AMM tem novo presidente: Luís Eduardo Falcão, com diferença apertada

Eleição mobilizou representantes de 649 prefeitos que participam da Associação Mineira de Municípios Luis Eduardo Falcão (Novo), prefeito de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, é o novo presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM). Ele foi eleita numa disputa que mobilizou os representantes de 649 prefeitos. Ele teve 55,6% dos votos; um total de 361 contra 288 do atual presidente Marcos Vinicius Bizarro. Em seu discurso, Falcão destacou a necessidade de unir a AMM. “Agora, o municipalismo tem que voltar a trabalhar unido, sem divisões. É isso que vai nos tornar mais fortes”, destaca. O novo presidente da AMM ainda destacou o papel do ex-presidente da associação, Julvan Lacerda, na organização da chapa e no fortalecimento da associação em Minas. “Ele fez a AMM ser o que é hoje e incentivou essa candidatura”, destacou. Marcos Vinicius Bizarro, que agora deixa o comando da AMM, não permaneceu na sede da Associação após a apuração. Mira nas pequenas cidades Entre as principais promessas do presidente eleito da AMM está uma ação política para as menores cidades, que acabam tendo maior dependência do repasse de recursos do governo federal. “Além do pacto federativo, que é luta antiga, vamos trabalhar para mudar os critérios de divisão dos recursos, principalmente para os municípios menores. Os municípios médios e grandes têm suas próprias ferramentas, têm recursos próprios, equipes mais adequadas. Já os menores dependem de recursos vinculados e tem pouquíssima margem para fazer até o que é básico”, argumenta. Para Falcão, mudar a divisão de recursos no país é uma urgência que precisa ser tratada. Para ele se a situação continuar como está, irão faltar candidatos dispostos a assumir os cargos. “A pessoa tem um monte de cobranças, quer fazer muitas coisas, mas não tem dinheiro, não tem recursos. Só fica com as obrigações “, destaca. Relação com Bizarro Antes mesmo de sair o resultado oficial da eleição, apoiadores de Luis Eduardo Falcão se juntaram na porta da AMM cantando uma música “Vou Festejar”, que ficou famosa na voz de Beth Carvalho. O refrão, trecho mais conhecido da canção, diz: “você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”. O coro era dedicado ao agora ex-presidente da AMM, Marcos Vinicius Bizarro, acusado de não cumprir acordos com antigos aliados. Dois deles tiveram destaque na festa, o ex-presidente da AMM, Julvan Lacerda, que apoiou a primeira eleição de Bizarro, e o vice-presidente da entidade, Hideraldo Silva, que acusa Bizarro de não respeitar um acordo de revezamento que existiria entre os dois. Em seu discurso de vitória, Falcão fez questão de lembrar o apoio recebido pelos antigos aliados de Marcos Vinícius Bizarro. “Quero fazer justiça aqui a duas pessoas. Homenagear o Julvan Lacerda, que foi k maior presidente da AMM, que mais filiou municípios, que mais fez acordos. Nosso reconhecimento também ao Hideraldo, que foi o primeiro vice-presidente, fez um acordo com o atual presidente (Bizarro) para fazer uma gestão compartilhada; esse acordo não foi cumprido, e depois teve o desprendimento de me incentivar a candidatar”, destacou. Questionado sobre qual seria a relação com Marcos Vinicius Bizarro, Falcão afirmou que todas as diferenças com o adversário foram políticas e que manterá a relação necessária para o cargo. Uma das primeiras ações prometidas é reverter a mudança no estatuto da AMM feita por Marcos Vinicius Bizarro e garantir que apenas prefeitos no exercício do cargo possam se candidatar. Existia essa restrição anteriormente, mas a regra foi alterada possibilitando que Bizarro, que não é mais prefeito pudesse se candidatar para uma reeleição
Brasil deixará de exportar milhões de sucos de laranja e toneladas de carne aos EUA com tarifaço

O alerta foi feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); entidade pede vias diplomáticas para negociação com Trump O Brasil pode deixar de exportar 743 milhões de litros de suco de laranja e cerca de 17 toneladas de carne bovina para os Estados Unidos, após o tarifaço anunciado por Donald Trump nesta semana. O alerta foi feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em nota que a entidade pede que o Brasil adote ‘vias diplomáticas’ para negociar com a Casa Branca. De acordo com a CNA, o protecionismo de Trump vai afetar não só o Brasil, mas grandes países produtores de produtos agropecuários. A Confederação alertou, ainda, que novas taxas poderão ser impostas por Washington. “Caso o governo dos EUA considere que as medidas anunciadas não sejam eficazes na resolução do déficit comercial geral”, disse a entidade. Com a alíquota geral de 10% sobre os produtos brasileiros, o principal prejudicado será o suco de laranja. O produto já tinha uma taxa de 5,9% e, agora, com a sobretaxa, será submetido a 15,9%. Até 2023, o Brasil exportava cerca de 1 bilhão de litros aos Estados Unidos, mas após o tarifaço o volume deve cair a 261 milhões de litros. No caso da carne bovina, que já tinha uma cobrança de um imposto de 33%, agora terá um tributo de 43%. O volume de exportação deve cair de 73 mil toneladas a 45 mil toneladas. Outros produtos brasileiros que serão impactados são a cana-de-açúcar, álcool, arroz e feijão. “Cabe ao governo brasileiro seguir explorando a via negociadora com os EUA para buscar mitigar as tarifas anunciadas e alcançar benefícios mútuos para ambas as nações”, pediu a CNA. A Confederação rechaçou a retaliação neste momento. O Congresso aprovou o PL 2088/2023, que estabelece a Lei da Reciprocidade, e o texto seguiu para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Deve ser utilizado apenas após o esgotamento dos canais diplomáticos, para defender os interesses brasileiros. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) defende o livre comércio por meio de acordos que diversifiquem mercados, aumentem a renda dos produtores e ampliem o acesso de produtos agropecuários ao consumidor”, finalizou a entidade. Pauta exportadora A CNA informou que os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos somam US$ 12,1 bilhões, conforme balanço de 2024. No ano passado, os produtos do agronegócio tiveram os Estados Unidos como o terceiro destino principal, ficando atrás apenas de União Europeia e China. “Ao longo dos últimos dez anos, a participação dos EUA na pauta exportadora do agronegócio brasileiro sempre figurou entre 6% e 7,5%”, cravou a CNA. Os produtos brasileiros que lideram as exportações ao território norte-americano são: Café verde Celulose Sucos de laranja Carne bovina in natura Madeira Perfilada Açúcar de cana em bruto Obras de marcenaria ou carpintaria Carne bovina industrializada Madeira compensada ou contraplacada Sebo Bovino “Os produtos mais afetados serão os que o Brasil já é altamente representativo no total das importações dos EUA, isso porque, nestes casos, o Brasil não teria ‘espaço’ para ganhar de um eventual concorrente, sendo o único ou principal país afetado. É o caso dos sucos de laranja resfriados e congelados, onde o Brasil responde por 90% e 51% das compras americanas, respectivamente; da carne bovina termo processada, com 63%; e do etanol, com 75%”, finalizou a CNA.
Dólar sobe para R$ 5,83 após retaliação da China a tarifas de Trump

Bolsa cai 2,96% e tem maior recuo diário desde dezembro Agência Brasil – Em um dia agitado em todo o mercado financeiro global, o dólar teve a maior alta diária em pouco mais de dois anos e superou os R$ 5,80, após a China anunciar uma retaliação ao tarifaço do governo de Donald Trump. A bolsa de valores caiu quase 3% e teve o maior recuo em um dia desde dezembro do ano passado. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (4) vendido a R$ 5,836, com alta de R$ 0,207 (+3,68%). Na máxima da sessão, por volta das 16h20, a cotação chegou a R$ 5,84. A moeda norte-americana está no maior valor desde 10 de março, quando tinha fechado a R$ 5,85. Essa foi a maior alta diária do dólar desde 10 de novembro de 2022, quando a divisa tinha subido 4,1% em apenas um dia. O dia também foi turbulento no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 127.256 pontos, com recuo de 2,96%. No menor nível desde 14 de maio, o indicador teve o maior recuo diário desde 18 de dezembro. A bolsa acompanhou o mercado financeiro global. Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram a pior semana desde março de 2020, início da pandemia de covid-19. Os países emergentes que tinham sido poupados da instabilidade no mercado financeiro global na quinta-feira (3) acompanharam o mercado global e tiveram forte turbulência na sexta-feira. O anúncio de que a China retaliará os Estados Unidos com sobretaxas de 34% desencadeou o receio de uma recessão em escala planetária. Outros dois fatores afetaram fortemente os países emergentes. O primeiro foi a divulgação de que a economia norte-americana criou 228 mil postos de trabalho em março. Apesar de a estatística ainda não refletir os temores de contração na economia norte-americana, o número veio acima das expectativas e mostra que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) pode adiar o corte de juros da maior economia do planeta. A queda no preço internacional do petróleo também atingiu os países produtores de commodities (bens primários com cotação internacional). O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou em US$ 64, o nível mais baixo desde 2021. Novamente, houve temor de que a demanda nos Estados Unidos caia após o tarifaço de Trump. * com informações da Reuters
Taxa de alfabetização era de 49,3% no Brasil em 2023, diz Inep

Governo busca padrões de desempenhos em áreas de conhecimento avaliada Agência Brasil – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou na quinta-feira (3) os primeiros dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) coletados em 2023, que apontam que 49,3% das crianças no 2º ano do ensino fundamental (EF) estavam alfabetizadas no Brasil naquele ano. Em nota técnica, o Inep comparou o resultado do Saeb 2023 ao Indicador Criança Alfabetizada, definido como padrão pelo Inep, a partir de 2023, e adotado nacionalmente. Pelo indicador, em 2021, 56,4% dos estudantes da mesma fase de ensino, o 2º ano do ensino fundamental, não estavam alfabetizados. “O resultado do Saeb [2023] confirma tendência de aumento no nível de alfabetização detectado pelo Indicador Criança Alfabetizada, obtido por meio das avaliações estaduais censitárias, com resultados padronizados na escala do Saeb”, diz a nota do Inep. Na sede do Inep, em Brasília (DF), o presidente do Inep, Manuel Palacios, comentou que os índices produzidos em parceria com os estados, estão em “uma lógica ascendente”. “Acho que é claro que é uma tendência de elevação. Acho que 2024 vai comprovar essa tendência de elevação dos resultados da alfabetização”. Se comparado ao Saeb de 2019, o Saeb 2023 revela que o país não voltou ao patamar anterior à pandemia de covid-19, quando tinha 60,3% das crianças alfabetizadas. Porém, o presidente do Inep explica que os dados não podem ser comparados, porque os levantamentos tiveram públicos de diferentes tamanhos nos anos das últimas edições do Saeb. “Em 2023, aproximadamente 18 mil estudantes foram avaliados na rede pública pelo Saeb amostral do 2º ano, de um total de 29 mil estudantes. Em 2019, a amostra totalizava 84 mil estudantes, tendo sido reduzida em 2021”. Os dados do Saeb 2023, chamados de chamados de microdados pelo Inep, são iniciais e estão na fase de finalização de consolidação de informações e análises técnicas. Atraso na divulgação Os resultados do Saesb 2023 estavam previstos para serem divulgados a partir de agosto de 2024. Em meio a críticas de servidores da autarquia, por meio de carta aberta, e questionamentos da imprensa sobre o atraso na divulgação dos dados educacionais, o presidente do Inep confirmou que a divulgação foi determinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana. “Estamos publicando hoje [quinta-feira] para atender uma demanda que é geral e pela determinação do ministro”, disse o presidente, que ponderou que o levantamento ainda carece de estudos. Na nota divulgada durante a coletiva, o Inep reafirmou o “compromisso com a transparência na divulgação dos dados educacionais”. O instituto apontou, no texto, que uma das razões para a não divulgação dos dados do Saeb até o momento é o processo de definição dos padrões de desempenho dos estudantes nas áreas do conhecimento avaliadas na educação básica: no 2º ano, 5º ano e 9º ano do EF. E justamente sobre os padrões de desempenho dos estudantes avaliados, o presidente do Inep afirmou que, até o fim 2023, o Inep não tinha definido o desempenho nacional desejável, em especial, em língua portuguesa e matemática, nas etapas do ensino básico avaliadas. Manuel Palacios esclareceu que a atual gestão tem debatido com consultores, professores e gestores em viagens por diversos estados e, em reuniões em Brasília, os padrões nacionais a serem adotados. Em 16 de abril, em Fortaleza, o Inep deve apresentar a primeira versão dos novos padrões de desempenho do Saeb às redes estaduais e municipais da região Nordeste. Outros quatro encontros regionais ainda serão agendados pelo Inep. “O Saeb sempre ofereceu os resultados da avaliação do ensino fundamental e do ensino médio no país, mas, sem trazer critérios do que é o desejado; o que se quer que um estudante saiba de matemática ou de língua portuguesa ao final do 5º ano. Tinham a interpretação da escala, mas nunca teve a definição do que o país tem que alcançar e o que as crianças precisavam alcançar no padrão adequado [de desempenho].” Adicionalmente, a pasta relatou que divulga regularmente informações qualificadas e confiáveis de avaliações educacionais. “O Inep já divulgou, em agosto de 2024, os resultados do Saeb 2023 no âmbito do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com dados detalhados para o ensino fundamental regular (5º e 9º anos) e o ensino médio regular (3º ano). Além disso, no início de 2025, foram disponibilizados os microdados do Saeb 2023 para essas etapas de ensino”, relembrou. Avaliação por amostras O Inep explicou que a avaliação do Saeb 2023 foi realizada por amostra da alfabetização do 2º ano do ensino fundamental 1 em todas as 27 unidades da federação, com apoio técnico do órgão federal. Esta avaliação feita pelos estados e pelo Distrito Federal contou com a participação das redes públicas e privadas de ensino das unidades da federação. E, por este motivo, os microdados apresentados “não têm boa precisão das estimativas de alfabetização pelos estados”. O Inep aguarda a entrega de todos os dados pelos estados e explicou que o Saeb 2023 está na fase de finalização de estudos “para análise dos resultados e aprimoramentos dos procedimentos de avaliação”. A instituição prevê a divulgação digital dos resultados consolidados até maio de 2025, a depender da entrega dos dados e dos relatórios técnicos elaborados por especialistas. Margem de erro A margem de erro do levantamento nacional que aponta que 49,3% das crianças do 2º ano do ensino fundamental estavam alfabetizadas no Brasil em 2023 é de 2,8%. No entanto, os microdados estaduais revelaram variações significativas nas estimativas sobre a alfabetização dos alunos, com diferenças consideráveis nas margens de erro. A Bahia, por exemplo, tem a maior margem de erro, de 21,5 pontos percentuais, para a amostra de 515 estudantes do 2º ano do ensino fundamental. Na outra ponta, Tocantins teve a menor margem de erro, de 4,5 pontos percentuais, na avaliação de 727 alunos da mesma série. Para o chefe do Inep, as discrepâncias nas margens de erro não devem servir de comparação de resultados da alfabetização das crianças nos diferentes estados. “O objetivo do Inep, ao realizar a avaliação amostral, é fazer estudos analíticos, e não realizar comparações entre resultados,” explica a
Rio vai sediar prêmio ambiental criado pelo príncipe William

Earthshot reunirá investidores, filantropos e líderes ambientais Agência Brasil – O Rio de Janeiro será sede do Prêmio Earthshot 2025, uma das principais premiações ambientais do mundo, fundada pelo Príncipe William, herdeiro do trono do Reino Unido. Para celebrar a escolha anunciada nesta sexta-feira (4), seis pontos turísticos da cidade, como o Museu do Amanhã, Arcos da Lapa, serão iluminados de verde esta noite. A premiação será em novembro e reunirá investidores, filantropos e líderes ambientais de diversas partes do mundo. Esta é a primeira vez que a premiação acontece na América do Sul. Criado em 2020 pelo Príncipe William, o prêmio busca soluções para desafios ambientais e concede prêmios anuais de £1 milhão de euros para cinco projetos ao redor do mundo. As categorias incluem natureza, ar, oceanos, gestão de resíduos e clima. Para o Príncipe William, a edição de 2025 marca um momento importante na trajetória do prêmio. “O ano de 2025 representa meia década do prêmio, e a cada ano celebramos o notável poder da engenhosidade humana para enfrentar os desafios mais urgentes do planeta. Trazer o Earthshot para o Brasil, uma nação rica em biodiversidade e inovação ambiental, impulsiona novas ideias para formas mais saudáveis e seguras de viver. É uma honra destacar as pessoas que estão tornando o mundo um lugar melhor para as próximas gerações”, declarou o príncipe, em nota. Desde a criação, em 2020, o Earthshot identificou mais de 5,3 mil inovações ambientais emergentes em 141 países, reconheceu 60 inovadores por meio de seu Programa de Bolsas de Estudo e distribuiu mais de £20 milhões (cerca de R$ 147,4 milhões) para ajudar os vencedores a expandirem suas ideias
Lula diz que governo tomará medidas para defender empresas nacionais

Presidente se referiu à taxação de produtos brasileiros pelos EUA Agência Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (3) que o país vai tomar “todas as medidas cabíveis” diante da decisão do governo norte-americano de tarifar em 10% os produtos brasileiros. A sobretaxa foi anunciada na última quarta-feira (2) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a uma espécie de tarifaço global sobre impostos de importação. “Defendemos o multilateralismo e o livre comércio. E responderemos a qualquer tentativa de impor um protecionismo que não cabe mais hoje no mundo”, disse. “Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e os nossos trabalhadores, tendo como referência a lei da reciprocidade econômica, aprovada ontem pelo Congresso Nacional, e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, disse Lula. Lula participou do evento intitulado O Brasil dando a volta por cima, que, segundo ele, foi “um breve balanço daquilo que fomos capazes de realizar em apenas dois anos”. “A começar pela reconstrução de um país deixado em ruínas pelo governo anterior. O Brasil é um país que volta a sonhar e ter esperança. Um Brasil que dá a volta por cima e deixa de ser o eterno país do futuro para construir hoje seu futuro”, completou. “Com mais desenvolvimento e inclusão social, mais tecnologia e mais humanismo. Um país menos desigual e mais justo. Que investe em saúde, educação e mais serviços públicos de qualidade. Que não tolera ameaças à democracia. Que não abre mão da sua soberania. Que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a bandeira verde e amarela. Que fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos. Mas que exige reciprocidade no tratamento”, destacou Lula. A solenidade ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a presença de ministros, parlamentares e representantes de movimentos sociais. Lula também voltou a prometer a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média e anunciou a implementação da TV 3.0, sistema integrado de televisão aberta e internet. Balanço “Ao longo de 2023 e 2024, o governo federal se dedicou à reconstrução de políticas que, além de recuperar a economia, alcançaram resultados importantes na redução da fome e da pobreza, no acesso ao trabalho e em áreas como educação, saúde, infraestrutura e relações exteriores”, destacou a Presidência. Entre os números apresentados estão: Economia – O Brasil voltou para o ranking das dez economias do mundo. Nos últimos dois anos, o país cresceu duas vezes mais que a média registrada entre 2019 e 2022. O Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos) foi de 3,2% em 2023 e de 3,4% em 2024. Empregabilidade – O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de desemprego dos últimos 12 anos, de 6,6%, “situação de quase pleno emprego”, disse a Presidência. Em 2021, o indicador havia chegado a 14,9%, o maior da série histórica. Desde 2023, mais de 3,2 milhões de empregos formais foram gerados. O salário mínimo também foi reajustado acima da inflação. Comércio internacional – Nos últimos dois anos, o presidente manteve reuniões com líderes de 67 países. Mais de 340 mercados foram abertos para produtos do agronegócio e a inserção comercial brasileira foi ampliada, em acordos com China, União Europeia e Oriente Médio. Em 2025, o país sedia a Cúpula do Brics, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e assume a presidência do Mercosul. Combate à fome – “O Brasil retomou múltiplas políticas para nutrição e combate à fome e tornou-se uma das nações que mais reduziram a insegurança alimentar no período”, diz. Relatório das Nações Unidas apontou que a insegurança alimentar severa caiu 85% no Brasil em 2023. Em números absolutos, 14,7 milhões deixaram de passar fome no país. A insegurança alimentar severa, que afligia 17,2 milhões de brasileiros em 2022, caiu para 2,5 milhões. Nesse sentido, o programa Bolsa Família protege mais de 20 milhões de famílias todo mês, com repasse mínimo de R$ 600. Mais Médicos – Para ampliar o acesso ao atendimento em saúde, o Mais Médicos dobrou o número de vagas. São mais de 26 mil profissionais atuando, após o programa ter sido reduzido a 13 mil. Hoje, eles chegam a 4,5 mil municípios e cobrem uma região com 64 milhões de brasileiros. Farmácia Popular – O Farmácia Popular, hoje, oferece 41 medicamentos de forma gratuita, incluindo fraldas geriátricas. Cirurgias no SUS – Houve recorde de cirurgias eletivas no SUS, com mais de 14 milhões de procedimentos em 2024, alta de 37% em relação a 2022. Ambulâncias – O Ministério da Saúde aumentou em cinco vezes a entrega de ambulâncias do Samu. Entre 2019 e 2022, 366 foram distribuídas. Nos últimos dois anos, o número subiu para 2.067. Vacinação – “Após superar um período de negacionismo, o Brasil saiu da lista de países com mais crianças não vacinadas no mundo, segundo o Unicef”, diz o governo. A cobertura vacinal aumentou consideravelmente para 15 das 16 vacinas infantis. Pé-de-meia – O programa Pé-de-Meia é um dos destaques no estímulo à educação. Criado para garantir a permanência de estudantes do ensino médio em sala, o incentivo financeiro já chega a 4 milhões de jovens. O programa transfere até R$ 9,2 mil por alunos durante os três anos do ensino médio. Escola integral – “Mais tempo na escola, atividades esportivas, culturais e científicas, além de tranquilidade para os pais trabalharem”. É essa a perspectiva do governo para o ensino em tempo integral, que chegou a mais de 1 milhão de estudantes, o equivalente a 33 mil salas de aula. Ensino superior – O governo federal anunciou 10 novos campi de universidades, 400 obras em universidades e hospitais universitários pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e 102 novos institutos federais de educação. As bolsas de estudo da pós-graduação também foram reajustadas depois de 10 anos. Nova indústria – Criado para fomentar o desenvolvimento produtivo, o programa Nova Indústria Brasil estimula o setor. A indústria cresceu 3,3% em 2024 e foi um dos destaques para puxar o PIB
Câmara aprova PL da Reciprocidade em resposta ao tarifaço de Donald Trump

“Precisávamos criar instrumentos para enfrentar a retaliação do império norte-americano”, comemorou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) De forma simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), o projeto de lei que estabelece critérios para reação brasileira a barreiras comerciais impostas por outros países. A matéria segue à sanção presidencial. Dessa forma, os deputados autorizaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dar respostas ao tarifaço global anunciado, nesta quarta-feira (2), pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os produtos brasileiros foram taxados em ao menos 10%. Outras tarifas para produtos específicos já tinham sido anunciadas, como 25% para aço e alumínio e para automóveis e suas peças. O PL, de Jair Bolsonaro, obstruiu a votação até chegar a um acordo com os demais partidos para que fosse votado na sessão somente o chamado PL da Reciprocidade. Leia mais: Senadores reagem a possíveis taxas dos EUA e aprovam PL da Reciprocidade O partido queria que, antes da votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautasse o projeto de anistia aos condenados nos atos golpistas do 8 de janeiro, mas não teve sucesso na obstrução. “Queria registrar o quanto foi importante a aprovação dessa matéria. Nós precisamos criar instrumentos para enfrentar a retaliação do império norte-americano, eles se acham os donos do mundo”, comemorou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Sobre a obstrução, a parlamentar questionou se era sério o que estava acontecendo no plenário. “Pessoas lambendo a bota de Donald Trump, lambendo a bota da posição norte-americana contra o Brasil e todas as nossas ações em defesa da indústria e da agricultura”, criticou. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a apresentar requerimento para adiar a votação. O requerimento foi derrotado por ampla margem de votos. “O líder do PL sobe a tribuna e diz: ‘nós defendemos o agro’. Mas por que estão com kit obstrução? Estão atrasando. O relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi aprovado por unanimidade e agora é a hora de saber quem defende os interesses brasileiros ou prefere vestir o boné do Trump”, provocou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que encaminhou voto pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). O líder do PSB, deputado Pedro Campos (PE), disse que o Congresso mostrou unidade em defesa dos interesses dos brasileiros. “Isso foi demonstrado pelo Senado, que aprovou por unanimidade esse projeto, que une o Brasil e diz que, na hora em que for feito qualquer movimento contrário ao Brasil, o país tem que reagir, de maneira unida, entendendo que o tratamento que qualquer nação do mundo quiser dispender ao povo brasileiro é o que o Brasil deve ter reciprocamente”, afirmou Campos. Medidas O projeto, que já havia sido aprovado por unanimidade no Senado, atribui à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a avaliação de respostas a países ou blocos econômicos que anunciem medidas contra produtos brasileiros. “A Camex estabelecerá mecanismos para monitorar periodicamente os efeitos das contramedidas adotadas com fundamento nesta Lei e a evolução das negociações diplomáticas com vistas a mitigar ou anular os efeitos das medidas e contramedidas”, diz o texto da matéria. O projeto também cria condições para que o Brasil reaja a pressões externas e tenha autonomia em disputas comerciais. Assegura ainda que “padrões ambientais não sejam utilizados contra os interesses nacionais e equilibra soberania e diplomacia, essenciais para manter a relevância econômica brasileira no cenário internacional”.
Quaest: Lula ganharia em todos cenários de 2026 mesmo com piora na aprovação

Em um dos cenários, presidente marca 44% das intenções de voto no 2º turno contra 40% do inelegível Bolsonaro e ainda venceria Michele, Tarcísio, Zema e outros quatro direitistas A mesma pesquisa Genial/Quaest que trouxe um sinal de alerta ao indicar o aumento no índice de desaprovação ao governo Lula também indicou que, se as eleições 2026 acontecessem agora, o presidente venceria todos os pré-candidatos de direita e extrema direita em cenários de segundo turno. Em um dos cenários traçados de forma estimulada, Lula tem 44% do eleitorado contra 40% de Jair Bolsonaro, que está inelegível e não poderá concorrer. Ainda que o petista esteja na frente é de se ponderar que os números estão no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais. Em outros sete cenários traçados, Lula também venceria contra Michele Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Pablo Marçal (PRTB), Eduardo Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União). Confira abaixo os números, observando que os valores de intenções de voto em branco, nulo ou não vai votar ainda é alto, portanto, ainda há margem para crescimento dos pré-candidatos ao longo desse e do próximo ano. Na pesquisa espontânea, quando o nome dos pré-candidatos não é apresentado, o presidente Lula também sai na frente, com 9%. Apenas outros dois foram mencionados, Bolsonaro com 7% e Tarcísio com 1%. Nesse aspecto o número de indecisos é enorme, 80%. Pontos de atenção Alguns dos resultados ainda mostram pontos de atenção para o governo. Além do aumento da desaprovação que chegou a 56% dos entrevistados, o número de pessoas que acreditam que Lula não deveria ser candidato em 2026 subiu de 52% para 62% entre dezembro de 2024 e o atual resultado de março. Apesar disso, o que beneficia Lula é o grande desconhecimento sobre os outros possíveis candidatos. Assim como na pesquisa espontânea onde só dois nomes da direita e extrema direita foram citados, é revelado que os governadores são ilustres desconhecidos pelo grosso da população. Tarcísio (governador de São Paulo) não é conhecido por 42%, Ratinho Jr. (Paraná) por 51%, Zema (Minas Gerais) 61% e Caiado (Goiás) 63%. Outra questão ainda levantada pela pesquisa é de que “o piso de qualquer candidato de oposição contra o PT é de 30%. Por isso mesmo os candidatos desconhecidos por 60% têm pelo menos 30% em um eventual 2º turno contra Lula”, destaca Felipe Nunes, diretor da Quaest. Os pesquisadores ouviram 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março. O nível de confiabilidade é de 95% e a margem é de 2 pontos percentuais.
Duda Salabert propõe projeto que proíbe anistia para condenados ou investigados por golpe

Projeto apresentado à Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (31) é uma resposta à oposição, que pressiona pelo avanço do PL da Anistia, proíbe anistia para réus ou condenados por crimes contra as instituições democráticas A deputada Duda Salabert (PDT-MG) apresentou à Câmara nesta segunda-feira (31) um projeto de lei para proibir anistia para investigados ou condenados por crimes contra o Estado democrático de direito. A proposta responde à pressão da oposição capitaneada pela bancada do PL por uma rápida aprovação da anistia para os envolvidos no 8 de janeiro. Nesta terça-feira (1º), o líder do partido, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se reunirá com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para negociar que a proposta tramite em caráter de urgência. A proposta protocolada pela deputada mineira sugere que o Código Penal proíba a concessão de anistia para quem cometer crimes contra as instituições democráticas. Se aprovado, o projeto se aplicaria às pessoas que ainda não receberam condenações pelo 8/1 e que respondem pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito. A lei não afetaria os já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na justificativa, Duda Salabert cita que a Constituição proíbe anistia para os crimes hediondos e também os de tortura, tráfico de drogas e terrorismo. “Por analogia e coerência sistêmica, entende-se que crimes contra o Estado democrático de direito, dada sua gravidade, também não devem ser passíveis de anistia”, analisa. Ela argumenta, ainda, que a concessão de anistia nesses casos é inconstitucional.
CAGED de fevereiro mostra crescimento do mercado de trabalho em Montes Claros

Nessa sexta-feira, 28, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). O estudo realizado desde 1965 conta com informações enviadas pelas próprias empresas, o que possibilita uma análise do mercado de trabalho em todos os municípios brasileiros. Em fevereiro, foram contratados, pelas empresas instaladas em Montes Claros, 5.020 profissionais e demitidos 4.840, o que proporcionou um saldo de 180 novos postos de trabalho com um estoque (número de trabalhadores formais em atividade) de 97.118. Os setores da economia que mais geraram saldo de vagas foram Serviços (212) e Construção (122). Com o resultado de fevereiro, já é o segundo mês de 2025 com saldo positivo na geração de empregos, em Montes Claros, uma vez que, em janeiro, houve um saldo de 35 contratações com 4.332 trabalhadores admitidos e 4.297 demitidos, respectivamente, e estoque de 96.938. (SECOM/ Prefeitura de Montes Claros | Texto: Attilio Faggi | Fotos: Fábio Marçal)