STF deve barrar tentativa da Câmara de blindar Ramagem e Bolsonaro

Para integrantes da Corte ouvidos pela Folha de S.Paulo, decisão da Câmara é inconstitucional e extrapola os limites previstos na Constituição Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram que a decisão da Câmara dos Deputados de suspender a ação penal contra Alexandre Ramagem (PL-RJ) e, indiretamente, beneficiar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus do processo da tentativa de golpe de Estado, fere princípios constitucionais. A leitura predominante entre os magistrados é de que a medida aprovada pelos deputados, na noite de quarta-feira (7), invade competências do Judiciário e deve ser revertida, segundo aponta reportagem da Folha de S. Paulo. O projeto recebeu 315 votos favoráveis e 143 contrários, sustando o andamento da ação penal contra Ramagem sem mencionar diretamente o parlamentar, mas criando margem para interpretações que beneficiariam também Bolsonaro. Ministros do Supremo alertam que a Câmara só tem autoridade para intervir em ações penais relacionadas a crimes cometidos por deputados após a diplomação, o que limitaria a análise legislativa a apenas dois dos cinco crimes atribuídos a Ramagem. Zanin deixou posição clara em ofício enviado à Câmara A reação do STF à decisão da Câmara tem como base recente manifestação do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, que conduziu o julgamento do processo. Zanin enviou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçando que o Legislativo só pode deliberar sobre crimes cometidos por parlamentares após o início do mandato. No caso de Ramagem, isso restringiria a atuação da Câmara aos crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Outros três crimes imputados a ele — associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito — teriam ocorrido antes da diplomação e, por isso, estariam fora do escopo de deliberação do Congresso. O novo ofício enviado por Zanin veio após a publicação da ata do julgamento, com o objetivo de esclarecer a delimitação das competências constitucionais. Câmara vê interferência e eleva tensão entre os Poderes A resposta do Supremo incomodou setores da Câmara. Integrantes da cúpula da Casa criticaram o novo ofício de Zanin, alegando interferência do Judiciário nas prerrogativas do Legislativo. Parlamentares vêm se queixando desde 2024 de um suposto desrespeito do STF à autonomia dos Poderes. Para os ministros ouvidos pela Folha, trata-se de uma estratégia política. Eles consideram que a Constituição é explícita quanto aos limites de atuação do Legislativo em ações penais, e que a narrativa de “invasão de competências” busca mobilizar parlamentares diante do avanço de investigações criminais contra seus pares. Ramagem reage com discurso político e ataca o Supremo Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Ramagem discursou em tom de enfrentamento ao STF e buscou angariar apoio entre colegas: “Não é apenas ativismo judicial exacerbado, há clara usurpação das nossas competências legislativas. (…) Estou servindo hoje de joguete casuístico do STF”, afirmou. “Se fazem comigo, podem fazer isso com vocês algum dia, inclusive colegas de esquerda.” A fala de Ramagem, como destacado pela Folha de S.Paulo, foi lida como uma tentativa de ampliar a base de apoio à sua defesa, transformando sua situação em um símbolo de resistência à suposta judicialização da política. Supremo aposta em constitucionalidade para conter reação política Mesmo com o aumento da pressão política, a avaliação interna no STF é de que o projeto aprovado na Câmara não tem respaldo jurídico e será barrado. Os ministros destacam que o Judiciário apenas cumpriu o que determina a Constituição ao informar à Câmara sobre o recebimento da denúncia, e que a atuação da Corte foi transparente e limitada à sua função institucional. A crise entre Judiciário e Legislativo, porém, tende a se aprofundar à medida que o Supremo avance no julgamento das ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Para os magistrados, a resposta institucional deve se manter firme, com base no respeito às normas constitucionais e à separação entre os Poderes
Deputado Gilvan da Federal tem mandato suspenso por três meses

Parlamentar deu declarações ofensivas contra deputada Gleisi Hoffmann Por 15 votos favoráveis e quatro contrários, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu nesta terça-feira (6) afastar o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) do mandato por três meses. O deputado foi representado pela direção da Casa devido a “declarações gravemente ofensivas, difamatórias e desonrosas contra a deputada licenciada Gleisi Hoffmann. Durante reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, no dia 29 de abril, o deputado se referiu à deputada dizendo “que devia ser uma prostituta do caramba”. Segundo o relator da proposta, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), a atitude de Gilvan foi incompatível com o decoro parlamentar. “Os fatos vão além de uma simples divergência política ou de um embate retórico acalorado”, considerou Maia. “As manifestações ultrapassam os limites da liberdade de expressão parlamentar, com ataques pessoais e desqualificação moral, por meio de termos ofensivos e desrespeitosos, que ferem a dignidade das autoridades atingidas e comprometem os valores institucionais da Câmara dos Deputados”, disse o relator. O relatório diz ainda que a punição é uma medida cautelar proporcional e necessária para conter abusos “que afrontam a função representativa, desmoralizam o Parlamento e ameaçam a integridade do processo legislativo”. Inicialmente, a punição pedida pela Mesa Diretora da Casa determinava o afastamento cautelar do mandato por seis meses. Mas o relator recomendou a suspensão por três meses. Segundo Maia, a pena traduz uma resposta firme e simbólica à gravidade dos fatos. “Trata-se de medida legítima, proporcional e necessária, que visa preservar a dignidade da representação parlamentar e zelar pela integridade da instituição legislativa perante o povo brasileiro”, argumentou. A decisão da Comissão será encaminhada para a mesa diretora da Casa, que definirá o início da punição. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Defesa Em sua defesa, o deputado Gilvan disse que o processo era inepto, pois não havia citado diretamente a deputada. Gilvan argumentou ainda que o pedido de afastamento foi feito de forma açodada “Instaurou-se um processo sancionador, desprovido de provas cabais a demonstrar a quebra de decoro do Reclamado, consubstanciadas unicamente em indícios que maculam a finalidade do objetivo traçado”, disse. Durante a sessão, o deputado disse ainda que mudaria o comportamento. “Aquela mudança de comportamento que me comprometi já comecei a fazer aqui no Conselho de Ética”, disse. Outros casos Gilvan já foi agente de outros atos violentos. Durante outra sessão da Comissão de Segurança Pública, na Câmara dos Deputados, o parlamentar desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita ao comentar a ausência de provas acerca dos planos de assassinatos de Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em 2022. O plano foi descrito em denúncia oferecida pela PGR contra acusados de tentativa de golpe de Estado, em fevereiro deste ano. O episódio levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a encaminhar uma notícia de fato à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando providências cabíveis contra o deputado.
Por unanimidade, STF torna mais sete réus por trama golpista

Já chega a 21 o número de réus, entre eles Jair Bolsonaro A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (6) tornar réus mais sete denunciados pela trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por unanimidade, os cinco ministros do colegiado aceitaram denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o núcleo 4 da trama, formado por militares do Exército e um policial federal que são acusados de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades por meio da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O caso ficou conhecido como “Abin Paralela”. Os votos foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. Com a decisão, viraram réus os seguintes denunciados: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal); Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal) Os acusados vão responder por cinco crimes: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça, contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Relator O placar do julgamento foi obtido com o voto do relator, Alexandre de Moraes. Segundo o ministro, a denúncia da PGR “descreveu satisfatoriamente” que os acusados contribuíram para divulgação notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e contra o sistema eleitoral pelas redes sociais. “Houve a distribuição, a produção de notícias fraudulentas de ataque contra o Poder Judiciário, ao STF, ao TSE, à lisura das eleições, à questão das urnas eletrônicas. Os denunciados fizeram parte dessa estrutura, dentro de uma organização criminosa”, afirmou. Moraes também disse que a denúncia da PGR apontou a utilização do software de monitoramento FirstMile para monitorar ilegalmente desafetos de Bolsonaro. O ministro citou que as investigações descobriram que um dos acusados realizou 887 pesquisas ilegais por meio do programa. “Os elementos reunidos indicam que o grupo infiltrado na Abin ali se instalou no início do mandato Jair Bolsonaro, em 2018, e foi autor de ataques virtuais de alvos diversos que contrariavam interesses”, disse. O relator também apontou que os alvos dos ataques virtuais eram escolhidos a partir das declarações públicas de Bolsonaro. “As ações ganham ainda mais relevo quando observada a consonância entre os discursos públicos de Jair Messias Bolsonaro e os alvos escolhidos pela célula infiltrada na Abin”, completou. Moraes argumentou ainda que as investigações também mostram a atuação do grupo para realização de ataques virtuais ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Batista Júnior, por não aderirem à proposta de golpe. “A instrumentalização dessas mensagens é para coação do comandante-geral do Exército por parte de outros militares. Por que isso? Porque ele se negou a aderir ao golpe de Estado”, concluiu. Cármen Lúcia Durante o julgamento, a ministra Cármen Lúcia também condenou a divulgação de desinformação e disse que a mentira virou mercadoria nas redes sociais. “É a mentira como commodity. Virou um bem, paga-se por isso, há quem ganhe, há quem faça. A mentira como commodity para comprar a antidemocracia”, afirmou. Ação penal Com a aceitação da denúncia, será aberta uma ação penal na Corte. A abertura marca o início a instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovarem as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase. Os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Após o fim da instrução, o julgamento será marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento. Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão. Defesa Durante o julgamento, os advogados rebateram as acusações e pediram a rejeição da denúncia. Réus Até o momento, foram julgadas as denúncias contra os núcleos 1, 2 e 4, totalizando 21 réus. Em março deste ano, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados também viraram réus. Ainda serão analisadas as denúncias contra os núcleos 3 e 5
Concha acústica vai consolidar Montes Claros como a cidade da arte e da cultura

Com o objetivo consolidar o compromisso da Prefeitura de Montes Claros com a área da cultura, firmando ainda mais Montes Claros como a “cidade da arte e da cultura”, a construção da Concha Acústica (cenário com uma superfície de base semicircular e boca parabólica), iniciativa do saudoso secretário Paulo Ribeiro e projetada pelo arquiteto Luiz Cláudio Duarte, o Cascão, está sendo intensificada para a realização de eventos, atendendo a carência da cidade por espaços públicos culturais. Com recursos do município, no valor de R$ 1.873.782,04, através do IPTU, ISS, IPVA, taxas etc. a concha acústica servirá como um ponto de encontro para a comunidade, promovendo a participação cívica e social, e ser palco de eventos comunitários, reuniões ao ar livre, atividades educacionais e programas envolvendo escolas e organizações locais, que poderão usufruir do novo espaço gratuitamente. A concha acústica está sendo construída na Praça dos Jatobás, região sul de Montes Claros, ao lado do Parque Guimarães Rosa. Concha acústica Uma concha acústica é uma estrutura projetada para melhorar a qualidade do som em locais abertos, refletindo o som do palco para a plateia. Ela é frequentemente usada em concertos ao ar livre, jardins e outras áreas externas onde a acústica natural não é ideal. As conchas acústicas podem ser fixas ou móveis, e sua forma e materiais são cuidadosamente escolhidos para otimizar a reflexão do som. Fonte/Secom-Prefeitura de Montes Claros
Márcia Lopes deve assumir o Ministério das Mulheres nesta semana

Petista foi convidada por Lula e se reúne com o presidente nesta segunda para selar sua volta ao primeiro escalão A assistente social e ex-ministra Márcia Lopes deve ser anunciada ainda nesta semana como nova titular do Ministério das Mulheres. O convite foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (2), por telefone, e confirmado pela própria Márcia em entrevista no sábado (3). “Recebi sim [o convite] e estarei em Brasília já na segunda-feira. À tarde falarei com o presidente Lula”, afirmou. A informação foi revelada inicialmente pelo site PlatôBR e reforça os sinais de uma nova fase da reforma ministerial que Lula promete implementar em 2025. No mesmo dia do convite, o presidente se reuniu por cerca de 20 minutos com a atual ministra, Cida Gonçalves, que deixou o Palácio do Planalto sem falar com a imprensa, indicando que a transição está em curso. Filiada ao PT desde os anos 1980, Márcia Lopes tem uma trajetória consolidada nas políticas sociais do partido. Ela ocupou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2010, durante o segundo mandato de Lula. Também foi uma das coordenadoras do grupo técnico de assistência social no governo de transição em 2022, ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e da ex-ministra Tereza Campello. Márcia é irmã de Gilberto Carvalho, atual secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A troca no comando do Ministério das Mulheres deve marcar a sexta mudança no primeiro escalão do governo apenas em 2025. Na última sexta-feira, o ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão em meio à crise provocada por denúncias de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Wolney Queiroz, então secretário-executivo da pasta, foi nomeado ministro no mesmo dia. Outras mudanças relevantes ocorreram ao longo do ano. Em abril, Juscelino Filho (União Brasil) deixou o Ministério das Comunicações após denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva. Pedro Lucas (União Brasil-MA) foi anunciado como substituto, mas recusou o cargo 12 dias depois, forçando o governo a nomear Frederico Siqueira, então presidente da Telebras. Ainda em janeiro, Lula trocou o comando da Secretaria de Comunicação da Presidência, nomeando Sidônio Palmeira no lugar de Paulo Pimenta (PT-RS). Em fevereiro, a então ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi substituída por Alexandre Padilha, que deixou a Secretaria de Relações Institucionais para dar lugar a Gleisi Hoffmann, ex-presidente nacional do PT. O retorno de Márcia Lopes ao governo reforça o compromisso de Lula com políticas públicas voltadas à proteção e promoção das mulheres e ocorre em meio a um processo mais amplo de reorganização política e administrativa da gestão federal. A reunião desta segunda-feira (6), em Brasília, deve oficializar sua nomeação.
Rogério Correia pede busca e apreensão em gabinete de deputado que exibiu armas na Câmara

Solicitação encaminhada ao presidente da Casa ocorre após parlamentar publicar vídeo segurando armas de fogo O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) encaminhou uma representação ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para solicitar a busca e apreensão de armas de fogo que estariam com o deputado Delegado Caveira (PL-PA). O pedido, encaminhado nesse sábado (3 de maio) menciona, em especial, armamentos de uso restrito que estariam armazenados no gabinete do parlamentar do PL. O pedido ocorre após o Delegado Caveira aparecer, na semana passada, segurando um fuzil calibre 5.56mm e uma pistola calibre .40 nas dependências da Câmara. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar é filmado ao lado do vereador Zezinho Lima (PL-PA) empunhando armas e defendendo o porte para “cidadãos de bem”. Na representação, Rogério argumenta que o ingresso de armas nas dependências da Câmara sem o devido acautelamento prévio e sem autorização da autoridade competente viola diversos dispositivos regimentais da Casa. Diante do episódio, o deputado mineiro solicita que a Polícia Legislativa realize busca e apreensão das armas que possam estar armazenadas no gabinete do parlamentar. O petista ainda pede que a Corregedoria Parlamentar seja acionada e que providências administrativas e penais sejam tomadas, com envio do caso ao Conselho de Ética e à Procuradoria-Geral da República. Em resposta à reportagem, o deputado Delegado Caveira criticou a ação de Rogério Correia, ao afirmar que o colega exige providências “por algo que sequer compreende”. “Sou delegado de polícia e respondo por cada uma das minhas ações”, complementa. O político ainda sugere que o petista estaria “sem pauta” e propõe que ele se dedique, por exemplo, a denunciar “o roubo vergonhoso contra os idosos no INSS” e a cobrar esclarecimentos dos parlamentares que “vão votar sobre a criação de 14 novas vagas de deputados federais — mais cargos, mais gastos e mais peso para o bolso do cidadão”, finaliza.
Cruzeiro derrota o Flamengo e segue no G4 do Campeonato Brasileiro

Ex-camisa 9 flamenguista entrou no fim do jogo e fez o gol da vitória cruzeirense contra o ex-clube Foi com muita emoção que Cruzeiro acabou com um incômodo jejum na noite deste domingo (04/05). Em jogo pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro, a Raposa derrotou o Flamengo por 2 a 1, quebrando um tabu de quase sete anos sem vencer o time rubro-negro. Kaio Jorge e Gabigol marcaram os gols da vitória celeste, enquanto Arrascaeta descontou para o Flamengo. Com o resultado, a Raposa segue na quarta posição, com 13 ponto A partida começou estudada, com ambas as equipes buscando o ataque, mas parando nas bem postadas e atentas defesas. Porém, isso mudou aos 15 minutos. Em contragolpe mortal do Cruzeiro, Kaio Jorge conduziu a bola e, de fora da área, bateu forte, rasteiro, no canto esquerdo, sem chances para Rossi. Nos minutos seguintes, o Flamengo passou a chegar mais no ataque, mas parou em grandes defesas de Cássio. A Raposa ficou postada aguardando mais um contra-ataque e quase marcou novamente, em uma bomba de Kaio Jorge que explodiu no travessão. Mas, aos 45 minutos, a lei do ex castigou o Cruzeiro. Após a zaga celeste afastar um cruzamento da esquerda, a bola sobrou para Gerson pelo lado direito do ataque flamenguista. O volante rolou para a entrada da área, de onde Arrascaeta acertou um belo chute colocado, no ângulo esquerdo de Cássio. 1 a 1. O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro: trocação entre as duas equipes e defesas se saindo melhor que os ataques. Grande chance mesmo, só aos 30 minutos do segundo tempo, quando Rossi salvou o Flamengo duas vezes seguidas, em chutes de Matheus Pereira e, no rebote, Kaio Jorge. Quando tudo parecia se encaminhar para o empate, aos 48 minutos do segundo tempo, Eduardo sofreu pênalti. Coube a Gabigol ir para a cobrança, e aí a lei do ex sorriu para o Cruzeiro. Na cobrança, o camisa 9 azul parou em defesa de Rossi, mas o rebote voltou para o próprio Gabriel Barbosa, que de pé esquerdo mandou para as redes para dar uma vitória emocionante ao Cruzeiro. FICHA TÉCNICA CRUZEIRO 2 x 1 FLAMENGO Motivo: 7ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG) Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO) Auxiliares: Bruno Raphael Pires (GO) e Maira Mastella Moreira (RS) VAR: Wagner Reway (ES)
Papamóvel será transformado em unidade de saúde para crianças em Gaza

Desejo do próprio pontífice será providenciado pela Caritas Jerusalém O veículo utilizado pelo papa Francisco, popularmente conhecido como papamóvel, será transformado de forma que possa servir como uma unidade de saúde móvel para atender crianças na Faixa de Gaza. De acordo com o Vaticano, a adaptação foi um pedido feito pelo próprio pontífice. Em nota, a Santa Sé destacou que o legado de paz deixado por Francisco “continua a brilhar” em um mundo assolado por conflitos. “A proximidade que ele demonstrou aos mais vulneráveis durante sua missão terrena continua irradiando mesmo após sua morte”, completou. O 266º papa, e o primeiro das Américas, morreu no último dia 21 de abril. “Foi seu último desejo para um povo a quem demonstrou tanta solidariedade ao longo do seu pontificado, sobretudo ao longo dos últimos anos”, destacou o Vaticano. De acordo com o comunicado, o pedido foi feito já em meio aos últimos meses de vida de Francisco, que confiou a iniciativa à organização humanitária Caritas Jerusalém. “Em meio à guerra terrível, à infraestrutura em colapso, a um sistema de saúde mutilado e à falta de educação, as crianças são as primeiras a pagar o preço, com a fome, as infecções e outras doenças evitáveis colocando suas vidas em risco”, ressaltou a Santa Sé. “Papa Francisco costumava dizer: ‘Crianças não são números. São rostos. Nomes. Histórias. E cada uma delas é sagrada’ e, com este último presente, suas palavras se tornaram ações.” Ainda segundo o Vaticano, o papamóvel está sendo adaptado com equipamentos para diagnóstico, exame e tratamento – incluindo testes rápidos para infecções, instrumentos de diagnóstico, vacinas, kits de sutura e outros suprimentos considerados vitais para manter a saúde de crianças em zonas de conflito. A equipe que utilizará o veículo em Gaza será composta por médicos e paramédicos, “que alcançarão crianças aos cantos mais isolados de Gaza assim que o acesso humanitário à faixa for restabelecido”, concluiu o comunicado.
Eduardo Bolsonaro é desmentido pelo governo de Trump

Deputado licenciado afirmou que funcionário do governo norte-americano viria ao Brasil em uma ação contra Alexandre de Moraes Eduardo Bolsonaro anunciou que funcionário do governo Trump viria ao Brasil tratar de sanções ao ministro Alexandre de Moraes =crédito: BBC GeralO governo americano desmentiu a informação divulgada pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a vinda de um funcionário do presidente Donald Trump para o Brasil em missão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada pelo jornalista e correspondente internacional Jamil Chade. Nos últimos dias, o parlamentar e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) associou a viagem de David Gamble, coordenador do escritório de sanções do Departamento de Estado, teria viagem marcada para tratar sobre medidas contra Moraes e outras autoridades brasileiras. Ainda segundo Jamil Chade em seu blog no Portal UOL, há sim uma viagem programada de um funcionário do governo de Trump ao Brasil. O objetivo, no entanto, seria o estabelecimento de um acordo de cooperação entre os dois países em ações de combate ao crime organizado. O blog de Chade afirma que o governo americano enviará uma delegação à capital brasileira para uma série de reuniões com objetivo de promover programas de sanções dos Estados Unidos contra o terrorismo e o tráfico de drogas. A viagem faz parte de uma cooperação entre Brasil e Estados Unidos. Neste ano, a interação já resultou em uma operação da polícia americana que culminou na prisão de 18 brasileiros suspeitos de realizar atividades vinculadas à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no país estrangeiro. Eduardo Bolsonaro esteve mais nos EUA do que na Câmara em 2025 Desde março, Eduardo Bolsonaro anunciou que não retornaria ao Brasil e permaneceria nos Estados Unidos como parte de uma missão estratégica de atacar autoridades do país onde ele foi eleito deputado federal e do qual seu pai foi presidente. O foco central de Eduardo é Alexandre de Moraes, mas há um interesse geral em enfraquecer o STF. Direto da terra do Tio Sam, o deputado licenciado já chegou a anunciar missões como o mapeamento de bens dos ministros da Suprema Corte no exterior.
Trump fala em expulsar democratas do Congresso

Em nova investida, Trump pede que republicanos expulsem democratas por “crimes eleitorais”, enquanto rejeita rumores de novo impeachment O presidente Donald Trump sugeriu que os republicanos no Congresso deveriam expulsar os legisladores democratas em resposta a um movimento ainda incipiente de impeachment, que não foi endossado pela liderança do partido. Em uma longa publicação no Truth Social na noite de quinta-feira (1º), Trump escreveu: “Os democratas estão realmente fora de controle. Eles perderam tudo, especialmente a sanidade! Esses lunáticos da esquerda radical estão novamente obcecados com essa coisa de ‘impeachment’. Já conseguiram que dois congressistas sem relevância, totalmente desequilibrados, ficassem falando em ‘impeachment’ de DONALD J. TRUMP.” “Os republicanos deveriam começar a pensar em expulsá-los do Congresso por todos os crimes que cometeram, especialmente durante as eleições”, continuou Trump, chamando os democratas de “pessoas muito desonestas que não deixam nosso país se curar” e “verdadeiros lixos, que odeiam nosso país e tudo o que ele representa.” “Talvez devêssemos começar a jogar o mesmo jogo contra eles e expulsar os democratas pelos muitos crimes que cometeram”, acrescentou. Entre os democratas, não há consenso sobre a ideia de um terceiro impeachment contra Trump. Pete Aguilar, presidente do caucus democrata na Câmara, disse ao Semafor que o impeachment “não é um exercício que estamos dispostos a realizar”. Na semana passada, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o impeachment estava “muito distante para ser considerado uma opção viável no momento”. Não há evidências de que os democratas tenham cometido crimes contra Trump, como ele alegou em sua publicação, citando especificamente o senador Adam Schiff. No entanto, o ex-presidente deixou claro sua sede de vingança e, desde que retomou o poder, tem agido para concretizá-la, seja por meio de diretrizes nas redes sociais, seja usando o aparato do governo federal que agora controla. Em março, após meses de ameaças durante a campanha, Trump tentou anular os perdões concedidos a membros do Comitê do 6 de Janeiro, que ele havia apontado como alvos de possíveis processos. “Os ‘perdões’ que o Sonolento Joe Biden deu ao Comitê Não Selecionado de Bandidos Políticos, e muitos outros, são aqui declarados NULOS, INEXISTENTES E SEM EFEITO”, escreveu no Truth Social. Embora nenhum membro do Congresso tenha sido acusado pelo governo Trump, a Casa Branca parece estar se habituando a usar o sistema de justiça para retaliar rivais políticos. Na semana passada, o FBI fez questão de prender publicamente a juíza de Milwaukee Hannah Dugan, acusando-a de obstruir a prisão de um migrante indocumentado. O governo também abriu uma investigação contra Chris Krebs, ex-diretor da Agência de Segurança Cibernética, que em 2020 desmentiu as alegações falsas de fraude na eleição que Trump perdeu. A retaliação está apenas começando. Na quarta-feira, o “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, foi questionado por um repórter sobre por que o governo não “prende os líderes” de cidades e estados santuário “por abrigar e proteger imigrantes ilegais, inclusive terroristas, da deportação”. A resposta de Homan só pode ser interpretada como uma ameaça: “Espere para ver o que está por vir.” Com informações de Rolling Stone*