, que irá enfrentar o Equador e o Paraguai nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2026. Os jogos serão nos dias 6 e 10 de setembro. Parabéns e muito sucesso, convocação mais do que merecida! 👏💙 pic.twitter.com/v1GhmG1cOd — Cruzeiro 🦊 (@Cruzeiro) August 30, 2024
Médico candidato a prefeito de Montalvânia é intimado sobre atestado falso

Tarcísio Lopes Lessa, médico de PSF efetivo do município desde 2018, com jornada semanal de 40 horas, a ser cumprida de segunda a sexta-feira, deverá comparecer à audiência de instrução e julgamento nesta quinta-feira, 29 de agosto, às 16 horas e 30 minutos, em Jaíba. A intimação é para prestar depoimento em ação civil pública 5000891-10.2022.8.13.0427, proposta por Marinalva Souza Bispo com o assunto violação dos assuntos administrativos tramita na justiça desde de 15 de setembro de 2022. De acordo com a autora, necessitando de atendimento médico para um dos seus filhos dirigiu-se ao PSF onde o médico está lotado. No entanto, foi informada que este supostamente se encontrava doente, inclusive, por recomendação médica necessitava se afastar de suas funções por 15 (quinze) dias. Com tal justificativa, o mesmo teria recebido da Prefeitura de Montalvânia o salário integral referente ao mês 11/2020, ou seja, sem qualquer prejuízo pelo período que ficou afastado de suas funções – 15 dias. No entanto, em constatações posteriores, foram reunidas provas de que o médico trabalhou: no dia 19/11/2020 no plantão noturno no município de Juvenília tendo atendido 10 pacientes; no dia 21/11/2020 realizou plantão de 24 horas na Fundação de Saúde de Montalvânia e entre os dias 25 e 30 de novembro do mesmo ano realizou plantão noturno no município de Juvenília, tendo atendido 11 pacientes. Portanto, os trabalhos prestados pelo médico tanto em Juvenília, quanto no Hospital Cristo Rei são semelhantes aos que deveriam ser realizados no cargo para o qual é efetivo. Ou seja, presume-se que o Dr Tarcísio apresentou um atestado falso ao município de Montalvânia. Desta forma, a ação popular visa anular o ato administrativo através do qual foram abonados 15 (quinze) de faltas ao trabalho, mediante atestado médico, presumidamente falso ideologicamente, já que no período de suposta incapacidade temporária do referido servidor, comprovadamente, este trabalhou no Município de Juvenília-MG e na Fundação de Saúde de Montalvânia-MG. Se condenado, o médico que também é candidato a prefeito poderá ter que devolver a quantia recebida mediante artifício, ardil e meio fraudulento devidamente corrigida, arcar com as custas judiciárias e honorários, além de outras sanções administrativas previstas no estatuto do servidor público do município de Montalvânia. Além do caso já em julgamento, outros casos suspeitos também tramitam no judiciário. Inclusive com do fornecimento de atestados fraudulentos por parte do médico para beneficiar outros servidores públicos municipais e estaduais.
Início da exigência do licenciamento anual de veículos

Mutirão de atendimento para regularização está disponível no site www.transito.mg.gov.br Da Agência Minas O prazo para a renovação do Certificado de Registo e Licenciamento de Veículo (CRLV) para as placas com dígito final 1,2 e 3 termina no próximo sábado (31). A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), por meio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), alerta aos proprietários de veículos. Os veículos com finais de placa 4,5 e 6 devem ser licenciados até o dia 30 de setembro, e os com finais 7,8,9 e 0, até o dia 31 de outubro. Para ter acesso ao CRLV 2024, é preciso ter quitado o Imposto de Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), o seguro obrigatório, a Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo (TRLAV) e eventuais multas. O veículo também não pode ter restrições judiciais ou administrativas que impedem a emissão do documento. Por meio do site www.transito.mg.gov.br, é possível verificar se existem pendências e também imprimir o CRLV. O documento também está disponível no MG App, no portal de serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ou no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). MUTIRÃO DE REGULARIZAÇÃO No site da CET-MG, os proprietários de veículos têm acesso ao mutirão virtual de atendimento para regularização do CRLV. Por meio do atendimento on-line, eles identificam pendências e obtém soluções de forma simples, rápida, segura e sem a necessidade de deslocamento até um ponto presencial de atendimento. O serviço está disponível na aba “Veículos” do site, na opção “Consultar Motivo: Veículo Não Licenciado”. Na página, basta preencher o formulário eletrônico com as informações do veículo, e o sistema informará todas as eventuais pendências para a emissão do licenciamento. Caso as dúvidas sobre o CRLV permanecerem, o proprietário do veículo poderá falar com um atendente, que vai auxiliar sobre os procedimentos necessários para a regularização do veículo, além de ajudar na emissão de guias de pagamento. FISCALIZAÇÃO O CRLV é o documento anual que comprova que o veículo está em condições legais de circulação, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Além do CRLV, no formato digital ou impresso, o condutor deverá portar também a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou Permissão para Dirigir (PPD). É importante que o cidadão fique atento e tenha o documento em mãos, seja na versão digital ou impressa, porque os comprovantes de pagamento das taxas e tributos não são válidos para comprovar regularidade do veículo. O CRLV poderá ser dispensado apenas nos casos em que o agente de trânsito tenha condições de consultar o sistema da CET-MG para verificar se o veículo está licenciado. Conduzir um veículo que não esteja registrado e devidamente licenciado é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47, sete pontos na CNH e remoção do veículo para um pátio credenciado até a regularização
Guilherme Guimarães anuncia a construção do primeiro Hospital Municipal

O candidato a prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, anunciou a construção do primeiro Hospital Municipal de Montes Claros, que está em fase avançada de planejamento. A atual administração tomou essa medida, por entender que mesmo sendo necessárias parcerias com hospitais privados, muitas vezes o Município não tem o retorno esperado, que é o cuidado com equidade a todas as pessoas que necessitam de atendimento. “O projeto será realizado com recursos próprios, em parceria com o Governo do Estado. Esse novo hospital contará com atendimentos especializados, entre eles, atendimento pediátrico e cirurgias; que nos hospitais particulares, contratados pelo Município, atualmente, por falta de estrutura ou interesse, não conseguiram fazer”, afirmou o candidato a prefeito. A obra vai completar todo o sistema de saúde – que, na sua atenção primária, já está funcionando bem. Guilherme Guimarães ainda aproveitou a oportunidade para reforçar outras ações na área, como a ampliação do Pronto Atendimento Alpheu de Quadros, conclusão de mais duas UPAs, no Bairro Independência e no Bairro Alice Maia, que juntas com o Hospital Municipal, levarão saúde de qualidade a todos os montes-clarenses. “Depois de ser a administração pública que mais passou dinheiro para a saúde em toda a história desta cidade, ficou claro que o Hospital Municipal é fundamental para melhorar cada vez mais a nossa saúde, que já está avançando com uma velocidade muito grande”, disse. Guimarães ainda destacou que o primeiro Hospital Municipal da cidade será 100% gratuito. “É o que Montes Claros está precisando. Os hospitais particulares são importantes, mas às vezes os interesses são conflitantes. Nem sempre o interesse da população está em primeiro lugar”, finaliza. O Hospital Municipal de Montes Claros será construído no bairro Planalto, contará com 150 leitos com o que há de moderno e tecnológico e atenderá apenas pacientes do SUS. Fonte: Jornal Gazeta
Xandão intima Musk no próprio X e ameaça tirar rede do ar em 24h

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou na noite desta quarta-feira (28) o bilionário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter). A intimação foi feita por meio de uma postagem no perfil do STF na própria rede social. No documento, Moraes determinou que a empresa indique um representante legal no Brasil em 24h, “sob pena de imediata suspensão das atividades” caso a decisão não seja cumprida. No dia 17 de agosto, a conta Global Government Affairs do X acusou Moraes de ameaçar de prisão seus funcionários e, diante disso, anunciou o encerramento de suas operações no Brasil. No comunicado, a empresa informou que “para proteger a segurança de nossa equipe, tomamos a decisão de encerrar nossas operações no Brasil, com efeito imediato”, e alegou que as decisões do magistrado seriam “incompatíveis com um governo democrático”. No início do mês, a plataforma já havia divulgado um ofício do ministro que determinava o bloqueio de perfis suspeitos de disseminar conteúdo antidemocrático. Entre os alvos da decisão estavam o senador Marcos do Val (PL-ES) e a esposa do ex-deputado Daniel Silveira (PL-RJ), Paola Daniel. No novo despacho, Moraes afirmou que o X “deixou de atender a determinação judicial” de bloqueio dos perfis, e apontou que a representante da plataforma estava tentando evitar a intimação para cumprir a decisão.
Polícia Federal vê indícios de ação coordenada em incêndios

Diretor da PF contradiz declarações do governador Tarcísio de Freitas Dois dias após o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), correr até a imprensa para negar a possibilidade de uma coordenação criminosa na onda de incêndios que atingiu São Paulo, o delegado da Polícia Federal (PF) Humberto Freire, que chefia a diretoria da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz), afirmou nesta terça (27) que “há indicativos” de uma “ação coordenada” por trás do fogo que se alastrou rapidamente pelo interior do estado em diferentes pontos e de forma simultânea. “Há indicativos de que algumas dessas ações podem, sim, ter sido coordenadas. Agora a investigação aprofundada é que vai realmente trazer o elemento de comprovação. Indícios existem. Nós não podemos descartar nenhum viés”, disse Freire. A declaração foi dada ao jornal O Globo e publicada nesta quarta (28). “Há relatos de que uma das pessoas presas em São Paulo teria dito no seu depoimento que estava a serviço de grupos criminosos. Há relato de outro de que ele teria sido pago para praticar aquela queimada”, completou o diretor da Damaz. Uma análise realizada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) observou que cerca de 80% das queimadas que ocorreram entre quinta (22) e sexta (23) foram em áreas de uso agropecuário e começaram quase simultaneamente, em um intervalo de 90 minutos. O Ipam registrou 2,6 mil focos de calor no estado de São Paulo, número maior do que os focos de calor em toda a Amazônia. “Tivemos casos pontuais em que efetuamos prisões de pessoas que estavam fazendo fogo, em Ribeirão Preto, Batatais e em Guaraci”, disse o governador. “Até aqui não conseguimos constatar nenhum tipo de relação entre essas pessoas, ou envolvimento coordenado”, afirmou. A pressa em prontamente negar a possibilidade de ação coordenada causou certo estranhamento uma vez que o governador é tido como um dos principais expoentes políticos do agronegócio. Em abril de 2023, a Agrishow, uma feira internacional de tecnologia, considerada o maior evento do agronegócio da América Latina, entrou em rota de colisão com o governo federal ao desconvidar o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, da abertura e optar por bolsonaristas como Tarcísio de Freitas. De lá para cá, o governador se tornou um dos principais porta-voz do setor no país. Apesar da declaração dele, no entanto, a Polícia Civil de SP disse que ainda não descartou nenhuma hipótese. O delegado responsável pelo caso disse que um dos principais objetivos da investigação é chegar aos responsáveis pelo fogo e descobrir se eles agiram sozinhos ou a mando de outras pessoas. Diferentemente do governador, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comparou os incêndios em São Paulo ao “Dia do Fogo”, de 2019. “Tem uma situação atípica [nos incêndios em São Paulo]. Você começa a ter em uma semana, praticamente em dois dias, vários municípios queimando ao mesmo tempo. Isso não faz parte da nossa experiência”, disse Marina. “Do mesmo jeito que tivemos o ‘Dia do Fogo’, há uma forte suspeita de que agora esteja acontecendo de novo.” O chamado “Dia do Fogo” ocorreu em agosto de 2019, quando grileiros e produtores rurais fizeram um movimento coordenado para incendiar áreas da floresta Amazônica. Na Amazônia, 30% dos incêndios seriam para preparar desmatamento Um monitoramento do governo Lula indica que 30% dos incêndios na Amazônia ocorrem em áreas de florestas, o que significa que seriam propositais e preparatórios para futuros desmatamentos, de acordo com técnicos ambientais. A avaliação geral no governo Lula é que os incêndios estão sendo provocados de forma deliberada. O uso do fogo como ferramenta de manejo agropecuário é regulamentado pela Lei 14.944/24, que estabelece diretrizes para o uso do fogo em áreas rurais, com foco na sustentabilidade e na proteção da biodiversidade. No entanto, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada pelo presidente no final de julho, proíbe a prática de colocar fogo como método de supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo. Mas a prática ainda tem sido utilizada por criminosos justamente para se apossar de áreas de vegetação e transforma-las em área de pasto, por exemplo. O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, em entrevista para a Agência Pública, afirmou que o desmatamento para grileiros tornou-se caro e que o uso do fogo é mais barato para a inserção de gado, por exemplo. “As pessoas estão trabalhando numa lógica de ‘vamos degradar a floresta e vamos colocar gado do mesmo jeito. E, para degradar a floresta, vamos queimar’. […] É muito essa lógica: eu vou acabar com a floresta. Não preciso desmatar. Porque o desmatamento é caro. O fogo é muito mais barato, só comprar gasolina e sair espalhando”, comenta. Segundo Agostinho, essa estratégia explica o porquê de os incêndios serem tão intensos apesar da diminuição do desmatamento na Amazônia, por exemplo. O presidente do Ibama afirma que fiscalizar incêndios criminosos é mais difícil que o desmatamento tradicional, que tem sido combatido por meio de satélites. “Você tem a pessoa que coloca fogo, que é criminoso, mas tem, às vezes, um monte de gente, vizinho dele, que é vítima […] O cara vai lá, passa o correntão, põe fogo, quer destruir mesmo. E, de repente, o vizinho dele queima também. O outro cara, que cuida de onça, também perde a fazenda. O outro que está lá preservando, porque gosta do Pantanal, também é vítima”, avalia. Nesta segunda (26), a Defesa Civil afirmou que 99,9% dos incêndios registrados no estado de São Paulo nos últimos dias foram causados por ação humana. A informação foi divulgada pelo secretário Nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, em entrevista coletiva do ministério da Saúde. “Não houve raio e também não houve acidente de torres de alta tensão que justificasse esse início dos incêndios, 99,9% é atividade humana mesmo. O ser humano por algum objetivo acha que o fogo resolve o problema dele, mas não tem ideia de que pode perder o controle”, afirmou. Pará proíbe uso de fogo em pastagem O governador do
População brasileira vai parar de crescer em 2041, prevê pesquisa do IBGE

A partir deste ano, a população do país deve diminuir, até chegar aos 199,3 milhões em 2070. Os dados fazem parte das primeiras Projeções de População do IBGE com dados do Censo 2022 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê que a população brasileira vai parar de crescer em 2041, quando chegará a 220,43 milhões de habitantes. A partir deste ano, a população do país deve diminuir, até chegar aos 199,3 milhões em 2070. Os dados fazem parte das primeiras Projeções de População do IBGE com dados do Censo Demográfico 2022, divulgadas nesta quinta-feira (22). A gerente de Estudos e Análises Demográficas do IBGE, Izabel Marri, afirma que esse recuo será bastante desigual regionalmente. “A migração entre unidades da federação é um fator muito importante nas dinâmicas populacionais. Alguns estados são a origem e outros, o destino desses migrantes. Isso vai fazer com que cada estado tenha sua inflexão populacional em um momento diferente”, explica. Rio Grande do Sul e Alagoas devem ser os primeiros a reduzir sua população, já em 2027, com o Rio de Janeiro logo a seguir, em 2028. Por outro lado, Mato Grosso deve ser o último estado a fazer essa inflexão, em algum momento após 2070. Já Santa Catarina e Roraima devem começar a reduzir sua população em 2064. A pesquisa registrou ainda que, de 2000 a 2023, a taxa de fecundidade do país recuou de 2,32 para 1,57 filho por mulher. Entre os estados, a taxa mais alta foi de Roraima (2,26) e a mais baixa, do Rio de Janeiro (1,39). Essa mesma taxa deve recuar até 1,44 em 2040, quando atinge seu ponto mais baixo. As Projeções de População orientam políticas públicas das três esferas de governo e permitem que o IBGE atualize as amostras de suas pesquisas domiciliares. A gerente diz que a principal importância das projeções é informar qual é a população do país a cada ano, pois os censos demográficos ocorrem apenas a cada dez anos. “Essa informação, por idade e sexo, é fundamental para se elaborar políticas públicas voltada para crianças, idosos ou para a força de trabalho. Além disso, esses dados são a base para o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e dos Estados (FPE)”, afirma. Ela lembra que a redução da taxa de fecundidade ocorre desde os anos 1960. “Vários fatores contribuíram para isso, como a urbanização, a entrada das mulheres no mercado de trabalho e o aumento da escolaridade feminina, além da popularização da pílula anticoncepcional. Com isso, as taxas de fecundidade recuaram gradativamente de uma média de mais de seis filhos por mulher para os patamares atuais”, explica. Outros dados divulgados pelo IBGE: – A idade média da população brasileira atingiu 35,5 anos em 2023 e deve subir para 48,4 anos em 2070. – Idade média em que as mulheres tinham filhos era de 25,3 anos em 2000, passou para 27,7 anos em 2020 e deverá chegar a 31,3 anos em 2070. – Número de nascimentos por ano recuou de 3,6 milhões em 2000 para 2,6 milhões em 2022, e deve cair para 1,5 milhão em 2070. – De 2000 a 2023, taxa de mortalidade infantil recuou de 28,1 para 12,5 óbitos por mil nascidos vivos. Esse indicador cairá para 5,8 em 2070. – Esperança de vida ao nascer subiu de 71,1 anos em 2000 para 76,4 anos em 2023, e deve chegar aos 83,9 anos em 2070. – De 2000 a 2023, proporção de idosos (60 anos ou mais) na população brasileira quase duplicou, subindo de 8,7% para 15,6%. Em 2070, cerca de 37,8% dos habitantes do país serão idosos. – A idade média da população era de 28,3 anos em 2000, subiu para 35,5 anos em 2023 e deve chegar aos 48,4 anos em 2070