Luto: Morre de câncer, aos 50 anos, a artista Preta Gil

A artista lutava contra um câncer desde 2023 e estava em tratamento nos Estados Unidos cantora e compositora Preta Gil morreu neste domingo (20). Ela não suportou o tratamento contra o câncer, que vinha realizando nos Estados Unidos. A artista teve uma piora em seu quadro de saúde, na quarta-feira (16). Ela, que tinha 50 anos, se dirigiu à clínica para mais uma sessão de quimioterapia e passou mal. Lá, os médicos detectaram que a doença havia se alastrado. Preta iniciou tratamento contra a doença em janeiro de 2023, quando anunciou o diagnóstico. Filha de Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, ela teve apenas um filho: Francisco Gil, músico que completa o trio do grupo Gilsons. A informação da morte foi confirmada pela equipe da artista. Preta Maria Gadelha Gil Moreira era sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa. Ela nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 1974. Preta encarou preconceitos desde a infância e utilizava sua visibilidade para combater racismo, gordofobia e homofobia. “Eu costumo dizer que eu era a Preta no mundinho da Tropicália, achava que as pessoas eram que nem a minha família. O mundo não era assim”, afirmou, em entrevista à revista Forbes. Dificuldade para registrar nome no cartório Preta relatava com frequência o momento difícil quando o pai foi registrá-la no cartório. “Se fosse Branca, Rosa ou Clara, pode? Acho que a senhora já registrou muitas”, argumentou o Gilberto Gil. O tabelião, então, rebateu que só faria o registro se fosse incluído um nome católico no registro oficial. A avó sugeriu um nome composto: Preta Maria, e o tabelião concordou.
Morre José Maria Marin, ex-presidente da CBF, aos 93 anos

Marin presidiu a CBF entre 2012 e 2015, ano em que foi preso por envolvimento no escândalo conhecido como Fifagate O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, morreu na madrugada deste domingo (21), aos 93 anos, em São Paulo. Ele passou mal em casa na noite de sábado e foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, mas não resistiu e faleceu na unidade hospitalar. Marin enfrentava problemas de saúde nos últimos meses, agravados por um AVC sofrido no fim de 2023. Figura conhecida tanto pela influência quanto pelas controvérsias no esporte e na política, Marin vivia de forma reservada na capital paulista desde que deixou a vida pública. O velório está marcado para a tarde deste domingo na capital paulista. Da política ao escândalo internacional José Maria Marin construiu uma trajetória marcada por influência nos bastidores, envolvimento com o regime militar e, sobretudo, pelo escândalo de corrupção que abalou o futebol mundial: o Fifagate. Filho de imigrantes espanhóis e com formação em Direito pela USP, Marin iniciou sua carreira política nos anos 1960, quando foi eleito vereador em São Paulo pelo extinto Partido de Representação Popular (PRP), ligado ao integralismo. Com a ditadura militar, filiou-se à Arena e ocupou cargos de destaque, como deputado estadual, vice-governador e, por dez meses, governador de São Paulo, substituindo Paulo Maluf. Foi nessa época que ganhou fama de aliado fiel do grupo político de Maluf, chegando a ter as contas de seu governo reprovadas e sendo envolvido em suspeitas de má gestão de recursos públicos. No futebol, presidiu a Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988, e, em 2012, assumiu a presidência da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira. Sua gestão à frente da entidade foi marcada por denúncias de corrupção e práticas obscuras nos bastidores do esporte. A queda veio em 2015, quando Marin foi preso na Suíça durante uma operação coordenada pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos EUA, no escândalo que ficou conhecido como Fifagate. Ele foi acusado de participar de um esquema de suborno e lavagem de dinheiro em contratos relacionados a transmissões e eventos esportivos. Extraditado para os Estados Unidos, foi condenado à prisão e permaneceu detido até 2020, quando foi autorizado a cumprir o restante da pena em prisão domiciliar no Brasil, devido ao seu estado de saúde. Outro episódio que o marcou publicamente ocorreu em 2012, quando foi flagrado por câmeras de televisão colocando no bolso uma medalha da Copa São Paulo de Futebol Júnior destinada a um jogador do Corinthians. Embora a Federação Paulista tenha tentado justificar o ato, a cena virou motivo de piada e alimentou a imagem de “corrupto” que pesava contra o então dirigente. Ao retornar ao Brasil, Marin vendeu bens para arcar com custos judiciais, incluindo uma mansão em área nobre de São Paulo.
Transporte Público – Atuação do vereador Rodrigo Cadeirante vai das denúncias à solução dos problemas

O valor da tarifa do transporte coletivo em Montes Claros, R$ 4,60, é desproporcionalmente alto, considerando a má qualidade do serviço oferecido à população. Se o usuário utilizar o mínimo de dois ônibus por dia terá comprometido ao final do mês, apenas com transporte, R$ 276 do seu orçamento. O Consórcio Mocbus, representante das empresas que exploram o transporte público na cidade, é alvo de severas críticas, replicadas na tribuna da Câmara Municipal pelo vereador Rodrigo Cadeirante. Soma-se a isso o insistente descumprimento por parte das concessionárias do contrato celebrado com a Prefeitura. Além de caro, o serviço peca pelo longo tempo de espera nos pontos de ônibus, superlotação, redução de linhas, precariedade dos veículos, número insuficiente de linhas, exploração de mão de obra, baixos salários pagos a cobradores e motoristas, problemas na acessibilidade e o mau funcionamento do Transpecial – opção de transporte voltado para as pessoas com restrições de locomoção -, entre outros. A ofensiva de Rodrigo Cadeirante às empresas prestadoras já lhe rendeu vários processos, todos vencidos por ele na Justiça, que entendeu a relevância das denúncias e o direito à inviolabilidade do mandato, previsto no artigo 29, inciso VIII da Constituição. Para Cadeirante, o serviço prestado em Montes Claros “é uma verdadeira porcaria”. As concessionárias já foram, inclusive, obrigadas a indenizar o vereador, que é cadeirante, pelas dificuldades enfrentadas por ele para acessar os ônibus, devido à falta de elevador. Graças à cruzada dele contra a ineficiência e omissão das empresas, elas tiveram que adaptar os veículos para o acesso das pessoas com deficiências. Uma nova iniciativa do vereador pretende, agora, elevar para dois os espaços reservados aos cadeirantes nos novos ônibus elétricos que a Prefeitura adquiriu para servir ao transporte coletivo urbano. A solicitação foi feita por ele via requerimento ao prefeito Guilherme Guimarães, aprovado pela Câmara. Rodrigo Cadeirante fala com propriedade dos problemas acarretados às pessoas pela má qualidade do transporte. Ele próprio já sentiu isso na pele, obrigado inúmeras vezes a permanecer na rua de madrugada, junto com os filhos, porque os coletivos não dispunham de veículos adaptados. Cadeirante lembra que o transporte público é considerado um direito social garantido pela Constituição (artigo 6º), como educação, saúde e moradia. Isso significa que o acesso à mobilidade urbana, pelo transporte público, é um direito fundamental do cidadão, devendo ser assegurado pelo Estado no intuito de assegurar a mobilidade urbana e a dignidade dos cidadãos. “Por isso, sou favorável a que o município subsidie o serviço, porque não se trata apenas de subsídio, de oferecer transporte gratuito para a população. Está tratando de mobilidade urbana e principalmente de inclusão”, destacou. Rodrigo Cadeirante citou exemplos, como o de uma pessoa que está procurando emprego, mas não tem como custear o deslocamento para entregar seu currículo; de um pai que não tem como levar o filho deficiente a uma escola especial; ou de um vendedor de salgados que fica impossibilitado de ampliar sua clientela, por falta de condições de pagar o lotação diariamente para se destacar aos locais de maior movimento. Texto e foto: Waldo Ferreira
Governo Trump revoga visto de Moraes e de ministros do STF

Em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, acusou a Corte de perseguir Bolsonaro O secretário de Estado do governo de Donald Trump, nos EUA, Marco Rubio, afirmou na noite desta sexta-feira (18) que determinou o cancelamento do ministro Alexandre de Moraes e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Somente André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux foram excluídos das sanções. “O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos. Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, declarou Rubio. .@POTUS made clear that his administration will hold accountable foreign nationals who are responsible for censorship of protected expression in the United States. Brazilian Supreme Federal Court Justice Alexandre de Moraes's political witch hunt against Jair Bolsonaro created a… — Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 18, 2025 A decisão de Marco Rubio ocorre no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal (PF), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que Bolsonaro, em conluio com seu filho Eduardo Bolsonaro, atentou contra a soberania do Brasil ao provocar o governo de Donald Trump a sancionar o país e, dessa forma, interferir no julgamento de todos os envolvidos na trama golpista. Moraes cita Abraham Lincoln e diz que Bolsonaro e Eduardo auxiliam Trump em “atos hostis” Nas 47 páginas da decisão em que determinou medidas restritivas, entre elas a colocação de tornozeleira eletrônica, a Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o ex-presidente e o filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atuam junto ao presidente dos EUA, Donald Trump, “com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”. Para Moraes, as condutas de Bolsonaro e Eduardo configuram “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos, em especial dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania e permanecem, sempre no sentido de induzirem, instigarem e auxiliarem governo estrangeiro à prática de atos hostis ao Brasil e à ostensiva tentativa submissão do funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América, com a finalidade de ‘arquivamento/extinção’ da AP 2668”. A ação citada por Moraes é referente ao julgamento de Jair Bolsonaro e a quadrilha que tentou um golpe de Estado no Brasil e que deve levar o ex-presidente à prisão. Em seguida, Moraes cita o escritor brasileiro Machado de Assis para dizer que “a soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional” e afirma que “Soberania Nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil”. O ministro diz ainda que “o Supremo Tribunal Federal sempre será absolutamente inflexível na defesa da Soberania Nacional e em seu compromisso com a Democracia, os Direitos Fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário Nacional e os princípios constitucionais brasileiros” e faz referência a Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, responsável pela manutenção da União e pela Proclamação de Emancipação, que afirmava que “os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”. A pedido de Moraes, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, convocou uma sessão extraordinária virtual para que a decisão seja submetida ao referendo. O Plenário Virtual começará hoje (18) ao meio-dia, e terminará na próxima segunda-feira, às 23h59.
Bolsonaro é alvo de operação da PF e terá que usar tornozeleira eletrônica

STF autorizou monitoramento 24h após desconfiança sobre tentativa de asilo nos EUA A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta sexta-feira (18), mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília (DF). A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui ordens de cumprimento também em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro. Segundo aliados ouvidos pela imprensa, o ex-presidente estava em casa, no bairro Jardim Botânico, no momento em que os agentes chegaram. Bolsonaro foi levado à PF, onde o aparato está sendo instalado em seu corpo. Ele também não poderá utilizar as redes sociais e terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã. O ex-presidente foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), e com outros réus e investigados pelo Supremo. A decisão do STF teria sido motivada, entre outros fatores, pela suspeita de ministros da Corte de que Bolsonaro poderia tentar pedir asilo ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, país onde seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), está atualmente em busca de apoio para o ex-presidente. As novas medidas restritivas contra Bolsonaro acontecem na reta final do processo no qual ele é acusado de tentativa de golpe de Estado. O caso é investigado pelo Supremo e reúne provas de que, após a derrota nas eleições de 2022, o então presidente teria se articulado com aliados civis e militares para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Julgamento no STF e pressão de Trump O processo que investiga a tentativa de golpe está em sua fase final. Na última segunda-feira (14), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou suas alegações finais, pedindo a condenação de Bolsonaro por cinco crimes, incluindo golpe de Estado, formação de organização criminosa armada e dano ao patrimônio da União. A pena pode ultrapassar 40 anos de prisão. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro foi o “principal articulador e maior beneficiário” do plano golpista e atuou para corroer a confiança nas instituições públicas e no processo eleitoral. A expectativa é que o julgamento ocorra entre o final de agosto e o início de setembro. Enquanto isso, o ex-presidente intensificou sua campanha por anistia. O movimento ganhou força após Donald Trump anunciar, em 9 de julho, uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, com a justificativa de que o STF estaria restringindo a liberdade de expressão ao punir plataformas digitais estadunidenses. A família Bolsonaro passou a afirmar que apenas a anistia poderia levar os EUA a reverter a decisão. Nem o STF, nem o governo federal cederam. O presidente Lula afirmou em pronunciamento na noite desta quinta-feira (17) que tentativas de interferência estrangeira são “chantagens inaceitáveis” e classificou os aliados de Bolsonaro como “verdadeiros traidores da pátria”. “Contamos com um Judiciário independente”, disse o presidente.
Câmara aprova PL da Devastação, maior retrocesso ambiental desde a ditadura

Por 267 votos a 116, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (17) o projeto de lei que desmantela as atuais regras de licenciamento ambiental no país. A matéria, que foi aprovada em maio no Senado, segue à sanção presidencial. O PL da Devastação, como foi batizado, é considerado o maior retrocesso ambiental legislativo desde a ditadura militar. De acordo com especialistas, o projeto legitima a ampla aplicação da Licença por Adesão e Compromisso (LAC), o chamado autolicenciamento, em que o empreendedor faz uma declaração pela internet sem apresentar qualquer estudo ambiental. Além disso, promove a Licença Ambiental Especial (LAE), que dará tratamento político a grandes projetos. O PL da Devastação também restringe a atuação de órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A maioria do parlamento decidiu dar às costas aos apelos do governo, da comunidade científica, da sociedade e dos empresários comprometidos com o desenvolvimento sustentável.
Em pronunciamento, Lula defende soberania e denuncia chantagem de Trump

Em sua fala, o presidente também criticou os traidores da pátria e disse que ninguém está acima da lei O presidente Lula denunciou nesta quinta-feira (17), em pronunciamento à Nação, a chantagem feita pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou um tarifaço de 50% contra as exportações brasileiras e citou o inquérito da trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro (PL) como justificativa para lançar a guerra comercial contra o Brasil. “Uma chantagem inaceitável em forma de ameaças. Informações falsas sobre o comércio”, disse Lula, acrescentando que “tentar interferir” no Brasil “é um grave atentado à soberania”. “Minha indignação é ainda maior por saber que esse ataque ao Brasil tem o apoio de alguns políticos brasileiros. São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo”, continuou. O presidente afirmou também que o Brasil tem um “Poder Judiciário independente”, com o “devido processo legal” e o direito à “ampla defesa”. Segundo Lula, “a defesa da nossa soberania” também “se aplica a plataformas digitais estrangeiras” no Brasil. “Ninguém está acima da lei. Usam redes digitais para golpes, fraudes, racismo, atacar a democracia, alimentar ódio”. Ainda no pronunciamento, o presidente repudiou as “falsas alegações sobre práticas desleais brasileiras” feitas por Trump na carta endereçada ao petista no último dia 9 para tentar dar um motivo para a guerra tarifária. Leia a íntegra do pronunciamento de Lula: Minhas amigas e meus amigos, Fomos surpreendidos, na última semana, por uma carta do presidente norte-americano anunciando a taxação dos produtos brasileiros em 50%, a partir de 1º de agosto. O Brasil sempre esteve aberto ao diálogo. Fizemos mais de 10 reuniões com o governo dos Estados Unidos, e encaminhamos, em 16 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos. Contamos com um Poder Judiciário independente. No Brasil, respeitamos o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional. Só uma pátria soberana é capaz de gerar empregos, combater as desigualdades, garantir saúde e educação, promover o desenvolvimento sustentável e criar as oportunidades que as pessoas precisam para crescer na vida. Minha indignação é ainda maior por saber que esse ataque ao Brasil tem o apoio de alguns políticos brasileiros. São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo. Minhas amigas e meus amigos, a defesa da nossa soberania também se aplica à atuação das plataformas digitais estrangeiras no Brasil. Para operar no nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras são obrigadas a cumprir as regras. No Brasil, ninguém — ninguém — está acima da lei. É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que se utilizam das redes digitais para promover golpes e fraudes, cometer crime de racismo, incentivar a violência contra as mulheres e atacar a democracia, além de alimentar o ódio, violência e bullying entre crianças e adolescentes, em alguns casos levando à morte, e desacreditar as vacinas, trazendo de volta doenças há muito tempo erradicadas. Minhas amigas e meus amigos, Estamos nos reunindo com representantes dos setores produtivos, sociedade civil e sindicatos. Essa é uma grande ação conjunta que envolve a indústria, o comércio, o setor de serviços, o setor agrícola e os trabalhadores. Estamos juntos na defesa do Brasil. E faremos isso de cabeça erguida, seguindo o exemplo de cada brasileiro e cada brasileira que acorda cedo, e vai à luta para trabalhar, cuidar da família e ajudar o Brasil a crescer. Seguiremos apostando nas boas relações diplomáticas e comerciais, não apenas com os Estados Unidos, mas com todos os países do mundo. Minhas amigas e meus amigos, A primeira vítima de um mundo sem regras é a verdade. São falsas as alegações sobre práticas comerciais desleais brasileiras. Os Estados Unidos acumulam, há mais de 15 anos, robusto superávit comercial de US$ 410 bilhões de dólares. O Brasil hoje é referência mundial na defesa do meio ambiente. Em dois anos, já reduzimos pela metade o desmatamento da Amazônia. E estamos trabalhando para zerar o desmatamento até 2030. Além disso, o Pix é do Brasil. Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo. Temos um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo, e vamos protegê-lo. Minhas amigas e meus amigos, Quando tomamos posse na Presidência da República, em 2023, encontramos o Brasil isolado do mundo. Nosso governo, em apenas dois anos e meio, abriu 379 novos mercados para os produtos brasileiros no exterior. Estamos construindo parcerias comerciais com a União Europeia, a Ásia, a África e nossos vizinhos da América Latina e do Caribe. Se necessário, usaremos todos os instrumentos legais para defender a nossa economia. Desde recursos à Organização Mundial do Comércio até a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional. Minhas amigas e meus amigos, Não há vencedores em guerras tarifárias. Somos um país de paz, sem inimigos. Acreditamos no multilateralismo e na cooperação entre as nações. Mas que ninguém se esqueça: o Brasil tem um único dono — o povo brasileiro. Muito obrigado.
Lula retoma popularidade e reduz rejeição, aponta Quaest

Aprovação de Lula sobe para 43% e desaprovação cai para 53%, com avanço entre eleitores mais críticos, segundo pesquisa Genial/Quaest – A mais recente pesquisa Genial/Quaest revela um movimento significativo na opinião pública brasileira: o governo Lula (PT) apresentou recuperação de popularidade entre maio e julho deste ano, especialmente entre setores tradicionalmente mais críticos ao presidente. O fator central para essa mudança, segundo a análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest, foi o confronto diplomático e comercial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo a imposição de tarifas ao Brasil. A aprovação do governo subiu de 40% para 43% (+3 pontos), enquanto a desaprovação caiu de 57% para 53% (-4 pontos), reduzindo o saldo negativo de -17 para -10 pontos percentuais. Os dados foram destacados por Felipe Nunes no X, antigo Twitter, nesta quarta-feira (16): “o que chama atenção é que a melhora na popularidade se deu principalmente fora das bases de apoio tradicionais do governo”. 1/ Genial/Quaest: Confronto com Trump ajuda governo Lula a recuperar popularidade – aprovação sai de 40% para 43% (+3) e desaprovação passa de 57% para 53% (-4) entre maio e julho. Saldo negativo que era de -17 passa para -10 pontos. Segue o fio… pic.twitter.com/vzi7O4ilju — Felipe Nunes (@profFelipeNunes) July 16, 2025 Avanço no Sudeste e entre os moderados – A melhora foi especialmente acentuada no Sudeste, onde a diferença negativa caiu de -32 para -16 pontos. Também se destacou o avanço entre os eleitores com ensino superior completo, cujo saldo negativo despencou de -31 para -8 pontos. No recorte por renda, foi entre os brasileiros de classe média que a mudança mais expressiva foi detectada: a rejeição caiu de -19 para -9 pontos. Entre os eleitores alinhados à esquerda, a aprovação do governo segue acima de 80%, enquanto entre os bolsonaristas permanece abaixo de 12%. Mas foi no centro político que a mudança chamou mais atenção. Nunes apontou que “a mudança mais significativa foi captada nos setores moderados, onde o saldo negativo passou de -28 pp para -16 pp”. ‘Trump uniu lulistas e moderados’ – A Quaest investigou os fatores que explicam a recuperação do governo e identificou três eixos principais: o embate com Donald Trump, a leve melhora da percepção econômica e a campanha de comunicação baseada na ideia de “nós contra eles”. Segundo o levantamento, 66% da população tomou conhecimento da carta enviada por Trump a Lula, e 79% acreditam que as tarifas impostas prejudicarão suas vidas. Além disso, 72% avaliam que o presidente dos EUA errou ao justificar as taxas com base em uma suposta perseguição a Jair Bolsonaro (PL). Para Nunes, o impacto foi claro: “o tarifaço contra o Brasil conseguiu unir a esquerda, os lulistas e os moderados (sem posicionamento); mas dividiu a direita e os bolsonaristas. Ou seja, empurrou o ‘centro’ para o colo do Lula”. A maioria da população (53%) também apoia a resposta firme de Lula, que defendeu retaliação com medidas equivalentes. Lula vence Bolsonaro na opinião pública – Outro ponto da pesquisa indica que, no embate político entre Lula e Bolsonaro, o atual presidente sai vitorioso: 44% acreditam que Lula está se saindo melhor, contra 29% que apontam Bolsonaro como superior. A percepção econômica, por outro lado, teve um impacto mais tímido. Embora os brasileiros estejam menos pessimistas, a variação entre maio e julho foi pequena. A única mudança relevante foi a redução na percepção de alta dos preços de alimentos, em linha com os índices de inflação que mostram desaceleração. Já sobre a expectativa para o próximo ano, a pesquisa revela um dado preocupante: 43% dos entrevistados acreditam que a economia vai piorar, um reflexo direto da insegurança provocada pelas medidas de Trump. Justiça tributária tem potencial, mas ainda não engajou – A campanha do governo pela taxação dos super-ricos, apesar de bem recebida por grande parte da população, ainda não conseguiu alcançar o grande público. Apenas 43% conhecem a proposta de “justiça tributária” e só 17% afirmam ter visto os vídeos promovidos pelo governo com uso de inteligência artificial. O tema, no entanto, possui forte apoio: 63% defendem aumento de impostos sobre os mais ricos para aliviar a carga sobre os mais pobres. A proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil conta com 75% de aprovação, e o aumento da tributação sobre super-ricos é apoiado por 60%. A dificuldade de engajamento pode estar na forma como o conteúdo foi apresentado. Segundo a pesquisa, 53% acreditam que uma abordagem que contrapõe “ricos contra pobres” acirra a polarização. “É a escolha tática que o governo vai ter que fazer assim que retomar o assunto”, alertou Nunes. A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 14 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.
Trump reafirma tarifa de 50% ao Brasil e admite motivação política

“O que fazem com Bolsonaro é uma desgraça” – Fala desta quarta repete o teor da carta enviada por Trump a Lula na semana passada, na qual classificou o processo contra Bolsonaro como “caça às bruxas” – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a justificar nesta quarta-feira (16) a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros com base em razões políticas. Em fala à imprensa na Casa Branca, após reunião bilateral com o príncipe do Bahrein, o republicano confirmou que a punição ao Brasil tem como objetivo pressionar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “[Taxamos] 50% em um caso, o Brasil, porque o que estão fazendo com o ex-presidente é uma desgraça”, declarou Trump, de acordo com o portal g1, acrescentando: “Conheço o ex-presidente e ele lutou muito pelo povo brasileiro. Acredito que ele é um homem honesto e o que estão fazendo com ele é terrível”. O republicano se refere ao processo no STF que julga Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A Procuradoria-Geral da República já apresentou alegações finais pedindo a condenação do ex-presidente. A fala desta quarta repete o teor da carta enviada por Trump a Lula na semana passada, na qual classificou o processo contra Bolsonaro como “caça às bruxas” e uma “vergonha internacional”. Ele também ameaçou ampliar as tarifas caso o Brasil não ceda a suas exigências — o que inclui, segundo ele, “liberdade para plataformas digitais americanas” e fim de “barreiras comerciais”
Leninha é a nova presidente estadual do PT de Minas Gerais

A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo PT do estado Após uma eleição conturbada, a deputada estadual e 1ª vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Leninha (PT), foi eleita presidente do diretório estadual de seu partido com 56,46% dos votos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo PT do estado. Na eleição municipal de Belo Horizonte, Guima Jardim foi reconduzido com 55,21% dos votos. A votação ainda consolidou o nome do já eleito presidente nacional da sigla, Edinho Silva, com 66,88% dos votos em Minas Gerais. No estado, a candidata disputou contra Juanito Vieira e Esdras de Queiroz, que ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugar na disputa. A corrida não teve o nome de Dandara Tonantzin, que havia se lançado como candidata, mas foi impedida de disputar por não ter pago uma dívida com o partido dentro do prazo. Grande parte dos apoiadores de Dandara sustenta que a impugnação foi “injusta” e destacam que a eleição, sem ela, ficou comprometida. A nova presidente do PT de Minas Gerais nasceu em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, e assumiu em 2023 o segundo mandato na Assembleia. Graduada em ciências biológicas e mestre em Desenvolvimento Social pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), foi professora tanto da rede estadual quanto da municipal de ensino. Leninha chegou a ser diretora estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Edcuação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Fonte: Itatiaia