BOTAFOGO CAMPEÃO! Glorioso conquista seu primeiro título da Libertadores

O time foi campeão da Copa Libertadores de 2024, neste sábado (30), ao derrotar o Atlético-MG por 3 a 1, mesmo com um jogador expulso aos 30 segundos de jogo. Com o título, o Botafogo disputará duas competições da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Com um jogador a menos, o Botafogo venceu o Atlético-MG por 3 a 1 na final da Libertadores e conquistou o título inédito neste sábado, 30, no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. O volante Gregore foi expulso com menos de um minuto de jogo. Logo no primeiro lance da partida, o botafoguense acertou o rosto de Fausto Vera com a sola da chuteira. Ele deixou o campo sem protestos e não foi necessário o auxílio do VAR para decretar a expulsão. Com um a menos, o time do Botafogo se postou na defesa, mas manteve o equilíbrio no ataque. A expulsão não impediu com que Luiz Henrique abrisse o placar após o rebote do chute de Marlon Freitas pela esquerda. Aos 42 minutos, Alex Telles marcou o segundo do Botafogo. Após revisão no VAR, o juiz marcou pênalti do goleiro Éverson em Luiz Henrique. Aos 2 minutos do segundo tempo, o Galo diminuiu a vantagem. Hulk cobrou escanteio aberto pela esquerda e Eduardo Vargas marcou de cabeça. Nos acréscimos, Júnior Santos fez o terceiro e foi decretada a festa, com invasão antes do apito final e cerveja atirada na imprensa. A tarde em Buenos Aires era do Botafogo e de seus torcedores, que tiraram da garganta um grito entalado por quase três décadas. A estrela solitária do Glorioso enfim voltou a brilhar. Os mais de 20 mil botafoguenses cantaram Vou Festejar, de Beth Carvalho, para celebrar. O calvário acabou, começou a festa. O Glorioso era o único clube grande do Rio de Janeiro que ainda não havia vencido a competição. O campeão sul-americano vai disputar em Doha, no Catar, o Mundial de Clubes, agora chamado de Copa Intercontinental. A estreia é contra o Pachuca, do México, em 11 de dezembro, três dias depois do fim do Brasileirão. O título também garantiu o time carioca no Super Mundial, novo torneio organizado pela Fifa nos Estados Unidos com a presença dos mais poderosos clubes do mundo, como Real Madrid e Bayern de Munique, além de Palmeiras, Flamengo e Fluminense, os outros representantes brasileiros. FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-MG 1 X 3 BOTAFOGO ATLÉTICO-MG – Éverson; Lyanco (Mariano), Battaglia e Junior Alonso; Gustavo Scarpa (Vargas), Alan Franco, Fausto Vera (Bernard) e Guilherme Arana; Hulk, Deyverson (Alan Kardec) e Paulinho. Técnico: Gabriel Milito. BOTAFOGO – John; Vitinho, Barboza, Bastos e Alex Telles (Marçal); Gregore, Marlon Freitas e Thiago Almada (Júnior Santos); Luiz Henrique (Matheus Martins), Savarino (Danilo Barbosa) e Igor Jesus (Allan). Técnico: Artur Jorge. GOLS – Luiz Henrique, aos 34, e Alex Telles, aos 42 minutos do segundo tempo. Vargas, a um, e Júnior Santos, aos 51 do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Lyanco, Battaglia, Fausto Vera, Alex Telles, Thiago Almada, Igor Jesus, Hulk, Vitinho. CARTÃO VERMELHO – Gregore. ÁRBITRO – Facundo Tello (Argentina). PÚBLICO E RENDA – Não divulgados. LOCAL – Mâs Monumental, em Buenos Aires, na Argentina.

Economia apresentou saldo positivo de contratações em outubro em Montes Claros

Na tarde desta quarta-feira, 27, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Em outubro, as empresas instaladas em Montes Claros contrataram 4.520 trabalhadores e demitiram 4.112, o que resultou em um saldo de 408 novos postos de trabalho. O saldo de outubro dá continuidade ao período positivo na geração de empregos também identificado em fevereiro (saldo de 139 vagas), março (153), abril (398), maio (826), junho (671), julho (176), agosto (352) e setembro (386). No acumulado de 2024, já são 3.491 novos postos de trabalho, o que corresponde a uma média geral superior a 344 novos posto por mês. Os setores da economia que mais contrataram, em outubro, foram Serviços (2.386) e Comércio (1.016). Ainda é pertinente destacar que todos os setores da economia identificados e pesquisados pelo CAGED tiveram saldos positivos: Serviços (225), Construção (105), Indústria (35), Agropecuária (23) e Comércio (20). Texto: Attilio Faggi – Foto: Fábio Marçal Ascom/Prefeitura de Montes Claros

Haddad anuncia diretrizes para cortes e isenção maior do imposto de renda

Oficialmente, o governo resumiu o pacote a “medidas de contenção de despesas” para “tornar o gasto público mais eficiente”. Na prática, porém, os retrocessos estão encaminhados. Num aguardado pronunciamento em cadeia de rádio e TV, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, na noite desta quarta-feira (27), cortes e ajustes que devem levar a uma economia de R$ 70 bilhões no orçamento da União em 2025 e 2026. Genérica e recheada de eufemismos, a fala de Haddad não detalhou as propostas e deu ênfase às diretrizes do pacote. “Precisamos cuidar ainda mais da nossa casa. É por isso que estamos adotando as medidas necessárias para proteger a nossa economia”, declarou Haddad, que não citou o arcabouço fiscal – pretexto maior para o anúncio. Oficialmente, o governo resumiu o pacote a “medidas de contenção de despesas” para “tornar o gasto público mais eficiente”. O lema do pronunciamento foi nessa direção: “Brasil Mais Forte – Governo Eficiente e País Justo”. Na prática, porém, os retrocessos estão encaminhados. Haverá, por exemplo, um cerco à política de valorização do salário mínimo. A regra atual prevê que o reajuste anual do mínimo levará em conta a inflação do período e o crescimento oficial do Produto Interno Bruto (PIB) nos dois anos anteriores. Mas, segundo Haddad, qualquer aumento nos próximos anos deverá obedecer à “nova regra fiscal”. A crer no noticiário da grande mídia, a equipe econômica quer impor um teto de 2,5% ao reajuste. Uma entrevista coletiva prevista para a manhã desta quinta-feira (28) detalhará as metas que Haddad preferiu evitar no pronunciamento. Restrições O abono salarial (PIS/Pasep) e o BPC (Benefício de Prestação Continuada) tampouco serão poupados. Sem citar números, o ministro admitiu que o governo restringirá o acesso a esses direitos. No caso do abono – que hoje beneficia quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.824) –, a previsão é limitar apenas a quem recebe um mínimo (R$ 1.412). Além disso, a carência passará de 30 para 90 dias. A medida, portanto, prejudica os trabalhadores mais pobres. Já para o BPC, hoje estipulado em um salário mínimo, o governo pretende reforçar o chamado “pente-fino” – uma fiscalização mais rigorosa com o objetivo de identificar e coibir irregularidades. O Bolsa Família também será esquadrinhado – mas, para Haddad, é preciso prioritariamente “aperfeiçoar mecanismos de controle” contra fraudes e distorções no BPC, que terá controle mensal. A parte mais nebulosa do acordo fiscal envolve as medidas voltadas aos servidores públicos e aos militares. A promessa do governo é revisar rendimentos conforme o “teto constitucional”, atacando privilégios, como as bizarras aposentadorias nas Forças Armadas e os supersalários no serviço público. No entanto, falta clareza sobre o que será feito. IR Em contrapartida, haverá uma revisão na tabela do Imposto de Renda (IR): trabalhadores que ganham até R$ 5 mil se tornam isentos – o que deve beneficiar 36 milhões de contribuintes, conforme a Unafisco (Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil). Hoje, a faixa de isenção é de R$ R2.259,20 para quem ganha. A fim de promover a “correção da injustiça tributária” e compensar a perda, a proposta é elevar o IR de quem ganha, mensalmente, mais do que R$ 50 mil. Haddad sinalizou que “corrigir excessos” virou o mantra. Pode ser uma parte louvável do pacote. Mas o conjunto das propostas frustra os apoiadores do governo Lula. Ampliar a isenção do imposto de renda era um compromisso de campanha na eleição presidencial de 2022. O programa de governo, porém, não previa nada sobre um ajuste fiscal ao gosto do mercado financeiro. A noite é de revés para os trabalhadores e o campo progressista

Fogo destrói 10 vezes mais a floresta amazônica do que o desmatamento

A diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar, disse na COP29 que o impacto das mudanças climáticas mostra que as secas severas podem gerar esse cenário de incêndios Dados da rede Mapbiomas divulgados na Conferência do Clima da ONU (COP29), em Baku (Azerbaijão), revelam que as queimadas destruíram dez vezes mais áreas de florestas na Amazônia do que o desmatamento, entre janeiro e outubro deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesses dez meses foram 6,7 milhões de hectares de floresta que queimaram na região, contra 650 mil hectares desmatados. Ao todo, 73% do fogo no país em outubro foi na região amazônica. Além disso, 64% de tudo que foi queimado ocorreu em áreas de vegetação nativa, as florestas representaram 45%. No mesmo período do ano passado, os incêndios devastaram 717 mil hectares, ou seja, houve um aumento de 7,5 vezes em apenas um ano. A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse à DW que a floresta pode até se recuperar, mas o processo é muito longo. “O impacto das mudanças climáticas mostra que as secas severas podem gerar esse cenário de incêndios, que tomou uma proporção alarmante”, observou. Para ela, os dados praticamente anulam os esforços pela redução do desmatamento. Na COP29, a pesquisadora revelou os dados do Monitor do Fogo e fez um apelo para que os incêndios entrem no cálculo da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), ou no compromisso dos países em reduzir a emissão de gases poluentes firmado no Acordo de Paris. “São 31% a mais de emissões que não são contabilizadas”, calculou Ane. Queimadas Em nota, o Instituto diz que o ano de 2024 tem sido marcado por uma intensificação das queimadas e dos incêndios nos biomas brasileiros, com destaque para a Amazônia. “O uso do fogo, seja de forma acidental ou intencional, continua sendo um dos principais fatores de degradação ambiental, contribuindo para a perda de biodiversidade, emissão de gases do efeito estufa, transformação da paisagem natural, além de diminuir a qualidade do ar devido à geração de fumaça”, diz o Ipam. Na região, por exemplo, o desmatamento e a expansão agropecuária, principalmente o uso do fogo no manejo de pastagens, impulsionam um ciclo de queimadas, resultando em amplos impactos econômicos e desafiando a implementação de práticas mais sustentáveis

Movimentos populares e parlamentares discutem privatização da Cemig e da Copasa

Audiência pública na Assembleia Legislativa discutiu o futuro das concessionárias estaduais de água e de energia Uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu, na última sexta-feira (22), a resistência contra a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A reunião aconteceu poucos dias após o governo Zema (Novo) protocolar dois projetos de lei (PL) para entregar a gestão das empresas para a iniciativa privada. O encontro foi convocado pelo deputado Leleco Pimentel (PT), contou com a presença da deputada Beatriz Cerqueira (PT) e do secretário nacional de participação social do governo federal Renato Simões, além de representantes de movimentos populares e sindicais. Durante a audiência, Wagner Xavier, assessor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua MG), afirmou que a privatização da Copasa pode criar uma crise humanitária no Estado. Falta de investimentos Para o sindicalista, a falta de investimentos na concessionária é estratégica, pois, com a precarização do serviço, o governo Zema busca ganhar o apoio da população para a venda da estatal. Wagner afirma ainda que a Copasa tem recursos suficientes para a resolução dos problemas de saneamento em Minas, contando com cerca de R$ 800 milhões em caixa e mais de R$ 1,5 bilhão em bancos de investimentos. A estratégia se repete quando se fala da concessionária de energia do Estado. Emerson Andrade Leite, coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG), denunciou durante a audiência que a Cemig lida com condições precárias, com falta de material e de mão de obra, além de trabalhadores terceirizados exercendo suas funções sem equipamentos básicos. Plebiscito Popular Entre fevereiro e maio deste ano, mais de 500 organizações populares e sindicais organizaram um plebiscito contra a privatização das empresas estatais de Minas Gerais, que contou com mais de 300 mil votos da população de mais de 100 cidades do estado. Entre os que participaram, cerca de 95% defendem que as empresas continuem públicas. Na audiência, Sabrina Moreira, do Levante Popular da Juventude, declarou que “se for preciso, vamos atrás de cada uma dessas 300 mil pessoas para mobilizar contra a privatização”, fazendo menção ao plebiscito. Leleco Pimentel reforçou dizendo que serão “300 mil nas ruas contra a privatização”.

Israel anuncia acordo de cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano

Um cessar-fogo entre Israel e o movimento Hezbollah entrou em vigor nesta quarta-feira (27), depois que ambos os lados aceitaram um acordo mediado pelos EUA e pela França. Reuters – O exército do Líbano, encarregado de ajudar a garantir que o cessar-fogo seja mantido, disse em um comunicado na quarta-feira que estava se preparando para se deslocar para o sul do país. Os militares também pediram que os moradores das vilas fronteiriças adiassem o retorno para casa até que o exército israelense, que travou guerra contra o Hezbollah em diversas ocasiões e avançou cerca de seis quilômetros (4 milhas) em território libanês, se retirasse. O acordo promete pôr fim a um conflito na fronteira entre Israel e Líbano que matou milhares de pessoas desde que foi desencadeado pela guerra de Gaza no ano passado. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden disse que seu governo também estava pressionando por um cessar-fogo em Gaza e que era possível que Arábia Saudita e Israel normalizassem as relações. Rajadas de tiros puderam ser ouvidas na capital do Líbano, Beirute, depois que o cessar-fogo entrou em vigor às 0200 GMT. Não ficou imediatamente claro se o tiroteio foi comemorativo, já que tiros também foram usados ​​para alertar moradores que podem ter perdido os avisos de evacuação emitidos pelo exército israelense. Fluxos de carros transportando pessoas deslocadas do sul do Líbano por ataques israelenses nos últimos meses começaram a retornar para a área após o cessar-fogo, de acordo com testemunhas da Reuters. Outras famílias podiam ser vistas retornando aos subúrbios bombardeados do sul de Beirute, carregando bandeiras do Hezbollah. Biden falou na Casa Branca na terça-feira, logo após o gabinete de segurança de Israel aprovar o acordo em uma votação de 10 a 1. Ele disse que havia falado com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, e que a luta terminaria às 4 da manhã, horário local (0200 GMT). “Isso foi projetado para ser uma cessação permanente das hostilidades”, disse Biden. Israel retirará gradualmente suas forças ao longo de 60 dias, enquanto o exército do Líbano assume o controle do território próximo à sua fronteira com Israel para garantir que o Hezbollah não reconstrua sua infraestrutura ali, disse Biden. “Civis de ambos os lados em breve poderão retornar com segurança às suas comunidades”, disse ele. Irã saúda cessar-fogo O Hezbollah não comentou formalmente sobre o cessar-fogo, mas o alto funcionário Hassan Fadlallah disse à Al Jadeed TV do Líbano que, embora apoiasse a extensão da autoridade do Estado libanês, o grupo sairia mais forte da guerra. “Milhares se juntarão à resistência… Desarmar a resistência foi uma proposta israelense que fracassou”, disse Fadlallah, que também é membro do parlamento do Líbano. O Irã, que apoia o Hezbollah, o Hamas e os rebeldes Houthis que atacaram Israel a partir do Iêmen, disse que acolheu o cessar-fogo. O presidente francês Emmanuel Macron disse na plataforma de mídia social X que o acordo foi “o ápice de esforços empreendidos por muitos meses com as autoridades israelenses e libanesas, em estreita colaboração com os Estados Unidos”. O primeiro-ministro libanês, Mikati, emitiu uma declaração dando boas-vindas ao acordo. O Ministro das Relações Exteriores, Abdallah Bou Habib, disse que o exército libanês teria pelo menos 5.000 soldados posicionadas no sul do Líbano enquanto as tropas israelenses se retiravam. Netanyahu disse que estava pronto para implementar um cessar-fogo, mas responderia com firmeza a qualquer ação do Hezbollah que pudesse ser considerada uma violação do acordo. . Ele disse que o cessar-fogo permitiria que Israel se concentrasse na ameaça do Irã, daria ao exército uma oportunidade de descansar e repor suprimentos e isolaria o Hamas. Um alto funcionário dos EUA, informando repórteres sob condição de anonimato, disse que os EUA e a França se juntariam a um mecanismo com a força de manutenção da paz da UNIFIL que trabalharia com o exército do Líbano para impedir potenciais violações do cessar-fogo. As forças de combate dos EUA não seriam mobilizadas, disse o funcionário. Nas horas que antecederam o cessar-fogo, as hostilidades aumentaram enquanto Israel intensificava sua campanha de ataques aéreos em Beirute e outras partes do Líbano, com autoridades de saúde relatando pelo menos 18 mortos.

Discurso golpista de Bolsonaro foi a causa do 8 de janeiro, segundo a PF

Difusão de “forma rápida e repetitiva” de narrativas golpistas manteve o desejo de grupos extremistas de consumação do golpe Por André Richter, repórter da Agência Brasil – A Polícia Federal (PF) concluiu que a disseminação de narrativas golpistas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro propiciou o recente atentado com um homem-bomba no Supremo Tribunal Federal (STF) e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A conclusão está no relatório no qual a PF indiciou Bolsonaro e mais 36 acusados por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O sigilo foi derrubado nesta terça-feira (26) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do chamado inquérito do golpe. Na avaliação dos investigadores responsáveis pela conclusão do inquérito, a difusão de “forma rápida e repetitiva” de narrativas golpistas manteve o desejo de grupos extremistas de consumação do golpe que teria sido planejado pelo ex-presidente e seus aliados, mas não foi aplicado pela falta de adesão do Exército e da Aeronáutica. “Esse método de ataques sistemáticos aos valores mais caros do Estado democrático de direito criou o ambiente propício para o florescimento de um radicalismo que, conforme exposto, culminou nos atos do dia 8 de janeiro de 2023, mas que ainda se encontra em estado de latência em parcela da sociedade, exemplificado no atentado bomba ocorrido na data de 13 de novembro de 2024 na cidade de Brasília”, diz a PF. Além do atentado do dia 13 deste mês e os atos de 8 de janeiro, a PF citou a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, ocorrida em Brasília, no dia 12 de dezembro de 2022; e a tentativa de explosão de um caminhão-tanque no aeroporto de Brasília no dia 24 de dezembro daquele ano. Bolsonaro como líder do golpe No relatório, os investigadores afirmam ainda que Jair Bolsonaro atuou de “forma direta e efetiva” nos atos executórios para tentar um golpe de Estado em 2022. “Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de estado e da abolição do estado democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, diz o relatório. Segundo a PF, Bolsonaro tinha conhecimento do chamado Punhal Verde e Amarelo, plano elaborado pelos indiciados com o objetivo de sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Conforme a PF, o almirante Almir Garnier, então comandante da Marinha, anuiu com a articulação golpista, colocando as tropas à disposição do então presidente Jair Bolsonaro. O plano de golpe de Estado não foi consumado por falta de apoio dos comandantes do Exército e da Aeronáutica. “Lula não sobe a rampa” Um documento manuscrito apreendido pela Polícia Federal (PF) na sede do Partido Liberal (PL) propõe ações para interromper o processo de transição de governo, “mobilização de juristas e formadores de opinião”. O documento encerra com o texto “Lula não sobe a rampa”. Segundo a PF, em uma clara alusão ao impedimento de que o vencedor das eleições de 2022 assumisse o cargo da presidência. O material foi apreendido na mesa do assessor do general Walter Braga Netto, coronel Peregrino, faz um esboço de ações planejadas para a denominada “Operação 142”. O nome dado ao documento faz alusão ao artigo 142 da Constituição Federal que trata das Forças Armadas e que, segundo a PF, era uma possibilidade aventada pelos investigados como meio de implementar uma ruptura institucional após a derrota eleitoral de Bolsonaro. Após a retirada do sigilo, o inquérito do golpe foi enviado para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Com o envio do relatório, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão denunciados ao Supremo pelos crimes imputados pelos investigadores da PF.

Botafogo supera o Palmeiras fora de casa e fica muito perto do título do Brasileirão

Alvinegro pode ser campeão já na próxima rodada, depois da vitória por 3 a 1 no Allianz Park Agência Brasil – O Botafogo mostrou força para derrotar o Palmeiras por 3 a 1, na noite desta terça-feira (26) no Allianz Parque, em São Paulo, para reassumir a liderança da Série A do Campeonato Brasileiro de 2024. A Rádio Nacional transmitiu a partida decisiva ao vivo. ABSOLUTO EM CAMPO! 🔥💪🏾 BOTAFOGO SE IMPÕE FORA DE CASA E VENCE O PALMEIRAS POR 3 A 1! GREGORE, SAVARINO E ADRYELSON MARCARAM PARA O FOGÃO! AQUI É O GLORIOSO! SEGUIMOS! ⭐🚀 #VAMOSBOTAFOGO pic.twitter.com/pbXE1aUlzm — Botafogo F.R. (@Botafogo) November 27, 2024 Com o triunfo fora de casa o Alvinegro de General Severiano chegou aos 73 pontos, três de vantagem sobre o Verdão. Jogando em casa, o Palmeiras dominou os primeiros minutos do primeiro tempo, pressionando bastante o Botafogo, que defendia as investidas do adversário. A primeira veio logo aos seis minutos, quando Raphael Veiga levantou a bola na área adversária em cobrança de escanteio e o zagueiro Gustavo Gómez subiu muito para finalizar com muito perigo de cabeça. Dois minutos depois quem chegou com perigo foi Raphael Veiga, que bateu da entrada da área para defesa de John. Aos 10 minutos o torcedor Alvinegro ficou preocupado, quando o zagueiro angolano Bastos deixou o gramado sentindo a coxa direita e acabou sendo substituído. Mas a preocupação deu lugar a alegria aos 18 minutos, quando, após cobrança de escanteio ensaiada, Gregore recebeu a bola dentro da área palmeirense e bateu colocado para superar o goleiro Weverton. Que chapada, meu pitbull! GOLAÇO pra abrir o placar no Allianz! #VamosBOTAFOGO 📸 Vítor Silva/ BFR pic.twitter.com/YtFAH8whsc — Botafogo F.R. (@Botafogo) November 27, 2024 Aos 22 minutos o Verdão teve a sua melhor oportunidade na primeira etapa, quando Marcos Rocha colocou a bola na área em cobrança de lateral, Gustavo Gómez escorou e Rony chegou batendo de primeira para acetar a trave adversária. Aos 49 minutos o Palmeiras teve a sua última grande oportunidade da primeira etapa, em cobrança de falta de Raphael Veiga que passou muito perto do ângulo defendido por John. Intervalo de jogo: Palmeiras 0 x 1 Botafogo. Gregore marcou para o Glorioso. #VamosBOTAFOGO 📸 Vítor Silva/ BFR pic.twitter.com/fjI9SnUoib — Botafogo F.R. (@Botafogo) November 27, 2024 A etapa final começou com o time comandado pelo técnico português Abel Ferreira criando duas boas oportunidades de marcar em sequência, com Rony aos 7 minutos e Flaco López, que entrou no intervalo, aos 9 minutos. O time de Artur Jorge conseguiu responder aos 21 minutos, com finalização colocada de Marlon Freitas que acabou indo para fora. Dois minutos depois o Palmeiras ficou com um homem a menos, após o juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), expulsar o lateral Marcos Rocha, que acertou o rosto de Igor Jesus. A vantagem numérica animou de vez o Botafogo, que conseguiu ampliar para 2 a 0 aos 27 minutos. O goleiro John acertou lançamento longo para Igor Jesus, que desviou de cabeça para Savarino, que, com extrema liberdade, teve apenas o trabalho de bater na saída do goleiro adversário. Diante de um adversário claramente fragilizado, o time de General Severiano ainda conseguiu marcar o terceiro aos 43 minutos, quando Savarino cobrou escanteio e o zagueiro Adryelson subiu demais para marcar de cabeça. Cinco minutos depois o Verdão conseguiu descontar com um belo chute de Richard Ríos, mas a vitória final foi mesmo do Fogão

Segundo a PF, Bolsonaro tinha ‘plena consciência’ e atuou para o golpe de Estado

Relatório final da investigação da Polícia Federal foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF Em seu relatório final da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país em 2022, a Polícia Federal (PF) afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha “plena consciência” do plano para a ruptura democrática e que atuou para que a medida fosse adotada. “Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, Jair Messias Bolsonaro planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, afirma a PF em seu relatório, que foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (26). Durante a investigação, os agentes federais escutaram os depoimentos dos ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, que afirmaram que Bolsonaro convocou reuniões no Palácio do Planalto, após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, em novembro de 2022. O intuito dos encontros seria organizar um plano para a implementação de um golpe de Estado no país, para a manutenção de Bolsonaro no poder. De acordo com os ex-comandantes, o ex-presidente apresentou um documento que detalhava as hipóteses em que a ruptura democrática seria provocada. “Em outra reunião no Palácio da Alvorada, em data em que não se recorda, o então presidente Jair Bolsonaro apresentou uma versão do documento com a decretação do estado de defesa e a criação da comissão de regularidade eleitoral para ‘apurar a conformidade e legalidade do processo eleitoral’”, disse o ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes. Em seu depoimento, do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, afirmou que Bolsonaro teria sido alertado por ele que, caso continuasse com a tentativa de golpe de Estado, teria que ser preso. “Em uma das reuniões dos comandantes das Forças com o então presidente após o segundo turno das eleições, depois de o presidente da República, Jair Bolsonaro, aventar a hipótese de atentar contra o regime democrático, por meio de institutos previstos na Constituição Garantia da Lei e da Ordem (GLO), ou estado de defesa, ou estado de sítio, o então comandante do Exército, general Freire Gomes, afirmou que caso tentasse tal ato teria que prender o presidente da República”, afirmou Baptista.

Moraes retira sigilo sobre relatório da Polícia Federal e envia inquérito do golpe à PGR

Procuradoria decidirá se apresenta ou não a denúncia contra os indiciados ao Poder Judiciário O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, derrubou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) acerca da tentativa de golpe de Estado no fim do governo de Jair Bolsonaro (PL). Na mesma ação, o ministro enviou o inquérito sobre o assunto à Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai avaliar o material e decidir se apresenta ou não a denúncia contra os indiciados ao Poder Judiciário. Se a promotoria decidir pela denúncia, o processo será encaminhado para julgamento no STF. Além de Bolsonaro, a PF indiciou o general da reserva do Exército Walter Braga Netto, que chefiava a Casa Civil na época da tentativa do golpe; o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); e Valdemar Costa Neto, presidente do PL; e mais 32 nomes. Veja a lista completa. De acordo com a PF, a tentativa de golpe teria sido tramada em 2022, para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República após sua vitória contra Bolsonaro nas urnas em novembro daquele ano. Entre as ações do grupo, a polícia identificou um plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, cujo objetivo seria a execução dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), respectivamente, em 15 de dezembro de 2022. Além de ambos, a prisão e a execução do ministro Alexandre de Moraes vinham sendo planejados, caso o golpe fosse exitoso. O plano dos investigados “detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um ‘Gabinete Institucional de Gestão de Crise’, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações”