Zema, Tadeuzinho e o golpe no povo mineiro para vender a Copasa

“A guerra das forças populares mineiras contra a rapina do patrimônio público continua” – Editorial BdF MG A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi palco, na última quarta-feira (5), ao mesmo tempo, do melhor e do pior que há na política mineira. A votação em segundo turno da PEC do Cala Boca, como ficou conhecida a Proposta de Emenda à Constituição que retira a obrigatoriedade do referendo popular para a entrega da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) à iniciativa privada, foi marcada por galerias, ruas e praça lotadas de trabalhadoras, trabalhadores, movimentos populares e sindicais e cidadãos manifestando sua indignação com esse retrocesso democrático. Os deputados do bloco de oposição realizaram um trabalho incansável de obstrução da pauta, denunciando a impopularidade da medida e o cerceamento ao debate que foi, ao longo de todo o processo, operado pela base do governo. Sob a condução do presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB), o processo contou com algumas manobras no mínimo questionáveis, para garantir o resultado esperado pelo governo de Romeu Zema (Novo) e seus aliados. A base do governo teve dificuldades para garantir a presença em plenário de seus deputados, atrasando forçosamente a votação até o momento que lhe fosse mais conveniente. A mais constrangedora das manobras, contudo, aconteceu às claras, sob os olhos do plenário com as galerias lotadas e televisionada para milhões de mineiros. A votação foi encerrada pelo presidente da ALMG e teve o resultado transmitido no painel da casa de 47 votos favoráveis à PEC, um a menos do que o necessário para sua aprovação. Cabe lembrar que, no primeiro turno, foram 52 votos favoráveis. O deputado Bruno Engler (PL) não estava presente no momento da votação e chegou após o encerramento, declarando seu voto no microfone. O voto foi aceito fora do prazo por Tadeu Leite, dando vitória à base governista. Que as forças populares são sub-representadas no legislativo e que a batalha seria árdua nós já sabíamos. Contudo, essas movimentações dos setores ligados ao grande empresariado mostraram que a luta popular surtiu efeito. Foram 4 votos virados entre o primeiro e segundo turno. E a cena protagonizada por Bruno Engler escancarou a sua covardia. O deputado, assim como outros da base do governo, fez de tudo para não estar presente no momento da votação e poder se abster, evitando o desgaste político. Diversos deputados, com vergonha de votar, só apareceram no último minuto quando perceberam que seus votos seriam essenciais para a aprovação da pauta. Nesse jogo perigoso, o aliado de Nikolas Ferreira errou no cálculo e se atrasou por alguns segundos, abrindo espaço para a judicialização do resultado. O dia de quarta-feira mostrou que estava enganado quem previu vitória fácil para o governo, assim como estava enganado quem enxergava em Tadeu Leite um perfil democrata. A luta popular contra as privatizações funcionou e, nessa batalha, o governo teve uma vitória amarga, com gosto de derrota. A guerra das forças populares mineiras contra a rapina do patrimônio público continua e promete novos e importantes embates. Fonte: Brasil de Fato

Tadeuzinho faz manobra, aceita voto fora do prazo, e PEC do Cala a Boca é aprovada pela ALMG

Sindicato dos trabalhadores da Copasa anunciou que entrará com ação judicial contra a votação Com a Assembleia Legislação de Minas Gerais (ALMG) lotada de trabalhadores e lideranças populares contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, o legislativo aprovou, na tarde desta quarta-feira (5), a medida que retira a obrigatoriedade de realização de um referendo popular para autorizar a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A proposta, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), obteve 47 votos no tempo regulamentar exigido pela ALMG, menos que os 48 votos necessários para a aprovação da PEC. Segundos depois da contabilização dos deputados favoráveis e contrários, o presidente da Casa, Tadeu Martins (MDB), fez uma manobra e aceitou o voto de Bruno Engler (PL), após o encerramento do prazo. Deputados da oposição e manifestantes presentes na ALMG denunciaram a movimentação e, aos gritos de “vergonha”, denunciaram que atuação de Leite fere as regras regimentais do legislativo. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua/MG) anunciou que entrará com ação judicial para anular a votação, e o Bloco Democracia e Luta, de oposição ao governo, deve entrar com recurso. Entenda Após a ALMG aprovar, em 1º turno, a chamada PEC do Cala a Boca, na madrugada de sexta-feira (24), o texto voltou à tramitação, em 2º turno, nesta quarta-feira (5). Na primeira votação, a PEC foi aprovada com 52 votos favoráveis e 18 contrários. O texto permite que a venda ou federalização da estatal ocorra sem consulta à população, inclusive para o cumprimento de obrigações ligadas à dívida pública ou a programas como o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), que prevê contrapartidas em áreas como educação e infraestrutura. A Copasa é responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto em mais da metade dos municípios mineiros e figura entre as empresas mais lucrativas do estado. Segundo especialistas, a aprovação da PEC é um passo decisivo para o projeto de privatização defendido pelo governo Zema desde 2024, sob o discurso de “modernizar” e “equilibrar as contas públicas”. Casos em outros estados reforçam as preocupações. Em Ouro Preto (MG), moradores enfrentaram tarifas abusivas e cortes de água após a empresa privada Saneouro assumir o serviço. No Rio de Janeiro, a venda da Cedae resultou em queda no tratamento de esgoto e aumento nas reclamações por falta d’água. Já em Manaus, duas décadas após a privatização, 80% da população ainda não tem esgotamento sanitário adequado. No Tocantins, a Saneatins chegou a ser reestatizada em 2013 após anos de piora nos indicadores. Fonte: Brasil de Fato

Leão critica técnicos estrangeiros ao lado de Carlo Ancelotti

Durante o Fórum Brasileiro de Treinadores, Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira criticaram a presença de técnicos estrangeiros no país O 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, realizado nesta terça-feira (4/11), homenageou técnicos brasileiros e o italiano Carlo Ancelotti, atual comandante da Seleção Brasileira. Durante o evento, Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira aproveitaram o palco para criticar a presença de estrangeiros no futebol nacional. Campeão do mundo em 1970 e ex-técnico da Seleção, Leão subiu e criticou a “invasão” de treinadores estrageiros no país: Confira: “Eu sempre disse que não gosto de treinadores estrangeiros no meu país. Antes eu falava que não suportaria, e não mudo minha opinião. Mas tenho que ser inteligente o suficiente para dizer que isso tudo tem um culpado: nós, os treinadores brasileiros. Somos culpados pela invasão de outros profissionais”, afirmou, olhando para Ancelotti, que estava presente no auditório. Leão tentou amenizar o tom ao encerrar seu discurso, desejando “boa sorte” a Vagner Mancini, presidente da Federação Brasileira de Treinadores, e, logo em seguida, encarando o técnico italiano: “Boa sorte para você também”, disse. Outro homenageado, Oswaldo de Oliveira seguiu a mesma linha crítica, mas fez questão de destacar o respeito por Ancelotti. “Eu não queria treinador estrangeiro, mas não tinha jeito. Se tivesse que ser, que fosse esse senhor. Torci para ser esse senhor. Depois que ele for embora, campeão do mundo, que venha um brasileiro”, comentou. Ancelotti, por sua vez, recebeu sua homenagem no evento e não respondeu às falas. O evento contou ainda com a presença de Zé Mário, ex-treinador, e Vagner Mancini, que preside a federação e atualmente comanda o Bragantino. Apesar do tom político e das críticas, a CBF manteve o discurso de valorização do trabalho dos treinadores nacionais e estrangeiros, destacando a troca de experiências como fator positivo para o desenvolvimento do futebol brasileiro.

Lô Borges: multidão vai à famosa esquina homenagear cantor; vídeo

Evento foi organizado espontaneamente por coletivos de BH; em uma janela lateral, foi colocada uma faixa com os dizeres: “Celebramos a vida e a arte de Lô Borges” Uma verdadeira multidão foi à famosa esquina das ruas Divinópolis com a Paraisópolis, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (3), para se despedir e homenagear o cantor e compositor Lô Borges, morto no último domingo. Em um clima de muita comoção, amigos e admiradores do artista cantaram e tocaram durante várias horas as suas canções. Desde às 18h, pessoas chegavam de todas as partes para acompanhar o evento, em um pequeno palco montado sob uma tenda. Uma verdadeira fila de músicos fez questão de passar por lá para se apresentar e homenagear o icônico artista. Durante todo o dia, centenas de pessoas passaram pelo local, que ficou conhecido mundialmente como o Clube da Esquina, graças a músicos como Lô Borges, Milton Nascimento, Beto Guedes, Toninho Horta, Tavinho Moura entre muito outros, para deixar flores no local. O evento foi organizado espontaneamente por vários coletivos de Belo Horizonte. No local foi colocada uma foto em preto e branco de Lô ao lado das placas que já existem por lá demarcado a esquina. Em uma janela lateral foi pendurada uma faixa amarela com os dizeres: “Celebramos a vida e a arte de Lô Borges”. BH homenageando o inesquecível Lô Borges com cantoria na esquina da Paraisópolis com a Divinópolis 💛 pic.twitter.com/PD8pHf98Fi — Rogério Correia (@RogerioCorreia_) November 4, 2025 Sabe a tal esquina do Clube da Esquina? É essa aí. No Santa Tereza, Belo Horizonte. E a cena é dela no gurufim a Lô Borges, que nos deixou hoje. Que sorte estar aqui e ser conterrâneo desses caras. 🔺️ pic.twitter.com/GGXAODulZJ — Thales Machado (@thalescmachado) November 4, 2025 ETERNO LÔ BORGES- Desde as 17h desta segunda, uma pequena multidão se aglomera no entorno da esquina em homenagem ao artista, onde uma tenda branca foi montada, e ao longo da noite estão previstos shows e tributos de artistas que conviveram com Lô ou foram influenciados por ele.… pic.twitter.com/cFdOg1A2Cv — O TEMPO (@otempo) November 3, 2025 A morte O cantor e compositor Lô Borges morreu na noite deste domingo (2), aos 73 anos, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela família do artista. Internado desde 17 de outubro em uma UTI, Lô foi hospitalizado após uma intoxicação por medicamentos e chegou a ser submetido a ventilação mecânica. No dia 25 de outubro, passou por uma traqueostomia, mas não resistiu às complicações do quadro. Autor de clássicos como “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “O Trem Azul” e “Paisagem da Janela”, Lô Borges deixa uma obra que ajudou a redefinir os rumos da MPB ao lado de Milton Nascimento e outros integrantes do lendário Clube da Esquina. Da escadaria ao Clube da Esquina Nascido Salomão Borges Filho em Belo Horizonte, Lô era o sexto de 11 irmãos e cresceu no bairro Santa Tereza, berço do movimento que levaria o nome da esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis para o mundo. A história de Lô com a música começou ainda na infância. Aos 10 anos, nas escadas do Edifício Levy, na Avenida Amazonas, conheceu o vizinho que mudaria sua vida — Milton Nascimento, então com 20. “Sentei na escadaria, dei de cara com um carinha tocando violão, era o Bituca. Eu tinha 10 anos, ele tinha 20. Ele olhou pra mim e disse: ‘Você gosta de música, né, menino?’”, contou Lô em entrevista ao Conversa com Bial em 2023. Pouco depois, ele também conheceu Beto Guedes, outro futuro parceiro, durante um encontro casual nas ruas do centro da capital mineira. De volta a Santa Tereza, Lô passou a tocar com os irmãos e amigos. Milton, já famoso, continuava visitando a casa da família Borges. Foi assim que nasceu a parceria que daria origem ao disco “Clube da Esquina” (1972), considerado um divisor de águas na música brasileira. Gravado quando Lô tinha apenas 19 anos, o álbum foi eleito, décadas depois, o maior disco brasileiro de todos os tempos e figura entre os dez melhores da história da música mundial, segundo a revista norte-americana Paste Magazine. No mesmo ano, Lô lançou seu primeiro disco solo, o emblemático “Disco do Tênis”, símbolo de juventude e liberdade musical. Entre pausas e renascimentos O sucesso precoce levou o músico a uma reclusão voluntária. Lô passou um período vivendo em Arembepe (BA), afastado dos palcos, mas nunca da composição. “Eu não parei de compor. As canções foram se avolumando na minha vida”, recordou. Em 1978, ele retornou à cena com o álbum “Via Láctea”, que considerava um de seus trabalhos mais maduros. Nos anos 1980, lançou “Sonho Real” e realizou sua primeira turnê nacional. Na década de 1990, uma nova geração redescobriu Lô graças à parceria com Samuel Rosa (Skank) em “Dois Rios”, que uniu o lirismo mineiro à sonoridade pop. Nos últimos anos, o artista manteve uma rotina criativa intensa: desde 2019, lançava um álbum de inéditas por ano. Seu trabalho mais recente, “Céu de Giz”, em parceria com Zeca Baleiro, saiu em agosto de 2025

Morre Lô Borges, ícone da MPB e fundador do Clube da Esquina

Cantor e compositor mineiro precisou ser internado após intoxicação de medicamentos em Belo Horizonte e morreu aos 73 anos Lô Borges, um dos nomes mais importantes da MPB e um dos fundadores do Clube da Esquina, morreu nesse domingo (2/11), aos 73 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Unimed, de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (3/11), em nota enviada à imprensa. O músico foi internado em 17 de outubro após passar por intoxicação de medicamentos em casa. Ele precisou ser levado ao hospital às pressas. Carreira Com mais de 20 álbuns lançados ao longo da carreira de mais de 50 anos, Lô Borges foi responsável por compor músicas como Trem Azul, Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, Para Lennon e McCartney, Trem de Doido e muitos outros sucessos que marcaram o gênero. Ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, do irmão, Márcio Borges, e outros artistas mineiros, Lô Borges fundou o movimento que revolucionou a MPB à época. Ele também foi um dos principais compositores dos álbuns Clube da Esquina (1972), considerado em 2022 como o melhor álbum brasileiro da história; e Clube da Esquina 2 (1978). Nascido em 1952, em Belo Horizonte, Salomão Borges Filho começou a tocar violão depois de conhecer os sucessos dos Beatles e deu início à carreira musical após incentivo do parceiro de composição, Milton Nascimento. Com o sucesso do primeiro álbum do Clube da Esquina, partiu para a carreira solo. Em 1972, lançou o primeiro projeto, Disco do Tênis, e depois Via Láctea, que fez sucesso entre os críticos. Foram desses trabalhos que vieram alguns de seus maiores sucessos, como Equatorial e Ventos de Maio. Dedicado à música e às composições, Lô Borges nunca se casou. O artista, no entanto, conquistou o carinho dos fãs e o respeito dos demais músicos do gênero ao longo dos anos

Japonvar deixa Lontra para trás e fica em primeiro lugar no acesso à educação

Levantamento realizado pela Veredas Assessoria em Políticas Públicas Ltda, mostra que no norte de Minas, a qualidade da educação municipal é melhor em pequenos municípios. Os municípios com menos de 10 mil habitantes, no norte de Minas, têm melhor qualidade de ensino nas suas redes municipais do que aqueles com maior população e maior número de matriculados, na educação infantil (creche e pré-escola) e no ensino fundamental (5ª até a 9ª série). É o que demonstra um levantamento realizado pela Veredas Assessoria em Políticas Públicas Ltda, a partir da arrecadação do ICMS Educação, em 2.024. Em 2.024, os municípios de Japonvar e Lontra com menos de 9 mil habitantes e cerca de 1.000 alunos matriculados nas suas redes municipais de ensino, desbancaram Montes Claros com seus 418.381 habitantes e 48.547 alunos matriculados. Enquanto Japonvar arrecadou R$ 2.690.115, e Lontra R$2.614.937, Montes Claros arrecadou R$ 2.489.480,53, um pouco mais do que a capital do norte de Minas. Parece estranho, mas não é. A qualidade da educação é o maior parâmetro para o cálculo da pontuação e posterior arrecadação de cada município. A Lei nº 24.431, de 14/09/2023 alterou a Lei nº 18.030, de 12 de janeiro de 2009,(Lei Robin Hood) que dispõe sobre a distribuição da parcela da receita do produto da arrecadação do ICMS pertencente aos municípios. Em Minas, 10% da arrecadação do ICMS deve ser distribuído para os municípios. Os principais critérios são: Índice de Desempenho Escolar; Adoção de medidas de equidade expressas no Índice de Rendimento Escolar; Atendimento Educacional e Gestão Escolar Que critérios são esses? Índice de Desempenho Escolar – taxa de participação dos estudantes nas avaliações; indicadores de nível socioeconômico dos estudantes, observadas as desigualdades entre os distintos grupos raciais e entre estudantes residentes em áreas urbanas e rurais. Este é o fator principal para ter uma boa arrecadação. Adoção de medidas de equidade expressas no Índice de Rendimento Escolar a) redução das desigualdades de acesso e permanência na educação básica, observadas as desigualdades entre estudantes negros e não negros e entre estudantes residentes em áreas urbanas e rurais; b) progressão dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, dentre eles os estudantes com transtorno do espectro autista – TEA. Atendimento Educacional, com apuração da taxa de atendimento educacional nos níveis e modalidades de ensino de responsabilidade do município, observando a) a oferta de educação em tempo integral; b) a ampliação do atendimento aos estudantes quilombolas e residentes em áreas rurais; c) a ampliação da taxa de alfabetização e escolaridade da população com 15 anos ou mais; Gestão Escolar – dados do censo escolar e indicadores de infraestrutura escolar, os recursos de acessibilidade, a formação dos profissionais de educação e a efetividade da gestão democrática das escolas, como eleição de diretores e participação social da comunidade escolar. Os dados são registrados e avaliados pela Secretaria de Estado da Educação. Esta elabora um Relatório e pontuação de cada município na área da educação. Encaminha à Fundação João Pinheiro que, junto com a Secretaria da Fazenda de Minas, calcula o índice de participação anual do ICMS de cada município. Os índices publicados em um ano são de informações e dados gerais de segundo ano anterior. Exemplo: os índices publicados, para o exercício de 2024, foram baseados em dados de 2022. Essa breve análise é sobre o valor da arrecadação. Estudos estão sendo feitos para avaliação e comparação dos critérios educacionais. BREVE ANÁLISE DO CRITÉRIO EDUCAÇÃO NA ARRECADAÇÃO DO ICMS, EM 2.024. REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO MUNICÍPIOS DO MÉDIO SÃO FRANCISCO DADOS COMPARATIVOS Critério ICMS – Educação Relatório Anual até 31 de agosto – SEE-MG A pontuação do critério Educação na distribuição do ICMS estadual garante um percentual significativo do total repassado aos municípios. Nos Critérios de distribuição percentuais do ICMS, o VAF – Valor Adicionado Fiscal tem 75,00% e a Educação tem 10,00%. Pontuação no ICMS Observa-se que o número de alunos matriculados, a partir da lei24.431/2023, não tem peso relevante nos novos índices calculados. A avaliação qualitativa é fundamental no estabelecimento de novos parâmetros. A tabela acima mostra que municípios com menos alunos matriculados receberam, em 2024, valores bem maiores que outros com grande número de alunos. Outro exemplo: Ibiracatu com seus 567 alunos matriculados, arrecadou R$ 2.378.673,67. Mais do que Januária com 4.716 matriculados que amealhou R$ 1.736.686,82, e Pirapora, com 4.653 matriculados, tendo a arrecadação de R$ 1.644.971,38. Outros municípios com menos de 10 mil habitantes e menos de 800 alunos matriculados como Campo Azul, Bonito de Minas, Luislândia e Verdelândia também superam Januária e Pirapora. “Os gestores municipais da educação devem repensar seus planos, programas e projetos, avaliando suas diretrizes, objetivos e metas, tendo como referência experiências exitosas de seus vizinhos muitas vezes desprezados”. comentou o presidente da Veredas Assessoria em Políticas Públicas Ltda, Álbano Silveira Machado Para mais informações  (38) 99878-4055 Email: veredas.consultoria1@gmail.com

Nikolas e Zema estão entre os políticos mais rejeitados do país, aponta pesquisa

OPINIÃO PÚBLICA – Levantamento da Atlas Intel mostra que imagem negativa do deputado e do governador supera a aprovação popular Os mineiros Nikolas Ferreira (PL) e Romeu Zema (Novo) figuram entre as lideranças políticas com maior rejeição no país, segundo levantamento divulgado pela Atlas Intel. A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 19 de outubro, ouviu cerca de 14 mil pessoas em todo o Brasil e tem margem de erro de um ponto percentual. De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados avaliam negativamente a imagem do deputado federal Nikolas Ferreira, um dos principais nomes da extrema direita nas redes sociais. A avaliação positiva dele é inferior à negativa, o que o coloca na mesma faixa de rejeição do líder da organização criminosa da trama golpista, Jair Bolsonaro (PL).: Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que tem se movimentado como pré-candidato à Presidência da República em 2026, também aparece com imagem mais negativa do que positiva. Segundo o instituto, 51% da população avaliam o governador de forma desfavorável. A pesquisa mostra que a insatisfação popular não se limita a um campo político. No topo da rejeição estão os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), com 83%, e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), com 68% de imagem negativa.: Outros nomes de políticos que aparecem na lista são Ciro Gomes (PSDB), com 62% de rejeição; Michelle Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (União Brasil), ambos com 53%; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, com 50%.

ONU condena chacina de Cláudio Castro no Rio de Janeiro

Alto Comissariado de Direitos Humanos pede investigação imediata e entidades denunciam política de confronto A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o massacre ocorrido no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após a operação policial mais letal da história do estado, que deixou ao menos 136 mortos. O balanço foi divulgado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, após moradores retirarem 72 corpos de uma área de mata na manhã desta quarta-feira (29). A ação, conduzida sob o governo de Cláudio Castro, provocou indignação dentro e fora do país. Os corpos foram levados até a Praça São Lucas, na Estrada João Lucas, onde lonas foram estendidas para comportar as vítimas. Segundo testemunhas, os mortos foram encontrados na Serra da Misericórdia, principal ponto de confronto da operação, e em uma segunda área conhecida como Vacaria, onde ainda há relatos de cadáveres. O ativista Raull Santiago, que ajudou na remoção dos corpos, relatou nas redes sociais a dimensão da tragédia: “Mais lonas foram esticadas para dar conta dos corpos que estão sendo encontrados”, escreveu, compartilhando imagens da cena. Quatro policiais estão entre as vítimas Entre os mortos estão quatro policiais, e outros nove ficaram feridos nos tiroteios. A operação, segundo as autoridades fluminenses, tinha como objetivo o cumprimento de 100 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho, principal facção criminosa do Rio. O principal alvo seria Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como líder da organização nas ruas. Diante da escalada da violência, o Disque Denúncia anunciou recompensa de R$ 100 mil por informações sobre o seu paradeiro — o maior valor desde o caso de Fernandinho Beira-Mar, preso pela primeira vez em 2001. Reação internacional e cobranças da ONU A gravidade da operação repercutiu internacionalmente. O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos publicou nota afirmando estar “horrorizado com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro” e exigiu investigações rápidas e eficazes sobre as mortes. O órgão também lembrou que o Brasil tem obrigações internacionais no campo dos direitos humanos e deve garantir responsabilização e reparação às vítimas. #Brazil: We are horrified by the ongoing police operation in favelas in Rio de Janeiro, reportedly already resulting in deaths of over 60 people, including 4 police officers. This deadly operation furthers the trend of extreme lethal consequences of police operations in Brazil’s… — UN Human Rights (@UNHumanRights) October 28, 2025 A ONG Human Rights Watch também condenou a política de segurança do estado: “O Rio precisa de uma nova política de segurança pública, que pare de estimular confrontos que vitimizam moradores e policiais”, afirmou a entidade. Governo federal reage e PEC da Segurança é antecipada No Brasil, a operação teve forte repercussão política. A Defensoria Pública denunciou abusos e violações cometidos durante a ação. Diante da gravidade da situação, o governo federal determinou o envio de uma comitiva ao Rio de Janeiro e o presidente Lula convocou uma reunião de emergência com a cúpula da segurança pública. Em resposta, a Câmara dos Deputados decidiu antecipar a análise da PEC da Segurança Pública, proposta que busca aprimorar a integração entre as forças federais e estaduais. O governador Cláudio Castro, por sua vez, pediu ao Ministério da Justiça o envio de dez líderes criminosos presos para penitenciárias de segurança máxima — solicitação que foi atendida. O massacre do Complexo da Penha expõe mais uma vez a falência da política de enfrentamento armado nas favelas e reacende o debate sobre o modelo de segurança adotado pelo governo do estado. As cobranças da ONU e de entidades de direitos humanos colocam o Rio de Janeiro sob forte pressão internacional, exigindo mudanças urgentes para interromper o ciclo de violência que há décadas vitima moradores e agentes públicos.

Banana com casca – Governador Zema elogia chacina policial no Rio

Governador de Minas Gerais apoia operação no RJ que deixou mais de 120 mortos e critica governo federal, enquanto petistas reagem O pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo), manifestou-se publicamente em apoio à operação conduzida no estado do Rio de Janeiro, que resultou em mais de 100 mortos. As informações são do UOL. Ele elogiou o chefe do Executivo fluminense, Cláudio Castro (PL), e criticaram o governo do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — destacando falta de apoio federal à operação estadual. “Mais uma vez as forças policias do estado têm de enfrentar sozinhas essas facções terroristas”. Ele também afirmou que “o ministro [da Justiça e Segurança Pública] do Lula, em vez de ajudar, vem criticar o governador do Rio por ter enfrentado o Comando Vermelho”, disse o comedor de banana com casca. Na mesma linha, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) também pré-candidato à presidência da República, criticou o governo Lula: “Quero me solidarizar com o governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Parabéns!” e acrescentou que “essa posição, essa decisão de enfrentar o crime recebe o aplauso hoje do Brasil”. De acordo com a reportagem, ele afirmou ter sentido “muito orgulho ao ver as tropas de segurança do estado do Rio, policiais civis e militares, que mesmo sem a proteção e a participação do governo federal, para dar a eles estruturas para poderem ter mais cobertura no momento do ataque, eles foram de peito aberto.” Em contrapartida, os parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) reagiram com veemência. A bancada do partido na Câmara repudiou “a insistência do governador em uma estratégia de guerra, já exaustivamente fracassada, que faz da polícia fluminense uma das que mais mata e mais morre no mundo”. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou: “Os violentos episódios desta terça-feira no Rio, com dezenas de mortes, inclusive de policiais, bloqueio de rodovias e ameaças à população, ressaltam a urgência do debate e aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional”. Enquanto isso, o governador Cláudio Castro cobrou o governo federal, dizendo que o estado está “completamente sozinho”. Segundo ele, o Rio fez três solicitações anteriores por blindados que não foram atendidas. Por outro lado, admitiu que não requisitou blindados para a operação mais recente. A pasta federal correspondente informou que não foi acionada e que não houve pedido oficial de apoio nas circunstâncias relatadas. As informações são do UOL.

VÍDEO – Ex-jogador Robinho expõe rotina na prisão: “Sem privilégios”

Condenado por participação em um estupro coletivo ocorrido na Itália em 2013, o ex-jogador Robinho está preso desde março de 2024 na Penitenciária de Tremembé (SP) O ex-jogador Robinho, preso na Penitenciária de Tremembé (SP), falou sobre sua rotina no regime fechado em um vídeo divulgado por uma entidade sem fins lucrativos. Ele negou veementemente receber qualquer tipo de tratamento privilegiado ou benefício em relação aos outros detentos. “A alimentação, o horário que durmo, é tudo igual aos outros reeducandos. Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente”, afirmou o ex-atleta em entrevista ao GE. Robinho descreveu atividades comuns da rotina carcerária, como trabalho e lazer. “Na hora do meu trabalho, faço tudo aqui que todos os outros reeducandos também são possíveis de fazer. Quando a gente quer jogar um futebol, é liberado quando não tem trabalho no dia de domingo”, disse. Sobre as visitas da família, ele comentou: “As visitas são aos sábados ou domingos. Quando minha esposa não vem sozinha, vem com meus filhos. A visita é igual e o tratamento é igual para todo mundo”. O ex-jogador também rebateu rumores sobre sua conduta dentro do presídio. “As mentiras que tem saído que sou liderança, que eu tenho problema psicológico. Nunca tive isso, nunca tive que tomar remédio, graças a Deus”, declarou. Ele enfatizou a hierarquia do local: “Aqui quem manda são os guardas, como falei para senhora, e nós, reeducandos, só obedecemos”. Robinho cumpre pena de nove anos por estupro coletivo, crime pelo qual foi condenado pela Justiça Italiana. A sentença foi homologada no Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em março de 2024. A defesa do ex-atleta já teve recursos negados, incluindo um pedido recente de redução de pena com base em um curso profissionalizante. Robinho conta como é a rotina na prisão. O ex-jogador foi condenado a 9 anos de prisão por estupro coletivo, e está preso na P2 de Tremembé, no interior de São Paulo. "Aqui o objetivo é reeducar, ressocializar aqueles que cometeram erro. Nunca tive nenhum tipo de liderança… pic.twitter.com/jf3ieldlv6 — LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) October 28, 2025