Cruzeiro tem pré-contrato assinado com o técnico português Leonardo Jardim

Treinador de 50 anos deve ser confirmado no comando da Raposa no lugar de Fernando Diniz; duração do contrato ainda não foi revelada O Cruzeiro deve confirmar nas próximas horas a contratação do treinador lusitano Leonardo Jardim para substituir Fernando Diniz, demitido do clube na última segunda-feira (27). As partes já teriam inclusive assinado um pré-contrato. A informação sobre a assinatura do pré-contrato foi publicada inicialmente pelo portal Record, de Portugal, um dos principais do país especializados na cobertura esportiva. Leonardo Jardim havia anunciado ao Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, a sua decisão de deixar o comando da equipe. Agora, Cruzeiro e Leonardo Jardim vão começar a trocar a documentação e fazer os ‘ajustes finais’ do contrato. As negociações estão sendo gerenciadas por Alexandre Mattos, CEO da Raposa. O Cruzeiro também havia sondado o nome de outros treinadores portugueses, como Luís Castro (ex-Botafogo), Vasco Matos, do Santa Clara, e João Pereira, do Casa Pia, mas a escolha final foi mesmo por Leonardo Jardim. O treinador português, de 50 anos, já tem vasta experiência em atuar no exterior. Além dos Emirados Árabes, ele também já trabalhou em clubes da Grécia, França, Arábia Saudita e Catar
Atlético e América ficam no empate em clássico disputado no Mineirão

Gol de empate do Atlético foi marcado por Bernard, que entrou durante o segundo tempo da partida e colocou fim em seu jejum de 28 jogos sem balançar as redes Fazendo sua primeira partida oficial na temporada com o time principal, o Atlético empatou com o América em 1 a 1 no Mineirão, na noite desta quarta-feira (29), pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro. Após sair perdendo, Bernard, que ainda não havia balançado as redes desde seu retorno ao Galo, empatou a partida na segunda etapa. Em um jogo muito movimentado, foi o Atlético quem tomou as ações. Com quase 60% de posse de bola, o alvinegro levou mais perigo ao gol defendido por Jori. Mas foi o América quem saiu na frente no placar. Aos 30 minutos da primeira etapa, Elizari recuperou a bola no meio campo e tocou para Figueiredo. Natanael tentou afastar, mas a bola sobrou na entrada da área para Fabinho, que finalizou sem chances para Everson. O Galo seguiu pressionando e, na segunda etapa, Cuca colocou em campo Bernard, substituição que mudou o rumo da partida. Aos 25 minutos, aós lançamento de Palacios, o meia atleticano recebeu na área, driblou a marcação e balançou as redes. Mas o VAR viu um toque de mão do jogador do Atlético e anulou o gol. O lance foi um prelúdio para o que aconteceria aos 38 minutos. Após cobrança de escanteio, Lyanco chutou e Jordi defendeu, e Bernard estava na pequena area para completar para o gol, colocando fim ao jejum de 28 jogos sem balançar as redes. O empate ainda mantém o Atlético em situação delicada na tabela. O Galo é o lanterna do grupo A, com quatro pontos. Na chave, o Betim lidera com 8. Já o América perdeu a liderança para o Athletic no grupo B, que mais cedo nesta quarta-feira goleou o Vila Nova por 6 a 1. Na próxima rodada, o Galo enfrenta o Villa Nova, no estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima. Já o América pega o Betim no Independência, em Belo Horizonte. O jogo O Atlético começou a partida controlando as ações e tentando ser mais incisivo ao ataque. Bem postado defensivamente, o América não dava oportunidades ao time alvinegro. Até que, aos 14 minutos, em uma saída de bola errada do Coelho. Júnior Santos roubou a bola e tocou para Gabriel Menino. O meia cortou a marcação, mas foi travado na hora do chute. Logo no minuto seguinte, em sua primeira chegada ao ataque, Fabinho puxou contra-ataque pela esquerda, driblou a marcação, dentro da área, chutou para a defesa de Everson. O jogo seguiu sob o controle do Galo e a grande chance aconteceu aos 25 minutos. Arana foi lançado na esquerda e cruzou, a bola passou por toda a área e chegou até Natanael. O lateral-direito fez novo cruzamento, a zaga do América afastou mal e a bola sobrou para Gabriel Menino que, de primeira, chutou para boa defesa de Jordi. No minuto seguinte o Atlético teve mais uma oportunidade. Desta vez, Scarpa escapou pelo lado esquerdo, invadiu a área, mas finalizou por cima. O camisa de número 10 foi acionado novamente, aos 29 minutos. De fora da área, Scarpa chutou no canto e obrigou Jordi a fazer mais uma defesa. O gol do Coelho aconteceu aos 31 minutos. O Atlético saiu tocando errado e a bola sobrou para Elizari. O meia do América tentou tocar para Figueiredo, Natanael cortou, mas a bola ficou na entrada da área para Fabinho, que chegou chutando sem chances para Everson e abriu o placar. Após o gol, o Atlético diminuiu um pouco o ritmo e só foi levar perigo ao gol do América aos 46 minutos. Scarpa encontrou Hulk na entrada da área. O camisa sete girou e chutou no canto, a bola passou perto do gol. O Atlético voltou pressionando o América na segunda etapa. Nos primeiros minutos, duas tentativas de fora da área assustaram a defesa do Coelho. Mas foi com Hulk, aos 12, que o Galo chegou mais perto do gol. O atacante alvinegro recebeu na entrada da área e, de direita chutou, para a defesa de Jordi. Cuca fez logo três substituições, colocando Deyverson, Bernard e Palacios, e elas fizeram efeito logo no primeiro lance. O camisa 11 recebeu a bola pelo lado esquerdo, rolou para Arana que cruzou. Na segunda trave, a bola encontrou Natanael, que cabeceou e Jordi salvou o América. O Atlético até chegou ao empate, com Bernard, aos 25 minutos. Após lançamento de Palacios, o meia atleticano recebeu na área, driblou a marcação e balançou as redes. Mas o VAR viu um toque de mão do jogador do Atlético e anulou o gol. Precisando empatar o jogo, o Galo se lançou ao ataque e abriu espaços para o América. Em um deles, aos 31 minutos, Júlio recebeu dentro da área e chutou na trave de Everson. O Galo seguiu pressionado. Aos 34 minutos, Hulk recebeu na entrada da área e chutou no canto. Jori salvou o Coelho. Após tanto pressionar, o Atlético finalmente chegou ao empate aos 38 minutos. Lyanco recebeu a bola na área após cobrança de escanteio, chutou e Jordi defendeu. No rebote, Bernard completou para o gol vazio. O Atlético ainda quase virou a partida. Aos 47, Palacios recebeu na esquerda, cortou a marcação e finalizou no cantinho. A bola saiu por pouco.
Polícia Militar invade hospital e aterroriza funcionários em Teófilo Otoni

Ação truculenta foi em unidade de referência de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a mando do prefeito bolsonarista Coronel Fábio Marinho. Profissionais foram intimidados e tiveram que trabalhar sob pressão de policiais Para quem acha que já viu de tudo no Brasil em termos de truculência política da extrema direita, saiba que sempre há espaço para atitudes ainda mais tresloucadas. E uma delas ocorreu na última quinta-feira (23), em Teófilo Otoni, município mineiro de 137 mil habitantes na região do Vale do Mucuri, ao norte do estado. O prefeito da cidade, o bolsonarista Coronel Fábio Marinho (PL), literalmente mandou invadir o Hospital Bom Samaritano, referência no tratamento de câncer numa área que abrange 64 municípios e com população total de um milhão pessoas. A ordem foi cumprida por vários servidores da Prefeitura, muitos deles policiais aposentados ou licenciados, segundo colaboradores do lugar, tudo para promover um teatro que sustentasse uma farsesca “intervenção” à margem da lei decretada pelo chefe do poder Executivo. Na ação descabida e violenta, funcionários da unidade assustados tiveram que trabalhar sob pressão da tal “tropa” enviada por Marinho, enquanto pacientes já fragilizados assistiam à gritaria perplexos e com medo da escandalosa investida do “gestor” municipal contra o hospital. Segundo o vereador João Gabriel Prates (PT), em meio ao pandemônio instaurado, não é possível saber se equipamentos e documentos foram retirados do local, já que portas teriam sido arrombadas pelos invasores sob ordens do prefeito, como mostram imagens que circulam nas redes sociais. O Hospital Bom Samaritano, que tem estrutura dos chamados “hospitais do câncer”, é uma unidade filantrópica administrada pela Associação Beneficente Bom Samaritano, cujas contas são superavitárias e o serviço é tido como muito bom para os usuários do SUS, num país em que a saúde pública nem sempre é de qualidade. Não há qualquer poder por parte da prefeitura, em termos hierárquicos, que permita uma atitude de intervenção como a decretada, muito menos utilizando violência e expedientes “militares”. Mas o “coronel” que governa Teófilo Otoni resolveu “decretar” a tal intervenção e insistir na “operação”, mesmo ao arrepio da legislação. A patacoada de contornos milicianos não durou muito. Já no dia seguinte, uma decisão do desembargador Pedro Aleixo, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), suspendeu todos os efeitos do famigerado decreto nº 8.573/2025 assinado por Marinho, que colocava a unidade em suas mãos, classificando a operação de invasão do hospital como “abusiva e ilegal”. O mencionado decreto, para ser mais preciso, sustava um outro decreto, datado de 23 de outubro de 2024, sob número 8.543/2024, que por sua vez sustou o fim de uma intervenção municipal que vigorava na unidade hospitalar até então. A situação que se desenrolou com a invasão capitaneada pelo bolsonarista, com auxílio de seus “assessores”, foi tão destrambelhada que uma verdadeira unanimidade jurídica se construiu contra a medida. O Ministério Público de Minas Gerais e a Defensoria Pública também já tinham se manifestado veementemente contra a “intervenção” napoleônica de Marinho. Uma decisão por parte do juiz da Comarca de Teófilo Otoni igualmente classificara a empreitada abrutalhada como nula e sem base jurídica. “O que vimos foi uma ação de truculência e autoritarismo. O prefeito Marinho usou a força e o abuso de poder para desmantelar uma instituição que presta um serviço imprescindível à população”, destacou o magistrado em sua decisão. Vídeos que circulam nas redes sociais e em aplicativos de mensagens mostram a confusão instaurada no Hospital Bom Samaritano. Ao melhor estilo bolsonarista, os emissários do prefeito gritam e reverberam versões de que “o hospital se tornou um puxadinho do PT”, o já conhecido e batido discurso conspiratório que encontra na “esquerda” um espantalho para justificar os maiores assombros. A tentativa de retomar o controle da unidade, por meio de um decreto que sustou o fim de um outro decreto, era, ao fim e ao cabo, para que o grupo político de extrema direita que governa a cidade se apoderasse da administração do Bom Samaritano. No vídeo abaixo é possível ver um integrante da gestão de Marinho dando um escândalo e culpando “o PT” pela intervenção que a atual administração está promovendo: https://www.instagram.com/jornaldiarioteo/?utm_source=ig_embed&ig_rid=470c6a38-5d34-492c-bf34-447489fdcc07Comprovando tal tese, o nomeado como interventor na “quartelada” de Marinho é o enfermeiro Lucas Tavares Nogueira, a quem o prefeito concedeu “poderes gerais de gestão, com os direitos e deveres relativos ao encargo”. O interventor apressou-se em aparecer nas redes assumindo a função, discursando ao lado do secretário de Saúde do município, Cícero Santana. Em sua conta no Instagram, Lucas aparece numa clássica foto vestindo camisa da seleção brasileira dentro de um automóvel, retrato típico dos seguidores do ex-presidente inelegível que enfrenta problemas com a Justiça por ter tentado um golpe de Estado após ser derrotado nas urnas em 2022. Lucas também surge numa gravação ao lado do vereador bolsonarista Ota Mandinha (PL), que recentemente publicou um vídeo desrespeitoso atacando por meio do deboche os profissionais da enfermagem que atendem no serviço público. O registro seria um “pedido de desculpas” do edil que se fantasiou de “enfermeira mal-educada”, mas o que se viu foi uma espécie de contorno da situação, que ocorreu na presença do presidente da Câmara Municipal, o também bolsonarista Ugleno Alves (PL), que em seu perfil na mesma plataforma se apresentou durante o período eleitoral de 2024 como “o candidato do Nikolas Ferreria em Teófilo Otoni”, posando ao lado do extremista, o “rei das fake news”, que atua em Brasília. Nas redes, personalidades da sociedade civil e moradores do município se mostraram indignados com o rompante do bolsonarista, pedindo respeito ao hospital, que há décadas presta um serviço insubstituível à comunidade daquela região mineira. A atual gestão é inclusive elogiada pelos usuários do equipamento, afirmando que a unidade presta atendimento aos doentes de câncer de forma primorosa. Procurada, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Teófilo Otoni respondeu à Fórum e negou que tenha ocorrido uma invasão ao Hospital Bom Samaritano, afirmando ter agido dentro da mais estrita legalidade. No documento enviado à redação, dividido em nove tópicos, a administração municipal
Tem mais veneno no seu prato: Brasil bate recorde de liberação de agrotóxicos em 2024

ENVENENADOS – Aumento foi de 19% em relação a 2023, quando o país registrou queda no registro de novos produtos O Brasil bateu recorde de liberação de agrotóxicos em 2024, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foram 663 produtos aprovados, um aumento de 19% em relação a 2023, quando foram liberados 555 produtos. Naquele ano, houve redução no número de liberações. A maioria dos novos produtos aprovados são genéricos de outros agentes já liberados (541). Quinze novas substâncias foram aprovadas, assim como 106 produtos de origem biológica, os chamados “bioinsumos”. Para Alan Tygel, integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o acréscimo ainda não é consequência da nova lei de agrotóxicos, aprovada e sancionada em 2023 com vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que a norma não está regulamentada. Ele opina que esses dados refletem a continuidade de um modelo de produção agrícola que ignora os efeitos do uso desses produtos químicos e prioriza a garantia de suas margens de lucro. “A curva dos novos registros vem apresentando aumento desde 2016, ano do golpe sobre a presidenta Dilma. Os dados de 2024 mostram apenas que esta tendência não se reverteu no governo Lula, pelo contrário, a estrutura de apoio ao agronegócio e às transnacionais agroquímicas segue firme e forte dentro do Executivo federal. Não estamos vendo ainda os efeitos da nova lei, pois ela ainda não está regulamentada; é apenas a continuidade de uma política de incentivo agronegócio, às exportações de produtos primários e à desindustrialização”, disse o pesquisador e ativista. Pedro Vasconcelos, assessor da Fian Brasil, concorda que ainda é cedo para atestar que o recorde na liberação de agrotóxicos tenha a ver com a aprovação da nova lei, mas pondera que a aprovação e sanção da nova legislação fortaleceu o papel do Mapa e enfraqueceu as demais instituições envolvidas no processo de análise e aprovação de novos registros. “A nova lei deu uma segurança jurídica para que o Ministério da Agricultura tenha a palavra final”, critica Vasconcelos. A nova lei dos agrotóxicos, além de encurtar os prazos de análises dos produtos, retirou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o poder de veto sobre a liberação dessas substâncias, cabendo a essas instituições apenas a classificação de risco dos produtos. Desta forma, a decisão passa a estar concentrada no Ministério da Agricultura, que já se manifestou publicamente contra qualquer medida que vise a redução do uso de agrotóxicos no Brasil. Vasconcelos avalia que os dados de 2024 revelam o tamanho a contradições internas do próprio governo que, embora já tenha se posicionado contra o abuso dessas substâncias, encontra forças contrárias a qualquer movimento no sentido de restringir o uso dos agrotóxicos no Brasil. “A meu ver, esse número de registros é o registro de uma de uma dificuldade muito grande na pauta, a ponto de não assumir de verdade um posicionamento contrário.” Os pesquisadores alertam que esse modelo de produção agroalimentar tem levado o país à perda de área cultivada de alimentos que não são de interesse do agronegócio, que priorizam commodities para exportação. A situação agrava o quadro de insegurança alimentar no país. “Uma das consequências desta escolha é a alta do preço dos alimentos, já que a soja vem tomando lugar das plantações de comida”, afirma Tygel. “Tudo isso faz com que a população sofra os efeitos de um sistema que está destruindo. Está destruindo nossas formas de produção, a gente está comendo comida envenenada, e o nível de produtividade cai a cada momento, graças a esse modelo. É um ciclo. O nível de produtividade cai, as questões climáticas impactam cada vez, então é um modelo muito pouco adaptável, do ponto de vista climático”, avalia Vasconcelos. Novos venenos Entre as novas substâncias liberadas para uso no Brasil, duas receberam a categoria 2 na classificação toxicológica da Anvisa, como “altamente tóxico”. O Orandis, produto a base de Clorotalonil e Oxatiapiprolim, atua como fungicida e é indicado para pequenas culturas. Já o Miravis é um composto de Clorotalonil e Pidiflumetofem. Também atua como fungicida e é usado em grandes cultivos de soja, milho, algodão e trigo. Ambos são produzidos pela Syngenta. Segundo informações dos fabricantes, a inalação dos produtos pode levar a óbito, além de provocar reações alérgicas e lesões oculares em caso de exposição indevida. Sua comida está envenenada A liberação massiva de sustâncias químicas para uso agrícola se reflete na qualidade da alimentação dos brasileiros e tem consequências graves à saúde. Os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para) no ano de 2023, realizado pela Anvisa, revelaram que cerca de 26% dos alimentos consumidos pelos brasileiros possuem resíduos de agrotóxicos no momento do consumo. E desses resíduos, pelo menos cinco possuem restrições e proibições em outros países, incluindo o Carbendazim, que tem uso proibido no Brasil desde 2022. Apenas nas amostras de arroz, foram encontrados 25 agrotóxicos tipos diferentes de agrotóxicos. Já no abacaxi, foram identificadas 31 substâncias residuais, entre elas, o glifosato, ingrediente ativo proibido em diversos países da União Europeia, a partir de estudos que o relacionam com a incidência de diversos tipos de cânceres. Outro produto que vem sendo utilizado em larga escala e que também foi encontrado em amostras de alimentos, como a goiaba, é o clorpirifós, que está associado a distúrbios neurológicos, malformação de fetos e ocorrências de abortos espontâneos. Diante desse panorama, a toxicologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Karen Friedrich reconhece o trabalho técnico da Anvisa, mas aponta limitações. “Um agrotóxico pode causar um problema ou pode não causar nada ou pode causar muito pouco, mas esse coquetel, a chance de isso interagir e potencializar os danos é muito grave”, avalia.
Brasileiros inocentes devem ser tratados com dignidade, diz Lewandowski

Ministro da Justiça disse que o Brasil não busca afrontar os EUA O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, pediu nesta segunda-feira (27) respeito aos direitos fundamentais dos brasileiros deportados dos Estados Unidos. Apesar de reforçar que o governo federal não quer “afrontar” ou “provocar” os EUA, Lewandowski exigiu que os inocentes sejam tratados com dignidade. “Não queremos provocar o governo americano, até porque a deportação está prevista num tratado que vige há anos entre Brasil e EUA. Mas, obviamente, essa deportação tem que ser feita em respeito aos direitos fundamentais das pessoas, sobretudo os que não são criminosos”, disse durante um evento sobre segurança pública promovido pelo Lide, grupo empresarial liderado pelo ex-governador de São Paulo João Doria. “Nós não queremos provocação, não queremos afrontar quem quer que seja, mas queremos que os brasileiros que são inocentes, que foram lá procurar trabalho, queremos que eles sejam tratados com a dignidade que merecem”, completou. A Polícia Federal no Amazonas iniciou uma investigação sobre supostas agressões contra brasileiros deportados dos Estados Unidos durante um voo que chegou em Manaus na sexta-feira (24). O processo de apuração será enviado ao departamento americano responsável pela imigração.
Michelle Bolsonaro fica furiosa com delação de Mauro Cid e reage

Ex-ajudante de ordens de seu marido a colocou no centro da tentativa de golpe como uma “das mais radicais”. Depoimento vazado a deixou irada e a fez sair disparando Michelle Bolsonaro ficou furiosa com a acusação feita a ela, e ao enteado Eduardo, pelo ex-ajudante de ordens de seu marido, o tenente-coronel Mauro Cesar Cid, que veio à tona após o vazamento de parte de seu acordo de delação, realizado ainda em 2023. No documento, o militar que servia diretamente ao então presidente da República afirmou que a ex-primeira-dama era “uma das mais radicais” no complô que tentou perpetrar um golpe de Estado no Brasil após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Lula, em 2022. “Todos sabem o motivo para requentarem isso agora. Esse governo e o sistema vivem de cortina de fumaça para esconder a sua traição contra o povo… Estranho mesmo (e todos fingem que não veem) são esses ‘acessos’ a inquéritos sigilosos, sendo que os advogados dos acusados são proibidos de acessar os dados para promoverem a defesa de seus clientes. Uma afronta à Constituição e aos direitos humanos”, disparou a esposa de Bolsonaro em nota emitida por sua assessoria de imprensa. É curioso ver Michelle falar de “direitos humanos” num caso em que sequer houve qualquer tipo de violação, sendo ela e seu grupo político contrários à aplicação desses valores. Dias antes, ela já havia reagido à informação dada por Cid. No entanto, da primeira vez a antiga primeira-dama preferiu usar de deboche para se manifestar durante um evento do PL Mulher, setor de seu partido presidido por ela. “Golpe? Eu, incitando o golpe? Com qual arma? Minha Bíblia poderosa… Eu dou golpe, eu sei dar golpe e quero ensinar para vocês agora. Olha só, presta atenção: jab, jab, direto, cruzado, upper, esquiva, overhand”, ironizou Michelle, numa alusão a golpes de boxe. Eduardo Bolsonaro também anda irritado com o vazamento da delação de Cid que o compromete. Em seu perfil oficial no X (antigo Twitter), ele saiu atacando a todos e sobrou até para o jornal Folha de S. Paulo, que por ironia vem adotando uma linha bem favorável a seu pai nos últimos meses. “Mauro Cid fez diversas delações, mudou sua versão várias vezes. Mas se os advogados de defesa de Jair Bolsonaro pagarem para a Folha R$ 1,90/mês durante 6 meses poderão ter acesso à primeira delas”, escreveu ele.
Desaprovação a Lula ultrapassa aprovação pela primeira vez, aponta a Quaest

Levantamento aponta ainda quais as principais razões para o crescimento do descontentamento da população com o governo Segundo levantamento do instituto Genial/Quaest, pela primeira vez desde o início da série histórica, a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é menor do que a aprovação. Segundo o levantamento, o índice de aprovação caiu 5 pontos, de 52% para 47%. Já o índice de desaprovação saltou de 47% para 49%. Segundo o CEO da Quaest, Felipe Nunes, a queda da popularidade do governo ocorreu “com mais força na região Nordeste. Em apenas um mês, governo perdeu quase 10 pontos de aprovação. No Sul, o governo perde 7 pontos. É o pior resultado do governo nas duas regiões”. Além disso, outro dado que acende o sinal amarelo no governo é o fato da piora na aprovação aparecer com relevância “no eleitorado que tem renda baixa (-7pp) e renda média (-5pp)”. As razões O levantamento da Quaest detectou três possíveis problemas para a queda de popularidade do governo. Para 65% dos entrevistados, Lula não consegue cumprir suas promessas. “Mais do que gerar esperança, o atual governo produz frustração na população”, afirma Felipe. O segundo fator é o volume de notícias negativas envolvendo o governo: “O patamar de janeiro de 25 é parecido com o de março de 24, quando declarações sobre a guerra em Gaza, as eleições venezuelanas e na área da segurança prejudicaram o governo.” O CEO ressalta que “a notícia negativa mais lembrada espontaneamente pela população nesta rodada foi a do possível monitoramento do PIX (11%)”. Quando perguntados diretamente pelo instituto “66% dos brasileiros acreditam que o governo federal errou mais do que acertou diante da polêmica do PIX”. Já o terceiro e óbvio motivo é a economia. Apenas 25% dos entrevistados consideram que ela melhorou. “Para 83% dos brasileiros, os alimentos subiram no último mês, “o maior percentual da série histórica”. Felipe ressalta que “para piorar, a solução especulada pelo governo para lidar com a alta dos alimentos não foi bem recebida: 63% dos brasileiros são contrários a mudança no sistema de validade dos alimentos. Ou seja, se a medida foi pensada para buscar popularidade, o tiro saiu pela culatra”, afirma ele. O levantamento da Quaest ouviu 4.500 pessoas entre os dias 23 e 26/01. O nível de confiabilidade do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 1 ponto percentual. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos
O GRANDE RETORNO – Neymar rescinde com o Al-Hilal e deve voltar ao Santos

Clube saudita anunciou fim do vínculo com jogador brasileiro, que terá que devolver parte dos US$ 65 milhões que faltava receber. Peixe deve anunciar contrato em breve Neymar não tem mais vínculo com o Al-Hilal. O astro do futebol brasileiro rescindiu oficialmente seu contrato com o clube saudita nesta segunda-feira (27) e agora está com o caminho livre para voltar ao Santos. O anúncio foi feito no perfil oficial do time árabe no X (antigo Twitter) e animou a torcida do Peixe. Há quase um mês o atleta e seus representantes tentavam pôr fim ao contrato com o Al-Hilal, que de várias maneiras vinha impondo dificuldades para o encerramento da parceria. Após a entrada nas negociações de representantes da Liga Saudita, e da aceitação por parte de Neymar de abrir mão de parte dos US$ 65 milhões que ainda tinha para receber, finalmente o “casamento” chegou ao fim. Por outro lado, as negociações com o Alvinegro da Vila Belmiro já estavam bem adiantadas e até os termos do contrato, que será curto, já estavam traçados. Neymar deve ficar apenas cinco meses no Santos, pelo menos incialmente. Ou seja, até o final de junho. Segundo o pai do jogador, que é o gerente de sua carreira, o filho precisava voltar ao Brasil para “recuperar a alegria de jogar futebol”, visto que completará 33 anos em duas semanas. Há mais de um ano fora dos campos e sofrendo com sucessivas contusões, Neymar viu sua imagem de craque se esfacelar nos últimos tempos em decorrência da má fase e de estar ocupando espaço no noticiário apenas com escândalos e fatos de sua vida privada. Ele quer render bem no Santos, onde se sente em casa, para talvez costurar um novo contrato que vá até meados de 2026, período em que ocorrerá a Copa do Mundo dos EUA, Canadá e México, que certamente será sua última. Segundo interlocutores, ainda até o meio desta semana ele estará já de volta ao Brasil, enquanto a família e seus auxiliares preparam sua mudança para Baixada Santista
Fernando Diniz é demitido do Cruzeiro, após comandar time por 4 meses

O Cruzeiro anunciou nesta segunda-feira (27) que Fernando Diniz não é mais técnico do time de futebol masculino, dois dias após o clube empatar em casa com o Betim (1 a 1), o segundo tropeço seguido da Raposa no Campeonato Mineiro – na rodada anterior fora derrotado pelo Athletic Club (1 a 0), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O time também não foi bem na Flórida Cup Séries, nos Estados Unidos, na segunda quinzena deste mês. Empatou duas vezes, a primeira com o São Paulo e depois não saiu do 0 a 0 como o Atlético-MG. Há 18 dias, Diniz havia renovado com o Cruzeiro até o final deste ano. O ex-treinador da seleção brasileira chegou ao clube em setembro, mas a campanha irregular no fim do ano passado frustrou os torcedores: o time foi vice-campeão da Copa Sul-Americana, após derrota por 3 a 1 para o Racing (Argentina), e encerrou o Brasileirão em nono lugar, fora da zona de classificação para a Libertadores 2025, após empates em 1 a 1 em rodadas decisivas (contra Grêmio e Bragantino) . Do total de 20 partidas com Diniz à beira do gramado, o Cruzeiro somou apenas quatro vitórias, empatou nove vezes e perdeu outras sete. Além da demissão de Diniz, também foi anunciada a saída do auxiliar Eduardo Barros e o preparador físico Wagner Bertelli. A partir desta segunda (27), o auxiliar técnico fixo Wesley Carvalho comandará os treinamentos do Cruzeiro de forma interina
CONTAS PÚBLICAS – Dívida de Minas cresceu mais de 51% desde 2020

O valor acumulado subiu de R$ 124,7 bilhões para R$ 188,7 bilhões em cinco anos. Desse total, R$ 159,86 bi são devidos à União e entram na renegociação do Propa A dívida de Minas Gerais, incluindo os débitos com a União, cresceu 51,3% desde janeiro de 2020, ainda na primeira gestão do governador Romeu Zema (Novo), reeleito em 2022. Os dados são do Boletim Mensal da Dívida Pública Estadual, publicado pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) desde 2020. Em janeiro daquele ano, o boletim apontava um valor acumulado de R$ 124,7 bilhões. A última consolidação dos números do boletim aponta que, em dezembro do ano passado, a dívida total do estado era de R$ 188,7 bilhões, um aumento de R$ 64 bilhões em cinco anos ou R$ 35 mil por dia. Esse valor corresponde, por exemplo, a quase a metade da previsão de arrecadação do estado de Minas Gerais para este ano: a estimada é de R$ 126,7 bilhões. Dessa dívida total, R$ 159,86 bilhões são devidos à União. São esses valores que serão alvo de renegociação por meio do Programa de Refinanciamento das Dívidas dos Estados (Propag), aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro passado, por meio de uma articulação feita pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Minas Gerais, juntamente com São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás, é um dos estados mais endividados do país. O restante são débitos do estado com instituições financeiras nacionais e internacionais, Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM) e com depósitos judiciais. Procurada pela reportagem, a SEF não quis comentar a elevação da dívida. Para o vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Tributação, Fiscalização e Arrecadação do Estado de Minas Gerais (Sinfazfisco-MG), João Batista Soares, o motivo principal do crescimento da dívida de Minas no governo Zema foi, segundo ele, “o calote sob a tutela da Suprema Corte, cuja primeira liminar foi conseguida no último mês do governo Fernando Pimentel (PT), em dezembro de 2018”. Substituição pelo Propag Nessa data, o governo de Minas conseguiu autorização da Justiça para suspender o pagamento das parcelas da dívida com a União, só retomado em 2024, depois da adesão do ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que deve ser substituído, até o fim deste ano, pelo Propag. Segundo João Batista, que é auditor fiscal da SEF, se somada as dívidas de curto prazo, o rombo nas contas públicas ultrapassa os R$ 188,7 bilhões, subindo para R$ 195,9. Esse aumento de pouco mais de R$ 7 bilhões diz respeito ao saldo dos restos a pagar até dezembro deste ano de despesas contraídas em anos anteriores. A auditora fiscal Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, organização não governamental que defende uma auditoria nas dívidas públicas do estado, diz que a elevação desses valores tem como causa principal os juros elevados cobrados no refinanciamento das dívidas com a União e o não pagamento pelo estado das parcelas desse débito. “Aquilo que ele (Zema) não pagou foi incorporado ao estoque da dívida. Todo esse crescimento foi em função do juro alto demais. E não quitando eles aplicam juros também sobre a parcela não paga, ou seja, juros sobre juros, o que é anatocismo, uma outra ilegalidade”, afirma Fatorelli, se referindo ao termo usado para definir a prática de cobrar juros sobre juros vencidos. Segundo ela, essa dívida é ilegal desde a sua origem e nem deveria ser cobrada, já que esses recursos nunca entraram no caixa do estado para realização de obras e ações em benefício da população. “A maior parte diz respeito à dívida com a União, refinanciada desde 1998, e que inicialmente englobou passivos de bancos estaduais que foram privatizados ou extintos. Ou seja, já começa com essa ilegitimidade. Inicialmente, ela era da ordem de R$ 14,8 bilhões e já chegou a R$ 188,7 bilhões”, destaca. “O estado já pagou” A auditora destaca ainda que, desde 1998, quando essa dívida no montante de R$ 14,8 bilhões foi refinanciada pela União, devido à pressão de entidades do sistema financeiro – nacional e internacional –, o estado já pagou R$ 48,6 bilhões até 2023, em valores não atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “O estado já pagou mais de três vezes essa dívida contraída em 1998, e segue devendo”, afirma a auditora. O balanço do quanto foi pago em 2024 ainda não foi divulgado pelo Tesouro Nacional. Mas o governo afirma que o estado, desde outubro do ano passado, já quitou três parcelas da dívida que somam R$ 819,6 milhões. Foram pagos R$ 286,7 milhões em outubro, R$ 291,7 milhões em novembro, R$ 296,2 milhões em dezembro e R$ 303,7 milhões neste primeiro mês de 2025. O vice-presidente do Sinfazfisco-MG defende a adesão imediata do governo do estado ao Propag para evitar prejuízos e a elevação ainda mais da dívida do estado com a União. Segundo Soares, por meio do RRF o governo terá de pagar R$ 14 bilhões por ano de parcelas da dívida. “Com o Propag pagará R$ 5,66 bilhões, portanto, o prejuízo anual vai superar os R$ 8 bilhões anuais, se houver demora ou não adesão ao Propag”. O governo tem afirmado que vai migrar para o Propag até o fim deste ano. No entanto, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida é uma crítica do Propag que, segundo ela, não vai resolver o problema, apenas securitizá-la. Para Fatorelli, essa dívida deveria ser extinta, pois não teria legitimidade, e o perdão não causaria prejuízos à União, devido a reserva em caixa para suportar essa decisão. Além disso, destaca a auditora fiscal, os estados teriam mais recursos para investir em ações e realizar obras para melhorar a vida da população