A ameaça -ainda- sem nome – Por Ruy Castro, Folha de São Paulo

Nos anos 1930, o mundo tremia ao ouvir falar do Comintern, a Internacional Comunista. Hoje, sem nome, há uma Internacional da Extrema Direita, e o mundo ainda não se tocou. Ela já detém o governo na Itália, Polônia, Hungria e Holanda. Integra ou apoia o governo na Finlândia, Suécia e Grécia. Cresce a galope na França. Chegou perto nas eleições em Portugal e Espanha. Pândega ou trágica, venceu na Argentina. Promove o terror na Alemanha, no Canadá e na Nova Zelândia. E os EUA podem ter Trump de volta. No Brasil, Bolsonaro tem processos e acusações suficientes para enjaulá-lo por 500 anos. Isso ainda não aconteceu porque a Justiça tem de seguir o seu curso “normal” —embora se trate de um anormal que, vitorioso na eleição ou no golpe, implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares. Daí, Bolsonaro continua à solta, arrotando ameaças e pautando a imprensa. A extrema direita tem uma receita universal. Populismo, nacionalismo, discurso moral e religioso. Xenofobia, repúdio a imigrantes e racismo. Desprezo pelos partidos e pregação da antipolítica. Domesticação ou fechamento do Judiciário. População armada. Antiliberalismo. Negacionismo. Rejeição às teses identitárias e rancor contra artistas e intelectuais. E, com o apoio de seus zumbis nas redes sociais, disseminação de fake news, discurso de ódio com ameaças físicas e inversão de conceitos —falam de “liberdade”, “democracia” e “eleições limpas” e, quando no poder, esses valores são os primeiros a serem cancelados. Elon Musk, o Führer das plataformas digitais, encarna esse programa. Seu desacato ao Brasil poderia ter sido ditado por Bolsonaro. Mais cedo do que pensamos, o mundo pagará caro por essa tecnologia sem pátria e sem freios. O Comintern fracassou em tudo e acabou em 1943. A Internacional da Extrema Direita apenas começou e, aos poucos, vai ganhando todas.

Caso Marielle: Marcelo de Freitas vota para liberar Chiquinho Brazão da prisão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por 39 votos a 25, o parecer do deputado Darci de Matos (PSD-SC) favorável a manter a prisão do deputado Chiquinho Brazão. A manutenção da prisão ainda precisa ser decidida pelo Plenário. Brazão, que foi expulso do União Brasil, está preso desde o último dia 23. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Na época, Brazão era vereador na capital fluminense. Mesmo assim, o deputado federal Marcelo de Freitas votou para que o parlamentar acusado do assassinato de Marielle Franco fosse solto. Além de Marcelo de Freitas, mais cinco deputados de Minas Gerais votaram para liberar Brazão: Felipe Saliba (PRD-MG), Pedro Aihara (PRD-MG), Lafayette Andrada (REPUBLICANOS-MG); Rafael Simoes (UNIÃO-MG) e Domingos Sávio (PL-MG) Brazão é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora do Rio Janeiro, Marielle Franco, em março de 2018. Na ocasião, a parlamentar e o motorista Anderson Gomes foram executados no Rio de Janeiro. Chiquinho Brazão está detido desde 24 de março. Após a prisão, a executiva Nacional do partido União Brasil aprovou, por unanimidade, a expulsão do deputado federal Chiquinho Brazão (RJ) da sigla. “E agora? A ultradireita vai continuar tentando votar a SAIDINHA DO BRAZÃO? Bandido bom, pra eles, é bandido solto para continuar obstruindo a justiça. Continuaremos a nossa luta no plenário da Câmara, que ainda precisa referendar a decisão”, comentou o deputado federal Rogério Correia (PT).

Com votos de Paulo Guedes e Délio Pinheiro DPVAT voltará a ser cobrado

Com os votos dos deputados federais Paulo Guedes (PT) e Délio Pinheiro (PDT) e mais 302 parlamentares, a Câmara aprovou na noite dessa terça-feira (9) o projeto de lei complementar (PLP 233/23) que restabelece a obrigatoriedade do Seguro Obrigatório para Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT). Pelo texto, que será encaminhado ao Senado, o DPVAT será renomeado como Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). O projeto expande as despesas cobertas pelo SPVAT, incluindo reembolso para despesas médicas suplementares, como fisioterapia e medicamentos não disponíveis pelo SUS no município de residência da vítima, além de serviços funerários e reabilitação profissional para vítimas de invalidez parcial. As indenizações por morte e invalidez permanente continuarão sendo previstas. A governança do fundo será feita pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e a fiscalização ficará a cargo da Superintendência de Seguros Privados (Susep). As indenizações serão pagas exclusivamente por crédito em conta bancária. Os pagamentos serão anuais e diretos, não exigindo bilhetes ou apólices, oferecendo cobertura para casos de morte e invalidez permanente, total ou parcial, com pagamentos efetuados mesmo em casos de culpa ou inadimplência do motorista.

Moradores são evacuados de prédio em risco de desabamento em Montes Claros

Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estão no local Moradores e vizinhos de um prédio de 18 andares em Montes Claros, no Norte de Minas, estão sendo evacuados e retirados do local por causa de risco de desabamento. O edifício de alto padrão, localizado no Bairro Jardim São Luiz, apresentou danos em um dos pilares da estrutura. O prédio foi interditado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a Defesa Civil, a interdição é temporária até que a empreiteira conclua os levantamentos necessários. De acordo com o secretário municipal de Defesa Social, Anderson Chaves, “a empresa responsável pela construção do prédio está garantindo assistência aos moradores”. Um dos pilares da estrutura do Edifício Roma foi danificado Um dos pilares da estrutura do Edifício Roma foi danificado A Turano Construtora está providenciando o escoramento do prédio e encaminhando os moradores para um hotel. A empresa vai assumir os custos de hospedagem. A empresa divulgou o comunicado na noite desta segunda-feira (8/4). No texto, a construtora afirma que não há risco de abalo estrutural e que está investigando a causa do incidente. Veja a íntegra da nota da empresa: “Comunicado Edifício Roma A respeito dos fatos registrados, com a queda de placas de porcelanato no 4° piso do Edifício Roma, a Turano Construtora vem informar o seguinte: A retirada dos moradores foi medida necessária, como primeiro procedimento de segurança. Todos estão sendo alojados com o melhor conforto possível por nossas equipes de apoio. Continuando as medidas de segurança e integridade do edifício está sendo feita uma completa averiguação do prédio, tendo sido chamados os técnicos e calculista para os procedimentos que forem necessários. O Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão atentos conosco, já tendo realizado averiguação preliminar, apontando que não há risco de abalo estrutural. Assim que tivermos exata apuração, vamos prestar maiores esclarecimentos. A certeza que se pode dar é que tudo será conduzido de forma eficiente e transparente, visando sempre o bem-estar e a segurança de todos os envolvidos, utilizando-se equipe altamente qualificada de engenheiros e técnicos, seguindo rigorosos padrões de qualidade e segurança. Todo processo será supervisionado de perto por profissionais experiente, garantindo a eficiência e o cumprimento de prazos que forem estabelecidos. Neste momento, pedimos desculpas pelos transtornos e contamos com a colaboração e compreensão de todos os moradores, proprietários e vizinhos. Caso tenham alguma dúvida ou necessitem de mais informações, não hesitem em entrar em contato conosco por meio dos canais de comunicação: contato@construtoraturano.com.br ou (38) 3213-7797. Fonte: Estado de Minas

Helder Leone receberá o título de cidadão honorário de Montes Claros

O diretor-presidente da Fundação de Saúde Dilson Godinho, Helder Leone Alves Carvalho receberá na próxima quinta-feira (11) o título de Cidadão Honorário de Montes Claros. A proposição é do vereador Daniel Dias, do PC do B. Ele é natural de Corinto MG, e veio para Montes Claros em 1970 Dr. Helder Leone possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Montes Claros (1991).residência de pediatria / hospital Felício Rocho e residência em terapia intensiva neonatal pelo grupo Neocenter/BH. Possui título de pediatria/sociedade brasileira de pediatria e título de terapia intensiva pediátrica/neonatal pela SBP/AMIB. Atualmente diretor presidente da Fundação Dílson de Quadros Godinho, e coordenador da UTI/neonatal do hospital Moises Magalhães freire/Pirapora. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em urgência e neonatologia. Para o médico e ex-secretário municipal de saúde de Montes Claros, João Batista Silvério, a homenagem para Helder Leone é uma mais merecidas. “Tenho muito respeito e admiração por Helder. Entre as centenas de ex-alunos que tive na FAMED ele é um dos que mais encarnou o meu ideário de formação médica: competência técnica, consciência política e integração social”, comentou Silvério. “Quem acompanha a história da saúde em Montes Claros tem uma avaliação do período do Hospital São Lucas e após sua transformação em fundação. Graças ao trabalho de Dr. Helder e sua equipe, a Fundação Dilson Godinho está hoje entre os nosocômios mais bem equipados e estruturados do Estado”, escreveu o jornalista Aldeci Xavier, em sua coluna no jornal O Norte. “É mais do que justa essa homenagem ao camarada Helder Leone. Ele é um dos soldados do SUS no nosso município, na luta por uma saúde pública de boa qualidade” enalteceu o sociólogo e militante do SUS, Antônio Atayde Durães, o Tatá

STF condena mais 14 réus por envolvimento nos atos golpistas

As penas foram fixadas em 14 anos de prisão, para 9 pessoas, em 17 anos de prisão para quatro e em 13 anos e meses para um indígena O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta segunda-feira (8) que mais 14 pessoas foram condenadas por envolvimento nos atos golpistas do 8 de janeiro, pela prática dos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas foram fixadas em 14 anos de prisão, para 9 pessoas, em 17 anos de prisão para quatro e em 13 anos e seis meses anos e meses para outro (indígena). As mais de 1.300 acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) resultaram em 173 condenações. A maioria do Plenário acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de que, ao pedir intervenção militar, o grupo do qual eles faziam parte tinha intenção de derrubar o governo democraticamente eleito em 2022. Ele observou que, conforme argumentado pela PGR, trata-se de um crime de autoria coletiva (execução multitudinária) em que, a partir de uma ação conjunta, todos contribuíram para o resultado. As defesas alegaram, entre outros pontos, que as condutas dos réus não foram individualizadas, que os atos não teriam eficácia para concretizar o crime de golpe de Estado, que eles pretendiam participar de um ato pacífico e que não teria havido o contexto de crimes de autoria coletiva. O relator constatou que, entre as muitas provas apresentadas pela PGR, algumas são explícitas, produzidas pelos próprios envolvidos, como mensagens, fotos e vídeos publicados nas redes sociais. Há também registros internos de câmeras do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF e provas com base em vestígios de DNA encontrados nesses locais, além de depoimentos de testemunhas. Esse entendimento foi seguido pela maioria do colegiado. A condenação também abrange o pagamento de indenização, a título de danos morais coletivos, no valor mínimo de R$ 30 milhões. Esse valor será quitado de forma solidária por todos os condenados, independentemente do tamanho da pena. Indígena A ministra Cármen Lúcia e o ministro Edson Fachin ficaram parcialmente vencidos na definição da pena na AP 1380. Levando em consideração o fato de o réu ser indígena, propuseram a aplicação das regras do Estatuto do Índio (Lei 6.001/1973). Segundo a lei, indígenas condenados em ação penal podem ter a pena reduzida em um sexto e ter seu cumprimento em regime especial de semiliberdade, no órgão federal de assistência aos indígenas mais próximos de sua residência (artigo 56, parágrafo 1º). O ministro Cristiano Zanin também destacou esse fato, mas observou que a regra se aplica apenas a indígenas em fase de aculturação, o que entendeu não ser o caso, “especialmente em se considerando a plena adesão do denunciado a manifestações e atos caracterizadores de crimes contra as instituições democráticas”. A pena fixada para o réu foi de 13 anos e seis meses de prisão. Já os ministros André Mendonça e Nunes Marques votaram para absolvê-lo das acusações por falta de provas.

Sobe e desce – Com a janela aberta, troca-troca de vereadores agitou Montes Claros

Sexta-feira (5) foi o último dia para os vereadores que pretendem ser candidatos nas eleições deste ano trocarem de partido. O fechamento da janela partidária, em que eles podem migrar para outras siglas sem perderem o mandato, provocou uma correria e arrumações de última hora, com o intuito de garantir viabilidade eleitoral. A janela também é utilizada pelos partidos para acomodações de novos pré-candidatos, tendo em vista que a legislação eleitoral determina que, para concorrer à eleição, é necessário estar filiado a um partido político, no mínimo, seis meses antes da data do pleito. O partido que não atingir pelo menos 80% do quociente eleitoral, que é o número de votos válidos do município dividido pelo número de vagas do parlamento municipal, está fora do jogo político. Já o candidato precisa, no mínimo, de 10% do quociente. Por exemplo, na eleição de 2020 o quociente eleitoral de Montes Claros, que tem 23 vagas na Câmara Municipal, foi de 9.058, pois os vereadores receberam 208.338 votos válidos. A Câmara Municipal tem 23 vagas de vereador. Então, em 2020, para calcular o quociente eleitoral da cidade naquele ano dividiu-se 208.338 por 23. O vereador mais votado em 2020 foi Rodrigo Cadeirante, com 3.550 votos. Ou seja, sua votação foi superior a 10% do quociente. E seu partido na época, a Rede, teve mais de 10 mil votos. Neste caso ele também seria eleito pelas regras atuais. Já Leãozinho, que foi o menos votados, recebeu apenas 1.052, também teve mais de 10% do quociente. Porém, o seu partido, o Patriota, não atingiu 80% do quociente eleitoral. Assim, ele não seria eleito pala legislação atual. Agora, eles, que são base da campanha de Guilherme, trocaram a Rede e o Patriota pelo União Brasil. Hoje, pelo andar da carruagem, Rodrigo vai e Leão fica. Por sua vez, o Cidadania, que elegeu 4 vereadores em 2020 – Claudim, Junior Martins, Aldair Fagundes e Valdecy Contador – corre o risco de ficar sem representatividade no legislativo montes-clarense. Ou, na melhor das hipóteses, ficar com apenas um representante, que poderá ser Claudim, o único que continuou no partido. Isso porque, a sigla, que foi a protagonista na eleição e reeleição de Humberto Souto, caiu no colo de Délio Pinheiro, mas será mero coadjuvante, já que o principal partido na campanha de Délio será o PDT. A disputa mais acirrada, porém, será no União Brasil, de Guilherme Guimarães, que deverá fazer três vereadores e terá, além de Rodrigo e Leãozinho, Aldair Fagundes, Graça da Casa do Motor, Pastor Elair, Stalin Cordeiro e Odair Ferreira. Sem falar em Rena de Nova Esperança, Toninho da Coleta, Julinha da Pastoral e mais um punhado de gente boa de votos. Ou seja, no mínimo três vereadores podem não ser reeleitos. Marlus, que virou um “persona non grata” no ninho petista, trocou o PT pelo PSD, onde disputa vaga com Eldair Samambaia, Reinaldo Carrapicho, Edmilson Bispo, Coronel Leal, Sóter Magno e padre Antônio Alvimar. No Podemos o vereador Marcos Nem deverá emplacar seu nono mandato consecutivo. Mas terá que superar, além da cláusula de barreira, as votações de Valcy da Ademoc e de Eduardo Preto. Mesmo caso do MDB, onde a vereadora Maria Helena nada de braçada e não deverá ter problema para ser reeleita. Na federação PT, PC do B e PV, os vereadores Edson Cabeleireiro (PV), Iara Pimentel (PT) e Daniel Dias (PC do B) tem tudo para serem reeleitos. Caso a federação conquiste mais uma vaga, Denin, de Paulo Guedes, é o candidato com mais probabilidade. Ceci Protetora e Igor Dias migraram para o PRD, que terá dificuldades para conquistar uma vaga na Câmara. Além disso, terão outros grandes desafios, que é superar a votação de Benedito Said e Alexandre Braga, que prometem “arrebentar a boca do balão”. Alias, das urnas. Ou seja, Ceci e Igor poderão se despedir da Câmara. Junior Martins e Valdecy Contador foram para o PP, que também poderá ficar sem representante na Câmara. Na melhor das hipóteses o partido elegerá um vereador. Mesma situação do Avante, de Wilton Dias Veja abaixo a votação que cada vereador de Montes Claros obteve na última eleição municipal 1) Rodrigo Cadeirante (REDE) 3.550 votos 2) Claudim (CIDADANIA) 3.418 votos 3) Raimundo Pereira da Silva (PDT) 3.357 votos 4) Maria Helena Lopes (MDB) 3.296 votos 5) Graça da Casa do Motor (PSL) 3.104 votos 6) Junior Martins (CIDADANIA) 3.047 votos 7) Aldair Fagundes (CIDADANIA) 2.731 votos 8) Valdecy Contador (CIDADANIA) 2.344 votos 9) Soter Magno (PSD) 2.240 votos 10) Pastor Elair (MDB) 2.235 votos 11) Eldair Samambaia (PSD) 2.069 votos 12) Marcos Nem (PSC) 2.058 votos 13) Edson Cabeleireiro (PV) 1.956 votos 14) Ceci Protetora (PP) 1.786 votos 15) Wilton Dias (PTB) 1.735 votos 16) Professora Iara Pimentel (PT) 1.681 17) Igor Dias (PSL) 1.577 votos 18) Stalin Cordeiro (PODE) 1.438 votos 19) Reinaldo Barbosa Carrapicho (REPUBLICANOS) 1.410 votos 20) Daniel Dias (PC do B) 1.354 21) Odair (SOLIDARIEDADE) 1.301 votos 22) Marlus do Independencia (PT) 1.253 votos 23) Leãozinho (Patriota) – 1.052 votos Quociente eleitoral e partidário O quociente eleitoral é obtido com a divisão dos votos válidos pela quantidade de vagas a serem preenchidas. Já o quociente partidário, que define o número de vagas de cada partido, é obtido com a divisão do total de votos da agremiação pelo quociente eleitoral. Distribuição de vagas A lei estabeleceu que as vagas nas eleições proporcionais são distribuídas em três fases. Inicialmente as vagas são distribuídas os partidos que obtiveram 100% quociente eleitoral e preenchidas pelos candidatos que tenham tido votos em número igual ou superior a 10% do quociente. Na segunda fase, em que começam a ser distribuídas as sobras, participam os partidos com pelo menos 80% do quociente eleitoral, e os candidatos com votação igual ou superior a 20% desse quociente. Ainda havendo vagas residuais, a lei prevê que as cadeiras sejam distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias. Nesse ponto, a maioria do colegiado entendeu que, para compatibilizar a regra com a Constituição Federal, é necessário permitir

Senadoras propõem voto de repúdio contra Ciro Gomes

Bancada Feminina repudia o ex-governador por chamar petista de ‘assessora de assuntos de cama’ A Bancada Feminina do Senado Federal propôs nesta segunda-feira um voto de repúdio contra o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) que em entrevista na semana passada se referiu à senadora Janaína Farias enquanto “assessora de assuntos de cama”. O documento assinado por catorze senadores que integram a ala de mulheres da Casa Legislativa será entregue hoje ao presidente Rodrigo Pacheco (PSD). No texto, as parlamentares afirmam que Ciro usou de “linguagem machista, preconceituosa e violenta” contra a petista. “Tal atitude viola os princípios de respeito e dignidade que deveriam manter as relações humanas e profissionais, assim como constitui uma clara manifestação de violência política de gênero. Esses ataques são repugnantes e absolutamente inaceitáveis, refletindo uma postura pessoal de desvalorização das mulheres e uma resistência preocupante à participação feminina em espaços de poder e decisão”, diz trecho do documento. A bancada expressa ainda solidariedade a Janaína Farias, vítima de misoginia por parte do ex-governador. Durante uma entrevista à rede “A Notícia do Ceará”, Ciro questionou a competência da parlamentar petista para ocupar uma cadeira no Senado: — Quem está assumindo o Senado Federal hoje? Sabe qual é o serviço prestado para ir ao lugar de Virgílio Távora, de Tasso Jereissati, de Mauro Benevides, de Patrícia Saboya, que tinha uma longa história de políticas sociais, pioneira da política de creche? Aí vai agora a assessora para assuntos de cama do Camilo Santana para o Senado da República? Onde é que nós estamos? — disse o ex-governador. Ao tomar conhecimento da fala, o presidente estadual do PT, Antônio Alves Filho, emitiu uma nota classificando como machista o depoimento. “Repugnantes e inaceitáveis os ataques proferidos pelo senhor Ciro Gomes contra a senadora Janaína Farias (PT), em entrevista a um veículo de comunicação cearense. Isso demonstra claramente a dificuldade do senhor Ciro em aceitar mulheres no poder e a sua falta de compromisso com uma sociedade que demanda cada vez mais representação, voz e vez para as mulheres”, diz trecho do posicionamento petista.

Palmeiras, Flamengo, Galo, Vitória e Atlético-GO se sagram campeões estaduais

– O domingo de futebol trouxe novos campeões estaduais pelo Brasil. Ao longo do dia, Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG, Vitória e Atlético-GO alegraram suas torcidas com os títulos dos torneios da elite do futebol de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Goiás, respectivamente. O Verdão bateu o Santos por 2 a 0 no Allianz Parque e reverteu a desvantagem de 1 a 0 que havia trazido da Vila Belmiro. Já o Mengão apenas carimbou a faixa, batendo o Nova Iguaçu por 1 a 0 depois de já ter encaminhado a taça na partida de ida, quando venceu por 3 a 0. O Galo, por sua vez, enfrentou parada duríssima contra o rival Cruzeiro, mas saiu vitorioso por 3 a 1, após um empate no jogo de ida, por 2 a 2. Na Bahia, o Vitória precisou de apenas um empate por 1 a 1 na Fonte Nova, diante do maior rival, o Bahia EC, para conquistar o título. O jogo de ida havia terminado em 3 a 2, com uma surpreendente virada do Leão da Barra, que perdia por 2 a 0. Já em Goiás, o Atlético Goianiense não perdoou o Vila Nova e venceu por 3 a 1, mesmo já tendo triunfado na partida de ida, fora de casa, com um 2 a 0. Com isso, já há definição neste fim de semana, ao todo, de 15 campeonatos estaduais. Ainda restam, agora, de acordo com o portal ge:

Petrobrás volta a apostar na reindustrialização do país

Companhia prepara contratações de barcos de apoio marítimo e apresenta ao mercado novas oportunidades para atendimento às suas atividades de exploração e produção A Petrobras autorizou processos de contratação de embarcações de apoio para a logística de exploração e produção, com objetivo de atender a demanda de curto prazo para os anos de 2025 Também está prevista a contratação de navios de cabotagem, FPSOs, embarcações para execução de atividades submarinas e de poços, além da atividade de descomissionamento de plataformas. “Estamos em contato permanente com o mercado fornecedor e estudando as melhores estratégias de contratação que permitam suprir a demanda da Petrobras, mantendo a competitividade dos processos. Estamos também comprometidos com o desenvolvimento do nosso mercado fornecedor local, promovendo iniciativas que possam criar oportunidades para a indústria nacional”, declarou Jean Paul Prates, presidente da Petrobras. Os projetos que serão implementados pela Petrobras aquecerão a demanda da indústria offshore nacional. De acordo com o Plano Estratégico 2024-2028+ da companhia, o investimento em todas as suas atividades, de US$ 102 bilhões, vai gerar 280 mil empregos diretos e indiretos por ano. Está prevista, até 2028, 14 novos navios-plataformas, em diferentes etapas de construção, com oportunidades para a indústria offshore brasileira. Atualmente, a companhia conduz, considerando o cenário 2028+, seis processos de contratação de navios-plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência, da sigla em inglês). Quatro são relacionados a afretamento (aluguel) de plataformas e dois são para unidades próprias da Petrobras, com demandas para construção de módulos no Brasil, atividade alinhada com a vocação da indústria offshore nacional. A Petrobras contará com uma frota de, aproximadamente, 25 navios-sonda em 2024, usados em atividades de pesquisa de petróleo. Até 2028, a companhia prevê que a sua frota chegue a 30 sondas. Nas atividades submarinas, as novas contratações de embarcações para o período 2024-2027 já estão em fase avançada de negociação nos processos de contratação vigentes, além da avaliação de oportunidades de longo prazo para esse segmento. Na atividade de cabotagem, ou seja, o transporte de carga feito por navios nos limites da costa brasileira, para a recomposição de frota, existem estudos para aquisição de novos navios além dos tradicionais processos competitivos de afretamento. A frota atual da Petrobras é de 26 navios, e estão sendo estudados mais dezesseis entre diversos tipos, com potencial para serem construídos no horizonte do plano 2024-2028. Os navios-plataforma de produção encerram o seu ciclo produtivo por meio de uma atividade chamada descomissionamento, da qual faz parte a reciclagem sustentável de seus materiais. Essa atividade também gera demanda para a indústria nacional. Até 2028, a Petrobras prevê descomissionar 23 plataformas, sendo 9 fixas e 14 flutuantes. A variedade de demandas da Petrobras abre muitas oportunidades para a indústria offshore brasileira. Neste sentido, a companhia vem apresentando sua carteira de projetos, desde o ano passado, em diversos fórum de fornecedores, para que o mercado se prepare para as encomendas futuras.