PF prende desembargador relator do caso TH Joias no TRF-2

Operação investiga vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado o Comando Vermelho no Rio de Janeiro A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, o desembargador Macário Judice Neto, relator do processo que envolve o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A detenção ocorreu no âmbito da Operação Unha e Carne 2, que apura o vazamento de informações sigilosas com possível favorecimento ao Comando Vermelho, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo. A nova fase da operação dá continuidade às investigações que, em etapa anterior, resultaram na prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. Macário Judice Neto é o magistrado responsável por relatar o processo envolvendo TH Joias, que está preso sob acusação de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho. A prisão do desembargador foi efetuada e ele se encontra sob custódia na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O magistrado havia retornado à magistratura em 2023, após um afastamento de 17 anos. À época, foi promovido ao cargo de desembargador, mesmo após um longo período fora das funções judiciais devido a denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. O primeiro afastamento ocorreu em 2005, por decisão do próprio TRF-2, no contexto de uma ação penal que investigava a suposta participação de Macário em um esquema de venda de sentenças quando atuava como juiz federal no Espírito Santo. As investigações atuais também lançam luz sobre a atuação de pessoas próximas ao desembargador. Sua esposa, Flávia Judice, trabalhou até o início do mês passado no gabinete da diretoria-geral da Alerj. A saída ocorreu quando a apuração que envolve o ex-deputado TH Joias já estava em andamento. A Operação Unha e Carne 2 segue em curso e mantém sob investigação possíveis conexões entre agentes públicos, o sistema de Justiça e organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro.
SBT decide não exibir especial de Natal com Zezé Di Camargo após críticas

Decisão ocorre após cantor criticar filhas de Silvio Santos por evento com Lula e Alexandre de Moraes O SBT decidiu cancelar a exibição do especial “Natal É Amor”, protagonizado por Zezé Di Camargo e previsto para ir ao ar na próxima quarta-feira (17), às 23h. A mudança na programação ocorreu após um desgaste público entre o cantor bolsonarista e as filhas de Silvio Santos, provocado por declarações feitas pelo artista em suas redes sociais. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Decisão oficial do SBT após avaliações internas “A Assessoria de Comunicação informa que, após avaliações internas, a cúpula do SBT decidiu por não exibir o Especial ‘Natal é Amor com Zezé Di Camargo’, programado para a próxima quarta-feira, às 23h. A emissora divulgará em breve a atração que ocupará o horário”, informou o SBT opor mekio de um comunicado. O especial já havia sido gravado e integrava a programação de fim de ano do canal, mas acabou sendo retirado após a repercussão das falas do cantor. Vídeo de Zezé Di Camargo intensifica crise Na madrugada desta segunda-feira (15), Zezé Di Camargo publicou um vídeo em suas redes sociais no qual afirmou ter rompido com o SBT. Segundo ele, o motivo foi a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, no evento de lançamento do SBT News, realizado na sexta-feira (12). No vídeo, o cantor criticou diretamente as filhas de Silvio Santos, Daniela, Patricia, Rebeca e Renata Abravanel, afirmando que elas estariam agindo de maneira diferente do que o pai pensava e utilizando um termo ofensivo para se referir à postura adotada por elas. Ainda na gravação, Zezé pediu que o SBT não exibisse o especial já gravado. “Só queria dizer uma coisa para vocês, SBT: vamos tocar o caminho, tenho serviço, tudo. Mas, se puderem, não precisam pôr no ar o meu especial”, declarou. Evento do SBT News reuniu autoridades políticas O lançamento do SBT News contou com a presença de diversas autoridades. Além de Lula e Alexandre de Moraes, participaram do evento o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)
Análise: irreconhecível, Cruzeiro faz um dos piores jogos do ano e precisa de nível prime por vaga na final

Com baixo nível individual e coletivo, time de Leonardo Jardim é batido com facilidade pelo Corinthians Por Guilherme Macedo — GEO Cruzeiro não foi sequer sombra do time que se destacou no Brasileirão e, com justiça, foi derrotado por 1 a 0 pelo Corinthians, no Mineirão, na ida da semifinal da Copa do Brasil. Há motivos de sobra para acreditar na classificação, mas nenhum deles retirado do confronto dessa quarta-feira.O time de Leonardo Jardim estava irreconhecível em campo. Teve apenas lampejos na partida e não conseguiu sequer promover momentos de pressão contra o gol do Corinthians. Não foi forte no início, não deu resposta positiva ao gol adversário, nem conseguiu abafar na reta final.A atuação do Cruzeiro foi uma das piores desde a virada de chave da temporada, em abril, usando a espinha dorsal que levou o time a disputar nas cabeças do Campeonato Brasileiro. Nível baixo individual e, coletivamente, dominado pelo Corinthians. Dorival Júnior colocou o jogo debaixo do braço ao longo da semana, definindo uma estratégia de jogo que matou as ações do Cruzeiro. Usou quatro meio-campistas que conseguem marcar e jogar. Ganhou o jogo por ali, deixando Memphis e Yuri Alberto livres no setor ofensivo. O jogo do Cruzeiro passa muito pelo setor central do campo. E foi por ali que a derrota passou. Perdeu rebotes ofensivos e defensivos, não conseguiu acompanhar a velocidade de transição do adversário.A atuação teve raros momentos de encaixe. Um deles foi após os dez minutos do primeiro tempo, quando conseguiu três retomadas no campo ofensivo e chegou à área corintiana. Quando parecia se ajustar, veio o gol de Memphis, aos 21. Falharam Romero, Kaiki e Fabrício Bruno. A partida ficou ainda mais à feição para o Corinthians. O Cruzeiro foi irreconhecível nos 70 minutos restantes de jogo. Afobado, foi presa fácil para um adversário bem postado defensivamente. Escolheu momentos errados para forçar passes com os zagueiros e abusou das ligações diretas. Quando conseguia sair para chegar ao ataque, sentia falta de inspiração e aproximação. Foi um time infértil. Individualmente, peças também contribuíram para esse jogo que não encaixou e tiveram atuações em nível negativo que não se via há tempos. Fabrício Bruno, Kaiki e Romero, principalmente. O volante ainda levou cartão amarelo injusto que o tirou o jogo de volta. William, por outro lado, manteve a gangorra que tem sido 2025 e fez partida ruim, especialmente no acabamento das jogadas ofensivas. Leonardo Jardim até colocou em campo o que tinha de melhor no banco, mas não corrigiu os problemas do meio. Tentou aumentar o peso ofensivo com Gabigol e Sinisterra, mas o Cruzeiro seguiu inferior no meio-campo. E foi assim por 90 minutos no Mineirão. Não é cenário de terra arrasada, mas o Cruzeiro vai precisar do nível “prime” da temporada para reverter o placar na Neoquímica Arena. No coletivo e no individual, com Leonardo Jardim e com cada uma das peças. O time, que até então não tinha errado em jogos grandes no ano, vai ter que demonstrar a força que o fez chegar com favoritismo ao duelo.
A ação coordenada de Motta e Alcolumbre contra Lula com a Dosimetria, segundo o Planalto
Integrantes do governo afirmam que o Planalto vê uma “dobradinha” entre os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na decisão de votar o PL da Dosimetria ainda neste ano, movimento interpretado como um recado direto ao presidente Lula (PT), conforme informações do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. A avaliação circula entre auxiliares presidenciais e parlamentares da base, que enxergam coordenação entre os chefes da Câmara e do Senado em meio a divergências recentes com o Palácio do Planalto. Motta anunciou, após a reunião de líderes de terça-feira (9), que colocaria em votação o projeto que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. No mesmo dia, a Câmara aprovou o texto por 291 votos a 148. Pouco depois, Alcolumbre afirmou a jornalistas que também votaria o projeto no Senado ainda em 2025, caso o texto passasse pela Câmara. “O texto teve desde o primeiro momento a contribuição do Senado. Eu quero responder, e nós vamos deliberar esse projeto assim que a Câmara deliberar. Este ano ainda”, declarou. Leitura política no Palácio do Planalto Para integrantes do governo, os anúncios quase simultâneos indicam um alinhamento entre Motta e Alcolumbre com o objetivo de pressionar o presidente Lula. Na avaliação de aliados do Planalto, os dois presidentes das Casas Legislativas atuaram de forma combinada para acelerar a tramitação da proposta mesmo diante da resistência do governo. Deputados governistas e auxiliares de Lula afirmam que a articulação conjunta representou uma forma de se contrapor ao chefe do Executivo, que enfrenta desgaste com o Legislativo desde que passou a defender publicamente o veto ao projeto. Aliados do presidente petista garantem que Lula vetará o PL da Dosimetria caso ele seja aprovado pelo Senado. A palavra final, no entanto, caberá ao Congresso Nacional, que poderá derrubar o veto presidencial e manter a proposta.
Prisão Preventiva de Bolsonaro: o resumo jurídico que você precisa entender

Longe de ser uma medida abrupta, a decisão foi o resultado de um processo judicial que, pacientemente, esgotou todas as alternativas cautelares menos gravosas antes de recorrer à medida extrema por Renan Bohus da Costa A decretação da prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Petição (PET) 14.129/DF, representa um marco na aplicação da lei penal brasileira. Longe de ser uma medida abrupta, a decisão foi o resultado de um processo judicial que, pacientemente, esgotou todas as alternativas cautelares menos gravosas antes de recorrer à medida extrema. A análise técnica da decisão revela uma fundamentação robusta, alicerçada em três pilares centrais: o desrespeito sistemático às medidas cautelares, a configuração de um risco concreto à ordem pública e, de forma decisiva, a existência de um risco iminente de fuga para frustrar a aplicação da lei penal. A prisão não foi um ato isolado, mas a consequência de uma escalada de transgressões às ordens judiciais. Após ser condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de reclusão, Bolsonaro foi submetido a uma série de medidas cautelares diversas da prisão, conforme o art. 319 do Código de Processo Penal (CPP). Entre elas, destacam-se: uso de tornozeleira eletrônica com recolhimento domiciliar, proibição de contato com outros investigados e proibição de uso de redes sociais. É crucial entender que a prisão preventiva opera sob o princípio da ultima ratio, ou seja, é o último recurso do Estado. A legislação processual penal, em respeito ao princípio da presunção de inocência, prioriza medidas menos severas. Contudo, a decisão do STF demonstra que a conduta do réu tornou essas medidas inócuas. O art. 312 do CPP é claro ao autorizar a prisão para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal. No caso em tela, a decisão se fundamentou solidamente em dois desses requisitos: a ordem pública e a aplicação da lei penal, ambas ameaçadas diretamente pelas ações do ex-presidente. A decisão detalha como o ex-presidente desafiou repetidamente essas restrições. Em 4 de agosto de 2025, por exemplo, o uso indevido das redes sociais levou ao endurecimento das medidas, com a decretação da prisão domiciliar integral. O descumprimento de medidas cautelares é um fundamento legal expresso para a decretação da prisão preventiva, conforme o § 1º do art. 312 do CPP. A reiteração dessa conduta demonstrou que nenhuma outra medida seria suficiente para garantir o cumprimento das ordens judiciais. Dois eventos ocorridos na véspera da prisão foram determinantes para a decisão do Ministro Alexandre de Moraes. A convocação de apoiadores para uma “vigília” em frente ao condomínio do réu foi interpretada pelo STF como uma reedição do modus operandi da organização criminosa. O objetivo, segundo a decisão, era “causar tumulto” para obstruir a fiscalização e, potencialmente, “facilitar eventual tentativa de fuga”. A manobra foi vista como um risco concreto à ordem pública. O ato final e inequívoco foi a violação do equipamento de monitoramento eletrônico, registrada à 00h08 do dia 22 de novembro. A decisão é taxativa ao afirmar que o ato “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”. Esse fato, por si só, eliminou a principal ferramenta de controle do Estado, tornando a prisão a única alternativa viável. A interpretação do STF sobre a “vigília” não pode ser dissociada do contexto de ataques às instituições democráticas. A convocação foi vista não como um exercício de liberdade de manifestação, mas como um ato deliberado para criar um ambiente de intimidação e confronto, similar a táticas já utilizadas para obstruir a justiça. Ameaçar a ordem pública, nesse sentido, significa também desafiar a autoridade do Poder Judiciário e criar instabilidade social para fins particulares, o que justifica uma resposta firme do Estado para preservar a paz social e o respeito às decisões judiciais. O principal fundamento para a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva foi o periculum libertatis, o perigo gerado pelo estado de liberdade do réu. Esse perigo se materializou, principalmente, no risco iminente de fuga, que visava frustrar a aplicação da lei penal. A decisão não se baseou em meras suposições. A Polícia Federal apresentou informações concretas que sustentaram essa conclusão: histórico de planejamento de fuga (planos de busca por asilo); proximidade geográfica (a apenas 13 km do Setor de Embaixadas); e a fuga de corréus (como Alexandre Ramagem e Carla Zambelli), que demonstrou ser uma estratégia recorrente do grupo. A combinação desses elementos, convocação de tumulto, rompimento do monitoramento e um histórico de planejamento de fuga, formou um cenário que, juridicamente, justificava plenamente a decretação da prisão. A sequência de fatos demonstra a aplicação do princípio da proporcionalidade de forma progressiva. O Judiciário iniciou com as medidas mais brandas e, diante de cada novo descumprimento, foi forçado a intensificar o rigor, culminando na prisão como a única medida proporcional à gravidade dos atos e à ineficácia das anteriores. A prisão preventiva de 22 de novembro de 2025 não foi uma decisão política, mas um ato de natureza estritamente técnica e processual. Ela reafirma um princípio fundamental do Estado de Direito: ninguém está acima da lei. Ao esgotar todas as medidas alternativas e agir somente diante de fatos novos e concretos, o Supremo Tribunal Federal aplicou a legislação de forma criteriosa. O caso se torna exemplar não pela figura do réu, mas pela mensagem que transmite: a democracia brasileira possui os mecanismos necessários para responsabilizar aqueles que atentam contra ela e que se recusam a cumprir as decisões de suas instituições. Por Renan Bohus da Costa, advogado criminalista. Especialista em Direito Penal. Mestrado em Direitos Fundamentais.
PF prende Bolsonaro na reta final de processo da trama golpista

Jair Bolsonaro estava em prisão domiciliar há mais de 100 dias. Ele foi agora preso preventivamente para garantia da ordem pública A Polícia Federal foi à casa de Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em Brasília, e levou o ex-presidente na reta final do processo da trama golpista. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Ele estava em prisão domiciliar e foi preso preventivamente para garantia da ordem pública, segundo investigadores. Matéria em atualização
Chega de bla, bla… ECO 30 na prática em Minas é no ECN !

Encontros internacionais para discutir que providências tomar para “salvar” o planeta Terra, que na verdade é minimizar os riscos e até diminuir o percentual de extinção da raça humana, é muito válido e bem vindo. * Por Plínio da Franca Porém, apenas essas reuniões de cúpula jamais resolverão de fato os problemas que dizimam toda a vida da natureza planetária em decorrência de um modelo capitalista selvagem, que tem como sustentáculos a sede e a fome desmensurada de poder conquistar tudo e todos ao longo de nossa existência terrena, de apenas um mínimo do mínimo do percentual de humanos. Como tudo tem um custo e não há refeições gratuitas para nenhuma espécie do planeta Terra, a conta chega e todos são obrigados a pagá-la à vista ou a crédito(que é pior ainda devido acréscimos de juros). O rombo nas contas individuais e coletivas é simplesmente a destruição de vidas humanas e de todos os seres vivos, que inclusive estão aqui no meio de nós, para nos permitir estar vivos! Que ironia! Não basta proclamar em COP’s a destinação de granas para estancar hemorragias ambientais e aliviar processos destrutivos como exemplo o governo da Noruega anuncia a destinação de 3 bilhões de dólares ao Fundo de Florestas Tropicais, quando uma das empresas norueguesas instaladas no Brasil, a Hydro Alunorte(refinaria de alumina) tem mais de 2.000 processos de crimes ambientais instaurados e seu lucro líquido no Brasil em 2024 foi 453 milhões de dólares. Estes crimes são relativos aos impactos negativos gerados em rios, igarapés, matas e nascentes ocasionando prejuízos incomensuráveis a saúde, a economia de subsistência da população(agricultura e pesca) e até escassez de água para consumo. Temos empresas brasileiras também, como a Vale, a JBS que devasta terras para criações de animais e pratica trabalho escravo, dentre muitas outras de qualquer segmento de mercado, que se mostram empresas anjo do bem a sociedade, porém, são aqueles anjos caídos e citados no Testamento e em todas as mitologias. Esses anjos de vestimentas negras, utilizam do já divulgado nas escrituras, do artifício da enganação, via o poder publicitário com apelos de amigos do meio ambiente, ecologicamente correto e um montão de figuras de linguagem semelhantes e vinculadoras no cérebro humano de que são confiáveis, puros, etc. e, assim, enganam os consumidores. Nos nossos tempos essas enganações se chamam greenwashing, traduzindo: propaganda enganosa ambiental, uma estratégia de marketing enganosa onde uma empresa se promove como se seus produtos ou serviços fossem ambientalmente amigáveis, mas na verdade não o são. Desta forma, esses anjos caídos vão realizando seus propósitos: manutenção de domínio, enriquecimento em detrimento do empobrecimento da maioria das pessoas e perpetuação de poder sobre os seres vivos do planeta Terra. Para sair apenas das discussões em COP’s e qualquer outro tipo de evento, é necessário partir para prática. Por isto este ECN decidiu ser uma resistência a esses anjos caídos apoiando a Campanha Greenwashing? Tô fora! de iniciativa do Instituto Humanizar No site da campanha e de forma gratuita você poderá tirar suas dúvidas se o produto que consome ou vai consumir é greenwashing ou não. Visite o site www.propagandaenganosa.org.br O ECN também se orgulha em ladear com o Instituto Guaicuy na galeria de apoio e parceiros da campanha Greenwashing? Tô fora! Isto porque o Instituto Guaicuy há 20 anos trabalha arduamente em defesa da vida planetária e de seus seres vivos. Sua existência é de fundamental importância à defesa do meio ambiente e dos direitos humanos, trabalhando incansavelmente para sustentar vidas, bem-estar coletivo, conexão com a natureza e sobrevivência. A grande Missão do Instituto Guaicuy é executar ações que promovam uma abordagem ecossistêmica sobre a relação entre as pessoas e seus territórios, empoderando comunidades e reconhecendo as Bacias Hidrográficas como centralidade do que realizam. Durante essas mais de duas décadas, o Instituto Guaicuy tem se debruçado e apoiado diversas causas socioambientais, lutando, principalmente, pelo cuidado com as águas, as serras e as comunidades de Minas Gerais. Sua atuação é pautada pelo protagonismo popular na busca de modos de vida que promovam a convivência, socialmente justa e ambientalmente sustentável, entre as pessoas, as águas e o território. Visite o site do nosso Instituto Guaicuy e se surpreenderá! https://guaicuy.org.br Mãos a obra meu povo, combater o greenwashing! * Sociólogo
Lutou contra um império. Desafiou a opressão. E se tornou o símbolo máximo da liberdade negra

A trajetória do líder palmarino revela a complexidade política, cultural e militar de uma das maiores experiências de resistência negra das Américas O 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, não marca apenas o fim de uma vida. Marca o começo de uma memória coletiva que atravessa séculos. No Dia da Consciência Negra, Zumbi e o Quilombo dos Palmares voltam ao centro do debate público porque representam a luta mais longa e organizada contra a escravidão no Brasil. Mas, para entender essa história, é preciso separar aquilo que os documentos comprovam daquilo que vem da tradição oral — sem esquecer que ambos constroem a identidade negra no país. Os registros coloniais permitem reconstituir uma parte fundamental dessa trajetória. Documentos oficiais mencionam Palmares desde 1597, descrevendo mocambos espalhados pela Serra da Barriga, atual Alagoas, onde milhares de pessoas fugidas da escravidão criaram uma sociedade própria. A área, cercada por matas densas e relevo acidentado, oferecia proteção natural e recursos suficientes para agricultura, caça e produção de alimentos. Além de sustentar sua população, Palmares chegou a desenvolver um comércio clandestino com moradores vizinhos, trocando farinha, manteiga de amêndoa e vinho de palma por pólvora, tecidos e ferramentas. O mocambo Macaco funcionava como centro político e militar, liderado inicialmente por Ganga Zumba. Em 1678, após décadas de embates, o governo colonial propôs um acordo de paz que previa terras demarcadas e autonomia limitada. Parte dos palmarinos aceitou. Outra parte recusou — liderada por um jovem guerreiro chamado Zumbi.
13° salário deve injetar R$ 34 bilhões na economia mineira até o fim de 2025, segundo Dieese

Pagamentos alcançam 10,2 milhões de pessoas em Minas e representam 3% do PIB estadual A economia de Minas Gerais deverá receber um reforço de aproximadamente R$ 34 bilhões com o pagamento do 13º salário, até o final de 2025. A estimativa equivale a 9,2% de todo o montante distribuído no Brasil e 18,6% do total movimentado no Sudeste, demonstrando o peso econômico do estado na região e no país. O valor corresponde ainda a cerca de 3% do PIB mineiro, segundo cálculos técnicos divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O 13º deve chegar ao bolso de 10,2 milhões de mineiros, o que representa 10,7% dos trabalhadores e beneficiários que receberão o pagamento no país. No Sudeste, o estado responde por 23,1% do total de pessoas contempladas. A média do benefício individual é estimada em R$ 2.970, embora varie significativamente conforme setor, vínculo empregatício e regime previdenciário. Quem recebe e quanto recebe Os empregados com carteira assinada, estatutários e demais trabalhadores formais formam a maior parcela dos beneficiários: 58,2% do total. Eles serão responsáveis por movimentar R$ 22,7 bilhões, o equivalente a 66,7% de toda a massa de recursos do 13º em Minas. A segunda maior fatia é dos aposentados e pensionistas do INSS, que representam 39,7% dos beneficiários mineiros e devem receber R$ 7,2 bilhões, cerca de 21,3% do total. Já os servidores aposentados e pensionistas do Regime Próprio de Previdência do estado ficarão com R$ 2,5 bilhões (7,4%), enquanto os vinculados aos regimes próprios municipais receberão cerca de 3,5% do total. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,2%. Especialistas apontam que a injeção do décimo terceiro costuma aquecer setores como comércio, serviços e turismo, e desempenha papel importante na recuperação econômica em momentos de estagnação e desemprego elevado.
STF forma maioria e torna Eduardo Bolsonaro réu por coação da Justiça

O deputado é acusado de atuar, a partir dos EUA, para coagir as instituições de Justiça do Brasil A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (14) para tornar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu por coação da Justiça. Votaram para tornar Eduardo Bolsonaro réu os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino e Cristiano Zanin. Resta o voto da ministra Cármen Lúcia. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu a sessão virtual e votou por transformar Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em réu na ação por coação da Justiça. Flávio Dino seguiu o voto de Moraes. A sessão, que corre na primeira turma da corte, foi aberta nesta sexta-feira (14) e termina no próximo dia 21. Nas 66 páginas de seu voto, Moraes afastas as preliminares colocadas pela Defensoria Pública, já que Eduardo ignorou o processo, e afirma que o deputado cria um clima de “intimidação” aos ministros que participam do julgamento do pai, Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a organização criminosa que tentou um golpe de Estado. “O elemento subjetivo específico — favorecer interesse próprio ou alheio — evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de JAIR MESSIAS BOLSONARO nos autos da AP 2.668/DF e também sobre as autoridades responsáveis por um possível projeto de anistia aos crimes imputados a JAIR MESSIAS BOLSONARO e corréus responsáveis pela tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil”, argumenta Moraes. Eduardo se estabeleceu nos EUA em fevereiro deste ano para iniciar uma conspiração junto ao governo Donald Trump que resultou em sanções pela Lei Magnitsky a autoridades brasileiras, incluindo o próprio Moraes e a esposa dele, Viviane Barci, e no tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros que entram nos EUA.