Atentado contra a democracia mostra que o golpe ainda não morreu

Explosões na Praça dos Três Poderes mostram que extremistas voltaram à carga e que discutir anistia é um erro que pode custar caro ao Brasil Um ano e 10 meses após os ataques ocorridos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, a Praça dos Três Poderes, centro nervoso fulcral da República Federativa do Brasil, tornou-se novamente notícia após a perpetração de um novo ataque terrorista. Bombas, inclusive uma delas instalada num automóvel, explodiram naquela região ultraprotegida da capital federal na noite desta quarta-feira (13) e foram sobretudo direcionadas ao Supremo Tribunal Federal. Ainda é muito cedo para informações mais aprofundadas, mas algumas delas, já confirmadas, apontam para uma nova ação de gente ligada à extrema direita bolsonarista. O sujeito que conduzia o carro-bomba, e que teria morrido no atentado, era de Santa Catarina e mantinha (ou manteve) filiação com o PL, sigla partidária que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a imensa maioria dos pesos-pesados de seu movimento ideológico. Ele foi também candidato a vereador pela legenda. Desde a intentona golpista de 8 de janeiro de 2023, a insistência dessa extrema direita violentíssima e de cariz fascista é a de que os sujeitos envolvidos no episódio, por óbvio usados como buchas de canhão pelas lideranças do movimento, seriam apenas pobres coitados que foram “orar” pelo Brasil e terminaram na cadeia. A ação desta noite mostra que não. Falamos de uma caterva perigosa, criminosa e que põe a espada no pescoço da sociedade para ameaçá-la com suas insanidades perversas. Nos últimos meses a tônica era a de que um movimento por anistia deveria crescer nas ruas do país e no Congresso Nacional, sendo inclusive reverberado por veículos de comunicação da imprensa hegemônica ditos “isentos”, que passaram a advogar cinicamente pelo perdão a Jair Bolsonaro e pela reversão de sua inelegibilidade. O ato ocorrido há poucas horas na frente do STF descortina uma realidade que todos deveriam ter bem clara diante dos seus olhos: o bolsonarismo não é um “movimento político” com qualquer outro, mas sim uma espécie de seita política que se espelha no que há de mais bizarro e sanguinário, e que emprega métodos criminosos e dantescos para chegar, ou se manter, no poder, inclusive utilizando-se do terrorismo. É necessário deixar explícito que, por ora, não há qualquer informação que aponte diretamente para o ex-presidente ou para seus correligionários mais destacados. Por outro lado, o que se sabe até o momento é suficiente para vaticinar que perdoar e anistiar essa gente, seja o líder máximo do grupo ou qualquer “lobo solitário” que age movido pelo extremismo propalado pelos cabeças do “movimento”, seria assumir uma postura totalmente irresponsável e condescendente com todos esses criminosos, os de ontem e os de hoje.

Velha mídia retoma discurso contra direitos dos trabalhadores

Não é de hoje que os barões da mídia brasileira se posicionam contra os direitos e garantias dos trabalhadores. Por Esmael Morais Recentemente, no contexto da campanha pelo fim da jornada 6×1, os grandes veículos de comunicação voltam a argumentar que a redução da carga horária pode gerar impactos negativos na economia, especialmente num momento de recuperação pós-pandemia. Mais uma vez, somos confrontados com esse velho discurso que visa proteger interesses que não são os do povo. É importante que o leitor tenha clareza sobre quem são esses porta-vozes. A velha mídia corporativa mantém relações intrínsecas com banqueiros e especuladores do mercado financeiro. Eles têm lado, e não é o do povo trabalhador. Em momentos importantes para a classe operária, os donos da mídia sempre se colocaram contra os interesses dos trabalhadores. Um exemplo clássico é a luta pelo 13º salário no início da década de 1960. Na época, O Globo estampou em sua manchete que o benefício seria “desastroso” para o país. O que vimos foi o oposto: uma injeção de renda que impulsionou a economia e melhorou a vida de milhões de famílias brasileiras. Neste cenário atual, a pergunta que não quer calar é: quem poderia imaginar que a mídia que foi contra o 13º salário agora se oporia ao fim da escala 6×1? A resposta é simples e está estampada nos interesses que esses veículos representam. Os patrões resistem ao fim da escala 6×1 porque querem manter a maximização de seus lucros, mesmo que isso signifique submeter os trabalhadores a jornadas exaustivas. A velha mídia, cúmplice desse sistema, presta um desserviço ao povo ao disseminar argumentos falaciosos que buscam justificar a manutenção de condições laborais precárias. Não podemos esquecer que essa mesma mídia propagou falsas promessas durante as reformas trabalhista e previdenciária. Em 2017, venderam a ideia de que a reforma trabalhista geraria 6 milhões de novos empregos. O resultado? O número de desempregados dobrou, chegando a 12 milhões. Na reforma da previdência, prometeram 10 milhões de empregos, mas o que vimos foi um aumento no número de idosos desamparados, transformados em pedintes e moradores de rua. O sistema de propriedade cruzada entre mídia e bancos forma um consórcio que não hesita em sacrificar os direitos dos trabalhadores em prol de seus próprios interesses. É um conluio que alimenta a desigualdade e perpetua a injustiça social. É hora de questionarmos esse discurso e de nos unirmos em defesa dos nossos direitos. A luta pelo fim da escala 6×1 não é apenas sobre jornadas de trabalho mais humanas; é sobre dignidade, respeito e reconhecimento do valor de cada trabalhador brasileiro A história nos mostra que conquistas importantes foram alcançadas através da resistência e da união. Não podemos permitir que os mesmos argumentos ultrapassados continuem a servir de obstáculos para o avanço dos direitos trabalhistas. Que estejamos atentos e mobilizados para enfrentar os desafios que se apresentam. A voz do povo precisa ser ouvida acima dos interesses daqueles que veem o trabalhador apenas como um meio para aumentar seus lucros.

Bolsa Família atinge metas de vacinação, pré-natal e nutrição

Beneficiários cumprem metas condicionantes do Programa. Vacinação atinge 98,99%, acompanhamento nutricional de crianças chega a 98,81% e pré-natal a 99,9% O Ministério da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome apresentaram dados animadores sobres os beneficiários do Bolsa Família. Como forma de receberem o benefício as famílias assumem compromissos no que diz respeito à saúde em três áreas: cumprimento do calendário nacional de vacinação; acompanhamento do estado nutricional para os beneficiários que tenham até 7 anos de idade incompletos; e a realização de pré-natal das gestantes. Nos três casos os resultados ficaram acima da meta estabelecida. Na vacinação a cobertura chegou a 98,99% dos beneficiários. Quanto aos dados nutricionais 98,81 das crianças foram acompanhadas. Já quanto às gestantes, 574.388 foram localizadas e 99,9% está com o pré-natal realizado. Os dados fazem parte da 1ª Vigência de 2024 do Monitoramento das Condicionalidades de Saúde do Programa Bolsa Família. De acordo com o Ministério da Saúde, o acompanhamento das condicionalidades alcançou 81% da população beneficiária, enquanto a meta era de 80%. “Essa possibilidade de as equipes acompanharem as pessoas que são beneficiárias do Bolsa Família faz toda a diferença para o trabalho da equipe de Saúde da Família, que é garantir um bom desenvolvimento na primeira infância, garantir um atendimento adequado durante o pré-natal, garantir esse cuidado e estimular a equidade”, afirma o secretário de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço. Beneficiários identificados nas recentes versões do e-SUS APS já são monitorados quanto às condicionalidades do Programa Bolsa Família automaticamente ao serem atendidos. Como apontado pelo governo, atualmente, esse acompanhamento é feito de forma semanal e os alertas debatidos com os municípios. Essa força-tarefa de monitoramento foi importante para que “nenhum município apresentasse acompanhamento abaixo de 30% – entre os 5.570, apenas 6 deles apresentaram números entre 30% e 50%. Quase 90% das cidades (4.980) verificaram um acompanhamento superior a 75%”, traz comunicado. *Informações MS

Jornada de trabalho em todos os países do G7 é inferior à do Brasil

Média de carga horária semanal do país, de 39 horas, ainda é superior à Austrália, Argentina e Coreia do Sul, países do G20. Média mundial é de 38,2 horas semanais O fim da jornada 6 x 1 no Brasil (seis dias trabalhados por um de folga) entrou no debate público e deve ser apresentado como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) na Câmara dos Deputados. Ainda que seja almejada uma redução das atuais 44 horas semanais para 36 horas – o que configuraria uma sonhada escala 4 x 3 -, o debate e a movimentação travada deve auxiliar para uma proposta já trabalhada pelo movimento sindical e movimentos sociais: a redução para 40 horas sem redução de salários. Para ilustrar o quanto o tema é necessário no país, é possível utilizar dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para mostrar que no Brasil trabalha-se muito mais do que em outros países. No caso, a média de horas trabalhadas no Brasil é superior à dos países do G7 (grupo de países mais desenvolvidos) e de metade dos países do G20. Enquanto no Brasil a média de horas semanais de trabalho fica em 39 horas, nos países do G7 é de: Canadá (32,1 horas), Alemanha (34,2), França e Reino Unido (35,9), Itália (36,6), Japão (36,6) e Estados Unidos (38). Estes dados servem para desmistificar a ideia de que em países desenvolvidos se trabalha mais. Pelo contrário. Como é possível observar, nestas localidades, trabalha-se menos, o trabalho é mais intensivo e produtivo, o que permite maior valorização da parte social pelos trabalhadores. O Brasil também está acima da média mundial que fica em 38,2 horas. E se por acaso estendermos o campo de comparação para os países do G20, o Brasil ainda fica atrás da Austrália (32,3), da Argentina (37) e da Coreia do Sul (38,6). No ranking com menores jornadas estão Vanuatu (24,7), Países Baixos ‘Holanda’ (31,6) e Etiópia 31,9. Confira abaixo os países em que a OIT atribuiu uma média no início de 2024. Jornada semanal média de trabalho por país: País Jornada (em horas) Butão 54,4 horas Emirados Árabes Unidos 50,9 Catar 48 Índia 46,7 China 46,1 Colômbia 44,2 Turquia 43,9 México 43,7 Peru 43,1 África do Sul 42,6 Angola 41,4 Cuba 41 Chile 40,4 Rússia 39,2 Brasil 39 Venezuela 38,7 Coreia do Sul 38,6 Israel 38,5 MÉDIAMUNDIAL 38,2 Portugal 38,2 Estados Unidos 38 Uruguai 37,3 Argentina 37 Espanha 36,7 Japão 36,6 Islândia 36,3 Itália 36,3 França 35,9 Reino Unido 35,9 Suíça 35,7 Irlanda 35,6 Luxemburgo 35,6 Suécia 35,3 Bélgica 35 Finlândia 34,4 Alemanha 34,2 Dinamarca 33,9 Noruega 33,7 Áustria 33,3 Nova Zelândia 33 Austrália 32,3 Canadá 32,1 Etiópia 31,9 Países Baixos 31,6 Vanuatu 24,7

Inconstitucional – PGR aciona o STF para derrubar atuação das ‘bets’ no Brasil

Em ação ao STF, Procuradoria alega que a estrutura atual dos sistemas de apostas não protege consumidores e ameaça direitos fundamentais A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra leis que regulamentam a atuação das casas de apostas no Brasil, informa a Folha de S. Paulo. A ação, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, mira diretamente as leis 14.790/2023 e 13.756/2018, que legalizaram as apostas de quota fixa, popularmente conhecidas como ‘bets’. O pedido inclui também a suspensão de uma série de portarias do Ministério da Fazenda que estabeleceram as diretrizes para a operação dessas empresas no país. Caso a ação da PGR seja acatada pelo Supremo, todas as operações de apostas digitais poderão ser consideradas ilegais em território nacional. Segundo o documento apresentado, as apostas de quota fixa referem-se a “eventos reais ou virtuais em que é definido, no momento da efetivação da aposta, quanto o apostador poderá ganhar no caso de acerto”, o que, para a PGR, acarreta riscos tanto aos consumidores quanto ao mercado brasileiro. “Reconhecida pela Suprema Corte a inconstitucionalidade das disposições que instituíram e regulamentaram a nova modalidade de apostas de quota fixa baseadas em eventos esportivos e em eventos online, o exercício da atividade não terá mais suporte normativo autorizador, passando a sua prática a ser considerada ilícita pela legislação nacional”, diz a PGR”, esclarece o texto da Procuradoria. No Brasil, as apostas esportivas foram oficialmente liberadas em 2018, ainda sob o governo Michel Temer (MDB). No entanto, a regulamentação do mercado só ganhou atenção efetiva a partir do governo Lula (PT), que criou uma estrutura normativa para monitorar e regulamentar o setor. A aprovação da lei 14.790/2023 teve como objetivo minimizar os impactos sociais de um mercado que, segundo a PGR, não atende aos “requisitos mínimos de preservação de bens e valores da Constituição Federal” ao permitir a exploração e divulgação sem restrições das apostas esportivas e dos jogos online. Em sua argumentação, a PGR destaca a insuficiência de proteção aos consumidores. Paulo Gonet enfatiza que a legislação atual falha em garantir direitos fundamentais, especialmente diante do “caráter predatório que o mercado de apostas virtuais ostenta”. A PGR também aponta para os impactos negativos no “direito à saúde, à alimentação, aos direitos do consumidor, além dos direitos da criança, do idoso e da pessoa com deficiência”. A PGR ressalta, ainda, que a maioria das empresas do setor tem sedes em outros países, dificultando a fiscalização e a arrecadação de tributos no Brasil. O novo mercado surgiu sem critérios claros de proteção aos usuários e ao mercado nacional, alega a Procuradoria, acrescentando que a falta de controle coloca em risco a unidade familiar e ignora as restrições constitucionais sobre propaganda de produtos que oferecem riscos à saúde. O ministro Luiz Fux, do STF, que é o relator do caso, declarou nesta segunda-feira (11) que a regulamentação das ‘bets’ necessita de ajustes imediatos. Durante uma audiência pública sobre o tema, Fux ressaltou a urgência de uma resposta do Supremo à questão, apontando para o primeiro semestre de 2025 como possível período para o julgamento. A audiência foi convocada após a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo ingressar com uma ADI contra a lei das apostas (n° 14.790/2023), argumento agora reforçado pela PGR

Exame Nacional do Ensino Médio teve menor abstenção em dois anos

A retomada de participantes, sobretudo daqueles que estão concluindo a educação básica, ocorre após o Enem ter chegado ao menor patamar durante o governo Jair Bolsonaro (PL) Sem nenhuma ocorrência grave, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 teve aumento do número de inscrições em relação à última edição e o crescimento da proporção de concluintes do ensino médio da rede pública entre os inscritos: 94%, contra 58% do ano anterior. O segundo dia de prova do Enem teve abstenção de 30,6% dos inscritos, disse o ministro da Educação, Camilo Santana, neste domingo (10). O número é menor que o dos últimos dois anos. A abstenção no segundo dia de prova foi de 32% em 2023 e 32,1% em 2022. Santana e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palácios, fizeram um balanço do segundo dia de aplicação do exame na noite deste domingo. O primeiro dia de prova do Enem teve uma abstenção menor, de quase 27%. O ministro disse que a presença superior de inscritos este ano em relação às edições anteriores foi resultado de inovações adotadas pelo governo, como o uso de geolocalização dos candidatos para definir o local de prova. Os candidatos fizeram neste domingo as provas de ciências da natureza e matemática. Foram 45 questões de múltipla escolha de cada área do conhecimento. Do total de inscritos, 1,6 milhão são alunos que cursam o último ano do ensino médio. O número é 15,4% superior à quantidade de alunos concluintes do ensino médio que fizeram o Enem no ano passado. A abstenção do segundo dia de prova costuma ser maior que a do primeiro dia. No último domingo, 4.999 participantes foram eliminados por infrações como sair antes do horário permitido ou utilizar equipamentos eletrônicos. A retomada de participantes na prova, sobretudo daqueles que estão concluindo a educação básica, ocorre após o Enem ter chegado ao menor patamar durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Em 2021, 3,3 milhões se inscreveram para prova, dos quais 1,1 milhão eram concluintes. Segundo os dados do Inep, 14 estados brasileiros conseguiram registrar a inscrição de 100% dos alunos de escola pública no Enem. Santa Catarina e São Paulo são os que tiveram, proporcionalmente, o menor número de inscritos, com 73,48% e 79,87%, respectivamente. O aumento das inscrições é atribuído a uma melhor comunicação e propaganda do Enem e também a ações para incentivar a participação dos alunos, como o programa Pé-de-Meia, lançado pelo governo Lula (PT) em janeiro deste ano

Lula receberá Xi Jinping no próximo dia 20 para tratar da relação bilateral

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2023, o total de importações e exportações entre os dois países alcançou US$ 160 bilhões O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai receber no próximo dia 20 (quarta-feira), no Palácio do Planalto, o presidente da China, Xi Jinping, para tratar da relação bilateral. O encontro será uma visita de estado e ocorre após a participação do líder chinês na reunião da Cúpula do G20, que será realizada entre os dias 17 e 19, no Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a China é o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2023, o total de importações e exportações entre os dois países alcançou US$ 160 bilhões. Este ano, a marca já atingiu mais de US$ 180 bilhões, ou seja, mais de R$ 1 trilhão em comércio bilateral. “O fortalecimento das relações e a ampliação das trocas comerciais está entre as prioridades internacionais do governo brasileiro, que promoveu duas missões oficiais de alto nível à China em 2023 e 2024 – a primeira liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a segunda pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin”, diz nota do MDIC. No mês passado, Alckmin e o vice-ministro de Comércio da China (MOFCOM), Wang Shouwen, debateram as relações comerciais e econômicas entre os dois países. Brasil e China se comprometeram a somar esforços pela revitalização da Organização Mundial do Comércio (OMC), que é um dos quatro temas em discussão no Grupo de Trabalho de Comércio e Investimentos do G20. Também ressaltaram o sucesso da última reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação (Cosban), realizada em junho na China. Naquela ocasião, o Alckmin se encontrou com o presidente Xi Jinping. Os dois países reforçaram o interesse em buscar sinergias em políticas de desenvolvimento, investimento e integração. Entre os temas tratados na reunião estão parceria na indústria aeronáutica, investimento na indústria automotiva, defesa comercial, comércio eletrônico e tecnologia agrícola

É penta! Flamengo vence o Atlético-MG e conquista o título da Copa do Brasil

Gonzalo Plata foi o autor do único gol do duelo; rubro-negro chega ao seu quinto título na história da competição Flamengo campeão da Copa do Brasil 2024! A equipe rubro-negra aproveitou a vantagem obtida no primeiro duelo, marcou um golaço neste domingo (10) e bateu o Atlético-MG por 1 a 0 dentro da Arena MRV, conquistando o título nacional. No primeiro duelo, no último domingo (3) no Maracanã, o Flamengo havia vencido a equipe mineira por 3 a 1. Na finalíssima desta tarde, o equatoriano Gonzalo Plata foi o autor do único gol do duelo, aos 37 da segunda etapa. Com a conquista em Minas Gerais, o Flamengo empata com o Grêmio com cinco títulos na história da Copa do Brasil. O Rubro-negro saiu vencedor em 1990, 2006, 2013, 2022 e 2024. O título nacional também garante ao Flamengo uma vaga direta para a fase de grupos da Libertadores 2025. Primeiro tempo de Atlético-MG x Flamengo Em um primeiro tempo movimentado, o Atlético-MG, empurrado por sua torcida, foi para cima do Flamengo apostando nas triangulações de seus atletas. As grandes investidas passavam por Zaracho e Scarpa, que buscavam Paulinho e Hulk. Os atleticanos deram trabalho para o goleiro rubro-negro Rossi e quase abriram o placar após trapalhada do argentino. Aos 35, Rossi tentou tocar para Pulgar, se enrolou e Paulinho por pouco não estufou as redes. O Flamengo, por sua vez, sofria atrás, mas não se intimidou com a pressão atleticana, conseguindo criar jogadas de perigo na primeira etapa, principalmente pela direita. As principais chances do rubro-negro foram de Gerson, logo aos 2 minutos, e Arrascaeta, em uma cabeçada de peixinho, aos 24. Segundo tempo O tempo ia passando e o Galo tinha só mais 45 minutos para tirar a vantagem do rival. Gabriel Milito apostou em Alan Kardec no segundo tempo, o Atlético-MG pressionou ainda mais na frente, mas esbarrava em uma tarde inspirada de Rossi. O Flamengo sabia que o Galo ia para cima e apostou na velocidade. Bruno Henrique desperdiçou duas grandes jogadas, aos 6 e 17 minutos. Aos 20 foi a vez de Michael perder uma grande chance após tentar driblar o goleiro Everson. O Atlético-MG seguia tentando, trabalhava a bola no ataque mas o nervosismo ia aumentando e beneficiando o rubro-negro. O Fla conseguiu equilibrar o jogo e chegou ao gol aos 37. Bruno Henrique lançou o equatoriano Plata, que deu um toque de cobertura tirando Everson da jogada e anotando um golaço na Arena MRV. A partir daí, cenas lamentáveis de confusão entre torcedores e atletas obrigaram a paralisação do jogo. Objetos e até bombas foram atiradas em direção aos jogadores rubro-negros. O jogo recomeçou, Everson ainda evitou o segundo gol do Flamengo em dois lances de perigo, e o rubro-negro apenas aguardou o apito final para soltar o grito de campeão! Flamengo na Copa do Brasil 10 jogos 8 vitórias 1 empate 1 derrota 83% aproveitamento 11 gols 2 gols contra

Brasil anuncia meta de redução de emissões de carbono

Contribuição Nacionalmente Determinada será levada pela comitiva brasileira à COP29, ao Azerbaijão, com proposta de redução de até 67%; ambientalistas esperavam mais O Brasil apresentou a sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para o ano de 2035. De acordo com o governo, o país tem como meta reduzir emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% até a data. Esta será a proposta brasileira entregue pela comitiva brasileira na COP29, conferência do clima da ONU que acontece em Baku, no Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro. A delegação nacional será chefiada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que apresentará a proposta de nova NDC que tem como base o Acordo de Paris. A Contribuição de cada país visa trabalhar para que o aquecimento médio do planeta não ultrapasse 1,5ºC em relação ao período pré-industrial. Apesar disso, cientistas do Instituto europeu Copernicus avaliam que 2024 será o ano mais quente já registrado na história, com uma média de aquecimento superior a 1,5ºC. Esta avaliação ocorre após registro de aceleração do aquecimento global, com diversos meses quebrando recordes de temperatura mundial média, além de 2023 já ter sido o ano mais quente registrado até então. Segundo o governo, a porcentagem indicada para a meta “equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.” O Brasil teria até fevereiro de 2025 para apresentar a meta, porém se antecipou com a finalidade de mostrar iniciativa durante a COP29: “Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático”, coloca o governo em nota. A decisão final foi marcada após encontro entre o presidente e ministros, entre eles Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O país já havia apresentado e ampliado suas metas de NDC até 2025, que passou de 37% para 48% na redução de emissões, e até 2030, de 50% para 53%. Conforme colocado pelo Planalto, em “comparação ao objetivo já estabelecido para o ano de 2030, há incremento de 13% a 29% em ambição em termos de redução de emissões absolutas.” A principal iniciativa para alcançar os resultados almejados é o combate ao desmatamento, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa pela liberação de dióxido de carbono (CO2). Assim, além de deixar de capturar o chamado de gás carbônico, as florestas devastadas liberam este que o principal potencializador do aquecimento global. Na última semana o governo apresentou dados animadores sobre a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Para potencializar o alcance das metas são trabalhadas diversas medidas como Fundo Clima, Títulos Soberanos Sustentáveis, Fundo Florestas Tropicais, Plano Combustível do Futuro, Programa de Recuperação de Pastagem Degradada, Plano de Transição Energética, Programa Nova Indústria Brasil, entre outros. Ambição abaixo das expectativas Para a CNN, a meta foi mal recebida pelos pesquisadores do Observatório do Clima, que criticaram a falta de transparência em informações cruciais sobre como será tratado o desmatamento e a utilização e combustíveis fósseis. Mas o principal é que as metas estão “desalinhadas” com uma contribuição justa que o país poderia oferecer com base na urgência do tema. Anteriormente o Observatório já havia avaliado que para atingir o compromisso de manutenção de aquecimento no limite de 1,5°C o Brasil deveria ter uma meta de redução de 92% até 2035, em relação às emissões de 2005. Ao Brasil de Fato, Alexandre Prado, do WWF Brasil, criticou a forma como a meta brasileira foi anunciada, via comunicado no site do governo, e diz esperar que novas informações sobre a ambição sejam divulgadas durante a COP29

CONSERVATÓRIO Rock é atração na programação da Semana da Cultura

Fãs de Pink Floyd, Deep Purple, Black Sabbath, Iron Maiden e de outras bandas icônicas têm encontro marcado nesta quinta-feira no Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez, que fará uma viagem pelos clássicos do Rock, dentro da 35ª Semana da Cultura, a partir das 19h30. Por Waldo Ferreira* Fabiano Santos, vocalista da banda Nação do Rock, fará uma participação especial no show, que também contará com o professor Marco Neves na bateria, Jardeson Acácio no baixo, Ana Ovídio no teclado, Tony David na guitarra, Vera Alencar, Rosane Souto e Fabricio Duarte nos vocais. Hoje, houve ainda o Jazz do Pequi Trio. A programação, que começou na segunda-feira (4), prossegue até amanhã, sexta-feira, com a apresentação dos alunos de teclado, encerrando com o concerto “Uma noite na ópera” do Grupo Lírico Bezzi. Antes, já se apresentaram o Quarteto de Cordas Lorenzo Fernândez e a Orquestra Sinfônica de Montes Claros, que tocou músicas desde o período clássico até temas marcantes do cinema mundial; e os alunos do curso de teclado. Foi realizado também concerto de piano e recital de canto, que homenageou o compositor Waldemar Henrique. Quarta-feira a programação incluiu o masterclass de guitarra com Warleyson Almeida e o show “Cordas em Harmonia”, seguido pela celebração dos 40 anos de carreira do professor Jukita Queiroz com “Nos trilhos da música”. A Semana da Cultura teve início no dia 4 em alusão ao aniversário de Oscar Lorenzo Fernândez (4 novembro de 1897), pai de Marina Silva Lorenzo Fernândez, fundadora do Conservatório, inaugurado em março de 1961. * Jornalista