Daniel Noboa é proclamado vencedor sob acusações de fraude

O Conselho Nacional Eleitoral do Equador (CNE) anunciou na noite deste domingo (13) que Daniel Noboa foi reeleito presidente da República, em meio a um cenário político conturbado e marcado por graves denúncias de fraude eleitoral levantadas pela opositora Revolução Cidadã (RC), liderada pela candidata Luisa González. Segundo os dados divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com 92,66% dos votos válidos apurados, Noboa obteve 55,83% dos votos, contra 44,17% da candidata da RC, informa a Prensa Latina. A diferença de mais de 10 pontos percentuais entre os dois candidatos surpreendeu analistas e pesquisas, que apontavam uma disputa acirrada e com margem apertada. A inesperada vantagem numérica do presidente reeleito gerou reações imediatas da oposição, que questiona a lisura do processo eleitoral. Em pronunciamento à noite diante de apoiadores, Luisa González declarou não reconhecer o resultado divulgado pelo CNE. González argumentou que houve uma série de irregularidades ao longo do processo que comprometem a legitimidade da eleição. Entre os principais pontos denunciados estão: a não exigência de afastamento dos cargos públicos por parte dos servidores que buscavam a reeleição — como o próprio presidente —, o decreto de um novo estado de emergência em sete províncias e dois municípios durante o processo eleitoral, a mudança repentina de sedes eleitorais, e a restrição do voto para cidadãos equatorianos residentes na Venezuela, totalizando 10 eleitores que foram impedidos de exercer seu direito. Outro fator apontado pela Revolução Cidadã foi a publicação de atas eleitorais sem assinaturas, elemento fundamental para a validação dos resultados. O secretário executivo da RC, Andrés Arauz, afirmou que essa prática é uma irregularidade inaceitável e compromete diretamente a confiabilidade do pleito. Diante do anúncio da oposição de que irá solicitar a recontagem dos votos e a abertura das urnas, a presidente do CNE, Diana Atamaint, respondeu que a legislação equatoriana prevê mecanismos administrativos e contenciosos eleitorais para a contestação de resultados. Ela também afirmou que todos os procedimentos estão sendo conduzidos dentro do marco da lei e com a supervisão de organismos nacionais e internacionais. Setores populares, movimentos sociais e lideranças progressistas denunciam uma crescente concentração de poder, repressão política e criminalização da oposição. A decretação do estado de emergência durante o processo eleitoral é vista por muitos como uma tentativa de silenciar vozes críticas e limitar a mobilização da oposição, em um contexto em que o país enfrenta sérias tensões sociais e econômicas. A Revolução Cidadã, movimento fundado pelo ex-presidente Rafael Correa, promete mobilizações e ações jurídicas e políticas para contestar o resultado das urnas. A disputa está longe de chegar ao fim, e o Equador entra em um período de incerteza, em que a legitimidade do novo mandato de Noboa será testada diante da pressão social e das instituições democráticas. O desfecho dessa crise poderá ter consequências profundas para o futuro da democracia equatoriana e para o equilíbrio político na América do Sul, em um momento em que os ventos da polarização e do autoritarismo sopram em várias partes do continente.

Vacina contra gripe é segura e não causa a doença; saiba mais verdades

Idosos, crianças de 6 meses a 6 anos, grávidas e puérperas devem tomar A campanha de vacinação contra a gripe começou na última segunda-feira (7), nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com o objetivo de imunizar 90% do público-alvo, composto principalmente por idosos, crianças de idades entre 6 meses e 6 anos, gestantes e puérperas. O Ministério da Saúde convoca esses grupos e os demais aptos a se vacinar procurem a proteção o mais rápido possível em unidades de saúde de seus municípios, porque o vírus causador da gripe circula com mais força no outono e no inverno nessas regiões. No segundo semestre, será a vez da Região Norte ser imunizada, para cobrir o “inverno amazônico”, período de chuvas de dezembro a maio. Mas um obstáculo importante que a sociedade brasileira precisa superar para atingir a meta de vacinação são as muitas informações falsas circulando nas redes sociais. A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Monica Levi, alerta que o maior risco são os grupos vulneráveis acreditarem na desinformação e correrem riscos, inclusive de morte, sem a proteção. “Informação falsa, às vezes, é mais letal do que a própria doença. Essa é uma das grandes ameaças à saúde humana”, avisa . “Algumas pessoas podem deixar de se vacinar, acreditando em histórias falsas e consequentemente vão continuar vulneráveis, o que pode até levar ao óbito”, ela complementa. De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença. Saiba o que é verdade e o que é fake news Veja abaixo as explicações da presidente da SBIm que desmentem algumas das informações falsas que mais circulam contra a vacina da gripe e colocam em risco a vida das pessoas: MENTIRA: “A vacina pode fazer algumas pessoas pegarem a gripe” VERDADE: De acordo com a especialista, essa é a época do ano em que mais circulam o rinovírus, o metapneumovírus, o vírus sincicial respiratório, entre outros vírus, mas as pessoas chamam qualquer quadro respiratório de gripe. Mesmo que a pessoa tenha febre, dor de garganta e tosse, pode ser outro vírus respiratório, como o da covid, por exemplo. Além disso, se a pessoa já tiver sido infectada, e estiver incubando o vírus, os sintomas podem aparecer depois que ela tomou a vacina. E é preciso duas semanas, no mínimo, para desenvolver a proteção. Nesse período, a pessoa continua vulnerável, inclusive à gripe, como quem não foi vacinado. MENTIRA: “A vacina contra a gripe não é segura e pode provocar a morte de pessoas mais velhas” VERDADE: Essa é uma vacina extremamente segura, tanto que os grupos prioritários escolhidos para tomar a vacina são os que têm maior comprometimento da imunidade. Uma pessoa que faz um transplante de medula óssea, a primeira vacina que ele tem que tomar, três meses pós-transplante, é a vacina contra a gripe. Por que ela é segura? Porque é uma vacina inativada, ou seja, o vírus é morto, fracionado e você só usa uma fração dele na produção de anticorpos.  Então, em qualquer pessoa, seja imunocompetente ou imunocompromtida, seja uma pessoa que tenha alguma comorbidade, ela vai ser extremamente segura. MENTIRA: “A vacina não evita totalmente o contágio, logo, não tem eficácia” VERDADE: A vacina contra a gripe é eficaz principalmente para proteger contra a doença grave e suas complicações e contra o óbito. Dependendo da faixa etária e do grau de resposta imunológica da pessoa vacinada, ela pode ter uma menor eficácia contra o contágio pelo vírus, mas ela continua sendo muito importante para prevenir a forma grave da doença. Por isso, a recomendação é que as pessoas que são mais vulneráveis se vacinem todos os anos para não correr esse risco. MENTIRA: “A gripe é uma doença comum, sem gravidade. Por isso, não é importante se vacinar” VERDADE: A gripe é uma doença potencialmente grave. Nem todos casos vão ser assim, tem gente que vai ter sintomas, por mais ou menos uma semana, sem consequências. Mas algumas pessoas vão desenvolver pneumonia, vão desenvolver uma descompensação de outras doenças, como, por exemplo, diabetes, cardiopatia ou doença pulmonar obstrutiva crônica. Por isso que essa é uma vacina muito importante na faixa etária dos idosos, porque eles apresentam mais quadros graves, com mais internação e mais óbitos. Depois, as pessoas com comorbidades e as crianças pequenas são as mais atingidas pelas formas graves.   MENTIRA: “Os profissionais de saúde estão misturando a vacina da gripe com a vacina da covid” VERDADE: Não se faz alquimia com nenhuma vacina. Cada uma tem os seus ingredientes, o seu volume, o seu conteúdo e jamais, nunca houve essa história de vacinas serem misturadas. O que existe são vacinas combinadas, que protegem contra várias doenças, mas elas já são fabricadas assim pelo próprio laboratório, com todas as quantidades e excipientes de cada um dos componentes, calculados, testados, com estudos clínicos e a aprovação de órgãos regulatórios. Mas isso não feito com a vacina da gripe e a vacina da covid. Vacina atualizada Todos os anos, a vacina é atualizada para proteger contra os três tipos do vírus influenza com maior circulação, por isso, o imunizante que está sendo aplicado previne contra a influenza A H1N1 e H3N2 e contra a Influenza B. Por isso, para se manter protegido, é necessário receber a vacina todo ano. Quem deve se vacinar contra a gripe  Idosos  Crianças de 6 meses a menores de 6 anos  Gestantes e puérperas  Povos indígenas  Pessoas em situação de rua  Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais  Pessoas com deficiência permanentes  População privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens  Profissionais das Forças Armadas e das áreas de saúde, educação, segurança pública, salvamento, unidades prisionais, transporte rodoviário coletivo e de carga e portos.

Crianças indígenas entregam manifesto pelo meio ambiente a ministras

Mundo já tem respostas técnicas para conter o aquecimento, diz Marina Um grupo de crianças de diferentes etnias e regiões do país entregou a representantes do governo federal uma carta cobrando medidas efetivas de proteção ao meio ambiente e de enfrentamento às mudanças climáticas. O documento foi entregue durante o último dia da 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização dos povos originários do Brasil. “Nossas florestas estão sendo desmatadas e feridas e nossos rios estão ficando secos e poluídos. Estão acabando com tudo o que a gente conhece, ama e respeita”, lamentam as crianças no manifesto entregue às ministras dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. O texto do documento foi escrito com a colaboração de crianças não-indígenas e o auxílio de alguns adultos que acompanhavam as crianças no Cafi Parentinho, um espaço especialmente dedicado ao público infantil presente no Acampamento Terra Livre, que, este ano, reuniu entre 6 mil e 8 mil indígenas de 135 etnias de todo o país. O evento começou na segunda-feira (7) e termina hoje (11), ainda que muitas delegações só deixem a capital federal amanhã. “Estamos aqui para cuidar do nosso mundo, da nossa floresta e, principalmente, do nosso direito de existir”, afirmam as crianças, na carta. “Sempre falam que somos o futuro, mas somos o presente e o agora! Os ancestrais nos ensinaram a ouvir a natureza e agora pedimos que os outros adultos nos ouçam. Estamos ouvindo o som do mundo de vocês desmoronando. E vocês? Conseguem ouvir? Escutem nosso chamado: somos parte da solução. Sabemos que existe um jeito de salvar o nosso mundo e estamos prontos para caminhar juntos, unidos para proteger nossas terras, nossos rios e nossas culturas”, acrescentaram as crianças, cobrando “de quem governa e toma decisões” a devida proteção às florestas e ao planeta. “Queremos água limpa, sem poluição e sem minério. Não queremos que nossos rios e igarapés sejam sujos com petróleo. Defendemos todos os seres vivos. Se não cuidarem do nosso mundo, não vai haver futuro para nós, crianças. E a luta não é só nossa, é de todo mundo”, concluíram os autores do manifesto. Yará Santos da Costa, de 9 anos de idade, e Luana Katariru, 8, leram para os presentes a íntegra da carta que entregaram às ministras. Moradora de Manaus, Yará é parte do povo sateré-mawé e viajou para a capital junto com os responsáveis e uma delegação da Região Norte. Já Luana é da etnia manchineri, que também se concentra na Região Norte, mas a menina, atualmente, mora em Brasília, com a família. “Entregaram [o esboço da] carta e a gente fez as correções, colocando [a palavra] mundo em vários pontos porque não são só as crianças da Amazônia que estão sofrendo com o desmatamento, com a fumaça. São as crianças do mundo inteiro”, comentou Luana, ao ser entrevistada por veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Os animais estão morrendo e está tendo muita fumaça. Não estamos mais respirando o ar puro que respirávamos antes. O ar está poluído pela fumaça. As árvores estão sendo cortadas. E se não há árvores, como vamos respirar?”, acrescentou Yará. “Queremos compromissos reais. Parem de desmatar! A vida não depende de mais desmatamento”, cobrou Luana. Visivelmente emocionada, a ministra Marina Silva desabafou. “Em todos os períodos da história, são os adultos que se colocam na frente das suas crianças para protegê-las. Por não olharmos para os povos indígenas, para aqueles que têm conhecimentos ancestrais, nós fizemos algo tão terrível com o planeta que, pela primeira vez, são as crianças que estão se colocando na nossa frente para nos defender. Algo está errado. Não são as crianças que tem que fazer o que os adultos deveriam ter feito”, disse a ministra. Para Marina, o mundo já dispõe de “respostas técnicas” para conter o aquecimento global. “Para resolver o problema do clima, falta o compromisso ético de fazermos a transição [energética] para termos um novo ciclo de prosperidade que não deixe ninguém para trás.” A ministra Sonia Guajajara afirmou que ir ao ATL e ouvir as crianças é parte dos esforços para ampliar a participação indígena em todas as esferas do governo federal. “Recebo este manifesto não como um ato simbólico, mas como um compromisso que deve ser firmado por todos os tomadores de decisão. Pensar o futuro é agir agora. E estar com as crianças, escutá-las, é firmar este compromisso com o futuro das próximas gerações.” (Agência Brasil)

Apenas seis cursos de medicina têm nota máxima no Enade

Cinco estão no estado de São Paulo e um em Minas Gerais Dos 309 cursos de medicina que foram avaliados pelo Ministério da Educação via Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), aplicado em 2023, apenas seis tiraram nota 5, o mais alto conceito do exame.  Do grupo dos mais bem avaliados, cinco estão no estado de São Paulo e um em Minas Gerais. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (11). Apenas um dos cursos de nota 5 é público e cinco são de instituições particulares:  Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) – Pública Universidade do Oeste Paulista (Unoeste/ SP) – Privada Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP/SP) – Privada Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC/MG) – Privada Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE/SP) – Privada Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (UniSalesiano/SP) – Privada Conceitos Ainda em relação ao curso de medicina, quatro ficaram sem avaliação por não terem formandos ou em quantidade reduzida. Outros 119 cursos tiveram nota 4, enquanto que 156, nota 3, outros 22 tiraram nota 2, e dois ficaram com a nota 1. O conceito final é extraído das avaliações do desempenho dos estudantes, da infraestrutura e instalações das instituições, dos recursos didático-pedagógicos, do corpo docente e de um questionário para o estudante. Saúde na frente Ao todo, o Enade 2023 avaliou 9.812 cursos em todo o Brasil. Segundo o MEC, numa escala de 0 a 100, os cursos da área de saúde e bem-estar que mais se destacaram foram medicina (65) e fisioterapia (53,67).  Os cursos de arquitetura e urbanismo (56,94) e engenharia ambiental (55,22)  e de segurança do trabalho (52,62) também tiveram destaque.. Em 2023, Enade avaliou as seguintes áreas em bacharelado de agronomia, arquitetura e urbanismo, engenharia ambiental, engenharia civil, engenharia de alimentos, engenharia de computação, engenharia de controle e automação, engenharia de produção, engenharia elétrica, engenharia florestal, engenharia mecânica e engenharia química. Entre os cursos da área de saúde, além de medicina foram avaliados biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina veterinária, nutrição, odontologia, zootecnia. E, da área de tecnologia, fizeram a prova formandos nos cursos de agronegócio, estética e cosmética, gestão ambiental, gestão hospitalar, radiologia e segurança no trabalho. A distância Ao todo, 7.857 cursos presenciais foram avaliados e 492 tiveram o mais alto conceito (o que representa 5% do total). Entre os cursos a distância, estudantes de 623 cursos fizeram o Enade e apenas seis tiveram o mais alto conceito (o que significa 0,9%).

Bolsonaro é internado após STF publicar acórdão de decisão que o tornou réu

Ex-presidente teria sentido “fortes dores em decorrência da facada que sofreu em 2018” e procurou a emergência de um hospital na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. Na prática, acórdão abre prazo para julgamento do mérito sobre golpe. Nesta sexta-feira (11), dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou o acórdão da decisão da primeira turma que o tornou réu, Jair Bolsonaro foi internado às pressas em um hospital na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. Segundo informações de Bela Megale, no jornal O Globo, O ex-presidente sentiu “fortes dores em decorrência da facada que sofreu em 2018” e foi à emergência do hospital procurar atendimento médico. Vídeos divulgados há cerca de uma hora nas redes mostram o ex-presidente bem disposto, fazendo corpo a corpo com apoiadores. “Presidente @jairmessiasbolsonaro em parada não programada em Bom Jesus (RN). O povo potiguar saiu às ruas cedo, porque está cansado de promessas vazias do PT e de um estado abandonado. O Nordeste quer mudança de verdade — e ela começa com coragem e consciência”, escreveu Marinho no vídeo divulgado por volta das 9h30 no Instagram. https://www.instagram.com/rogerio.smarinho/?utm_source=ig_embed&ig_rid=275f184c-8cd3-49b7-b84b-956fa0b9c352 Antes disso, o senador divulgou um outro vídeo, da chegada de Bolsonaro a Natal, capital do Estado, afirmando que o ex-presidente teria chegado ainda durante a madrugada. “00:22 min, Jair Messias Bolsonaro chegando a Natal. Ninguém mata um sentimento”, escreveu na publicação divulgada na manhã de hoje. Nas imagens, Bolsonaro aparece forte, erguendo uma criança antes de entrar no carro. https://www.instagram.com/rogerio.smarinho/?utm_source=ig_embed&ig_rid=0098ffb8-0cf9-4b47-aa2f-3b4564488d39 Segundo informações da jornalista d’O Globo, Bolsonaro sentiu “indisposição” quando estava na estrada. Pessoas próximas teriam dito que “ele vinha sofrendo de obstrução intestinal há alguns dias”. Bolsonaro está sendo transferido para Natal. Acórdão publicado A internação de Bolsonaro aconteceu horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) publicar o acórdão da decisão da primeira turma, que tornou o ex-presidente e outros sete comparsas do núcleo “crucial” da organização criminosa réus por tentativa de golpe. Com a publicação do acórdão, os réus terão cinco dias para apresentarem as defesas prévias, expondo argumentos e indicando testemunhas. Na prática, o documento dá a largada para o julgamento do mérito da ação criminal. O acórdão mostra que a denúncia feita pelo Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, foi integralmente recebida pela primeira turma. Dessa forma, a decisão transformou em réus o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-diretor da Polícia Federal Anderson Torres, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, delator do caso, o ex-ministro da Defesa, Pualo Sérgio Nogueira, e o general Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e ex-ministro da Defesa. Segundo o acórdão, eles responderão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro ainda responde por ser o líder da organização criminosa golpista. Após os réus apresentarem as defesas, as testemunhas serão ouvidas e, em seguida, acontece o interrogatório dos acusados. Será quando Bolsonaro e seus cúmplices sentarão no banco dos réus. Em seguida, Alexandre de Moraes, relator do caso, fará seu parecer e dará seu voto. Ele também poderá pedir a inclusão do caso na pauta para que se dê a votação dos demais ministros da primeira turma.

STF publica acórdão de julgamento que tornou Bolsonaro réu por tentativa de golpe

Próximo passo é a fase de instrução penal, quando serão produzidas provas e colhidos os depoimentos O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta sexta-feira (11) a decisão da Primeira Turma que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados réus por uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. O acórdão, com cerca de 500 páginas, resume o julgamento realizado em 26 de março, quando os cinco ministros da Primeira Turma aceitaram por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com a publicação do documento, as defesas devem ser notificadas e têm a oportunidade de apresentar questionamentos ao que foi registrado pelo acórdão, no prazo médio de cinco dias a partir da notificação. Se alguma defesa questionar ou contestar o teor do acórdão, o ministro-relator Alexandre de Moraes deve pedir parecer da PGR, antes de decidir se aceita ou não esses recursos. Ele pode decidir monocraticamente (de forma individual) ou enviar os questionamentos para deliberação da Primeira Turma. Depois desses procedimentos, começa de fato a fase de instrução processual, quando são colhidas as provas e ouvidos os depoimentos de testemunhas. Nesta etapa, acontecem os interrogatórios dos réus e as oitivas das testemunhas de acusação e de defesa, e há esclarecimentos de peritos, se necessário. A Primeira Turma só julgará o mérito do processo após todas essas etapas e, aí sim, vai decidir se os réus são condenados ou absolvidos. Integram a primeira turma os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin (presidente), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Bolsonaro e mais 33 aliados foram denunciados por tentativa de golpe Em fevereiro deste ano, a Procuradoria Geral da República denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, as penas superam os 30 anos de cadeia. Segundo a denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, o planejamento e execução da tentativa de golpe teve início em meados de 2021, com ataques deliberados às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, e culminou em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Os investigados foram divididos em cinco grupos de atuação, para facilitar o julgamento, permitindo a análise separada dos diferentes núcleos envolvidos. No dia 26 de março, os ministros da Primeira Turma analisaram a denúncia contra o chamado “núcleo crucial”, responsável por liderar o suposto plano para a tentativa de golpe em 2022. Fazem parte do “núcleo crucial” do golpe: Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022; General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Defesas negam participação dos acusados na tentativa de golpe As defesas dos acusados negaram, uma a uma, a autoria dos delitos por seus clientes. A maior parte dos advogados reclamou também de questões processuais, alegando, por exemplo, o cerceamento de defesa, por não terem tido acesso, segundo contam, ao material bruto que embasou a denúncia. Após o julgamento na Primeira Turma, o advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificou a falta de acesso ao processo como “preocupante”. “Nós avisamos que a defesa teria um prejuízo concreto com a questão de não ter a totalidade dos elementos de prova. E hoje, o que aconteceu aqui: trechos de diálogos e de depoimentos. Não sabemos em qual contexto eles foram colocados, de que forma foram colocados. Vamos provar a inocência, mas precisamos de ter liberdade de defesa, senão fica muito complicado”, disse Vilardi.

Começou a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador do Norte de Minas

Montes Claros sedia a Etapa Macrorregional da Conferência de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, etapa macrorregional Norte de Minas Gerais, que visa fortalecer o Controle Social, com ampliação da participação popular nos territórios para efetivação da Política Municipal, Estadual e Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como um direito humano. Promovida pelo Conselho Municipal de Saúde, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Montes Claros – CEREST, com profissionais dos mais variados segmentos, a 5a Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora terá três eixos: 1) Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora; 2) As novas relações de trabalho e a saúde do trabalhador e da trabalhadora; 3) Participação popular na saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras para o Controle Social. A cerimônia de abertura aconteceu nessa quarta, 9, no Espaço OAB Eventos, localizado na Rua Dr. Walter Ferreira Barreto, 154, e prossegue hoje e amanhã (10 e 11 de abril), onde serão debatidas políticas inclusivas e eficazes voltadas para a saúde de todos os trabalhadores, formais e informais, do município e região. Serão formuladas propostas que deverão ser apresentadas na etapa estadual, e escolhidos os delegados para a próxima etapa. O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Montes Claros, Farley Sindeaux Ribeiro, abriu a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador do Norte de Minas enaltecendo a importância do SUS para a população brasileira, porque promove a justiça social, com atendimento a todos os indivíduos gratuitamente e lembrando que Montes Claros teve um papel fundamental no seu processo de implementação. Para a Superintendente Regional de Saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques, o tema saúde do trabalhador e trabalhadora é de grande relevância devido ao crescimento das enfermidades dos trabalhadores da saúde. “A demanda de adoecimento do nosso trabalhador é crescente e com um aumento considerável de afastamento. Fato que vem causando prejuízo enorme para o nosso sistema de saúde e, principalmente, para a saúde do trabalhador. No ano passado, por exemplo, houve 470 mil afastamentos de trabalhadores e trabalhadoras da saúde por problemas com saúde mental no Estado, representando um aumento de 70% em relação ao ano de 2021. Não sei se foi coincidência, mas abril é o mês dedicado a conscientização e a sensibilização da segurança e saúde do trabalhador, conhecido como Abril Verde, para alertar sobre a saúde e segurança no trabalho”, informou Thauanne. “Montes Claros tem o orgulho de recepcionar todos nesta importante Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador do Norte de Minas. Para quem não sabe, foi aqui o berço do SUS, através da Carta de Montes Claros, que contribuiu para a criação do Sistema Único de Saúde, um projeto pioneiro no movimento sanitarista brasileiro e que se propôs a reorganizar os serviços de saúde. Hoje, o SUS é a maior política pública que o Brasil conseguiu construir, sendo universal, de graça e para todos”, lembrou o vice-prefeito e secretário de Inovação e Projetos Especiais de Montes Claros, Otávio Rocha.

ESPN afasta seis jornalistas que fizeram críticas à Confederação Brasileira de Futebol

Os jornalistas fizeram comentários sobre uma reportagem que apontava irregularidades na gestão de Ednaldo Rodrigues na entidade A ESPN afastou os jornalistas Dimas Coppede, Gian Oddi, Paulo Calçade, Pedro Ivo Almeida, Victor Birner e William Tavares, que fizeram críticas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante o programa Linha de Passe, na última segunda-feira (7). Os jornalistas comentaram uma reportagem da revista Piauí que fez uma série de denúncias sobre a gestão do presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues. As informações são do UOL. O programa, transmitido na segunda-feira, gerou repercussão por seu tom crítico em relação à CBF, abordando as acusações de irregularidades e questionando a administração de Rodrigues. Segundo fontes, a cúpula da ESPN não foi informada previamente sobre o conteúdo que seria veiculado, o que teria gerado insatisfação por parte da emissora. A confederação, com a qual a ESPN mantém uma negociação de parceria comercial para a transmissão do Campeonato Brasileiro da Série B, procurou a emissora exigindo uma postura diante das críticas veiculadas. A expectativa é que os profissionais afastados sejam reintegrados amanhã, após uma rápida suspensão. Com a mudança, o programa Linha de Passe da terça-feira foi conduzido por uma nova equipe de jornalistas, composta por André Pilhal, André Kfouri, Breiler Pires, Eugênio Leal e Leonardo Bertozzi. Além disso, a grade de transmissão dos jogos também precisou ser adaptada devido às mudanças de última hora. As assessorias de imprensa da CBF e da ESPN não se pronunciaram sobre o caso

Montes Claros realiza a 1ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+

Foi realizada na manhã desta sexta-feira, 04, no plenário da Câmara Municipal de Montes Claros, a 1ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+, voltada para a construção de políticas públicas. A Conferência iniciou às 7h com um show musical da cantora Nayane Matozinhos e encerrou às 12h, com a escolha dos delegados eleitos para representarem Montes Claros nas conferência estadual. A presidente da comissão organizadora da 1ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+, Celeste Leite Fróes, secretária municipal de Administração de Montes Claros, fez a leitura técnica da Conferência, que teve como tema “Construindo a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+”, e abordou os quatro eixos principais de debate: – Enfrentamento à violência contra a população LGBTQIAPN+; – Trabalho digno e geração de renda; – Interseccionalidade e internacionalização e – Institucionalização da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+. Em seguida, o vice-prefeito e secretário de Inovação e Projetos Especiais, Otávio Batista Rocha Machado, abriu a conferência dizendo que o apoio do poder público a pessoas LGBTQIAPN+ é importante para garantir direitos, combater discriminação e preconceito e promover a cidadania. “Temos uma população potente e corajosa e o preconceito e a exclusão são temas que não podem ser mais escondidos na nossa sociedade. Por isso, é dever do poder público dar visibilidade e voz para aqueles que não são vistos”, comentou Otávio Rocha, lembrando que “o respeito à diversidade é um princípio fundamental para a construção de uma sociedade justa e inclusiva. E a Prefeitura de Montes Claros tem este compromisso”. Ao final da conferência, foram eleitos 12 delegados da sociedade civil e da gestão municipal para representar Montes Claros na etapa estadual. Além disso, foram formuladas propostas para a gestão municipal, para o governo estadual e para o governo federal. Essas propostas serão desenvolvidas para, posteriormente, se transformar em políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+. A conferência representou um espaço essencial de diálogo entre sociedade civil e poder público, com o objetivo de discutir e planejar ações para os próximos anos, fortalecendo os direitos e a inclusão da comunidade LGBTQIAPN+.

Datafolha mostra alta de cinco pontos na aprovação de Lula e sociedade ainda polarizada

Presidente interrompe ciclo de queda, avança na classe média e entre os mais escolarizados, e mantém força no Nordeste O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu sinais de recuperação em sua popularidade após meses de desgaste. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada pela Folha de S.Paulo, a aprovação de seu governo cresceu cinco pontos percentuais, passando de 24% em fevereiro para 29% em abril. O resultado marca uma reversão na tendência de queda e demonstra que as recentes ações do governo, especialmente no campo da comunicação e da publicidade, começam a surtir efeito. Entre os avanços mais significativos estão os verificados na classe média e entre os brasileiros com maior escolaridade. Na faixa dos que possuem ensino superior, a aprovação saltou de 18% para 31%. Já entre os que recebem entre 2 e 5 salários mínimos, a avaliação positiva subiu de 17% para 26%. O mesmo padrão de crescimento se repete nas faixas de renda mais alta: entre os que ganham de 5 a 10 salários, e também entre os que recebem mais de 10 salários mínimos, a taxa de aprovação passou de 18% para 31%. No Nordeste, tradicional bastião de apoio ao presidente, a aprovação voltou a crescer e atingiu 38%, após uma queda registrada entre dezembro e fevereiro. No Sudeste, o avanço também foi expressivo: de 20% para 25%. Entre as mulheres, que haviam demonstrado forte queda de apoio no início do ano, o índice de ótimo ou bom subiu de 24% para 30%. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 entrevistados em 172 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A recuperação da imagem do presidente ocorre após uma série de ajustes estratégicos, como a nomeação do marqueteiro Sidônio Palmeira para a chefia da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Na última quinta-feira (3), o governo promoveu o evento “Brasil Dando a Volta por Cima”, com balanços positivos das ações do Executivo —marcando uma nova fase de atuação mais assertiva na disputa pela narrativa pública. Embora a reprovação ainda seja numericamente maior (38%), caiu em relação ao pico de 41% registrado em fevereiro. A avaliação regular se manteve estável em 32%. Já a expectativa sobre o futuro do governo mostra um país dividido: 35% acreditam que Lula fará um governo ótimo ou bom, o mesmo percentual dos que esperam um desempenho ruim ou péssimo. Outros 28% projetam uma gestão regular. A comparação com outros momentos históricos também coloca os números atuais em perspectiva. No auge da crise do mensalão, em 2005, Lula registrava índices semelhantes de aprovação (28%). Já em maio de 2021, no terceiro ano do governo Jair Bolsonaro, apenas 24% avaliavam sua gestão como ótima ou boa, enquanto 45% a consideravam ruim ou péssima. Outro dado relevante é o da percepção sobre a vida pessoal da população: embora 29% afirmem que sua situação piorou desde a posse de Lula, 28% dizem que melhorou —oscilação dentro da margem de erro, mas que mostra uma tendência de equilíbrio. Já os que sentem que nada mudou caíram de 51% para 42%, sinalizando uma percepção de transformação, ainda que incipiente. Com uma campanha publicitária em preparação e contratos que podem movimentar até R$ 3,5 bilhões em comunicação institucional, o governo Lula aposta na retomada do protagonismo político e da conexão com a população. A recuperação parcial registrada pela pesquisa Datafolha aponta que a virada pode estar em curso.