Paraty sedia 10º Encontro Brasileiro de Cidades Históricas

Evento aberto ao público vai até este sábado A cidade de Paraty, situada na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro, sedia até o próximo sábado (5) o 10º Encontro Brasileiro de Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O evento, aberto ao público, é realizado pela Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), em parceria com a prefeitura de Paraty. Desde 2014, a OCBPM realiza anualmente o encontro, em parceria com os municípios que integram a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O encontro anterior ocorreu em São Miguel das Missões (RS), em maio deste ano. A oficial de Projetos do Setor de Cultura da Unesco, Virginia Casado, informou à Agência Brasil que a ideia é articular pessoas, autoridades e representantes das gestões municipais para potencializar os ativos relacionados ao patrimônio mundial. “O Brasil hoje tem 23 sítios reconhecidos na lista de patrimônios mundiais da Unesco”. Esclareceu que no âmbito da atuação para fortalecer esses sítios do patrimônio material, está sendo promovida também uma agenda relacionada à Convenção de 2003, para a salvaguarda do patrimônio imaterial, que envolve expressões de culturas tradicionais e de saberes. No território de Paraty, especialmente, há expressões culturais e de saberes significativas de caiçaras, quilombolas e indígenas. “O reconhecimento do patrimônio material envolveu esses elementos. A presença deles como expressões culturais e detentoras de saberes é reconhecida nesse tombamento. Aqui tem terras indígenas, territórios quilombolas, várias comunidades caiçaras. De certa forma, isso foi incorporado ao reconhecimento de Paraty como patrimônio histórico material’, afirmou Virginia Casado. Em meio às questões relativas à questão dos sítios históricos, está se promovendo na região a comemoração dos 20 anos da Convenção de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. Em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de Paraty, a Unesco organizou uma mostra de filmes sobre patrimônio imaterial, que são exibidos no Cinema da Praça, no centro histórico da cidade, onde serão promovidas ainda rodas de conversa, debates e palestras englobando a educação patrimonial, valorização dos saberes tradicionais, interações com a comunidade e representantes das populações tradicionais. A ideia é que “a cidade se aproprie um pouco mais, reconheça, valorize e interaja com esses detentores e praticantes dessas tradições”, sustentou a oficial do Setor de Cultura da Unesco. Proposições Virginia Casado acredita que desses encontros vão surgir proposições importantes porque há uma discussão sobre fortalecimento da gestão, instrumentos de políticas urbanas para esse sítio, com destaque para a estruturação de programas para fomentar o turismo nesse sítio. Segundo a representante da Unesco, o encontro se propõe a construir pontes e diálogo entre esses sítios e aproximá-los também de programas regionais e federal de fomento, em especial voltados ao turismo. Na avaliação do Iphan, o fato de Paraty ser o primeiro Sítio Misto (natural e cultural) do Brasil confere um diferencial aos debates na cidade, além dos desafios colocados para sua gestão. O encontro é uma oportunidade de reunir em um só local especialistas em patrimônio, cultura, biodiversidade, turismo, políticas públicas e governança. Dessa forma, estabelece um espaço para diálogos vitais em torno da construção de modalidades e instrumentos de gestão para a preservação e o desenvolvimento sustentável dos sítios reconhecidos como patrimônio mundial. Falando à Agência Brasil, o presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou que o patrimônio imaterial não entra diretamente na pauta do encontro. Lembrou, entretanto, que boa parte das cidades patrimônio mundial são detentoras também de patrimônio da humanidade, que se refere aos bens imateriais. Um exemplo é São Luís (MA), com os Tambores de Crioula e o Bumba meu Boi. “Aí não são cidades, mas expressões em específico que, às vezes, estão em mais de uma cidade”. O Iphan pretende se esforçar para transversalizar mais as políticas voltadas à preservação dos bens edificados, que são estruturas urbanas, no caso os centros históricos, edificações em particular, com a ocupação cultural e o fortalecimento da cultura popular. “Você tem o caso de Olinda, que é uma cidade patrimônio mundial e, ao mesmo tempo, tem ali, em Pernambuco, o frevo, como patrimônio da humanidade. É difícil você pensar em preservação de Olinda sem o fomento do frevo. Da mesma forma com outras cidades”. No caso de Paraty, reconheceu que há expressões culturais importantes ligadas à natureza africana e indígena. Por isso, sustentou que não dá para pensar só na preservação edificada, mas deve-se pensar também no fomento imaterial como estratégia de ocupação desses centros históricos. Troca Grass analisou que o encontro em Paraty é mais um momento importante para a troca de experiências do ponto de vista de gestão do patrimônio cultural. “Dentro desse escopo, a gente tem municípios com boas práticas, boas experiências já implementadas. É também momento de partilha de dificuldades, para a gente tentar encontrar soluções conjuntas para as cidades históricas, principalmente”. Na sexta-feira (4), a partir das 8h30, Leandro Grass participará de mesa redonda onde abordará os resultados da gestão do Iphan no primeiro semestre deste ano. Um dos pontos fortes, disse, foi exatamente a aproximação com os municípios. No momento, o instituto está desenhando comitês gestores do patrimônio mundial, que são uma instância de participação social e deliberação do poder público para encaminhamento da preservação do patrimônio. Já está construído o Comitê Gestor do Cais do Valongo. Outros comitês estão sendo pensados junto com as prefeituras. É o caso do Comitê da Pampulha, com a prefeitura de Belo Horizonte, e o das Paisagens Cariocas, com a prefeitura do Rio de Janeiro. Acordo O Iphan vai formalizar durante o encontro em Paraty um acordo de cooperação técnica com a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Cultural (BNDES), para implementar Centros de Interpretação do Patrimônio Mundial. “São espaços para a comunidade interagir com esses bens culturais e compreender a sua memória e a sua história”. A sinalização desses sítios também será realizada. Uma vez assinado o acordo, a tendência é que as sinalizações sejam instaladas em todos os

Senado vai recorrer da decisão do STF que limitou piso da enfermagem

Para Pacheco, não é “razoável” revisar lei aprovada no Parlamento Agência Brasil – O presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) informou que a Advocacia-Geral da Casa vai recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou o pagamento do piso nacional da enfermagem. O STF condicionou o pagamento do piso, no caso de enfermeiros celetistas que trabalham em hospitais privados, a um acordo coletivo firmado entre patrões e trabalhadores. Pacheco argumentou que “não é razoável” o Poder Judiciário revisar a lei aprovada pelo parlamento por unanimidade. “Foi uma opção de elevar essa categoria, sob ponto de vista social, profissional, em função de tudo que nós vivemos no Brasil recente com a pandemia: Certa ou errada, foi uma opção política desta Casa, de maneira soberana. Esta opção é fundamental que seja respeitada”, afirmou Pacheco. No final do primeiro semestre do Judiciário, o Supremo votou pela constitucionalidade do piso nacional da enfermagem, que havia sido suspenso por limitar no ministro Luís Roberto Barroso a pedido de entidades patronais. Ao julgar o tema no plenário, venceu a tese de Barroso de que os trabalhadores do setor privado devem negociar com o patrão para receber o piso. Os sindicatos da categoria reclamaram que a decisão do STF ainda traz o risco de aumento de jornada de trabalho ao permitir que ela seja definida em acordo coletivo. Outra crítica é que a decisão definiu que o pagamento do piso é proporcional a carga de oito horas diárias e 44 semanais, resultando em pagamentos abaixo do piso para as jornadas inferiores. O Conselho Federal de Enfermagem (Confen) opinou que “os ministros ignoraram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que recomendam a jornada de 30 horas, vinculando a remuneração a uma carga horária de 44 horas semanais”. A decisão do STF impede o pagamento integral do piso para todos os trabalhadores da categoria, argumentou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, Valdirlei Castagna. “Muitas leis estaduais ou municipais ou acordos feitos nas regiões estabeleceram jornadas abaixo de 40 horas. Quando o STF diz que o parâmetro é 44 horas, reduz sensivelmente o valor do piso de cada um dos profissionais. Só para ter uma ideia, um enfermeiro que ganha R$ 4.750 baixa para R$ 4.300 de piso fazendo essa proporcionalidade”, explicou. Piso nacional O novo piso para enfermeiros é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). Pela lei, o piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Lula quer premiar prefeitos que evitarem queimadas e desmatamento

Presidente defendeu ação conjunta dos entes federados O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer premiar os prefeitos que melhor trabalharem para conter o desmatamento ilegal e evitar as queimadas em seus municípios. Nesta quinta-feira (3), em entrevista a rádios de estados amazônicos, Lula defendeu uma ação conjunta entre os entes federados na prevenção de delitos ambientais e disse que não adianta ficar, de Brasília, “brigando contra o desmatamento”. “Se a gente compartilhar as nossas decisões com os prefeitos das cidades dos estados da Amazônia e esses prefeitos se sentirem motivados a participar junto com o governo, a gente vai ter muito mais resultado do que se a gente ficar apenas denunciando”, disse. “Em vez de a gente punir, a gente premiar aquelas pessoas que fizeram bem para a preservação da nossa fauna, da nossa floresta, da nossa água, para que as pessoas denunciem as queimadas, o garimpo ilegal, os madeireiros legais, eu acho que vai dar certo”, acrescentou, sem detalhar como seria essa premiação. Nos dias 8 e 9 de agosto, Lula reunirá, em Belém, os presidentes dos oito países amazônicos, na Cúpula da Amazônia, para discutir uma política unificada para a região. Lula explicou que o encontro terá a participação dos governadores dos estados brasileiros, mas que também será organizada uma reunião com as lideranças municipais. “Nós vamos fazer uma reunião com todos os prefeitos das cidades amazônicas, vamos discutir com eles uma política de combater tudo que for ilegal. Vamos colocar a Polícia Federal [PF] com uma base central em Manaus, para que a gente possa atuar em conjunto com todos os outros estados, vamos fazer convênio com os países fronteiriços para que a gente possa combater o crime organizado, o narcotráfico, o garimpo ilegal, os madeireiros ilegais, ou seja, nós vamos dar um pouco de cidadania a esse povo [que vive na Amazônia]”, disse. Segurança na fronteira Lula disse que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, propôs a instalação de uma base da PF em Manaus para atuar em todo território amazônico, em parceria com as Forças Armadas, e em diálogo com as autoridades dos países fronteiriços. Ele explicou que, após a Cúpula da Amazônia, equipes de diversas áreas, como Justiça, defesa, meio ambiente e desenvolvimento social, devem se reunir para definir uma atuação conjunta e coesa no combate à miséria e às ilegalidades. “Vamos trabalhar de forma, unida de forma coesa, para que a gente possa combater o crime organizado, o narcotráfico e para que a gente possa cuidar do nosso povo que mora na floresta, dos nossos ribeirinhos, dos nossos indígenas, dos nossos pescadores. Ou seja, nós temos uma obrigação, de ter consciência que cuidar da Amazônia não é apenas cuidar da floresta, é cuidar do povo amazônico que precisa viver com muita qualidade de vida, que precisa viver bem”, disse. “Nós vamos combater porque nós vamos exigir a legalidade e o respeito ao povo da Amazônia”, completou.

Zanin toma posse como ministro do STF; relembre a trajetória do advogado

O advogado paulista Cristiano Zanin Martins toma posse, nesta quinta-feira (3), no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), assumindo a vaga deixada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril. São esperados, além dos membros em atividade e aposentados do STF, membros de tribunais superiores, familiares, amigos e autoridades. A sessão solene será conduzida pela presidente do STF, ministra Rosa Weber, a partir das 16h, e contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Zanin será acompanhado ao Plenário pelos ministros mais antigo e mais recente. Em seguida, prestará juramento à Constituição e assinará o termo de posse, antes de tomar assento no Plenário. A cadeira destinada ao ministro mais recente é sempre a primeira à direita do púlpito. Após o encerramento da sessão, ele receberá os cumprimentos no Salão Branco. Continue lendo após a publicidade Indicação de Lula O presidente Lula (PT) indicou Zanin para uma vaga no STF em 1º de junho deste ano, conforme decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU). Na ocasião, o presidente defendeu a sua escolha durante entrevista à imprensa. “Já era esperado que eu fosse indicar o Zanin para o STF, não só pela minha defesa, mas porque eu acho que se transformará em um grande ministro da Suprema Corte. Conheço suas qualidades, formação, trajetória e competência e acho que o Brasil irá se orgulhar”, argumentou Lula. Após 20 dias, em 21 de junho, a indicação de Lula foi aprovada pelo Senado Federal. Durante a sabatina promovida pelos senadores, o advogado afirmou que atuará “sem qualquer tipo de subordinação a quem quer que seja”. “Eu estou aqui hoje indicado pelo fato de ele [Lula] ter conhecido meu trabalho na advocacia, sem qualquer tipo de subordinação a quem quer que seja. Na minha visão, e acredito que é a visão do presidente Lula, um ministro do STF só pode estar subordinado à Constituição”, disse Zanin durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O advogado afirmou que irá assegurar a credibilidade do sistema de Justiça e defendeu que os critérios e mecanismos jurídicos sejam “efetivamente utilizados para garantir a todo e qualquer cidadão um julgamento justo e independente”. Quem é Cristiano Zanin Martins? Formado em Direito, em 1999, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Zanin trabalhou em escritórios de advocacia ao longo de sua carreira. Entre 2000 e 2004, Cristiano Zanin foi contratado como advogado pelo escritório Arruda Alvim. Em seguida, por quase duas décadas, ele foi sócio do renomado escritório Teixeira e Martins, encerrando sua sociedade com a banca em 2022. O advogado representou Lula durante a Operação Lava Jato e estabeleceu uma proximidade expressiva com o presidente da República durante seu período de prisão, de abril de 2018 a novembro de 2019. A atuação frente aos casos do petista rendeu a Zanin uma projeção nacional. Foi o criminalista, por exemplo, que apresentou o pedido de habeas corpus em 2021 no Supremo Tribunal Federal (STF), resultando na anulação das condenações do atual presidente. A ação apontava a incompetência e a parcialidade do então juiz Sérgio Moro. No entanto, ao contrário do que seu caso mais notório possa sugerir, sua trajetória não se baseou principalmente na área criminal. O indicado de Lula atuou, predominantemente, em casos relacionados ao direito comercial e empresarial. Seu primeiro caso de destaque nacional foi o processo de falência da companhia aérea Transbrasil. Ele também desempenhou um papel significativo na recuperação judicial da Varig, bem como da empresa de telecomunicações Oi. Além disso, ele já havia prestado serviços advocatícios para a Embratel. Zanin também sempre tratou, em artigos e entrevistas, de temas ligados a litígios empresariais e uso abusivo de mecanismos jurídicos, conhecido como lawfare. Em 2007, o advogado defendeu a ampliação do limite de investimento estrangeiro em companhias aéreas brasileiras, um tema até então que sofria resistências dentro do PT. Antes da posse, Zanin atuava em seu próprio escritório de advocacia na defesa de empresas como a Americanas, em recuperação judicial; e a J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que buscam rever o acordo de leniência no âmbito das operações Carne Fraca e Lava Jato.

Alerta de fraude – ‘Desenrola’: estudo aponta mais de mil anúncios falsos

Levantamento da UFRJ aponta que empresas lucram com golpes relacionados ao Desenrola, e causam danos materiais aos endividados Agência Brasil – O Laboratório de Estudos de Internet e Mídias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriu 1.048 anúncios fraudulentos com menção ao programa Desenrola Brasil, que circularam entre 19 e 21 de julho nas redes sociais. A análise foi feita utilizando a biblioteca de anúncios da empresa Meta, onde ficam arquivadas as peças impulsionadas nas plataformas da empresa, como Facebook, Instagram e Messenger. Grande parte dos anúncios foi veiculada abaixo do radar dos monitoramentos tradicionais, escapando da moderação da Meta. Segundo o relatório A Publicidade a Favor do Endividamento, os anúncios identificados nesse estudo lesam possíveis beneficiários do programa, sobretudo pelo uso indevido da imagem do governo federal e do Serasa, e continuaram ativos após as primeiras denúncias em jornais e emissoras de TV denunciando esses golpes. “Os golpes por meio das redes sociais causam danos materiais aos consumidores, especialmente aos mais vulneráveis que são segmentados pelas próprias plataformas. Os lucros dessas empresas com anúncios fraudulentos, mesmo quando retirados do ar, as tornam beneficiárias diretas dos golpes”, diz o estudo. No mês de julho, reportagens revelaram anúncios fraudulentos sobre o programa Desenrola Brasil que circularam nas redes sociais utilizando indevidamente a imagem de instituições públicas, do Serasa e de veículos de imprensa com o objetivo de passar credibilidade e, assim, aplicar golpes nos cidadãos. Segundo o relatório, é possível criar páginas falsas nas plataformas da Meta em nome do governo federal, sem necessidade de verificação dos anunciantes, deixando o consumidor sem informações para discernir sua autenticidade. Regulação Em nota, a empresa Meta informou que não permite atividades fraudulentas em suas plataformas. “Não permitimos atividades fraudulentas em nossos serviços e temos removido anúncios enganosos sobre o programa Desenrola Brasil de nossas plataformas, assim que identificados por meio de uma combinação de uso de tecnologia, denúncias de usuários e revisão humana”, disse a Meta. Para os pesquisadores da UFRJ, as regras de transparência de publicidade não podem ser definidas apenas pelas plataformas, devendo estar a serviço do interesse público em primeiro lugar. “Nossos estudos têm mostrado que a autorregulação das plataformas não tem funcionado, indicando a urgência de uma regulamentação das plataformas digitais que inclua transparência e responsabilidade por seus serviços e respeite o Código de Defesa do Consumidor”, diz o relatório. Em maio deste ano, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) publicou um estudo apontando que cerca de 78% das famílias brasileiras estariam endividadas. Nesse contexto, o governo federal lançou, em 17 de julho, a primeira etapa do programa Desenrola Brasil para que 70 milhões de brasileiros inadimplentes possam renegociar suas dívidas com instituições financeiras.

Governo comemora corte de Selic; economistas pedem novas reduções

Banco Central reduziu a taxa básica de juros pela primeira vez em três anos Por Vinicius Konchinski – Brasil de Fato A redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros da economia anunciada nesta quarta-feira (2) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) foi comemorada por membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a redução, a chamada Selic baixou a 13,25% ao ano – mesmo patamar de agosto de 2022. Ainda é a mais alta taxa básica de juros real de qualquer economia do mundo. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no entanto, sua redução sinaliza para que esse cenário mude com o passar dos meses. Isso, segundo ele, deve facilitar o crescimento da economia e o equilíbrio das contas públicas. Continue lendo após a publicidade Com a queda da Selic, o gasto do governo com juros diminui. Os juros de financiamentos e empréstimos também tendem a cair, estimulando consumo e investimentos. “O corte de 0,50% na taxa básica de juros sinaliza que estamos na direção certa. Um avanço no sentido do crescimento econômico sustentável para todos”, declarou Haddad, minutos depois do anúncio da queda. Ele também disse que empresas, consumidores e investidores vão começar a se replanejar a partir do corte anunciado nesta quarta. Ressaltou que ainda existem “grandes desafios pela frente” para a melhoria da economia nacional. REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS | “Tenho certeza que o presidente do Banco Central votou com aquilo que ele conhece de economia. É um voto técnico, à luz de tudo que ele conhece da realidade do país”, afirmou ⁦@Haddad_Fernando⁩, ao comemorar o primeiro corte da Selic em 3 anos. pic.twitter.com/1x4O2C6e0Y — CanalGov (@canalgov) August 2, 2023 O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), também usou as redes sociais para celebrar a queda dos juros. O JUROS CAIU! Durante todo o primeiro semestre, o governo @lulaoficial, o Congresso Nacional e a sociedade criaram todas as condições para que hoje o COPOM concretizasse essa redução da SELIC em 0,5%. Mais um importante passo para a economia brasileira. pic.twitter.com/LhaWbcVyxl — Alexandre Padilha (@padilhando) August 2, 2023 Mais cortes Já a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, disse que o corte não muda o fato de o Brasil ter a taxa básica de juros mais alta do mundo. Reclamou ainda do que ela chamou de “gestão bolsonarista” do BC, presidido por Roberto Campos Neto. O corte de meio ponto na taxa Selic não muda o fato de q o BC segue impondo ao Brasil a maior taxa de juros do planeta. Já era pra ter reduzido a Selic, substancialmente, há muito tempo. Estamos pagando um preço muito alto pela atuação política do bolsonarista Campos Neto no BC.… — Gleisi Hoffmann (@gleisi) August 2, 2023 Pedro Faria, economista e pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), observou que o comunicado do BC sobre a queda dos juros indica que ele manterá uma política monetária “contracionista”, uma vez que as expectativas do mercado ainda apontam para uma inflação acima da meta. Isso indica que os juros devem seguir altos, o que não é bom para a economia do país, segundo ele. “Isso é extremamente problemático”, disse ele. “O BC está subestimando a capacidade ociosa da economia nacional ao fazer essa indicação.” O economista Miguel de Oliveira, diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), ratificou que os indicadores econômicos do país pressionavam o Copom por uma redução da Selic. Ele disse que o nível de desemprego e atividade econômica reforçam que o corte ainda é insuficiente. “A redução foi uma medida acertada e já era esperada”, disse. “Agora, precisamos ver se continua, porque esse corte é insuficiente. Imagino que virão novos cortes pela frente.”

Eliminação da seleção feminina de futebol decepciona torcedoras

Empate em 0 a 0 com a Jamaica encerra participação brasileira Depois de um jogo tenso contra a Jamaica, em que a vitória era obrigatória, a seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de futebol feminino. O empate em 0 a 0 causou tristeza nas torcedoras que se reuniram na Associação de Moradores de Vila Isabel, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. No salão da associação, um telão exibiu a partida, que começou às 7h desta quarta-feira (2). A torcida demorou a chegar, mas quem esteve no local sentiu a tensão a cada lance do jogo. Uma das torcedoras mais animadas era Dirce Cerqueira, que incentivava as jogadoras como se estivesse no estádio, em Melbourne, na Austrália, onde a Copa é disputada. “Assisti todas as partidas aqui. Como os jogos femininos não costumam reunir torcida para ver pela televisão, reunimos os amigos e chamamos as mulheres para assistir aqui. Só o horário deixou um pouco a desejar”, disse a torcedora, vestida com uma camisa nas cores verde e amarela e um chapéu de paetês amarelos. Clima de confraternização A exibição pública do jogo foi realizada pela Turma da Pereira Nunes, que organiza, no Rio de Janeiro, uma tradicional festa de rua na Copa do Mundo masculina, desde 1982. “É muito importante essa confraternização do público. A gente precisa torcer para as meninas e também buscar uma equidade no esporte”, afirmou Marcia Rossi, de 57 anos. Etyene Dutra, de 34 anos, lamentou a eliminação. “A gente queria que o Brasil avançasse para deixar um legado e quebrar o preconceito contra o futebol feminino. Ainda mais porque deve ser a última copa da [atacante] Marta”, disse A ideia é que, a partir da próxima Copa feminina, todos os jogos passem a ser exibidos na rua Pereira Nunes, assim como acontece nos mundiais masculinos.

Sem inspiração, Brasil fica no 0 a 0 contra Jamaica e dá adeus à Copa

É a primeira vez, desde 1995, que seleção não passa da fase de grupos No principal compromisso do Brasil na Copa do Mundo feminina de futebol, a seleção comandada por Pia Sundhage não conseguiu o gol que precisava para avançar às oitavas de final. Após empate sem gols contra a Jamaica nesta quarta (2), em Melbourne, as brasileiras deram adeus ao Mundial sem sequer passar da fase de grupos, algo que não acontecia desde 1995. Com quatro pontos, o Brasil terminou em terceiro no grupo F, atrás da própria Jamaica (cinco pontos) e da França (que bateu o Panamá por 6 a 3 e chegou a sete pontos, em primeiro). An historic day for @JFF_Football! ????????#BeyondGreatness | #FIFAWWC — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023 Precisando vencer para garantir a classificação (um empate tornaria necessária uma combinação de resultados para avançar), Pia Sundhage promoveu uma mudança de impacto no onze inicial. Depois de começar no banco e entrar somente nos últimos minutos nos dois primeiros jogos da seleção, Marta foi escalada como titular. Durante cerca de 20 minutos, as coisas andaram bem para o Brasil, mas não por algo que a própria seleção estivesse fazendo. Marta Cox abriu o placar para o Panamá diante da França em Sydney com um golaço de falta, aos dois minutos. Naquele momento, o Brasil tinha a combinação de resultados que precisava para se classificar mesmo empatando. Quando Lakrar empatou para a França, aos 21, a figura mudou e, assim como era esperado, a vitória se fez obrigatória. Na primeira etapa, usando principalmente o lado esquerdo do ataque, o Brasil até criou. Tamires apareceu bem para finalizar por duas vezes, aos 19 e aos 38, mas em ambas oportunidades a finalização foi defendida por Rebecca Spencer. Em outra jogada pela esquerda, o cruzamento encontrou Ary Borges na área. A arma que rendeu a ela dois gols na estreia, a cabeça, não foi tão eficiente desta vez e a finalização aos 23 saiu por cima do gol. A Jamaica, completamente dedicada a se defender, terminou o primeiro tempo sem nenhuma finalização. O Brasil beirou os 60% de posse de bola. Mas não fez a pressão que se esperava. Àquela altura, a França ia para o intervalo já goleando o Panamá por 4 a 1. ⏰ 15 minutes left to play! Can #BRA keep their #FIFAWWC 2023 dreams alive? — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023 Segundo tempo: mais posse, menos criatividade do Brasil Na volta do intervalo, Ary Borges deu lugar a Bia Zaneratto. Nos primeiros minutos, a impressão era de que o Brasil assumiria uma posição mais incisiva no campo de ataque para de fato pressionar as jamaicanas. No entanto, logo se viu que a seleção se tornou refém da falta de criatividade e do nervosismo. Insistindo em jogadas aéreas, o Brasil tinha a bola mas pouco finalizava. Esbarrava na forte defesa do país caribenho (que entrou em campo sem ter sido vazada e assim terminou) e nos erros de passe. Em uma última cartada de desespero, Pia Sundhage sacou, de uma vez, três jogadoras – uma delas Marta – quando restavam menos de dez minutos para o fim. Andressa Alves, Duda Sampaio e Geyse entraram mas não alteraram o andamento da partida. Geyse teve a melhor chance ao receber já na área com ângulo para chutar, pela esquerda, mas a finalização saiu completamente torta. Já no fim, Andressa Alves cobrou falta direto nas mãos de Spencer. No derradeiro lance do jogo, o Brasil colocou todas as suas jogadoras – inclusive a goleira Letícia – no ataque em uma cobrança de escanteio. Após intenso bate-rebate, a bola sobrou para Debinha, que cabeceou mirando o canto direito, mas Spencer novamente chegou a tempo para encaixar. Com o apito final, o gramado do Estádio Retangular foi tomado pela emoção, desde o choro alegre das jamaicanas, classificadas ao mata-mata pela primeira vez na história, às lágrimas de decepção das brasileiras. A beautiful last minute goal from @DesbonneVicki as #FRA claim the spoils at Sydney Football Stadium! ????@EquipeDeFranceF | #FIFAWWC — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023 O triunfo da França sobre o Panamá por 6 a 3 (com três gols de Diani para a França), enfim, decretou a eliminação do Brasil. As francesas, vencedoras da chave, esperam pelo segundo colocado do grupo H para saber quem enfrentam na terça (8), em Adelaide (Austrália). Da mesma forma, a Jamaica aguarda pelo primeiro colocado do mesmo grupo para conhecer o adversário nas oitavas, também na terça (8), em Melbourne (Austrália). Nesta quinta (3), a fase de grupos da Copa se encerra com os dois duelos finais do grupo H. Coreia do Sul e Alemanha se enfrentam em Brisbane (Austrália), enquanto Colômbia e Marrocos medem forças em Perth (Austrália). A Colômbia soma seis pontos, ocupando a liderança, seguida por Alemanha e Marrocos com três pontos cada, enquanto a Coreia do Sul ainda não tem ponto nenhum. And that's a wrap on Group F! France top the group ???? and Jamaica make history. ????????#FIFAWWC — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023

Emendas de Ricardo Campos garantem a não extinção dos pequenos cartórios

 Um choque de realidade: a dura situação dos cartórios do interior de Minas Gerais  O deputado estadual Ricardo Campos, acaba de apresentar 3 emendas parlamentares ao substitutivo n° 2 do Projeto de Lei 4.000/2022, que trata dos serviços notariais, como forma de proteger principalmente a população mais pobre que vive em localidades distantes e de difícil acesso. Em meio a debates e discussões sobre a eficiência dos serviços públicos, o tema da permanência dos cartórios instalados nos distritos e municípios mineiros, volta e meia vem à tona na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Fato é que muitos dos parlamentares que discutem a redução dos cartórios desconhecem por completo tanto a realidade da população dos municípios mais carentes do Estado, quanto a realidade dos prestadores desses serviços notariais. São realidades extremas quando comparadas aos cartórios dos grandes centros urbanos. A existência desses estabelecimentos em suas próprias comunidades do interior sempre foi de extrema importância para os habitantes terem acesso ao direito à sua cidadania e participação plena na sociedade, através dos registros, validação de documentos, como certidões de nascimento, casamento, óbito, escrituras, procurações, entre outros. São serviços imprescindíveis em diversas ocasiões da vida de qualquer indivíduo. É importante reconhecer que a ausência de cartórios em distritos e municípios pode acarretar um aumento significativo nas desigualdades sociais. Aqueles que têm recursos financeiros podem deslocar-se para locais mais distantes para buscar tais serviços, enquanto os menos favorecidos acabam excluídos do acesso a documentos e trâmites essenciais. “A distância e a falta de recursos são grandes empecilhos para os moradores dos distritos de pequenos municípios, pois, na sua grande maioria, essas pessoas não possuem dinheiro para viajar para municípios próximos a fim de terem acesso aos cartórios, mesmo que sejam os gratuitos”, lembrou Ricardo Campos. Outro aspecto relevante a ser considerado é o impacto econômico nas regiões onde os cartórios estão localizados. Sua presença contribui para a geração de empregos locais, bem como para o desenvolvimento das áreas circunvizinhas, favorecendo o comércio local e a prestação de serviços complementares. Portanto, é essencial apresentar medidas que assegurem a permanência e ampliação dos cartórios nos distritos e municípios, garantindo o acesso igualitário aos serviços notoriais a toda a população. As emendas apresentadas pelo deputado Ricardo Campos garantirão, de certa forma, essa estabilidade para os cartórios dos distritos mineiros. As emendas de autoria do deputado foram: I – EMENDA GARANTE RENDA MENSAL MÍNIMA AOS INTERINOS DOS CARTÓRIOS Diferentemente dos grandes cartórios, muitos profissionais no interior não possuem garantia de salário, devido ao baixo nível de serviços pagos e ao alto número de serviços gratuitos ali realizados. Ao assegurar uma retirada mensal mínima de R$ 5.000,00 aos interinos designados nos cartórios, a emenda reconhece a importância e responsabilidade associadas ao cargo para responder pelo serviço notarial e de registro do município. II – EMENDA PROPÕE CONVÊNIO COM SERVIÇOS BÁSICOS PARA OS CARTÓRIOS DE MUNICÍPIOS COM MENOS DE 2 MIL HABITANTES Em muitos distritos menores é comum que a oferta de serviços públicos seja limitada ou insuficiente. Ao permitir que o cartório firme convênios com concessionárias de energia, água e telefonia, a emenda busca facilitar o acesso da comunidade a serviços essenciais, melhorando a qualidade de vida dos moradores. Essa possibilidade de estabelecer parcerias com concessionárias já presentes na região poderá otimizar recursos, evitando a duplicação de estruturas e aproveitando a infraestrutura já existente. III – EMENDA TORNA PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL OS CARTÓRIOS DOS DISTRITOS DO INTERIOR DE MINAS GERAIS Os cartórios dos grotões mineiros têm uma longa tradição e estão intrinsecamente ligados à história e à cultura das comunidades locais. Ao declará-los como patrimônio material e imaterial do Estado, Ricardo Campos pretende preservar esses elementos históricos e culturais, além de fortalecer a identidade regional para as futuras gerações. Ricardo ressaltou ainda que “Essas emendas são ações concretas e precisam muito do apoio de toda a população mineira, em especial aquela que faz uso desses pequenos cartórios, e também do apoio de todos profissionais que trabalham direta e indiretamente nesses cartórios.” As emendas apresentadas objetivam incentivar a instalação e manutenção desses estabelecimentos em áreas de maior vulnerabilidade social, através de ações concretas que busquem alcançar uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todos os cidadãos, independentemente de sua condição socioeconômica, tenham a oportunidade de exercer seus direitos e cidadania plenamente.

CIÚMES – Homem executa ex-companheira, caixa do Supermercado BH, e se mata

Um homem identificado como Rudson Gomes Maia, de 51 anos, matou a ex-companheira e em seguida tirou a própria vida. Márcia Pereira de Matos, de 45, foi atingida com um tiro na cabeça no domingo (30), no bairro Santos Reis, em Montes Claros. De acordo com a Polícia Militar, a mulher saiu para trabalhar no supermercado quando foi abordada pelo ex-marido. Ele atirou nela, que morreu na hora. Ainda segundo a PM, Rudson se afastou da vítima por 100 metros e atirou contra a própria cabeça. O Samu prestou os primeiros atendimentos, mas ele não resistiu. Márcia e Rudson foram casados por muito tempo. Os policiais acreditam que a motivação do crime seja por ele não ter aceitado o fim do relacionamento. O local foi periciado pela Polícia Civil. Em seguida, os corpos foram encaminhados para o IML. Tragédia anunciada – O ex já havia tentado matar a mulher no ano passado. Em dezembro, Rudson fingiu ser entregador, atirou no rosto da vítima e contra o atual namorado dela. Márcia foi atingida no rosto e no braço. Na ocasião, ela contou aos policiais que atenderam a ocorrência que tinha terminado o relacionamento há dois anos, passando a ser ameaçada e perseguida pelo ex-marido. Com G1 Supermercado BH é criticado A filial do Supermercado BH do bairro Santos Reis vem sendo criticada nas redes sociais após o assassinato de Márcia Pereira. Moradores, colegas e amigos criticaram a falta de sensibilidade do estabelecimento por não ter dispensado os colegas de Márcia, depois do episódio. Alegam que o pessoal de outras lojas poderiam ser remanejados, caso o local não fosse fechado, como foi o caso. Continue lendo após a publicidade O clima de tristeza se instalou na loja, com muita gente trabalhando chorando. Em uma postagem na rede social, um morador do bairro comenta: “a gerência do Supermercado não fechou, não demonstrou nenhuma condolência pelo ocorrido e nem dispensou os funcionários mais próximos da vítima”. Um cliente contou que ficou muito triste ao ver uma atendente chorando: “as lágrimas corriam enquanto a funcionária trabalhava no caixa”. Perguntamos se houve algum posicionamento da direção a respeito do ocorrido e uma das funcionárias relatou que o caso foi comunicado e lamentado no grupo de WhatsApp dos empregados, apenas. Ela confirmou que estava trabalhando com o estado emocional abalado, mas não houve determinação de dispensa para quem estava nessas condições. Não conseguimos falar com o responsável pela filial e não encontramos nenhuma nota da empresa em seus canais de comunicação. Por Tico Cordeiro (Aconteceu na Maiada)