Brasil dá vexame e é goleado pela Argentina nas Eliminatórias

Seleção Brasileira foi dominada pela Seleção Argentina no Monumental de Núñez e perdeu por 4 a 1 em duelo das Eliminatórias para a Copa do Mundo Um vexame histórico para o futebol nacional. Nesta terça-feira (25/3), a Seleção Brasileira não ofereceu perigo, foi dominada pela Argentina e sofreu goleada por 4 a 1 no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O Brasil viveu um pesadelo no primeiro tempo. Passivo na marcação e sem criatividade ofensiva, viu a Argentina abrir 2 a 0 em menos 15 minutos, com Julián Álvarez e Enzo Fernández, e escutou a torcida gritar “olé” na medida em que os adversários tocavam a bola. Após erro de Romero, Matheus Cunha até diminuiu o placar, mas pouco depois os donos da casa marcaram o terceiro, com Mac Allister. Na etapa final, a Argentina diminuiu o ritmo em relação aos 45 minutos anteriores, mas seguiu melhor que o Brasil – tanto é que aproveitou de uma falha da defesa canarinho para marcar o quarto com Giuliano Simeone. Mal defensivamente, a Seleção também não soube o que fazer no momento de atacar. Posição na tabela Já garantida na Copa do Mundo, a Argentina segue na liderança das Eliminatórias, agora com 31 pontos – oito a mais que o Equador, que está em segundo lugar. Já o Brasil caiu para quarto e soma seis unidades acima da Venezuela, primeiro time fora da zona de classificação direta: 21 a 15. Próximos jogos Tanto Argentina quanto Brasil só voltam a campo na primeira semana de junho. A atual campeã do mundo visita o Chile pela 15ª rodada das Eliminatórias, enquanto a Seleção joga contra o Equador fora de casa. O jogo entre Argentina e Brasil O início de partida não foi bom para o Brasil. Logo aos quatro minutos, Thiago Almada lançou Julián Alvarez na área. O atacante dividiu com Guilherme Arana e Murillo, se deu melhor e tocou na saída de Bento: 1 a 0. A vantagem no placar empolgou os torcedores argentinos, que deram gritos de “olé” na medida em que os comandados de Lionel Scaloni tocavam a bola entre si. Pouco agressiva, a marcação brasileira deu liberdade aos adversários. A partir de uma saída de bola pelo chão, a Argentina ligou a defesa ao ataque até que a posse chegou em Rodrigo De Paul, que tocou Molina no lado direito. O lateral cruzou rasteiro para Enzo Fernández marcar o gol após desvio em Murillo: 2 a 0 aos 12 minutos. Se por conta própria o Brasil não conseguiu criar chances de perigos, um erro de Cuti Romero ajudou o time a diminuir o placar. Aos 26, o zagueiro foi pressionado e falhou na frente de Matheus Cunha, que chutou de fora da área no canto esquerdo de Dibu Martínez: 2 a 1. Depois de balançar as redes, a Seleção passou a ter mais a posse da bola, concentrando os ataques pelo lado esquerdo, com Vinicius Júnior e, em alguns momentos, Matheus Cunha. Diminuiu também a passividade quando os argentinos trocavam passes. Mas o pesadelo não havia acabado. Nos melhores minutos brasileiros na partida, o balde de água fria veio. Aos 37, em jogada que começou em cobrança de escanteio do lado esquerdo, a bola caiu nos pés de Enzo Fernández na direita. O meio-campista fez lançamento para Mac Allister, que encobriu Bento: 3 a 1. A principal vantagem dos argentinos sobre os brasileiros se deu no meio campo. Enquanto os campeões do mundo por vezes tiveram cinco jogadores no setor, a Canarinho esteve sobrecarregada com somente André e Joelinton como responsáveis por controlar o jogo no espaço central. Segundo tempo Dorival Júnior promoveu três alterações no intervalo, mas elas não tiveram efeitos práticos no jogo. A inferioridade numérica no meio-campo seguiu, o que propiciou à Argentina liberdade para trocar passes. Os donos da casa, por outro lado, diminuíram o ímpeto ofensivo, o que deu mais calma ao jogo. Ainda assim, o Brasil teve dificuldade para criar ações de ataque, sendo que as poucas saíram de inspirações individuais de Vinicius Junior. Mas a derrota ainda viraria goleada. Aos 26 minutos, De Paul lançou do meio campo para Tagliafico, que cruzou rasteiro na área. A bola passou por Marquinhos e Guilherme Arana, que, desatentos, viram Giuliano Simeone balançar as redes: 4 a 1. O quarto gol abateu de vez a Seleção Brasileira, que seguiu um vazio coletivamente e nem mesmos os principais jogadores, como Vini Jr e Raphinha, conseguiram criar algo. Nas arquibancadas, os gritos de “olé” seguiram até o fim da partida. Argentina x Brasil Argentina Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico (Medina, aos 30′ do 2ºT) ; Paredes (Palacios, aos 36′ do 2ºT), Enzo Fernández, Mac Allister (Nico Paz, aos 30′ do 2ºT) e De Paul; Thiago Almada (Giuliano Simeone, aos 23′ do 2ºT) e Julián Álvarez (Ángel Correa, aos 36′ do 2ºT) Técnico: Lionel Scaloni. Brasil Bento; Wesley, Marquinhos, Murillo (Léo Ortiz, no intervalo) e Guilherme Arana; Joelinton (João Gomes, no intervalo) e André (Éderson, aos 38′ do 2ºT); Raphinha, Rodrygo (Endrick, no intervalo) e Vinicius Júnior; Matheus Cunha (Savinho, aos 24′ do 2ºT). Técnico: Dorival Júnior. Gols: Julián Álvarez, aos quatro minutos do primeiro tempo; Enzo Fernández, aos 12 minutos do primeiro tempo; Mac Allister, aos 37 minutos do primeiro tempo; Giuliano Simeone, aos 26 minutos do segundo tempo (Argentina) / Matheus Cunha, aos 26 do primeiro tempo (Brasil) Cartões amarelos: Tagliafico, Thiago Almada, Otamendi, De Paul e Enzo Fernández (Argentina) / Murillo, Raphinha, André, Léo Ortiz e Endrick (Brasil) Motivo: 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 Local: Monumental de Núñez, Buenos Aires, Argentina Data: 25/3/2025 Horário: 21h (de Brasília) Árbitro: Andre Rojas (Colômbia) Assistentes: Alexander Guzman e Richard Ortiz (Colômbia) VAR: John Perdomo (Colômbia)
Acesso ao São Geraldo II – Prefeitura projeta construção do trevo e abre conversa com DNIT

A Prefeitura de Montes Claros, em convênio com o Governo Federal, por intermédio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), construirá em breve o trevo de acesso ao bairro São Geraldo II. A perigosa travessia, pela BR-365, é um dos maiores gargalos enfrentados pelos moradores daquela parte da cidade e já provocou vários acidentes, vitimando moradores. O compromisso foi firmado pelo prefeito Guilherme Guimarães, com apoio do deputado federal Marcelo Freitas, em resposta à cobrança do vereador Rodrigo Cadeirante feita durante solenidade para anúncio de asfaltamento de ruas do bairro. O vereador revelou que o município já cogitou se responsabilizar em resolver o problema, mas enfrentou resistência por parte do DNIT, uma vez que o local está sob a jurisdição de uma rodovia federal. Rodrigo reforçou que a obra é primordial para garantir a segurança e solicitou empenho de Freitas para intermediar o diálogo com o DNIT como forma de agilizar a execução da obra. O deputado anunciou que empenhará recursos de emenda parlamentar para o serviço tão logo o projeto esteja pronto. Guilherme Guimarães determinou ao secretário municipal de Infraestrutura e Planejamento Urbano, Vanderlino Silveira, a elaboração de projeto para a construção do trevo de acesso. Antes disso, porém, prometeu dotar o local de iluminação, como forma de amenizar a situação enquanto o problema não é resolvido de forma integral. Outra demanda ao DNIT será a recolocação do radar, pois sua retirada aumentou os riscos de acidentes, devido ao abuso na velocidade empreendida pelos veículos. Durante o encontro, para a assinatura da ordem de serviço de pavimentação de nove ruas com recursos de emenda impositiva de Rodrigo Cadeirante, ele também cobrou do prefeito o asfaltamento da estrada de acesso à Comunidade de Gameleira. Texto e fotos: jornalista Waldo Ferreira
Brasil derrota Colômbia pelas Eliminatórias da Copa de 2026

Com gol decisivo de Vini Jr., Brasil assume vice-liderança das Eliminatórias para a Copa de 2026 Agência Brasil – Mais de 70 mil pessoas viram o atacante Vinicius Júnior marcar um belo gol nos acréscimos para levar o Brasil à vitória de 2 a 1 sobre a Colômbia, nesta quinta-feira (20) no estádio Mané Garrincha, em Brasília, em partida válida pela 13ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Com o resultado a seleção brasileira assumiu a vice-liderança da classificação das Eliminatórias com 21 pontos conquistados. Já os colombianos ficaram na 6ª colocação com 19 pontos. O próximo compromisso do Brasil é contra a líder Argentina, na próxima terça-feira (25), a partir das 21h (horário de Brasília), no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (Argentina). A equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior começou a partida em alta rotação, com os jogadores de frente não guardando posição e criando boas oportunidades de marcar. Uma dessas oportunidades, logo aos 3 minutos do primeiro tempo, foi criada por Raphinha, que lançou Vinicius Júnior em profundidade. O atacante do Real Madrid (Espanha) invadiu a área em velocidade e foi derrubado por Muñoz. Pênalti marcado para o Brasil. Raphinha então foi para a cobrança e deslocou o goleiro Vargas para abrir o marcador. A seleção brasileira continuou mantendo o controle das ações, até os 28 minutos, quando o volante Gerson sentiu uma lesão e deixou o campo para a entrada de Joelinton. Sem poder contar mais com o jogador do Flamengo, o Brasil passou a ter mais dificuldades na saída de bola, oferecendo espaços para o ataque colombiano. E foi justamente de uma falha do substituto de Gerson que nasceu o gol de empate da Colômbia. Arias ganhou a bola de Joelinton nas proximidades da área e encontrou Lerma, que tocou para James Rodríguezs, que serviu Luis Díaz. O atacante do Liverpool (Inglaterra) teve então liberdade para bater cruzado para superar o goleiro Alisson aos 40 minutos da etapa inicial. Percebendo que o seu time encontrava dificuldades no jogo, o técnico Dorival Júnior passou a realizar mudanças em sua equipe após o intervalo. Primeiro substituiu Matheus Cunha por João Pedro. E depois promoveu as entradas do lateral Wesley, do volante André e do atacante Savinho. A partir daí a seleção brasileira começou a ter uma melhor produção ofensiva pelo lado direito, onde Savinho e Wesley criavam várias tramas ofensivas. Já os colombianos passaram a tentar amarrar o jogo, com o objetivo de garantir o empate final. Porém, já nos acréscimos da etapa final, o Brasil contou com o talento de Vinicius Júnior para sair com a vitória. O jogador do Real Madrid recebeu na intermediária e acertou um chute colocado, que desviou em Lerma antes de morrer no fundo do gol defendido por Vargas
Congresso aprova orçamento da União para 2025 e prevê teto de R$ 2,2 trilhões

Bolsa Família, Farmácia Popular, auxílio-gás e ações de cultura perderam orçamento em relação a 2024 Após intensas costuras políticas, o Congresso Nacional aprovou a proposta de orçamento da União para 2025 na tarde desta quinta-feira (20). A votação da medida estava atrasada desde dezembro, prazo constitucional para a análise do texto, por falta de acordo em relação ao conteúdo. O texto chancelado por deputados e senadores é o parecer do relator, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), que prevê para as despesas públicas um teto de R$ 2,2 trilhões, limite definido pelo arcabouço fiscal, fixado pela Lei Complementar nº 200/2023. A proposta recebeu sinal verde por meio de votação simbólica, método em que não há computação individual dos votos, e contou com ressalvas contrárias apenas do partido Novo e do deputado Kim Kataguiri (União-SP). A medida tramita formalmente como Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 26/2024, de autoria do Poder Executivo. Um dos destaques da proposta é o fato de o relatório ter sido aprovado com uma projeção de superávit bem acima do esperado: o texto inicial do governo previa R$ 3 bilhões de sobras nas contas da União após o pagamento das despesas, enquanto o texto final do Congresso calcula um total de R$ 15 bilhões. “Foi fruto também da inflação do período, da alta do SM [salário mínimo]. Teve ainda a questão do dólar, porque nós exportamos vários produtos e, quando você exporta com dólar em alta, a receita de impostos se torna automaticamente maior. E foi uma luta muito grande. Eu não me recordo de quando o orçamento teve um superávit desse grau de R$ 15 bilhões”, afirmou o relator, enaltecendo ainda o fato de o PLN ter sido aprovado sem obstrução, técnica legislativa utilizada por opositores para dificultar a votação de um texto. Em linhas gerais, o PLN prevê R$ 160 bilhões para o Bolsa Família; R$ 4,2 bilhões para o programa Farmácia Popular; R$ 2,2 bilhões para o reajuste do funcionalismo federal; R$ 3 bilhões para a política de auxílio-gás; R$ 233 bilhões para a pasta da Saúde; R$ 167 bilhões para a Educação; e R$ 60 bilhões para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As políticas Bolsa Família, auxílio-gás e Farmácia Popular perderam orçamento em relação ao ano de 2024. Houve, respectivamente, queda de R$ 9 bilhões, R$ 200 milhões e R$ 1,2 bilhão. A Política Nacional Aldir Blanc, voltada a investimentos na área de cultura, tinha R$ 3 bilhões e agora ficou com apenas cerca de R$ 400 milhões, uma queda de 85%. Já o PAC teve previsão de acréscimo de R$ 13,1 bilhões para 2025 em relação ao ano anterior. Críticas Um ponto sensível da proposta é a previsão de cerca de R$ 50 bilhões para emendas parlamentares, política por meio da qual os deputados federais e senadores participam do orçamento da União definindo o destino de algumas verbas. O dinheiro costuma ser usado para irrigar projetos de instituições ligadas à base política de cada parlamentar e tem gerado sobressaltos na relação do Legislativo com o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF). A bancada do Psol votou favoravelmente ao PLN, mas fez duras críticas ao montante destinado às emendas no texto. “Nós nos recusamos a naturalizar essa lógica fiscalista, que amarra o governo Lula na tarefa urgente de ampliar investimentos e garantir os direitos da população. Portanto, o nosso voto favorável aqui hoje – que se sustenta na necessidade de aprovar a peça orçamentária e, ao mesmo tempo, de cumprir os acordos com o funcionalismo, garantir os investimentos necessários e os programas que corretamente o governo colocou no orçamento –, não pode esconder que nós seguimos naturalizando uma lógica que, essa, sim, precisava ser debatida, não só no dia da votação da peça orçamentária, mas na própria lógica como lidamos com o dinheiro público”, criticou o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ). O parlamentar destacou que a previsão de gastos públicos com as emendas ultrapassa o aumento previsto para algumas políticas públicas. “O orçamento da saúde em 2024 girou em torno de R$ 214 bilhões. Em 2025, está previsto um aumento de 8,6%. A educação sai de R$ 180 bilhões para 197 bilhões, um crescimento de 9,5%. São crescimentos acima da inflação, um acerto do governo, porém, quando olhamos as emendas parlamentares, o que nós vemos? Saúde cresceu 8%; educação, 9%, e as emendas crescem 16%. Seguimos aqui a denunciar o fato de que cada vez mais parte do orçamento, e sobretudo do gasto discricionário do governo, segue amarrada na lógica fisiológica deste parlamento, e isso está errado.” Governo Em entrevista concedida logo após a votação, o líder do governo Lula no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que o texto foi chancelado após muito debate entre as lideranças e o governo. A proposta foi fechada somente na madrugada desta quinta-feira (20). “É uma peça que foi aprovada de acordo com as diretrizes que o governo apontou. É uma peça que preserva R$ 60 bilhões de reais para o PAC, a principal ação do programa do governo, que mantém a margem de remanejamento de 25 a 30% tanto das despesas discricionárias quanto das despesas do próprio PAC. Isso agilizará a implementação das medidas e das ações do PAC pelo Brasil inteiro. E é o resultado de uma discussão longa, mas profícua, ocorrida entre o Congresso Nacional e o governo. Acho que ficou uma peça adequada para esse ciclo virtuoso que está em curso no Brasil, para o Brasil que está crescendo a uma média de 3%”, avaliou. O senador também reconheceu que o resultado final gerou críticas por conta de cortes em áreas sensíveis. “O cobertor é curto, é verdade. Tem algumas questões que vão ter que ser ajustadas ao longo do tempo, como os recursos da Cultura, sobretudo os da Lei Aldir Blanc, os recursos relativos ao meio ambiente, os recursos necessários para o combate à violência contra a mulher, mas foi por isso que a grande conquista do dia de hoje foi preservar para o governo a margem de
Dra. Sâmia, prefeita de Padre Carvalho, sofre parada cardiorrespiratória

Ela foi transportada para hospital em Montes Claros por helicóptero do Corpo de Bombeiros A prefeita de Padre Carvalho (Norte de Minas), Sâmia Medeiros, (PL), de 51 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória na manhã desta quinta-feira (20/3) e precisou ser transferida em um helicóptero do Corpo de Bombeiros (CBMMG) para Montes Claros. Ela está internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa do município. “A informação que recebemos dos médicos é que o quadro da prefeita evoluiu bem. Ela reagiu bem aos medicamentos”, revelou ao Estado de Minas o vice-prefeito de Padre Carvalho, Ailton Soares Ribeiro (União Brasil), o Preto. De acordo com o vice-prefeito, Sâmia Medeiros ainda estava dormindo quando passou mal. Ela foi levada imediatamente à Unidade Básica de Saúde (UBS) de Padre Carvalho, onde socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência e Emergência (Samu). Com o apoio da equipe do Samu, um médico da cidade atendeu e garantiu a estabilização do quadro da prefeita enquanto aguardava a chegada do helicóptero do Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV). Na sequência, ela foi transferida para Montes Claros, a 188 quilômetros de Padre Carvalho. Antes de assumir a Prefeitura de Padre Carvalho (5,058 mil habitantes), Sâmia Medeiros atuava como perita médica do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Cidade comovida Conforme Preto, o problema de saúde da prefeita causou apreensão em Padre Carvalho. “A população da cidade ficou muito comovida e sensibilizada. Quando de trata de saúde, a posição política não interfere. Problema de saúde é uma coisa que mexe com todo mundo”, afirmou Ailton. Prefeito de Janaúba internado Também no Norte de Minas, o prefeito de Janaúba, José Aparecido Mendes (PSD), está internado no Hospital Fundajan, em seu município desde segunda-feira (17/3), devido à complicação que sofreu após fazer uma cirurgia de hérnia de disco. Ele tinha sido submetido à cirurgia de hérnia de disco no sábado (15/3) e recebido alta domingo (16/3). Mas, na segunda-feira, apresentou um hematoma na região cervical e precisou passar por um novo procedimento cirúrgico. A equipe médica decidiu por mantê-lo intubado, “com objetivo de evitar a obstrução da traqueia” e também devido à complexidade do procedimento de neurocirurgia. Na quarta-feira (19/3), o vice-prefeito de Janaúba, Huarrisson Antunes, o “Bionicão”, por meio da gravação de um vídeo, divulgado nas redes socais, informou que o prefeito José Aparecido teve uma melhora e que foi “extubado”, voltando a respirar sem a ajuda de aparelho. * Com jornal Estado de Minas
Iniciativa do vereador Rodrigo Cadeirante, Montes Claros terá pista para o “Grau”

Obra começa na próxima segunda-feira e será inaugurada no dia 3 de julho, aniversário da cidade Luta do vereador Rodrigo Cadeirante, a pista para manobras sobre motos e bicicletas começa a ser construída na próxima segunda-feira (24), nas proximidades do aeroporto. É unânime entre autoridades de trânsito e agentes políticos: a obra reduzirá a preocupação dos órgãos de fiscalização em coibir essa prática nas ruas de Montes Claros. Ao mesmo tempo, a medida garantirá espaço apropriado para que seus praticantes possam se divertir sem colocar em risco sua segurança e a de terceiros. A ideia de tornar real o sonho de milhares de jovens praticantes do “Grau” – expressão popular para definir a prática do “Wheeling”, que significa empinar – é do vereador Rodrigo Cadeirante, que convenceu o ex-prefeito Humberto Souto, já falecido; e o atual, Guilherme Guimarães, da importância de reservar um espaço para a prática da modalidade e, ao mesmo tempo, livrar as ruas dessas manobras, que podem ser perigosas e são consideradas ilegais pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). As manifestações de apoio à iniciativa de Cadeirante por parte das autoridades foram feitas durante o anúncio da ordem de serviço para a construção da pista, cujas obras se iniciam no próximo dia 24, em área adjacente ao Anel Rodoviário Leste, no bairro Jardim Independência, nas proximidades do Aeroporto Mário Ribeiro da Silveira. O serviço será executado pela Empresa Municipal de Serviços, Obras e Urbanização de Montes Claros (Esurb) e está orçado em R$ 400 mil, recursos do tesouro municipal. Na sequência, o vereador vai encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei transformando o “Grau” em modalidade esportiva no município. O ativista da Tribo 244, que reúne os praticantes dessa modalidade, Vander Emanuel, fez coro à necessidade de garantir o direito dos “grauzeiros” e, ao mesmo tempo, respeitar a lei. “Estamos correndo atrás dessa conquista desde 2021, buscando a legalidade para a nossa prática”, lembrou, enaltecendo o trabalho de Rodrigo Cadeirante e reiterando que, a partir do momento em que a pista estiver funcionando, haverá punição rigorosa para quem insistir em fazer manobras arriscadas nas vias públicas. Ele informou que os praticantes terão uma carteirinha de identificação. Vander Emanuel comemorou o fato de agora não ser mais necessário viajar até 1.000 quilômetros para poder praticar o “Grau” em cidades fora do estado, que mantêm pista apropriada. Além de tirar a prática ilegal das ruas, ele acredita que a medida vai movimentar a economia da cidade. Outra questão relevante apontada pelo “grauzeiro” é o fato da legalização do “Grau” ser um fator de combate ao preconceito. De fato, outrora skatistas eram discriminados, sendo que hoje são festejados, pois o esporte passou a ser olímpico e tem como referência Rayssa Leal, a “fadinha”, medalhista olímpica. “Podem esperar que daqui também sairá um campeão olímpico”, projetou Vander Emanuel. Ao falar sobre a conquista Rodrigo Cadeirante citou trecho de uma canção do cantor Hungria, segundo a qual, “maior que o temporal é a fé que habita em mim”. A menção tem a ver com seu ato de coragem em levar á frente um projeto inicialmente incompreendido por muitos, por desinformação e preconceito. “Passei por um temporal de incompreensões, mas mantive a fé de que tudo valeria a pena. O ´Grau´ não é crime, desde que praticado em local adequado”, ressaltou. E mandou um recado aos praticantes: “o pai dá um brinquedo ao filho, mas toma quando ele não se comporta bem”, disse, reforçando que o oferecimento da pista caminhará paralelamente ao endurecimento das ações da Polícia Militar e da MCTrans contra aqueles que teimarem em infringir a lei e empinar moto nas ruas. Para o vereador, a construção da pista será um marco contra o preconceito e a discriminação. “Qual a diferença entre o ‘Grau’ e o Motocross? É o tipo de moto e a classe social dos seus praticantes”, comparou. “Se o Brasil é o país do futebol, Montes Claros será a cidade do ´Grau´”, projetou. O prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães elogiou a fibra de Cadeirante, que não desanimou com as dificuldades e levou a ideia à frente. Ao anunciar o início das obras, Guimarães deu outra grande notícia aos presentes: a pista será inaugurada no aniversário da cidade, em 3 de julho. Presente à solenidade da ordem de serviço, o prefeito de Olhos D`Água, Rodrigo Ribeirão, entusiasta da modalidade, disse ao vereador que é sua intenção também viabilizar espaço semelhante em seu município. O “Grau” consiste na execução de manobras e acrobacias radicais em motocicletas ou bicicletas. O condutor anda somente em uma roda, enquanto empina a moto ou fica de pé no banco, segurando o guidão. Texto e fotos do jornalista Waldo Ferreira
A educação não é cara. Cara é a ignorância de quem não investe em educação

Lontra recebe parecer pela rejeição por não investir o mínimo no ensino em 2022 As contas da Prefeitura de Lontra do ano de 2022 receberam Parecer Prévio pela Rejeição do Tribunal de Contas do Estado (TCEMG). A deliberação foi dada em sessão da Primeira Câmara ontem (18/03/25), na análise do processo de Prestação de Contas do Executivo Municipal número 1148188, relatado pelo conselheiro em exercício Telmo Passareli. Essas contas são de responsabilidade do então prefeito, Dernival Mendes dos Reis. A cidade tem cerca de 10 mil habitantes e está localizada no Norte de Minas. O motivo da rejeição foi o descumprimento do percentual mínimo constitucional a ser aplicado na manutenção e desenvolvimento do ensino. Enquanto a Carta Magna estabelece, para os municípios, a destinação à educação de pelo menos 25% do dinheiro arrecado nos impostos e transferências; Lontra registrou despesas desse tipo correspondentes a 24,73%. Nesse caso, segundo votou o relator, não cabe a aplicação do princípio da insignificância, por ser uma exigência constitucional. O parecer pela rejeição é encaminhado à Câmara Municipal de Lontra, que fará o julgamento das contas. O parecer prévio só deixará de prevalecer por decisão de pelo menos dois terços dos vereadores, como também disciplina a constituição federal. Essa deliberação do TCEMG pode ser alterada a partir de um recurso processual. (Fonte TCE)
Montes Claros mantém liderança na abertura de empresas em Minas Gerais

Pelo segundo mês consecutivo, Montes Claros se destacou entre os municípios mineiros com maior número de novas empresas registradas. Em fevereiro de 2025, a cidade contabilizou 276 novos empreendimentos, superando os 246 abertos em janeiro. No primeiro bimestre do ano, o total chegou a 522 novas empresas, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). Montes Claros ficou atrás apenas de Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem e Juiz de Fora, mas registrou números superiores aos de cidades como Betim, Uberaba, Divinópolis, Patos de Minas e Governador Valadares. O crescimento da cidade também se destacou no comparativo regional. Em relação a fevereiro de 2024, a região Norte de Minas apresentou o segundo maior avanço na abertura de empresas no estado, com alta de 60,8%. O Vale do Jequitinhonha/Mucuri liderou esse ranking, com um crescimento de 74%. Os dados da Jucemg consideram empresas de todos os portes, com exceção dos microempreendedores individuais (MEIs), cujas inscrições são feitas diretamente no Portal do Empreendedor do Governo Federal. O resultado reforça a importância de Montes Claros como um dos polos econômicos em ascensão no estado. Foto: Solon Queiroz
Banco Central elevará Selic e colocar juros no maior patamar desde 2016

Expectativa é que Comitê de Política Monetária do BC aumente, na tarde desta quarta-feira (19) a taxa básica de juros em 1 ponto na segunda reunião do ano O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve elevar a taxa básica de juros da economia nacional em um ponto percentual nesta quarta-feira (19), após sua segunda reunião do ano. Com o aumento, a chamada Selic subirá de 13,25% ao ano para 14,25% ao ano – maior patamar verificado desde 2016, ano em que a ex-presidenta Dilma Rousseff foi retirada da Presidência pelo Congresso Nacional. Naquela época, a economia brasileira estava em recessão e com inflação alta. Em 2015 e 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional caiu 3,5% e 3,3%, respectivamente. O Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 10,7% ao 2015. A situação atual é bem diferente daquela. O PIB brasileiro cresce desde 2021. Só em 2023 e 2024, a alta foi de 3,2% e 3,4%, respectivamente. A inflação de 2023 foi de 4,62%, dentro da meta de até 4,75% definida para o ano. Em 2025, ela subiu para 4,83%, superando o limite de até 4,5% fixado para o índice, mas ainda ficou abaixo do verificado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, quando a Selic não chegou a casa dos 14% ao ano. O Copom, entretanto, entende que a inflação no país precisa voltar para dentro da meta. Por isso, já antecipou, ainda em dezembro do ano passado, que a Selic deve chegar a 14,25% após a reunião deste mês. “A Selic vai chegar a 14,25% ao ano. Isso aí já havia sido ‘contratado’ em dezembro. Naquela época, a Selic estava em 11,25% ao ano. O Copom avisou que faria três altas de um ponto percentual nas suas próximas reuniões”, afirmou José Luis Oreiro, economista e professor da Universidade de Brasília (UnB). O que é Selic? A taxa Selic é referência para a economia nacional. É também o principal instrumento disponível para o BC controlar a inflação no país. Quando a Selic cai, os juros cobrados de consumidores e empresas ficam menores. Há mais gente comprando e investindo. A economia cresce, criando empregos e favorecendo aumentos de salários. Os preços, por sua vez, tendem a aumentar por conta da demanda. Já quando ela sobe, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Isso desincentiva compras e investimentos, o que contém a inflação. Em compensação, o crescimento de toda a economia tende a ser prejudicado. Sabendo disso, desde que assumiu o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende uma redução da Selic. Diretores indicados por Lula para o BC, incluindo o presidente Gabriel Galípolo, têm contrariado visões do Planalto. “O maior inimigo da economia brasileira é o BC”, reclamou Eric Gil Dantas, economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps). “Você não precisa subir tanto a Selic [para conter uma inflação originada em altas de alguns produtos], ainda mais em um momento em que o país pode entrar em recessão.” Efeitos da alta Weslley Cantelmo, presidente do Instituto Economias e Planejamento, disse que a economia brasileira já dá sinais de desaceleração – ou seja, continua crescendo, mas num ritmo menor do que o anterior. “Isso está acontecendo e a tendência é que se intensifique”, afirmou ele, que também já conta com uma nova elevação da Selic. Segundo ele, indicadores da indústria e do setor de serviços mostram essa redução do ritmo de crescimento já por conta dos primeiros aumentos da Selic, em 2024. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre do ano passado, a economia brasileira cresceu menos do que em todos os outros trimestres do ano. A taxa ficou em 0,2% na comparação com o trimestre anterior. No primeiro trimestre do ano passado, o crescimento havia sido de 1%; no segundo, de 1,3%; e no terceiro, de 0,7%. As comparações são sempre com o trimestre anterior. “Nos próximos meses, devemos ter uma combinação cruel dessa desaceleração, com um aumento do desemprego, ainda com a permanência da inflação”, previu. Pedro Faria, economista e doutor em história, vê malefícios causados pela Selic ao crescimento econômico. Ele pontua que, no Brasil, a atividade tem se mostrado resiliente aos juros por conta de medidas do governo para impulsionar a economia.
Prefeitos mineiros se reúnem com Cármen Lúcia para tratar de ICMS da Educação

Encontro irá abordar perdas que os municípios tiveram em 2024 a partir da nova legislação Chefes do Executivo de cidades mineiras se reúnem nesta quarta-feira (19 de março) com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, em Brasília, para tratar da Ação Direta de Inconstitucionalidade relacionada ao ICMS da Educação e às perdas que os municípios tiveram em 2024 a partir da nova legislação. Está prevista a participação do prefeito de Belo Horizonte em exercício, Álvaro Damião (União), e das prefeitas de Contagem, Marília Campos (PT), e de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). As prefeituras questionam a Lei 24.431/2023, que alterou os critérios de distribuição do ICMS da Educação no Estado. A nova legislação desconsidera o número de alunos em cada rede municipal de ensino para dividir os recursos, baseando-se em índices de desempenho de estudantes, o que tem gerado distorções, sobretudo para as cidades mais populosas. Conforme noticiado por O TEMPO, nos nove primeiros meses de 2024, os dez municípios mais populosos do Estado perderam, juntos, quase R$ 325 milhões. As cidades mais afetadas pela mudança na legislação foram Belo Horizonte, Contagem e Betim, cujas perdas somaram R$ 196,8 milhões no período, o que representa mais da metade do montante (60,5%). Em novembro do ano passado, os prefeitos mineiros também se reuniram com Cármen Lúcia. Na ocasião, a ministra do STF sinalizou que iria apresentar ao plenário o pedido de medida cautelar na ação que questiona a constitucionalidade da Lei do ICMS da Educação. A magistrada é a relatora do caso que tramita na Corte.