Com Vini Jr apagado e um a mais, Brasil perde para a França por 2 a 1

Time de Carlo Ancelotti não aproveitou a superioridade numérica e pecou nas finalizações A Seleção Brasileira perdeu para a França por 2 a 1 nesta quinta-feira (26), no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos, no primeiro amistoso da equipe de Carlo Ancelotti na Data Fifa.Com um a mais durante todo o segundo tempo, o time não conseguiu manter sua intensidade nos momentos em que foi melhor, e teve problemas no ataque para concluir as jogadas com perigo de gol. Éderson deu sustos, e Vini Jr, principal esperança brasileira para a Copa do Mundo, não se destacou.Apesar de aparecer bem em algumas jogadas, o hoje camisa 10 teve uma atuação apagada na partida. A seleção deixou o campo vaiada pelo público presente no estádio – 66.713 pessoas, o maior da história em jogos de futebol realizados no local.O jogoPoucas chances, embora pouco aproveitadas, muita movimentação e dificuldades no domínio da bola no meio campo. Foi assim o início da Seleção Brasileira no duelo contra a França.Raphinha, Vini Jr e Martinelli apareceram bem no ataque, mas pecaram no momento em que era preciso decidir. Vini, aliás, parecia um pouco disperso, e foi desarmado quando poderia fazer a diferença.A França também chegava com perigo e, entrosada, conseguia furar a linha de defesa do Brasil. Mbappé e Rabiot tiveram boas oportunidades, mas o placar não saiu do zero. Ederson mostrou problemas na saída de bola e deu um susto na torcida brasileira duas vezes seguidas.Martinelli apareceu bem na direita, finalizando de frente para o gol, mas a bola passou à direita do goleiro Maignan.Aos 31, os franceses recuperaram a bola ainda no campo defensivo e chegaram na base da troca de passes. Dembelé lançou Mbappé que, sozinho, finalizou por cobertura para fazer um 1 a 0. Golaço do agora maior artilheiro da história da seleção francesa.O começo do segundo tempo foi todo da seleção brasileira. Raphinha, apagado no final da primeira etapa, deu lugar a Luiz Henrique, que movimentou bem o ataque. Além do ex-Botafogo, Casemiro, Wesley e Gabriel Martinelli chegaram bem, mas o gol não saiu.Aos 7 minutos, Upamecano foi expulso após derrubar Matheus Cunha na entrada da área. A pressão brasileira seguiu, mas o placar não se mexeu.Com isso, o time da França foi se reorganizando. Em um contra-ataque aos 19 minutos, a superioridade numérica parecia não existir: Olise encontrou espaço e avançou livre no meio, passou para Ekitiké e o camisa 22 marcou mais um belo gol e abrir 2 a 0.Aos 32, em uma subida de Vini Jr ao ataque pelo lado do campo, o árbitro marcou falta de Gusto em Vini. Danilo cobrou, e Casemiro acreditou no lance, não deixando sair pelo fundo do outro lado do campo. Luiz Henrique ajeitou dentro da área, e Bremer, atento, só empurrou para o fundo da rede, diminuindo o placar para o Brasil.O gol animou o Brasil, que insistiu nos avanços. Os problemas de arremate no terço final do campo, porém, persistiam. Carlo Ancelotti foi para cima para tentar o empate e trouxe Gabriel Sara para o lugar de Casemiro.Aos 45, Bremer ainda teve uma boa oportunidade de empatar em um cruzamento de Luiz Henrique. O zagueiro pegou em cheio, mas desviou para fora. O camisa 14 tentou ainda uma enfiada de bola para Igor Thiago dentro da área, mas o jogador do Brentford passou por ela. Quem chegou para matar a jogada foi Vini Jr, que também não alcançou.

Lula lidera em todos os cenários de 1° e 2° turnos em Minas Gerais

Flávio Bolsonaro se firma na vice-liderança; alto número de indecisos, porém, mostra que disputa à presidência não está consolidada O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral para a Presidência da República em Minas Gerais em todos os cenários de 1° e 2° turnos testados na pesquisa DATATEMPO. Essa é a primeira rodada a traçar um panorama sobre as eleições deste ano, no segundo maior colégio eleitoral do país. O levantamento revela ainda que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolida como segundo colocado no estado em todos os quadros testados para a primeira etapa do pleito. As entrevistas foram realizadas de 14 a 18 de março, e a margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.Lula chega a alcançar 37,2% das intenções de voto em um cenário estimulado de 1º turno contra outros cinco oponentes. O recorte da pesquisa mostra que o petista está 8,2 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que atrai 29% da preferência dos eleitores mineiros. Nesse quadro, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na terceira posição, com 10,8%, seguido pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 4,8%. Renan Santos (Missão) e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) completam a lista, com 1,7% e 0,9%, respectivamente. Vale lembrar que a pesquisa foi realizada antes de Ratinho Junior (PSD) desistir da candidatura à Presidência da República. O anúncio foi feito por ele na última segunda-feira (23/3). Em outro cenário estimulado, Lula registra 36,9% da preferência dos eleitores. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 28,9%. Novamente, Romeu Zema se firma na terceira posição, ao ser citado por 13,1% dos eleitores mineiros. Nesse recorte, o nome do PSD testado é o do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que registra 3,2% das intenções de voto. Renan Santos contabiliza 1,8%, enquanto Aldo Rebelo aparece na lanterna, com 1,6%.  O menor percentual obtido por Lula em Minas Gerais é registrado em um cenário menos provável, no qual também é testado o nome de Ciro Gomes (PSDB), que se coloca hoje como pré-candidato ao governo do Ceará. Nesse recorte, o atual presidente da República lidera com 35,5%, seguido por Flávio Bolsonaro (28,8%) e Romeu Zema (11,8%). Ciro vem logo em seguida, na quarta posição, com 6,4% das intenções de voto. O quadro mostra ainda Eduardo Leite em quinto lugar, com 2%, seguido por Renan Santos (1,4%) e Aldo Rebelo (1,1%). Este último recorte mostra que, embora Ciro Gomes não tenha se colocado como opção para a presidência da República, o tucano registra percentual superior aos registrados pelos três nomes do PSD testados na pesquisa. Cenário não está consolidado, indica pesquisa espontânea Ainda que Lula lidere em todos os recortes estimulados para o 1° turno em solo mineiro, a pesquisa DATATEMPO mostra que ainda há grande margem para mudanças no decorrer da corrida eleitoral. Em levantamento espontâneo – quando não é apresentada uma lista com nomes dos pré-candidatos –, 40% dos eleitores de Minas Gerais disseram estar indecisos em relação ao voto para presidente da República. “Isso mostra que, a pouco mais de seis meses das eleições, o cenário presidencial ainda não está totalmente consolidado, as preferências ainda não estão cristalizadas, algo que é esperado nesse momento da corrida eleitoral”, pontua Audrey Dias, doutora em ciência política e coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO.  Apesar do alto grau de indecisão dos eleitores, Lula lidera isolado nesse cenário, ao ser citado espontaneamente por 27,1%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece na vice-liderança, lembrado por 13,6% do eleitorado mineiro.  Este recorte da pesquisa mostra ainda que parte do eleitorado faz referência a outros membros da família do senador do PL que não se colocaram como pré-candidatos à corrida presidencial. É o caso de 5,1%, que afirmam a intenção de votar em “Bolsonaro”, embora não especifiquem sobre qual membro do clã estão se referindo. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é citado por 0,6%, enquanto o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) é lembrado por 0,5%. Há ainda 0,4% com intenção de votar no “filho do Bolsonaro”.  Petista também lidera em 2° turno A pesquisa DATATEMPO mostra ainda que, numericamente, Lula está à frente em todos os cenários de segundo turno testados. Em um confronto direto com Flávio Bolsonaro, o petista seria eleito com 45,7% dos votos, contra 38,6% do pré-candidato do PL.  O levantamento revela que o único a representar risco real para Lula em Minas Gerais em um eventual segundo turno é Romeu Zema, ex-governador do estado. Embora lidere numericamente, com 42,7%, o petista empata na margem de erro com o mineiro, que tem 41,1% das intenções de voto.  A maior vantagem de Lula em um segundo turno seria contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que anunciou desistência da disputa. Nesse recorte, o mandatário petista é citado por 46,7% dos eleitores mineiros, enquanto o nome do PSD pontua com 33,7%.   Metodologia A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. Os dados foram coletados de 14 de março a 18 de março de 2026. Foram realizadas 2.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada: MG-06897/2026 e BR-01341/2026.

Alexandre de Moraes libera prisão domiciliar para Bolsomaro por 90 dias

Ministro do STF aceitou pedido da defesa do ex-presidente, que está internado com broncopneumonia O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu transferir Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar nesta terça (24). O magistrado aceitou pedido da defesa do ex-presidente, que solicitou a mudança por questões de saúde, especialmente durante a recuperação de um quadro grave de broncopneumonia. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da decisão nesta segunda (23), alegando que o estado de saúde do ex-presidente requer acompanhamento constante, o que seria mais adequado em um ambiente familiar. Com a decisão, ele será transferido para sua casa no Jardim Botânico, em Brasília. A prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias, durante a recuperação da broncopneumonia, e, após o período, “será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, segundo Moraes. O magistrado também determinou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e proibiu o uso de celular ou qualquer meio de comunicação externa “diretamente ou por terceiros”. Também foram canceladas todas as visitas a ele, com exceção de familiares e médicos com autorização permanente. Moraes ainda autorizou a continuidade de sessões de fisioterapia e eventuais internações imediatas sem necessidade de comunicar a Justiça. Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star em 13 de março ao apresentar dificuldades respiratórias e foi diagnosticado com broncoaspiração. Após ser internado na UTI, o ex-presidente foi transferido para um quarto, e a equipe médica informou que sua condição estava melhorando, embora sem previsão de alta hospitalar. O ministro aceitou a argumentação da defesa, levando em consideração a saúde debilitada de Bolsonaro e o risco de complicações no ambiente prisional. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele começou a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e, posteriormente, foi mandado para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda e é conhecido como “Papudinha”. Moraes negou uma série de pedidos de transferência para o regime domiciliar nos últimos meses, argumentando que as informações médicas sobre a saúde do ex-presidente não indicavam a necessidade de cuidados médicos em casa e que as condições da Papudinha atendiam as demandas de saúde.

CPMI do INSS rejeita todas as oitivas da Igreja da Lagoinha mesmo após sucessivos requerimentos

Os dados reunidos nos requerimentos apresentados à CPMI do INSS mostram um padrão claro e controverso. Foram protocolados diversos pedidos para ouvir representantes ligados à Igreja da Lagoinha, incluindo o pastor André Valadão e estruturas associadas como o Clava Forte Bank. Apesar da quantidade de elementos citados nos relatórios, todas as solicitações de oitiva foram rejeitadas. A repetição das negativas chama atenção porque ocorre justamente em um dos núcleos mais mencionados nos documentos de inteligência financeira. Nenhum dos pedidos avançou, mesmo com a insistência dos parlamentares responsáveis pelos requerimentos. Os elementos que motivaram os pedidos de oitivaOs requerimentos têm como base registros do COAF e apontamentos da Controladoria-Geral da União que identificaram movimentações consideradas atípicas e compatíveis com possíveis práticas de lavagem de dinheiro.No caso da Igreja da Lagoinha, os dados indicam proximidade com os chamados “Golden Boys” (Felipe Macedo, Américo Monte e Anderson Cordeiro) apontados como centrais nas movimentações suspeitas.Também é destacado que, em 2024, a igreja recebeu patrocínio de Felipe Macedo para um evento de Réveillon realizado no Allianz Parque, período descrito nos documentos como o auge das irregularidades envolvendo descontos indevidos.Outro ponto relevante envolve o Clava Forte Bank S/A, ligado a André Valadão. Há questionamentos sobre o possível papel da instituição como intermediadora ou receptora de valores oriundos das fraudes investigadas. O fato de o site da empresa ter saído do ar no mesmo dia da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi incluído nos elementos apresentados.Essas conexões fundamentaram os requerimentos que pediam esclarecimentos diretos por meio de oitivas. Um padrão diferente do restante da investigaçãoEnquanto os pedidos relacionados à Igreja da Lagoinha foram barrados integralmente, outros alvos com base em movimentações financeiras semelhantes foram incluídos nas investigações e tiveram requerimentos aceitos.Os dados mostram, por exemplo, que a Sete Church recebeu R$ 370.338,00 de Anderson Cordeiro e mais R$ 124.000,00 de Américo Monte. A Adoração Church movimentou mais de R$ 5 milhões em sete meses. A Igreja Campo de Anotote recebeu R$ 200.000,00 antes mesmo de sua formalização oficial. Já o Ministério do Renovo aparece com movimentações superiores a R$ 500 mil, incompatíveis com a renda declarada de seu dirigente.Mesmo diante desse conjunto amplo de informações, o caso da Lagoinha seguiu um caminho distinto dentro da comissão. As justificativas para as rejeiçõesAs negativas às oitivas foram atribuídas, nos debates internos, à ausência de provas conclusivas e à necessidade de priorização de outros alvos. Também foi mencionado que os requerimentos apontariam indícios, mas não elementos suficientes para convocação imediata.No entanto, os próprios documentos utilizados nos pedidos afirmam que, considerando a natureza das atividades, vínculos operacionais e enquadramento societário, é provável que as movimentações identificadas configurem canais de circulação de valores desviados do esquema do INSS.Essa avaliação técnica foi um dos principais argumentos para a apresentação das solicitações. O pano de fundo financeiro das suspeitasAs investigações se conectam a falhas estruturais identificadas pela CGU no sistema de crédito consignado vinculado ao Auxílio Brasil em 2022.O relatório aponta que mais de 3,6 milhões de contratos foram firmados em poucos meses, com movimentação de R$ 7,6 bilhões, principalmente pela Caixa. Também foram identificadas falhas na integração entre Dataprev e sistema bancário, erros na averbação de parcelas e descontos indevidos em benefícios de famílias vulneráveis.A ausência de estudos técnicos para definição de juros e limites de comprometimento da renda agravou o cenário. Em alguns casos, os descontos chegaram a comprometer até 40% do benefício. O ponto central da controvérsiaDentro desse contexto, a rejeição total das oitivas ligadas à Igreja da Lagoinha se tornou um dos principais pontos de tensão na CPMI. Os dados mostram que não se trata de um pedido isolado recusado, mas de uma sequência completa de negativas. Todas as tentativas de ouvir representantes da igreja foram barradas, mesmo com a apresentação de relatórios, registros financeiros e conexões diretas com investigados. O resultado é que um dos núcleos mais citados nos requerimentos permanece sem esclarecimentos formais na comissão, enquanto outras frentes avançam normalmente.

Bonito de Minas terá eleições suplementares no dia 21 de junho

Novo pleito foi determinado pela Corte Eleitoral do TRE-MG Na sessão de julgamentos dessa terça-feira (17), o TRE marcou para o dia 21 de junho de 2026 as eleições suplementares para prefeito e vice em Bonito de Minas, no Norte de Minas. As eleições foram marcadas após aprovação pela Corte da resolução contendo o calendário e as demais instruções que vão reger as eleições no município. A norma está publicada no Diário da Justiça Eletrônico. Bonito de Minas é a quarta eleição suplementar em Minas Gerais referente ao pleito de 2024 e acontece em razão do indeferimento do registro do candidato a prefeito mais votado nas urnas.  Calendário Eleitoral  De 12 a 17 de maio, os órgãos partidários poderão se reunir em convenções para deliberar sobre a escolha dos candidatos. Após a escolha em convenção, o candidato que será registrado, caso ocupe cargo gerador de inelegibilidade, deve afastar-se no prazo de 24 horas. No dia 20 de maio, será encerrado o prazo para entrega dos pedidos de registro de candidatura à Justiça Eleitoral, sendo que o encaminhamento pode ser feito por transmissão pela internet, em sistema próprio da Justiça Eleitoral (CANDex), até as 8h do dia 20 ou mediante entrega em mídia ao cartório eleitoral até as 19h.  A partir do dia 21 de maio, os candidatos podem iniciar a propaganda eleitoral, regulamentada pela Resolução TSE nº 23.610, de 2019, que trata das regras relativas à propaganda nas eleições, e pela Lei nº 9.504, de 1997.  Estão aptos para votar as eleitoras e os eleitores inscritos no município até o dia 21 de janeiro de 2026. A votação será das 8h às 17h, com as mesmas mesas receptoras de votos constituídas para as eleições que aconteceram em outubro de 2024. As eleitoras e os eleitores que não puderem comparecer às urnas poderão fazer a justificativa no próprio dia 21 de junho pelo aplicativo e-Título. Quem não fizer a justificativa na data da votação terá 60 dias para o procedimento, podendo realizá-lo também no e-Título ou no sistema Justifica.  A diplomação dos candidatos eleitos deverá ocorrer até o dia 13 de julho de 2026. No período de 20 de maio a 13 de julho, o cartório eleitoral de Januária (148ª Zona Eleitoral), responsável pelo município de Bonito de Minas funcionará, além do expediente normal nos dias úteis, em regime de plantão aos sábados, domingos e feriados das 12h às 17h.  Bonito de Minas  Em Bonito de Minas, o candidato a prefeito mais votado, Dílson Barbosa Santana, o Dílson da Senhorinha (União), teve o seu registro de candidatura indeferido, em razão da condenação, pela Justiça Eleitoral mineira, por abuso de poder político nas eleições municipais de 2020, configurando a inelegibilidade prevista no art. 1º, I, alínea “d”, da Lei Complementar nº 64, de 1990. Enquanto não há candidatos eleitos e empossados nas novas eleições, o presidente da Câmara de Vereadores do município continua respondendo pelo Executivo municipal. 

Lula anuncia Dario Durigan para suceder Fernando Haddad na Fazenda

O nome de Durigan já havia sido indicado por Haddad, mas a confirmação pública ainda não tinha sido feita pelo presidente, responsável pela nomeação.  O presidente Lula anunciou nesta quinta (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, será o novo chefe da pasta após a saída de Fernando Haddad. A declaração foi feita durante evento da caravana federativa realizado em São Paulo.Ao mencionar o sucessor, Lula pediu que Durigan se levantasse e disse que ele passará a responder pelas demandas relacionadas à área econômica: “O Dario será o substituto do Haddad no ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olhe bem para a cara dele que é dele que vocês irão cobrar muitas coisas”.O nome de Durigan já havia sido indicado por Haddad, mas a confirmação pública ainda não tinha sido feita pelo presidente, responsável pela nomeação. A formalização ocorre no momento em que o atual ministro deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. Durante o mesmo evento, Haddad afirmou que aquele hoje será seu último dia no comando da Fazenda e fez um balanço de sua gestão. “É um dia especial, muito especial para mim, é o dia que estou deixando o Ministério da Fazenda”, declarou.O ministro lembrou dos resultados econômicos do governo e citou crescimento do país, queda do desemprego e controle da inflação. “Era muito difícil, com as condições econômicas herdadas, conseguir crescer o dobro da média dos dez anos anteriores a 2023 como conseguimos. Era muito difícil reduzir o desemprego ao mais baixo índice da série histórica do IBGE. Era muito difícil conseguir a menor taxa de inflação acumulada”, afirmou.Haddad também mencionou medidas aprovadas durante sua gestão, como a reforma tributária, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a renegociação das dívidas dos estados. “A reforma tributária impediu enormes injustiças contra trabalhadores”, acrescentou.No evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin elogiou a atuação do ministro e afirmou que as medidas econômicas ajudaram a aumentar a eficiência e a competitividade. “A reforma tributária traz eficiência econômica e aumenta exportação”, declarou.

Dino manda Carlos Viana explicar envio de R$ 3,6 milhões à Lagoinha

Senador bolsonarista repassou emendas parlamentares para fundação da igreja do pastor André Valadão A solicitação foi feita no âmbito de uma ação que trata do cumprimento da decisão do Supremo que, em dezembro de 2022, determinou maior transparência e rastreabilidade na destinação de emendas parlamentares. O objetivo é verificar se os repasses seguiram as regras estabelecidas pela Corte.O questionamento envolve o envio de R$ 3,6 milhões para a Fundação Oasis, entidade ligada à igreja frequentada pelo senador. Parlamentares afirmaram ao Supremo que o repasse pode violar princípios constitucionais.Segundo a petição, a destinação dos recursos “viola frontalmente princípios de impessoalidade e transparência”. O documento também argumenta que o uso da presidência da CPI para interferir em apurações relacionadas às entidades beneficiadas seria irregular.“O uso da presidência de comissão parlamentar para bloquear investigações sobre entidades beneficiárias de emendas próprias configura instrumentalização de posição institucional para fins privados”, afirmaram os deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG).O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Foto: DivulgaçãoOs parlamentares ainda apontaram possível desvio de finalidade na aplicação das verbas. Para eles, o padrão de encaminhamento das emendas indicaria favorecimento político. “A emenda não serve ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas”, afirmaram.Durante sessão da CPI nesta semana, Viana respondeu às acusações e negou irregularidades. “Todas as verbas que eu enviei para a fundação ligada à igreja que eu frequento foram enviadas para as prefeituras e fiscalizadas pelo Ministério Público. Doei para uma fundação que recupera pessoas e continuarei doando”, declarou.O episódio ocorre no momento em que a CPI do INSS enfrenta sucessivas decisões do STF que invalidaram requerimentos aprovados pela comissão. Integrantes do colegiado alegam que as decisões têm dificultado o andamento das investigações e reduzido o prazo para conclusão dos trabalhos.A comissão chegou a recorrer ao Supremo para tentar obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogar o funcionamento da CPI. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que será responsável por analisar a solicitação.

Cruzeiro chega a acordo com o Al-Rayyan e acerta com Artur Jorge

Treinador português iniciará a segunda passagem no futebol brasileiro O português Artur Jorge é o novo técnico do Cruzeiro. A negociação foi selada na manhã desta quinta-feira (19), após a Raposa chegar a um acordo com o Al-Rayyan, do Catar, sobre a forma de pagamento da multa rescisória do português. O treinador é aguardado em Belo Horizonte nos próximos dias para assumir o posto de Tite, demitido após a derrota para o Vasco.Jorge será o quarto técnico português na história do clube. Antes, o time celete teve Paulo Bento (2016), Pepa (2023) e Leonardo Jardim (2025). Essa será a segunda passagem de Arthur no futebol brasileiro.Em 2024, o comandante foi o responsável por levar o Botafogo à inédita conquista da Libertadores, com uma vitória sobre o Atlético na final da competição – com um jogador a menos -, e o tricampeonato do Brasileirão, que o clube não conquistava desde 1995.Ele deixou o Fogão no final do mesmo ano após receber uma proposta irrecusável do Al-Rayyan, do Catar. Na equipe catarinense, conquistou o vice-campeonato no Challenge Shield, troféu que estava em jogo na Supercopa Catar-Emirados Árabes. Ao todo ele comandou o time em 41 jogos, com 21 vitórias, seis empates e 14 derrotas.Além de Al-Rayyan e Botafogo, Artur soma passagens pelo Braga, Limianos, Tirsense e o Famalicão, todos de Portugal. Destaque para o trabalho desenvolvido no Braga, quando levou a equipe a conquista da Taça da Liga de Portugal, na temporada 2023/2024 – o terceiro troféu do treinador de 54 anos na carreira.

As atitudes de Neymar que causaram mal-estar na Seleção

Declarações após ausência em lista repercutem nos bastidores da CBF A divulgação de um vídeo pelo atacante Neymar comentando sua ausência na convocação da seleção brasileira gerou desconforto nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol, indicando que a repercussão das falas não foi bem recebida pela comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti. As informações são do jornal O Globo.O episódio ocorreu após a divulgação da lista de convocados para os amistosos contra França e Croácia. Em um vídeo gravado no ambiente do Santos Futebol Clube, Neymar comentou a ausência ao ser questionado por companheiros. Durante a conversa, o jogador afirmou: “Antigamente eu sabia que ia de qualquer jeito, né?”A declaração foi interpretada internamente como uma crítica indireta a comissões técnicas anteriores e também como uma possível insinuação de que o atual treinador teria resistência em convocá-lo. Nos bastidores, a leitura é de que a fala pode alimentar a ideia de uma relação desgastada entre o atleta e a nova comissão técnica.Apesar disso, fontes da CBF indicam que o episódio não deve influenciar diretamente as decisões de Ancelotti. A comissão mantém o entendimento de que a convocação de Neymar depende, sobretudo, de sua condição física e desempenho esportivo. Há uma avaliação de que o jogador precisa demonstrar maior consistência em sua rotina profissional para retomar espaço no grupo.Outro ponto que gerou preocupação foi o tom das manifestações públicas, interpretado como uma tentativa de criar um ambiente de pressão. A repercussão do vídeo e de comentários feitos por pessoas próximas ao atleta reforçou, segundo relatos internos, uma sensação de divisão, descrita como “nós contra eles”.Entre os que saíram em defesa de Neymar estão amigos e figuras próximas, como o ator Rafael Zulu, além do empresário Pini Zahavi. Zahavi afirmou que o jogador está focado em alcançar sua melhor forma para a Copa do Mundo e ressaltou o respeito ao treinador italiano.A comissão técnica, no entanto, optou por não reagir publicamente às manifestações. Internamente, reforça que as decisões seguem critérios técnicos, baseados em análises de desempenho, avaliações físicas e dados fornecidos por profissionais como fisiologistas e analistas.O próprio Ancelotti já deixou claro que não haverá privilégios, independentemente do histórico ou da relevância do jogador. Ainda assim, existe a possibilidade de que Neymar seja incluído no grupo caso atinja o nível físico ideal até a Copa do Mundo, sendo considerado uma peça importante pela sua experiência.Enquanto mantém distância da comissão técnica, Neymar tem se aproximado da diretoria da CBF, especialmente do presidente Samir Xaud. O dirigente afirmou que não interfere nas convocações: “Só fico sabendo da lista 10 minutos antes de ser divulgada. Eles têm 100% de autonomia”.Segundo relatos, Neymar e Samir tiveram contatos recentes, incluindo uma conversa em que o presidente pediu desculpas pela ausência de uma mensagem oficial da CBF no aniversário do jogador.Em outro momento, o atleta teria reclamado da arbitragem em uma partida contra o Clube de Regatas do Flamengo, o que levou o dirigente a intervir junto à comissão responsável.

Master e JBS pagaram R$ 18 milhões a consultoria que contratou filho de Nunes Marques, do STF

Kevin de Carvalho Marques, que é advogado e tem 25 anos, é o único dono do escritório que faturou com serviços prestados à Consult Uma empresa de consultoria recebeu ao menos R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS. Parte dos valores foi repassado ao filho do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre agosto de 2024 e julho de 2025, conforme relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações da instituição bancária de Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma série de fraudes financeiras.A revelação foi feita pelo “Estadão” em reportagem publicada nesta quinta-feira (19/3). Pagamentos foram feitos ao escritório do advogado de Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho de Nunes Marques. Kevin afirmou que o pagamento é lícito, fruto do exercício regular da advocacia “voltada ao fisco administrativo”. O ministro não comentou.Com base nos documentos do Coaf, o banco de Daniel Vorcaro enviou R$ 6,6 milhões à Consult. A JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, outros R$ 11,3 milhões. Os pagamentos correspondem ao total do que foi recebido no período analisado pelo Coaf pela empresa do filho do ministro do STF, que declarou faturamento de R$ 25,5 mil.Os valores levaram o Coaf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, a classificar as transações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa, “indicando que alguns dos valores podem ter origem não formal”.Ou seja, o documento aponta que o entra e sai de dinheiro não bate com o volume movimentado até ali e que os altos repasses repentinos poderiam representar uso da firma apenas para passagem de recursos, como explica o “Estadão”.Entre os pagamentos feitos pela consultoria no período, levantados pelo Coaf por amostragem, foram identificados 11, que totalizam R$ 281.630, a Kevin Marques. Ele é o único dono do escritório de advocacia, segundo registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).No site sobre sua atividade que foi retirado do ar, Kevin se apresentava no ano passado como advogado “com um ano de experiência na OAB”. “Tenho me dedicado a entender profundamente as complexidades do sistema tributário brasileiro, buscando soluções eficientes e personalizadas para cada cliente”, dizia o texto de apresentação.Em nota ao “Estadão”, a JBS disse que “como toda grande empresa brasileira que lida com a complexidade do sistema tributário nacional”, contrata consultores “para apoiar sua atuação nessa área, entre eles a Consult Inteligência Tributária”. O Master foi procurado, mas não comentou.O escritório de Kevin de Carvalho Marques, por sua vez, afirmou que o pagamento citado é lícito e decorrente do exercício regular da advocacia. “A atuação para a empresa mencionada foi voltada ao fisco administrativo”, afirmou.Em nota, pontuou ainda que o filho do ministro do STF “nunca defendeu nenhum caso” na Suprema Corte e rechaçou o que chamou de “tentativas de criminalização da advocacia e de interferência no sigilo profissional”.Kevin Marques tornou-se um dos procuradores da Refit, a antiga Refinaria Manguinhos, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O pai dele era desembargador deste tribunal quando foi escolhido, em 2020, pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma cadeira no STF.A Consult Inteligência Tributária foi aberta em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, um empresário e contador de Teresina (PI) — cidade natal do ministro Nunes Marques. A empresa tem endereços em Barueri (SP) e Brasília (DF).Em nota ao “Estadão”, a Consult afirmou que a empresa foi criada há quatro anos para “expandir o atendimento às regiões Sul e Sudeste”, mas que o grupo atua desde 2004, com outro CNPJ, atendendo mais de 300 empresas.Sobre os pagamentos feitos por Master e JBS, a empresa de Craveiro Junior disse que “prestou serviços de auditoria e consultoria tributária, bem como de desenvolvimento e implantação de sistemas destinados à execução e ao processamento de dados para fins de auditoria tributária, além de serviços de migração de dados às empresas desses grupos”.Em novembro de 2025, após os pagamentos de Master e JBS, Craveiro se retirou da empresa e a repassou a um irmão. Na saída, negociou o recebimento de R$ 13 milhões da divisão de lucros, que serão repassados em três parcelas até 2028. No último dia 6 de março, ele voltou a ser sócio da empresa.Segundo a Consult informou ao “Estadão”, a saída temporária “fez parte de um processo de reorganização societária do grupo”. A reportagem perguntou à Consult quais os serviços de Kevin Marques que contratou e o porquê da escolha do filho do ministro do STF.A empresa disse somente que o valor pago ao advogado era por uma “prestação de serviços técnicos e de assessoria jurídica para a Consult, entre 2024 e 2025″.Dono da Consult, Craveiro Junior tem pelo menos outras duas empresas: uma administradora de imóveis, aberta em 2025, em Teresina, e uma consultoria de informática, aberta em 2021, em São Paulo.Nunes Marques conversava com VorcaroO “Estadão” lembrou que, além dos pagamentos do Master ao filho, o telefone celular de Vorcaro apreendido pela PF também traz registros de conversas dele com o próprio Kassio Nunes Marques.Procurado, Nunes Marques disse que “não possui relação de proximidade com o senhor Daniel Vorcaro e não se recorda de troca de mensagens”.Os dados da agenda de contatos de Vorcaro identificam que o telefone de Nunes Marques foi salvo em junho de 2024, sob o nome “Min Kassio Nunes”. O número corresponde efetivamente ao celular usado pelo ministro. Também foram encontradas conversas entre eles no aparelho celular do banqueiro.De acordo com fontes com acesso às informações, esses diálogos tinham teor “superficial” e mostram que o ministro e Vorcaro se conheciam e já se encontraram. As conversas, segundo essas fontes, não indicavam uma intimidade nem suspeitas de irregularidades na relação entre eles.No fim de novembro, quando a defesa de Vorcaro pediu que a investigação sobre o Banco Master fosse remetida ao STF, os advogados haviam solicitado que o caso fosse distribuído diretamente ao ministro Nunes Marques. Na ocasião, porém, a Presidência da Corte entendeu que a distribuição deveria ser feita por sorteio e o processo acabou ficando com o ministro Dias